Monday, January 30, 2012

US Military and CIA Interventions - Brazil 1961 to 1964

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Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War II
O Assassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
27. BRAZIL 1961 to 1964
27. BRASIL 1961 a 1964
Introducing the marvelous new world of Death Squads
Apresentação do admirável mundo novo dos Esquadrões da Morte
By William Blum
Por William Blum
When the leading members of the US diplomatic mission in Brazil held a meeting one day in March 1964, they arrived at the consensus that President João Goulart's support of social and economic reforms was a contrived and thinly veiled vehicle to seize dictatorial power.
Quando os principais membros da missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil fizeram reunião num dia de março de 1964, chegaram a consenso segundo o qual o apoio do Presidente João Goulart a reformas sociais e econômicas constituía veículo deliberado e mal-disfarçado para obtenção de poder ditatorial.
The American Ambassador, Lincoln Gordon, informed the State Department that "a desperate lunge [by Goulart] for totalitarian power might be made at any time."
O Embaixador estadunidense, Lincoln Gordon, informou ao Departamento de Estado que "atrevido bote [de Goulart] para obtenção de poder totalitário poderia ocorrer em qualquer momento."
The Brazilian army chief of staff, General Humberto de Alencar Castelo (or Castello) Branco, provided the American Embassy with a memorandum in which he stated his fear that Goulart was seeking to close down Congress and initiate a dictatorship.
O chefe do estado-maior brasileiro, General Humberto de Alencar Castelo (ou Castello) Branco, forneceu à Embaixada Estadunidense memorando no qual enunciava seu temor de que Goulart estivesse buscando fechar o Congresso e dar início a uma ditadura.
Within a week after the expression of these concerns, the Brazilian military, with Castelo Branco at its head, overthrew the constitutional government of President Goulart, the culmination of a conspiratorial process in which the American Embassy had been intimately involved.  The military then proceeded to install and maintain for two decades one of the most brutal dictatorships in all of South America.
Uma semana depois da expressão dessas preocupações a instituição militar brasileira, com Castelo Branco à frente, derrubou o governo constitucional do Presidente Goulart, culminância de um processo conspiratório no qual a Embaixada Estadunidense esteve estreitamente envolvida. A instituição militar então tratou de instalar e manter, durante duas décadas, uma das mais brutais ditaduras de toda a América do Sul.
What are we to make of all this?  The idea that men of rank and power lie to the public is commonplace, not worthy of debate.  But do they as readily lie to each other?  Is their need to rationalize their misdeeds so great that they provide each other a moral shoulder to lean on?  "Men use thoughts only to justify their injustices," wrote Voltaire, "and speech only to conceal their thoughts."
O que concluírmos disso? A ideia de que homens de posição e poder mentem para o público é lugar-comum, nem merecendo debate. Será, porém, que eles de modo igualmente pronto mentem uns para os outros? É a necessidade deles de racionalizar suas más ações tão grande que oferecem uns aos outros ombro moral para apoio? "Os homens usam pensamentos para justificar suas injustiças," escreveu Voltaire, "e palavras apenas para dissimular seus pensamentos."
The actual American motivation in supporting the   coup was something rather less heroic than preserving democracy, even mundane as such matters go.  American opposition to Goulart, who became president in 1961, rested upon a familiar catalogue of complaints:
A real motivação estadunidense para apoiar o golpe era algo bem menos heroico do que preservar a democracia, até rasteiro, como sói acontecer. A oposição estadunidense a Goulart, que se tornou presidente em 1961, assentava-se num catálogo bem conhecido de reclamações:
US Defense Secretary Robert McNamara questioned Brazil's neutral stand in foreign policy.  The Brazilian ambassador in Washington, Roberto Campos, responded that "neutralism" was an inadequate term and explained that "what was involved was really a deep urge of the Brazilian people to assert their personality in world affairs."
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos Robert McNamara questionava a posição neutra do Brasil em política externa. O embaixador brasileiro em Washington, Roberto Campos, respondeu que "neutralismo" era termo inadequado e explicou que "o que estava envolvido era realmente profundo desejo do   povo brasileiro de afirmar sua personalidade em assuntos mundiais."
American officials did not approve of some of the   members of Goulart's cabinet, and said so.  Ambassador Campos pointed out to them that it was "quite inappropriate" for the United States "to try to influence the composition of the cabinet."
As autoridades estadunidenses não aprovavam alguns dos membros do gabinete de Goulart, e disseram isso. O Embaixador Campos deixou claro para elas ser "altamente impróprio" os Estados Unidos "tentarem influenciar a composição do gabinete."
Attorney General Robert Kennedy met with Goulart and expressed his uneasiness about the Brazilian president allowing "communists" to hold positions in government agencies.  (Bobby was presumably acting on the old and very deep-seated American belief that once you welcome one or two communists into your parlor, they take over the whole house and sign the deed over to Moscow.)  Goulart did not see this as a danger.  He replied that he was in full control of the situation, later remarking to Campos that it was as if he had been told that he had no capacity for judging the men around him.
O Ministro da Justiça Robert Kennedy encontrou-se com Goulart e expressou seu desconforto com o presidente brasileiro permitir que "comunistas" ocupassem cargos em órgãos do governo. (Bobby estava presumivelmente agindo de acordo com a velha e profundamente arraigada crença estadunidense de que, uma vez admitidos um ou dois comunistas na saleta, eles tomam conta da casa inteira e passam o título de propriedade para Moscou.) Goulart não via isso como perigo. Respondeu ter pleno controle da situação, comentando posteriormente para Campos que aquilo fora como se lhe tivesse sido dito que não tinha capacidade para julgar os homens em torno de si.
The American Defense Attaché in Brazil, Col. Vernon Walters, reported that Goulart showed favoritism towards "ultra-nationalist" military officers over "pro-U.S." officers.  Goulart saw it as promoting those officers who appeared to be   most loyal to his government.  He was, as it happens, very concerned about American-encouraged military coups and said so explicitly to President Kennedy.
O Adido de Defesa estadunidense no Brasil, Coronel Vernon Walters, relatou que Goulart mostrava favoritismo em relação a autoridades militares "ultranacionalistas," em detrimento de autoridades "pró-Estados Unidos". Goulart via isso como prestigiar aquelas autoridades que pareciam mais leais a seu governo. Ele estava, coincidentemente, muito preocupado com golpes militares estimulados pelos estadunidenses e disse isso explicitamente ao Presidente Kennedy.
Goulart considered purchasing helicopters from Poland because Washington was delaying on his request to purchase them from the United States.  Ambassador Gordon told him that he "could not expect the United States to like it".
Goulart cogitava da compra de helicópteros da Polônia porque Washington estava protelando o pedido dele de comprá-los dos Estados Unidos. O Embaixador Gordon disse-lhe que ele "não podia esperar que os Estados Unidos gostassem disso".
The Goulart administration, moreover, passed a law limiting the amount of profits multinationals could transmit out of the country, and a subsidiary of ITT was nationalized.  Compensation for the takeover was slow in coming because of Brazil's precarious financial position, but these were the only significant actions taken against US corporate interests.
A administração Goulart, ademais, aprovou lei limitando o montante de lucro que as multinacionais podiam mandar para fora do país, e uma subsidiária da ITT foi nacionalizada. Indenização pela tomada demorou a chegar por causa da precária situação financeira do Brasil, mas essas foram as únicas ações significativas desencadeadas contra interesses corporativos dos Estados Unidos.
Inextricably woven into all these complaints, yet at the same time standing apart, was Washington's dismay with Brazil's "drift to the left" ... the communist/leftist influence in the labor movement ... leftist "infiltration" wherever one looked ...  "anti-Americanism" among students and others (the American Consul General in São Paulo suggested to the State Department that the United States "found competing student organizations") ... the general erosion of "U.S. influence and the power of people and groups friendly to the United States" ... one might go so far as to suggest that Washington officials felt unloved, were it not for the fact that the coup, as they well knew from much past experience, could result only in intensified anti-Americanism all over Latin America.
Inextricavelmente entremeado com essas reclamações, e no entanto ao mesmo tempo ocupando lugar em separado, estava o desânimo de Washington com a "guinada para a esquerda" do Brasil ... a influência comunista/esquerdista no movimento trabalhista ... "infiltração" esquerdista onde quer que se olhasse ...  "antiestadunidensismo" entre estudantes e outros (o Cônsul Geral em São Paulo sugeriu ao Departamento de Estado que os Estados Unidos "descobrissem organizações estudantis competidoras") ... a erosão geral da "influência dos Estados Unidos e do poder das pessoas e grupos amigáveis em relação aos Estados Unidos" ... poder-se-ia ir tão longe quanto a ponto de sugerir que as autoridades de Washington se sentiam desamadas, não fora pelo fato de o golpe, como sabiam elas de muita experiência passada, só poder resultar em intensificação do antiestadunidensismo em toda a América Latina.
Goulart's predecessor, Jânio da Silva Quadros, had also irritated Washington.  "Why should the United States trade with Russia and her satellites but insist that Brazil trade only with the United States?" he asked, and proceeded to negotiate with the Soviet Union and other Communist countries to (re)establish diplomatic and commercial relations.  He was, in a word, independent.
O predecessor de Goulart, Jânio da Silva Quadros, também havia irritado Washington.  "Por que deveriam os Estados Unidos comerciar com a Rússia e com os satélites dela, mas insistir em que o Brasil comercie apenas com os Estados Unidos?" perguntou ele, e tratou de negociar com a União Soviética e com outros países comunistas para (re)estabelecer relações diplomáticas e comerciais. Era, numa palavra, independente.                                                                         
Quadros was also more-or-less a conservative who clamped down hard on unions, sent federal troops to the northeast hunger dens to squash protest, and jailed disobedient students.  But the American ambassador at the time, John Moors Cabot, saw fit to question Brazil's taking part in a meeting of "uncommitted" (non-aligned) nations.  "Brazil has signed various obligations with the United States and American nations," he   said.  "I am sure Brazil is not going to forget her obligations ... It is committed.  It is a fact.  Brazil   can uncommit itself if it wants."
Quadros era também um mais ou menos conservador que arrochou duramente os sindicatos, mandou tropas federais para bolsões de fome do nordeste para esmagar protestos e colocou na cadeia estudantes desobedientes. Contudo, o embaixador estadunidense à época, John Moors Cabot, entendeu adequado questionar o Brasil por tomar parte numa reunião de nações "não comprometidas" (não alinhadas). "O Brasil assinou várias obrigações com os Estados Unidos e com as nações americanas," disse.  "Estou certo de que o Brasil não esquecerá suas obrigações ... Está comprometido. É um fato. O Brasil poderá descomprometer-se caso deseje."
In early 1961, shortly after Quadros took office, he was visited by Adolf Berle, Jr., President Kennedy's adviser on Latin American affairs and formerly ambassador to Brazil.  Berle had come as Kennedy's special envoy to solicit Quadros's backing for the impending Bay of Pigs invasion.  Ambassador Cabot was present and some years later described the meeting to author Peter Bell.  Bell has written:
No início de 1961, pouco depois de Quadros assumir, foi visitado por Adolf Berle, Jr., assessor do Presidente Kennedy para assuntos latino-americanos e antes embaixador no Brasil. Berle havia vindo como enviado especial de Kennedy para solicitar apoio de Quadros à iminente invasão da Baía dos Porcos. O Embaixador Cabot estava presente e alguns anos depois descreveu a reunião para o autor Peter Bell. Bell escreveu:
Ambassador Cabot remembers a "stormy conversation" in which Berle stated the United States had $300 million in reserve for Brazil and in effect "offered it as a bribe" for Brazilian cooperation ... Quadros became "visibly irritated" after Berle refused to heed his third "no".  No Brazilian official was at the airport the next day to see the envoy off.
O Embaixador Cabot lembra uma "conversa tempestuosa" na qual Berle declarara que os Estados Unidos tinham $300 milhões de dólares reservados para o Brasil e com efeito "ofereceu-os como suborno"   para cooperação brasileira. Quadros ficou "visivelmente irritado" depois que Berle se recusou a dar atenção a seu terceiro "não". Nenhuma autoridade brasileira estava no aeroporto no dia seguinte para ver a partida   do enviado.
Quadros, who had been elected by a record margin, was, like Goulart, accused of seeking to set up a dictatorship because he sought to put teeth into measures unpopular with the oligarchy, the military, and/or the United States, as well as pursuing a "pro-communist" foreign policy.  After but seven months in office he suddenly resigned, reportedly under military pressure, if not outright threat.  In his letter of resignation, he blamed his predicament on "reactionaries" and "the ambitions of groups of individuals, some of whom are foreigners ... the terrible forces that arose against me."
Quadros, que havia sido eleito com margem recorde, foi, como Goulart, acusado de procurar estabelecer uma ditadura porque buscou efetivar medidas inaceitáveis para a oligarquia, a instituição militar e/ou os Estados Unidos, bem como perseguir um política externa "pró-comunista". Depois de apenas sete meses no cargo ele subitamente renunciou, diz-se que sob pressão militar, se não ameaça direta. Em sua carta de renúncia colocou a culpa de seus apuros em "reacionários" e "nas ambições de grupos de indivíduos, alguns dos quais estrangeiros ... as terríveis forças que se levantaram contra mim."
A few months later, Quadros reappeared, to deliver a speech in which he named Berle, Cabot, and US Treasury Secretary Douglas Dillon as being among those who had contributed to his downfall.  Dillon, he said, sought to mix foreign policy with Brazil's needs for foreign credits.  (Both Berle and Cabot had been advocates of the 1954 overthrow of Guatemalan President Arbenz, whose sins, in Washington's eyes, were much the same as those Goulart was now guilty of.)  At the same time, Quadros announced his intention to lead a "people's crusade" against the   "reactionaries, the corrupt and the Communists".
Poucos meses depois Quadros reapareceu, para fazer um discurso no qual mencionou os nomes de Berle, Cabot e do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos Douglas Dillon como estando entre aqueles que haviam contribuído para sua queda. Dillon, disse ele, buscara misturar política externa com a necessidade do Brasil de créditos externos. (Tanto Berle quanto Cabot haviam sido defensores da derrubada, em 1954, do Presidente Arbenz da Guatemala, cujos pecados, aos olhos de Washington, eram muito parecidos com aqueles dos quais Goulart era agora culpado.) Ao mesmo tempo, Quadros anunciou sua intenção de liderar uma "cruzada do povo" contra os "reacionários, os corruptos e os comunistas".
As Quadros's vice president, Goulart succeeded to the presidency in August 1961 despite a virtual coup and civil war initiated by segments of the military to block him because he was seen as some sort of dangerous radical.  Only the intervention of loyalist military units and other supporters of the constitutional process allowed Goulart to take office.  The military opposition to Goulart arose, it should be noted, before he had the opportunity to exhibit his alleged tendencies toward dictatorship.  Indeed, as early as 1954, the military had demonstrated its antipathy toward him by forcing President Vargas to fire him from his position as Minister of Labor.  The American doubts about Goulart also predated his presidency.  In 1960, when Goulart was elected vice president, "concern at the State Department and the Pentagon turned to panic" according to an American official who served in Brazil.
Como vice-presidente de Quadros, Goulart sucedeu-o na presidência em agosto de 1961 a despeito de virtuais golpe e guerra civil iniciados por segmentos da instituição militar para bloqueá-lo por ele ser visto como uma espécie de radical perigoso. Só a intervenção de unidades militares legalistas e outros partidários do processo constitucional permitiu que Goulart assumisse o cargo. A oposição militar a Goulart surgira, deve ser notado, antes de ele ter a oportunidade de exibir suas alegadas tendências para a ditadura. Em verdade, tão cedo quanto em 1954, a instituição militar havia mostrado sua antipatia em relação a ele ao forçar o Presidente Vargas a demiti-lo de seu cargo de Ministro do Trabalho. As dúvidas estadunidenses acerca de Goulart também predaram a presidência dele. Em 1960, quando Goulart foi eleito vice-presidente, "a preocupação no Departamento de Estado e no Pentágono transformou-se em pânico," de acordo com uma autoridade estadunidense que servia no Brasil.
Goulart tried to continue Quadros's independent foreign policy.  His government went ahead with resumption of relations with socialist countries, and at a meeting of the Organization of American States in December 1961 Brazil abstained on a vote to hold a special session aimed at discussing "the Cuban problem", and stood strongly opposed to sanctions against the Castro government.  A few months later, speaking before the US Congress, Goulart affirmed Brazil's right to take its own stand on some of the cold-war issues.  He declared that Brazil identified itself "with the democratic principles which unite the peoples of the West", but was "not part of any politico-military bloc".
Goulart tentou continuar a política externa independente de Quadros. Seu governo foi em frente com a retomada de relações com países socialistas e, numa reunião da Organização dos Estados Americanos em dezembro de 1961 o Brasil absteve-se numa votação para a realização de uma sessão especial voltada para discutir "o problema cubano", e levantou-se em forte oposição a sanções contra o governo Castro. Poucos meses depois, falando diante do Congresso dos Estados Unidos, Goulart afirmou o direito do Brasil de assumir sua própria posição acerca de algumas questões da guerra fria. Declarou que o Brasil se identificava "com os princípios democráticos que unem os povos do Ocidente", mas "não era parte de qualquer bloco político-militar".
Time magazine, in common with most US media, had (has) a difficult time understanding the concept and practice of independence amongst America's allies.  In November 1961, the magazine wrote that Brazil's domestic politics were "confused" and that the country was "also adrift in foreign affairs.  Goulart is trying to play the old Quadros game of international `independence', which means wooing the East while panhandling from the West."  Time was critical of Goulart in that he had sought an invitation to visit Washington and on the same day he received it he "called in Communist Poland's visiting Foreign Minister, Adam Rapacki,   [and] awarded him the Order of the Southern Cross -- the same decoration that Quadros hung on Cuba's Marxist mastermind, Che Guevara".
A revista Time, em comum com a maior parte da mídia dos Estados Unidos teve (tem) grande dificuldade de entender o conceito e a prática da independência entre os aliados dos Estados Unidos. Em novembro de 1961 aquela revista escreveu que as políticas domésticas do Brasil eram "confusas" e o país estava "também à deriva em assuntos externos. Goulart está tentando fazer o velho jogo de Quadros de `independência' internacional, que significa cortejar o Oriente enquanto pede esmolas ao Ocidente." A Time criticou Goulart por ele ter buscado convite para visitar Washington e, no mesmo dia em que o recebeu, ter "recebido o Ministro do Exterior visitante da Polônia Comunista, Adam Rapacki, [e] concedido a ele a Ordem do Cruzeiro do Sul -- a mesma condecoração que Quadros pendurou no idealizador marxista de Cuba, Che Guevara".
Former Time editor and Latin America correspondent, John Gerassi, commented that every visiting foreign dignitary received this medal, the Cruzeiro do Sul, as part of protocol.  He added:
O ex-editor e correspondente para a América Latina da Time, John Gerassi, comentou que todo dignitário estrangeiro visitante recebia essa medalha, Cruzeiro do Sul, como parte do protocolo. Acrescentou:
Apparently Time thinks that any President who wants to visit us must necessarily hate our enemies as a consequence, and is "confused" whenever this does not occur.  But, of course, Time magazine is so unused to the word "independent" that an independent foreign policy   must be very confusing indeed.  In South America, where everyone would like to follow an independent foreign policy but where only Brazil has, at times, the courage, no one was confused.
Aparentemente a Time acha que qualquer Presidente que deseje visitar-nos tem necessariamente de, em consequência, odiar nossos inimigos, e é "confuso" quando isso não ocorre.  Obviamente, porém, a revista Time está de tal modo desacostumada com a palavra "independente" que uma política externa independente tem de ser em verdade muito confusa. Na América do Sul, onde todo mundo gostaria de seguir uma política externa independente mas onde só o Brasil tem, por vezes, a coragem, ninguém ficou confuso.
Goulart, a millionaire land-owner and a Catholic who wore a medal of the Virgin around his neck, was no more a communist than was Quadros, and he strongly supported the United States during the "Cuban Missile Crisis" of October 1962.  He offered Ambassador Gordon a toast "To the Yankee Victory!", perhaps unaware that only three weeks earlier, during federal and state elections in Brazil, CIA money had been liberally expended in support of anti-Goulart candidates.  Former CIA officer Philip Agee has stated that the Agency spent between 12 and 20 million dollars on behalf of hundreds of candidates.  Lincoln Gordon says the funding came to no more than five million.
Goulart, milionário proprietário de terras e católico que usava uma medalha da Virgem em torno do pescoço, não era mais comunista do que Quadros, e apoiou fortemente os Estados Unidos durante a "Crise dos Mísseis Cubanos" de outubro de 1962. Ofereceu ao Embaixador Gordon um brinde "À Vitória Ianque!", talvez sem saber que apenas três semanas antes, durante eleições federal e estaduais no Brasil, dinheiro da CIA havia sido liberalmente despendido em apoio a candidatos antiGoulart. O ex-oficial da CIA Philip Agee declarou que a Agência gastou entre 12 e 20 milhões de dólares em favor de centenas de candidatos. Lincoln Gordon diz que o financiamento não foi superior a cinco milhões.
In addition to the direct campaign contributions,   the CIA dipped into its bag of dirty tricks to torment the campaigns of leftist candidates.  At the same time, the Agency for International Development (AID), at the express request of President Kennedy, was allocating monies to projects aimed at benefiting chosen gubernatorial   candidates.  (While Goulart was president, no new US economic assistance was given to the central government, while regional assistance was provided on a markedly ideological basis.  When the military took power, this pattern was sharply altered.)
Além das contribuições diretas de campanha a CIA vasculhou sua bolsa de golpes sujos para atormentar as campanhas de candidatos esquerdistas. Ao mesmo tempo, a Agência de Desenvolvimento Internacional (AID), atendendo a pedido expresso do Presidente Kennedy, alocava recursos a projetos visantes a beneficiar candidatos estaduais selecionados. (Enquanto Goulart foi presidente nenhuma assistência econômica foi prestada ao governo central, enquanto que assistência regional era proporcionada em base marcadamente ideológica. Quando a instituição militar tomou o poder, esse padrão foi agudamente alterado.)
Agee adds that the CIA carried out a consistent propaganda campaign against Goulart which dated from at least the 1962 election operation and which included the financing of mass urban demonstrations, "proving the old themes of God, country, family and liberty to be as effective as ever" in undermining a government.
Agee acrescenta que a CIA levou a efeito campanha sistemática contra Goulart que datava pelo menos da operação na eleição de 1962 e que incluiu o financiamento de manifestações urbanas de massa, "comprovando que os velhos temas de Deus, pátria, família e liberdade eram tão eficazes quanto sempre" para solapar um governo.
CIA money also found its way to a chain of right-wing newspapers, Diarias Associades, to promote anti-communism; for the distribution of 50 thousand books of similar politics to high school and college students; and for the formation of women's groups with their special Latin mother's emphasis on the godlessness of the communist enemy.  The women and other CIA operatives also went into the rumor-mongering business, spreading stories about outrages Goulart and his cronies were supposed to be planning, such as altering the constitution so as to extend his term, and gossip about Goulart being a cuckold and a wife-beater.
O dinheiro da CIA também se dirigiu para uma cadeia de jornais de direita, Diários Associados, para promover anticomunismo; para distribuiçao de 50 mil livros de política similar para estudantes secundários e universitários; e para formação de grupos de mulheres com sua ênfase especial de mães latinas na faceta ateia do inimigo comunista. As mulheres e outros agentes da CIA também se lançaram à atividade de disseminação de boatos, espalhando histórias acerca de afrontas que Goulart e seus compadres estariam pretensamente planejando, tais como alterar a constituição a fim de estender seu mandato, e fofocas acerca de Goulart ser corno e espancador de mulheres.
All this to overthrow a man who, in April 1962, had received a ticker-tape parade in New York City, was warmly welcomed at the White House by President Kennedy, and had addressed a joint session of Congress.
Tudo isso para derrubar um homem que, em abril de 1962, havia recebido uma parada de boas-vindas na Cidade de New York, fora cordialmente recebido pelo Presidente Kennedy na Casa Branca, e havia discursado numa sessão conjunta do Congresso.
The intraservice confrontation which had attended Goulart's accession to power apparently kept a rein on coup-minded officers until 1963.  In March of that year the CIA informed Washington, but not Goulart, of a plot by conservative officers.  During the course of the following year, the plots thickened.  Brazilian military officers could not abide by Goulart's attempts at populist social reforms, though his program was timid, his rhetoric generally mild, and his actions seldom matched either.  (He himself pointed out that General Douglas MacArthur had carried out a more radical distribution of land in Japan after the Second World War than anything planned by the Brazilian Government.)  The military men were particularly incensed at Goulart's support of a weakening of military discipline and his attempts to build up a following among non-commissioned   officers.  This the president was genuinely serious about because of his "paranoia" about a coup.
O confronto dentro das Forças Armadas que havia acompanhado a ascensão de Goulart ao poder aparentemente conteve oficiais favoráveis a golpe até 1963. Em março daquele ano a CIA informou Washington, mas não Goulart, de uma conspiração de oficiais conservadores. No decurso do ano seguinte, as   conspirações se adensaram. Oficiais militares brasileiros não conseguiam tolerar as tentativas de Goulart de reformas sociais populistas, embora seu programa fosse tímido, sua retórica geralmente suave, e suas ações raramente acompanhassem ou ou outro. (Ele próprio destacara que o General Douglas MacArthur houvera levado a efeito distribuição mais radical da terra no Japão depois da Segunda Guerra Mundial do que qualquer coisa planejada pelo Governo Brasileiro.) Os militares enfureceram-se particularemente com o apoio de Goulart a abrandamento da disciplina militar e com as tentativas dele de formar um grupo de seguidores entre os oficiais de baixa patente. Quanto a isso o presidente se empenhava genuinamente por causa de sua "paranoia" acerca de um golpe.
Goulart's wooing of NCOs and his appeals to the   population over the heads of a hostile Congress and state governors (something President Reagan later did on several occasions) were the kind of tactics his enemies labeled as dictatorial.
O cortejo, por Goulart, dos oficiais de baixa patente e os apelos dele à população passando por cima de um Congresso hostil e dos governadores de estado (algo que o Presidente Reagan fez, mais tarde, em diversas ocasiões) constituíam a espécie de tática que os inimigos dele rotularam de ditatoriais.
In early 1964, disclosed Fortune magazine after the coup, an emissary was sent by some of the military plotters "to ask U.S.  Ambassador Lincoln Gordon what the U.S. position would be if civil war broke out".  The emissary "reported back that Gordon was cautious and diplomatic, but he left the impression that if the [plotters] could hold out for forty-eight hours they would get U.S. recognition and help."
No início de 1964, revelou a revista Fortune depois do golpe, foi enviado emissário de alguns dos conspiradores militares "para perguntar ao Embaixador dos Estados Unidos Lincoln Gordon qual seria a posição dos Estados Unidos se eclodisse guerra civil". O emissário "trouxe de volta a notícia de Gordon ter sido cauteloso e diplomático, mas deixou a impressão de que se os [conspiradores] pudessem resistir durante quarenta e oito horas obteriam reconhecimento e ajuda dos Estados Unidos."
The primary American contact with the conspirators was Defense Attaché Vernon Walters who arrived in Brazil after having been apprised that President Kennedy would not be averse to the overthrow of João Goulart.  Walters, who later became Deputy Director of the CIA, had an intimacy with leading Brazilian military officers, particularly General Castelo Branco, going back to World War II when Walters had served as interpreter for the Brazilian Expeditionary Force then fighting in Italy with the Allies.  Brazil was the only Latin American country to send ground combat troops to the war, and it allowed the United States to build huge aircraft staging bases on its territory.  The relationship between US and Brazilian officers was continued and enhanced after the war by the creation of the Higher War College (Escola Superior de Guerra) in Rio de Janeiro in 1949.  Latin America historian Thomas E. Skidmore has observed:
O principal contato estadunidense com os conspiradores era o Adido de Defesa Vernon Walters, que chegou ao Brasil depois de ter sido constatado que o Presidente Kennedy não se oporia à derrubada de João Goulart.  Walters, que mais tarde tornou-se Diretor Adjunto da CIA, tinha intimidade com importantes oficiais militares brasileiros, particularmente o General Castelo Branco, a qual remontava à Segunda Guerra Mundial, quando Walters servira de intérprete para a Força Expedicionária Brasileira então lutando na Itália com os Aliados. O Brasil foi o único país latino-americano a mandar tropas terrestres de combate para a guerra, e permitiu que os Estados Unidos construíssem enormes bases de aprestamento para aviões em seu território. O relacionamento entre oficiais estadunidenses e brasileiros era contínuo e aumentou depois da guerra por meio da crição da Escola Superior de Guerra no Rio de Janeiro em 1949. O historiador da América Latina Thomas E. Skidmore observou:
Under the U.S.-Brazilian military agreements of the early 1950s, the U.S. Army received exclusive rights to render assistance in the organization and operation of the college, which had been modeled on the National War College in Washington.  In view of the fact that the Brazilian War College became a rallying point for leading military opponents of civilian populist politicians, it would be worth examining the extent to which the strongly anti-Communist ideology -- bordering on an anti-political attitude -- [of certain officers] was reinforced (or moderated?) by their frequent contacts with United States officers.
Nos termos dos acordos militares estadunidenses-brasileiros do início dos anos 1950, o Exército dos Estados Unidos recebia direitos exclusivos para prestar assistência na organização e operação da Escola, modelada segundo a Faculdade Nacional de Guerra em Washington. Em vista do fato de a Escola Superior de Guerra tornar-se ponto de encontro de importantes opositores militares de políticos civis populistas, valeria a pena examinar a extensão na qual a ideologia fortemente anticomunista -- bordejando uma atitude antipolítica -- [de certos oficiais] foi reforçada (ou moderada?) pelos frequentes contatos deles com oficiais dos Estados Unidos.
There was, moreover, the ongoing US Military Assistance Program, which Ambassador Gordon described as a "major vehicle for establishing close relationships with personnel of the armed forces" and "a highly important factor in influencing [the Brazilian] military to be pro-US."
Havia, ademais, o permanente Programa de Assistência Militar dos Estados Unidos, que o Embaixador Gordon descreveu como "veículo importante para estabelecimento de relações estreitas com pessoal das forças armadas" e "fator altamente importante a influenciar a instituição militar [brasileira] a ser pró-Estados Unidos."
A week before the coup, Castelo Branco, who emerged as the leader of the conspirators, gave Walters a copy of a paper he had written which was in effect a justification for a military coup, another variation on the theme of upholding the constitution by preventing Goulart from instituting a dictatorship.
Uma semana antes do golpe, Castelo Branco, que se destacou como o líder dos conspiradores, deu a Walters cópia de artigo que havia escrito o qual era com   efeito uma justificativa de golpe militar, outra variante do tema de defender a constituição mediante impedir que Goulart instituísse uma ditadura.
To Lincoln Gordon and other American officials, civil war appeared a real possibility as the result of a coup attempt.  As the scheduled day approached, contingency plans were set up.
Para Lincoln Gordon e outras autoridades estadunidenses, a guerra civil parecia real possibilidade, como resultado de tentativa de golpe. À medida que se   aproximava o dia aprazado foram estabelecidos planos de contingência.
A large quantity of petroleum would be sent to Brazil and made available to the insurgent officers, an especially vital commodity if Goulart supporters in the state oil union were to blow up or control the refineries.
Grande quantidade de petróleo seria mandada para o Brasil e tornada disponível para os oficiais insurgentes, produto especialmente vital se os partidários de Goulart no sindicato estatal do petróleo explodissem ou controlassem as refinarias.
A US Navy task force would be dispatched to Brazilian coastal waters, the presence of which would deliver an obvious message to opponents of the coup.
Força-tarefa da Marinha dos Estados Unidos seria despachada para águas costeiras brasileiras, a presença da qual enviaria óbvia mensagem aos opositores do golpe.
Arms and ammunition would be sent to Branco's forces to meet their fighting needs.
Seriam mandadas armas e munição para as forças de Branco para atender a suas necessidades de combate.
Concerned that the coup attempt might be met by a general strike, Washington discussed with Gordon the possible need "for the U.S. to mount a large material program to assure the success of the takeover."  The conspirators had already requested economic aid from the United States, in the event of their success, to get the government and economy moving again, and had   received a generally favorable response.
Preocupada com que o golpe pudesse ser contraposto por greve geral, Washington discutiu com Gordon a possível necessidade "de os Estados Unidos elaborarem   grande programa material para assegurar o sucesso da tomada de controle." Os conspiradores já haviam solicitado ajuda econômica dos Estados Unidos, na eventualidade de sucesso, para de novo colocarem a economia em movimento, e haviam recebido resposta de modo geral favorável.
At the same time, Gordon sent word to some anti-Goulart state governors emphasizing the necessity, from the American point of view, that the new regime have a claim to legitimacy.  The ambassador also met with former president Juscelino Kubitschek to urge him to take a stronger position against Goulart and to use his considerable influence to "swing a large congressional group and thereby influence the legitimacy issue".
Ao mesmo tempo Gordon mandou mensagem a alguns governadores de estado contrários a Goulart enfatizando a necessidade, do ponto de vista estadunidense, de o novo regime poder reivindicar legitimidade. O embaixador também se encontrou com o ex-presidente Juscelino Kubitschek para encarecer-lhe a necessidade de ele assumir posição mais firme contra Goulart e de usar sua considerável influência para "promover a virada de grande grupo no Congresso e assim influenciar a questão da legitimidade".
Of the American contingency measures, indications are that it was the naval show of force -- which, it turned out, included an aircraft carrier, destroyers, and guided missiles -- which most encouraged the Brazilian military plotters or   convinced those still wavering in their commitment.
Dentre as medidas estadunidenses de contingência, tudo parece indicar ter sido o espetáculo de força naval -- que, vem-se a saber, incluiu um porta-aviões, destroiers e mísseis guiados -- o que mais estimulou os conspiradores militares brasileiros ou convenceu aqueles ainda hesitantes quanto a compromisso.
Another actor in the unfolding drama was the American Institute for Free Labor Development.  The AIFLD came formally into being in 1961 and was technically under the direction of the American labor movement (AFL-CIO), but was soon being funded almost exclusively by the US government (AID) and serving consistently as a CIA instrument in most countries of Latin America.  In May 1963, the AIFLD founded the Instituto Cultural Trabalho in Brazil which, over the next few years, gave courses to more than  7,000 union leaders and members.  Other Brazilians went to the United States for training.  When they returned to Brazil, said AIFLD executive William Doherty, Jr., some of them:
Outro ator no drama em desdobramento foi o Instituto Estadunidense de Desenvolvimento do Trabalho Livre - AIFLD. O AIFLD foi formalmente criado em 1961 e tecnicamente estava sob a direção do movimento trabalhista estadunidense (AFL-CIO), mas cedo passou a ser financiado quase exclusivamente pelo governo dos Estados Unidos (AID) e a servir sistematicamente como instrumento da CIA na maioria dos países da América Latina. Em maio de 1963 o AIFLD fundou o Instituto Cultural do Trabalho do Brasil o qual, nos anos seguintes, ministrou cursos para mais de 7.000 líderes e membros de sindicatos. Outros brasileiros foram para os Estados Unidos para treinamento. Quando retornaram ao Brasil, disse o executivo do AIFLD William Doherty, Jr., alguns deles:
became intimately involved in some of the clandestine operations of the revolution before it took place on April 1.  What happened in Brazil on April 1 did not just happen -- it was planned -- and planned months in advance.  Many of the trade union leaders -- some of whom were actually trained in our institute -- were involved in the revolution, and in the overthrow of the Goulart regime.
tornaram-se intimamente envolvidos em algumas das operações clandestinas da revolução antes de ela ocorrer em 1o. de abril. O que aconteceu no Brasil em 1o. de abril não simplesmente aconteceu -- foi planejado com meses de antecedência. Muitos dos líderes sindicais -- alguns dos quais com efeito treinados em nosso instituto -- envolveram-se na revolução, e na derrubada do regime Goulart. 
Doherty did not spell out any details of the AIFLD role in the coup (or revolution as he called it), although Reader's Digest later reported that one of the AIFLD-trained labor leaders set up courses for communication workers in combatting communism in the labor movement in   Brazil, and "After every class he quietly warned key workers of coming trouble and urged them to keep communications going no matter what happened."  Additionally, Richard Martinez, an unwitting CIA contract employee who was sent to Brazil to work with the Agency's Post, Telegraph and Telephone Workers International (formerly Doherty's domain), has revealed that his field workers in Brazil burned down Communist Party headquarters at the time of the   coup.
Doherty não deu detalhes do papel do AIFLD no golpe (ou revolução, como o chamava), embora posteriormente o Reader's Digest tenha informado que um dos líderes treinados pelo AIFLD criou cursos de combate ao comunismo no movimento trabalhista do Brasil para trabalhadores em comunicação, e "Depois de   cada aula ele mansamente advertia trabalhadores-chave acerca dos problemas por vir e instava para que eles mantivessem a comunicação em andamento independentemente do que acontecesse." Adicionalmente, Richard Martinez, não intencionalmente empregado contratado pela CIA mandado para o Brasil para trabalhar com a Trabalhadores Internacionais de Correio, Telégrafo e Telefone da Agência (antes domínio de Doherty), revelou que seus trabalhadores de campo no Brasil incendiaram sede do Partido Comunista por ocasião do golpe.
The coup began on 31 March 1964 with the advance upon Rio of troops and tanks.  Officers obtained the support of some units of enlisted men by telling them they were heading for the city to secure it against Goulart's enemies.  But at the main air force base pro-Goulart enlisted men, hearing of the move toward Rio, seized the base and put their officers under arrest.  Indecision and cold feet intervened, however, and what might have reversed the course of events instead came to nought.  Other military units loyal to Goulart took actions elsewhere, but these too fizzled out.
O golpe começou em 31 de março de 1964 com o avanço de tropas e tanques sobre o Rio. Oficiais obtiveram apoio de algumas unidades de soldados rasos mediante dizer-lhes que estavam-se dirigindo para aquela cidade para defendê-la dos inimigos de Goulart. Contudo, na principal base da força aérea pró-Goulart soldados rasos, ouvindo da movimentação rumo ao Rio, tomaram a base e colocaram os respectivos oficiais sob detenção. Contudo, indecisão e dúvida se fizeram presentes e o que poderia ter revertido o curso dos eventos deu em nada. Outras unidades militares leais a Goulart agiram em outros lugares, mas também foram se esvaecendo.
Here and there a scattering of workers went out on strike; several short-lived, impotent demonstrations took place, but there was little else.  A number of labor leaders and radicals were rounded up on the orders of certain state governors; those who were opposed to what was happening were not prepared for violent resistance; in one incident a group of students staged a protest -- some charged up the stairs of an Army organization, but the guard fired into   their midst, killing two of them and forcing the others to fall back.
Aqui e ali algum punhado de trabalhadores entrou em greve; diversas manifestações de vida curta, impotentes, tiveram lugar, mas houve pouco mais do que isso. Alguns líderes trabalhistas e radicais foram arrebanhados por ordem de alguns governadores de estado; os que se opuseram ao que estava acontecendo não estavam preparados para resistência violenta; em um incidente um grupo de estudantes organizou protesto -- alguns arremeteram subindo as escadas pelas escadas de uma organização do Exército, mas a guarda atirou no meio deles, matando dois e forçando dos demais a recuar.
Most people counted on loyal armed forces to do   their duty, or waited for the word from Goulart.  Goulart, however, was unwilling to give the call for a civil war; he did not want to be responsible, he said, for bloodshed amongst Brazilians, and fled to Uruguay.
A maioria das pessoas contava com que forças armadas leais cumprissem seu dever, ou esperassem ordem de Goulart. Goulart, contudo, não estava disposto a fazer o chamado para guerra civil; não queria ser responsável, disse, por derramamento de sangue entre brasileiros, e fugiu para o Uruguai.
Lincoln Gordon cabled Washington the good news, suggesting the "avoidance of a jubilant posture".  He described the coup as "a great victory for the free world", adding, in a remark that might have had difficulty getting past the lips of even John Foster Dulles, that without the coup there could have been a "total loss to the West of all South American Republics". Following a victory parade in Rio on 2 April by those pleased with the coup -- a March of Family with God for Liberty -- Gordon informed the State Department that the "only unfortunate note was the obviously limited participation in the march of the lower classes."
Lincoln Gordon telegrafou para Washington dando as boas notícias, sugerindo "fosse evitada postura jubilosa".  Descreveu o golpe como "uma grande vitória do mundo livre", acrescentando, numa observação que poderia ter tido dificuldade de passar até pelos lábios de John Foster Dulles, que sem o golpe poderia ter acontecido "perda total de todas as Repúblicas Sul-Americanas por parte do Ocidente". Após um desfile de   vitória no Rio em 2 de abril por aqueles satisfeitos com o golpe -- uma Marcha da Família com Deus pela Liberdade -- Gordon informou ao Departamento de Estado que a "única nota infeliz foi a participação limitada, na marcha, das classes mais baixas."
His cable work done, the former Harvard professor turned his attention back to trying to persuade the Brazilian Congress to bestow a seal of "legitimacy" upon the new government.
Feito seu trabalho de telégrafo, o ex-professor de Harvard dirigiu sua atenção para tentar persuadir o Congresso brasileiro a emprestar um selo de "legitimidade" ao novo governo.
Two years later, Gordon was to be questioned by a senator during hearings to consider his nomination as Secretary of State for Inter-American Affairs.  "I am particularly concerned,"  said the senator, "with the part you may have played, if any, in encouraging, promoting, or causing that overthrow."
Dois anos depois, Gordon seria questionado por um senador durante audiências de avaliação de sua indicação para Secretário de Estado para Assuntos Interamericanos. "Estou particularmente preocupado," disse o senador, "com o papel que o senhor possa ter desempenhado, se é que o fez, em estimular, promover ou causar aquela derrubada."
Said Lincoln Gordon: "The answer to that, senator, is very simple.  The movement which overthrew President Goulart was a purely, 100 percent -- not 99.44 -- but 100 percent purely Brazilian movement.  Neither the American Embassy nor I personally played any part in the process whatsoever."
Disse Lincoln Gordon: "A resposta a isso, senador, é muito simples. O movimento que derrubou o Presidente Goulart foi puramente, 100 por cento -- não 99,44 -- mas 100 por cento movimento puramente brasileiro. Nem a Embaixada Estadunidense nem eu pessoalmente desempenhamos qualquer papel no processo, em absoluto."
Gordon's boss, Dean Rusk, was not any more forthright.  When asked about Cuban charges that the United States was behind the coup, the Secretary of State responded: "Well, there is just not one iota of truth in this.  It's just not so in any way, shape, or form."  While Attorney General Robert Kennedy's view of the affair, stated to Gordon, was: "Well, Goulart got what was coming to him.  Too bad he didn't follow the advice we gave him when I was there."
O chefe de Gordon, Dean Rusk, não foi nem um pouco mais honesto. Quando perguntado acerca de acusações cubanas de que os Estados Unidos estavam por trás do golpe, o Secretário de Estado respondeu: "Bem, simplesmente não há sequer uma partícula de verdade nisso. Simplesmente não é verdade de qualquer maneira, contorno ou forma." Enquanto que o ponto de vista do Ministro da Justiça Robert Kennedy, dito a Gordon, foi: "Bem, Goulart teve o que procurou. Pena ele não ter seguido os conselhos que demos a ele quando ele estava no cargo."
Gordon artfully combined fast talk with omission of certain key facts about Brazilian politics -- his summary of Goulart's rise and fall made no mention at all of the military's move to keep him from taking office in 1961 -- to convince the assembled senators that Goulart was indeed seeking to set up a personal dictatorship.
Gordon ladinamente conjugou fala rápida com omissão de certos fatos decisivos acerca da política brasileira -- seu resumo da ascensão e queda de Goulart não menciona em absoluto a manobra dos militares para impedirem que o presidente assumisse em 1961 -- para convencer os senadores reunidos de que Goulart estava efetivamente buscando estabelecer uma ditadura pessoal.
Depending on the setting, either "saving Brazil from dictatorship" or "saving Brazil from communism" was advanced as the rationale for what took place in 1964.  (General Andrew O'Meara, head of the US Southern [Latin America] Command, had it both ways.  He told a House committee that "The coming to power of the Castelo Branco government in Brazil last April saved that country from an immediate dictatorship which could only have been followed by Communist domination.")
Dependendo do cenário, ou "salvar o Brasil da ditadura" ou "salvar o Brasil do comunismo" era promovido como base de explicação do que ocorreu em 1964. (O General Andrew O'Meara, chefe do Comando Estadunidense do   Sul [América Latina] usou os dois. Disse a uma comissão da Câmara que "A ascensão do governo Castelo Branco ao poder em abril último salvou aquele país de uma ditadura imediata que só poderia ter sido seguida de domínio comunista.")
The rescue-from-communism position was especially difficult to support, the problem being that the communists in Brazil did not, after all, do anything which the United States could point to.  Moreover, the Soviet Union was scarcely in the picture. Early in 1964, reported a Brazilian newspaper, Russian leader Khrushchev told the Brazilian Communist Party that the Soviet government did not wish either to give financial aid to the Goulart regime or to tangle with the United States over the country.  In his reminiscences -- albeit, as mentioned earlier, not   meant to be a serious work of history -- Khrushchev does not give an index reference to Brazil.
A posição de salvação-do-comunismo era especialmente difícil de apoiar, pois o problema era que os comunistas do Brasil não haviam feito, afinal de contas, nada para o que os Estados Unidos pudessem apontar. Ademais, a União Soviética escassamente estava presente no quadro. No início de 1964, informou um jornal brasileiro, o líder russo Khruschchev disse ao Partido Comunista Brasileiro que o governo soviético não desejava nem dar ajuda financeira ao regime Goulart nem se engalfinhar com os Estados Unidos por causa do país. Em suas reminiscências -- embora, como mencionado antes, elas não possam ser vistas como séria obra de história -- Khrushchev não faz referência ao Brasil no índice.
A year after the coup, trade between Brazil and the USSR was running at $120 million per year and a Brazilian mission was planning to go to Moscow to explore Soviet willingness to provide a major industrial plant.  The following year, the Russians invited the new Brazilian president-to-be, General Costa e Silva, to visit the Soviet Union.
Um ano depois do golpe, o comércio entre Brasil e  URSS montava $120 milhões de dólares por ano e uma missão brasileira planejava ir a Moscou para explorar a disposição soviética de oferecer uma grande fábrica industrial. No ano seguinte, os russos convidaram o novo aspirante à presidência do Brasil, General Costa e Silva, a visitar a União Soviética.
During the entire life of the military dictatorship, extending into the 1980s, Brazil and the Soviet bloc engaged in extensive trade and economic cooperation, reaching billions of dollars per year and including the building of several large hydroelectric plants in Brazil.  A similar economic relationship existed between the Soviet bloc and the Argentine military dictatorship of 1976-83, so much so that in 1982, when Soviet leader Brezhnev died, the Argentine government declared a national day of mourning.
Durante toda a vida da ditadura militar, entrando pelos anos 1980, o Brasil e o bloco soviético engajaram-se em amplos comércio e cooperação econômica, atingindo biliões de dólares por ano e incluindo a construção de diversas grandes usinas hidroelétricas no Brasil. Relacionamento econômico similar existiu entre o bloco soviético e a ditadura militar argentina de 1976-83, tanto que, em 1982, quando o líder soviético Brezhnev morreu, o governo argentino declarou dia nacional de luto.
It was only by ignoring facts like these during the   cold war that the anti-communist propaganda machine of the United States could preach about the International Communist Conspiracy and claim that the coup in Brazil had saved the country from communism.  For a typical example of this propaganda, one must read "The Country That Saved Itself", which appeared in Reader's Digest several months after the coup.  The innumerable lies about what occurred in Brazil, fed by the magazine to its millions of readers, undoubtedly played a role in preparing the American public for the great anti-communist crusade in Vietnam just picking up steam at the time.  The article began:
Só mediante ignorar fatos como esses durante a guerra fria a máquina de propaganda anticomunista dos Estados Unidos podia pregar acerca de Conspiração Comunista Internacional e afirmar que o golpe no Brasil havia salvo o país do comunismo. Para exemplo típico de tal propaganda é preciso ler "O País que Salvou-se a Si Próprio", publicado no Reader's Digest diversos meses depois do golpe. As inumeráveis mentiras acerca do que ocorreu no Brasil, dadas de comer pela revista a seus milhões de leitores, indubitavelmente desempenharam papel em preparar o público estadunidense para a grande cruzada anticomunista no Vietnã que começara a ganhar força à época. O artigo começa:
Seldom has a major nation come closer to the brink of disaster and yet recovered than did Brazil in its recent triumph over Red subversion.    The communist drive for domination -- marked by propaganda, infiltration, terror -- was moving in high gear.  Total surrender seemed imminent -- and then the people said No!
Raramente uma grande nação chegou mais perto da beira do desastre mas recuperou-se do que o Brasil em seu recente triunfo sobre a subversão vermelha. A sanha comunista por domínio -- caracterizada por propaganda, infiltração, terror -- movia-se em alta velocidade. Total derrota parecia iminente -- e então o povo disse Não! 
The type of independence shown by the Brazilian   military government in its economic relations with the Soviet Union was something Washington could accept from a conservative government, even the occasional nationalization of American property, when it knew that the government could be relied upon to keep the left suppressed at home and to help in the vital cold-war, anti-communist campaigns abroad.  In 1965, Brazil sent 1,100 troops to the Dominican Republic in support of the US invasion, the only country in Latin America to send more than a token force.  And in 1971 and 1973, the Brazilian military and intelligence apparatuses contributed to the American efforts in overthrowing the governments of Bolivia and Chile.
O tipo de independência mostrado pelo governo militar do Brasil em suas relações econômicas com a União Soviética era algo que Washington podia aceitar de um   governo conservador, até a ocasional nacionalização de propriedade estadunidense, pois sabia poder confiar no governo quanto a manter a esquerda suprimida dentro do país e a ajudar nas vitais campanhas anticomunistas, de guerra fria, no exterior. Em 1965, o Brasil mandou 1.100 soldados à República Dominicana para apoio à invasão estadunidense, o único país da América Latina a mandar mais do que uma força simbólica. E em 1971 e 1973 a instituição militar e os aparatos de inteligência brasileiros contribuíram para os   esforços estadunidenses na derrubada dos governos de Bolívia e Chile. 
The United States did not rest on its laurels.  CIA headquarters immediately began to generate hemisphere-wide propaganda, as only the Agency's far-flung press-asset network could, in support of the new Brazilian government and to discredit Goulart.  Dean Rusk, concerned that Goulart might be received in Uruguay as if he were still Brazil's president on the grounds that he had not resigned, cabled the American Embassy in Montevideo that "it would be useful if you could quietly bring to the attention of appropriate officials the fact that despite his allegations to the contrary Goulart has abandoned his office."
Os Estados Unidos não descansaram em cima de seus lauréis. A sede da CIA começou imediatamente a gerar propaganda em âmbito de hemisfério, como só a ampla   rede de ativos de imprensa da Agência podia, em apoio ao novo governo brasileiro e para desacreditar Goulart. Dean Rusk, preocupado com que Goulart pudesse ser recebido no Uruguai como se ainda fosse presidente do Brasil, visto não ter renunciado, telegrafou para a Embaixada Estadunidense em Montevideo dizendo que "seria útil se vocês puderem quietamente levar à atenção das autoridades apropriadas o fato de que, a despeito de suas alegações em contrário, Goulart abandonou seu cargo." 
At the same time, the CIA station in Uruguay undertook a program of surveillance of Brazilian exiles who had fled from the military takeover, to prevent them from instigating any kind of insurgency movement in their homeland.  It was a simple matter for the Agency to ask their (paid) friend, the head of Uruguayan intelligence, to place his officers at the residences of Goulart and other key Brazilians.  The officers kept logs of visitors while posing as personal security men for the exiles, although it is unlikely that the exiles swallowed the story.
Ao mesmo tempo, o escritório da CIA no Uruguai empreendeu um programa de vigilância de exilados brasileiros que haviam escapado da tomada de controle   pelos militares, para evitar que eles instigassem qualquer tipo de movimento de insurgência em sua terra natal. Foi simples questão de a Agência pedir a seu amigo (pago), o chefe da inteligência uruguaia, que colocasse seus oficiais na residência de Goulart e de outros brasileiros-chave. Os oficiais mantinham registros de visitantes enquanto posavam de homens de segurança pessoal dos exilados, embora seja improvável que os exilados tenham engolido a história.
In the first few days following the coup, "several thousand" Brazilians were arrested, "communist and suspected communist" all.  AIFLD graduates were promptly appointed by the new government to purge the unions.  Though Ambassador Gordon had assured the State Department before the coup that the armed forces "would be quick to restore constitutional institutions and return power to civilian hands," this was not to be.  Within days, General Castelo Branco assumed the presidency and over the next few years his regime instituted all the features of military dictatorship which Latin America has come to know and love: Congress was shut down, political opposition was reduced to virtual extinction, habeas corpus for "political crimes" was suspended, criticism of the president was forbidden by law, labor unions were taken over by government interveners, mounting protests were met by police and military firing into crowds, the use of systematic "disappearance" as a form of repression came upon the stage of Latin America, peasants' homes were burned down, priests were brutalized ... the government had a name for its program: the "moral rehabilitation" of Brazil ... then there was the torture and the death squads, both largely undertakings of the police and the military, both underwritten by the United States.
Nos primeiros dias após o golpe, "vários milhares" de brasileiros foram detidos, todos "comunistas e suspeitos de comunismo". Formados pelo AIFLD foram prontamente nomeados pelo novo governo para expurgar os sindicatos. Embora o Embaixador Gordon tivesse assegurado ao Departamento de Estado, antes do golpe, que as forças armadas "serão rápidas em restaurar as instituições constitucionais e devolver o poder a mãos civis," isso não aconteceria. Dentro de dias o General Castelo Branco assumiu a presidência e ao longo dos anos seguintes seu regime instaurou todas as características de ditadura militar que a América Latina veio a conhecer e amar: o Congresso foi fechado, a oposição política foi reduzida a na prática extinção, foi suspenso o habeas corpus para "crimes políticos", crítica ao presidente foi proibida por lei, sindicatos de trabalhadores foram assumidos por interventores do governo, protestos crescentes foram contrapostos por policiais e militares disparando contra multidões, o uso de "desaparecimento" sistemático como forma de repressão entrou em cena na América Latina, lares de habitantes rurais foram queimados, padres foram brutalizados ... o governo tinha um nome para seu programa: a "reabilitação moral" do Brasil ... então vieram a tortura e os esquadrões da morte, ambos em grande parte empreendimentos da polícia e da instituição militar, ambos subscritos pelos Estados Unidos.
In the chapters on Guatemala and Uruguay, we shall see how the US Office of Public Safety (OPS), the CIA and AID combined to provide the technical training, the equipment, and the indoctrination which supported the horrors in those countries.  It was no less the case in Brazil.  Dan Mitrione of the OPS, whom we shall encounter in his full beauty as a torturer in Uruguay, began his career in Brazil in the 1960s.  By 1969, OPS had established a national police force for Brazil and had trained over 100,000 policemen in the country, in addition to 523 receiving more advanced instruction in the United States.  About one-third of the students' time at the Police academies was devoted to lectures on the "communist menace" and the need to battle against it.  The "bomb school" and techniques of riot control were other important aspects of their education.
Nos capítulos acerca de Guatemala e Uruguai veremos como a Secretaria de Segurança Pública (OPS), a CIA e a AID conjugaram-se para proporcionar treinamento técnico, equipamento e doutrinação que deram apoio aos horrores naqueles países. Não foi diferente no Brasil. Dan Mitrione, da OPS, com quem nos depararemos em toda a plenitude como torturador no Uruguai, começou sua carreira no Brasil nos anos 1960. Em 1969, a OPS havia estabelecido uma força policial nacional para o Brasil e treinado mais de 100.000 policiais no país, além de 523 receberem instrução mais avançada nos Estados Unidos. Cerca de um terço do tempo de estudantes em academias da Polícia era dedicado a aulas expositivas acerca da "ameaça comunista" e a necessidade de batalhar contra ela. A "escola de bombas" e técnicas de controle de tumultos eram outros importantes aspectos da educação deles. 
Tortures range from simple but brutal blows from a truncheon to electric shocks.  Often the torture is more refined: the end of a reed is placed in the anus of a naked man hanging suspended downwards on the pau de arara [parrot's perch]  and a piece of cotton soaked in petrol is lit at the other end of the reed.  Pregnant women have been forced to watch their husbands being tortured.  Other wives have been hung naked beside their husbands and given electric shocks on the  sexual parts of their body, while subjected to the worst kind of obscenities.  Children have been tortured before   their parents and vice versa.  At least one child, the three month old baby of Virgilio Gomes da Silva was reported to have died under police torture.  The length of sessions depends upon the resistance capacity of the victims and have sometimes continued for days at a time. -  Amnesty International
As torturas vão de simples mas brutais socos a porretadas e choques elétricos. Amiúde a tortura é mais refinada: a ponta de uma vara é colocada no ânus de um homem nu pendurado de cabeça para baixo no pau de arara e um pedaço de algodão embebido em gasolina é acendido na outra ponta da vara. Mulheres grávidas têm sido forçadas a contemplar seus maridos sendo torturados. Outras esposas foram penduradas nuas ao lado dos maridos e receberam choques elétricos nas partes sexuais de seus corpos, enquanto sujeitadas a todo tipo de obscenidade. Crianças têm sido torturadas diante dos pais e vice-versa. Pelo menos uma criança, o bebê de três meses de Virgílio Gomes da Silva, teria, segundo se informa, morrido debaixo de tortura da polícia. A duração das sessões depende da capacidade de resistência das vítimas e por vezes tem sido de dias de cada vez. - Anistia Internacional.
Judge Agamemnon Duarte indicated that the CCC [Commandos to Hunt Communists, a death squad armed and aided by the police] and the CIA are implicated in the murder of Father Henrique Neto.  He admitted that ... the American Secret Service (CIA) was behind the CCC. - Jornal do Brazil
O Juiz Agamemnon Duarte sugeriu que o CCC [Comando de Caça aos Comunistas, esquadrão da morte armado e auxiliado pela polícia] e a CIA estão implicados no assassínio do Padre Henrique Neto. Ele admitiu que ... o Serviço Secreto Estadunidense (CIA) estava por trás do CCC. - Jornal do Brasil.
Chief of Staff of the Brazilian Army, General Breno Borges Fortes, at the Tenth Conference of American Armies in 1973:
Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro, General Breno Borges Fortes, na Décima Conferência de Exércitos Americanos em 1973:
"The enemy is undefined ... it adapts to any environment and uses every means, both licit and illicit, to achieve its aims.  It disguises itself as a priest, a student or a campesino, as a defender of democracy or an advanced intellectual, as a pious soul or as an extremist protestor; it goes into the fields and the schools, the factories and the churches, the universities and the magistracy; if necessary, it will wear a uniform or civil garb; in sum, it will take on any role that it considers appropriate to deceive, to lie, and to take in the good faith of Western peoples."
O inimigo é indefinido ... ele se adapta a qualquer ambiente e usa todos os meios, tanto lícitos quanto ilícitos, para atingir seus objetivos. Disfarça-se de padre, estudante ou habitante rural, de defensor da democracia ou de intelectual avançado, de alma piedosa ou manifestante extremista; vai ao campo e às escolas, à fábricas e igrejas, universidades e magistratura; se necessário, vestirá uniforme ou traje civil; em suma, desempenhará qualquer papel que considere apropriado para enganar, para mentir, e para ganhar a boa fé dos povos do Ocidente." 
In 1970, a US Congress study group visited Brazil.  It gave this summary of statements by American military advisers there:
Em 1970, grupo de estudo do Congresso dos Estados Unidos visitou o Brasil. Deu seu resumo de declarações de assessores militares estadunidenses no país:
Rather than dwell on the authoritarian aspects of   the regime, they emphasize assertions by the Brazilian armed forces that they believe in, and support, representative democracy as an ideal and would return government to civilian control if this could be done without sacrifice to security and development.  This withdrawal from the political arena is not seen as occurring in the near future.  For that reason they emphasize the continued importance of the military assistance training program as a means of exerting U.S. influence and retaining the current pro-U.S.  attitude of the Brazilian armed forces.  Possible disadvantages to U.S. interests in being so closely identified with an authoritarian regime are not seen as particularly important.
Em vez de ficar repisando os aspectos autoritários do regime, eles enfatizam afirmações das forças armadas brasileiras segundo as quais estas acreditam, e apoiam, a democracia representativa como ideal, e devolveriam o   governo ao controle civil se isso pudesse ser feito sem sacrifício da segurança e do desenvolvimento. Essa saída do cenário político não é vista como ocorrendo no futuro próximo. Por esse motivo eles enfatizam a  importância da continuidade do programa de treinamento de assistência militar como meio de exercer influência dos Estados Unidos e manter a atual atitude pró-Estados Unidos das forças armadas brasileiras. Possíveis desvantagens para os interesses dos Estados Unidos por estes estarem tão estreitamente identificados com um regime autoritário não são vistas como particularmente importantes.  
The CIA never rests.  The New York Times reported in 1966:
A CIA não descansa nunca. O New York Times informou, em 1966:
When the CIA learned last year that a Brazilian youth had been killed in 1963, allegedly in an auto accident, while studying on a scholarship at   the Lumumba University in Moscow, it mounted a massive publicity campaign to discourage other South American families from sending their youngsters to the Soviet Union.
Quando a CIA soube, no ano passado, que jovem brasileiro havia sido morto em 1963, pretensamente num acidente de automóvel, enquanto estudava com bolsa na Universidade Lumumba em Moscou, organizou maciça campanha de publicidade para desestimular famílias sul-americanas de mandar seus jovens para a União Soviética. 
A phone conversation between US President Lyndon B. Johnson and Thomas Mann, Assistant Secretary of State for Inter-American Affairs, April 3, 1964, two days after the coup:
Conversa telefônica entre o Presidente dos Estados Unidos Lyndon B. Johnson e Thomas Mann, Secretário Assistente de Estado para Assuntos Interamericanos, 3 de abril de 1964, dois dias depois do golpe:
MANN: I hope you're as happy about Brazil as I am.
MANN: Espero que esteja tão feliz acerca do Brasil quanto eu estou.
LBJ: I am.
LBJ: Estou.
MANN: I think that's the most important thing that's happened in the hemisphere in three years.
MANN: Acho que foi a coisa mais importante que aconteceu no hemisfério em três anos.
LBJ: I hope they give us some credit instead of hell.
LBJ: Espero que nos deem algum crédito em vez de nos criarem uma penca de problemas.
ENDNOTES
NOTAS FINAIS
1. Phyllis R. Parker, Brazil and the Quiet Intervention, 1964 (University of Texas Press, Austin, 1979) p. 64. This book draws heavily upon declassified documents found at the John F. Kennedy and Lyndon B. Johnson presidential libraries. The author augmented this information with interviews of key figures in the events discussed here.
1. Phyllis R. Parker, O Brasil e a Intervenção Silenciosa, 1964 (University of Texas Press, Austin, 1979) p. 64. Esse livro baseia-se fortemente em documentos desclassificados descobertos nas bibliotecas presidenciais de John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson. O autor expandiu essas informações com entrevistas com figuras decisivas nos eventos aqui discutidos.
2. Ibid., p. 67.
2. Ibid., p. 67.
3. Ibid., p. 65.
3. Ibid., p. 65.
4. Ibid., p. 20, Washington, April 1962
4. Ibid., p. 20, Washington, abril de 1962
5. Ibid., pp. 30-31, 34.
5. Ibid., pp. 30-31, 34.
6. Ibid., p. 31, meeting in Brazil 17 December 1962.
6. Ibid., p. 31, reunião no Brasil em 17 de dezembro de 1962.
7. Ibid., pp. 45, 21, Walters' report to the Pentagon, 6 August 1963.
7. Ibid., pp. 45, 21, relatório de Walters para o Pentágono, 6 de agosto de 1963.
8. Ibid., pp. 41-2.
8. Ibid., pp. 41-2.
9. Ibid., p. 44 and passim
9. Ibid., p. 44 e passim
10. John Gerassi, The Great Fear in Latin America (New York, 1965, revised edition) p. 83.
10. John Gerassi, O Grande Temor na América Latina (New York, 1965, edição revisadar) p. 83.
11. Ibid., p. 82.
11. Ibid., p. 82.
12. New York Times, 12 July 1961, p. 13.
12. New York Times, 12 de julho de 1961, p. 13.
13. Peter Bell, "Brazilian-American Relations" in Riordan Roett, ed., Brazil in the Sixties (Vanderbilt University Press, Nashville, 1972) p. 81; Bell interview of Cabot, Washington, DC, 15 January 1970.
13. Peter Bell, "Relações Brasil-Estados Unidos" in Riordan Roett, ed., Brazil nos Anos Sessenta (Vanderbilt University Press, Nashville, 1972) p. 81; entrevista de Cabot por Bell, Washington, DC, 15 janeiro de 1970.
14. Gerassi, p. 84.
14. Gerassi, p. 84.
15. New York Times, 16 March 1962, p. 7.
15. New York Times, 16 de março de 1962, p. 7.
16. Stephen Schlesinger and Stephen Kinzer, Bitter Fruit: The Untold Story of the American Coup in Guatemala (Doubleday & Co., New York, 1982) pp, 103-4, 108.
16. Stephen Schlesinger e Stephen Kinzer, Fruto Amargo: A História Não Contada do Golpe Estadunidense na Guatemala (Doubleday & Co., New York, 1982) pp, 103-4, 108.
17. New York Times, 16 March 1962, p. 7.
17. New York Times, 16 de março de 1962, p. 7.
18. Gerassi, pp. 84-8.
18. Gerassi, pp. 84-8.
19. Thomas E. Skidmore, Politics in Brazil, 1930-1964: An Experiment in Democracy (Oxford University Press, New York, 1967) p. 130; Gerassi, pp. 80-81.
19. Thomas E. Skidmore, Política no Brasil, 1930-1964: Um Experimento em Democracia (Oxford University Press, New York, 1967) p. 130; Gerassi, pp. 80-81.
20. Jan Knippers Black, United States Penetration of Brazil (University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1977), p.40: the words quoted are Black's, based on her interview with Lt. Col. Edward L. King, a member of the Joint Brazil-US Defense Commission in the second half of the 1960s; also see Bell, p. 83 re US doubts about Goulart from the beginning of his presidency.
20. Jan Knippers Black, Penetração dos Estados Unidos no Brasil (University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1977), p.40: as palavras citadas são de Black, baseadas na entrevista dela com o Tenente-Coronel Edward L. King, membro da Comissão Conjunta de Defesa Brasil-Estados Unidos na segunda metade dos anos 1960; ver também Bell, p. 83 no tocante a dúvidas dos Estados Unidos acerca de Goulart desde o começo da presidência dele.
21. Arthur Schlesinger, A Thousand Days (Boston, 1965) pp. 780-2; New York Times, 5 December 1961, p. 11.
21. Arthur Schlesinger, Mil Dias (Boston, 1965) pp. 780-2; New York Times, 5 de dezembro de 1961, p. 11.
22. New York Times, 5 April 1962, p. 3.
22. New York Times, 5 de abril de 1962, p. 3.
23. Time, 3 November 1961, p. 29.
23. Time, 3 de novembro de 1961, p. 29.
24. Gerassi, pp. 83, 88.
24. Gerassi, pp. 83, 88.
25. Parker, p. 29, interview with Gordon, 19 January 1976.
25. Parker, p. 29, entrevista com Gordon, 19 de janeiro de 1976.
26. Philip Agee, Inside the Company: CIA Diary (New York, 1975) p. 321.
26. Philip Agee, Dentro da Companhia: Diário da CIA (New York, 1975) p. 321.
27. Parker, p. 27.
27. Parker, p. 27.
28. A. J. Langguth, Hidden Terrors (New York, 1978) p. 92; Langguth was formerly with the New York Times and in 1965 served as Saigon Bureau Chief for the newspaper.
28. A. J. Langguth, Terrores Ocultos (New York, 1978) p. 92; Langguth trabalhara no New York Times e em 1965 atuara como Chefe do Bureau de Saigon para aquele jornal.
29. Parker, p. 26, memo from President Kennedy to AID administrator Fowler Hamilton, 5 February 1962.
29. Parker, p. 26, memorando do Presidente Kennedy para o administrador da AID Fowler Hamilton, 5 de fevereiro de 1962.
30. Ibid., pp. 87-97.
30. Ibid., pp. 87-97.
31. Agee, p. 362.
31. Agee, p. 362.
32. Langguth, pp. 77, 89-90, 92, 108.
32. Langguth, pp. 77, 89-90, 92, 108.
33. Parker, p. 40.
33. Parker, p. 40.
34. For the most important incident/example of this see the story of the Navy mutiny in Skidmore, pp. 296-7.
34. Para o mais importante incidente/exemplo disso ver a descrição do motim da Marinha em Skidmore, pp. 296-7.
35. Philip Siekman, "When Executives Turned Revolutionaries", Fortune magazine (New York), September 1964, p. 214.
35. Philip Siekman, "Quando Executivos se Tornaram Revolucionários", revista Fortune (New York), setembro de 1964, p. 214.
36. Parker, p. 63, interview of Walters.
36. Parker, p. 63, entrevista com Walters.
37. Langguth, pp. 61-2, 98; Washington Post, 5 February 1968, p. 1.
37. Langguth, pp. 61-2, 98; Washington Post, 5 de fevereiro de 1968, p. 1.
38. Skidmore, p. 330; also see James Kohl and John Litt, Urban Guerrilla Warfare in Latin America (The MIT Press, Cambridge, Mass., 1974) p. 39 for further discussion of the strong pro-US, anti-leftist bias of the college's curriculum.
38. Skidmore, p. 330; ver também James Kohl e  John Litt, Guerra de Guerrilha Urbana na América Latina (The MIT Press, Cambridge, Mass., 1974) p. 39 para discussão adicional do forte viés pró-Estados Unidos antiesquerdista do programa da faculdade.
39. Parker, p. 98, cable to State Department, 4 March 1964.  In this and the following quotations from cables, missing articles and prepositions have been inserted for the sake of readability.  For further discussion of the closeness of US and   Brazilian military officers and the presumed influencing of the latter along pro-US, anti-communist lines see: a) Langguth, pp. 94-6, 162-70; b) Black, chapters 9 and 10; c) Michael Klare, War Without End (New York, 1972) chapter 10; d) Alfred Stepan, The Military in Politics: Changing Patterns in Brazil (Princeton University Press, New Jersey, 1971, a RAND Corp. Study) pp. 123-33.
39. Parker, p. 98, telegrama ao Departamento de Estado, 4 de março de 1964. Nesta e nas citações seguintes de telegramas, artigos e preposições faltantes foram inseridos por mor de legibilidade. Para discussão adicional da proximidade de oficiais militares dos Estados Unidos e Brasil e presumível influência sobre os últimos em termos de linhas anticomunistas e favoráveis aos Estados Unidos, ver: a) Langguth, pp. 94-6, 162-70; b) Black, capítulos 9 e 10; c) Michael Klare, Guerra Sem Fim (New York, 1972) capítulo 10; d) Alfred Stepan, A Instituição Militar na Política: Mudança de Padrões no Brasil (Princeton University Press, New Jersey, 1971, um estudo da RAND Corp.) pp. 123-33.
40. Parker, p. 65.
40. Parker, p. 65.
41. Ibid., p. 68.
41. Ibid., p. 68.
42. Ibid., pp. 68-9.
42. Ibid., pp. 68-9.
43. Ibid., p. 74.
43. Ibid., p. 74.
44. Ibid., p. 75, teletype, Washington to US Embassy, Brazil, 31 March 1964.
44. Ibid., p. 75, teletipo, Washington à Embaixada Estadunidense no Brasil, 31 de março de 1964.
45. Ibid., p. 68.
45. Ibid., p. 68.
46. Ibid., pp. 74, 77.
46. Ibid., pp. 74, 77.
47. Ibid., pp. 72, 75-6; also see the statement of former Brazilian Army Col. Pedro Paulo de Baruna, exiled by the junta, about the effect of the naval force upon the thinking of Castelo Branco: Warner Poelchau, ed., White Paper, Whitewash (New York, 1981) p. 51.
47. Ibid., pp. 72, 75-6; ver também a declaração do Coronel do Exército Brasileiro Pedro Paulo de Baruna, exilado pela junta, acerca do efeito da força naval sobre o pensamento de Castelo Branco; Warner Poelchau, ed., White Paper, Whitewash (New York, 1981) p. 51.
48. Survey of the Alliance for Progress: Labor Policies and Programs, Staff Report of the US Senate Foreign Relations Committee, Subcommittee on American Republics Affairs, 15 July 1968, p. 53; the background of AIFLD can be found in earlier pages of this report; also see   Black, chapter 6.
48. Pesquisa da Aliança para o Progresso: Políticas e Programas Trabalhistas, Relatório de Equipe da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Subcomissão de Assuntos de Repúblicas Americanas, 15 de julho de 1968, página 53; os antecedentes do AIFLD podem ser encontrados em páginas anteriores desse relatório; ver também Black, capítulo 6.
49. US Senate Report cited in the previous note, p. 14, quoting from a radio program in which Doherty took part.
49. Relatório do Senado dos Estados Unidos citados na nota anterior, página 14, fazendo citação a partir de um programa de rádio no qual Doherty tomou parte.
50. Eugene Methvin, "Labor's New Weapon for Democracy", Reader's Digest, October, 1966, p. 28.
50. Eugene Methvin, "A Nova Arma do Trabalho para a Democracia", Reader's Digest, outubro de 1966, p. 28.
51. Poelchau, pp. 47-51.
51. Poelchau, pp. 47-51.
52. Langguth, pp. 110, 113; Washington Post, 2 April 1964, p. 23.
52. Langguth, pp. 110, 113; Washington Post, 2 abril de 1964, p. 23.
53. Langguth, pp. 112-13.
53. Langguth, pp. 112-13.
54. Ibid., p. 113; Washington Post, 3 April 1964, p. 17.
54. Ibid., p. 113; Washington Post, 3 de abril de 1964, p. 17
55. Gordon's cables: Parker, pp. 81-3.
55. Telegramas de Gordon: Parker, pp. 81-3.
56. Ibid., p. 83.
56. Ibid., p. 83.
57. Hearing on the Nomination of Lincoln Gordon to be Assistant Secretary of State for Inter-American Affairs, US Senate Foreign Relations Committee, 7 February 1966, pp. 44-5.
57. Audiência de Indicação de Lincoln Gordon para ser Secretário Assistente de Estado para Assuntos Interamericanos, Comissão de Relações Exteriores do Senado, 7 de fevereiro de 1966, pp. 44-5.
58. The Department of State Bulletin, 20 April 1964, news conference of 3 April 1964.
58. Boletim do Departamento de Estado, 20 de abril de 1964, coletiva de imprensa de 3 de abril de 1964.
59. Langguth, p. 116, from Langguth's interview of Gordon.
59. Langguth, p. 116, da entrevista de Gordon com Langguth.
60. Senate Hearing, op. cit.
60. Audiência do Senado, op. cit.
61. Foreign Assistance Act of 1965, Hearings before the House Foreign Affairs Committee, 25 February 1965, p. 346.
61. Lei de Assistência Externa de 1965, Audiências perante a Comissão de Assuntos Externos da Câmara, 25 de fevereiro de 1965, página 346.
62. Langguth, p. 113, citing the Brazil Herald, 6 March 1964, p.4.
62. Langguth, p. 113, citando o Brazil Herald, 6 de março de 1964, p.4.
63. New York Times, 11 July 1965, p. 13.
63. New York Times, 11 de julho de 1965, p. 13.
64. Ibid., 25 November 1966, p. 4.
64. Ibid., 25 de novembro de 1966, p. 4.
65. Marc Edelman, "The Other Super Power: The Soviet Union and Latin America 1917-1987", NACLA's Report on the Americas (North American Congress on Latin America, New York), January/February 1987, pp. 32-4; day of mourning: p. 29, citing the CIA's Foreign Broadcast Information Service (FBIS-LAM), 15 November 1982.
65. Marc Edelman, "A Outra Superpotência: A União Soviética e a América Latina 1917-1987", Relatório do NACLA acerca das Américas (Congresso Norte-Americano para a América Latina, New York), janeiro/fevereiro de 1987, pp. 32-4; dia de luto: p. 29, citando o Serviço de Transmissão de Informação Estrangeira da CIA (FBIS-LAM), 15 de novembro de 1982.
66. Reader's Digest, November 1964, pp. 135-58.
66. Reader's Digest, novembro de 1964, pp. 135-58.
67. Agee, p. 364.
67. Agee, p. 364.
68. Parker, pp. 85-6.
68. Parker, pp. 85-6.
69. Agee, pp. 364-5.
69. Agee, pp. 364-5.
70. New York Times, 6 April 1964, p. 1.
70. New York Times, 6 de abril de 1964, p. 1.
71. Reader's Digest, October, 1966, op. cit.
71. Reader's Digest, outubro de 1966, op. cit.
72. Parker, p. 59.
72. Parker, p. 59.
73. The repressiveness of the Branco government and the Washington connection:
a)  Penny Lernoux, Cry of the People: The Struggle for Human Rights in Latin America -- The Catholic Church in Conflict with U S. Policy (Penguin Books, London, 1982) pp. 166-75, 313-32, and elsewhere.
b)  Langguth, chapters 4, 5 and 7 and elsewhere.
c)  Torture and Oppression in Brazil, Hearing before the Subcommittee on International Organizations and Movements of the House Committee on Foreign Affairs, 11 December, 1974; contains testimony by and about torture victims and reprints of articles from the US press.
d)  Noam Chomsky and Edward Herman, The Washington Connection and
Third World Fascism (Boston, 1979) see index.
73. Os representantes do governo Branco e da conexão com Washington:
a)  Penny Lernoux, Grito do Povo: A Luta por Direitos Humanos na América Latina -- A Igreja Católica em Conflito com a Política dos Estados Unidos (Penguin Books, London, 1982) pp. 166-75, 313-32, e alhures.
b)  Langguth, capítulos 4, 5 e 7 e alhures.
c)  Tortura e Opressão no Brasil, Audiência perante a Subcomissão de Organizações e Movimentos Internacionais da Comissão de Assuntos Externos da Câmara, 11 de dezembro de 1974; inclui depoimentos de e acerca de vítimas de tortura e republicações de artigos da imprensa dos Estados Unidos.
d)  Noam Chomsky e Edward Herman, A Conexão Washington e o Fascismo no Terceiro Mundo (Boston, 1979) ver Índice.
74. Agency for International Development (AID), Program and Project Data Presentation to the Congress for Fiscal Year 1971, p. 26.
74. Agência de Desenvolvimento Internacional (AID), Programa e Projeto Apresentação de Dados ao Congressso para o ano fiscal de 1971, p. 26.
75. Langguth, p. 94; Poelchau, p. 65, interview of Langguth.
75. Langguth, p. 94; Poelchau, p. 65, entrevista de Langguth.
76. Amnesty International, Report on Allegations of Torture in Brazil (London, 1974) p. 40.
76. Anistia Internacional, Relatório acerca de Alegações de Tortura no Brasil (London, 1974) p. 40.
77. Jornal do Brazil, 25 May 1972, cited in Amnesty International, op. cit., p. 49.
77. Jornal do Brasil, 25 de maio de 1972, citado em Anistia Internacional, op. cit., p. 49.
78. Lawrence Weschler, A Miracle, A Universe: Settling Accounts with Torturers (Penguin Books, New York, 1991), p. 122.
78. Lawrence Weschler, Um Milagre, Um Universo: Acerto de Contas com Torturadores (Penguin Books, New York, 1991), p. 122.
79. Special Study Mission to Latin America on Military Assistance Training, House Committee on Foreign Affairs Report, 1970.
79. Missão de Estudo Especial na América Latina acerca de Treinamento de Assistência Militar, Relatório da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara, 1970.
80. New York Times, 27 April 1966, p. 28.
80. New York Times, 27 de abril de 1966, p. 28.
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- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- O Assassínio da Esperança: As Intervenções da  Instituição Militar dos Estados Unidos e da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
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