Monday, December 5, 2011

The Anti-Empire Report - USrael and Iran

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The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
December 2nd, 2011
2 de dezembro de 2011
by William Blum
por William Blum
USrael and Iran
USrael e Irã
There's no letup, is there? The preparation of the American mind, the world mind, for the next gala performance of D&D — Death and Destruction. The Bunker Buster bombs are now 30,000 pounds each one, six times as heavy as the previous delightful model.
Não há pausa, há? O preparo da mente estadunidense, da mente mundial, para o próximo espetáculo de gala de M&D — Morte e Destruição. As bombas Arrasa-Quarteirão são agora de 15.000 quilos cada uma, seis vezes tão pesadas quanto o anterior encantador modelo.
But the Masters of War still want to be loved; they need for you to believe them when they say they have no choice, that Iran is the latest threat to life as we know it, no time to waste.
Nada obstante, mesmo assim os Senhores da Guerra querem ser amados; precisam que vocês acreditem neles quando dizem não terem escolha, que o Irã é a mais recente ameaça à vida tal com a conhecemos, não há tempo a perder.
The preparation of minds was just as fervent before the invasion of Iraq in March 2003. And when it turned out that Iraq did not have any kind of arsenal of weapons of mass destruction (WMD) ... well, our power elite found other justifications for the invasion, and didn't look back. Some berated Iraq: "Why didn't they tell us that? Did they want us to bomb them?"
O preparo das mentes foi tão fervoroso quanto antes da invasão do Iraque em março de 2003. E quando ficou evidente que o Iraque não tinha nenhum tipo de arsenal de armas de destruição em massa (WMD) ... bem, nossa elite de poder encontrou outras justificativas para a invasão, e não voltou atrás. Alguns repreenderam severamente o Iraque: "Por que não nos disseram isso? Queriam que os bombardeássemos?"
In actuality, before the US invasion high Iraqi officials had stated clearly on repeated occasions that they had no such weapons. In August 2002, Iraqi Deputy Prime Minister Tariq Aziz told American newscaster Dan Rather on CBS: "We do not possess any nuclear or biological or chemical weapons."1
Na realidade, antes da invasão pelos Estados Unidos altas autoridades iraquianas haviam declarado claramente, em repetidas ocasiões, que não possuíam tais armas. Em agosto de 2002 o Primeiro-Ministro Adjunto do Iraque Tariq Aziz disse ao noticiarista estadunidense Dan Rather, na CBS: "Não possuímos quaisquer armamentos nucleares ou biológicos ou químicos."1
In December, Aziz stated to Ted Koppel on ABC: "The fact is that we don't have weapons of mass destruction. We don't have chemical, biological, or nuclear weaponry."2
Em dezembro, Aziz declarou a Ted Koppel na ABC: "O fato é que não temos armas de destruição em massa. Não temos armamentos químicos, biológicos ou nucleares."2
Hussein himself told Rather in February 2003: "These missiles have been destroyed. There are no missiles that are contrary to the prescription of the United Nations [as to range] in Iraq. They are no longer there."3
O próprio Hussein disse a Rather em fevereiro de 2003: "Esses mísseis foram destruídos. Não há mísseis que contrariem a prescrição das Nações Unidas [quanto ao alcance] no Iraque. Eles não estão mais aqui."3
Moreover, Gen. Hussein Kamel, former head of Iraq's secret weapons program, and a son-in-law of Saddam Hussein, told the UN in 1995 that Iraq had destroyed its banned missiles and chemical and biological weapons soon after the Persian Gulf War of 1991.4
Além disso, o General Hussein Kamel, ex-chefe do programa de armamentos secretos do Iraque, e genro de Saddam Hussein, disse às Nações Unidas, em 1995, que o Iraque havia destruído seu mísseis e armamentos químicos e biológicos proibidos logo depois da Guerra do Golfo Pérsico de 1991.4
There are yet other examples of Iraqi officials telling the world that the WMD were non-existent.
Há ainda outros exemplos de autoridades iraquianas dizendo ao mundo que as WMD não existiam.
And if there were still any uncertainty remaining, last year Hans Blix, former chief United Nations weapons inspector, who led a doomed hunt for WMD in Iraq, told a British inquiry into the 2003 invasion that those who were "100 percent certain there were weapons of mass destruction" in Iraq turned out to have "less than zero percent knowledge" of where the purported hidden caches might be". He testified that he had warned British Prime Minister Tony Blair in a February 2003 meeting — as well as US Secretary of State Condoleezza Rice in separate talks — that Hussein might have no weapons of mass destruction.5
E se houvesse ainda qualquer incerteza remanescente, no ano passado Hans Blix, ex-inspetor-chefe de armamentos das Nações Unidas, que liderou uma condenada caçada a WMD no Iraque, disse perante investigadores britânicos da invasão de 2003 que aqueles que estavam "100 por cento certos de que existiam armas de destruição em massa" no Iraque revelaram-se como tendo "menos de zero por cento de conhecimento" acerca de onde os pretensos esconderijos poderiam estar". Ele testemunhou ter advertido o Primeiro-Ministro britânico Tony Blair, numa reunião em fevereiro de 2003 — bem como a Secretária de Estado Condoleezza Rice em conversas em separado — que Hussein poderia não ter armas de destruição em massa.5
Those of who you don't already have serious doubts about the American mainstream media's knowledge and understanding of US foreign policy, should consider this: Despite the two revelations on Dan Rather's CBS programs, and the other revelations noted above, in January 2008 we find CBS reporter Scott Pelley interviewing FBI agent George Piro, who had interviewed Saddam Hussein before he was executed:
Aqueles que ainda não têm sérias dúvidas acerca do conhecimento e do entendimento da mídia majoritária estadunidense acerca da política externa dos Estados Unidos deveriam considerar o seguinte: A despeito de duas revelações nos programas de Don Rahter na CBS e das outras revelações citadas acima, em janeiro de 2008 encontramos o repórter da CBS Scott Pelley entrevistando o agente do FBI George Piro, que havia entrevistado Saddam Hussein antes de este ser executado:
PELLEY: And what did he tell you about how his weapons of mass destruction had been destroyed?
PELLEY: E o que lhe disse ele acerca de como suas armas de destruição em massa haviam sido destruídas?
PIRO: He told me that most of the WMD had been destroyed by the U.N. inspectors in the '90s, and those that hadn't been destroyed by the inspectors were unilaterally destroyed by Iraq.
PIRO: Ele me disse que as WMD, em sua maioria, haviam sido destruídas pelos inspetores das Nações Unidas nos anos 1990, e aquelas que não haviam sido destruídas pelos inspetores haviam sido unilateralmente destruídas pelo Iraque.
PELLEY: He had ordered them destroyed?
PELLEY: Ele ordenara que elas fossem destruídas?
PIRO: Yes.
PIRO: Sim.
PELLEY: So why keep the secret? Why put your nation at risk? Why put your own life at risk to maintain this charade?6
PELLEY: Então por que ele manteve isso em segredo? Por que colocou o país em risco? Por que colocou a própria vida em risco para manter essa farsa?6
The United States and Israel are preparing to attack Iran because of their alleged development of nuclear weapons, which Iran has denied on many occasions. Of the Iraqis who warned the United States that it was mistaken about the WMD — Saddam Hussein was executed, Tariq Aziz is awaiting execution. Which Iranian officials is USrael going to hang after their country is laid to waste?
Os Estados Unidos e Israel estão-se preparando para atacar o Irã por causa do alegado desenvolvimento, por este último, de armas nucleares, negado pelo Irã em diversas ocasiões. Dos iraquianos que avisaram os Estados Unidos de estes estarem equivocados acerca das WMD — Saddam Hussein foi executado, Tariq Aziz está aguardando execução. Que autoridades iranianas USrael enforcará depois de tranformar em entulho o país delas?
Would it have mattered if the Bush administration had fully believed Iraq when it said it had no WMD? Probably not. There is ample evidence that Bush knew this to be the case, or at a minimum should have seriously suspected it; the same applies to Tony Blair. Saddam Hussein did not sufficiently appreciate just how psychopathic his two adversaries were. Bush was determined to vanquish Iraq, for the sake of Israel, for control of oil, and for expanding the empire with new bases, though in the end most of this didn't work out as the empire expected; for some odd reason, it seems that the Iraqi people resented being bombed, invaded, occupied, demolished, and tortured.
Teria feito alguma diferença se a administração Bush tivesse acreditado totalmente no Iraque quando este disse não possuir WMD? Provavelmente não. Há ampla evidência de que Bush sabia disso, ou no mínimo suspeitava seriamente; o mesmo aplica-se a Tony Blair. Saddam Hussein não avaliou suficientemente o quanto seus dois adversários eram psicopatas. Bush estava decidido a derrotar completamente o Iraque, no interesse de Israel, por controle de petróleo, e para expandir o império com novas bases, embora no fim a maior parte do plano não tenha funcionado como o império esperava; por algum estranho motivo, o povo iraquiano ficou ressentido por ser bombardeado, invadido, ocupado, destruído e torturado.
But if Iran is in fact building nuclear weapons, we have to ask: Is there some international law that says that the US, the UK, Russia, China, Israel, France, Pakistan, and India are entitled to nuclear weapons, but Iran is not? If the United States had known that the Japanese had deliverable atomic bombs, would Hiroshima and Nagasaki have been destroyed? Israeli military historian, Martin van Creveld, has written: "The world has witnessed how the United States attacked Iraq for, as it turned out, no reason at all. Had the Iranians not tried to build nuclear weapons, they would be crazy."7
Se porém o Irã de fato estiver construindo armas nucleares, temos de perguntar: Há alguma lei internacional que diga que Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China, Israel, França, Paquistão e Índia têm direito a armas nucleares, mas o Irã não tem? Se os Estados Unidos tivessem sabido que os japoneses tinham bombas atômicas prontas, teriam Hiroshima e Nagasaki sido destruídas? O historiador militar israelense Martin van Creveld escreveu: "O mundo testemunhou como os Estados Unidos atacaram o Iraque por, como se veio a revelar, motivo nenhum. Se os iranianos não tivessem tentado construir armamentos nucleares, seriam doidos."7
It can not be repeated too often: The secret to understanding US foreign policy is that there is no secret. Principally, one must come to the realization that the United States strives to dominate the world. Once one understands that, much of the apparent confusion, contradiction, and ambiguity surrounding Washington's policies fades away. Examine a map: Iran sits directly between two of the United States' great obsessions — Iraq and Afghanistan ... directly between two of the world's greatest oil regions — the Persian Gulf and Caspian Sea areas ... it's part of the encirclement of the two leading potential threats to American world domination — Russia and China ... Tehran will never be a client state or obedient poodle to Washington. How could any good, self-respecting Washington imperialist resist such a target? Bombs Away!
Não pode ser repetido frequentemente demais: O segredo para entender a política externa dos Estados Unidos é que não há segredo. Principalmente, é preciso entender que os Estados Unidos empenham-se em dominar o mundo. Uma vez se entenda isso, muito da aparente confusão, contradição e ambiguidade que circunda as políticas de Washington se desfaz. Examinem um mapa: o Irã fica diretamente entre duas das grandes obsessões dos Estados Unidos — Iraque e Afeganistão ... diretamente entre duas das maiores regiões de petróleo do mundo — as áreas do Golfo Pérsico e do Mar Cáspio ... é parte do cerco às duas principais ameaças em potencial ao domínio do mundo pelos estadunidenses — Rússia e China ... Teerã nunca será estado cliente ou cãozinho obediente a Washington. Como poderia qualquer bom imperialista respeitável de Washington resistir a um alvo desses? Bomba Neles!
Notes
Notas
1. CBS Evening News, August 20, 2002
1. CBS Evening News, 20 de agosto de 2002
2. ABC Nightline, December 4, 2002
2. ABC Nightline, 4 de dezembro de 2002
3. 60 Minutes II, February 26, 2003
3. 60 Minutes II, 26 de fevereiro de 2003
4. Washington Post, March 1, 2003
4. Washington Post, 1o. de março de 2003
5. Associated Press, July 28, 2010
5. Associated Press, 28 de julho de 2010
6. 60 Minutes, January 27, 2008. See also: Fairness and Accuracy in Reporting [FAIR] Action Alert, February 1, 2008
6. 60 Minutes, 27 de janeiro de 2008. Ver também: Alerta de Ação quanto a Equanimidade e Precisão em Informar [FAIR], 1o. de fevereiro de 2008
7. New York Times, August 21, 2004
7. New York Times, 21 de agosto de 2004
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
www.foreignpolicyjournal.com
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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