Friday, December 2, 2011

FFF - Commentaries - Obama’s War Record Should Appall Progressives


ENGLISH
PORTUGUÊS
The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
Commentaries
Comentários
Obama’s War Record Should Appall Progressives
O Histórico de Guerra de Obama Deve Estar Deixando os Progressistas Perturbados
December 1, 2011
1o. de dezembro de 2011
“Why are liberals so desperately unhappy with the Obama presidency?” asks New York Magazine’s Jonathan Chait, a self-proclaimed “Obama apologist.”
“Por que estão os liberais tão profundamente infelizes com a presidência Obama?” pergunta Jonathan Chait, da New York Magazine, que se proclama “apologista de Obama.”
He answers his own question: “Liberals are dissatisfied with Obama because liberals, on the whole, are incapable of feeling satisfied with a Democratic president.”
Ele responde à própria pergunta: “Os liberais estão insatisfeitos com Obama porque os liberais, de modo geral, são incapazes de sentir-se satisfeitos com um presidente Democrata.”
See? It isn’t Obama’s fault. It’s something in the so-called liberal, or progressive, psyche. (“Liberalism” originally meant a philosophy of maximum individual freedom, free markets, and minimum government, not today’s support for intrusive, comprehensive bureaucratic management.)
Entendem? Não é culpa de Obama. É alguma coisa na assim chamada psique liberal, ou progressista. (“Liberalismo” originalmente significava uma filosofia de o máximo de liberdade individual, livres mercados, e o mínimo de governo, não o apoio de hoje em dia a administração burocrática abrangente e intrometida.)
One wades through the 5,000-word essay hoping to witness Chait at least acknowledge that Obama has let his supporters down with his “war on terror” policies. But all we get is this:
Percorremos o ensaio de 5.000 palavras na esperança de ver Chait pelo menos reconhecer que Obama decepcionou seus partidários com suas políticas de “guerra ao terror.” Tudo, porém, que obtemos é o seguinte:
Obama … has enjoyed a string of foreign-policy successes—expanding targeted strikes against Al Qaeda (including one that killed Osama bin Laden), ending the war in Iraq, and helping to orchestrate an apparently successful international campaign to rescue Libyan dissidents and then topple a brutal kleptocratic regime.
Obama … teve uma sequência de sucessos em política externa — expandiu ataques dirigidos à Al Qaeda (inclusive um que matou Osama bin Laden), acabou com a guerra no Iraque e ajudou a orquestrar uma campanha internacional aparentemente bem-sucedida para socorrer dissidentes líbios e em seguida derrubar um brutal regime cleptocrata.
Excuse me? Progressives — who properly savaged George W. Bush for his autocratic presidency, civil-liberties flouting PATRIOT Act, undeclared war on Iraq, use of detention and torture at Guantanamo and elsewhere, and warrantless surveillance — are supposed to be happy with Barack Obama, who has essentially carried on most Bush policies, even kicking them up a few notches?
Perdão? Quer dizer que os progressistas — que corretamente criticaram severamente George W. Bush por sua presidência autocrática, pela Lei PATRIOT que tripudia sobre as liberdades civis, a guerra não declarada contra o Iraque, o uso de detenção e tortura em Guantánamo e outros lugares, e escuta sem mandado — deveriam estar felizes com Barack Obama, que essencialmente deu continuidade à maior parte das políticas de Bush, inclusive elevando-as alguns chanfros?
If we listen to Chait, there is nothing at all disappointing about Obama’s expansion of drone attacks in Pakistan and Somalia, with their routine “collateral damage” to innocents; his flagrant violation of the War Powers Resolution (not to mention the Constitution and his campaign promise) with his intervention in Libya; his intensification of the war in Afghanistan; his sanctions (an act of war) against Iran; his broken pledge to close Guantanamo; his support of indefinite detention without charge; his policy of assassinating even American citizens abroad without due process; his renewal of the PATRIOT Act; his placement of Marines in Australia with the words, “The United States is a Pacific power, and we are here to stay”; his failed attempt to lift the UN ban on cluster bombs; or his invocation of state secrets to keep torture victims out of court.
Se dermos ouvidos a Chait, nada há de decepcionante na expansão, por Obama, dos ataques com aviões não tripulados em Paquistão e Somália, com seus rotineiros “danos colaterais” a inocentes; sua flagrante violação da Resolução de Poderes de Guerra (para não citar a Constituição e sua promessa de campanha) com sua intervenção na Líbia; sua intensificação da guerra no Afeganistão; suas sanções (ato de guerra) contra o Irã; sua promessa solene quebrada de fechar Guantánamo; seu apoio à detenção por tempo indefinido sem acusação; sua política de assassinar até cidadãos estadunidenses no exterior sem o processo devido; sua renovação da Lei PATRIOT; seu acantoamento de Marines na Austrália com as palavras “Os Estados Unidos são uma potência do Pacífico, e estamos aqui para ficar”; sua tentativa fracassada de levantar a proibição das Nações Unidas de bombas de fragmentação; ou sua invocação de segredos de estado para manter vítimas de tortura fora dos tribunais.
Chait thinks Obama should get credit for “ending the war in Iraq” — but hold on. The December 31, 2011, withdrawal date is set in the Status of Forces Agreement negotiated between the Iraqi government and the Bush administration. Obama tried — but failed — to persuade Prime Minister Nouri al-Maliki to let U.S. troops stay longer. As it is, they will simply be moved down the road to Kuwait, and a large contract mercenary force will likely be left behind at the humongous embassy in Baghdad.
Chait entende que Obama deveria receber crédito por “acabar com a guerra no Iraque” — mas esperem aí. A data de retirada de 31 de dezembro de 2011 está estabelecida no Acordo da Condição das Forças negociado entre o governo iraquiano e a administração Bush. Obama tentou — mas fracassou — persuadir o Primeiro-Ministro Nouri al-Maliki a deixar as tropas dos Estados Unidos ficarem mais tempo. Do modo como estão as coisas, elas simplesmente serão transferidas para o Cueite, e uma grande força mercenária contratada provavelmente será deixada para trás na colossal embaixada em Bagdá.
For Chait and his ilk, these all must count as “foreign policy successes.”
Para Chait e os de sua laia, todos esses têm de ser contados como “sucessos de política externa.”
And what about torture? Nothing upset Progressives more during the Bush years. Toward the end of the administration, the criminal policy was abandoned and was forsworn by Obama. Yet the detention center at Bagram airbase in Afghanistan has been called “worse than Guantanamo” by Daphne Eviatar, an attorney for Human Rights First. Adds John Glaser of Antiwar.com,
E quanto à tortura? Nada desagradava mais os progressistas durante os anos de Bush. Quase ao fim daquela administração, tal política criminosa foi abandonada e Obama prometeu que não a usaria. No entanto, o centro de detenção na base aérea de Bagram no Afeganistão vem sendo chamado de “pior do que Guantánamo” por Daphne Eviatar, advogada da Primeiro os Direitos Humanos. Acrescenta John Glaser de Antiwar.com,
There are now 3,000 detainees in Bagram, up from 1,700 since June (!) and five times the amount there when Barack Obama took office. Many of them have not been charged, have seen no evidence against them and do not have the right to be represented by a lawyer, aren’t given fair trials, and the U.S. claims it is not even obligated to explain why these people are caged.
Há agora 3.000 detentos em Bagram, número superior aos 1.700 em junho (!) e cinco vezes a quantidade que havia ali quando Barack Obama tomou posse. Muitos deles não foram acusados, não viram nenhuma evidência contra eles e não têm o direito de ser representados por advogado, não há julgamento justo, e os Estados Unidos alegam não serem sequer obrigados a explicar por que essas pessoas estão enjauladas.
A U.S. special operations “black site” at Bagram features “sleep deprivation, holding detainees in cold cells, forced nudity, physical abuse, detaining individuals in isolation cells for longer than 30 days, and restricting the access of the International Committee of the Red Cross,” according to Jonathan Horowitz’s investigation for the Open Society Institute.
Uma “prisão secreta” das operações especiais dos Estados Unidos em Bagram pratica “privação de sono, manutenção de detentos em celas frias, nudez forçada, abuso físico, detenção de pessoas em celas de isolamento por mais de 30 dias e restrição de acesso da Comissão Internacional da Cruz Vermelha,” de acordo com investigação de Jonathan Horowitz para o Instituto Sociedade Aberta.
Finally, in a move that bodes ill for the future, Obama refuses to criminally or civilly investigate Bush administration officials for illegal torture of prisoners. He won’t even empanel a “truth commission” to bring the facts before the American people. Future administrations will thus have little to fear when they break the law.
Finalmente, numa manobra de mau augúrio para o futuro, Obama recusa-se a investigar criminal ou civilmente autoridades da administração Bush por tortura ilegal de prisioneiros. Nem mesmo empossará uma “comissão da verdade” para levar os fatos ao conhecimento do povo estadunidense. Administrações futuras portanto pouco terão a temer quando transgredirem a lei.
Most progressives are silent about Obama’s shameful record. But it may explain the disappointment Chait can’t understand.
A maioria dos progressistas está quieta a propósito do vergonhoso histórico de Obama. O qual, porém, talvez explique a decepção que Chait não consegue entender.
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation in Fairfax, Va., author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog Free Association at www.sheldonrichman.com. Send him email.
Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade em Fairfax, Virgínia, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista e editor da revista The Freeman. Visite o blog dele, Free Association, em www.sheldonrichman.com. Mande-lhe email.

No comments:

Post a Comment