Friday, January 6, 2012

FFF - The Kennedy Autopsy, Part 2


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The Kennedy Autopsy, Part 2
A Autópsia de Kennedy, Parte 2
by Jacob G. Hornberger
por Jacob G. Hornberger
September 1, 2011
1o. de setembro de 2011
The Kennedy Assassination Series:
A Série Assassínio de Kennedy:
Three of the major things that distinguish military life from civilian life are: deference to authority, obedience to orders, and a penchant for secrecy. All   three of those characteristics played an important role in the military autopsy of John F. Kennedy’s body.
Três das principais coisas que distinguem a vida militar da vida civil são: deferência a autoridade, obediência a ordens e pendor para o segredo. Todas essas três características desempenharam importante papel na autópsia militar do corpo de John F. Kennedy.
Throughout their military careers, it is ingrained in soldiers — both enlisted men and officers — to defer to the authority of their superiors and obey their orders. Even when the orders seem to make no sense, soldiers know that their duty is to carry them out anyway, whether they understand their rationale or not.
Ao longo de suas carreiras militares, é instilado nos soldados — tanto rasos quanto oficiais — a deferência à autoridade de seus superiores e a obediência às ordens deles. Mesmo quando as ordens pareçam não fazer sentido, os soldados sabem que seu dever é obedecê-las de qualquer forma, entendam eles a lógica delas ou não.
Consider, for example, John Stringer, an enlisted man who was the official military photographer during the Kennedy autopsy. With the assistance of Floyd A. Riebe, another enlisted man, Stringer’s job was to photograph the wounds and any other parts of the body that the pathologists requested.
Consideremos, por exemplo John Stringer, soldado raso que foi o fotógrafo militar oficial durante a autópsia de Kennedy. Com a assistência de Floyd A. Riebe, outro soldado raso, o trabalho de Stringer era fotografar os ferimentos e quaisquer outras partes do corpo que os patologistas requeressem.
In November 1966, Stringer was ordered to appear at the National Archives to participate in an inventory of the photographs that had been taken during Kennedy’s autopsy. He noticed something odd — the inventory of photographs did not match the photographs that he had taken during the autopsy.
Em novembro de 1966 Stringer recebeu ordem de comparecer aos Arquivos Nacionais para participar de um inventário das fotografias que haviam sido tiradas   durante a autópsia de Kennedy. Ele observou algo invulgar — o inventário de fotografias não coincidia com as fotografias que ele havia tirado durante a autópsia.
So what did he do? The following is his testimony in a deposition taken before the Assassination Records Review Board (ARRB) in 1996, as recounted in volume 1 of Douglas P. Horne’s five-volume book on   the Kennedy assassination, Inside the Assassination Records Review Board(volume 1, page 206). The questioner is Jeremy Gunn, general counsel for the ARRB.
Então, o que ele fez? O seguinte é seu depoimento tomado diante da Junta de Reexame dos Registros do Assassínio (ARRB) em 1996, como descrito no volume 1 do livro, em cinco volumes, de Douglas P. Horne acerca do assassínio de Kennedy, Dentro da Junta de Reexame dos Registros do Assassínio (volume 1, página 206). O interrogador é Jeremy Gunn, advogado geral da ARRB.
Gunn: Do you see the phrase, next to the last sentence, of the document — and I’ll read it to you: “To my personal knowledge this is the total amount of film exposed on this occasion?” Do you see that?
Gunn: Vê você a frase, penúltima sentença, do documento — e lê-la-ei para você: “De meu conhecimento pessoal, essa é a quantidade total de filme exposto nesta ocasião?” Vê isso?
Stringer: Yes.
Stringer: Sim.
Gunn: Is it your understanding that that statement is incorrect?
Gunn: É entendimento seu essa afirmação ser incorreta?
Stringer: Well, yes. If they say that there were only   16 sheets of film out of [sic] 11, I’d say that’s incorrect.
Stringer: Bem, sim. Se eles dizem que havia apenas 16 lâminas de filme a partir de [sic] 11, eu diria que é incorreto.
Gunn: When you signed this document, Exhibit 78, were you intending to either agree or disagree with the conclusion reached in the second to last — next to last sentence?
Gunn: Quando você assinou este documento, Prova 78, era intenção sua concordar ou discordar da conclusão alcançada na anterior à última — na penúltima sentença?
Stringer: I told him that I disagreed with him, but they said, “Sign it.”
Stringer: Eu disse a ele que discordava dele, mas eles disseram “Assine.”
Gunn: And who is “they.” Who said, “Sign it”?
Gunn: E quem são “eles.” Quem disse “Assine”?
Stringer: Captain Stover.
Stringer: O Capitão Stover.
Gunn: Was Mr. Riebe in the room when you signed this?
Gunn: O Sr. Riebe estava no recinto quando você assinou isto?
Stringer: I don’t remember. His signature is on it, so I guess he was there. But I don’t remember.
Stringer: Não me lembro. A assinatura dele consta aí,   portanto imagino que ele estava lá. Mas não me   lembro.
(Capt. John Stover was the commanding officer of the Naval Medical School at Bethesda and was the superior officer of Commander James Humes, one of the three pathologists who conducted the autopsy on the president’s body.)
(O Capitão John Stover era o oficial comandante da Faculdade Naval de Medicina em Bethesda e era o oficial superior do Comandante James Humes, um dos três patologistas que conduziram a autópsia no   corpo do presidente.)
Later in the deposition, Stringer explained that the customary procedure in autopsy photography was to include an identification tag or a ruler in the photograph. Stringer explained that that procedure wasn’t being strictly adhered to in the Kennedy autopsy. In his testimony before the ARRB, he explained why he didn’t object to this violation of established procedure:
Mais tarde, no depoimento, Stringer explicou que o procedimento costumeiro em fotografia de autópsia era incluir uma etiqueta de identificação ou uma régua   na fotografia. Stringer explicou que esse procedimento não foi estritamente observado na autópsia de Kennedy. Em seu depoimento perante a   ARRB, ele explicou por que não objetou a essa violação do procedimento estabelecido:
Gunn: Did it really take that much time to put a ruler into a photo?
Gunn: Tomava realmente muito tempo colocar uma régua na foto?
Stringer: Well, they get it set up and all that. I mean, when they were doing it, they were in a hurry and said, “Let’s get it over with.”
Stringer: Bem, eles trataram de fazer com que ficasse tudo pronto e tudo o mais. Quero dizer, quando estavam fazendo, estavam com pressa e disseram, “Vamos acabar com isso.”
Gunn: Did you object to that at all?
Gunn: Você de algum modo objetou a isso?
Stringer: You don’t object to things.
Stringer: A gente não objeta a coisas.
Gunn: Some people do.
Gunn: Algumas pessoas sim.
Stringer: Yeah, they do. But they don’t last long.
Stringer: Sim, objetam. Mas essas pessoas não duram muito.
With those answers, Stringer was emphasizing the deference-to-authority tradition in military culture. Those who make waves — who object to orders — who disclose wrongdoing — who go over people’s heads in the chain of command — don’t last in the military. Promotions slow up for soldiers who do those   sorts of things. Over time, such soldiers are ground out of the system. They’re not considered team players. They can’t be trusted.
Com essas respostas, Stringer estava enfatizando a tradição de deferência à autoridade na cultura militar. Aqueles que criam caso — que objetam a ordens — que revelam ilícitos — que passam por cima de pessoas na cadeia de comando — não duram na instituição militar. As promoções se tornam lentas para soldados que fazem esse tipo de coisa. Com o tempo, tais soldados são ejetados do sistema. Não são considerados jogadores da equipe. Não se pode confiar neles.
What were the discrepancies between the photographs taken by Stringer and the photographs in the 1966 inventory? There were several. Horne summarizes Stringer’s testimony (volume 1, page 182):
Quais eram as discrepâncias entre as fotografias tiradas por Stringer e as fotografias do inventário de 1966? Diversas. Horne resume o depoimento de Stringer (volume 1, page 182):
So John T. Stringer, Jr., under oath, told the ARRB that he had taken 5 different photographic views of the body which Jeremy [Gunn] and I knew were not in the   official autopsy collection:
Então John T. Stringer, Jr., sob juramento, disse à ARRB ter feito 5 diferentes tomadas fotográficas do corpo que Jeremy [Gunn] e eu sabíamos não constar na coleção oficial da autópsia:
1. The full body from above;
1. O corpo completo, a partir de cima;
2. The interior of the eviscerated chest, up near the neck, after removal of the lungs;
2. O interior do peito eviscerado, até perto do pescoço, depois de removidos os pulmões;
3. The interior of the eviscerated body cavity near the adrenals;
3. O interior da cavidade corporal eviscerada perto das suprarrenais;
4. The body lying on its stomach; and
4. O corpo repousando sobre o estômago; e
5. “Openings” [plural] in the back, while the torso was propped upright as if sitting.
5. “Aberturas” [plural] nas costas, enquanto o tronco era escorado para cima como se sentado.
One of the fascinating aspects of the Kennedy autopsy was the high level of secrecy under which it was conducted. In fact, on the morning after the autopsy the people who had participated in it were ordered to never disclose anything they had witnessed during the autopsy, on pain of military court martial or criminal prosecution. They were also   required to sign secrecy oaths in which they swore never to disclose what they had seen.
Um dos aspectos fascinantes da autópsia de Kennedy foi o alto nível de segredo no qual conduzida. De fato, na manhã subsequente à autópsia as pessoas que haviam participado dela receberam ordem de nunca revelar qualquer coisa que tivessem testemunhado durante a autópsia, sob pena de corte marcial ou processo criminal. Também foi exigido delas que assinassem juramentos de segredo nos quais comprometiam-se a nunca revelar o que haviam visto.
Stringer described the experience in his ARRB testimony (Horne, volume 1, page 169):
Stringer descreveu a experiência em seu depoimento perante a ARRB (Horne, volume 1, página 169):
Gunn: Were you ever previously under any kind of order or restraint from being able to talk about the autopsy?
Gunn: Estava você antes sob qualquer tipo de   ordem ou restrição quanto a poder falar acerca da autópsia?
Stringer: Yes, I was.
Stringer: Sim, estava.
Gunn: Can you explain, very briefly, what the nature of the order was or the circumstances that put you under the order?
Gunn: Pode você explicar, muito brevemente, qual a     natureza da ordem ou quais as circunstâncias que colocaram você sob a ordem?
Stringer: Well, I think it was the morning after the autopsy. We were gathered into the commanding officer’s office of the Naval Medical School, who through the fear of God and everyone and he had a   paper that we all had to sign that we would not talk to anyone about what had happened on that particular night.
Stringer: Bem, acho que foi na manhã subsequente     à   autópsia. Havíamo-nos reunido no gabinete do oficial de comando da Faculdade Naval de Medicina, que através do temor de Deus e todo mundo e ele tinha um documento que todos tínhamos de assinar segundo o qual não falaríamos a ninguém acerca do que havia acontecido naquela noite específica.
Gunn: Do you remember the name of the person who   gave you the order?
Gunn: Você se lembra da pessoa que lhe deu a ordem?
Stringer: John Stover.
Stringer: John Stover.
According to Horne, “It appears that each one of the   enlisted men who received one of these letters was warned orally the day after the autopsy, and then was   required to sign a written warning, a ‘letter of silence,’ the following week, formally acknowledging   that they had received and understood the order not to talk about the autopsy” (volume 1, pages 169–70).
De acordo com Horne, “Parece que cada um dos soldados rasos que receberam uma dessas cartas foi advertido no dia subsequente ao da autópsia, e em seguida foi-lhe exigido que assinasse uma advertência por escrito, uma ‘carta de silêncio,’ na semana seguinte, reconhecendo formalmente ter recebido e entendido a ordem de não falar acerca da autópsia” (volume 1, páginas 169–70).
Some 14 years later, some of those people were still   scared to talk, even before the House Select Committee on Assassinations (HSCA), which had reopened the Kennedy assassination, owing to widespread doubts among the American people about the Warren Commission Report. Horne writes   (volume page 171),
Cerca de 14 anos depois algumas daquelas pessoas ainda temiam falar, mesmo perante a Comissão Seleta da Câmara para Assassínios (HSCA), que havia reaberto o assassínio de Kennedy, por causa de dúvidas disseminadas do povo estadunidense acerca do Relatório da Comissão Warren. Horne escreve (volume página 171):
Some autopsy witnesses (morgue technicians Paul O’Connor and James Jenkins) were extremely reluctant to talk to them, but ended up doing so in-person; photographer Floyd Riebe and x‑ray technician Ed Reed both consented to brief interviews   on the phone; while x‑ray technician Jerrol Custer demanded the HSCA staff come to see him in person, and then “hung up” on them.
Algumas testemunhas da autópsia (os técnicos de necrotério Paul O’Connor e James Jenkins) ficaram extremamente relutantes em falar a eles, mas acabaram fazendo-o pessoalmente; o fotógrafo Floyd Riebe e o técnico de raios X Ed Reed consentiram, ambos, com breves entrevistas ao telefone; enquanto o técnico de raios X Jerrol Custer exigiu que a equipe da HSCA fosse vê-lo em pessoa, e então “deu por encerrada” a visita.
According to Horne, “The military did not give in easily. On November 3, 1977 Deanne C. Siemer of the DOD Office of General Counsel sent a letter to HSCA Chief Counsel Robert Blakey refusing to rescind the order not to talk, since the “record with respect to the autopsy is complete and has been preserved intact.” After the military came to the realization that Congress, not the military, makes the final decisions in such matters, “the Surgeon General of the Navy, VADM W.P. Arentzen mailed out   letters rescinding the gag order to the last known addresses of the personnel concerned....” (volume 1, page 171). As Horne explains, the impact of the lifting of the military’s gag order was enormous (volume 1, page 171):
De acordo com Horne, “Os militares não desistiram facilmente. Em 3 de novembro de 1977 Deanne C. Siemer, do Gabinete do Advogado Geral do Departamento de Defesa - DOD, enviou carta ao Advogado Chefe da HSCA Robert Blakey recusando-se a revogar a ordem de não falar, visto que o “registro com respeito à autópsia está completo e foi preservado intacto.” Depois que os militares entenderam ser o Congresso, e não a instituição militar, quem toma as decisões finais nesses assuntos, “o Médico-Chefe da Marinha, VADM W.P. Arentzen enviou cartas revogando a ordem de mordaça para os últimos endereços conhecidos do pessoal afetado....” (volume 1, página 171). Como Horne explica, o impacto da revogação da ordem militar de mordaça foi enorme (volume 1, página 171):
Even though the Surgeon General’s letter rescinding the order only mentioned freedom to talk to the HSCA, effectively “the lid was off” and “the cat was out of the bag.” Once the HSCA published its report and accompanying 12 volumes of evidence in 1979, the public became aware of the names of most of the autopsy witnesses and participants, and when independent researchers began to contact them, most of them then felt free to talk. The HSCA’s charter to reinvestigate the assassination “let the genie out of the bottle,” and the evidence in the JFK   assassination has not been the same since.
Embora a carta do Médico-Chefe revogando a ordem apenas mencionasse liberdade para falar à HSCA, na prática “a tampa foi retirada” e “o gato escapou do saco.” Ao a HSCA publicar seu relatório com os 12 volumes de evidência que o acompanharam, em 1979, o público tomou conhecimento dos nomes da maioria das testemunhas e participantes da autópsia, e quando pesquisadores independentes começaram a entrar em contato com eles, a maioria se sentiu livre para falar. A licença da HSCA para reinvestigar o assassínio “tirou o gênio da garrafa,”   e a evidência do assassínio de JFK nunca mais foi a mesma.
Of course, we shouldn’t forget that the U.S. military wasn’t the only entity that demanded that matters in the Kennedy assassination be kept secret. The Warren Commission ordered that many of its records and much of its evidence be kept secret from the American people for 75 years. The HSCA also had a penchant for secrecy; it ordered many of its records and much of its evidence sealed for 50 years.
Naturalmente, não devemos esquecer-nos de que a instituição militar dos Estados Unidos não era a única entidade exigindo que os assuntos relativos ao assassínio de Kennedy fossem mantidos em segredo. A Comissão Warren determinou que muitos   de seus registros e grande parte de sua evidência fossem mantidos em segredo em relação ao povo estadunidense por 75 anos. Também a HSCA tinha pendor para o segredo; determinou que muitos de seus registros e grande parte de sua evidência fossem lacrados por 50 anos.
In  fact, one of the most fascinating things the HSCA ordered to be kept secret for 50 years was the deposition of Robert Knudsen, a civilian who was the official White House photographer for President Kennedy. The deposition, which was taken in 1978, encompasses one of the most mysterious aspects of     the Kennedy autopsy. It came to light only because of the 1992 JFK Records Act, which ordered that government records in the Kennedy assassination be   disclosed to the public. The law had been enacted after Oliver Stone’s movie JFK produced a large public outcry over the federal government’s continued secrecy in the Kennedy assassination.
Na verdade, uma das coisas mais fascinantes que a HSCA determinou fosse mantida em segredo foi o depoimento de Robert Knudsen, civil que era fotógrafo oficial da Casa Branca para o Presidente Kennedy. O depoimento, tomado em 1978, envolve um dos mais misteriosos aspectos da autópsia de Kennedy. Veio à luz apenas por causa da Lei dos Registros de JFK de 1992, a qual determinou que registros do governo relativos ao assassínio de Kennedy fossem revelados ao público. Essa lei foi aprovada depois que o filme JFK, de Oliver Stone, produziu grande clamor público acerca do contínuo segredo do governo quanto ao assassínio de Kennedy.
By the time the ARRB learned about Knudsen’s role in the assassination, he had passed away. However, Knudsen’s wife told the ARRB that on the afternoon of the assassination, he received a telephone call — she believed from the Secret Service — to go to Andrews Air Force Base to meet the plane from Dallas and accompany the president’s body to Bethesda. His wife and kids told   the ARRB that “Robert Knudsen had told them he photographed the autopsy of President Kennedy, and was the only one to do so” (volume 1, page 249). The ARRB dug up the August 1977 copy of a magazine entitled Popular Photography, which contained an interview with Knudsen. The article stated, “When the news of the assassination came from Dallas, Knudsen left the hospital to meet Air Force One at Andrews Field. He was the only photographer to record the autopsy — “the hardest assignment of my life” (volume 1, page 250).
Quando a ARRB soube do papel de Knudsen no assassínio ele já havia morrido. Entretanto, a mulher de Knudsen disse à ARRB que, na tarde do assassínio, ele recebera um telefonema — do Serviço Secreto, acreditava ela — para que fosse à Base Andrews da Força Aérea ao encontro do avião proveniente de Dallas e acompanhasse o corpo do presidente a Bethesda. Mulher e filhos dele disseram à   ARRB que “Robert Knudsen havia dito a eles ter fotografado a autópsia do Presidente Kennedy, e ter sido o único a fazê-lo” (volume 1, página 249). A ARRB desencavou a edição de agosto de 1977 de uma revista chamada Fotografia Popular, que continha uma entrevista com Knudsen. O artigo asseverava: “Quando as notícias do assassínio vieram de Dallas, Knudsen deixou o hospital de encontro ao Força Aérea Um no Campo Andrews. Foi o único fotógrafo a registrar a autópsia — “a mais difícil atribuição de minha vida” (volume 1, página 250).
Why is that fascinating and mysterious?
Por que é isso fascinante e misterioso?
As you’ll recall, the photographers at the autopsy were John Stringer and Floyd Riebe, not Robert Knudsen. Neither Riebe nor Stringer ever saw Robert Knudsen at the autopsy. Yet Knudsen said that he was the only photographer to record the autopsy.
Como vocês se lembrarão, os fotógrafos da autópsia foram John Stringer e Floyd Riebe, não Robert Knudsen. Nem Riebe nem Stringer viram jamais Robert Knudsen na autópsia. No entanto, Knudsen disse ter sido o único fotógrafo a registrar a autópsia.
When Knudsen was deposed by the HSCA, he never   mentioned that he had photographed the autopsy and, equally significant, he was never asked whether he had photographed the autopsy. In fact, as one reads through his testimony, one almost gets the feeling that this was something that he knew should not be discussed and that he would not be asked about. The deposition focused entirely on his participation in the developing of photographs that had been taken during the autopsy.
Ao Knudsen prestar depoimento perante a HSCA não mencionou de modo algum ter fotografado a autópsia e, igualmente significativo, nada lhe foi perguntado quanto a se havia fotografado a autópsia. Na verdade, ao ler-se seu depoimento, quase se sente tratar-se de algo que ele sabia não dever ser discutido e acerca do que não seria inquirido. O depoimento concentrou-se inteiramente na participação dele na revelação das fotografias que haviam sido tiradas durante a autópsia.
So did Knudsen actually take photographs as part of   the Kennedy autopsy, or was he lying about it for some unknown reason? Horne thinks that he was telling the truth, which would seem to make sense, given that he had no reason to make up the story and since it would have been easy for U.S. officials to disclose that he — the White House photographer for President Kennedy — was a liar. Horne’s theory is that   Knudsen took his set of photographs as part of a supersecret, post-autopsy session that Stringer and Riebe were not part of.
Assim, será que Knudsen realmente tirou fotografias como parte da autópsia de Kennedy, ou mentiu a respeito, por alguma razão desconhecida? Horne acha que ele estava dizendo a verdade, o que parece fazer sentido, dado ele não ter motivo para inventar a história e visto que teria sido fácil para as   autoridades dos Estados Unidos revelarem que ele — o fotógrafo da Casa Branca para o Presidente Kennedy — era um   mentiroso. A teoria de Horne é a de que Knudsen tirou seu conjunto de fotografias como parte de uma sessão supersecreta pós-autópsia da qual Stringer e Riebe não participaram.
Although Knudsen was a civilian, his familiarity with military culture was confirmed in a statement his wife made to the ARRB. According to Horne, she stated that “her husband was a man who did not talk too much, and who very reliably could keep secrets and told me that sometimes people in the military are required to ‘take secrets with them to the grave’ when ordered to do so by duly constituted authority, regardless of later attempts to get them to talk” (volume 1, page 253).
Embora Knudsen fosse civil, sua familiaridade com a cultura militar foi confirmada numa declaração que a mulher dele fez à ARRB. De acordo com Horne, ela declarou que “o marido dela era homem que não falava muito, e que muito fidedignamente podia manter segredos e disse-me que por vezes pede-se   a   pessoas na instituição militar que ‘levem segredos com elas para o túmulo’ quando mandadas a fazê-lo por autoridade devidamente constituída, independentemente de tentativas posteriores de fazê-las falar” (volume 1, página 253).
Knudsen’s penchant for keeping secrets was demonstrated during his deposition before the HSCA. HSCA staff member Andy Purdy asked him about photographs that contained probes in Kennedy’s body (volume 2, page 266):
A forte inclinação de Knudsen para manter segredos ficou visível durante seu depoimento perante a HSCA. O membro da equipe da HSCA Andy Purdy perguntou-lhe acerca de fotografias que mostravam sondas no corpo de Kennedy (volume 2, página 266):
Purdy: Where were the entry and exit points?
Purdy: Onde eram os pontos de entrada e de saída?
Knudsen: Here again, I have a mental problem here   that we were sworn not to disclose this to anybody. Being under oath, I cannot tell you I do not know, because I do know; but, at the same time, I do feel I have been sworn not to disclose this information and I would prefer very much that you get one of the sets of prints and view them. I am not trying to be hard to get along with. I was told not to disclose the area of the body, and I am at a loss right now as to whether — which is right.
Knudsen: Também aqui tenho um problema mental pois juramos não revelar isso a ninguém. Estando sob   juramento, não posso dizer a você que não sei, porque sei; mas, ao mesmo tempo, sinto ter jurado não revelar essa informaçao e francamente preferiria que você tomasse um dos conjuntos de impressos e os olhasse. Não estou tentando ser difícil de tratar. Foi-me dito para não revelar a área do corpo, e neste momento estou confuso quanto a — qual dos dois é o certo.
Purdy: Was it a Naval order that you were operating under that you would not disclose?
Purdy: Você estava atuando sob ordem da Marinha     que lhe disse para não revelar?
Knudsen: This was Secret Service. To the best of my   knowledge, Dr. Burkley also emphasized that this was not to be disclosed.
Knudsen: Foi o Serviço Secreto. De meu melhor conhecimento, o Dr. Burkley também enfatizou que não era para revelar isso.
(Navy Adm. George Burkley was Kennedy’s personal   physician.)
(O Almirante da Marinha George Burkley era médico pessoal de Kennedy.)
Knudsen’s penchant for secrecy, however, apparently did not extend to his family, at least partially. According to Horne,
O pendor de Knudsen para o segredo, porém, aparentemente não se estendia a sua família, pelo menos parcialmente. De acordo com Horne,
After he was deposed by the HSCA staff in 1978, he told his family (at different times) that 4 or 5 of the pictures he was shown by the HSCA did not represent what he saw or took that night, and that one of the photographs he viewed had been altered. His son Bob said that his father told him that “hair had been drawn in” on one photo to conceal a missing portion of the top-back of President Kennedy’s head.... [His wife] further elaborated that the wounds he saw in the photos shown to him in 1988 did not represent what he saw or took.... [volume 1, page 251]
Depois de ter-lhe sido tomado depoimento pela equipe da HSCA em 1978, ele disse a sua família (em ocasiões diferentes) que 4 ou 5 das fotos a ele mostradas pela HSCA não conferiam com o que ele havia visto ou tirado naquela noite, e que uma das fotografias que ele viu havia sido alterada. O filho dele, Bob, disse que o pai havia-lhe dito que “havia sido puxado cabelo para dentro” em uma foto para esconder uma porção faltante do alto-parte de trás da cabeça do Presidente Kennedy.... [A mulher dele] discorreu adicionalmente que os ferimentos que ele viu nas fotos mostradas a ele em 1988 não conferiam com as que ele vira ou tirara.... [volume 1, page 251]
One of the more interesting aspects of the military autopsy of President Kennedy was the total indifference among personnel at Bethesda to the possibility that there would be a criminal trial of whoever killed Kennedy. The thought of having to testify in a state criminal murder case, in which a prosecutor would be depending on testimony establishing an accurate autopsy, and in which a team   of aggressive criminal defense attorneys would be cross-examining everyone involved in the autopsy, just seems never to have entered the minds of the people involved in the autopsy.
Um dos aspectos mais interessantes da autópsia militar do Presidente Kennedy foi a total indiferença, entre o pessoal de Bethesda, em relação à possibilidade de vir a acontecer qualquer processo criminal referente a quem tivesse matado Kennedy. A ideia de ter de depor num caso criminal estadual de homicídio, no qual um promotor se baseasse em depoimentos estabelecedores de uma autópsia precisa, e no qual uma equipe de advogados criminais de defesa agressivos acareasse todos os envolvidos na autópsia parece nunca ter passado pela cabeça das pessoas envolvidas na autópsia.
Didn’t they know that an autopsy is critically important evidence in helping to convict the person who did the shooting? Didn’t they know that the prosecutor would be summoning them to testify at trial and depending on the truthfulness and accuracy of their testimony? Wouldn’t they want to help the prosecution secure a conviction in the case? Didn’t they know that they would be subjected to withering     cross-examination by experienced criminal-defense attorneys?
Não sabiam elas que uma autópsia constitui evidência criticamente importante para auxiliar a condenar a pessoa que fez o disparo? Não sabiam elas que o promotor as convocaria para depor em julgamento e dependeria da veracidade e precisão do depoimento delas? Não desejavam elas ajudar a promotoria a obter condenação no caso? Não sabiam que seriam submetidas a devastadora inquirição por experientes advogados criminais de defesa?
Consider, for example, the problem involving the “chain of custody.” In order for the autopsy results to be admitted into evidence at a criminal trial, it would have been necessary to establish a clear “chain of custody” of the body from Dallas to Bethesda to ensure that there were no shenanigans committed on the body with the aim of misleading people as to the cause of death. That’s one reason that the medical examiner at Parkland Hospital, Dr. Earl Rose, was so insistent on conducting the autopsy there in Dallas, as the law required. As Rose told   Secret Service agent Roy Kellerman and the other Secret Service agents who were attempting to prevent Rose’s autopsy, “You can’t lose the chain of evidence.”
Consideremos, por exemplo, o problema envolvendo a “cadeia de custódia.” Para que os resultados da autópsia fossem admitidos como evidência num julgamento criminal, teria sido indispensável estabelecer uma clara “cadeia de custódia” do corpo de Dallas a Bethesda para assegurar não terem sido cometidos embustes em relação ao corpo com o objetivo de iludir as pessoas quanto à causa da morte. Esse um dos motivos pelos quais o examinador médico do Hospital Parkland, Dr. Earl Rose, foi tão insistente quanto a a autópsia ser conduzida em Dallas, como a lei exigia. Como Rose disse ao agente Roy Kellerman, do Serviço Secreto, e aos outros agentes do Serviço Secreto que tentavam impedir a autópsia de Rose, “Vocês não podem quebrar a cadeia de evidência.”
However, as my article “The Kennedy Casket Conspiracy” detailed, they did lose the chain of evidence by removing the body from the Dallas casket and delivering it early to the Bethesda morgue in a cheap shipping casket. That break in the chain of custody would have   undoubtedly prevented the final autopsy report from being admitted into evidence at trial.
Entretanto, como meu artigo “A Conspiração do Esquife de Kennedy” detalhou, eles quebraram a cadeia de evidência ao removerem o corpo do esquife de Dallas e ao entregarm-no precocemente ao necrotério de Bethesda num esquife barato de embarque. Essa quebra da cadeia de custódia teria indubitavelmene impedido que o relatório final de autópsia viesse a ser admitido como evidência em julgamento.
None of that seemed to matter to the autopsy personnel that night. One gets the distinct impression that the possibility of a criminal trial in which autopsy participants would have to testify was the last thing on their minds.
Nada disso pareceu importar para o pessoal da autópsia naquela noite. Tem-se a clara impressão de que a possibilidade de um julgamento criminal no qual os participantes da autópsia tivessem que depor era a última coisa em que pensavam.
After all, when the autopsy was being conducted, Oswald, the accused assassin had already been taken into custody, and he was still alive and in custody on the next day, when military officials were   ordering autopsy participants to keep their mouths shut forever and requiring them to sign secrecy oaths.
Afinal, quando a autópsia estava sendo conduzida, Oswald, o acusado de assassínio, já havia sido tomado em custódia, e estava ainda vivo e em custódia no dia seguinte, quando autoridades militares ordenavam que os participantes da autópsia mantivessem o bico calado para sempre, e exigiam que eles assinassem juramentos de segredo.
Did the U.S. military honestly think that its secrecy surrounding the autopsy would not be pierced by a team of aggressive criminal-defense lawyers? Did it honestly believe that experienced lawyers would not discover the secret, early delivery of Kennedy’s body to the morgue in a cheap shipping casket and the casket shenanigans engaged in after that? Did they honestly believe that an aggressive criminal-defense team would fail to subpoena all the government’s records establishing who the “men in suits” were who conducted the early delivery of Kennedy’s body in the   cheap shipping casket? Or did they simply think that the possibility that the murder case would ever go to trial in the Kennedy assassination was minimal?
Será que a instituição militar dos Estados Unidos achava, honestamente, que seu segredo em torno da autópsia não seria quebrado por uma equipe de advogados de defesa criminal agressivos? Acreditava ela honestamene que advogados experientes não descobririam o segredo, a entrega precoce do corpo de Kennedy ao necrotério num esquife barato de embarque e os embustes envolvendo esquifes depois disso? Acreditava honestamente que uma equipe agressiva de defesa criminal não requereria todos os registros do governo dizendo quem eram os “homens de terno” que efetuaram a entrega precoce do corpo de Kennedy no esquife barato de embarque? Ou simplesmente achou que a possibilidade de processo por homicídio ir a tribunal no caso do assassínio de Kennedy seria mínima?
Whatever they were thinking, circumstances did turn   in their favor when Oswald was murdered and U.S. officials quickly concluded that he was a lone-nut assassin in a case in which no other suspects would   ever be brought to trial. As a result of those factors, U.S. government officials were successful in keeping     the circumstances surrounding John F. Kennedy’s autopsy shrouded in secrecy for some three decades.
O que quer que pensasse, as circunstâncias voltaram-se em favor dela quando Oswald foi morto   e autoridades dos Estados Unidos rapidamente concluíram que ele era um maluco assassino sem cúmplices num caso no qual nenhuns outros suspeitos seriam jamais levados a julgamento. Em decorrência desses fatores, as autoridades do governo dos Estados Unidos tiveram sucesso em manter as circunstâncias em torno da autópsia de John F. Kennedy envoltas em segredo por cerca de três décadas.
Let’s now continue from where I left off in my article “The Shot That Killed Kennedy” and examine some more of the unusual occurrences in the autopsy of John F. Kennedy.
Continuemos agora de onde parei em meu artigo “O Disparo Que Matou Kennedy” e examinemos mais algumas das ocorrências inusitadas da autópsia de John F. Kennedy.
Jacob Hornberger is founder and president of the Future of Freedom Foundation. Send him email.
Jacob Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Envie-lhe email.




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