Sunday, November 27, 2011

FFF - Commentaries - War with Iran Would Be Madness

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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
Commentaries
Comentários
War with Iran Would Be Madness
Guerra ao Irã Seria Loucura
November 23, 2011
23 de novembro de 2011
President Obama’s refusal to rule out military action against Iran — and GOP contender Mitt Romney’s recent threat of war against Iran — should appall anyone who believes, with the free-market liberal Ludwig von Mises, that “not war, but peace, is the father of all things.(*)”
A recusa do Presidente Obama de excluir a possibilidade de ação militar contra o Irã — e a recente ameaça de guerra contra o Irã do disputante do Partido Republicano Mitt Romney — deveria horrorizar qualquer pessoa que acredite, juntamente com o liberal de livre mercado Ludwig von Mises, que “não guerra, e sim paz, é o progenitor de todas as coisas.(*)”
(*) The liberal critique of the argument in favor of war is fundamentally different from that of the humanitarians. It starts from the premise that not war, but peace, is the father of all things. What alone enables mankind to advance and distinguishes man from the animals is social cooperation. It is labor alone that is productive: it creates wealth and therewith lays the outward foundations for the inward flowering of man. War only destroys; it cannot create. War, carnage, destruction, and devastation we have in common with the predatory beasts of the jungle; constructive labor is our distinctively human characteristic. The liberal abhors war, not, like the humanitarian, in spite of the fact that it has beneficial consequences, but because it has only harmful ones.
(*) A crítica liberal da argumentação em favor da guerra é fundamentalmente diferente da dos humanitários. Parte da premissa de que não guerra, mas paz, é o progenitor de todas as coisas. A única coisa que permite ao gênero humano progredir e distingue o homem dos animais é a cooperação social. Só o trabalho é produtivo: cria riqueza e desse modo lança os fundamentos externos do florescimento interno do homem. A guerra só destrói; ela não consegue criar. Guerra, carnificina, destruição e devastação é o que temos em comum com as feras predatórias da floresta; o trabalho construtivo é nossa característica distintivamente humana. O liberal abomina a guerra não como o humanitário, a despeito do fato de ela ter consequências benéficas, mas porque ela só tem consequências nocivas.
If the U.S. government or its client state Israel were to attack Iran, all hell would break loose. Thousands of Iranians would die. That country’s infrastructure would be destroyed, bringing even more death, disease, and misery. And the democratic Iranian Green Movement, which is against foreign intervention, would be destroyed. Iran’s government would retaliate by closing down the Strait of Hormuz, through which much oil passes, and launching attacks against American ground and naval forces in the region.
Se o governo dos Estados Unidos ou de seu estado cliente Israel atacassem o Irã, o inferno viria ao mundo. Milhares de iranianos morreriam. A infraestrutura daquele país seria destruída, causando ainda mais morte, doença e miséria. E o Movimento Verde Iraniano, contrário a intervenção estrangeira, seria destruído. O governo do Irã retaliaria fechando o Estreito de Ormuz, pelo qual passa grande parte do petróleo, e deflagrando ataques contra forças de terra e navais estadunidenses na região.
In short, disaster would follow a U.S. attack or an Israeli attack — which would be seen, quite rationally, as a U.S.-backed operation.
Em suma, seguir-se-ia desastre a ataque dos Estados Unidos ou de Israel — que seria visto, muito razoavelmente, como operação apoiada pelos Estados Unidos.
What would prompt the military assault? The powers that be, in maneuvers reminiscent of the buildup to the Iraq war, are trying to frighten the world into believing that Iran is building a nuclear weapon. Recent headlines in the stenographic news media would have us believe that the International Atomic Energy Agency has confirmed that the Iranians are working apace to build a bomb. We are left with the suggestion that once they succeed, a nuclear attack will promptly follow.
O que provocaria o ataque militar? As pessoas que decidem, em manobras que lembram a preparação para a guerra do Iraque, estão tentando assustar o mundo levando as pessoas a pensar que o Irã está construindo arma nuclear. Manchetes recentes na mídia noticiosa estenográfica levar-nos-iam a crer que a Agência Internacional de Energia Atômica - IAEA confirmou os iranianos estarem trabalhando aceleradamente para construir uma bomba. É-nos sugerido que, uma vez eles conseguindo isso, seguir-se-á prontamente ataque nuclear.
This makes little sense. Why would Iran launch a nuclear attack that would mean certain oblivion for itself? The U.S. government can destroy the world with its nukes, and Israel, a nuclear power since the 1960s, has a couple of hundred warheads ready to go. Unlike Iran, Israel does not submit to IAEA inspections.
Isso faz pouco sentido. Por que deflagraria o Irã um ataque nuclear que significaria certamente destruição de si próprio? O governo dos Estados Unidos pode destruir o mundo com armas nucleares, e Israel, potência nuclear desde os anos 1960, tem algumas centenas de ogivas prontas para serem lançadas. Diferentemente do Irã, Israel não se submete a inspeções do IAEA.
If Iran were developing a nuclear weapon, it would clearly be in order to deter the sort of regime change that occurred in Iraq and Libya. The difference between how the U.S. government treated those countries and how it treats North Korea, which has a nuclear weapon, is hard to miss.
Se o Irã estivesse desenvolvendo arma nuclear, seria claramente para impedir a espécie de mudança de regime que ocorreu no Iraque a na Líbia. É difícil não notar a diferença entre como o governo dos Estados Unidos tratou tais países e como trata a Coreia do Norte, que tem arma nuclear.
But here’s the bigger problem for those ginning up war fever: There is no evidence Iran is developing a nuclear weapon! Iran is being threatened because it can’t prove it’s not doing so.
Há porém um problema maior para aqueles que estimulam a febre da guerra: Não há evidência de o Irã estar desenvolvendo arma nuclear! O Irã está sendo ameaçado é pelo fato de não poder provar não a estar desenvolvendo.
Two U.S. National Intelligence Estimates, one in 2007 and one in 2011, judged that Iran shut down its nuclear weapons program in 2003. (NIEs represent the judgment of America’s dozen-and-a-half intelligence agencies.)
Duas Estimativas de Inteligência Nacional - NIE dos Estados Unidos, uma de 2007 e uma de 2011, consideraram que o Irã encerrou seu programa de armas nucleares em 2003. (As NIE representam a opinião das duas dúzias e meia de órgãos de inteligência dos Estados Unidos.)
But what about the most recent IAEA report? According to the Washington Post,
E quanto, porém, ao mais recente relatório da IAEA? De acordo com o Washington Post,
Intelligence provided to U.N. nuclear officials shows that Iran’s government has mastered the critical steps needed to build a nuclear weapon, receiving assistance from foreign scientists to overcome key technical hurdles, according to Western diplomats and nuclear experts briefed on the findings.
Inteligência aportada por autoridades nucleares das Nações Unidas mostra que o governo do Irã já domina os passos críticos necessários para a construção de arma nuclear, recebendo assistência de cientistas estrangeiros para superar obstáculos técnicos críticos, de acordo com diplomatas ocidentais e especialistas nucleares informados dos resultados.
Yet if one digs below the surface, one finds that the IAEA certified that Iran has not diverted nuclear materials from peaceful to military purposes. (Uranium appropriate for medical or power-generating purposes is unsuitable for making bombs.) While the report darkly alludes to “undeclared nuclear materials,” it provides no evidence that they exist.
No entanto, se alguém cavar abaixo da superfície, descobrirá que a IAEA declarou oficialmente que o Irã não tem desviado materiais nucleares de propósitos pacíficos para militares. (Urânio apropriado para propósitos médicos ou de geração de energia é inadequado para o fabrico de bombas.) Embora o relatório sinistramente aluda a “materiais nucleares não declarados,” não oferece evidência de eles existirem.
Many experts have ridiculed the politicized report as essentially recycling old dubious allegations. Flynt Leverett and Hillary Mann Leverett, two Middle East authorities on President George W. Bush’s National Security Council, wrote,
Muitos especialistas têm ridicularizado o relatório politizado como essencialmente reciclando antigas alegações duvidosas. Flynt Leverett e Hillary Mann Leverett, duas autoridades em Oriente Médio do Conselho de Segurança Nacional do Presidente George W. Bush, escreveram
The report … does not in any way demonstrate that Iran is “developing a nuclear weapon”. Rather, it once again affirms, as the IAEA has for decades, Iran’s “non-diversion” of nuclear material. In other words, even if the Islamic Republic wanted to build nuclear weapons (and Tehran continues to deny, at the highest levels of authority, that it wishes to do so) it does not have the weapons-grade material essential to the task.… [The] report [focused] on unsubstantiated intelligence reports, provided almost entirely by the United States, Israel, and other Western governments.… In fact, no one has ever produced a shred of evidence that Iran has ever actually tried to build a nuclear weapon or taken a decision to do so.”
O relatório … de modo algum mostra claramente que o Irã está “desenvolvendo arma nuclear”. Pelo contrário, ele mais uma vez afirma, como a IAEA vem fazendo há décadas, o “não-desvio” de material nuclear pelo Irã. Em outras palavras, mesmo que a República Islâmica desejasse construir armas nucleares (e Teerã continua a negar, nos mais altos níveis de autoridade, desejar fazê-lo) ela não tem o material de grau de armamento essencial para tanto.… [O] relatório [concentra-se] em relatórios de inteligência sem fundamento, fornecidos quase inteiramente por Estados Unidos, Israel e outros governos ocidentais.… Em realidade, ninguém até agora apresentou qualquer partícula de evidência de o Irã ter em qualquer época tentado construir arma nuclear ou tomado a decisão de fazê-lo.”
The Obama administration says it prefers sanctions and diplomacy, but as long as Iran is required to prove a negative, the chance of war is real. The American military opposes it — Iran would make Iraq look like a schoolyard — yet Obama, Romney, and other prominent political figures rattle their sabers. This is sheer madness.
A administração Obama diz preferir sanções e diplomacia mas, enquanto for exigido do Irã que prove uma negativa, a probabilidade de guerra será real. A instituição militar estadunidense opõe-se à guerra — o Irã faria o Iraque parecer um pátio de escola — mas Obama, Romney e outras preeminentes figuras políticas retinem seus sabres. Isso é pura insanidade.
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation in Fairfax, Va., author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog Free Association at www.sheldonrichman.com. Send him email.
Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade em Fairfax, Virginia, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista e editor da revista The Freeman. Visite o blog dele, Free Association, em www.sheldonrichman.com. Mande-lhe email.




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