Friday, March 30, 2012

C4SS - Another Hero of the Freedom Movement: Jeremy Hammond

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Another Hero of the Freedom Movement: Jeremy Hammond
Outro Herói do Movimento da Liberdade: Jeremy Hammond
Posted by Kevin Carson on Mar 27, 2012 in Commentary
Postado por Kevin Carson em 27 de março de 2012 em Commentary
While the anarchist, antiwar and information freedom movements focus their attention — rightly so — on Bradley Manning’s torture and detention for exposing U.S. war crimes, let’s also spare some attention for another hero: Jeremy Hammond.
Enquanto os movimentos anarquista, antiguerra e de liberdade de informação focam sua atenção — corretamente — na tortura e detenção de Bradley Manning por expor os crimes de guerra dos Estados Unidos, dediquemos também alguma atenção a outro herói: Jeremy Hammond.
Hammond is allegedly the main hacker behind last December’s LulzSec hack of Stratfor, a quasi-private corporate intelligence and strategic analysis firm with close ties to the national security state. As someone who used to regularly read their analysis (helpfully “pirated” and distributed by a subscriber on an email list I frequented), I can testify to its quality.
Hammond seria, alega-se, o principal hacker por trás da invasão, pelo LulzSec, em dezembro último, da Stratfor, dita firma privada de inteligência corporativa e análise estratégica com estreitos vínculos com o estado de segurança nacional. Como alguém familiarizado com a leitura regular das análises feitas por ela (prestativamente “pirateadas” e distribuídas por assinante numa lista de email que eu frequentava), posso testemunhar de sua qualidade.
Stratfor, although firmly on the side of the bad guys, delivers brutally frank and realistic assessments of the strategic situation for the American national security community and for transnational corporations in need of amoral and honest situational analysis of the countries they’re planning to bleed, rape and pillage.
A Stratfor, embora firmemente do lado dos bandidos, efetua avaliações brutalmente francas e realistas acerca de situação estratégica para a comunidade estadunidense de segurança nacional e para corporações transnacionais necessitadas de análise situacional amoral e honesta dos países que pretendem sangrar, estuprar e pilhar.
Stratfor analyses of geopolitical realities, like the coalescence of the Shanghai Cooperation Organization as a counter to U.S. military hegemony in Central Asia, read like an Inner Party briefing for Big Brother on the balance of power between Oceania and Eurasia. Stratfor earns every dollar it receives from its paymasters.
As análises da Stratfor de realidades geopolíticas, tais como a progressiva consolidação da Organização de Cooperação de Xanghai como contraposição à hegemonia militar dos Estados Unidos na Ásia Central, assemelham-se a um resumo do Partido Interno para o Grande Irmão acerca do equilibrio de poder entre Oceânia e Eurásia. A Stratfor merece cada dólar que recebe dos que a pagam.
LulzSec (and allegedly Hammond) hacked Stratfor’s intranet and publicized an enormous cache of internal documents, emails, and subscriber data. This was a near-crippling blow to Stratfor, as well as a revelation into the cynical terms in which the good old boys of the national security state discuss the world when they think the rabble who supply blood and treasure for their wars are out of earshot. No talk about “spreading democracy” and “defending our freedoms,” when the women and servants are in bed and it’s “just us men” sitting in leather chairs with their cigars and brandy snifters.
O LulzSec (e, alega-se, Hammond) invadiram a intranet da Stratfor e tornaram público enorme acervo de documentos, emails e dados de assinantes internos. O que representou golpe quase estropiante para a Stratfor, bem como revelação dos termos cínicos usados pelos compadres do estado de segurança nacional ao discutirem o mundo quando acham que a plebe que fornece sangue e dinheiro para as guerras deles não está ouvindo. Nenhuma conversa acerca de “disseminar a democracia” e “defender nossas formas de liberdade,” quando as mulheres e os empregados estão dormindo e estamos “só nós os homens” sentados em cadeiras de couro com charutos e copos de conhaque.
Of course the response of the mainstream press and establishment liberal commentariat is drivel, ranging in tone from scathing denunciation to concerned hand-wringing about Hammond’s “troubled past.” Some of it, like his marijuana arrests, only an idiot would regard as relevant to anything.
Obviamente a reação da imprensa majoritária e do comentarista liberal do establishment é a de falar besteiras, com o tom variando de denúncia implacável a preocupada discussão do “passado complicado” de Hammond. Parte do qual, como suas detenções por causa de maconha, só um idiota consideraria como relevante para qualquer efeito.
AP correspondent Michael Tarm calls Hammond a “dogged, malicious hacker,” based on an alleged online chat in which he “appears to delight in the damage he caused Stratfor.” In other words, he’s “doggedly malicious” against the corporate state in exactly the same way as Sam Adams against the British Empire and Nelson Mandela against the Apartheid. Hammond’s alleged exultation at the downfall of Stratfor sounds to me an awful lot like Americans cheering the staged pulldown of Saddam’s statue in April 2003.
O correspondente da AP Michael Tarm chama Hammond de “hacker obstinado e mal-intencionado,” com base em alegado bate-papo online no qual ele “parece deleitar-se com o dano que causou à Stratfor.” Em outras palavras, ele é “obstinadamente mal-intencionado” contra o estado corporativo exatamente do mesmo modo que Sam[uel] Adams contra o Império Britânico e Nelson Mandela contra o Apartheid. A alegada exultação de Hammond com os danos à reputação da Stratfor soa-me parecidíssima com os estadunidenses aclamando a derrubada da estátua de Saddam em abril de 2003.
Tarm may consider the Little Eichmanns in the CIA, Pentagon, State Department and Stratfor the “good guys,” and Hammond and LulzSec the “bad guys.” But that hardly makes Hammond a sociopathic caricature like Leopold and Loeb. Anyone who feels sorry for the Stratfor subscribers whose identities and credit information were publicized should bear in mind that these people included a former Vice President and a former CIA Director.
Tarm pode considerar os Pequenos Eichmanns da CIA, do Pentágono, do Departamento de Estado e da Stratfor como os “mocinhos,” e Hammond e o LulzSec os “bandidos.” Isso, porém, dificilmente torna Hammond uma caricatura sociopata como Leopold e Loeb. Qualquer pessoa que lamente terem sido tornadas públicas as identidades e informações de crédito dos assinantes da Stratfor deveria lembrar que entre essas pessoas estavam um ex-Vice-Presidente e um ex-Diretor da CIA.
The FBI had better hope they’ve arrested the six people in the world with skills equal to the Stratfor doxing. I believe such skills are proliferating faster than their possessors can be arrested. The first large-scale doxing, against HBGary, occurred over a year ago, before Sabu was turned — and when who knows how many second- and third-tier hackers were learning under his mentorship.
É bom que o FBI tenha prendido as seis pessoas no mundo com habilidades equivalentes às das que obtiveram as informações rastreando a Stratfor. Acredito que tais habilidades estão proliferando mais depressa do que a velocidade em que os que as possuem possam ser presos. O primeiro rastreamento de informações de grande porte, contra a HBGary, ocorreu há mais de um ano, antes de Sabu ser preso — e quando sabe-se lá quantos hackers de segundo e terceiro nível aprendiam tendo-o como mentor.
If the FBI failed to eviscerate the human capital of Anonymous, then when they manage to regroup the FBI will be at the top of the list of institutions that should “be very afraid.” Security analyst John Robb suggests that security in the FBI’s enormous computer infrastructure is about as full of holes as HBGary’s and Stratfor’s. Imagine the goodies: Unredacted files on activists, new identities of participants in the witness protection program, etc. Despite this setback, I believe we’re headed for a near future in which another government agency or large corporation falls victim to a Stratfor-scale hack every week.
Se o FBI tiver fracassado em eviscerar o capital humano do Anonymous, então quando este conseguir se reagrupar o FBI estará no topo da lista de instituições que deveriam estar “com muito medo.” O analista de segurança John Robb sugere que a segurança na enorme infraestrutura de segurança do FBI está aproximadamente tão cheia de buracos quanto as de HBGary e Stratfor. Imaginem a cena: Arquivos não editados acerca de ativistas, novas identidades de participantes do programa de proteção de testemunhas etc. A despeito do atual percalço, acredito que rumamos para um futuro próximo no qual outro órgão do governo ou grande corporação será vítima de uma invasão de escala similar à da Stratfor toda semana.
Villains and heroes usually switch places in historical accounts when a revolution succeeds. Today’s “insurgents,” “terrorists” and “traitors” become tomorrow’s “freedom fighters.” And today’s “leaders” and “patriots” become tomorrow’s tyrants and state terrorists. We’re in the early stages of a prolonged revolutionary struggle between self-organized networks and hierarchical institutions — a struggle in which I believe the forces of voluntary association and horizontalism are almost certain to win in the long run.  And when that struggle is won, when the Pentagon is leveled and sown with salt and the NYSE is a manure storage warehouse, people like Assange, Manning and Hammond will be remembered as martyrs of the Revolution.
Vilãos e heróis usualmente trocam de lugares em descrições históricas quando uma revolução vence. Os “insurgentes,” “terroristas” e “traidores” tornam-se os “combatentes pela liberdade” de amanhã. E os “líderes” e “patriotas” de hoje tornam-se os tiranos e terroristas de estado de amanhã. Estamos nos estágios precoces de prolongada luta revolucionária entre redes auto-organizadas e instituições hierárquicas — luta na qual, acredito, as forças de associação voluntária e horizontalismo quase certamente vencerão no longo prazo. E quando a vitória for alcançada, quando o Pentágono for demolido e semeado de sal e o NYSE for um armazém de depósito de esterco, pessoas como Assange, Manning e Hammond serão lembradas como mártires da Revolução.
Stratfor is on the side of evil and Hammond’s alleged actions against it were entirely warranted. I condemn his arrest and prosecution.
Stratfor está do lado do mal e as alegadas ações de Hammond contra ela foram inteiramente justificadas. Condeno a detenção e o processo contra ele.
C4SS (c4ss.org) Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS (c4ss.org) Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos em Ecopnomia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e  A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos livremente disponíveis online. Carson já escreveu também para publicações tais como: TO Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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