Sunday, January 8, 2012

FFF - The Kennedy Autopsy, Part 3


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The Kennedy Autopsy, Part 3
A Autópsia de Kennedy, Parte 3
by Jacob G. Hornberger
por Jacob G. Hornberger
September 14, 2011
14 de setembro de 2011
The Kennedy Assassination Series:
A Série Assassínio de Kennedy:
Once it was determined that the autopsy of John F. Kennedy’s body would be conducted at Bethesda Naval Hospital rather than Walter Reed Army Medical Center, Navy Commander James Humes and Navy Commander J. Thornton Boswell were assigned the task of conducting the autopsy. At 8 p.m. that evening, just before the start of the autopsy at 8:15 p.m., Humes telephoned Army Lt. Col. Pierre Finck and requested his assistance with the autopsy. All three of them were trained pathologists but only Finck specialized in forensic pathology, the branch of pathology that focuses on determining the cause of death.
Uma vez estabelecido que a autópsia do corpo de John F. Kennedy seria conduzida no Hospital Naval de Bethesda e não no Centro Médico Walter Reed do Exército, o Comandante da Marinha James Humes e o Comandante da Marinha J. Thornton Boswell foram designados para conduzir a autópsia. Às 20:00 horas naquela noite, logo antes do começo da autópsia às 20:15 horas, Humes telefonou para o Tenente-Coronel do Exército Pierre Finck e pediu que ele ajudasse na autópsia. Todos os três eram patologistas treinados, mas apenas Finck era especializado em patologia legal, o ramo da patologia voltado para determinar a causa da morte.
In 1969, New Orleans District Attorney Jim Garrison brought a criminal case against a New Orleans man named Clay Shaw. The state alleged that Kennedy had been killed as part of a regime-change operation on the part of the U.S. military and the CIA, part of whose mission was to remove Kennedy from power and elevate Vice President Lyndon Johnson to the presidency. The state was alleging that Shaw was a CIA operative who had been part of the plot.
Em 1969, o Promotor Distrital de New Orleans Jim Garrison movera ação criminal contra um homem chamado Clay Shaw. O estado alegava que Kennedy havia sido morto como parte de uma operação de mudança de regime por parte da instituição militar dos Estados Unidos e da CIA, parte da qual consistira em tirar Kennedy do poder e elevar o Vice-Presidente Lyndon Johnson à presidência. O estado alegava que Shaw havia sido agente da CIA parte do conluio.
At the trial, Finck was called by the defense to testify about the Kennedy autopsy. He testified that Kennedy had been hit by two bullets, one in the head and one through the neck. The head shot is the subject of my article, “The Shot That Killed Kennedy.” It deals with the controversy over the U.S. military’s official photographs of the back of Kennedy’s head, which fail to depict the large hole in the back of his head that physicians at Parkland Hospital observed when they were trying to save the president’s life.
No julgamento, Finck foi chamado pela defesa para depor acerca da autópsia de Kennedy. Ele testemunhou que Kennedy havia sido atingido por duas balas, uma na cabeça e uma através do pescoço. O tiro na cabeça é o tema de meu artigo “O Disparo Que Matou Kennedy.” Trata da controvérsia acerca das fotografias oficiais da instituição militar dos Estados Unidos da parte posterior da cabeça de Kennedy, que deixam de mostrar o grande furo na parte posterior da cabeça dele que os médicos do Hospital Parkland observaram quando tentavam salvar a vida do presidente.
The issues involving the neck wound are no less strange, for it is the wound that involves the so-called magic bullet. We’ll examine that controversy later, but for now I’d like to share with you two interesting aspects of Finck’s testimony at the Shaw trial in New Orleans.
As questões envolvendo o ferimento no pescoço não são menos estranhas, pois é o ferimento que envolve a assim chamada bala mágica. Examinaremos essa controvérsia mais tarde mas, por ora, gostaria de compartir com vocês dois interessantes aspectos do depoimento de Finck no julgamento de Shaw em New Orleans.
The first one relates to the points I made in my last article, “The Kennedy Autopsy, Part 2.” In that that article I focused on certain characteristics of military culture: deference to authority, obedience to orders, and a penchant for secrecy. Finck’s testimony reflected all three military characteristics.
O primeiro relaciona-se com as ideias que expus em meu último artigo, “A Autópsia de Kennedy, Parte 2.” Naquele artigo concentrei-me em certas características da cultura militar: deferência à autoridade, obediência a ordens e pendor para o segredo. O depoimento de Finck refletiu todas as três características militares.
A standard procedure in autopsy cases is for the pathologist to “dissect” the track of a bullet wound to determine the exact direction that the bullet took and also to help locate the bullet, especially if it came to rest inside the body. Ballistic tests can then be conducted on the bullet to determine whether it was fired from a particular rifle.
Procedimento padrão em casos de autópsia é o patologista “dissecar” o rastro de um ferimento de bala para determinar a direção exata tomada pela bala e também para ajudar a localizar a bala, especialmente se ela vier a repousar dentro do corpo. Podem então ser conduzidos testes balísticos relativamente à bala para determinar se ela foi disparada de um rifle específico.
That procedure wasn’t followed with Kennedy’s neck wound, and the prosecutor in the Shaw case, Alvin Oser, wanted to know why it wasn’t. The following is from the transcript of Finck’s testimony at the Shaw trial. The questioner is Oser.
Esse procedimento não foi observado no caso do ferimento no pescoço de Kennedy, e o promotor do caso Shaw, Alvin Oser, quis saber por que não. O seguinte é da transcrição do depoimento de Finck no julgamento de Shaw. O questionador é Oser.
Q: Did you have an occasion to dissect the track of that particular bullet in the victim as it lay on the autopsy table?
P: O senhor teve oportunidade de dissecar o trajeto da bala específica na vítima prostrada na mesa?
A: I did not dissect the track in the neck.
R: Não dissequei o trajeto no pescoço.
Q: Why?
P: Por quê?
A: This leads us into the disclosure of medical records.
R: Isso leva-nos a revelação dos registros médicos.
Doesn’t that seem to be a rather strange answer? Given that Finck’s testimony revolved entirely around the autopsy of Kennedy’s body, his testimony necessarily involved the disclosure of medical records. Oser refused to let Finck off the hook:
Não parece uma resposta muito estranha? Dado que o depoimento de Finck girava inteiramente em torno da autópsia do corpo de Kennedy, seu testemunho necessariamente envolvia a revelação de registros médicos. Oser recusou-se a deixar Finck safar-se:
Mr. Oser: Your Honor, I would like an answer from the Colonel and I would ask the Court to so direct.
Dr. Oser: Meritíssimo, gostaria de uma resposta do Coronel e pediria ao Tribunal para orientá-lo nesse sentido.
The Court: That is correct, you should answer, Doctor.
O Tribunal: Correto, o senhor deverá responder, Doutor.
The Witness: We didn’t remove the organs of the neck.
A Testemunha: Não removemos os órgãos do pescoço.
Do you see the problem? Finck still hasn’t answered the question. Is he deliberately obfuscating? Or does he honestly think he’s answering Oser’s question?
Veem o problema? Finck ainda não respondeu à pergunta. Estará ele deliberadamente dificultando as coisas? Ou pensa ele honestamente estar respondendo à pergunta de Oser?
Q: Why not, Doctor?
P: Por que não, Doutor?
A: For the reason we were told to examine the head wounds and that the —
R: Pelo motivo pelo qual nos foi dito para examinar os ferimentos na cabeça e que o —
Q: Are you saying someone told you not to dissect the track?
P: Você está dizendo que alguém lhe disse para não dissecar o trajeto?
The Court: Let him finish his answer.
O Tribunal: Deixe-o acabar de responder.
The Witness: I was told that the family wanted an examination of the head, as I recall, the head and chest, but the prosectors in this autopsy didn’t remove the organs of the neck, to my recollection.
A Testemunha: Foi-me dito que a família queria exame da cabeça, do modo como me lembro, a cabeça e o peito, mas os dissecadores, nessa autópsia, não removeram os órgãos do pescoço, tanto quanto me lembre.
Do you see the problem? He’s still not answering Oser’s question. He’s simply repeating that he didn’t dissect the organs but he’s not answering Oser’s question as to why he didn’t dissect it. If Finck is hoping that Oser will simply give up and move on to another line of questioning, his hope is immediately dashed:
Veem o problema? Ele ainda não está respondendo à pergunta de Oser. Está simplesmente repetindo que não dissecou os órgãos, mas não está respondendo à pergunta de Oser quanto a por que não os dissecou. Se Finck espera que Oser simplesmente desista e siga outra linha de questionamento, sua esperança é imediatamente desfeita:
Q: You have said they did not, I want to know why didn’t you as an autopsy pathologist attempt to ascertain the track through the body which you had on the autopsy table in trying to ascertain the cause or the causes of death? Why?
P: O senhor disse que eles não o fizeram, eu quero saber por que o senhor, como patologista de autópsia, não tentou averiguar o trajeto através do corpo que o senhor tinha na mesa de autópsia ao tentar averiguar a causa ou as causas da morte. Por quê?
A: I had the cause of death.
R: Eu sabia a causa da morte.
Do you see that he is still not answering the question?
Veem que ele ainda não está respondendo à pergunta?
Q: Why did you not trace the track of the wound?
P: Por que o senhor não rastreou o trajeto do ferimento?
A: As I recall I didn’t remove these organs from the neck.
R: Tanto quanto me lembre, não retirei aqueles órgãos do pescoço.
Q: I didn’t hear you.
P: Não ouvi o que o senhor disse.
A: I examined the wounds but I didn’t remove the organs of the neck.
R: Examinei os ferimentos mas não retirei os órgãos do pescoço.
By this time, one has to ask whether Finck is intentionally and deliberately avoiding answering the question.
A essa altura, é forçoso perguntar se Finck não estará intencional e deliberadamente evitando responder à pergunta.
Q: You said you didn’t do this; I am asking you why you didn’t do this as a pathologist?
P: O senhor disse que não fez isso; estou perguntando: por que o senhor não fez isso, como patologista?
A: From what I recall I looked at the trachea, there was a tracheotomy wound the best I can remember, but I didn’t dissect or remove those organs.
R: Tanto quanto me lembre, olhei a traqueia, havia um ferimento de traqueotomia o melhor que consigo lembrar, mas não dissequei ou removi tais órgãos.
But he still hasn’t answer Oser’s question, has he? So Oser finally turns to the judge for assistance:
Ele, porém, ainda não respondeu à pergunta de Oser, respondeu? Assim, Oser finalmente volta-se para o juiz em busca de auxílio:
Mr. Oser: Your Honor, I would ask Your Honor to direct the witness to answer my question.
Dr. Oser: Meritíssimo, pediria ao Meritíssimo para orientar a testemunha no sentido de responder à minha pergunta.
Q: I will ask you the question one more time. Why did you not dissect the track of the bullet wound that you have described today and you saw at the time of the autopsy at the time you examined the body?
P: Farei a pergunta mais uma vez. Por que o senhor não dissecou o trajeto do ferimento de bala que descreveu hoje e viu quando da autópsia ao examinar o corpo?
A: As I recall I was told not to, but I don’t remember by whom.
R: Tanto quanto me lembre, foi-me dito para não fazê-lo, mas não me lembro quem o fez.
Finally! There we have it. That’s the reason Finck was obfuscating and avoiding answering the question. Army Col. Pierre Finck, the forensic pathologist for John Kennedy’s autopsy, was directed not to dissect the track of Kennedy’s neck wound to determine the track the bullet had taken, and he obeyed that directive even though it violated standard procedure in autopsy cases.
Finalmente! Aqui está. Esse o motivo pelo qual Finck estava tornando as coisas difíceis e evitando responder à pergunta. O Coronel do Exército Pierre Finck, o patologista legal da autópsia de John Kennedy, foi orientado a não dissecar o trajeto do ferimento do pescoço de Kennedy para determinar o trajeto percorrido pela bala, e obedeceu a essa diretiva mesmo ela violando procedimento padrão em casos de autópsia.
Q: You were told not to but you don’t remember by whom?
P: Foi dito ao senhor para não fazer, mas o senhor não se lembra quem disse?
A: Right.
R: Certo.
Q: Could it have been one of the Admirals or Generals in the room?
P: Poderia ter sido um dos Almirantes ou Generais no recinto?
A: I don’t recall.
R: Não me lembro.
What are the chances that a forensic pathologist, whose responsibility was to dissect Kennedy’s neck wound to determine the path of the bullet, is going to forget the identity of the person who has directed him to not do his job in the most important autopsy he’ll ever perform in his life, an autopsy of the president of the United States?
Qual é a probabilidade de um patologista legal, cuja responsabilidade era dissecar o ferimento no pescoço de Kennedy para determinar a trajetória da bala, esquecer a identidade da pessoa que o direcionou para não desempenhar sua tarefa na mais importante autópsia que ele jamais conduziria em sua vida, uma autópsia do presidente dos Estados Unidos?
I think there’s another reason Finck was doing his best to avoid answering Oser’s questions and why he very likely committed perjury when he testified that he could not remember the identity of the person who directed him not to dissect the track of the neck wound. My hunch is that Finck had a deep fear of what would happen to him if he revealed the identity of the person who had the power to issue that type of directive during the autopsy, a directive that Finck refused to disobey.
Creio haver outro motivo pelo qual Finck estava fazendo o melhor que podia para evitar responder às perguntas de Oser e pelo qual ele muito provavelmente cometeu perjúrio quando testemunhou que não conseguia lembrar-se da identidade da pessoa que o direcionara para não dissecar o trajeto do ferimento no pescoço. Meu palpite é que Finck temia muito o que aconteceria consigo caso revelasse a identidade da pessoa que tinha o poder de emitir aquele tipo de diretiva durante a autópsia, uma diretiva que Finck recusara-se a desobedecer.
That the three pathologists who conducted Kennedy’s autopsy were operating under the authority of a high military official was reinforced by Finck in another part of his testimony during the Shaw trial:
Que os três patologistas que conduziram a autópsia de Kennedy estavam atuando sob a autoridade de um alto oficial militar foi reforçado por Finck em outra parte de seu testemunho durante o julgamento de Shaw:
Q: Was Dr. Humes running the show?
P: O Dr. Humes estava conduzindo o espetáculo?
A: Well, I heard Dr. Humes stating that — he said, “Who’s in charge here?” and I heard an Army General, I don’t remember his name, stating, “I am.” You must understand that in those circumstances, there were law enforcement officers, military people with various ranks, and you have to co-ordinate the operation according to directions.
R: Bem, ouvi o Dr. Humes dizer que — ele disse, “Quem está no comando aqui?” e ouvi um General do Exército, não me lembro do nome dele, dizendo “Eu estou.” Você precisa entender que, naquelas circunstâncias, havia autoridades de imposição da lei, militares de diversas patentes, e a gente tem de coordenar a operação de acordo com as diretivas.
Q: But you were one of the three qualified pathologists standing at that autopsy table, were you not, Doctor?
P: Mas o senhor era um dos três patologistas qualificados presentes à mesa de autópsia, não era, Doutor?
A: Yes, I am.
R: Sim, sou.
Q: Was this Army General a qualified pathologist?
P: Era o tal General do Exército patologista qualificado?
A: No.
R: Não.
Q: Was he a doctor?
P: Era ele médico?
A: No, not to my knowledge.
R: Não, não que eu saiba.
Q: Can you give me his name, Colonel?
P: Pode dar-me o nome dele, Coronel?
A: No, I can’t. I don’t remember.
R: Não, não posso. Não me lembro.
Elsewhere in his testimony, Finck touched on that part of military culture concerning obedience to orders:
Em outra parte de seu depoimento Finck tocou naquela parte da cultura militar concernente a obediência a ordens:
Q: Colonel, did you feel that you had to take orders from this Army General that was there directing the autopsy?
P: Coronel, o senhor achava que tinha de obedecer a ordens daquele General do Exército que estava dirigindo a autópsia?
A: No, because there were others, there were Admirals.
R: Não, porque havia outros, eles eram Almirantes.
Q: There were Admirals?
P: Eram Almirantes?
A: Oh, yes, there were Admirals, and when you are a Lieutenant Colonel in the Army you just follow orders, and at the end of the autopsy we were specifically told — as I recall it, it was by Admiral Kinney, the Surgeon General of the Navy — this is subject to verification — we were specifically told not to discuss the case.
R: Oh, sim, eram Almirantes, e quando se é Tenente-Coronel do Exército apenas se obedece a ordens, e no final da autópsia foi-nos dito especificamente — do modo como me lembro, foi o Almirante Kinney, o Médico-Chefe da Marinha — isso está sujeito a verificação — foi-nos dito especificamente para não discutirmos o assunto.
In a memorandum submitted by Finck in 1965 to his commanding officer, Army Brig. Gen. J.M. Blumberg, Finck alluded to another instance of how a superior military official prevented him from doing his job during the autopsy:
Num memorando submetido em 1965 por Finck a seu oficial comandante, General de Brigada do Exército J.M. Blumberg, Finck aludiu a outro exemplo de como uma autoridade militar superior impedira-o de fazer seu trabalho durante a autópsia:
I was denied the opportunity to examine the clothing of Kennedy. One officer who outranked me told me that my request was only of academic interest. The same officer did not agree to state in the autopsy report that the autopsy was incomplete, as I had suggested to indicate.
Foi-me negada a oportunidade de examinar as roupas de Kennedy. Um oficial de nível superior ao meu disse-me que meu pedido só tinha interesse acadêmico. O mesmo oficial não concordou com fazer constar no relatório da autópsia que a autópsia estava incompleta, ao contrário do que sugeri consignar.
In 1997, the Assassination Records Review Board (ARRB) took the deposition of Navy corpsman Jerrol Custer, who had served as an X‑ray technician for the Kennedy autopsy. As I wrote in “The Kennedy Casket Conspiracy,” Custer was one of several military personnel who witnessed Kennedy’s body secretly being brought into the Bethesda morgue at 6:35 p.m. in a cheap, gray shipping casket rather than the expensive, ornate casket into which the body had been placed in Dallas. ARRB general counsel Jeremy Gunn was the questioner.
Em 1997, A Junta de Reexame dos Registros do Assassínio (ARRB) tomou o depoimento do paramédico da Marinha Jerrol Custer, que havia atuado como técnico de raios X na autópsia de Kennedy. Como escrevi em “A Conspiração do Esquife de Kennedy,” Custer foi um dos diversos militares que testemunharam ter o corpo de Kennedy sido secretamente levado para o necrotério de Bethesda às 18:35 horas num esquife barato cinzento de embarque em vez de no esquife dispendioso e ornamentado no qual o corpo havia sido colocado em Dallas. O advogado geral da ARRB Jeremy Gunn foi o questionador.
Gunn: Was it your impression that Dr. Finck was taking instructions from one or more persons in the gallery, or was he —
Gunn: O senhor teve a impressão de que o Dr. Finck estava recebendo instruções de uma ou mais pessoas da galeria, ou estava —
Custer: Absolutely.
Custer: Sem dúvida.
Gunn: And from whom was he taking instructions?
Gunn: E de quem estava recebendo instruções?
Custer: From the same two gentlemen that had kept rolling the situation all that night.
Custer: Dos mesmos dois cavalheiros que conduziram as ações aquela noite inteira.
Gunn: You’ve previously referred to that person being a four-star general. Which service was that four-star general with: do you know?
Gunn: Anteriormente o senhor se referiu a essa pessoa como um general de quatro estrelas. A que serviço pertencia tal general de quatro estrelas: o senhor sabe?
Custer: I’ll be honest with you. I can’t recollect. All I saw was four big stars. And that was enough.
Custer: Serei honesto para com o senhor. Tudo o que eu vi foram quatro estrelas grandes. E foi o bastante.
Gunn: But you’re calling him a general. It’s, presumably, not an Admiral. I guess that’s fair.
Gunn: Mas o senhor o está chamando de general. Presumivelmente, pois, não é um Almirante. Acredito que faz sentido.
Custer: Yes.
Custer: Sim.
Gunn: Presumably, it would be either Army or Air Force?
Gunn: Presumivelmente, seria do Exército ou da Força Aérea?
Custer: Oh, it has to be one of the two. I know an Admiral when I see one. Absolutely. He’s got gold halfway up to his elbow.
Custer: Oh, tem de ser um dos dois. Conheço um Almirante quando vejo um. Sem dúvida. Ele tem ouro subindo meio caminho até o cotovelo.
When Finck was called to testify before the ARRB in 1996, he confirmed that he had received the same type of secrecy order described in “The Kennedy Autopsy, Part 2.” The questioner is Jeremy Gunn, general counsel for the ARRB:
Quando Finck foi chamado a depor perante a ARRB em 1996, confirmou haver recebido o mesmo tipo de ordem de segredo descrito em “A Autópsia de Kennedy, Parte 2.” O questionador é Jeremy Gunn, advogado geral da ARRB:
Q: Dr. Finck, did you ever receive any orders or instructions from anyone not to discuss the assassination or autopsy of President Kennedy?
P: Dr. Finck, o senhor recebeu quaisquer ordens ou instruções de quem seja para não discutir o assassínio ou a autópsia do Presidente Kennedy?
A: At the autopsy, yes.
R: Na autópsia, sim.
Q: Can you tell me what the circumstances were around that, who gave you the order for example?
P: Pode dizer-me quais eram as circunstâncias em torno, quem por exemplo deu a ordem ao senhor?
A: As far as I can remember, it was in the autopsy room, and I may have recorded that somewhere, but now the name escapes. I don’t remember specifically who told us not to discuss it.
R: Tanto quanto me lembre, foi na sala de autópsia, e poderei ter registrado isso em algum lugar, mas neste momento o nome me escapa. Não me lembro especificamente quem nos disse para não discutir o assunto.
*    *    *
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Q: Would you turn to page 3 of the document that you have in front of you, Exhibit 28. I would like to draw your attention to the paragraph numbered 2 and ask you if that helps to refresh your recollection of any other orders you may have received?
P: Por favor, veja a página 3 do documento que o senhor tem diante de si, Prova 28. Gostaria de chamar a atenção do senhor para o parágrafo numerado 2 e perguntar se isso ajudaria a refrescar sua memória a respeito de quaisquer outras ordens que possa ter recebido?
A: Before the Warren Commission, Warren report: “Before the Warren report was published in September ’64, I received directives by telephone from the White House through” — something illegible — “through your office.”
R: Antes da Comissão Warren, do relatório Warren: “Antes do relatório Warren ser publicado em setembro de 64, recebi diretivas por telefone da Casa Branca através” — algo ilegível — “através do gabinete do sr.”
Q: Your office.
P: Gabinete do sr.
A: “And through the Naval Medical School in Bethesda not to discuss subject autopsy beyond the contents of the Warren report.” I don’t remember that.
R: “E através da Faculdade Naval de Medicina de Bethesda para não discutir assunto autópsia além do conteúdo do relatório Warren.” Não me lembro disso.
Who was the high military official (or officials) who was directing and controlling the course of the autopsy? To this day, the American people don’t know the identity of that person. For almost 50 years, the U.S. military has succeeded in keeping his identity secret. And don’t forget: that autopsy room was filled with admirals and generals who were witnessing how the autopsy was being conducted, none of whom has disclosed the identity of that person to the public, confirming that military men do in fact keep secrets very well, especially when they have taken a solemn oath to do so.
Quem foi a autoridade militar de alto escalão (ou autoridades) que estava dirigindo e controlando o curso da autópsia? Até hoje o povo estadunidense não sabe a identidade dessa pessoa. Por quase 50 anos a instituição militar dos Estados Unidos tem tido sucesso em manter a identidade dela em segredo. E não nos esqueçamos: aquela sala de autópsia estava cheia de almirantes e generais testemunhando como a autópsia estava sendo conduzida, nenhum dos quais revelou a identidade dessa pessoa para o público, confirmando que os militares efetivamente mantêm segredos muito bem, especialmente quando juram solenemente fazê-lo.
At the beginning of this article, I said that I wanted to share with you two interesting aspects of Pierre Finck’s testimony at the Clay Shaw trial in New Orleans. The first one, just covered, outlines the role that military culture played in the Kennedy autopsy. The second one, which will be detailed in the next segment, pertains to a portion of Finck’s testimony relating to the issues surrounding the multiple delivery of Kennedy’s caskets into the Bethesda morgue prior to the autopsy, as outlined in my article “The Kennedy Casket Conspiracy.” It will be convenient for the reader to read that article before my next segment, “The Kennedy Autopsy, Part 4,” is posted.
No início deste artigo eu disse desejar compartir com vocês dois interessantes aspectos do depoimento de Pierre Finck no julgamento de Clay Shaw em New Orleans. O primeiro, que vem de ser coberto, esboça o papel que a cultura militar desempenhou na autópsia de Kennedy. O segundo, que será detalhado no próximo segmento, diz respeito a uma porção do depoimento de Finck relacionada com as questões em torno da entrega múltipla de esquifes de Kennedy no necrotério de Bethesda antes da autópsia, como delineado em meu artigo “A Conspiração do Esquife de Kennedy.” Será conveniente o leitor ler esse artigo antes de meu próximo segmento, “A Autópsia de Kennedy, Parte 4,” ser afixado.
Jacob Hornberger is founder and president of the Future of Freedom Foundation. Send him email.
Jacob Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Envie-lhe email.

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