Wednesday, February 1, 2012

NameBase - Brazil and CIA


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CounterSpy, April - May 1979, pp. 4-23.
CounterSpy, abril-maio de 1979, pp. 4-23.
Brazil and CIA
Brasil e CIA
By Peter Gribbin
Por Peter Gribbin
In the rush to consolidate its role as the new leader of the so-called Free World, the U.S. government saw as a major task the containment of countries which, during the Second World War, had begun to pursue an independent course of development. If and when change was to occur, it was to be of a made-to-order variety,   directed from Washington. To this end, the establishment of powerful, centralized police forces in Asia, Africa, and especially Latin America   became a top priority.
Na arremetida para consolidar seu papel como novo líder do assim chamado Mundo Livre, o governo dos Estados Unidos entendeu como tarefa essencial a contenção de países que, durante a Segunda Guerra Mundial, haviam começado a perseguir curso independente de desenvolvimento. Se e quando ocorreria mudança, deveria ser do tipo sob medida, dirigida por Washington. Para isso, o estabelecimento de forças policiais poderosas e centralizadas na Ásia, na África e especialmente na América Latina tornou-se prioridade máxima. 
The person the Eisenhower administration charged with organizing a task force on police training was Byron Engle.1 He was chosen because of his experiences training Japanese police after WW II and setting up a police advisory board in Turkey. Funding for the new police program supposedly came from the State Department, even though Engle had been with the CIA since 1947. This prompted FBI head J. Edgar Hoover to complain that the police program was just one more CIA cover.2
A pessoa que a administração Eisenhower encarregou de organizar uma força-tarefa para treinamento da polícia foi Byron Engle.1 Ele foi escolhido por causa de suas experiências no treinamento da polícia japonesa depois da Segunda Guerra Mundial e da criação de uma comissão consultiva da polícia na Turquia. O financiamento do novo programa de polícia vinha pretensamente do Departamento de Estado, embora Engle trabalhasse na CIA desde 1947. Isso levou o chefe do FBI J. Edgar Hoover a reclamar de o programa de polícia ser apenas mais uma fachada da CIA.2
When the Kennedy administration moved into Washington, Engle's program took on new life. The cabinet-level Counter-Intelligence (C-I) Group was headed by Maxwell Taylor, a former general who was later named U.S Ambassador to South Vietnam. The C-I Group along with the CIA was responsible for creating the Special Forces (Green Berets); new training in counter-insurgency at military schools from the National War College on down; and new courses at the Foreign Service Institute, all designed to make members of the State Department, the CIA and the military branches knowledgeable in counter-insurgency techniques. In addition, a special Committee on Police and Police Training was set up under the direction of U. Alexis Johnson, who has worked hand-in-glove with the CIA throughout his career. Johnson later became deputy ambassador to South Vietnam, but in his present capacity he appointed Engle as head of the new, expanded police program. After all, hadn't Engle once trained 100,000 Japanese police in only two months?3
Quando a administração Kennedy instalou-se em Washington, o programa de Engle ganhou vida nova. O Grupo de ContraInteligência (C-I), com nível de gabinete, era chefiado por Maxwell Taylor, ex-general posteriormente nomeado Embaixador dos Estados Unidos no Vietnã do Sul. O Grupo C-I, juntamente com a CIA, foi responsável por criar as Forças Especiais (Boinas Verdes); por novo treinamento em contrainsurgência em escolas militares da Escola Nacional de Guerra para baixo; e por novos cursos no Instituto de Serviço Exterior, todos concebidos para tornar membros do Departamento de Estado, da CIA e das instituições militares versados em técnicas de contrainsurgência. Além disso, foi criada uma Comissão especial de Polícia e Treinamento de Polícia sob a direção de U. Alexis Johnson, que tem trabalhado estreitamente com a CIA ao longo de sua carreira. Mais tarde Johnson tornou-se embaixador adjunto no Vietnã do Sul mas, em sua atual função, nomeou Engle como chefe do novo programa expandido de polícia. Afinal de contas, não havia Engle treinado, no passado, 100.000 policiais japoneses em apenas dois meses?3
In the Fall of 1961, just as Joao Goulart was taking over the presidency, the United States began an expanded influx of CIA agents and AID officials into Brazil. AID Public Safety advisers like Dan Mitrione were responsible for "improving" the Brazilian police forces. Engle sent CIA officer Lauren J. (Jack) Goin to Brazil under the cover of "adviser in scientific investigations." Before coming to Brazil, Goin had set up the first police advisory team in Indonesia which was instrumental in the CIA-backed coup which culminated in the documented killing of over three-hundred thousand Indonesians. He had also served with Engle when the first police advisory team was created in Turkey.4 
No outono de 1961, exatamente quando João Goulart assumia a presidência, os Estados Unidos deram início a expansão do fluxo de entrada de agentes da CIA e de autoridades da AID no Brasil. Assessores de Segurança Pública da AID como Dan Mitrione eram responsáveis por "melhorar" as forças policiais brasileiras. Engle enviou o oficial da CIA Lauren J. (Jack) Goin para o Brasil sob a capa de "assessor de investigações científicas." Antes de vir ao Brasil, Goin havia criado a primeira equipe de assessoramento de polícia na Indonésia, a qual havia sido fundamental no golpe apoiado pela CIA que culminara na matança documentada de trezentos mil indonésios. Também trabalhara com Engle quando criada a primeira equipe consultiva de polícia na Turquia.4 

Economic Background

Plano de Fundo Econômico

The Goulart regime of 1961-1964 represented the "fundamental contradiction between a government's responsibility to the citizens who elected it, and the obedience to the demands of foreign creditors expressed in the IMF stabilization program."5 A government which refuses to make any gesture toward meeting their conditions frequently finds its international credit for imports cut off which, in turn, increases the likelihood of a CIA-induced, right-wing coup.
O regime de Goulart de 1961-1964 representava a "contradição fundamental entre a responsabilidade de um governo perante os cidadãos que o haviam eleito e a obediência às exigências de credores externos expressas no programa de estabilização do FMI."5 Um governo que se recuse a fazer qualquer gesto no sentido de atender às condições desses últimos frequentemente tem cortados seu crédito internacional para importações o que, por sua vez, aumenta a probabilidade de golpe de direita induzido pela CIA. 
A country in the throes of a balance of payments crisis is usually unable to obtain needed credit unless "significant policy changes are made."6 For   example, new loans may be obtained only through a change away from nationalist economic policies toward measures favoring foreign investment. As is being increasingly borne out by other Third World countries, Brazil's democratic system at the start of the 1960s proved unequal to the difficult challenge posed by the foreign exchange constraint. Since Goulart was elected by a "populist" coalition of voters spanning class lines, the party system itself discouraged strategies that might put any significant group at   a disadvantage. In this atmosphere, the coup of '64 became a sine qua non for new U.S. credit.
Um país nos espasmos de uma crise do balanço de pagamentos geralmente é incapaz de obter o crédito necessário, a menos que "sejam feitas mudanças significativas de política."6 Por exemplo, só podem ser obtidos novos empréstimos por meio de mudanças que envolvam distanciamento das políticas econômicas nacionalistas e aproximação de medidas favoráveis a investimento externo. Como cada vez mais confirmado por outros países do Terceiro Mundo, o sistema democrático do Brasil no começo dos anos 1960 revelou-se não estar à altura do difícil desafio representado pela limitação do câmbio exterior. Visto Goulart ter sido eleito por uma coalizão "populista" de eleitores cruzando linhas de classe, o próprio sistema partidário desaconselhava estratégias que pudessem colocar qualquer grupo significativo em desvantagem. Nessa atmosfera, o golpe de 1964 tornou-se um sine qua non para crédito novo dos Estados Unidos.
Previously, in 1958, President Juscelino Kubitschek had been forced to come to an agreement with the International Monetary Fund on certain stabilization measures in order to secure a $300 million loan.7 (His predecessor, Getulio Vargas, had committed suicide in 1954. Behind him he left a document in which he blamed outside forces for helping to create the circumstances that drove him to take his life: "The foreign companies made profits of up to five hundred percent. They demonstrably deprived the state of more than a hundred million dollars by false evaluations of import goods.8) But the president of the Bank of Brazil refused to go along with the government's proposed credit squeeze which would have caused a depression in   the private sector. After floundering around for the greater part of 1958, instituting half-way measures unacceptable to the IMF, Kubitschek broke off negotiations and gave up hope for the American loan. He managed to obtain the needed foreign credit by means of a short-term, high-cost loan from private sources abroad. But his successor, Janio Quadros, inherited a full-scale debt repayment crisis that could no longer be postponed.
Anteriormente, em 1958, o Presidente Juscelino Kubitschek havia sido forçado a entrar em acordo com o Fundo Monetário Internacional no tocante a certas medidas de estabilização a fim de conseguir empréstimo de $300 milhões de dólares.7 (Seu predecessor, Getúlio Vargas, havia cometido suicídio em 1954. Deixou documento no qual culpava forças externas por ajudarem a criar as circunstâncias que o impeliram a tirar a própria vida: "As empresas externas tiveram lucros de até quinhentos por cento. Elas comprovadamente privaram o estado de mais de cem milhões dólares mediante falsas avaliações de bens de importação.8) O presidente do Banco do Brasil, contudo, recusou-se a concordar com o proposto aperto de crédito do governo que teria causado depressão no setor privado. Depois de debater-se durante a maior parte de 1958, instituindo meias medidas inaceitáveis pelo FMI, Kubitschek encerrou negociações e perdeu a esperança de obter o empréstimo estadunidense. Conseguiu obter o crédito externo necessário por meio de empréstimo de curto prazo e alto custo oriundo de fontes privadas no exterior. Seu sucessor Jânio Quadros, porém, herdou uma crise de pagamento de escala total que não podia mais ser adiada.
Quadros immediately came to terms with the IMF and his foreign creditors. He abolished the "exchange auctions" which the Brazilian government, by auctioning off its foreign exchange reserves to the highest bidder/importer, had previously used as a source of revenue.9 Certain exchange controls (subsidies) were established for "necessary" imports, effecting a devaluation of the Brazilian cruzeiro by fifty percent. The IMF was still not satisfied, however, and by July of 1961 it succeeded in forcing Quadros to abolish all exchange controls and to peg all exchange transactions at the (free) world market rate.10
Quadros imediatamente aceitou as condições do FMI e dos credores externos. Extinguiu os "leilões de câmbio" que o governo brasileiro, vendendo suas reservas de câmbio exterior ao ofertante/investidor que oferecesse mais, havia usado previamente como fonte de receita.9 Certos controles de câmbio (subsídios) foram estabelecidos para importações "necessárias," efetuando-se desvalorização do cruzeiro brasileiro em cinquenta por cento. O FMI, porém, ainda não estava satisfeito e, ao chegar julho de 1961, conseguiu forçar Quadros a extinguir todos os controles de câmbio e a atrelar todas as transações de câmbio à taxa de mercado do mundo (livre).10
By meeting the IMF's demands, Quadros was able to negotiate new credits and reschedule payments due with his U.S. and European creditors. Inflation still raged, however, and when Quadros limited credit (like Kubitschek before him) he came up against strong political counterpressures. Hoping to win popular support   and a new mandate to lead the country, Quadros resigned after only eight months in office.
Mediante aceitar as exigências do FMI, Quadros ficou em condição de negociar novos créditos e reescalonar pagamentos devidos com seus credores dos Estados Unidos e da Europa. A inflação, entretanto, ainda castigava, e quando Quadros limitou o crédito (como Kubitschek antes dele) entrou em rota de colisão com fortes contrapressões políticas. Esperando conseguir apoio popular e novo mandato para governar o país, Quadros renunciou depois de apenas oito meses no cargo.
Although some sources saw his resignation as being forced upon him by the CIA, Quadros had,   in fact, been the U.S. government's last hope for bringing their brand of stability to Brazil within a democratic framework. In the New York   Times of August 26, 1961, the mood of the State Department was described as "one of fear that the departure of President Quadros from Brazil's political scene, if it is not reversed, would plunge the country into serious political difficulties threatening its stability and interfering with the financial and economic stabilization program."
Embora algumas fontes vejam a renúncia dele forçada pela CIA, Quadros havia, em realidade, sido a última esperança do governo dos Estados Unidos para trazer sua versão de estabilidade ao Brasil dentro de um arcabouço democrático. No New York Times de 26 de agosto de 1961 o estado de espírito do Departamento de Estado foi descrito como "de temor de que a partida do Presidente Quadros do cenário político brasileiro, se não revertida, mergulhasse o país em sérias dificuldades políticas ameaçadoras da estabilidade nacional e interferentes no programa financeiro e econômico de estabilização."
Quadros' successor, Joao Goulart, whose political strength rested on the close ties he had fostered with the unions while Minister of Labor under Vargas, was to the left of the Brazilian political spectrum. The real threat -- to industrialists, the army and foreign investors -- was the likelihood that under Goulart organized labor would become the dominant political force in Brazil.11 If Quadros could not carry through his stabilization program, there seemed even less to hope for, in that respect, from Goulart.
O sucessor de Quadros, João Goulart, cuja força política assentava-se nos estreitos vínculos que havia fomentado com os sindicatos quando Ministro do Trabalho no governo Vargas, situava-se à esquerda do espectro político brasileiro. A real ameaça -- para industriais, forças armadas e investidores estrangeiros -- era a probabilidade de, sob Goulart, o trabalho organizado se tornar a força política dominante no Brasil.11 Se Quadros não havia podido levar a cabo seu programa de estabilização, parecia haver ainda menos esperança, nesse particular, de que Goulart o fizesse. 
During Goulart's presidency, the contradictions inherent in Brazil's post-war development reached the breaking point. Goulart had inherited the accumulated problems of fifteen years of inflation and foreign borrowing which none of his   predecessors had successfully tackled. Brazil's last effort at economic stabilization within a democratic framework was made in 1963. The Three-Year plan, drawn up by Minister of Finance, Santiago Dantas, and Minister for Economic Planning, Celso Furtado, was made with one eye on the Brazilian electorate and the other on the IMF.12
No decurso da presidência de Goulart, as contradições inerentes ao desenvolvimento pós-guerra brasileiro atingiram o ponto de ruptura. Goulart havia herdado os   problemas acumulados de quinze anos de inflação e empréstimos externos que nenhum de seus predecessores havia atacado com sucesso. O último esforço de estabilização econômica do Brasil dentro de um arcabouço democrático foi feito em 1963. O plano Trienal, traçado pelo Ministro da Fazenda, Santiago Dantas, e o Ministro do Planejamento Econômico, Celso Furtado, foi feito com um olho no eleitorado brasileiro e outro no FMI.12
On the one hand, this plan promised to carry out tax and agrarian reforms while resuming a high rate of growth. Simultaneously, however, it sought to curb inflation which was a precondition for receiving new credits and/or deferral of payments due. In 1963, this crushing debt repayment burden threatened to eat up 45 percent of Brazil's export earnings.13 When the plan was presented to the IMF, the latter wanted more stringent conditions. These were: devaluation of the cruzeiro; exchange reform which meant abolishing subsidies on the import of wheat and petroleum; and, restrictions on the budget deficit (which translated into a cutback in government services) and on wage increases. These restrictions were designed to contract the money supply and depress the costs of goods and labor. Cheaper goods and labor (at the expense of the workers) would make Brazilian products more competitive on the world market. But the contradictory elements of the Three-Year Plan soon exploded.
Por um lado esse plano prometia levar a efeito reformas tributária e agrária, enquanto retomando alta taxa de crescimento. Simultaneamente, entretanto, ele buscava   conter a inflação, o que era pré-condição para a recepção de novos créditos e/ou postergamento de pagamentos devidos. Em 1963, esse esmagador fardo de pagamento da dívida ameaçava engolir 45 por cento dos ganhos de exportação do Brasil.13 Quando o plano foi apresentado ao FMI, este quis condições mais severas. Que eram: desvalorização do cruzeiro; reforma cambial envolvendo extinção de subsídios à importação de trigo e petróleo; e restrições ao déficit orçamentário (traduzindo-se em corte de serviços do governo) e a aumentos de salário. Essas restrições foram concebidas para contrair o suprimento de moeda e deprimir os custos de bens e trabalho. Bens e trabalho mais baratos (a expensas dos trabalhadores) tornariam os produtos brasileiros mais competitivos no mercado mundial. Os elementos contraditórios do Plano Trienal, entretanto, logo se tornaram visíveis.
Brazil was able to head off imminent disaster when the Agency for International Development (AID) agreed to release $400 million on the condition that the government stick to its austerity program.14 The government's program   was doomed to failure, however, because of a proposed 70 percent wage increase to government employees -- the military among them -- whose support was necessary if Goulart was to stay in power. Caught between a rock and a hard place, Goulart gave in to the wage increase and held off on the proposed stabilization. The U.S. immediately suspended its aid disbursements.
O Brasil conseguiu evitar iminente desastre quando a Agência de Desenvolvimento Internacional (AID) concordou em liberar $400 milhões de dólares sob condição de o governo seguir ao pé da letra seu programa de austeridade.14 O programa do governo, porém, estava condenado ao fracasso, por causa de um   aumento proposto de 70 por cento nos salários dos funcionários do governo -- entre eles os militares -- cujo apoio era indispensável para Goulart manter-se no poder. Apanhado entre a rocha e a pedra, Goulart deu o aumento de salário e adiou a proposta estabilização. Os Estados Unidos imediatamente suspenderam seus desembolsos de ajuda. 
Goulart further exacerbated American hostility towards him when he signed the Profit Remittance Law.15 This law, which infuriated foreign investors, provided that profit remittances could be calculated only on the amount of capital originally brought into the country, and not on the (much larger) unremitted   past profits which had been reinvested in Brazil. U.S. distaste for Goulart was expressed in the cutting-off of aid to his government while at the same time giving aid to certain conservative state governors (Carlos Lacerda in Guanabara and Adhemar de Barros in Sao Paulo) with whom it thought it could do business.
Goulart exacerbou ainda mais a hostilidade estadunidense em relação a si ao assinar a Lei de Remessa de Lucros.15 Tal lei, que deixou possessos os   investidores externos, dispunha que remessas de lucros só podiam ser calculadas sobre o montante de capital originalmente trazido para o país, e não sobre os lucros passados (muito maiores) não remetidos que haviam sido reinvestidos no Brasil. O desagrado dos Estados Unidos em relação a Goulart foi expressado por meio do corte de ajuda a seu governo enquanto davam ajuda a certos governadores de estado conservadores (Carlos Lacerda na Guanabara e Adhemar de Barros em São Paulo) com os quais achavam que podiam fazer negócios. 
The final act of Goulart's futile attempt to placate both foreign and domestic interests was played out in the first quarter of 1964. Early in the year, Goulart held discussions on yet another exchange reform and rescheduling of Brazil's foreign debt with a three-man team from the IMF. But this attempt to come to terms with his creditors fell through when, in a gesture towards the Left, he announced the expropriation and redistribution of privately owned land and the nationalization of private oil refineries. Unfortunately, these moves did more to mobilize the Right than they did to gain support from the Left. On April 1, 1964, the military quickly deposed Goulart and installed its own caretaker government.
O ato final da inútil tentativa de Goulart de aplacar interesses tanto estrangeiros quanto domésticos teve lugar no primeiro trimestre de 1964. No começo do ano Goulart discutiu outra reforma cambial e reescalonamento da dívida externa do Brasil com equipe de três homens do FMI. Essa tentativa de entrar em acordo com os credores, porém, falhou quando, num gesto rumo à Esquerda, anunciou a expropriação e a redistribuição de terra de propriedade privada e a nacionalização de refinarias privadas de petróleo. Infelizmente, essas manobras fizeram mais para mobilizar a Direita do que para ganhar apoio da Esquerda. Em 1o. de abril de 1964 a instituição militar rapidamente depôs Goulart e instalou seu próprio governo interino. 
The subsequent fifteen years have shown that with the overthrow of Joao Goulart, democracy in Brazil came to a screeching halt. After a shaky twenty years, basic political rights were abandoned. Provisions of the First Institutional Act drawn up after the coup created a cassacao, or political death for ten years. These emergency powers soon gave way to a Second Institutional Act. The Fifth Institutional Act shut down Congress, suspended habeas corpus for political activity, and gave full autocratic power to the president.16 Labor laws enacted after the coup rescinded virtually all job-related rights: the right to strike, to negotiate directly with the employers instead of the state, and to establish trade union representation within factories.17 The destruction of democracy in Brazil was evidence of the impossibility of serving two masters. Goulart was never able to reconcile the legitimate demands of domestic pressure groups with the external economic constraints of Brazil's creditors. As a final ironic twist, Goulart's refusal to succumb to foreign pressures only served to irritate undemocratic forces inside Brazil to the point where they saw it in their interest to get rid of democracy and Goulart in one fell swoop.
Os quinze anos seguintes mostraram que, com a derrubada de João Goulart, a democracia no Brasil deu uma freada brusca. Depois de instáveis vinte anos, direitos políticos básicos foram abandonados. As disposições do Ato Institucional Número Um redigido após o golpe criaram a cassação, ou morte política por dez anos. Esses poderes de emergência logo deram lugar a um Ato Institucional Número Dois. O Ato Institucional Número Cinco fechou o Congresso, suspendeu o habeas corpus no tocante a atividades políticas e concedeu poder autocrático pleno ao presidente.16 As leis do trabalho aprovadas depois do golpe extinguiram  praticamente todos os direitos relacionados com o trabalho: o direito de greve, de negociar diretamente com os empregadores em vez de com o estado, e de estabelecer representação de sindicatos de trabalhadores dentro das fábricas.17 A destruição da democracia no Brasil era evidência da impossibilidade de servir a dois senhores. Goulart nunca conseguiu conciliar as demandas legítimas dos grupos de pressão domésticos com os constrangimentos econômicos externos dos credores do Brasil. Como irônica inversão final, a recusa de Goulart a sucumbir a pressões externas apenas serviu para irritar forças não democráticas dentro do Brasil a ponto de elas concluírem ser de seu interesse livrarem-se da democracia e de Goulart de uma vez só. 

Imperialism's Internal Allies: Brazil's National Enemies

Os Aliados Internos do Imperialismo: Os Inimigos Nacionais do Brasil

In the fall of 1961, just as Joao Goulart was assuming the presidency, the United States began to make contact with his right-wing opposition. At the same time, the CIA began a multifaceted penetration of Brazilian society designed to influence that country's internal politics. Lincoln Gordon, U.S. ambassador to Brazil, was appointed the same day that Goulart's predecessor, Janio Quadros resigned. Soon after his arrival in October, Gordon met with a right-wing admiral named Silvio Heck. Heck informed Gordon of a poll of the armed services which revealed that over two-thirds of the enlisted men opposed Goulart. Heck also hoped that when it came time to oust Goulart "the U.S would take an understanding view."18 Although Gordon later determined that Heck's figures were exaggerated, he never once warned Goulart or his advisers of this conspiracy.
No outono de 1961, exatamente enquanto João Goulart assumia a presidência, os Estados Unidos começaram a fazer contato com a oposição de direita a ele. Ao mesmo tempo, a CIA começou uma penetração multifacetada da sociedade brasileira, concebida para influenciar a política interna do país. Lincoln Gordon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, foi nomeado no mesmo dia em que o predecessor de Goulart, Jânio Quadros, renunciou. Logo após sua chegada em outubro Gordon encontrou-se com um almirante de direita chamado Sílvio Heck. Heck informou Gordon de uma pesquisa das forças armadas a qual revelara que mais de dois terços dos praças de pré opunham-se a Goulart. Heck também esperava que quando chegasse a hora de derrubar Goulart "os Estados Unidos tivessem uma atitude compreensiva."18 Embora posteriormente Gordon tenha concluído que os números de Heck eram exagerados, nem uma vez advertiu Goulart ou seus assessores dessa conspiração.
The CIA, for its part, took more than a passive interest in helping right-wing military forces come to power in Brazil. The overthrow of Goulart and the destruction of democracy in Brazil was effected through the manipulation of diverse social groups. Police, the military, political parties, labor unions, student federations and housewives associations were all exploited in the interest of stirring up opposition to Goulart. Yet, while Washington's original intent may have been to replace Goulart with the strongman General Castello Branco, the guaranty of the coup's longterm success demanded an increase in U.S. material and training for the Brazilian security forces which continues to this day.
A CIA, por sua vez, tinha mais do que interesse passivo em ajudar as forças militares de direita a ascenderem ao poder no Brasil. A derrubada de Goulart e a destruição da democracia no Brasil foram efetuadas por meio da manipulação de diversos grupos sociais. A polícia, a instituição militar, os partidos políticos, sindicatos de trabalhadores, federações de estudantes e associações de donas de casa foram todos explorados no interesse de provocar oposição a Goulart. No entanto, embora a intenção original de Washington possa ter sido substituir Goulart pelo homem-forte General Castello Branco, a garantia do sucesso do golpe no longo prazo demandava aumento de material e treinamento das forças de segurança brasileiras pelos Estados Unidos, que continuam até hoje.
The military coup took as its first president Humberto Castello Branco, a man who had a long   and close relationship with the United States military. During the Allied invasion of Italy in 1945, a number of prominent Brazilian officers participating in the campaign became exposed to American military ideas and tactics.19 Castello Branco's roommate in Italy was a CIA-coup engineer, then-Lieutenant Colonel Vernon (Dick) Walters. In 1964, Walters was the U.S. embassy's military attaché, and the man most closely connected with Brazil's military leadership.
O golpe militar teve como seu primeiro presidente Humberto Castello Branco, homem de longo e estreito relacionamento com a instituição militar dos Estados Unidos. Durante a invasão Aliada da Itália em 1945, diversos preeminentes oficiais brasileiros participantes da campanha ficaram expostos a ideias e táticas militares estadunidenses.19 O colega de quarto de Castello Branco na Itália era um arquiteto de golpes da CIA, o então Tenente-Coronel Vernon (Dick) Walters. Em 1964, Walters era o adido militar da embaixada dos Estados Unidos, e o homem mais intimamente conexo com a liderança militar brasileira. 
Since the end of World War II, Washington had used its role as policeman of the so-called Free World to justify expanding its influence in the Brazilian forces. Military planning between the two countries was coordinated by a Joint Brazil United   States Military Commission (JBUSMC). In   1949, the Pentagon helped Brazil set up and staff the Escola Superior de Guerra (Advanced War College), a carbon copy of the U.S. National War College.20
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial Washington usou seu papel como policial do assim chamado Mundo Livre para justificar sua crescente influência nas forças brasileiras. O planejamento militar entre os dois países foi coordenado por uma Comissão Militar Conjunta Brasil-Estados Unidos (JBUSMC). Em 1949, o Pentágono ajudou o Brasil a criar e dotar de pessoal a Escola Superior de Guerra, cópia carbono da Escola Nacional de Guerra dos Estados Unidos.20
The Advanced War College is responsible for national security studies, development of military   strategy, and ideas on nation building -- the last being taken from the Pentagon and the U.S. Army's experience in reconstructing postwar Japan.21 To this day, the college has graduated over three thousand civilians and military managers indoctrinated in a right-wing military ideology and the belief that only the armed forces can lead Brazil to its proper destiny as the great power of Latin America.22
A Escola Superior de Guerra é responsável por estudos de segurança nacional, desenvolvimento de estratégia militar e ideias a respeito de construção de nação -- estas últimas tomadas da experiência do Pentágono e do Exército dos Estados Unidos na reconstrução do Japão pós-guerra.21 Até hoje a escola já diplomou mais de três mil administradores civis e militares doutrinados numa ideologia militar de direita e na crença de que só as forças armadas podem levar o Brasil a seu destino adequado como a grande potência da América Latina.22
Another Brazilian army general who was instrumental in the coup was Golbery do Couto e Silva. Like Castello Branco, Couto e Silva was a member of Brazil's military elite who became enamored of U.S. military thinking while a member of the Allied expeditionary force in Italy in 1945.23 The Brazilian army's "intellectual gray eminence," Couto e Silva was particularly influential in the formation of the Advanced War College, popularly known as the "Brazilian Sorbonne." At one point the head of Dow Chemical's Brazilian section, Couto e Silva became head of Brazil's first national intelligence service, the SNI, after the coup in 1964.24
Outro general do exército participante do golpe foi Golbery do Couto e Silva. Como Castello Branco, Couto e Silva era membro da elite militar do Brasil que se encantou com o pensamento militar dos Estados Unidos quando membro da força expedicionária Aliada na Itália em 1945.23 "Eminência parda intelectual" do exército do Brasil, Couto e Silva foi particularmente influente na formação da Escola Superior de Guerra, popularmente conhecida como "Sorbonne Brasileira." A certa altura chefe da secção brasileira da Dow Chemical, Couto e Silva tornou-se chefe do primeiro serviço nacional de inteligência do Brasil, o SNI, depois do golpe de 1964.24
In the early 60s, the now-retired General Couto e Silva became the chief of staff at the Institute for Social Research Studies (IPES, in Portuguese). The leading inspiration at IPES was Glycon de Paiva,25 a mining engineer from the state of Minas Gerais. To avoid detection, IPES posed as an educational organization that donated money to reduce illiteracy among poor children. IPES' real work, however, was organizing opposition to Goulart and maintaining dossiers on anyone de Paiva considered an enemy.
No início dos anos 1960, o hoje reformado General Couto e Silva tornou-se chefe do estado-maior do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES, em português). O principal insuflador do IPES era Glycon de Paiva,25 engenheiro de mineração do estado de Minas Gerais. Para evitar detecção, o IPES posava de organização educacional que doava dinheiro para reduzir o analfabetismo entre crianças. O real trabalho do IPES, porém, era organizar oposição a Goulart e manter dossiês de qualquer pessoa que Paiva considerasse inimiga.
Making the rounds of Brazil's major industrialists, de Paiva was able to appeal to their interests by translating his visceral hatred of communism into a simple message they could understand: Goulart wants to take away from you that which is yours. In this way, de Paiva was able to drum up close to $20,000 a month in donations.26
Fazendo a ronda dos maiores industriais do Brasil, de Paiva conseguia apelar para os interesses deles ao traduzir seu ódio visceral ao comunismo numa mensagem simples que eles conseguiam entender: Goulart quer tirar de vocês o que é de vocês. Desse modo, de Paiva conseguiu obter perto de $20.000 dólares por mês em doações.26
One immediate target of IPES' anti-Goulart campaign were housewives, whom de Paiva recognized as being receptive to warnings about the threat that communism posed to the Brazilian family, and to the values of society in general. He set up women's societies in all the major cities. In Rio de Janeiro it was called the Women's Campaign for Democracy (CAMDE).27 During the week of the coup in March 1964, IPES organized a huge march against Goulart. In Sao Paulo 10,000 people joined a March of the Family with God for Freedom. Sao Paulo women presented a manifesto on behalf of Christian democracy, while at the same time the   Archbishop of Sao Paulo forbade his bishops from participating in the march because he said it had been funded by the U.S. advertising agency, McCann Erickson.28
Alvo imediato da campanha antiGoulart do IPES eram as donas de casa, às quais de Paiva reconhecia como sendo receptivas a advertências acerca da ameaça que o comunismo representava para a família brasileira, e para os valores da sociedade em geral. Ele criou sociedades de mulheres em todas as grandes cidades. No Rio de Janeiro a sociedade era chamada de Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE).27 Durante a semana do golpe em março de 1964 o IPES organizou enorme marcha contra Goulart. Em São Paulo 10.000 pessoas juntaram-se numa Marcha da Família com Deus pela Liberdade. As mulheres de São Paulo apresentaram um manifesto em favor da democracia cristã enquanto, ao mesmo tempo, o Arcebispo de São Paulo proibia seus bispos de participarem da marcha porque, disse ele, ela havia sido financiada pela agência de publicidade estadunidense McCann Erickson.28
De Paiva's major concern, however, was the threat posed by Goulart's openness towards the Left. In this respect, Couto e Silva's role in keeping files at IPES was twofold. On the one hand, he put paid agents in the Brazilian military to make sure that key men throughout the services remained loyal to the Brazilian "nation" and not to Goulart. At the same time, IPES placed paid informers in factories, schools, and government offices to report on supporters of Goulart. Petrobras, the state-owned oil company, received special attention as de Paiva was convinced that Goulart had many supporters there. Before Couto e Silva was finished, IPES had files on 400,000 "enemies" of Brazil.29
A maior preocupação de de Paiva, contudo, era a ameaça representada pela abertura de Goulart em relação à Esquerda. Sob esse aspecto, o papel de Couto e Silva em manter arquivos no IPES era duplo. De um lado, ele punha agentes pagos na instituição militar brasileira para garantir que homens decisivos em todos os serviços permanecessem leais à "nação" brasileira e não a Goulart. Ao mesmo tempo, o IPES colocava informantes pagos em fábricas, escolas e gabinetes do governo para informarem acerca de partidários de Goulart. A Petrobrás, companhia de petróleo de propriedade do estado, recebia especial atenção visto de Paiva estar convencido de que Goulart tinha muitos apoiadores lá. Antes de Couto e Silva deixar o cargo, o IPES tinha arquivos acerca de 400.000 "inimigos" do Brasil.29
Another part of the CIA's effort to create anti-Goulart sentiment in Brazil was the rigging of elections. Working through a front group called the Instituto Brasileiro de Acao Democratica (IBAD), the CIA channeled money into local political campaigns. IBAD, in turn, passed the money through its two branches, Democratic Popular Action (ADEP) and Sales Promotion, Inc. 30 In the 1962 elections, IBAD not only funded more than one thousand candidates but recruited them so that their first allegiance would be with IBAD and the CIA. At every level, from state deputies up to governorships, the CIA stacked the ballots in favor of its candidates.
Outra parte do esforço da CIA para criar sentimento antiGoulart no Brasil foi a fraude eleitoral. Trabalhando por meio de um grupo de fachada chamado Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), a CIA canalizava dinheiro para campanhas políticas locais. O IBAD, por sua vez, passava o dinheiro por meio de duas ramificações, a Ação Democrática Popular (ADEP) e a Sales Promotion.30 Nas eleições de 1962 o IBAD não apenas financiou mais de mil candidatos como também recrutou-os para que sua primeira lealdade fosse em relação ao IBAD e à CIA. Em todos os níveis, de deputados estaduais a governadores, a CIA fraudou as urnas em favor de seus candidatos.
In February, 1964, the CIA was nearly "burned" by a parliamentary investigation into its violation of election laws in 1962.31 The CIA had spent close to $20 million, but a scandal was averted by three developments: five of the nine members of the investigating committee had themselves received CIA funds; three of banks involved -- First National City Bank, the Bank of Chicago, and the Royal Bank of Canada -- refused to reveal the foreign sources of the money deposited in the IBAD and the ADEP accounts; and lastly, Goulart, still hoping to appease Washington, saw to it that the final report was laundered.
Em fevereiro de 1964 a CIA quase foi "queimada" por uma investigação parlamentar acerca de sua violação das leis eleitorais em.31 A CIA havia gasto perto de $20 milhões de dólares, mas o escândalo foi evitado por causa de três desdobramentos: cinco dos nove membros da comissão de investigação haviam eles próprios recebido fundos da CIA; três dos bancos envolvidos -- First National City Bank, the Bank of Chicago, e the Royal Bank of Canada -- recusaram-se a revelar as fontes externas do dinheiro depositado nas contas do IBAD e da ADEP; e, por fim, Goulart, ainda na esperança de aplacar Washington, providenciou para que o relatório final fosse lavado.
The CIA also manipulated certain members of the student movement. The benefits of having assets in the universities, however, were not realized until after the overthrow of Goulart. Though largely ineffectual before the coup, the Grupo de Acao Patriotica (GAP) was later used to spy on members of the national student union (UNE). GAP was founded by Aristoteles Luis Drummond whose hero was the right-wing Admiral Silvio Heck.32 During a radio talk show he did in Rio de Janeiro, Drummond expounded on GAP's determined defense of liberty and property, which he claimed only the military could safeguard. Not surprisingly, the interview was rebroadcast by the Voice of America. Later on, the CIA supplied Drummond with 50,000 books and Cold War pamphlets on the communist menace and, more to the point, diatribes against the UNE. Still, GAP's following was small and whenever Drummond put up posters saying "GAP with Heck," he made sure it was in the dead of the night.
A CIA também manipulou certos membros do movimento estudantil. Os benefícios de ter ativos nas universidades, porém, só foram percebidos depois da queda de Goulart. Embora em grande parte ineficaz antes do golpe, o Grupo de Ação Patriótica (GAP) foi posteriormente usado para espionar membros da união nacional dos estudantes (UNE). O GAP foi fundado por Aristóteles Luís Drummond, cujo herói era o Almirante direitista Sílvio Heck.32 Durante um programa de entrevistas que fez no Rio de Janeiro, Drummond discorreu acerca da decidida defesa, pelo GAP, da liberdade e da propriedade as quais, asseverava ele, só a instituição militar poderia salvaguardar. Não é de admirar, a entrevista foi retransmitida pela Voz da América. Mais tarde, a CIA forneceu a Drummond 50.000 livros e panfletos de  Guerra Fria acerca da ameaça comunista e, mais objetivamente, diatribes contra a UNE. Ainda assim o GAP era pequeno e sempre que Drummond afixava pôsteres dizendo "GAP com Heck" assegurava-se de fazê-lo na calada da noite. 
In the four years following the coup, however, Drummond and GAP came to play a key role in the new junta. For example, during a student demonstration in May of '68, protesting the discriminating cost of education, a military jeep was overturned and set on fire. The next morning, Drummond was asked to speak about the incident with President Costa e Silva. Boarding a military aircraft, Drummond was flown to Brasilia where he spent an hour with the president identifying leaders of the demonstration and assuring Costa e Silva that they were communists who did not represent the majority of students.33 
Nos quatro anos seguintes ao golpe, porém, Drummond e o GAP vieram a desempenhar papel decisivo na nova junta. Por exemplo, durante uma manifestação de estudantes em maio de 1968, de protesto contra o custo discriminativo da educação, um jipe militar foi virado e incendiado. Na manhã seguinte, Drummond foi solicitado a falar acerca do incidente ao Presidente Costa e Silva. Embarcando em avião militar, Drummond foi levado para Brasília onde passou uma hora com o presidente identificando líderes da manifestação e assegurando a Costa e Silva que eles eram comunistas que não representavam a maioria dos estudantes.33 

Police Operations

Operações da Polícia

As opposition to the military junta increased, control of the state apparatus became synonymous with increased surveillance, arrests, and torture of those engaging in political activity. In response, Couto e Silva, the chief of staff at IPES, took his hundreds of thousands of files to Brasilia to set up the first national intelligence service, the SNI.34 As with the creation of DINA in Chile, Brazil's SNI was set up immediately after a CIA-backed military coup. Inevitably, the SNI turned to its more powerful counterpart in the North. In police barracks all over Brazil it was common knowledge that many officers took money from, and reported directly to, the CIA stations. In return, the CIA and the SNI began to push the police for results. Hard-pressed for incriminating evidence on subversives, the police concluded that nothing made a detainee more willing to talk than a little torture. Besides, working closely with the CIA opened one up to special stores of equipment. Everything from tear gas to field telephones (used to administer electric shocks) could be delivered immediately from the Panama branch of the CIA's Technical Services Division (TSD). Requesting such material through normal channels might take months.
À medida que aumentava a oposição à junta militar o controle do aparato do estado tornou-se sinônimo de vigilância crescente, detenções e tortura daqueles envolvidos em atividades políticas. Em reação, Couto e Silva, dirigente do IPES, levou para Brasília suas centenas de milhares de arquivos para criar o primeiro serviço nacional de informações, o SNI.34 Como ocorreu com a criação da DINA no Chile, o SNI do Brasil foi criado immediatamente depois de um golpe militar apoiado pela CIA. Inevitavelmente, o SNI voltou-se para sua mais poderosa contraparte no Norte. Em instalações da polícia em todo o Brasil era de conhecimento comum que muitos oficiais recebiam dinheiro dos, e reportavam-se diretamente aos, escritórios da CIA. Em troca, a CIA e o SNI começaram a pressionar a polícia por resultados. Fortemente pressionada para fornecer evidência incriminadora de subversivos, a polícia concluiu que nada tornava um detido mais disposto a falar do que um pouquinho de tortura. Ademais, trabalhar estreitamente com a CIA abria para a pessoa estoques especiais de equipamento. Tudo, desde gás lacrimogêneo a telefones móveis militares (usados para administrar choques elétricos) podia ser embarcado diretamente da filial panamenha da Divisão de Serviços Técnicos da CIA (TSD). Pedir tais materiais por meio de canais normais podia redundar em demora de meses. 
Yet, the information on dissidents in Couto e Silva's files was inconclusive, and the processing of prisoners was cumbersome. An alternative resource had to be found. The sense of limitations on the part of the Brazilian police soon gave rise to vigilante groups which sought to appease the fears of Brazil's new leaders and their U.S. backers. One of the men who acted on these concerns was Henning Albert Boilesen, president of a liquid gas company. The suspicion   that Boilesen was in the pay of the CIA grew when he began soliciting money from wealthy industrialists for a new organization called Operacao Bandeirantes (OBAN).35 OBAN united the various military police intelligence services into one paramilitary organization which knew no limits.
Não obstante, as informações acerca de dissidentes nos arquivos de Couto e Silva eram inconclusivas, e o processamento de prisioneiros era desajeitado/dificultoso. Era preciso encontrar algum recurso alternativo. O senso de limitações por parte da polícia brasileira cedo deu origem a grupos de justiceiros que procuravam aplacar os temores dos novos líderes do Brasil e seus apoiadores estadunidenses. Um dos homens que tratou dessas preocupações foi Henning Albert Boilesen, presidente de uma empresa de gás líquido. A suspeita de que Boilesen estava na lista de pagamento da CIA aumentou quando ele começou a pedir dinheiro de industriais ricos para uma nova organização chamada Operação Bandeirantes (OBAN).35 A OBAN uniu os diversos serviços de inteligência da polícia militar numa única organização paramilitar que não conhecia limites.
Esquadraos da Morte (Death Squads) were not a new phenomenon in Brazil. Before the coup they had been a source of extra income for off-duty policemen. If a thug needed a rival eliminated, he could arrange for a member of a Death Squad to   get the job done. Despite salary increases from the AID, six years after the coup Death Squad executions by off-duty police personnel were still taking place. And now, a new wrinkle had been added. The "Ten for One" dictum meant that for every killing of a Death Squad member, ten people would die. When a Sao Paulo police investigator was killed in 1970, nearly twenty people were executed by the police.36
Esquadrões da Morte não eram fenômeno novo no Brasil. Antes do golpe eles haviam sido fonte de renda extra para policiais fora do expediente. Se um criminoso violento precisasse que um rival fosse eliminado, podia combinar com um membro de Esquadrão da Morte para que o serviço fosse feito. A despeito de aumentos de salário oriundos da AID, seis anos depois do golpe ainda estavam tendo lugar execuções de Esquadrão da Morte por pessoal da polícia fora do expediente. E, agora, um novo detalhe foi acrescentado. O dito de "Dez por Um" significa que para cada membro do Esquadrão da Morte morto, dez pessoas morrerão. Quando um investigador da polícia de São Paulo foi morto em 1970, cerca de vinte pessoas foram executadas pela polícia.36
U.S. AID officials knew of and supported police participation in Death Squads. In Uruguay, a CIA   operations officer, William Cantrell, used the cover of an AID Public Safety Advisor to help set up the Department of Information and Intelligence (DII).37 Cantrell's chauffeur, Nelson   Bardesio was himself a member of the Death Squad in Montevideo. Under interrogation by Tupamaros guerrillas in 1972, Bardesio testified that the DII served as a cover for the Death Squad. Bardesio's testimony further revealed that a Brazilian diplomat offered to set up radio communications between Brasilia and Montevideo. Uruguayan intelligence officials, claimed Bardesio, received Death Squad-type training in Brazil. The living link between the two countries' Death Squads is Sergio Fleury, a top officer of the political police in Brazil. A leader in the elimination of the Brazilian left, Fleury has been identified by hundreds of political prisoners as the man who supervised their torture.38 Through his work in the Death Squads, Fleury's infamy has spread from Sao Paulo to all of Brazil and on to Uruguay. On at least two occasions, he met with groups of Uruguayan police through CIA contacts.39
As autoridades da AID dos Estados Unidos sabiam da e apoiavam a participação da polícia nos Esquadrões da Morte. No Uruguai, um oficial de operações da CIA, William Cantrell, usou a fachada de Assessor de Segurança Pública da AID para ajudar a criar o Departamento de Informação e Inteligência (DII).37 O motorista de Cantrell, Nelson Bardesio, era ele próprio membro do Esquadrão da Morte em Montevideo. Sob interrogatório pelos guerrilheiros Tupamaros em 1972, Bardesio testemunhou que o DII servia como fachada para o Esquadrão da Morte. O testemunho de Bardesio revelou, ademais, que um diplomata brasileiro ofereceu-se para estabelecer comunicações de rádio entre Brasília e Montevideo. Oficiais da inteligência uruguaia, asseverou Bardesio, recebiam treinamento tipo Esquadrão da Morte no Brasil. O elo vivo entre os Esquadrões da Morte dos dois países é Sérgio Fleury, oficial de alto nível da polícia política no Brasil. Líder na eliminação da esquerda brasileira, Fleury tem sido identificado por centenas de prisioneiros políticos como o homem que supervisou sua tortura.38 Por meio de seu trabalho nos Esquadrões da Morte, a fama sinistra de Fleury espalhou-se de São Paulo para todo o Brasil e para o Uruguai. Em pelo menos duas ocasiões ele se encontrou com grupos da polícia uruguaia por meio de contatos da CIA.39
The systematic use of torture was also condoned if not encouraged by U.S. AID officials. Police in Brazil once speculated on what the Public Safety Advisor Dan Mitrione would do if he were witness to the torturing of a prisoner. One said he would   leave. Another asked, "Where, the country?" "No," said the first, "leave the room."40 To this day, the U.S. Public Safety Program in Brazil has assisted in the training of over 100,000 federal and state police personnel. Moreover, 600 high-ranking officers have received training at the now-defunct International Police Academy (IPA) on the campus of Georgetown University in Washington DC.41 The United States is also responsible for the construction, equipping, and development of the curriculum and faculty of Brazil's National Police Academy, its National Telecommunications Center; and the National Institute of Criminalistics and Identification.42
O uso sistemático de tortura também recebeu vista grossa, se não estímulo, das autoridades da AID dos Estados Unidos. A polícia do Brasil certa vez especulou acerca do que o Assessor de Segurança Pública Dan Mitrione faria se fosse testemunha de tortura a um prisioneiro. Alguém disse que ele sairia. Outro perguntou "De onde, do país?" "Não," disse o primeiro, "sairia da sala."40 Até hoje o Programa de Segurança Pública dos Estados Unidos no Brasil prestou assistência a treinamento de mais de 100.000 membros da polícia federal e estadual. Ademais, 600 oficiais de alto escalão já receberam treinamento na hoje extinta Academia Internacional de Polícia (IPA) no campus da Universidade de Georgetown em Washington DC.41 Os Estados Unidos são também responsáveis pela construção, equipamento e desenvolvimento do programa e do corpo docente da Academia Nacional de Polícia do Brasil; seu Centro Nacional de Telecomunicações; e o Instituto Nacional de Criminalística e Identificação.42
In the actual torturing of prisoners, the military and civilian police worked hand in hand. It was a common practice for prisoners to be taken from a prison run by the civilian police to one run by a branch of the military and then back again to a facility run by the police. CENIMAR, the navy's intelligence section, had its main prison and torture center in the basement of the Ministry of the Navy, near the docks of the harbor in Rio de Janeiro. U.S. Navy officers based at the naval mission often heard screams   from across the courtyard. But none of them -- not even mission commander, Rear Admiral C. Thor Hanson -- ever raised the matter with their hosts.43
Na tortura concreta de prisioneiros, a polícia militar e civil trabalharam de braços dados. Era prática comum os prisioneiros serem levados de uma prisão administrada pela polícia civil para outra administrada por uma das armas da instituição militar e então de volta para dependência administrada pela polícia. O CENIMAR, a secção de inteligência da marinha, tinha sua principal prisão e centro de tortura no porão do Ministério da Marinha, perto das docas do porto no Rio de Janeiro. Oficiais da Marinha dos Estados Unidos sediados na missão naval por vezes ouviam berros oriundos do outro lado do pátio. Nenhum deles, porém -- nem mesmo o comandante da missão, Contra-Almirante C. Thor Hanson -- jamais suscitou o assunto junto a seus anfitriões.43
From the CENIMAR facility, prisoners were shipped across Guanabara Bay by motor launch to a prison on the Isle of Flowers. Inside the low white buildings were interrogators who specialized in torture. The staff there was made up of members of the Department of Political and Social Order (DOPS). The island's commander was Clemente Jose Monteiro Filho, a graduate of the School of the Americas (commonly referred to as the escuela de golpes, the school of coups) at Fort Gulick in the Panama Canal Zone.44 The leader of interrogation and torture was Alfredo Poeck, a navy commander who had taken a three month   course at the Special Warfare School at Fort Bragg in 1961.45
A partir da dependência do CENIMAR os prisioneiros eram embarcados através da Baía de Guanabara por lancha a motor para uma prisão na Ilha das Flores. Dentro dos baixos edifícios brancos havia interrogadores especializados em tortura. A equipe ali era constituída de membros do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). O comandante da ilha era Clemente José Monteiro Filho, diplomado da Escola das Américas (comumente chamada de escuela de golpes, a escola de golpes) em Fort Gulick na Zona do Canal do Panamá.44 O líder de interrogatório e tortura era Alfredo Poeck, comandante da marinha que havia participado de curso de três meses na Escola Especial de Guerra em Fort Bragg em 1961.45
A common torture routine consisted of a preliminary beating by a flat wooden paddle with holes drilled through it called a palmatoria. This would be followed by a more concentrated application of electric wires to the genitals designed to elicit information from the victim. If this method failed, the prisoner was subjected to another round with thepalmatoria -- often for six   hours at a time.46 Today, Brazil's terror technology has advanced beyond the electric prod and the wooden paddle. Testimony from political prisoners verified by the Brazilian College of Lawyers lists among the newest inventions a refrigerated cubicle called a geladeira. Nude prisoners are boxed in the geladeira for several days at a time and frequently doused with ice-cold water. All the time, loudspeakers emit deafening sounds. One prisoner described this as a "machine to drive people crazy."47
Rotina comum de tortura consistia de espancamento preliminar com remo chato de madeira com furos chamado de palmatória. Seguia-se aplicação mais concentrada de fios elétricos nos órgãos genitais visantes a extrair informação da vítima. Se esse método falhasse, o prisioneiro era sujeitado a outra rodada de palmatória -- amiúde durante seis horas por vez.46 Atualmente, a tecnologia de terror do Brasil progrediu para além do aguilhão elétrico e do remo de madeira. Testemunho de prisioneiros políticos verificado pelo Colégio Brasileiro de Advogados lista, entre as mais novas invenções, um pequeno compartimento refrigerado chamado geladeira. Prisioneiros nus são encerrados na geladeira por diversos dias por vez e frequentemente ensopados com água gelada. O tempo todo alto-falantes emitem sons ensurdecedores. Um prisioneiro descreveu isso como "máquina para enlouquecer pessoas."47
The graduates of CIA-connected police programs in the U.S. are an undeniable concern to the Brazilian people. CounterSpy, speaking to this concern, is presenting the names of these graduates during the 1961-64 periods:
Os diplomados pelos programas de polícia conexos com a CIA nos Estados Unidos são inegável preocupação para o povo brasileiro. CounterSpy, falando dessa preocupação, está apresentando os nomes desses diplomados durante os períodos 1961-64:
Dates indicate when the person was in the U.S.
As datas indicam quando a pessoa estava nos Estados Unidos
Abreu, Antonio Candido (4/15/63-7/15/63)
Abreu, Antonio Candido (15/4/63-15/7/63)
Affonso, Leonel Archanjo (4/15/63-7/15/63)
Affonso, Leonel Archanjo (15/4/63-15/7/63)
Almeida, Eudes Batista (7/15/63-10/15/63)
Almeida, Eudes Batista (15/7/63-15/10/63)
Almeida, Jose Tabosa (4/15/63-7/15/63)
Almeida, Jose Tabosa (15/4/63-15/7/63)
Andrade, Neylor Vasconcellos (4/15/63-7/15/63)
Andrade, Neylor Vasconcellos (15/4/63-15/7/63)
Araujo, Jose Eduardo (7/15/63-10/15/63)
Araujo, Jose Eduardo (15/7/63-15/10/63)
Araujo, Taltibio Delivalle y (4/15/63-7/15/63)
Araujo, Taltibio Delivalle y (15/4/63-15/7/63)
Arnaut, Vilmar Leal (7/15/63-10/15/63)
Arnaut, Vilmar Leal (15/7/63-15/10/63)
Barbosa, Joaquim (4/15/63-7/15/63)
Barbosa, Joaquim (15/4/63-15/7/63)
Boffa, Carlos Alberto (7/15/63-10/15/63)
Boffa, Carlos Alberto (15/7/63-15/10/63)
Brandao, Raul (4/15/63-7/15/63)
Brandao, Raul (15/4/63-15/7/63)
Costa, Jose Luiz (7/15/63-10/15/63)
Costa, Jose Luiz (15/7/63-15/10/63)
Da Costa, Ismar Concalves (1/15/63-4/15/63)
Da Costa, Ismar Concalves (15/1/63-15/4/63)
Dantas, Walter (1/15/63-4/15/63)
Dantas, Walter (15/1/63-15/4/63)
De Abreu, Eudes Coutinho (1/15/63-4/15/63)
De Abreu, Eudes Coutinho (15/1/63-15/4/63)
De Almada, Antonio Soares (4/15/63-7/15/63)
De Almada, Antonio Soares (15/4/63-15/7/63)
De Arruda, Firmiand Pacheco (1/15/63-4/15/63)
De Arruda, Firmiand Pacheco (15/1/63-15/4/63)
Fernandes, Antonio (7/15/63-10/15/63)
Fernandes, Antonio (15/7/63-15/10/63)
Fernandes, Oezer Carvalho (1/15/63-2/15/63) 
Fernandes, Oezer Carvalho (15/1/63-15/2/63) 
Ferreira, Rubens Jose (7/15/63-10/15/63)
Ferreira, Rubens Jose (15/7/63-15/10/63)
Firmo Sereno, Joao (4/15/63-7/15/63) 
Firmo Sereno, Joao (15/4/63-15/7/63) 
Hostin, Jose Mario (4/15/63-7/15/63)
Hostin, Jose Mario (15/4/63-15/7/63)
Lage, Raimundo Valerio Dias (7/15/63-10/15/63)
Lage, Raimundo Valerio Dias (15/7/63-15/10/63)
Mafra, Heitor Martins (7/15/63-10/15/63)
Mafra, Heitor Martins (15/7/63-15/10/63)
Nascimento, Ricardo Frazao do (4/15/63-7/15/63)
Nascimento, Ricardo Frazao do (15/4/63-15/7/63)
Nogueira, Hever da Silva (1/15/63-2/15/63)
Nogueira, Hever da Silva (15/1/63-15/2/63)
Oliveira, Alceu Drummond (7/15/63-10/15/63)
Oliveira, Alceu Drummond (15/7/63-15/10/63)
Pereira, Paulo Fernandes (1/15/63-4/15/63)
Pereira, Paulo Fernandes (15/1/63-15/4/63)
Ribeiro, Arlindo Bento (7/15/63-10/15/63)
Ribeiro, Arlindo Bento (15/7/63-15/10/63)
Rosa, Helio Pestana (1/15/63-4/15/63) 
Rosa, Helio Pestana (15/1/63-15/4/63) 
Saraiva, Iaci Cruz (1/15/63-2/15/63)
Saraiva, Iaci Cruz (15/1/63-15/2/63)
Silva, Paulo Souza da (4/15/63-7/15/63)
Silva, Paulo Souza da (15/4/63-15/7/63)
Silva, Wilson Gomes da (7/15/63-10/15/63)
Silva, Wilson Gomes da (15/7/63-15/10/63)
Silveira Filho, Paulo Agemiro da (7/15/63-10/15/63)
Silveira Filho, Paulo Agemiro da (15/7/63-15/10/63)
Sousa, Saulo Nunes (4/15/63-7/15/63)
Sousa, Saulo Nunes (15/4/63-15/7/63)
Souza, Dilson de Almeida (1/15/63-4/15/63)
Souza, Dilson de Almeida (15/1/63-15/4/63)
Teixeira, Dioran (7/15/63-10/15/63)
Teixeira, Dioran (15/7/63-15/10/63)

Labor Operations

Operações de Trabalho

In this final section we will examine how CIA's subversion of Brazilian labor leaders and other trade union officials helped to topple Goulart. As such, we are making available to the people of Brazil the names of those persons who participated in special training sessions in the U.S. from 1961-1964. These courses were run by the American Institute for Free Labor Development (AIFLD) which, according to Philip Agee, is a "CIA controlled labor center financed through AID."48 Before going into the names, however, it is important to trace the history of U.S. labor's cahoots with American foreign policy in Latin America.
Nesta secção final examinaremos como a subversão, pela CIA, dos líderes de trabalhadores do Brasil e de outras autoridades sindicais ajudaram a derrubar Goulart. Nessa medida, estamos tornando disponíveis para o povo do Brasil os nomes daquelas pessoas que participaram de sessões especiais de treinamento nos Estados Unidos de 1961 a 1964. Esses cursos eram dados pelo Instituto Estadunidense de Desenvolvimento do Trabalho Livre (AIFLD) o qual, de acordo com Philip Agee, é um "centro de trabalho controlado da CIA financiado por meio da AID."48 Antes de citar os nomes, porém, é importante traçar a história dos vínculos do trabalho nos Estados Unidos com a política externa estadunidense na América Latina.
Since the middle of the 1950s, the American Federation of Labor and the Congress of Industrial Organizations -- once they had merged to become the AFL-CIO -- have taken on an increasingly active role in the implementation of American foreign policy. When the International Confederation of Free Trade Unions (ICFTU) was established as an anti-communist rival to the World Federation of Trade Unions (WFTU), the "Free World" acknowledged that Latin America would become the exclusive domain of the AFL-CIO in its Cold War counter-offensive against its perceived nemesis, Soviet Expansionism.49
Desde meado anos 1950 a Federação Estadunidense do Trabalho e o Congresso de Organizações Industriais -- uma vez fundidos formando o AFL-CIO -- vieram desempenhando papel cada vez mais ativo na implementação da política externa estadunidense. Quando a Confederação Internacional dos Sindicatos do Trabalhadores Livres (ICFTU) foi criada como rival anticomunista da Federação Mundial de Sindicatos de Trabalhadores (WFTU), o "Mundo Livre" reconheceu que a América Latina tornar-se-ia domínio exclusivo do AFL-CIO em sua contraofensiva de Guerra Fria contra o que percebia como sua nêmese, o Expansionismo Soviético.49
ICFTU's affiliate in the Western hemisphere was the Inter-American Regional Organization of Workers (ORIT). In both ideology and practice, ORIT mirrored the AFL-CIO, which both funds and profits from its little sister to the South. ORIT's "prime goal is to fight Communism and to promote 'democratic trade-unionism.' It preaches reform within the existing capitalist system, denying the existence of class antagonism.... ORIT points to the U.S. as an example of the rewards that the system can heap upon the working class and organized labor."50 The principle sources of ORIT's funding have been the AFL-CIO, ICFTU's International Solidarity Fund, and other U.S. agencies. In 1961, its annual budget amounted to $125,000, excluding the grants.51 The CIA has exercised considerable control over ORIT. In the early 60s, Morris Paladino was ORIT's Director of Education, Director of Organization and Assistant Secretary General. At the same time, Paladino was also the CIA's principal agent in ORIT, working out of the CIA's International Organizations (IO) Division in Mexico City.52
A afiliada da ICFTU no hemisfério ocidental era a Organização Interamericana Regional dos Trabalhadores (ORIT). Tanto em ideologia quanto em prática, a ORIT refletia o AFL-CIO, que tanto financia quanto lucra de sua pequena irmã do Sul. A "principal meta" da ORIT "é combater o comunismo e promover 'sindicalismo trabalhista democrático.' Prega reforma dentro do sistema capitalista existente, negando a existência de antagonismo de classes.... A ORIT aponta para os Estados Unidos como exemplo das recompensas com que o sistema pode aquinhoar a classe trabalhadora e o trabalho organizado."50 As principais fontes de financiamento da ORIT têm sido AFL-CIO, o Fundo Internacional de Solidariedade da ICFTU e outros órgãos dos Estados Unidos. Em 1961, seu orçamento anual montava $125.000 dólares, com exclusão das doações.51 A CIA tem exercido considerável controle sobre a ORIT. No início dos anos 1960, Morris Paladino era Diretor de Educação, Diretor de Organização e Secretário Geral Assistente da ORIT. Ao mesmo tempo, Paladino era também o principal agente da CIA na ORIT, trabalhando a partir da Divisão de Organizações Internacionais da CIA na Cidade do México.52
Another creature of the AFL-CIO's work in the international arena is the American Institute for Free Labor Development (AIFLD). Inaugurated in 1962, AIFLD's board of directors testifies to the commonality of interests shared by the CIA and America's industrial and labor elite. AIFLD's   executive director until 1966 was Serafino Romualdi, former Inter-American representative for the AFL-CIO. Other board members include AFL-CIO chief George Meany; Joseph Beirne, head of the Communication Workers of America and a collaborator in CIA labor operations through the Post, Telegraph and Telephone Workers International (PTTI); J. Peter Grace, an ex-president and present chairman of the board of AIFLD, and head of the W.R. Grace Company   which has extensive interests in Latin America. Other business leaders who hold or have held executive positions include Charles Brinckerhoof, chairman of the board of the Anaconda Company; William M. Hickey, president of the United Corporation; Robert C. Hill, director, Merck and Company; Juan C. Trippe, chairman of the board, Pan American World Airways; Henry S. Woodbridge, chairman of the board, Tru-Temper Copper Corporation.53 A new member of AIFLD's board of directors was Nelson Rockefeller who joined shortly before his death. Aside from this illustrious crew, executives rounding out AIFLD's leadership come from Gulf Oil International, Johnson and Johnson International, Owens-Illinois, and members of the Institute of International Education and the Fund for International Social and Economic Education, both recipients of funding from CIA fronts.54
Outra criatura do trabalho do AFL-CIO na área internacional é o Instituto Estadunidense de Desenvolvimento do Trabalho Livre (AIFLD). Criado em 1962, a diretoria do AIFLD dá testemunho da comunidade de interesses compartilhados pela CIA e pela elite industrial e trabalhista dos Estados Unidos. O diretor executivo do AIFLD até 1966 foi Serafino Romualdi, ex-representante interamericano do AFL-CIO. Outros membros da diretoria são o chefe do AFL-CIO George Meany; Joseph Beirne, chefe do Trabalhadores de Comunicação dos Estados Unidos e colaborador em operações do trabalho da CIA por meio da Internacional dos Trabalhadores de Correios, Telégrafos e Telefônicas (PTTI); J. Peter Grace, ex-presidente e atual chairman da diretoria do AIFLD, e chefe da Companhia W.R. Grace que tem amplos interesses na América Latina. Outros líderes de negócios que têm ou tiveram posições executivas são Charles Brinckerhoof, chairman da diretoria da Anaconda Company; William M. Hickey, presidente da United Corporation; Robert C. Hill, diretor de Merck and Company; Juan C. Trippe, chairman da diretoria, Pan American World Airways; Henry S. Woodbridge, chairman da diretoria da Tru-Temper Copper Corporation.53 Novo membro da diretoria do AIFLD foi Nelson Rockefeller que se agregou pouco antes de morrer. Ao lado dessa ilustre tripulação, executivos que completam a liderança do AIFLD procedem da Gulf Oil International, Johnson and Johnson International, Owens-Illinois, ou são membros do Instituto Internacional de Educação e do Fundo Internacional de Educação Social e Econômica, ambos recebedores de financiamento de fachadas da CIA.54
The extent to which AIFLD is under the aegis of the CIA is indicated by the fact that Serafino Romualdi, while at AIFLD, was still an agent of the CIA's International Organizations (IO) Division. Through the IO Division, Romualdi and William Doherty -- former Inter-American Representative of the Post, Telegraph and Telephone Workers International (PTTI) and now AIFLD's Social Projects Director -- exercised day-to-day control of AIFLD for the CIA.55
A extensão em que o AIFLD está sob a égide da CIA é sugerida pelo fato de que Serafino Romualdi, enquanto no AIFLD, era ainda agente da Divisão de Organizações Internacionais (IO) da CIA. Por meio da Divisão IO, Romualdi e William Doherty -- ex-Representante Interamericano da Internacional dos Trabalhadores de Correios, Telégrafos e Telefônicas (PTTI) exercia controle dia após dia do AIFLD para a CIA.55
Unlike ORIT's out-front role in promoting pro-Western trade unionism, AIFLD is dedicated to "strengthening the democratic labor sector in terms of ... technical assistance and social projects ... primarily in the areas of education and training, manpower studies, cooperatives and housing."56 William Doherty is less equivocal when he points out that AIFLD is an example of the desirability of cooperation between employers and workers. He thus emphasizes AIFLD's main goal: to dispel the hostility of Latin American workers toward U.S. corporations.57
Diferentemente do papel direto da ORIT na promoção de sindicalismo trabalhista pró-ocidental, o AIFLD dedica-se a "fortalecer o setor de trabalho democrático em termos de ... assistência técnica e projetos sociais ... precipuamente nas áreas de educação e treinamento, estudos de força de trabalho, cooperativas e habitação."56 William Doherty é menos equívoco quando destaca que o AIFLD é exemplo da desejabilidade de cooperação entre empregadores e trabalhadores. Enfatiza portanto a principal meta do AIFLD: dissipar a hostilidade dos trabalhadores latino-americanos em relação às corporações estadunidenses.57
A less optimistic but more realistic appraisal of AIFLD's role is given by Philip Agee in his book, Inside the Company. Speaking of its creation in 1962, he states that AIFLD is "Washington's answer to the limitations of current labor programs undertaken through AID as well as through ORIT and CIA stations." The problem, says Agee, was "how to accelerate expansion of labor organizing activities in Latin America in order to deny workers to labor unions dominated by the extreme left and to reverse communist and Castroite penetration."58
Avaliação menos otimista porém mais realista do papel do AIFLD é dada por Philip Agee em seu livro Dentro da Companhia. Falando da criação do AIFLD em 1962, assevera ser esse "a resposta de Washington às limitações dos atuais programas de trabalho encetados por meio da AID bem como por meio da ORIT e dos escritórios da CIA." O problema, diz Agee, era "como acelerar a expansão das atividades de organização do trabalho na América Latina de modo a impedir a entrada de trabalhadores em sindicatos de trabalhadores dominados pela extrema esquerda e reverter penetração comunista e castrista."58
"AID programs," says Agee, "are limited because of their direct dependence on the U.S. government.... ORIT programs are limited because its affiliates are weak or non-existent in some countries.... The CIA station programs are limited by personnel problems, but more so by the limits on the amount of money that can be channeled covertly through the stations and through international organizations like ORIT and ICFTU."59
"Os programas da AID," diz Agee, "são limitados por causa da direta dependência deles do governo dos Estados Unidos.... os programas da ORIT são limitados por causa de suas afiliadas serem fracas ou não existentes em alguns países.... Os programas dos escritórios da CIA são limitados por problemas de pessoal, porém mais ainda pelos limites do montante de dinheiro que pode ser canalizado secretamente por meio dos escritórios e por meio de organizações internacionais como a ORIT e a ICFTU."59
Under the official cover of "adult education," AIFLD sets up social projects such as workers' housing, credit unions and cooperatives. AIFLD's major task, however, is similar to ORIT's in that it seeks to organize anti-communist labor unions in Latin America. To this end, AIFLD set up training institutes which would carry on the teaching of courses presently being given by AIFLD members. And although administrate control of the training institutes in Washington would be by AIFLD, it was hoped that the institutes themselves would be headed by salaried CIA agents under operational control of the local CIA station.60
Sob a fachada oficial de "educação para adultos," o AIFLD cria projetos sociais tais como habitação para trabalhadores, associações e cooperativas de crédito. A tarefa principal do AIFLD, porém, é semelhante à da ORIT na medida em que procura organizar sindicatos de trabalhadores anticomunistas na América Latina. Para esse objetivo o AIFLD criou institutos de treinamento que dariam continuidade ao ensino de cursos no momento ministrados por membros do AIFLD. E embora o controle administrativo, em Washington, dos institutos de treinamento viesse a ser do AIFLD, espera-se que os institutos em si sejam chefiados por agentes pagos pela CIA sob controle operacional do escritório local da CIA.60
A logical outcome of AIFLD's obsession with anti-communism was the direct participation of its trainees in the overthrow of Joao Goulart. Even before Goulart came to power, AFL-CIO leaders were critical of growing communist strength in both the labor movement and in Juscelino Kubitschek's government. In 1956, Romualdi, along with labor attaché Irving Salert and U.S. ambassador James C. Dunn, arranged to have Brazilian labor leaders visit the U.S. AIFLD's goal was the "development of a core of labor leaders who, by commanding the enthusiastic support of the rank and file, could turn back Communist attempts to capture the Brazilian labor movement."61
Resultado lógico da obsessão do AIFLD com anticomunismo foi a participação direta de seus treinandos na derrubada de João Goulart. Mesmo antes de Goulart ascender ao poder, os líderes do AFL-CIO mostravam-se críticos em relação à crescente força comunista tanto no movimento trabalhista quanto no governo de Juscelino Kubitschek. Em 1956, Romualdi, juntamente com o adido trabalhista Irving Salert e o embaixador estadunidense James C. Dunn, providenciaram para que líderes trabalhistas do Brasil visitassem os Estados Unidos. O objetivo do AIFLD era o "desenvolvimento de um núcleo de líderes trabalhistas que, mediante despertar entusiástico apoio dos trabalhadores, pudesse reverter tentativas comunistas de captar o movimento dos trabalhadores no Brasil."61
The 1960 elections saw Janio Quadros elected president and Goulart vice-president. During this   time, Romualdi began to court Carlos Lacerda, the right-wing governor of Guanabara, the capital of which is Rio de Janeiro. When Quadros attempted to halt Brazil's raging inflation by limiting the supply of credit, pressure against him mounted. In August of '61, after only eight months in office, Quadros unexpectedly resigned. By doing this, he hoped to rally the nation behind him and thus give himself new popular support. But Lacerda, acting on the advice of Romualdi, saw to it that the expected communist call for a general strike would be defeated. Speaking to the opening session of the ORIT convention being held in Rio, Lacerda said he would resign in order to lead "from the streets" the fight against Quadros.62 During the convention, Romualdi and AFL-CIO secretary-treasurer William F. Schnitzler pressured the labor leaders into boycotting the proposed strike.63
As eleições de 1960 redundaram na eleição de Jânio Quadros como presidente e Goulart como vice-presidente. No decurso desse período Romualdi começou a cortejar Carlos Lacerda, o governador direitista de Guanabara, estado cuja capital é o Rio de Janeiro. Quando Quadros tentou conter a inflação violenta do Brasil mediante limitar o suprimento de crédito, a pressão contra ele se intensificou. Em agosto de 1961, após apenas oito meses no cargo, Quadros inesperadamente renunciou. Mediante fazê-lo ele esperava aglutinar a nação em torno de si e desse modo proporcionar-se apoio popular. Lacerda, porém, atuando conforme o conselho de Romualdi, providenciou para que a esperada conclamação comunista de greve geral fracassasse. Falando na sessão e abertura da convenção da ORIT no Rio, Lacerda disse que renunciaria para liderar "a partir das ruas" a luta contra Quadros.62 Durante a convenção, Romualdi e o secretário-tesoureiro da AFL-CIO William F. Schnitzler pressionaram os líderes trabalhistas para que boicotassem a greve proposta.63
When the call for a general strike was issued on August 26, the Maritime Workers, the Central Committee of the Railway Unions and the Trade   Union Committee for the Defense of Democracy, representing over four million workers, prevented their members from honoring the strike, thus causing its failure.64
Quando a convocação de greve geral foi feita em 26 de agosto, os Trabalhadores Marítimos, a Comissão Central dos Sindicatos de Ferroviários e a Comissão Sindical para Defesa da Democracia, representando mais de quatro milhões de trabalhadores, proibiram que seus membros aderissem à greve, causando assim o fracasso dela.64
When news of ORIT's complicity with Lacerda's anti-government plans became known, Quadros'   Minister of Labor threatened to outlaw ORIT in Brazil. Only Quadros' resignation kept him from issuing the decree.65
Quando a cumplicidade da ORIT com os planos de Lacerda contrários ao governo tornou-se conhecida, o Ministro do Trabalho de Quadros ameaçou tirar da lei a ORIT no Brasil. Só a renúncia de Quadros impediu-o de baixar o decreto.65
ORIT's relations with Quadros' successor were even worse. Early in 1962, an ORIT delegation headed by General Secretary Arturo Jauregui, Mexican Senator Manuel Pavon and Romualdi went to Brasilia to confer with Goulart. After waiting the whole day to speak with the president, the delegation left without even having had a chance to see Goulart. When Goulart came to New York later in the year, he innocently asked the AIFLD director, "My dear Romualdi, when are you coming to visit me in Brasilia?"66
As relações da ORIT com o sucessor de Quadros foram ainda piores. No início de 1962, uma delegação da ORIT chefiada pelo Secretário Geral Arturo Jauregui, pelo Senador mexicano Manuel Pavon e por Romualdi foi a Brasília conferenciar com Goulart. Depois de esperar o dia inteiro para falar com o presidente, a delegação saiu sem ter sequer oportunidade de ver Goulart. Quando Goulart foi a New York mais tarde aquele ano, perguntou inocentemente ao diretor do AIFLD: "Meu caro Romualdi, quando é que você irá me visitar em Brasília?"66
Goulart's popularity steadily declined as inflation ate away the wages of Brazilian workers. Between 1958 and 1963, the cost of living increased by over 600 percent.67 To counter the combined criticism of industry, commerce, the military and the Church, Goulart began to take his case to the   workers and oppressed people of Brazil's countryside. But Romualdi and his allies had other plans.
A popularidade de Goulart decresceu continuamente enquanto a inflação corroía os salários dos trabalhadores brasileiros. Entre 1958 e 1963 o custo de vida aumentou mais de 600 por cento.67 Para contrapor-se às críticas conjugadas de indústria, comércio, instituição militar e Igreja, Goulart começou a começou a expor seu pleito aos trabalhadores e aos oprimidos do campo no Brasil. Romualdi e seus aliados, entretanto, tinham outros planos. 
To undermine Goulart's support in organized labor, ORIT, AIFLD, and the American embassy worked to break up the left-dominated CGT (General Workers Command), the nation's largest progressive labor organization. Their efforts culminated at the Third National Labor Congress of 1962. A U.S. labor specialist flown in   especially for the occasion plotted strategy for the "democratic" trade union leaders. They convinced this minority bloc to pull out of the gathering, thus undermining the CGT's efforts to unify labor.
Para solapar o apoio a Goulart no trabalho organizado, ORIT, AIFLD e embaixada estadunidense trabalharam para rachar a CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), dominada pela esquerda, a maior organização trabalhista progressista. Seus esforços culminaram no Terceiro Congresso Nacional do Trabalho em 1962. Um especialista em trabalho dos Estados Unidos trazido especialmente para a ocasião concebeu a estratégia para os líderes "democráticos" dos sindicatos. Estes convenceram o bloco minoritário a sair do encontro, solapando assim os esforços da CGT para unificar os trabalhadores. 
Meanwhile, the Movimento Democratico Sindical (MDS), under its motto "God, private property and free enterprise," received AIFLD aid and advice in sponsoring meetings and setting up trade-union courses. In addition, the Instituto Cultural do Trabalho (ICT) -- AIFLD's local affiliate partially financed by U.S. business concerns -- trained labor personnel and disseminated anti-communist propaganda. In response to growing radical peasant movements in the rural Northeast, AIFLD initiated a series of   training and aid programs for reformist groups and leaders.68
Enquanto isso, o Movimento Democrático Sindical (MDS), com seu lema "Deus, propriedade privada e livre empresa," recebia ajuda e assessoria do AIFLD para patrocínio de reuniões e criação de cursos em sindicatos de trabalhadores. Além disso, o Instituto Cultural do Trabalho (ICT) -- afiliado local do AIFLD parcialmente financiado por organizações de negócios dos Estados Unidos -- treinava pessoal trabalhador e disseminava propaganda anticomunista. Em resposta a crescentes movimentos radicais de habitantes rurais no Nordeste rural, o AIFLD deu início a uma série de programas de treinamento e de ajuda para grupos e líderes reformistas.68
The close ties between AIFLD and the CIA went beyond the use of AIFLD trainees in CIA-sponsored coups. It is the CIA's desire to continue its penetration of labor unions as a means of silencing one of the main foci of opposition to the U.S. presence in Latin America. In Brazil, the CIA channeled $30,000 to the International Federation of Petroleum and Chemical Workers (IFPCW) through its conduit the Andrew Hamilton Foundation.69 It was AIFLD's plan to get the IFPCW to affiliate with its anti-communist IFPCW counterpart in North America.
Os estreitos vínculos entre AIFLD e CIA foram além do uso de treinandos do AIFLD em golpes patrocinados pela CIA. É desejo da CIA continuar sua penetração nos sindicatos de trabalhadores como meio de silenciar um dos principais focos de oposição à presença dos Estados Unidos na América Latina. No Brasil, a CIA canalizou $30.000 dólares para a Federação Internacional de Trabalhadores em Petróleo e Indústria Química (IFPCW) por meio de seu conduíte, a Fundação Andrew Hamilton.69 Era plano do AIFLD conseguir que a IFPCW se filiasse a sua contraparte anticomunista IFPCW na América do Norte.
As a measure of the success of its payoff, sixteen major petroleum unions in Brazil failed to   unite in a National Federation of Petroleum Workers which the CIA opposed. AIFLD was able to get these unions to align with the conservative IFPCW by awarding financial aid to unions taking such a course. At one point, the IFPCW representative in Brazil, Alberto Ramos, wrote to one A. Noguria, "I have with me 45 million cruzeiros (almost $17,000) for you to distribute to the unions for campaigns in accordance with our plans." An itemized payoff sheet attached to the note listed the following recipients: $875.00 to Dr. Jorge Filho of the Ministry of Labor; a bonus of $312.50 to a reporter for favorable newspaper coverage; and $140.63 to two labor leaders for helping the IFPCW defeat an opposition candidate for union office. However, because of these revelations, the IFPCW was forced to end its Brazilian organizing efforts.70
Como medida do sucesso dos subornos, dezesseis grandes sindicatos do petróleo no Brasil deixaram de unir-se numa Federação Nacional dos Trabalhadores de Petróleo à qual a CIA se opunha. O AIFLD conseguiu que esses sindicatos se alinhassem com a conservadora IFPCW mediante conceder ajuda financeira para sindicatos que fizessem isso. A certa altura, o representante da IFPCW no Brasil, Alberto Ramos, escreveu para um A. Noguria: "Tenho comigo 45 milhões de cruzeiros (quase $17.000 dólares) para você distribuir para os sindicatos para campanhas em acordo com nossos planos." Uma folha itemizada de pagamentos anexada à nota listava os seguintes recebedores: $875.000 para o Dr. Jorge Filho, do Ministério do Trabalho; bônus de $312,50 para um repórter por cobertura favorável em jornal; e $140,63 para dois líderes trabalhistas por ajudarem a IFPCW a derrotar um candidato da oposição para cargo no sindicato. No entanto, por causa dessas revelações, a IFPCW foi forçada a pôr fim a seus esforços de organização no Brasil.70
In the fall of '63, Romualdi and AIFLD vice-president Berent Friele -- "an old Brazilian hand belonging to the Rockefeller entourage" -- met with one of Goulart's chief opponents, Adhemar de Barros, governor of Sao Paulo.71 De Barros told the two men of plans already under way to mobilize police and military contingents against Goulart. When he complained that the U.S. Embassy was not listening, Romualdi wrote to the embassy's labor attaché, John Fishburn. "The Embassy's reaction," says Romualdi, "was,   of course, noncommittal."72
No outono de 1963 Romualdi e o vice-presidente do  AIFLD Berent Friele -- "velha mão brasileira pertencente à entourage de Rockefeller" -- encontraram-se com um dos principais opositores de Goulart, Adhemar de Barros, governador de São Paulo.71 De Barros disse aos dois homens de planos já em andamento para mobilizar contingentes da polícia e militares contra Goulart. Quando reclamou que a Embaixada dos Estados Unidos não estava dando atenção, Romualdi escreveu para o adido de trabalho da embaixada, John Fishburn. "A reação da Embaixada," diz Romualdi, "foi, naturalmente, de não se comprometer."72
Even before his pleas to the embassy fell on deaf ears, Romualdi had decided that "a substantial sector of labor's rank and file were fed up with the Goulart regime."73 Starting in 1963, AIFLD "trained in Washington a special all-Brazilian class of thirty-three participants."74 After travelling to Western Europe and Israel with Romualdi, they returned to Brazil. Upon arrival, some went to the countryside to organize and conduct seminars. Others went to Rio, Sao Paulo and various industrial centers. Here then are the names of those persons who participated in CIA-directed labor training courses in the U.S. from 1961-1964:
Mesmo antes de seus rogos à embaixada caírem em ouvidos moucos, Romualdi havia decidido que "substancial setor dos trabalhadores comuns estava farto do regime Goulart."73 Começando em 1963, o AIFLD "treinou, em Washington, um grupo especial, todo ele brasileiro, de trinta e três participantes."74 Depois de viajar para a Europa Ocidental e Israel com Romualdi, voltaram ao Brasil. Ao chegarem, alguns foram para o campo para organizar e conduzir seminários. Outros foram para o Rio, São Paulo e diversos centros industriais. Eis aqui os nomes das pessoas que participaram em cursos de treinamento dirigidos para o trabalho dirigidos pela CIA nos Estados Unidos de 1961 a 1964:
Dates indicate when the person was in the U.S.
As datas indicam quando a pessoa estava nos Estados Unidos
* designates participation in the AIFLD training session in Washington DC in the first three months of 1963
* designa participação na sessão de treinamento do AIFLD em Washington DC nos primeiros três meses de 1963
Abate, Hugo (9/15/61-12/15/61)
Abate, Hugo (15/9/61-15/12/61)
Abbud, Jose (7/15/61-9/15/61) 
Abbud, Jose (15/7/61-15/9/61) 
Abrita, Antonio (8/15/63-10/15/63)
Abrita, Antonio (15/8/63-15/10/63)
Abritta, Ernane Souza (8/15/61-11/15/61)
Abritta, Ernane Souza (15/8/61-15/11/61)
Almeida, Gilson Dias de (6/15/63-9/15/63)
Almeida, Gilson Dias de (15/6/63-15/9/63)
Almeida, Jose Gomes de * (1/15/63-3/15/63)
Almeida, Jose Gomes de * (15/1/63-15/3/63)
Amante, Francisco Hegidio (7/15/61-9/15/61)
Amante, Francisco Hegidio (15/7/61-15/9/61)
Araujo, Paulo Henrique * (1/15/63-3/15/63)
Araujo, Paulo Henrique * (15/1/63-15/3/63)
Barbosa, Jose Sebastiao (7/15/63-9/15/63)
Barbosa, Jose Sebastiao (15/7/63-15/9/63)
Barbosa, Onofre Martins (8/15/62-10/15/62)
Barbosa, Onofre Martins (15/8/62-15/10/62)
Bareta, Nelson (7/15/63-10/15/63)
Bareta, Nelson (15/7/63-15/10/63)
Barreto, Benjamin Bittencourt (9/15/61-12/15/61)
Barreto, Benjamin Bittencourt (15/9/61-15/12/61)
Barreto, Vincente de Paulo (5/15/63-7/15/63) 
Barreto, Vincente de Paulo (15/5/63-15/7/63) 
Barros, Luiz Capitolino (7/15/63-10/15/63)
Barros, Luiz Capitolino (15/7/63-15/10/63)
Bastos, Carlindo Martins (1/15/63-3/15/63)
Bastos, Carlindo Martins (15/1/63-15/3/63)
Bastos, Thodiano Conceigao da Silva * (1/15/63-3/15/63)
Bastos, Thodiano Conceigao da Silva * 15/1/63-15/3/63)
Bayer, Wilfredo Marcos (9/15/61-12/15/61)
Bayer, Wilfredo Marcos (15/9/61-15/12/61)
Bottega, Abilio (6/15/62-9/15/62)
Bottega, Abilio (15/6/62-15/9/62)
Braga, Nelson (5/15/63-7/15/63)
Braga, Nelson (15/5/63-15/7/63)
Branco, Aparicio de Cerqueira (7/15/62-10/15/62)
Branco, Aparicio de Cerqueira (15/7/62-15/10/62)
Branco, Eliseu Castelo * (1/15/63-3/15/63)
Branco, Eliseu Castelo * (15/1/63-15/3/63)
Brasiel, Wanderly Pimenta * (1/15/63-3/15/63)
Brasiel, Wanderly Pimenta * (15/1/63-15/3/63)
Busse, Ralf (8/15/62-10/15/62)
Busse, Ralf (15/8/62-15/10/62)
Carvalho, Antonio Nelson (10/15/62-12/15/62)
Carvalho, Antonio Nelson (15/10/62-15/12/62)
Carvalho, Aureo * (1/15/63-3/15/63)
Carvalho, Aureo * (15/1/63-15/3/63)
Castanheira, Bento * (1/15/63-3/15/63)
Castanheira, Bento * (15/1/63-15/3/63)
Cerqueira, Jose de Arimateira (7/15/61-9/15/61)
Cerqueira, Jose de Arimateira (15/7/61-15/9/61)
Cesar, Jose Oliveira (8/15/61-11/15/61)
Cesar, Jose Oliveira (15/8/61-15/11/61)
Contesino, Erico Antonio (7/15/61-9/15/61)
Contesino, Erico Antonio (15/7/61-15/9/61)
Correa, Jose Benedicto (7/15/63-10/15/63) 
Correa, Jose Benedicto (15/7/63-15/10/63) 
Costa, Fortunato Batista de (6/15/63-9/15/63)
Costa, Fortunato Batista de (15/6/63-15/9/63)
Costa, Jose Alives da (7/15/63-10/15/63)
Costa, Jose Alives da (15/7/63-15/10/63)
Crocetti, Mario Domingos * (1/15/63-3/15/63)
Crocetti, Mario Domingos * (15/1/63-15/3/63)
Cruz, Serafim Ferreira da (11/15/60-12/15/60)
Cruz, Serafim Ferreira da (15/11/60-15/12/60)
Cunha, Euclides Veriato da (7/15/63-10/15/63)
Cunha, Euclides Veriato da (15/7/63-15/10/63)
Cunha, Joao Manoel (7/15/63-10/15/63)
Cunha, Joao Manoel (15/7/63-15/10/63)
Da Silva, Pedro Guedes (7/15/60-10/15/60)
Da Silva, Pedro Guedes (15/7/60-15/10/60)
Dantas, Antonio Cavalcanti (6/15/63-9/15/63)
Dantas, Antonio Cavalcanti (15/6/63-15/9/63)
De Silva, Manoel Francisco (11/15/60-12/15/60)
De Silva, Manoel Francisco (15/11/60-15/12/60)
Dias, Irineu Francisco (4/15/61-7/15/61);
Dias, Irineu Francisco (15/4/61-15/7/61);
Dimbarre, Alfredo (7/15/63-10/15/63)
Dimbarre, Alfredo (15/7/63-15/10/63)
Diogo, Nelson (6/15/63-9/15/63)
Diogo, Nelson (15/6/63-15/9/63)
Faraco de Morias, Hermenegildo (8/15/61-10/15/61)
Faraco de Morias, Hermenegildo (15/8/61-15/10/61)
Faria, Geraldo Pio de * (1/15/63-3/15/63)
Faria, Geraldo Pio de * (15/1/63-15/3/63)
Ferreira, Alcides * (1/15/63-3/15/63)
Ferreira, Alcides * (15/1/63-15/3/63)
Ferreira, Jose Felix (10/15/63-12/15/63)
Ferreira, Jose Felix (15/10/63-15/12/63)
Ferreira, Sonia Apparecida (5/15/63-11/15/63)
Ferreira, Sonia Apparecida (15/5/63-15/11/63)
Florentino, Primo Berto (10/15/63-12/15/63)
Florentino, Primo Berto (15/10/63-15/12/63)
Fonseca Filho, Tristao Pereira da (6/15/62-9/15/62)
Fonseca Filho, Tristao Pereira da (15/6/62-15/9/62)
Fonseca, Valdenor Flores da (7/15/63-10/15/63)
Fonseca, Valdenor Flores da (15/7/63-15/10/63)
Francisco, Alvise * (1/15/63-3/15/63)
Francisco, Alvise * (15/1/63-15/3/63)
Freitas, Jose Reis (10/15/63-12/15/63)
Freitas, Jose Reis (15/10/63-15/12/63)
Gevaerd, Cezlos Jose * (1/15/63-3/15/63)
Gevaerd, Cezlos Jose * (15/1/63-15/3/63)
Gil, Waldomiro (8/15/62-10/15/62)
Gil, Waldomiro (15/8/62-15/10/62)
Giro, Guilherme (6/15/62-9/15/62)
Giro, Guilherme (15/6/62-15/9/62)
Gomes, Silvio (10/15/62-12/15/62)
Gomes, Silvio (15/10/62-15/12/62)
Gomes, Vicente de Paula (10/15/63-12/15/63)
Gomes, Vicente de Paula (15/10/63-15/12/63)
Goncalves, Darci Manoel (6/15/63-9/15/63)
Goncalves, Darci Manoel (15/6/63-15/9/63)
Goncalves, Osmar H. (7/15/61-9/15/61)
Goncalves, Osmar H. (15/7/61-15/9/61)
Guimaraes, Benedicto Luiz (8/15/61-11/15/61)
Guimaraes, Benedicto Luiz (15/8/61-15/11/61)
Hauk, Helmuth (8/15/63-10/15/63)
Hauk, Helmuth (15/8/63-15/10/63)
Helfenstrein, Werno (8/15/61-10/15/61)
Helfenstrein, Werno (15/8/61-15/10/61)
Leite, Antonio Pereira (7/15/63-10/15/63)
Leite, Antonio Pereira (15/7/63-15/10/63)
Leite, Floriano Gomes (8/15/61-10/15/61)
Leite, Floriano Gomes (15/8/61-15/10/61)
Lenzi, Carlos Alberto Silveira (5/15/63-7/15/63)
Lenzi, Carlos Alberto Silveira (15/5/63-15/7/63)
Lima, Jose Bezerra de * (1/15/63-3/15/63)
Lima, Jose Bezerra de * (15/1/63-15/3/63)
Lima, Manoel Barbosa (6/15/62-9/15/62)
Lima, Manoel Barbosa (15/6/62-15/9/62)
Lirani, Julio (8/15/61-10/15/61)
Lirani, Julio (15/8/61-15/10/61)
Luiz, Jose Martinho (9/15/61-12/15/61)
Luiz, Jose Martinho (15/9/61-15/12/61)
Machado Filho, Antonio Rodriguez (8/15/63-10/15/63)
Machado Filho, Antonio Rodriguez (15/8/63-15/10/63)
Magnani, Fabio (8/15/63-10/15/63)
Magnani, Fabio (15/8/63-15/10/63)
Maluf, Edmundo Amin * (1/15/63-3/15/63)
Maluf, Edmundo Amin * (15/1/63-15/3/63)
Manzoni, Antenor (7/15/63-10/15/63)
Manzoni, Antenor (15/7/63-15/10/63)
Marcassa, Joao * (1/15/63-3/15/63)
Marcassa, Joao * (15/1/63-15/3/63)
Marinho, Dominiciano de Sousa (6/15/62-9/15/62)
Marinho, Dominiciano de Sousa (15/6/62-15/9/62)
Marques, Ivo Bento * (1/15/63-3/15/63)
Marques, Ivo Bento * (15/1/63-15/3/63)
Mello, Jose Gabriel de (8/15/61-10/15/61)
Mello, Jose Gabriel de (15/8/61-15/10/61)
Mello Jr., Theodore Narciso (5/15/63-7/15/63)
Mello Jr., Theodore Narciso (15/5/63-15/7/63)
Moreira, Joao Balbino Goncalves (6/15/62-9/15/62)
Moreira, Joao Balbino Goncalves (15/6/62-15/9/62)
Moreira, Pedro Martins (8/15/61-10/15/61)
Moreira, Pedro Martins (15/8/61-15/10/61)
Mueller, Cezar Francisco (9/15/61-12/15/61)
Mueller, Cezar Francisco (15/9/61-15/12/61)
Nascimento, Luiz (8/15/61-3/15/62)
Nascimento, Luiz (15/8/61-15/3/62)
Nascimento, Zozimo Gomes * (1/15/63-3/15/63)
Nascimento, Zozimo Gomes * (15/1/63-15/3/63)
Nascimerto, Djalma Paiva do * (1/15/63-3/15/63)
Nascimerto, Djalma Paiva do * (15/1/63-15/3/63)
Neves, Jose Ferreira (8/15/61-11/15/61)
Neves, Jose Ferreira (15/8/61-15/11/61)
Nina, Celso Afonso (8/15/63-10/15/63)
Nina, Celso Afonso (15/8/63-15/10/63)
Nogueira, Paulo * (1/15/63-3/15/63)
Nogueira, Paulo * (15/1/63-15/3/63)
Oliveira, Deodato (7/15/61-9/15/61)
Oliveira, Deodato (15/7/61-15/9/61)
Oliveira, Edward Ximenes de (8/15/61-11/15/61)
Oliveira, Edward Ximenes de (15/8/61-15/11/61)
Oliveira, Elieser da Silva * (1/15/63-3/15/63)
Oliveira, Elieser da Silva * (15/1/63-15/3/63)
Oliveira, Jose Luiz de (7/15/63-10/15/63)
Oliveira, Jose Luiz de (15/7/63-15/10/63)
Oliveira, Solon de * (1/15/63-3/15/63)
Oliveira, Solon de * (15/1/63-15/3/63)
Oliveira, Vbirajara Ferreira de (7/15/63-10/15/63)
Oliveira, Vbirajara Ferreira de (15/7/63-15/10/63)
Paiva, Carlos de * (1/15/63-3/15/63)
Paiva, Carlos de * (15/1/63-15/3/63)
Paiyao, Miguel Santos de (1/15/61-4/15/61)
Paiyao, Miguel Santos de (15/1/61-15/4/61)
Paula, Elison Galdino de * (1/15/63-3/15/63)
Paula, Elison Galdino de * (15/1/63-15/3/63)
Pereira, Antenor (7/15/63-10/15/63)
Pereira, Antenor (15/7/63-15/10/63)
Pereira, Vitalino Alexandre (10/15/63-12/15/63)
Pereira, Vitalino Alexandre (15/10/63-15/12/63)
Pinto, Geraldo Servulo (10/15/62-12/15/62)
Pinto, Geraldo Servulo (15/10/62-15/12/62)
Priess, Carlos Fernando (9/15/61-12/15/61)
Priess, Carlos Fernando (15/9/61-15/12/61)
Provensi, Mario Jose (8/15/61-10/15/61)
Provensi, Mario Jose (15/8/61-15/10/61)
Queiroz, Martinho Martins (7/15/61-11/15/61)
Queiroz, Martinho Martins (15/7/61-15/11/61)
Rego, Ormilo Moraes (8/15/63-10/15/63)
Rego, Ormilo Moraes (15/8/63-15/10/63)
Reimer, Getulio (8/15/62-10/15/62)
Reimer, Getulio (15/8/62-15/10/62)
Reinaldo, Bernardino da Silva (7/15/63-10/15/63)
Reinaldo, Bernardino da Silva (15/7/63-15/10/63)
Reis, Leopoldo Miguel Dos (7/15/61-9/15/61)
Reis, Leopoldo Miguel Dos (15/7/61-15/9/61)
Rezende, Osvaldo Gomes (8/15/62-10/15/62)
Rezende, Osvaldo Gomes (15/8/62-15/10/62)
Ribeiro, Adair (7/15/61-9/15/61)
Ribeiro, Adair (15/7/61-15/9/61)
Rebeiro, Nelio de Carvalho (8/15/63-10/15/63)
Rebeiro, Nelio de Carvalho (15/8/63-15/10/63)
Ribeiro, Vbaldino Fontoura * (1/15/63-3/15/63)
Ribeiro, Vbaldino Fontoura * (15/1/63-15/3/63)
Rocha, Hildebrando Pinheiro (6/15/63-9/15/63)
Rocha, Hildebrando Pinheiro (15/6/63-15/9/63)
Roque Netto, Sebastiao Jose (8/15/61-10/15/61)
Roque Netto, Sebastiao Jose (15/8/61-15/10/61)
Santos, Etavaldo Dantas dos (6/15/63-9/15/63)
Santos, Etavaldo Dantas dos (15/6/63-15/9/63)
Santos, Reinaldo dos (9/15/61-12/15/61)
Santos, Reinaldo dos (15/9/61-15/12/61)
Scoz, Elzide (10/15/63-12/15/63)
Scoz, Elzide (15/10/63-15/12/63)
Silva, Alvimar Macedo (9/15/61-12/15/61)
Silva, Alvimar Macedo (15/9/61-15/12/61)
Silva, Avelino da (8/15/61-10/15/61)
Silva, Avelino da (15/8/61-15/10/61)
Silva, Edir Inacio da (10/15/62-12/15/62)
Silva, Edir Inacio da (15/10/62-15/12/62)
Silva, Francisco Narciso da (9/15/61-12/15/61)
Silva, Francisco Narciso da (15/9/61-15/12/61)
Silva, Helio Jose Nunes da (6/15/63-9/15/63)
Silva, Helio Jose Nunes da (15/6/63-15/9/63)
Silva, Horacio Arantes (6/15/62-9/15/62)
Silva, Horacio Arantes (15/6/62-15/9/62)
Silva, Humberto Ferreira (9/15/61-12/15/61)
Silva, Humberto Ferreira (15/9/61-15/12/61)
Silva, Ivan (6/15/63-9/15/63)
Silva, Ivan (15/6/63-15/9/63)
Silva, Joao Baptista Raimundo da (7/15/61-9/15/61)
Silva, Joao Baptista Raimundo da (15/7/61-15/9/61)
Silva, Julio Trajano da * (1/15/63-3/15/63)
Silva, Julio Trajano da * (15/1/63-15/3/63)
Silva, Paulo da Cruz (7/15/63-10/15/63)
Silva, Paulo da Cruz (15/7/63-10/15/10/63)
Silva, Waldomiro Luiz da (9/15/61-12/15/61)
Silva, Waldomiro Luiz da (15/9/61-15/12/61)
Silva Sobrinho, Jose Domingues (8/15/62-10/15/62)
Silva Sobrinho, Jose Domingues (15/8/62-15/10/62)
Silveira, Jose Bernardino da (8/15/61-11/15/61)
Silveira, Jose Bernardino da (15/8/61-15/11/61)
Silveira Jr., Norberto Candido (9/15/61-12/15/61)
Silveira Jr., Norberto Candido (15/9/61-15/12/61)
Sousa Barbosa, Onessimo de (10/15/63-12/15/63)
Sousa Barbosa, Onessimo de (15/10/63-15/12/63)
Souto, Carlos Ferreira (7/15/61-9/15/61)
Souto, Carlos Ferreira (15/7/61-15/9/61)
Souza, Adelino Rodrigues de (6/15/62-9/15/62)
Souza, Adelino Rodrigues de (15/6/62-15/9/62)
Torreko da Costa, Carlos Coqueijo (3/15/62-5/15/62)
Torreko da Costa, Carlos Coqueijo (15/3/62-15/5/62)
Vianna, Gilberto Luiz (7/15/63-10/15/63)
Vianna, Gilberto Luiz (15/7/63-15/10/63)
Waidt, Nilo (8/15/61-10/15/61)
Waidt, Nilo (15/8/61-15/10/61)
The role of AIFLD's trainees in the coup was made clear by the CIA's William C. Doherty, AIFLD Director of Social Projects at the time. At   an AFL-CIO Labor News Conference in July 1964, Doherty noted that the trainees "were very active in organizing workers.... As a matter of fact, some of them were so active that they became intimately involved in some of the clandestine operations of the revolution [Washington's code-word for the coup] before it took place on April 1. What happened in Brazil ... did not just -- it was planned -- and planned months in advance. Many of the trade union leaders -- some of whom were actually trained in our institute -- were involved in the revolution [see above], and in the overthrow of the Goulart regime."75
O papel dos treinandos do AIFLD no golpe foi tornado claro por William C. Doherty, da CIA, Diretor de Projetos Sociais do AIFLD à época. Numa Conferência de Notícias do Trabalho do AFL-CIO em julho de 1964, Doherty observou que os treinandos "foram muito ativos em organizar trabalhadores.... Na verdade, alguns deles foram tão ativos que se tornaram intimamente envolvidos em algumas das operações clandestinas da revolução [palavra-código de Washington para o golpe] antes de ela acontecer em 1o. de abril. O que aconteceu no Brasil ... não aconteceu simplesmente -- foi planejado - e planejado meses antes. Muitos dos líderes de sindicatos de trabalhadores -- alguns dos quais na verdade treinados em nosso instituto -- estiveram envolvidos na revolução [ver acima], e na derrubada do regime Goulart."75
AIFLD had succeeded in delivering the Brazilian labor movement from Communist leadership. Its supposed goal of creating an independent, democratic labor movement, however, was quickly abandoned. Two and a half years after the coup, AFL-CIO union leaders who went to Brazil under AID's exchange program returned with a devastating indictment of conditions for workers and unions in Brazil. In a New York Times dispatch from Rio de Janeiro (November 23, 1966), James Jones of the United Steel Workers of America stated that "The leaders of unions here have the greatest fear I have ever seen in my life. They are afraid to raise their voices on behalf of their workers for fear of police reprisals."76
O AIFLD havia sido bem-sucedido em livrar o movimento trabalhista brasileiro da liderança comunista. Sua pretensa meta de criar um movimento trabalhista democrático e independente, porém, foi rapidamente abandonada. Dois anos e meio depois do golpe, os líderes sindicais do AFL-CIO que foram ao Brasil sob a égide do programa de intercâmbio da AID voltaram com devastadora denúncia das condições de trabalhadores e sindicatos no Brasil. Num depacho do New York Times oriundo do Rio de Janeiro (23 de novembro de 1966), James Jones, do Trabalhadores Unidos do Aço dos Estados Unidos, declarou que "Os líderes de sindicatos aqui têm o maior medo que já vi em minha vida. Têm medo de erguer suas vozes em favor de seus trabalhadores por medo de represálias da polícia."76
In fact, AIFLD leaders supported the authoritarian measures taken by the military junta and provided rationales for its policies. After one of Serafino Romualdi's principal contacts, Adhemar de Barros, was deprived of his political rights for ten years, Romualdi stated equivocally that "it is still too early for a final judgement on the success or failure of the Brazilian 1964 revolution [sic!]"77 To cement its solidarity with the new regime, William Doherty appeared on the same platform with Brazil's president, General Castello Branco, in April 1966 to help lay the foundation for an AIFLD housing project in Sao Paulo. During his speech, Doherty declared that it was "appropriate that the ceremonies were taking place on the second anniversary of Brazil's democratic Revolution [sic]."78 
Na verdade, os líderes do AIFLD apoiaram as medidas tomadas pela junta militar e forneceram justificativas para as políticas dela. Depois que um dos principais contatos de Serafino Romualdi, Adhemar de Barros, ter sido privado de seus direitos políticos por dez anos, Romualdi declarou equivocamente que "ainda é muito cedo para um julgamento definitivo do sucesso ou fracasso da revolução [sic!] brasileira de 1964"77 Para cimentar sua solidariedade ao novo regime, William Doherty apareceu na mesma plataforma que o presidente do Brasil, General Castello Branco, em abril de 1966 para ajudar a assentar os alicerces de um projeto de habitação do AIFLD em São Paulo. Durante seu discurso, Doherty declarou ser "apropriado que as cerimônias estivessem tendo lugar no segundo aniversário da Revolução[sic] democrática do Brasil."78 

Conclusion

Conclusão

The denial of all political rights and the suppression of working class efforts to gain a more equitable share of Brazil's enormous natural wealth give the lie to the country's "economic miracle" that foreign investors proclaim.79 Whatever gains Brazil can speak of are realized by only a small elite. Furthermore, the markets which she can boast of are those for raw materials, agricultural products and manufactured goods. These markets are all export-oriented and   thus depend on the fluctuating prices of the world market. When we add to this the cheap cost of Brazilian labor, which is a prerequisite for keeping these goods competitive, is it any wonder that Brazil's per capita GNP is one of the lowest in Latin America?80 Clearly, the cost of fueling Brazil's "economic miracle" is more than its people can tolerate.
A negação de todos os direitos políticos e a supressão dos esforços da classe trabalhadora para ganhar fatia mais equitativa da enorme riqueza natural do Brasil mostra a mentira do "milagre econômico" do país que os investidores estrangeiros proclamam.79 Quaisquer ganhos de que o Brasil possa falar são concretizados apenas por uma pequena elite. Além disso, os mercados dos quais o país pode ufanar-se são os de matérias-primas, produtos agrícolas e bens manufaturados. Esses mercados são todos voltados para exportação e portanto dependem da flutuação dos preços do mercado mundial. Quando somamos a isso o custo barato do trabalho brasileiro, que é pré-requisito para manter esses bens competitivos, será de admirar que o PIB per capita do Brasil seja um dos mais baixos da América Latina?80 Nitidamente, o custo de abastecer o "milagre econômico" do Brasil é mais do que seu povo pode aguentar.
Since the military coup of 1964, there has been a decline in the real wages of Brazilians amounting to almost 40 percent.81 Brazil's gross foreign debt for 1978 is expected to reach a spectacular $40 billion, with interest and amortization payments totalling $8 billion.82 The reason for the seeming paradox between a country so rich in natural resources yet one whose people suffer life-long misery is quite simple, however: for capitalists, both Brazilian and foreign, the masses are looked upon as costs, not customers:the lower their real wages, the higher the profits from   selling to the local upper class and the international market.83
Desde o golpe militar de 1964 houve declínio nos salários reais dos brasileiros de quase 40 por cento.81 A expectativa para 1978 é a de que dívida externa bruta do Brasil atinja espetaculares $40 biliões de dólares, com pagamentos de juros e amortização totalizando $8 biliões de dólares.82 O motivo do aparente paradoxo entre um país tão rico em recursos naturais onde no entanto as pessoas sofrem miséria vitalícia é, contudo, muito simples: para os capitalistas, tanto brasileiros quanto estrangeiros, as massas são vistas como custos, não como consumidores: quanto mais baixos seus salários reais, maiores os lucros de vender para a classe alta local e para o mercado internacional.83
If cheap labor and an absence of political opposition have been considered Brazil's major investment advantages since 1964, events of recent years suggest that the attractiveness of Brazil to foreign investors may be on the decline. In 1978, Brazilian autoworkers paralyzed the industry with a major strike.84 In   1969, bank robberies by revolutionary groups in Sao Paulo alone amounted to over $1.5 million.85
Se trabalho barato e ausência de oposição política têm sido considerados, desde 1964, grandes vantagens para investimento no Brasil, eventos dos anos recentes sugerem que a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros poderá estar em declínio. Em 1978, os trabalhadores da indústria automobilística brasileira paralisaram a indústria com uma grande greve.84 Em 1969, assaltos a bancos por grupos revolucionários, só em São Paulo, montaram mais de $1,5 milhão de dólares.85
Brazil's rulers themselves have had to assume a     "get-tough" attitude toward the U.S. in the wake of State Department reports on human rights violations. In order to gain credibility amongst their local backers, the Brazilians showed how badly they were miffed: by canceling in March, 1977 a 25-year-old military assistance treaty between Washington and Brasilia. At the same time, Brazil turned down a $50 million loan credit for the purchase of military supplies because of human rights demands attached to it by the U.S. Congress.86 In September, 1977, the Brazilian Foreign Ministry announced the termination of a Brazilian-American military commission and a naval commission established in 1942 to coordinate World War II efforts. Also canceled were a 1967 pact governing the use of armaments imported from the U.S. and a 1952 agreement for U.S. participation in aerial mapping of Brazil.87 Of the March rejection, chief of staff General Moacir Barcelos Potyguara stated that the decision would cause no problems in Brazil's military preparedness.88
Os próprios dirigentes do Brasil têm tido de assumir uma atitude "agressiva" em relação aos Estados Unidos na esteira de relatos do Departamento de Estado a respeito de violações de direitos humanos. Para ganhar credibilidade entre seus partidários locais, os brasileiros mostraram o quanto estão irritados: mediante cancelar, em março de 1977, tratado de assistência militar, de 25 anos de idade, entre Washington e Brasília. Ao mesmo tempo, o Brasil recusou um crédito de empréstimo de $50 milhões de dólares para compra de suprimentos militares por causa das exigências de direitos humanos atreladas a ele pelo Congresso dos Estados Unidos.86 Em setembro de 1977 o Ministro do Exterior brasileiro anunciou o encerramento de uma comissão militar estadunidense e de uma comissão naval criadas em 1942 para coordenar esforços da Segunda Guerra Mundial. Também cancelados foram um pacto de 1967 que dispunha acerca do uso de armamentos importados dos Estados Unidos e um acordo de 1952 de participação dos Estados Unidos no mapeamento aéreo do Brasil.87 Acerca da rejeição de março, o chefe do estado-maior General Moacir Barcelos Potyguara declarou que a decisão não causaria problemas para o aprestamento militar do Brasil.88
Unfortunately, this cavalier attitude will not effect the long-term military relations between the two countries. The March, 1977 announcement was to take place one year later. No mention was made of rejecting that which is already in the pipeline to Brazil. At the least, Brazil should benefit for years to come from its friendship with the U.S. Furthermore, U.S. opposition to Brazil's   planned purchase of West German nuclear reprocessing technology seems to have subsided. In a recent visit to Brazil, Vice President Mondale backed away from criticizing the country's plans to build a uranium reprocessing plant capable of producing weapons-grade plutonium.89
Infelizmente essa atitude desdenhosa não afetará as relações militares de longo prazo entre os dois países. O anúncio de março de 1977 teria lugar um ano mais tarde. Nenhuma menção foi feita ao que já está saindo do forno para o Brasil. No mínimo o Brasil deverá beneficiar-se por anos por vir de sua amizade com os Estados Unidos. Ademais, a oposição dos Estados Unidos à planejada compra pelo Brasil de tecnologia de reprocessamento nuclear da Alemanha Ocidental parece ter diminuído. Em recente visita ao Brasil, o Vice-Presidente Mondale evitou criticar os planos do país de construir uma usina de reprocessamento de urânio capaz de produzir plutônio com qualidade de produção de armamentos.89
As for Brazil's new president, Joao Baptista Figueiredo, and what lies in store for the Brazilian people, a few words must be said. For the unsuspecting, last month's appointment of Figueiredo as president appeared to usher in a new era of liberalization for that country's political situation. Pledging to continue the reforms (which included the closing of Congress for four months   in 1977) initiated by his predecessor, Ernesto Geisel, Figueiredo declared that it would be his "unswerving purpose" to make Brazil a democracy. He guaranteed freedom of expression for the "many segments of Brazilian public opinion."90 But for those who have even the slightest familiarity with the man who is Brazil's fifth military head of state since the armed forces carried out a CIA-backed coup in 1964, Joao Baptista Figueiredo is to be watched closely.
Quanto ao novo presidente do Brasil, João Batista Figueiredo, e as mentiras em estoque para o povo brasileiro, precisam ser ditas algumas palavras. Para os ingênuos a nomeação de Figueiredo para presidente no mês passado pareceu inaugurar nova era de liberalização para a situação política do país. Prometendo continuar as reformas (que incluíram o fechamento do Congresso por quatro meses em 1977) iniciadas por seu predecessor, Ernesto Geisel, Figueiredo declarou que seria seu "propósito inflexível" tornar o Brasil uma democracia. Garantiu liberdade de expressão para os "muitos segmentos de opinião brasileiros."90 Para aqueles, porém, que têm mesmo a mais mínima familiaridade com o homem que é o quinto chefe de estado militar do Brasil desde que as forças armadas levaram a efeito um golpe apoiado pela CIA em 1964, João Batista Figueiredo deve ser cuidadosamente observado.
His background speaks to the intimate role the CIA has played in making Brazil one of the most repressive and, not surprisingly, one of the "safest" investment climates in Latin America. After the '64 coup, the CIA helped Brazil set up its first national intelligence service, the SNI. Figueiredo became the director of its Rio office. Later he was named head of the military police in Sao Paulo, after which he became then-President Emilio Medici's chief of staff. Before coming to Brasilia in 1974 to direct the SNI, Figueiredo commanded the Third Army in Porto Alegre. Given the documented penetration and usurpation of the SNI and the police forces by the CIA, can there remain any doubt that with Figueiredo's ascendancy to the executive office, Langley truly has their "man in Brazil"?
Seus antecedentes falam do papel íntimo que a CIA desempenhou em tornar o Brasil um dos mais repressivos e, não surpreendentemente, um dos climas mais "seguros" de investimento na América Latina. Depois do golpe de 1964, a CIA ajudou o Brasil a criar seu primeiro serviço nacional de inteligência, o SNI. Figueiredo tornou-se o diretor de seu escritório no Rio. Mais tarde foi nomeado chefe da polícia militar em São Paulo, depois do que tornou-se chefe de gabinete do então presidente Emílio Médici. Antes de vir para Brasília em 1974 para dirigir o SNI, Figueiredo comandou o Terceiro Exército em Porto Alegre. Dada a documentada penetração e usurpação do SNI e das forças policiais pela CIA, poderá haver qualquer dúvida de que, com a ascensão de Figueiredo ao executivo, Langley realmente tem seu "homem no Brasil"? 
In an effort to dress up the seamy history of their new president, the National Renewal Alliance, the Government party, hired the largest advertising agency in Brazil to change Figueiredo's public image. The agency, Al Cantro Machado, which works closely with the huge New York ad agency, Doyle, Dane & Bernbach, replaced Figueiredo's dark glasses with clear, metal-framed ones, got him to tone down on insults such as "For me the smell of horses is better than the smell of people," and, finally, succeeded in projecting him as almost a populist, anti-establishment figure.
Num esforço para dar aparência elegante ao sórdido histórico de seu novo presidente, a Aliança Renovadora Nacional, o partido do Governo, contratou a maior agência de publicidade do Brasil para mudar a imagem pública de Figueiredo. A agência, Alcântara Machado, que trabalha estreitamente com a enorme agência de publicidade de New York, Doyle, Dane & Bernbach, substituiu os óculos escuros de Figueiredo por óculos claros, com armação de metal, conseguiu que ele suavizasse insultos tais como "Para mim o cheiro de cavalos é melhor do que o cheiro do povo," e finalmente conseguiu projetá-lo como figura quase populista e contrária à elite.
But for the people of Brazil, the media blitz around "election" time contrasts sharply with the harsh conditions under which they have lived since the '64 coup. With the creation of the SNI and the imposition of successive Institutional Acts, the democratic freedoms Brazilians once enjoyed have been destroyed. The danger of living in South America's oldest police state, however, has not deterred them from struggling to achieve basic human rights. As Figueiredo took office on March 15, over 200,000 industrial workers were on strike in Sao Paulo demanding a wage hike of 78 percent to keep pace with Brazil's astronomical rate of inflation, up 44 percent over last year.91
Para o povo do Brasil, porém, a blitz da mídia em torno do tempo da "eleição" contrasta agudamente com as ásperas condições sob as quais ele tem vivido desde o golpe de 1964. Com a criação do SNI e a imposição de sucessivos Atos Institucionais, as liberdades democráticas das quais os brasileiros gozavam no passado foram destruídas. O perigo de viver no mais antigo estado policial da América do Sul, entretanto, não o dissuadiu de lutar para obter direitos humanos básicos. Ao Figueiredo assumir o cargo em 15 de março, mais de 200.000 trabalhadores industriais entraram em greve em São Paulo, exigindo aumento de salário de 78 por cento para poderem acompanhar a astronômica taxa de inflação do Brasil, mais de 44 por cento no ano passado.91
Contradicting his liberalization pledges and new image, Figueiredo, after only a week in office sent troops into Rio de Janeiro on Friday March 23rd. The troops seized the union headquarters and arrested 1,600 workers. Although the workers were released over the weekend, the Ministry of Labor unilaterally called for new union elections and issued a decree which stripped a group of union officials of their posts. The duly-elected head of the metal, mechanical and electrical workers' union, Luiz Inaco da Silva has been prohibited from running for reelection or participating in union activity. Although Inaco has denied that the strike was called to test the promised liberalization of the Figueiredo regime, the manner in which it was dealt with makes clear the government's intolerance of even legal opposition.
Contradizendo sua promessas de liberalização e sua nova imagem, Figueiredo, depois de apenas uma semana no cargo, mandou tropas ao Rio de Janeiro na sexta-feira 23 de março. As tropas tomaram a sede do sindicato e prenderam 1.600 trabalhadores. Embora os trabalhadores fossem libertados no fim de semana, o Ministério do Trabalho estipulou unilateralmente novas eleições sindicais e baixou decreto que tirou de seus postos um grupo de autoridades sindicais. O devidamente eleito chefe do sindicato dos trabalhadores em metal, indústria mecânica e eletricidade, Luiz Inácio da Silva, foi proibido de concorrer a reeleição ou participar em atividade sindical. Embora Inácio tenha negado que a greve tenha sido conclamada para testar a prometida liberalização do regime Figueiredo, a maneira com que foi tratada deixa claro a intolerância do governo quanto a oposição mesmo legal. 
It is in the wake of this strike-breaking that Figueiredo's statement about "fair-play" between Brazil's legislative and executive branches must be evaluated. During his inaugural address, he stated that "The game is just beginning and as soon as I am in office the ball will belong to me. If the politicians play well, fine. But if they play badly, I will put the ball under my arm and leave the field.92 If this warning was ambiguous at the time, Figueiredo's actions of last week [March 1979] have clarified any uncertainty that people may have had. Under the new president, the future of Brazil's 116 million people bodes ill. For, without the slightest hesitation, Figueiredo has removed democracy from the realm of political possibilities in Brazil and has tucked it away in his desk drawer where it will continue to gather dust as it has for the past fifteen years, to be brought out again at the next showing of Brazilian "liberalization." 
É na esteira dessa repressão a greve que a declaração de Figueiredo acerca de "jogo limpo" entre os poderes legislativo e executivo do Brasil precisa ser avaliada. Durante seu discurso de posse, ele declarou que "O jogo está apenas começando e logo que eu estiver no cargo a bola pertencerá a mim. Se os políticos jogarem bem, ótimo. Se, porém, jogarem mal, porei a bola debaixo do braço e sairei do campo."92 Se essa advertência foi ambígua à época, as ações de Figueiredo da semana passada [março de 1979] esclareceram qualquer incerteza que as pessoas pudessem ter. Sob o novo presidente, o futuro dos 116 milhões de pessoas do Brasil é agourento. Pois, sem a menor hesitação, Figueiredo retirou a democracia do campo das possibilidades reais no Brasil e a enfiou na gaveta de sua escrivaninha, onde ela continuará a acumular poeira como tem acontecido nos últimos quinze anos, para ser exibida de novo no próximo espetáculo de "liberalização" brasileira.  

CIA Officers in Brazil as of August, 1978

Oficiais da CIA no Brasil até agosto de 1978

Burton, Stewart D. (born: 5 April 1928)
Burton, Stewart D. (nascido em 5 de abril de 1928)
Burton has served in Brazil on three previous occasions: from 1952-1955 at the Consulate General in Sao Paulo as a Vice-Consul with the rank of S-11; from 1962-1964 at the Consulate in Curitiba as a "political officer" with the rank of R-5; and from 1967-1970 at the Consulate General in Rio de Janeiro as a "political officer" progressing from R-4 to R-3. As of August, 1978, Burton was at the Embassy in Brasilia under the cover of "First Secretary."
Burton serviu no Brasil em três ocasiões anteriores: de 1952 a 1955 no Consulado Geral em São Paulo como Vice-Cônsul nível S-11; de 1962 a 1964 no Consulado em Curitiba como "oficial político" nível R-5; e de 1967 a 1970 no Consulado Geral no Rio de Janeiro como "oficial político" progredindo de R-4 para R-3. Em agosto de 1978 Burton estava na Embaixada em Brasília sob o disfarce de "Primeiro-Secretário."
Graves, R. Martin (born: 1 July 1937)
Graves, R. Martin (nascido em 1o. de julho de 1937)
Graves, also, has had previous experience in Brazil. In 1967 he was stationed in Recife as an Economic Officer with the rank of R-6. From 1968 to 1969 he served at the then-Embassy in Rio de Janeiro as a Political Officer with the rank of R-5. At the end of 1969 he was transferred to Sao Paulo where he served for three years as a Political Officer. After a stint in Saigon and back home at the State Department, Graves was reassigned to the Embassy in Brasilia as a Political Officer in January, 1976. In August, 1978 he was transferred to the Consulate General in Rio de Janeiro.
Graves, também, tem experiência anterior no Brasil. Em 1967 foi lotado em Recife como Oficial Econômico de nível R-6. De 1968 a 1969 serviu na então Embaixada no Rio de Janeiro como Oficial Político nível R-5. No final de 1969 foi transferido para São Paulo onde serviu por três anos como Oficial Político. Depois de período em Saigon e de volta a seu país no Departamento de Estado, Graves foi redesignado para a Embaixada em Brasília como Oficial Político em janeiro de 1976. Em agosto de 1978 foi transferido para o Consulado Geral no Rio de Janeiro. 
Neves, Antonio L. (born: 15 June 1931)
Neves, Antonio L. (nascido em 15 de junho de 1931)
Neves first came to Brazil in 1962 after seven years in the Department of Army as an "analyst." His first assignment was at the then-Embassy in Rio de Janeiro as an Attaché with the rank of R-6. He served for four years in Brazil, after which he was assigned to Rome, and then the State Department in Washington. He reappeared at the Consulate General in Rio de Janeiro in August, 1978.
Neves veio pela primeira vez ao Brasil em 1962 depois de sete anos no Departamento do Exército como "analista." Sua primeira designação foi na então Embaixada no Rio de Janeiro como Adido de nível R-6. Serviu por quatro anos no Brasil, depois do que foi designado para Roma, e depois para o Departamento de Estado em Washington. Reapareceu no Consulado Geral no Rio de Janeiro em agosto de 1978. 
Edger, David N. (born: 20 June 1945)
Edger, David N. (nascido em 20 de junho de 1945)
Edger taught public school in 1967-1968 before serving as an "educator" in the Department of Army for five years. Upon joining the State Department in January, 1973, he was assigned to the Embassy in Santiago, Chile as a "political officer" with the rank of R-7. As of August, 1978, he was working in the U.S. Embassy in Brasilia. His position is that of Second Secretary.
Edger lecionou em escola pública em 1967-1968 antes de servir como "educador" no Departamento do Exército durante cinco anos. Ao juntar-se ao Departamento de Estado em janeiro de 1973 foi designado para a Embaixada em Santiago, Chile, como "oficial político" de nível R-7. Em agosto de 1978 trabalhava na Embaixada em Brasília. Seu cargo era Segundo Secretário. 
Mallet, John W. (born: 10 April 1945)
Mallet, John W. (nascido em 10 de abril de 1945)
Mallet's government experience consists of two years as a "program analyst" with the Department of Army from 1972-1974. When he joined the State Department in 1975, he was assigned to the Embassy in Santiago as a "political officer" with the rank of R-7. As of August, 1978, he has been at the Embassy in Brasilia working under the cover of Second Secretary.
A experiência de Mallet no governo consiste em dois anos como "analista de programas" no Departamento do Exército de 1972 a 1974. Quando ingressou no Departamento de Estado em 1975 foi designado para a Embaixada em Santiago como "oficial político" de nível R-7. Até agosto de 1978 estava na Embaixada em Brasília trabalhando sob o manto de Segundo Secretário. 

CIA Collaborators in Brazil as of August, 1978

Colaboradores da CIA no Brasil até agosto de 1978

The following U.S. government employees have collaborated or worked with the CIA in a functional capacity:
Os seguintes empregados do governo dos Estados Unidos colaboraram ou trabalharam com a CIA em suas atribuições funcionais:
Arenales, Alfonso (born: 1 March 1926)
Arenales, Alfonso (nascido em 1o. de março de 1926)
Arenales joined the State Department in 1957 where he served as an "intelligence research analyst" for two years. He has served in Iran, Rio de Janeiro and the Dominican Republic. It should be noted that during Arenales' three years in the Dominican Republic (1964-67), Lyndon Johnson and the CIA overthrew the democratically elected president Juan Bosch; invaded the island with over 40,000 U.S. Marines; and sent in Brazilian troops to crush the popular resistance movement. Arenales is presently serving in the political section of the U.S. Embassy in Brasilia as a Consul.
Arenales ingressou no Departamento de Estado em 1975 onde serviu como "analista de pesquisa de inteligência" durante dois anos. Já serviu em Irã, Rio de Janeiro e República Dominicana. Deve-se observar que durante os três anos de Arenales na República Dominicana (1964 a 1967) Lyndon Johnson e a CIA derrubaram o democraticamente eleito presidente Juan Bosch; invadiram a ilha com mais de 40.000 Marines dos Estados Unidos; e enviaram tropas brasileiras para esmagar o movimento de resistência popular. Arenales está atualmente servindo na secção política da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília como Cônsul.  
High, George Borman (born: 25 July 1931)
High, George Borman (nascido em 25 de julho de 1931)
High joined the State Department in 1956 and served for two and a half years as an "intelligence research analyst." He has served in   Angola and Lebanon (where he was an "Arab language-area trainee" at the Foreign Service Institute field-school). Back at the State Department, he served as the desk officer for South Africa, Angola-Mozambique, and Madagascar, respectively. He has served in Ecuador and Argentina, and has been detailed to the Army War College. As of August, 1978, High was at the U.S. Embassy in Brasilia, serving as a Consul for Ministerial Affairs.
High entrou no Departamento de Estado em 1956 e serviu por dois anos e meio como "analista de pesquisa de inteligência." Já serviu em Angola e Líbano (onde era "treinando de área de língua árabe" na escola de campo do Instituto de Serviço Exterior). De volta ao Departamento de Estado, serviu como oficial de gabinete para África do Sul, Angola-Moçambique e Madagascar, respectivamente. Já serviu em Equador e Argentina, e foi selecionado para a Escola de Guerra do Exército. Até agosto de 1978 High estava na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, servindo como Cônsul para Assuntos Ministeriais. 
Povenmire, Dale Miller (born: 6 June 1930)
Povenmire, Dale Miller (nascido em 6 de junho de  1930)
Povenmire joined the State Department in 1957 with the rank of R-8. In 1958 he was stationed in Santiago as a "political and economic officer." He spent the next three years at the State Department as an "intelligence research specialist." His next assignments were in Zanzibar and Paraguay. In 1966, Povenmire was back at the State Department as an "international relations officer." Two years later, he became a representative at the National Military Command Center of the Joint Chiefs of Staff at the Pentagon. He was then assigned to Venezuela and Portugal. As of August, 1978, he was the "labor officer" at the Consulate General   in Sao Paulo.
Povenmire ingressou no Departamento de Estado em 1957 no nível R-8. Em 1958 foi lotado em Santiago como "oficial político e econômico." Passou os três anos seguintes no Departamento de Estado como "especialista de pesquisa de inteligência." Suas designações seguintes foram em Zanzíbar e Paraguai. Em 1966 Povenmire voltou ao Departamento de Estado como "oficial de relações internacionais." Dois anos depois, tornou-se representante do Centro Nacional de Comando Militar do Estado Maior Conjunto no Pentágono. Foi em seguida designado para a Venezuela e Portugal. Até agosto de 1978 era "oficial de trabalho" no Consulado Geral em São Paulo. 
References
Referências
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10.   Ibid., p. 150.
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11.   Langguth, p. 71.
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12.   Payer, p. 152.
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21.   Lernoux, "Fascism in Brazil," p. 13.
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22.   Ibid., p. 16.
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70.   Ernest Garvey, "Meddling in Brazil: The CIA Bungles On," Commonweal, February 9, 1968, pp. 553-54.
70.   Ernest Garvey, "Intromissão no Brasil: A CIA Mete os Pés Pelas Mãos," Commonweal, 9 de fevereiro de 1968, pp. 553-54.
71.   Romualdi, Presidents and Peons, p. 289.
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76.   Ver George Morris, CIA e Trabalho Americano: A Subversão da Política Externa do AFL-CIO, New York:   International Publishers, 1967, p. 95.
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79.   Payer, pp. 143-44.
79.   Payer, pp. 143-44.
80.   Ibid., p. 144.
80.   Ibid., p. 144.
81.   Paul M. Sweezy, "Corporations, the State and Imperialism," Monthly Review, November, 1978, p. 9.
81.   Paul M. Sweezy, "Corporações, o Estado e Imperialismo," Monthly Review, novembro de 1978, p. 9.
82.   See Shapiro and Volk, "Global Shift," p. 25.
82.   Ver Shapiro e Volk, "Mudança Global," p. 25.
83.   Sweezy, "Corporations," p. 9.
83.   Sweezy, "Corporações," p. 9.
84.   Shapiro and Volk, p. 26.
84.   Shapiro e Volk, p. 26.
85.   Joao Quartim, Dictatorship and Armed Struggle in Brazil, New York: Monthly Review Press, 1971, p. 169.
85.   João Quartim, Ditadura e Luta Armada no Brasil, New York: Monthly Review Press, 1971, p. 169.
86.   New York Times, 11 March 1977, p. A-1.
86.   New York Times, 11 março 1977, p. A-1.
87.   Washington Star, 20 September 1977, p. A-1.
87.   Washington Star, 20 setembro 1977, p. A-1.
88.   New York Times, 11 March 1977, p. A-1.
88.   New York Times, 11 março 1977, p. A-1.
89.   Washington Post, 23 March 1979, p. A-20.
89.   Washington Post, 23 março 1979, p. A-20.
90.   New York Times, 16 March 1979, p. A-3.
90.   New York Times, 16 março 1979, p. A-3.
91.   Washington Post, 27 March 1979, p. A-10.
91.   Washington Post, 27 março 1979, p. A-10.
92.   New York Times, 16 March 1979, p. A-3.
92.   New York Times, 16 março 1979, p. A-3.



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