Monday, April 23, 2012

C4SS - The State is an Epidemic

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PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
The State is an Epidemic
O Estado é uma Epidemia
Knapp: So why don't we treat it like one?
Knapp: Então por que não o tratamos como tal?
Posted by Thomas L. Knapp on Apr 17, 2012 in Commentary
Afixado por Thomas L. Knapp em 17 de abril de 2012 em Commentary
Of all the standard counter-arguments to the anarchist idea that I run into, perhaps the most frustrating is “well, yes, I concede that there are a lot of problems with political government, but how do I know that whatever you propose as a replacement won’t be even worse?”
De todos os contra-argumentos padronizados com que me deparo em oposição à ideia anarquista, talvez o mais frustrante seja “bem, sim, concedo haver uma série de problemas no tocante ao governo político, mas como posso saber que o que quer que você proponha em lugar dele não será ainda pior?”
My equally standard five-word retort — “how COULD it be worse?” — obviously bears some elaboration, but I think that the laundry list of reasons why it probably couldn’t be worse deserves a prefatory analogy:
Minha igualmente padronizada resposta de cinco palavras — “como PODERIA algo ser pior?” — obviamente pede alguma elaboração, mas acredito que o rol de motivos pelos quais nada poderia ser pior merece uma analogia à guisa de prefácio:
Suppose that you have suffered, since childhood, from a chronic cough, and that as an adult you begin to notice that this cough is accompanied by the spitting up of blood.
Suponha que você tenha sofrido, desde a infância, de tosse crônica e que, agora adulto, comece a perceber a tosse ser companhada de expectoração de sangue.
Suppose further that all your life, all around you, you have seen your friends suffering the same kind of cough, the same bloody sputum, and eventual death.
Suponha, ademais, que, durante toda a vida, você tenha visto seus amigos em torno de você sofrerem do mesmo tipo de tosse, do mesmo escarro de sangue, morrendo finalmente em consequência.
Finally, suppose that when you consult a physician, he declines to treat the cough. “After all,” he asks, “if we get rid of the cough, who knows what will replace it? Your feet might fall off. Your head might explode. Yes, I know the cough is painful, serves no useful purpose and portends your eventual death, but the alternative might be even worse! What if curing it turns you into a brain-eating zombie? Sorry, but unless I know exactly what would follow a cure, I’m just going to keep these antibiotics locked up.”
Finalmente, suponha que, ao consultar um médico, este decline de tratar a tosse. “Afinal de contas,” pergunta ele, “se acabarmos com a tosse, sabe-se lá o que a substituirá? Seus pés poderão encarquilhar-se. Sua cabeça poderá explodir. Eu sei, a tosse é penosa, não atende a nenhuma finalidade útil e pressagia morte no final, mas a alternativa poderá ser ainda pior! Já pensou se curar essa tosse transformar você num zumbi comedor de cérebros? Sinto muito, mas a menos que eu saiba exatamente o que se seguirá à cura, simplesmente manterei estes antibióticos trancados.”
I doubt you’d find such an answer satisfactory … but that’s exactly the answer supporters of the state offer in response to any suggestion that it may be time for their overgrown killer street gangs — “governments” — to stand down.
Duvido que você achasse essa resposta satisfatória … mas essa é exatamente a resposta que os partidários do estado oferecem diante de qualquer sugestão de que poderá ser boa hora de suas gangues de rua assassinas hipertrofiadas — “governos” — se aposentarem.
Political government has always been a useless, painful cancer on humanity. Its most evolved mutation, the Westphalian nation-state, has metastasized over the last 360-odd years, covering the globe with tumors of “national sovereignty” which perpetually eat away at the humanity they infest, using that humanity partially as fuel for their own growth and partially as fodder for their wars with other, similar tumors.
O governo político sempre foi um câncer inútil e doloroso da humanidade. Sua mutação mais plena, o estado-nação westfaliano, espraiou-se ao longo dos últimos 360 anos, cobrindo o globo de tumores de “soberania nacional” que perpetuamente erodem a humanidade que infestam, usando essa humanidade parcialmente como combustível para seu próprio aumento e parcialmente como forragem para guerra a outros tumores análogos.
It’s difficult to grasp the scale of damage political government has done, but the work of Professor Emeritus RJ Rummel of the University of Hawaii — no anarchist himself — is a good place to start. In the 20th century alone, according to Rummel, “democide” (murder by government) resulted in at least 262 million human deaths.
É difícil apreender a escala dos danos perpetrados pelo governo político, mas a obra do Professor Emério da Universidade do Havaí RJ Rummel — ele próprio não anarquista — é um bom lugar para começar. Só no século 20, de acordo com Rummel, o “democídio” (assassínio pelo governo) resultou em pelo menos 262 milhões de pessoas mortas.
When I call Rummel’s work a place to start, that’s exactly what I mean. His definition of “democide” encompasses only “killing on purpose.” Accidental and incidental deaths (for example, the deaths of tens of thousands of patients awaiting regulatory approval of life-saving medications, police killings not pursuant to a policy aimed specifically at those deaths, etc.) aren’t included.
Quando digo que a obra de Rummel é um lugar para começar, é exatamente o que quero dizer. A definição dele de “democídio” abrange apenas “matar com a intenção de fazê-lo.” Mortes acidentais ou incidentais (por exemplo, a morte de dezenas de milhares de pacientes esperando aprovação de regulamentação de medicamentos indispensáveis à sobrevivência, assassínios pela polícia não decorrentes de nenhuma política visante específicamente a tais mortes etc.) não estão incluídas.
The population of the United States at the end of the 20th century stood at about 280 million. Even using low numbers, we can be reasonably sure that in the 20th century, a number of human beings nearly equivalent to that entire population were murdered by governments worldwide.
A população dos Estados Unidos no final do século 20 situava-se em torno de 280 milhões. Mesmo usando números baixos, podemos estar razoavelmente seguros de que, no século 20, número de seres humanos praticamente equivalente a tal população inteira foi assassinado por governos em todo o mundo.
My personal guess for actual deaths inflicted by Westphalian nation-statism in the 20th century, when we add in those accidental and incidental deaths, is at least twice Rummel’s number, and probably more. For the sake of argument, let’s call it 600 million. That’s 1/10th of the world’s population as of 2000.
Meu palpite pessoal no tocante a morte efetivamente infligida pelo estado nacional westfaliano no século 20, quando acrescentemos as mortes acidentais e incidentais, é pelo menos o dobro do número de Rummel, e provavelmente mais. Para efeito de argumentação, situemo-lo em 600 milhões. O que representa 1/10 da população do mundo no ano 2000.
That, fellow humans, is an epidemic on a global scale unlike anything seen since the Black Death of the Middle Ages.
Essa, queridos companheiros humanos, é uma epidemia de escala global sem qualquer outra parecida desde a Peste Negra da Idade Média.
When smallpox, polio, tuberculosis or flu kill millions, our response is to isolate or quarantine their carriers, develop treatments and vaccines, and do our damnedest to eradicate those diseases. We don’t waste our time worrying about what new diseases may pop up or what might follow a cure; we deal with that which afflicts us first and foremost.
Quando varíola, poliomielite, tuberculose ou gripe matam milhões, nossa reação é isolar ou pôr em quarentena seus vetores, desenvolver tratamentos e vacinas, e fazer o impossível para erradicar tais doenças. Não perdemos nosso tempo preocupando-nos com que novas doenças poderão pulular ou o que se seguirá à cura; damos prioridade total àquilo que nos aflige.
But when anarchists point out the deadly nature of the state, which routinely and predictably kills people in numbers on the same scale as any of those aforementioned scourges, its defenders clasp the disease to their breasts and wail that they just don’t know what we’d do without it.
Quando, porém, os anarquistas denunciam a natureza letal do estado, que rotineira e previsivelmente mata pessoas em números da mesma escala de quaisquer daqueles flagelos acima mencionados, os defensores do estado comprimem a doença contra o peito e choramingam que simplesmente não conseguem imaginar o que fariam sem ela.
Well, I know what most of us would do without it: We’d live. And personally I think living is better than dying. How about you?
Ora bem, eu sei o que a maioria de nós faria sem ela: Viveríamos. E, pessoalmente, considero viver melhor do que morrer. E você?
Thomas L. Knapp is Senior News Analyst and Media Coordinator at the Center for a Stateless Society (c4ss.org).
Thomas L. Knapp é Analista de Notícias e Coordenador de Mídia sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org).


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