Saturday, December 17, 2011

Voluntaryist - Taxes No Better Than Slavery

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Taxation is Theft
Taxação é Furto

Introduction

Introdução

Taxes no Better Than Slavery

Taxar é o Mesmo Que Escravizar

by Carl Watner

por Carl Watner

[The following is the Introduction to the book Render Not. More information can be found here. It is available for purchase here.]
[O seguinte é a Introdução ao livro Não Dai. Mais informação pode ser encontrada aqui. Está disponível para compra aqui.]
Slavery is wrong.
É errado escravizar.
Taxation is a form of slavery.
Taxar é uma forma de escravizar.
Therefore taxation is wrong.
Portanto, é errado taxar.
The implications that follow from this syllogism are the subject of this book.
As implicações desse silogismo são o tema deste livro.
Slavery is wrong. A slave is a person who is the property of another or others, such that whatever the slave produces can be taken by force or the threat of force.[1] The slave has no right of self-ownership, and those who exercise dominion over the slave always have the legal right to use coercion against him, but certainly have no natural right to do so. He who takes the life, liberty, or property of another without that other's consent is stealing; and as the early abolitionist described it, man-stealing is just as wrong, if not worse, than property-stealing, because human beings hold a higher rank in existence than inert property matter.
É errado escravizar. Escravo é uma pessoa propriedade de outra ou de outras pessoas, de tal maneira que tudo o que o escravo produza poderá ser tomado dele pela força ou ameaça de força.[1] O escravo não tem direito de ser dono de si próprio, e aqueles que exercem domínio sobre o escravo sempre têm o direito legal de usar coerção contra ele, mas certamente não têm direito natural de fazê-lo. Aquele que toma a vida, liberdade ou propriedade de outra pessoa sem o consentimento dela está furtando; e como o abolicionista primevo descreveu o fato, roubar a própria pessoa de alguém é tão errado, se não pior, do que roubar a propriedade de alguém, porque os seres humanos gozam de uma dignidade de existência mais elevada do que a matéria de propriedade inerte.
Taxation is a form of slavery. A tax is a compulsory levy on a person subject to the jurisdiction of a government. Anyone who is taxed is a slave because his or her earnings and property are forcibly taken to support the State. Most individuals do not consent to taxation. Historically, the Romance languages, such as French, Spanish, and Italian, have tried to make the tax-payer "feel good" by euphemistically calling him a "contributor".[2] "Customers" is the term that our own Internal Revenue Service uses to identify those from whom it extracts payments, using threats of force or actual force in some instances.
Taxar é uma forma de escravizar. Taxa é quantia cobrada compulsoriamente de pessoa sujeita a jurisdição de governo. Qualquer pessoa taxada é escrava, porque os ganhos e a propriedade dela são tomados pela força para apoiar o Estado. A maioria das pessoas não consente em ser taxada. Historicamente, as línguas românicas, tais como francês, espanhol e italiano, têm tentado fazer o pagador de impostos "sentir-se bem" mediante eufemisticamente chamarem-no de "contribuinte".[2] "Consumidores" é o termo que nosso Serviço da Receita Interna usa para identificar aqueles dos quais extrai pagamentos, usando ameaças de força ou real força em alguns casos.
Therefore taxation is wrong. As Auberon Herbert, one of the contributors to this volume, pointed out decades before the passage of the 16th Amendment to the U.S. Constitution (on the basis of which Congress legislated a federal income tax): truth and consistency demand that if the State may forcibly take one dollar "out of what a man owns, it may take what it likes up to the last dollar ... . Once admit the right of the [S]tate to take, and the [S]tate becomes the real owner of all property." To those who wish to debate this point, I only ask: where in the federal Constitution is there any limitation on the amount that Congress may try to take from us?[3]
Portanto, é errado taxar. Como Auberon Herbert, um dos contribuidores deste volume, destacou décadas antes da aprovação da 16a. Emenda à Constituição dos Estados Unidos (com base na qual o Congresso aprovou um imposto de renda federal): verdade e coerência demandam que se o Estado pode tomar pela força um dólar "do que uma pessoa ganha, poderá tomar o que desejar até o último dólar ... . Uma vez admitido o direito do Estado de tomar, o [E]stado se torna o real dono de toda propriedade." Para aqueles que querem debater este ponto, pergunto apenas: onde, na Constituição federal, há qualquer limitação da quantia que o Congresso possa tentar tomar de nós?[3]
But, as Charles Adams, one historian of taxation, has observed: "without revenue, governments would collapse, society as we know it would disappear, and chaos would follow."[4]
Como porém Charles Adams, um dos historiadores da taxação, observou: "sem receita, os governos entrariam em colapso, a sociedade como a conhecemos desapareceria, e seguir-se-ia o caos."[4]
True: coercive political governments which depend on violence to sustain themselves with police and armed force would disappear. Yes, society as we know it today in the United States would change.
Verdade: governos políticos coercitivos que dependem da violência para se manter, com polícia e força armada, desapareceriam. Sim, a sociedade como a conhecemos nos Estados Unidos mudaria.
But would chaos follow? Not necessarily. If the opponents of taxation used revolutionary violence to abolish the State, then there would undoubtedly be some who would fight for the re-establishment of taxation. But if taxation were to be abandoned as a result of a shift in pubic opinion and understanding, then, in the words of Murray Rothbard, we would simply achieve a peaceful "society without a state." As Thomas Paine explained centuries ago: A "[g]reat part of that order which reigns among mankind is not the effect of Government. It has its origins in the principles of society and the natural constitution of man. It existed prior to Government, and would exist if the formality of Government" no longer existed.[5]
Seguir-se-ia porém o caos? Não necessariamente. Se os opositores da taxação usassem violência revolucionária para extinguir o Estado, então haveria sim indubitavelmente algumas pessoas que lutariam pelo restabelecimento da taxação. Se, porém, a taxação fosse abandonada como resultado de mudança da opinião e do entendimento do público, então, nas palavras de Murray Rothbard, simplesmente teríamos uma pacífica "sociedade sem estado." Como Thomas Paine explicou há séculos: "[G]rande parte da ordem que reina na humanidade não é resultado de Governo. Tem suas origens nos princípios da sociedade e na natural constituição do ser humano. Existia antes do Governo, e existiria se a formalidade do Governo" cessasse de existir.[5]
All history attests to the fact that if a service supplied by government is truly wanted, a voluntary way will be found to provide it. It may cost some people more than when the government supplied it; but the point is that if a true demand exists, some entrepreneur or some group of individuals will associate cooperatively to provide it. Any number of examples can be used to illustrate this point: Did religion disappear when churches lost their government support? Did people go without coined money when there were no government mints? Did people go shoeless because there were no government factories to produce footwear?
Toda a História atesta o fato de que, se um serviço oferecido pelo governo fosse realmente desejado, seria encontrada uma forma voluntária de ele ser proporcionado. Poderá custar, para algumas pessoas, mais do que quando suprido pelo governo; mas o essencial é que, se existir demanda real, algum empreendedor ou grupo de indivíduos tratará de proporcioná-lo. Diversos exemplos podem ser usados para ilustrar esse fato: A religião desapareceu quando as igrejas perderam o apoio do governo? As pessoas não tinham moedas quando não havia casas da moeda? As pessoas ficaram sem sapatos por não haver fábricas do governo produtoras de calçados?
A number of contributors to Section VI of this anthology attempt to answer the question, "How would a society of individuals function without taxes?" But perhaps the even more important question is, "Does our governmentally-directed society based on coercive taxation really work all that well?" If we were to start out de novo would we actually entrust all our protective and defensive services to the members of one organization, and empower them to collect their revenues at the point of a gun? What kind of service could we expect from a monopoly that had no competition and a guaranteed income? Who would protect us from our guardians if they turned venal? Who would guard the guardians? Voluntary, consensual arrangements are always more flexible and less predictable than those imposed by coercive governments, which always perceive change as a threat to their dominance and sovereignty.[6]
Diversos contribuidores da Secção VI desta antologia tentam responder à pergunta "Como funcionaria uma sociedade de indivíduos sem taxas?" Talvez porém a pergunta mais importante seja "Nossa sociedade baseada em taxação coercitiva dirigida pelo governo funciona assim tão bem?" Se começássemos tudo de novo realmente confiaríamos todos os nossos serviços de proteção e defesa aos membros de uma única organização, dando-lhes o poder de coletar receita mediante apontar-nos uma arma de fogo? Que tipo de serviço poderíamos esperar de um monopólio sem competição e com renda garantida? Quem nos protegeria de nossos guardiões se eles se tornassem venais? Quem guardaria os guardiães? Acordos voluntários e consensuais são sempre mais flexíveis e menos previsíveis do que aqueles impostos por governos coercitivos, que sempre veem mudança como ameaça a seu domínio e soberania.[6]
Government taxation is a coercive activity that introduces force and violence into otherwise peaceful relationships. That is our primary reason for opposing taxation. It pits one man against another; one group against another group; upsets the natural market incentives that produce the greatest benefits for all. Although it is true that many who oppose taxation believe that a voluntary system will lead to a spectacular standard of living for the masses, that is not the reason for the opposition that inspires this book. We believe it is morally proper that a man keep the product of his labor; that he not be enslaved. If it is wrong for a slave owner to enslave a single person, then it is wrong for a group of individuals to do so. Majority rule cannot legitimize slavery or taxation. As R. C. Hoiles, founder of the Freedom Newspapers, was always keen to point out, there is only one standard of right and wrong, and that standard applies to the lone individual, to members of a group, and to the employees of the State.[7]
A taxação do governo é uma atividade coercitiva que introduz força e violência em relacionamentos que de outro modo seriam pacíficos. Esse é nosso motivo precípuo para opormo-nos à taxação. Ela joga um homem contra o outro; um grupo contra outro grupo; subverte os naturais incentivos de mercado que produzem os maiores benefícios para todos. Embora seja verdade que muitos dos que se opõem à taxação acreditam que um sistema voluntário levaria a um espetacular padrão de vida para as massas, esse não é o motivo de oposição que inspira este livro. Acreditamos ser moralmente adequado o ser humano preservar consigo o fruto de seu trabalho; ele não ser escravizado. Se é errado um dono de escravo escravizar uma única pessoa, então é errado um grupo de indivíduos fazer isso. O domínio da maioria não consegue legitimar a escravatura nem a taxação. Como R. C. Holles, fundador dos Jornais Liberdade, estava sempre pronto a destacar, há somente um padrão de certo e errado, e esse padrão se aplica ao indivíduo isolado, aos membros de um grupo, e aos empregados do Estado.[7]
Conscientious objectors to taxation recognize that some goods and services are essential to human survival, but also realize they need not be provided by the government on a coercive basis. What we oppose is the coercion involved in collecting taxes. We oppose the means and take the position that the ends never justifies the means. Our opposition to taxation doesn't concern itself with whether too much money is being collected, or whether that money is being spent wastefully. Rather, the focus is on the fact that any amount of money forcefully collected is stealing. It is no more proper for government agents to seize property than it is for you to rob your neighbor at gunpoint, even if you spend the money on something that you think will benefit your neighbor.
Opositores conscienciosos da taxação reconhecem que alguns bens e serviços são essenciais para a sobrevivência humana mas também entendem que eles não precisam ser fornecidos pelo governo em base coercitiva. Opomo-nos é à coerção envolvida na coleta de impostos. Opomo-nos aos meios e assumimos o ponto de vista de que os fins nunca justificam os meios. Nossa oposição à taxação não diz respeito a quanto dinheiro está sendo coletado, ou a se esse dinheiro está sendo gasto desperdiçadoramente. Antes, o foco é no fato de que qualquer quantia coletada pela força constitui furto. Não é mais correto os agentes do governo confiscarem propriedade do que você roubar um vizinho apontando-lhe arma de fogo, mesmo que você gaste o dinheiro em algo que acredite beneficie seu vizinho.
If some in our society think that certain government services are necessary, then let them collect the revenues to support those services in a voluntary fashion. We who oppose taxation may or may not support their efforts. It would soon be revealed which services are sufficiently desired. And if the people collecting the money to support these services do not, in their judgment, collect enough, then let them dig into their own pockets to make up the deficiency or do without. They do not have the right to spend other people's money.
Se alguns em nossa sociedade acham que certos serviços são indispensáveis, então eles que forneçam a receita para custear esses serviços de maneira voluntária. Nós, que nos opomos à taxação, poderíamos ou não dar suporte aos esforços deles. Logo ficaria claro quais serviços são suficientemente desejados. E se as pessoas coletadoras do dinheiro para custear esses serviços não coletarem, na opinião delas, o suficiente, então que vasculhem os próprios bolsos para completarem o necessário, ou resolvam o problema sem ter o serviço. Não têm é o direito de gastar o dinheiro dos outros.
The articles in this anthology have been chosen because they discuss the historical, political, and philosophical relationships between taxation, slavery, and stealing. Robert Ringer, in his opening essay, describes taxation as a disgrace to the human race because it is a "violation of property rights, which means a violation of human rights." He points out that he is not only opposed to the income tax, but to all the "subtle" and hidden taxes that politicians on every level of government have enacted. He further alludes to the tremendous amount of "stolen" time that taxpayers surrender as they fill out their tax returns and compute the amount of taxes they owe. Harry Reid describes these activities as "voluntary" because everyone (or everyone's accountant) figures out the extent of his or her own tax liability. The interview with the Senator has been included because it demonstrates the gross absurdity of calling taxes, especially the federal income tax, a consensual activity. It only appears so because the American taxpayers are so brainwashed that most of them no longer perceive the government as a violent threat, but rather view it as an unending source of welfare benefits that someone else pays for.
Os artigos desta antologia foram escolhidos porque discutem as relações históricas, políticas e filosóficas entre taxação, escravatura e furto. Robert Ringer, em seu ensaio de abertura, descreve a taxação como desrespeito à raça humana por ser "violação dos direitos de propriedade, e portanto violação de direitos humanos." Ele ressalta opor-se não apenas ao imposto de renda como, também, a todas as taxas "sutis" e escondidas que os políticos de todos os níveis de governo têm aprovado. Alude adicionalmente ao tremendo montante de tempo "furtado" que os pagadores de impostos gastam para preencher suas declarações de imposto de renda e computar o montante de imposto devido. Harry Reid considera essas atividades "voluntárias" porque a própria pessoa (ou o contador da própria pessoa) calcula o montante do imposto a ser pago(*). A entrevista com o Senador foi incluída porque revela o supino absurdo de chamar os impostos, especialmente o imposto de renda federal, de atividade consensual. Só parece sê-lo porque os pagadores de impostos estadunidenses estão de tal maneira lavados cerebralmente que a maioria não mais percebe o governo como ameaça violenta, e sim o vê como fonte inesgotável de benefícios assistencialistas pelos quais outrem paga.

(*) Em alguns países as autoridades tributárias calculam o que a pessoa deve de taxas/impostos e mandam-lhe a conta. Nos Estados Unidos, a própria pessoa calcula o quanto deve e (supostamente) manda o dinheiro para as autoridades tributárias. Harry Reid entende que, quando o próprio pagador calcula, a atividade é voluntária; quando o governo manda a conta de impostos a pagar, não é. (Esclarecimento do autor, em email privado.)
Two articles by an anonymous author illustrate the inherent dangers in criticizing government authorities. If you were Commissioner of the Internal Revenue Service and received a letter from a disgruntled citizen comparing your organization to the Mafia wouldn't you investigate that critic to make sure he or she was paying his or her taxes? The fact is that the United States government has prosecuted and imprisoned those who question the constitutionality of its unapportioned taxation of income. In my own article, "Is 'Taxation Is Theft' A Seditious Statement?," I point out that judges in the federal courts have gone so far as to prevent defendants (alleged tax protesters) from presenting their constitutional arguments against income taxation. But as is apparent here, the U.S. Constitution has no special moral authority to convert taxation into non-theft. For those of our authors who embrace taxation as theft and slavery, Anonymous summarizes their opposition by writing: "I am going back to 'the old, traditional standards of religion, ethics, common law,' and common sense. I am refusing to act in a way that produces or contributes to evil."
Dois artigos de um autor anônimo ilustram os perigos intrínsecos de criticar as autoridades do governo. Se você fosse o Comissário do Serviço da Receita Interna e recebesse carta de um cidadão insatisfeito comparando sua organização com a Máfia, não investigaria aquele crítico para verificar se ele está pagando os impostos? O fato é que o governo dos Estados Unidos tem processado e encarcerado aqueles que questionam a constitucionalidade de sua taxação não proporcional da renda. No artigo de minha autoria, "Será 'Taxação é Furto' Declaração Sediciosa?," destaco que juízes nos tribunais federais já chegaram a impedir réus (pessoas que teriam protestado contra a tributação) de apresentar seus argumentos constitucionais contra a taxação da renda. Como, porém, fica evidente aqui, a Constituição dos Estados Unidos não tem autoridade moral especial para converter a taxação em algo que não seja furto. Para aqueles dentre nossos autores que defendem ser a taxação furto e escravatura, o Anônimo resume a oposição deles ao escrever: "Estou regredindo aos 'antigos e tradicionais padrões de religião, ética, lei consuetudinária,' e senso comum. Estou-me recusando a agir de maneira que produza mal ou contribua para o mal."
What you will not find here is the call for "tax reduction" or for declaring the federal income tax laws "unconstitutional." The closest we come to that is Vivien Kellems' chapter in which she attacks the federal withholding system as being "illegal, immoral, and unconstitutional" because it is not her responsibility, as an employer, to discharge the income tax liability of her employees by making deductions from their pay. Instead, you will find a moral clarity exuded by many of our authors. For example, Frank Chodorov declares that "taxation is robbery" and that no amount of verbiage "can make it anything else." In conclusion, he notes that there can neither be a "good tax nor a just one" because "every tax rests its case on compulsion." Mark Crovelli tackles the Catechism of the Catholic Church and writes that "theft is theft - even if the State does it." His purpose is to harken back to the unadorned language of the 7th commandment that "offers a straightforward condemnation of the taking of other people's property without their consent." As he notes, the commandment "does not offer exceptions, such as "You shall not steal unless you are a government employee."
O que você não encontrará aqui é um apelo por "redução de impostos" ou para que as leis de receita federal sejam declaradas "inconstitucionais." O mais perto que chegamos disso é o capítulo de Vivien Kellems no qual ela ataca o sistema federal de retenção na fonte como "ilegal, imoral e inconstitutional" porque não é responsabilidade dela, como empregadora, cumprir as obrigações tributárias dos empregados mediante fazer deduções na folha de pagamento deles. Em vez disso, você encontrará uma limpidez moral que transuda de muitos de nossos autores. Por exemplo, Frank Chodorov declara que "taxação é roubo" e que nenhuma quantidade de verbiagem "consegue transformá-la em qualquer outra coisa." Em conclusão, ele observa não poder existir nem "bom imposto nem imposto justo" porque "todo imposto assenta sua argumentação na compulsoriedade." Mark Crovelli ataca o Catecismo da Igreja Católica e escreve que "furto é furto - mesmo sendo o Estado quem o cometa." O objetivo dele é levar a sério a linguagem sem rebuços do 7o. mandamento que "oferece inflexível condenação de tomar a propriedade de outras pessoas sem o consentimento delas." Como observa ele, o mandamento não prevê exceções, tais como "Não furtarás a menos que sejas funcionário do governo."
Some of the contributors to this volume label themselves pacifists and war tax resisters. In Michael Benedetto's essay on "The Origins of Conscientious Tax Objection" we find a review of the religious objections to war taxes. Juanita Nelson, author of "A Matter of Freedom," (reprinted here) and her husband, Wally, began their tax resistance in 1949, but it was not until June 16, 1959 that Juanita "became the first woman in modern times to be apprehended by the federal government for opposition to war and war preparation." Although she was eventually released, the government filed tax liens against her and in 1973, agents from the Internal Revenue Service attempted to seize two vehicles that she and her husband had parked at their home in New Mexico. "Each of them sat in front of a vehicle, and the agents finally left."[8] Ammon Hennancy, another one of our contributors, was imprisoned during World War I for his refusal to be conscripted. Out of this experience, he became a Catholic, an anarchist, and a tax refuser. He, the Nelsons, and other war tax resisters certainly earn my greatest respect for having the courage and consistency to stick to their beliefs - even when the State has used force against them. Yet, to them and all other war tax resisters, I ask: What about excise taxes, real estate taxes, personal property taxes, use taxes, inheritance and estate taxes, social security taxes, and sales taxes? Are they not wrong, too? Do these taxes not go to support government? Are not all activities of government ultimately dependent on force, violence, and threats? Why limit your opposition to government wars and their funding? Are not the actions of the U.S. government in controlling its citizens in its own domestic venue similar in nature to its military operations abroad since both are predicated on the exercise of coercion?
Alguns dos contribuidores deste volume rotulam-se como pacifistas e membros da resistência a impostos de guerra. No ensaio de Michael Benedetto acerca das "Origens da Objeção Consciente aos Tributos" encontramos uma resenha das objeções religiosas a impostos de guerra. Juanita Nelson, autora de "Questão de Liberdade," (aqui reimpresso) e o marido dela, Wally, começaram sua resistência a impostos em 1949, mas só em 16 de junho de 1959 Juanita "tornou-se a primeira mulher dos tempos modernos a ser presa pelo governo federal por oposição à guerra e à preparação para a guerra." Embora ela tenha sido finalmente solta, o governo protocolou penhora contra ela e, em 1973, agentes do Serviço da Receita Interna tentaram apreender dois veículos que ela e o marido haviam estacionado junto à casa deles no Novo México. "Cada um deles sentou-se à frente de um dos veículos, e os agentes finalmente se foram."[8] Ammon Hennancy, outro de nossos contribuidores, foi preso durante a Primeira Guerra Mundial por sua recusa a ser alistado. A partir dessa experiência tornou-se católico, anarquista e passou a recusar-se a pagar impostos. Ele, os Nelsons e outras pessoas que resistem a pagar impostos de guerra certamente são credores de meu maior respeito por terem a coragem e a coerência de serem fiéis a suas crenças - mesmo quando o Estado usou força contra eles. No entanto, a eles e a todos os outros que resistem ao pagamento de impostos de guerra, pergunto: E quanto a impostos de consumo, impostos imobiliários, impostos sobre propriedade pessoal, impostos de herança e espólio, impostos de previdência social e impostos sobre vendas? Não são eles errados, também? Esses impostos não dão suporte ao governo? E não dependem todas as atividades do governo, em última análise, da força, da violência e de ameaças? Por que limitar a oposição a guerras do governo e ao financiamento delas? Não são as ações do governo dos Estados Unidos de controle de seus cidadãos em seu próprio local doméstico de natureza similar a suas operações militares no exterior, visto que os dois tipos implicam exercício de coerção?
Randolph Bourne, an early 20th Century intellectual, once observed that "war is the health of the state."[9] Compulsion is its backbone; taxes are its lifeblood. The ultimate basis of State power is coercive taxation.[10] As Lysander Spooner pointed out in his essay, "Taxation," (reprinted here) written before the United States Civil War, with money a government can hire armed men to plunder and punish those of its citizens who do not obey. The underlying premise of government taxation is that you and your property belong to the State.[11] Whatever you are allowed to keep is due to its generosity, and if you resist and want to keep more of your own property, you will be fined, jailed for contempt of court, or killed resisting arrest. Taxation is nothing but a polite euphemism for stealing - legitimized by the overpowering strength of the State. Thus it becomes our duty as individuals, and as inhabitants of the earth, to speak out - to make known our views about taxation. Regardless of how much or how little tax we pay, we can say: taxes are wrong.
Randolph Bourne, intelectual do início do século 20, observou certa vez que "a guerra é a saúde do estado."[9] A compulsoriedade é sua espinha dorsal; os impostos são o sangue que corre em suas veias. A base última do poder do Estado é a taxação coercitiva.[10] Como destacou Lysander Spooner em seu ensaio "Taxação," (aqui reimpresso) escrito antes da Guerra Civil dos Estados Unidos, com dinheiro um governo pode contratar homens armados para pilhar e punir aqueles dentre seus cidadãos que não obedeçam. A premissa sobre a qual repousa a taxação pelo governo é que você e tudo o que você possui pertencem ao Estado.[11] O que você tem permissão para manter consigo deve-se à generosidade dele, e se você resistir e desejar manter consigo porção maior de sua própria propriedade será multado, encarcerado por contempt of court(*), ou morto resistindo a detenção. Taxação nada mais é do que um eufemismo bem-educado para furto - legitimado pela força irresistível do Estado. Assim, pois, torna-se nosso dever, como indivíduos, e como habitantes da Terra, falar - dar a conhecer nossos pontos de vista a respeito da taxação. Independentemente de pagarmos muito ou pouco, podemos dizer: taxar é errado.

(*) A expressão é mantida em inglês na versão em português da Wikipedia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Contempt_of_court
We agree with the Jewish Zealot, Judas of Gamala, who over two thousand years ago said that the census tax imposed by the Roman occupiers of Palestine in 6 A.D. "was no better than introduction to slavery."[12] Would Jesus Christ have agreed with the Jewish Zealots? When faced with the question, "Is it lawful for us to give tribute to Caesar, or not?" Christ refused to answer directly. Instead he said, "Show me a coin. Whose likeness and inscription has it?" "Caesar's," they replied. It was then that he exclaimed the famous lines: "Then render to Caesar the things that are Caesar's, and to God the things that are God's." Render not unto Caesar is the conclusion of this book - for as Dorothy Day is reputed to have once said, "If we render unto God all the things that belong to God, there would be nothing left for Caesar."[13]
Concordamos com o zelote judeu, Judas de Gamala, o qual, há mais de dois mil anos, disse que a taxa do censo imposta pelos ocupadores romanos da Palestina em 6 D.C. "não era melhor do que impor escravidão."[12] Teria Jesus Cristo concordado com os zelotes judeus? Quando defrontado com a pergunta "É lícito pagar tributo a César, ou não?" Cristo recusou-se a responder diretamente. Em vez disso falou: "Mostrem-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição?" "De César," responderam. Foi então que ele proferiu as famosas palavras: "Então dai a César as coisas que são de César, e a Deus as coisas que são de Deus." Não dai a César é a conclusão deste livro - pois, como se reputa ter dito certa vez Dorothy Day, "Se dermos a Deus todas as coisas que pertencem a Deus, não restará nada para ser dado a César."[13]
One of the main purposes of this book is to encourage people to look at an old situation in a new way. Until individuals could recognize that there was a practical alternative to slavery, it was difficult for them to see slavery as the moral atrocity it was. To speak of doing away with taxation, today, brings forth the same reactions and reasons that Robert Higgs describes in one of the concluding chapters of this book. The defenders of slavery could not visualize how civilization, how law and order, could be maintained without slaves, and yet, society and civilization have survived. It is our position that taxation is just as abominable, as unjust, and as unnecessary as slavery. There are many voluntary ways to solve societal problems if only people would begin to free their minds from the constraints of government indoctrination and propaganda. Only a free mind is able to recognize the truth. Paraphrasing Alexander Solzhenitsyn, only a free mind is able to take that courageous step, and refuse to take part in falsehood. Only a free mind can recognize that "one word of truth outweighs the world."[14]
Um dos principais propósitos deste livro é estimular as pessoas para que olhem para uma situação antiga de maneira nova. Antes de as pessoas conseguirem reconhecer a existência de uma alternativa prática à escravidão ficava difícil para elas ver a escravatura como a atrocidade moral que era. Falar de acabar com a taxação, hoje em dia, provoca as mesmas reações e razões que Robert Higgs descreve em um dos capítulos de conclusão deste livro. Os defensores da escravatura não conseguiam visualizar como a civilização, como a lei e a ordem, poderiam ser mantidas sem escravos e, no entanto, sociedade e civilização sobreviveram. É nossa posição que a taxação é exatamente tão abominável, tão injusta e tão desnecessária quanto a escravidão. Haverá muitas maneiras voluntárias de resolver problemas societários se tão-somente as pessoas começarem a libertar suas mentes das restrições causadas pela doutrinação e pela propaganda promovidas pelo governo. Só a mente livre consegue reconhecer a verdade. Parafraseando Alexander Solzhenitsyn, só a mente livre consegue dar aquele passo corajoso e recusar-se a tomar parte na falsidade. Só a mente livre consegue reconhecer que "uma só palavra de verdade vale mais do que o mundo inteiro.(*)"[14]

(*) Provérbio russo, famosamente citado por Алекса́ндр Солжени́цын (Aleksandr Solzhenitsyn) - ver link ao final, abaixo desta tabela.   
End Notes
Notas Finais
[1] Lesley Brown, (ed.), The New Shorter Oxford English Dictionary, Oxford: Clarendon Press, [2] Mario Pei, Double-Speak In America, New York: Hawthorn Books, Inc., 1973, p. 96. 1993, See "slave," Vol. II, p. 2893.
[1] Lesley Brown, (ed.), O Novo Dicionário Oxford Mais Curto de Inglês, Oxford: Clarendon Press, 1993, Ver "escravo," Vol. II, p. 2893.
[2] Mario Pei, Double-Speak In America, New York: Hawthorn Books, Inc., 1973, p. 96.
[2] Mario Pei, Linguagem Ambígua nos Estados Unidos, New York: Hawthorn Books, Inc., 1973, p. 96.
[3] Auberon Herbert, "Some Reasons Why Voluntaryists Object To Compulsory Taxation In All Its Forms," Section 27 (reprinted here). Even if there were such a limitation in the federal Constitution, of what value would it be? First and foremost, how can the Constitution possibly legitimize stealing and/or slavery? Second, and of lesser importance, what would prevent such a limitation from being amended, repealed, or ignored?
[3] Auberon Herbert, "Algumas das Razões Pelas Quais os Voluntaristas Objetam a Taxação Compulsória Em Todas as Formas," Secção 27 (reipresso aqui). Mesmo se houvesse tal limitação na Constituição federal, que valor isso teria? Primeiro e mais importante, como poderia a Constituição legitimar furto e/ou escravatura? Segundo, e de menor importância, o que impediria tal limitação ser modificada, rejeitada ou ignorada?
[4] Charles Adams, For Good and Evil: The Impact of Taxes on the Course of History, Lanham, Madison Books, 1993, pp. 1-2.
[4] Charles Adams, Para Bem e Mal: O Impacto dos Impostos no Curso da História, Lanham, Madison Books, 1993, pp. 1-2.
[5] See Murray Rothbard, "Society Without a State," The Libertarian Forum, Volume 7, No. 1, January 1975, online at http://mises.org/daily/2429, and see Thomas Paine, Rights of Man (1792), Ch. 1, Bk. 2.
[5] Ver Murray Rothbard, "Sociedade Sem Estado," O Fórum Libertário, Volume 7, No. 1, janeiro de 1975, online em http://mises.org/daily/2429, e ver Thomas Paine, Direitos do Homem (1792), Cap. 1, Livro 2.
[6] Rothbard, op. cit. For historical examples of voluntaryism, see Carl Watner (ed.), I Must Speak Out: The Best of The Voluntaryist, 1982-1999, San Francisco: Fox & Wilkes, 1999.
[6] Rothbard, op. cit. Para exemplos históricos de voluntarismo, ver Carl Watner (ed.), Tenho de Falar: O Melhor de O Voluntarista, 1982-1999, San Francisco: Fox & Wilkes, 1999.
[7] See Carl Watner, "To Thine Own Self Be True: The Story of Raymond Cyrus Hoiles and His Freedom Newspapers," in Watner, op. cit., pp. 151-152. Originally printed in The Voluntaryist, Whole No. 18, May 1986.
[7] Ver Carl Watner, "Sê Fiel a Ti Próprio: A História de Raymond Cyrus Hoiles e Seu Jornais da Liberdade," in Watner, op. cit., pp. 151-152. Originalmente impresso em O Voluntarista, Número Completo 18, maio de 1986.
[8] Ed Hedemann and Ruth Benn (eds.), War Tax Resistance: A Guide to Withholding Your Support from the Military, New York: War Resisters League, Fifth Edition, 2003, p. 96.
[8] Ed Hedemann e Ruth Benn (eds.), Resistência a Impostos de Guerra: Guia para Negar Apoio à Instituição Militar, New York: Liga de Resistência à Guerra, Quinta Edição, 2003, p. 96.
[9] Lillian Schlissel, The World of Randolph Bourne, New York: E. P. Dutton, 1963, pp. 246-250, and pp. 259-271. Excerpts reprinted in The Voluntaryist, Whole No. 39, August 1989. The fact is: there couldn't be wars without taxation.
[9] Lillian Schlissel, O Mundo de Randolph Bourne, New York: E. P. Dutton, 1963, pp. 246-250, e pp. 259-271. Excertos reimpressos em O Voluntarista, Completo No. 39, agosto de 1989. O fato é: não poderia haver guerras sem taxação.
[10] David Beito, Taxpayers in Revolt, Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 1989, p. 127.
[10] David Beito, Pagadores de Impostos em Revolta, Chapel Hill: Imprensa da Universidade da Carolina do Norte, 1989, p. 127.
[11] Anonymous, "Why I Refuse To Be Numbered," The Voluntaryist, Whole No. 116, 1st Quarter, 2003, p. 1, 4th paragraph.
[11] Anônimo, "Por Que me Recuso a Ser Numerado," O Voluntarista, Completo No. 116, 1o. Trimestre de 2003, p. 1, 4o. parágrafo.
[12] Flavius Josephus, Selections from His Works, with an Introduction and Notes by Abraham Wasserstein, New York: The Viking Press, 1974, p. 179 (from The Antiquities of the Jews. Cited on the internet as Jewish Antiquities, 18.4-6). This description of the Roman tax is attributed by Josephus to Judas of Gamala (otherwise known as Judas the Galilean), the reputed founder of the Zealots who revolted against the institution of the poll tax by the Romans in 6 A.D. in Palestine. He is to be distinguished from the better known Judas Iscariot, one of the twelve apostles and the betrayer of Jesus.
[12] Flávio Josefo, Seleções das Obras Dele, com Introdução e Notas de Abraham Wasserstein, New York: Imprensa Viking, 1974, p. 179 (de As Antiguidades dos Judeus. Citado na internet como Antiguidades Judaicas, 18.4-6). Essa descrição do imposto romano é atribuída por Josefo a Judas de Gamala (também conhecido como Judas o Galileu), reputado fundador dos zelotes que se revoltaram contra a instituição do imposto per capita pelos romanos em 6 D.C. na Palestina. Deve ser distinguido do mais conhecido Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos e traidor de Jesus.
[13] See the New Testament, Luke 20: 22-25 and Jeffrey F. Barr, "Render Unto Caesar: A Most Misunderstood New Testament Passage," Posted on www.lewrockwell.com, March 17, 2010.
[13] Ver o Novo Testamento, Lucas 20: 22-25 e Jeffrey F. Barr, "Dai a César: Passagem do Novo Testamento Extremamente Mal Compreendida," Postado em www.lewrockwell.com, 17 de março de 2010.
[14] I would like to thank Ned Netterville and Spencer and Emi MacCallum for their critical reading and suggestions on how to improve this introduction.
[14] Gostaria de agradecer a Ned Netterville e a Spencer e Emi MacCallum pela leitura crítica e sugestões deles acerca de como melhorar esta introdução.

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