Saturday, March 10, 2012

This Can't Be Happening - Goebbels Would Stand in Awe: The US Corporate News Media are Rank Propagandists on Iran

This Cant’t Be Happening
Não Dá Para Acreditar Que Esteja Acontecendo
Goebbels Would Stand in Awe: The US Corporate News Media are Rank Propagandists on Iran
Goebbels Ficaria Pasmo: A Mídia Noticiosa Corporativa dos Estados Unidos é Rematada Propagandista no Tocante ao Irã
Tue, 03/06/2012 - 13:51 — Anonymous
Terça, 06/03/2012 - 13:51 — Anônimo
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Dave Lindorff
Dave Lindorff
The sorry state of American journalism is on full display in the coverage by the corporate media of the ongoing crisis surrounding Iran’s nuclear fuel program.
O lastimável estado do jornalismo estadunidense pode ser visto às escâncaras na cobertura, pela mídia corporativa, da crise em andamento em torno do programa de combustível nuclear do Irã.
The leaders of both Israel and the U.S. have publicly threatened to attack Iran -- Israel saying it could do so within weeks, President Obama warning that he would consider attacking Iran militarily if he were convinced that that nation was building an atomic bomb.
Os líderes tanto de Israel quanto dos Estados Unidos têm publicamente ameaçado atacar o Irã – Israel dizendo que poderia fazê-lo em questão de semanas, o Presidente Obama advertindo que cogitaria de atacar o Irã caso se convencesse de aquela nação estar construindo bomba atômica.
Not once, in reporting on these threats of aggressive war by Israel and/or the United States, has any major U.S. news organization, in print or on the air, included any reference to the U.N. Charter or to the fact that what is being contemplated is an invasion by Israel or the United States of a country that has not even been shown to be producing or planning to produce a nuclear weapon, much less to be in possession of one. Not once, in any of these daily reports on the Iran “crisis,” has any report by these news organizations -- including National Public Radio -- interviewed a source who could point out that what is being discussed is the most serious of all war crimes: the crime against peace (the same crime that led to the hanging, after World War II, of several military leaders in Japan and Germany).
Nem uma só vez, ao dar notícia dessas ameaças de guerra de agressão por Israel e/ou os Estados Unidos, qualquer grande organização noticiosa dos Estados Unidos, de mídia impressa ou posta no ar, incluiu qualquer referência à Carta das Nações Unidas ou ao fato de o que está sendo cogitado é invasão, por Israel ou Estados Unidos, de um país a respeito do qual sequer se mostrou estar produzindo ou planejando produzir arma nuclear, e muito menos estar de posse de tal tipo de arma. Nem uma vez, em qualquer desses relatos diários acerca da “crise” do Irã, qualquer informe dessas organizaçãoes de notícias – inclusive a Rádio Pública Nacional – entrevistou fonte que pudesse destacar que o que está sendo discutido é o mais sério de todos os crimes de guerra: o crime contra a paz (o mesmo crime que levou à forca, depois da Segunda Guerra Mundial, diversos líderes militares do Japão e da Alemanha).
The law itself is crystal clear. Under the UN Charter it is the ultimate war crime for a nation to initiate an aggressive war against another country that has not attacked it or that does not pose an “imminent threat” of attack. And given that even Israeli and US intelligence officials concede that Iran is not at this time making a bomb, and thus cannot hope to have a working one even a year from now were they to begin a crash program, there is simply no imminent threat.
A lei é clara como água. De acordo com a Carta das Nações Unidas, o crime de guerra supremo de uma nação é tomar a iniciativa de guerra de agressão contra outro país que não a tenha atacado ou que não represente “ameaça iminente” de ataque. E dado que as autoridades de inteligência de Israel e dos Estados Unidos concedem que o Irã não está, no momento, fazendo uma bomba, e portanto não teria como esperar possuir bomba operacional nem mesmo daqui a um ano caso desse início a um programa intensivo, simplesmente não existe ameaça iminente.
Even when a perfect opportunity arrived for making this point -- a public statement Feb. 27 by Brazil’s Foreign Minister Antonio Patriota, at the United Nations, reminding UN Secretary General Ban Ki-Moon that an attack by Israel or the US on Iran would be “contrary to international law,” and urging Ban to address the issue -- this trenchant and news-worthy warning was totally blacked out by the U.S. corporate news media.
Mesmo quando surgiu oportunidade perfeita para deixar isso claro – declaração pública, de 27 de fevereiro, do Ministro do Exterior brasileiro Antonio Patriota, nas Nações Unidas, lembrando ao Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon que ataque por Israel ou pelos Estados Unidos ao Irã seria “contrário à lei internaional,” e instando com Ban para que desse atenção ao assunto – essa advertência vigorosa e digna de nota foi totalmente deixada passar pela mídia noticiosa corporativa dos Estados Unidos.
There was no news report on Patriota’s warning in the Washington Post, the New York Times or other major newspapers. There was no mention of it on CNN or other major news stations either.
Não houve relato noticioso da advertência de Patriota no Washington Post, no New York Times ou em outros grandes jornais. Não houve menção dela na CNN nem em outras grandes estações noticiosas.
As far as most Americans go, the statement by the foreign minister of one of the world’s biggest nations, and a leader among the developing nations of the world, never happened.
No concernente à maioria dos estadunidenses, a declaração do ministro do exterior de uma das maiores nações do mundo, e líder entre as nações em desenvolvimento do mundo, nunca aconteceu.
Instead, the American news media have been running article after article, often on page one above the fold, or as the lead item on the hour, debating when Israel might attack Iran, whether the U.S. would come to Israel’s aid if it did attack, or if after it attacked, Iran retaliated by firing missiles at Israel, the US would join Israel. Even worse, the media have been running and airing stories quoting Pentagon sources and retired military personnel (often still on the Pentagon payroll) describing how an Israeli or a US attack on Iran would likely be conducted. All this without mentioning the criminality of it all.
Em vez disso, a mídia noticiosa estadunidense vem publicando artigo após artigo, amiúde na parte superior da primeira página, ou como assunto principal da hora, debatendo quando Israel poderia atacar o Irã, se os Estados Unidos auxiliariam Israel se este atacasse, ou se depois de ele atacar o Irã retaliasse lançando mísseis contra Israel os Estados Unidos se juntariam a Israel. Pior ainda, a mídia tem publicado e transmitido notícias citando fontes do Pentágono e pessoal militar reformado (amiúde ainda na folha de pagamento do Pentágono) descrevendo como ataque israelense ou estadunidense contra o Iraque provavelmente seria conduzido. Isso tudo sem mencionar, em absoluto, a criminalidade disso.
It’s as though we were siting in Germany in 1938, reading articles in the local newspapers speculating about how Germany’s future attack on Poland would be conducted, or when and how the Blitzkrieg against the Low Countries would play out.
É como se estivéssemos localizados na Alemanha em 1938, lendo artigos nos jornais locais especulando acerca de como o ataque futuro da Alemanha à Polônia seria conduzido, ou quando e como a Blitzkrieg contra os Países Baixos teria lugar.
What we are getting is not news. It is propaganda. The Nazi propaganda chief Joseph Goebbels, had he not killed himself to avoid capture and execution for war crimes by the Allies at the end of the war, would surely marvel at how his methods are being aped and refined by the media in one of his leading democratic enemies some seven decades after he put the German media in service to the Third Reich.
O que estamos obtendo não são notícias. É propaganda. O chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels, não tivesse cometido suicídio para evitar captura e execução, pelos Aliados,  por crimes de guerra, no final da guerra, seguramente ficaria encantado com como seus métodos estão sendo imitados e refinados pela mídia de um de seus principais inimigos democráticos sete décadas depois dele ter posto a mídia alemã a serviço do Terceiro Reich.
At least the Los Angeles Times belatedly, on March 5, ran an op-ed article by Yale Law professor Bruce Ackerman making the point that a US attack on Iran would be both a war crime and a violation of US law. As he explains, since the US is a signatory of the UN Charter--a treaty ratified by the Senate -- its provisions banning aggressive wars have become, under Article II of the US Constitution, an integral part of US law.
Pelo menos o Los Angeles Times tardiamente, em 5 de março, publicou um artigo opinativo do Professor de Direito de Yale Bruce Ackerman deixando claro que ataque dos Estados Unidos ao Irã seria tanto crime de guerra quanto violação da lei dos Estados Unidos. Como explica, visto serem os Estados Unidos signatários da Carta das Nações Unidas – tratado ratificado pelo Senado – as disposições de referido instrumento proibindo guerras de agressão tornaram-se, de acordo com o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos, parte integrante da lei dos Estados Unidos.
Ackerman notes that in 1981, when Israel unilaterally bombed and destroyed the Osirik nuclear reactor in Saddam Hussein’s Iraq, the US voted for a unanimous UN Security Council Resolution condemning that attack, and he quoted then British Prime Minister Margaret Thatcher, whose country also voted for the resolution, as saying, “Armed attack in such circumstances cannot be justified. It represents a grave breach of international law.”
Ackerman observa que, em 1981, quando Israel bombardeou e destruiu unilateralmente o reator nuclear Osirik no Iraque de Saddam Hussein, os Estados Unidos votaram favoravelmente a unânime Resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando aquele ataque, e citou então a Primeira-Ministra Britânica Margaret Thatcher, cujo país também votou em favor da resolução, que disse: “Ataque armado em tais circunstâncias não tem justificativa. Representa grave violação da lei internacional.”
But why is such information as Ackerman’s only appearing on the L.A. Times opinion page?
Por que, porém, informação como a de Ackerman só aparece na página de opinião do L.A. Times?
Ackerman is an authority on international law at one of the pre-eminent law schools in the country. He should be getting quoted as an authority in news articles where attacking Iran is being discussed. What he says about the U.N. Charter and about a war of aggression being flat-out illegal is not an opinion. It is a fact. He and this important fact belong on the news pages.
Ackerman é autoridade em lei internacional em uma das preeminentes faculdades de direito do país. Deveria estar sendo citado como autoridade em artigos noticiosos onde ataque ao Irã estivesse sendo discutido. O que ele diz acerca da Carta das Nações Unidas e acerca de guerra de agressão ser flagrantemente ilegal não é opinião. É fato. Ele e esse importante fato enquadram-se nas páginas de notícias.
Bad enough that he is being relegated by the editors of the Los Angeles Times to the opinion page ghetto, but he is being totally ignored by the editors of other major news organizations. He is too dangerous even for their opinion pages.
Já é bastante ruim ele ser relegado, pelos editores do Los Angeles Times, ao gueto da página de opinião, mas ele está sendo totalmente ignorado pelos editores de outras grandes organizações de notícias. É perigoso demais até para as páginas de opinião deles.
When this kind of thing happens, it is clear that what passes for mainstream journalism in the US is not really journalism at all. It is propaganda--in this case pro-Israel, pro-war propaganda. That’s why we see calls in the US media for Iran to submit to UN inspection of its entire nuclear program, while no similar demand is made of Israel, which has some 300 nuclear weapons, and which has never allowed in any inspectors.
Quando esse tipo de coisa acontece, fica claro que o que passa por jornalismo da grande mídia nos Estados Unidos não é realmente jornalismo coisa alguma. É propaganda – neste caso propaganda pró-Israel, pró-guerra. Eis porque vemos apelos na mídia dos Estados Unidos para que o Irã submeta todo o seu programa nuclear a inspeção das Nações Unidas, enquanto demandas análogas não são feitas em relação a Israel, que tem cerca de 300 armas nucleares, e que nunca permitiu a entrada de quaisquer inspetores.
There is no difference between the war-mongering coverage by the mainstream media with respect to Iran today and the war-mongering coverage we experienced in 2002-2003 in the run-up to another criminal war of aggression, the Bush/Cheney invasion of Iraq -- another country that posed no imminent threat to the United States.
Não há qualquer diferença entre a cobertura de incitação à guerra da mídia majoritária no tocante ao Irã no presente e a cobertura de incitação à guerra que experimentamos em 2002-2003 às vésperas de outra guerra criminosa de agressão, a invasão Bush/Cheney do Iraque – outro país que não representava ameaça iminente para os Estados Unidos.
Fortunately Americans willing to make the effort do have other sources of news. They could read the alternative US media, like this publication or perhaps look abroad, say at the Irish News Beacon online, where Patriota’s statement was reported properly as significant news. Unfortunately, most Americans are content to passively receive their “news” as it is vetted, twisted and spoon-fed to them from the corporate propaganda machine, though. This may explain why polls show more than 50 percent of Americans to be in support of a campaign to bomb Iran, while only 19 percent of Israelis, who still have real newspapers and real journalists at least, want to do the same thing.
Felizmente os estadunidenses dispostos a fazer o esforço contam com outras fontes de notícias. Podem ler a mídia alternativa dos Estados Unidos, como esta publicação, ou talvez olhar para fora, digamos para o irlandês Farol de Notícias online, onde a declaração de Patriota foi noticiada adequadamente como notícia importante. Infelizmente, porém, os estadunidenses, em sua maioria, satisfazem-se com receber passivamente suas “notícias” tal como verificadas, torcidas e dadas na boca deles a partir da máquina corporativa de propaganda. Talvez isso explique por que as pesquisas mostram que mais de 50 por cento dos estadunidenses apoiam campanha para bombardear o Irã, e apenas 19 por cento dos israelenses, que pelo menos ainda têm jornais e jornalistas de verdade, querem fazer a mesma coisa.
Copyright © 2012 This Can't Be Happening.
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