Sunday, April 29, 2012

C4SS - Free the Market, Abolish the Wage System

http://c4ss.org/content/10124
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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Free the Market, Abolish the Wage System
Libertemos o Mercado, Extingamos o Sistema de Salários
Posted by Kevin Carson on Apr 14, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 14 de abril de 2012 em Commentary
Several weeks ago, Julian Sanchez announced his intent to leave the Cato Institute if the Koch brothers’ attempted takeover was successful. Corey Robin seized the opportunity to chide libertarians for our alleged inconsistency on the job culture (“When Libertarians Go to Work,” March 7).
Há várias semanas Julian Sanchez anunciou sua intenção de deixar o Instituto Cato se a tentativa de aquisição pelos irmãos Koch for bem-sucedida. Corey Robin valeu-se da oportunidade para dar um puxão de orelhas nos libertários por nossa alegada incoerência no tocante à cultura do trabalho (“Quando os Libertários Vão para o Trabalho,” 7 de março.
Sanchez didn’t challenge the Kochs’ right to take over Cato if they could. He simply criticized a Koch takeover as undesirable. After such a takeover, he argued, he would likely face constraints on his autonomy and integrity from the new owners, with his freedom to seek out and speak the truth subordinated to their political agenda.
Sanchez não questionou o direito dos Koch de adquirirem o Cato se puderem. Simplesmente criticou a aquisição pelos Koch considerando-a indesejável. Depois de tal aquisição, argumentou ele, ele provavelmente enfrentaria restrições a sua autonomia e integridade por parte dos novos donos, com sua liberdade de pesquisar e falar a verdade subordinada à agenda política daqueles.
All well and good, says Robin. But why don’t libertarians like Sanchez follow such analysis to its logical conclusion? The Left has consistently criticized not only the culture of subordination in the workplace, but the economic power structures on which it depends.
Tudo bem, diz Robin. Por que, entretanto, libertários como Sanchez não levam tal análise a sua conclusão lógica? A Esquerda tem criticado sistematicamente não apenas a cultura da subordinação no local de trabalho, como também as estruturas de poder econômico nas quais ela se assenta.
Sanchez mentions lack of constraints from mortgage or family as a factor in his decision. Aha! says Robin — that’s just it! The vast majority of workers do experience such economic constraints, given the wealth and power differentials that the wage system depends on, and therefore don’t have the luxury of walking away from an authoritarian workplace. So Sanchez, typical libertarian that he is, ignores the ways in which the less privileged are subjected to coercive working conditions as a result of the economic structure.
Sanchez menciona ausência de compromissos de hipoteca ou família como fator em sua decisão. Ahá, diz Robin — é exatamente isso! A vasta maioria dos trabalhadores arca com esses compromissos econômicos, dados os diferenciais de riqueza e poder no qual se assenta o sistema de salários, e portanto não pode dar-se ao luxo de simplesmente abandonar o emprego autoritário. Assim Sanchez, libertário típico que é, deixa de atentar para as formas pelas quais os menos privilegiados são sujeitados a condições coercitivas de trabalho como resultado da estrutura econômica.
Corey, I’d like to introduce you to the left-libertarians. I’m affiliated with a pretty good cluster of them at the Center for a Stateless Society — a left-wing market anarchist think tank of which I’m research associate and news commentator — and we overlap considerably with another cluster in the Alliance of the Libertarian Left. Analyzing the ways the state intervenes in the market to strengthen the bargaining power of employers against that of workers is our — and my — bread and butter.
Corey, eu gostaria de apresentar a você os libertários de esquerda. Estou associado a excelente grupo deles no Centro por uma Sociedade sem Estado — um instituto de pesquisa interdisciplinar anarquista de mercado de esquerda onde sou associado de pesquia e comentador de notícias — e sobrepomo-nos em boa parte a outro grupo que integra a Aliança da Esquerda Libertária. Analisar as formas pelas quais o estado intervém no mercado para fortalecer o poder de barganha dos empregadores contra o dos trabalhadores é nosso — e meu — pão de cada dia.
As libertarians, we don’t want to abridge the freedom to contract wage employment any more than Julian Sanchez does. But we see subordination and hierarchy as undesirable. And we want to reduce, as much as possible, material constraints that promote entry into such authoritarian relationships.
Como libertários nós, tanto quanto Julian Sanchez, não queremos restringir a liberdade de contrato do emprego assalariado. Vemos, porém, subordinação e hierarquia como indesejáveis. E desejamos reduzir, tanto quanto possível, restrições materiais que promovem a entrada em tais relacionamentos autoritários.
Under capitalism — as opposed to a freed market — the state makes the means of production artificially scarce and expensive for workers, and raises the threshold of comfortable subsistence, so that workers are artificially dependent on wage labor.
No capitalismo — por oposição a no livre mercado — o estado torna os meios de produção artificalmente escassos e dispendiosos para os trabalhadores, e eleva o limiar da subsistência confortável, de tal maneira que os trabalhadores fiquem artificialmente dependentes do trabalho assalariado.
The state enforces artificial property rights and artificial scarcities, like so-called “intellectual property” (the source of the $150 markup on Nike sneakers that cost $5 to produce) and absentee title to vacant and unimproved land. It organizes the economy into oligopoly cartels, with “sticky” prices (probably a 20% price markup in most industries) and enormously inefficient and high-overhead production methods. It enforces entry barriers to self-employment by inflating the capital outlays required for production, through such things as “safety” codes that criminalize the use of ordinary household capital goods and zoning laws that criminalize household microenterprises. It impedes comfortable subsistence by promoting real estate bubbles and criminalizing competition from vernacular building techniques.
O estado impõe direitos artificiais de propriedade e formas de escassez artificiais, como a assim chamada “propriedade intelectual” (fonte do sobrepreço de $150 dólares nos tênis da Nike, que custam $5 dólares para serem produzidos) e títulos de proprietário fundiário ausente para terra vaga e não beneficiada. Organiza a economia em cartéis oligopolistas, com preços “inelásticos” (provavelmente sobrepreço de 20% na maioria das indústrias) e métodos de produção enormemente ineficientes e com despesas gerais [overhead] elevadas. Impõe barreiras à iniciativa de autoemprego, mediante inflar os dispêndios de capital requeridos para produção, por meio de coisas tais como códigos de “segurança” que criminam o uso de bens de capital domésticos ordinários, e leis de zoneamento que criminam empresas domésticas. Tolhe a subsistência confortável por meio do fomento de bolhas imobiliárias e crimina a competição de técnicas de construção vernáculas.
Economic exploitation is possible only when competition from the possibility of self-employment is closed off and wage employment is the only game in town. Just as the British state colluded with employers in the Enclosures to obstruct access to natural opportunities, modern employers under corporate capitalism use the state to enclose natural opportunities as a source of rent. The overall effect is to increase the share of needs that must be met through wage employment rather than self-employment or the informal and household sector, and to inflate the number of people seeking employment relative to available jobs. Hence, workers are forced to compete for jobs in a buyer’s market.
A exploração econômica só é possível quando a competição oriunda da possibilidade de autoemprego é impedida e o emprego assalariado se torna a única alternativa disponível. Do mesmo modo que o estado britânico acumpliciou-se com os empregadores no tocante aos Cercados [Enclosures] para obstruir acesso a oportunidades naturais, os empregadores modernos, no capitalismo corporativo, usam o estado para eliminar oportunidades naturais como fonte de renda. O efeito global é o aumento da fatia de necessidades, que para serem satisfeitas passam agora a depender do trabalho assalariado em vez de do autoemprego dos setores informal e doméstico, e o aumento do número de pessoas em busca de emprego em comparação com os empregos disponíveis. Portanto, os trabalhadores são forçados a competir por emprego num mercado comprador.
In a freed market, with all these artificial property rights and artificial scarcities removed, the situation would be reversed. Many people on the margin would leave wage employment altogether, each household would require fewer wage-workers to bring in cash income, those engaged in wage employment would have to work fewer hours to supplement their self-provisioning in the informal economy, and millions of people would retire earlier. Employers would find themselves forced to compete for labor, instead of the other way around, and workers would have the material means to step away from the bargaining table and live off their own resources while awaiting offers more to their liking.
Num livre mercado, com todos esses direitos artificiais de propriedade e formas de escassez artificial removidos, a situação se inverteria. Muitas pessoas na margem deixariam totalmente o emprego assalariado, cada família requereria menos trabalhadores assalariados para trazer dinheiro para casa, os empregados assalariados teriam de trabalhar menos horas para suplementar seu sustento próprio na economia informal, e milhões de pessoas se aposentariam mais cedo. Os empregadores se veriam forçados a competir por trabalho, em vez do inverso, e os trabalhadores teriam os meios materiais para abandonar a mesa de negociações e viver de seus próprios recursos enquanto à espera de ofertas mais palatáveis.
In short, the state is the friend of employers and the enemy of labor. A freed market means liberation from the wage system.
Em suma, o estado é amigo dos empregadores e inimigo do trabalhador. Um mercado libertado significa libertação do sistema de salários.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Kevin Carson, Free the Market, Abolish the Wage System, Infoshop News, 04/16/12
Kevin Carson, Libertemos o Mercado, Extingamos o Sistema de Salários, Infoshop News, 16/04/2012
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária , e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas,  A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


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