Tuesday, November 1, 2011

Charles Johnson: In which market anarchists are sent out to catch the wild 22

http://c4ss.org/content/8270 http://c4ss.org/content/8270
building awareness of the market anarchist alternative
No despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Charles Johnson: In which market anarchists are sent out to catch the wild 22
Charles Johnson: No qual os anarquistas de mercado são enviados para apanhar os 22 desvairados
Posted by Kevin Carson on Sep 8, 2011 in Feature Articles Afixado por Kevin Carson em 8 de setembro de 2011 em Artigos em Destaque
[Cross-posted from Rad Geek People's Daily] [Afixação cruzada a partir do Diário do Povo do Esquisitão Excelente]
Here’s Juan Cole, Informed Comment 2011-08-12: Paul, Santorum and the Sixth War (on Iran):1 Eis o que diz Juan Cole, Comentário Bem Informado 12/08/2011: Paul, Santorum e a Sexta Guerra (contra o Irã):1
A significant stream within [Right-wing] libertarianism theorizes war as the ultimate in this racket, whereby some companies use government to throw enormous sums to themselves by waging wars abroad and invoking patriotic themes. This analysis is remarkably similar to that of Left anarchists such as Noam Chomsky. Significativo setor do libertarismo [de direita] teoriza a guerra como o que há de mais extremo nesse esquema desonesto, por meio do qual algumas empresas usam o governo para obter enormes somas para si próprias mediante a condução de guerras no exterior e a invocação de temas patrióticos. Essa análise é notavelmente semelhante àquela dos anarquistas de esquerda tais como Noam Chomsky.
The difference is that for anarcho-syndicalists like Chomsky, the good guys of history are the workers and ordinary folk, whereas for Libertarians, it is entrepreneurs. Both theories depend on a naive reading of social interest. Right anarchists seem not to be able to perceive that without government, corporations would reduce us all to living in company towns on bad wages and would constantly be purveying to us bad banking, tainted food, dangerous drugs, etc. I mean, they behave that way when they can get away with it even when there is supposed government oversight, usually by capturing the government oversight agency that should be regulating them and then defanging it (e.g. BP and the Minerals Management Service). On the environment, private companies would never ever curb emissions without government intervention because of the problem of the commons. (Tellingly, Ron Paul calls global climate change a “hoax.”) A diferença é que, para anarcossindicalistas como Chomsky os bons moços da história são os trabalhadores e as pessoas comuns, enquanto que, para os libertários, são os empresários. Ambas as teorias dependem de uma leitura ingênua do interesse social. Os anarquistas da direita aparentemente não conseguem perceber que, sem governo, as corporações nos reduziriam a todos a uma vida de pequenas cidades da empresa recebendo baixos salários e nos proveriam constantemente com maus bancos, comida estragada, remédios perigosos etc. Quero dizer, elas se comportam dessa maneira quando ficam impunes mesmo quando há teoricamente supervisão pelo governo, usualmente mediante capturar o órgão governamental de supervisão que deveria regulamentá-las e em seguida desarmá-lo (por exemplo a BP e o Serviço de Administração de Minerais). No tocante ao ambiente, as empresas nunca reduziriam as emissões sem intervenção do governo por causa do problema dos recursos comuns. (Sintomaticamente, Ron Paul chama a mudança climática global de “boato.”)
And, what makes the Libertarians think that if there were no governments or only weak governments, the corporations would not just wage the wars themselves? The East India Companies of Britain and the Netherlands behaved that way. India was not conquered by the British government, but by the East India Company. Likewise what is now Indonesia was a project of the Dutch East India Company. Libertarians have difficulty imagining warmongering corporations who pursue war all on their own without any government involvement. E o que faz os libertários pensar que se não houvesse governos, ou houvesse apenas governos fracos, as corporações simplesmente não fariam a guerra elas próprias? As Companhias da Índia Oriental da Grã-Bretanha e da Holanda comportaram-se desse modo. A Índia não foi conquistada pelo governo britânico, e sim pela Companhia da Índia Oriental. Analogamente, o que é hoje a Indonésia foi um projeto da Companhia da Índia Oriental holandesa. Os libertários têm dificuldade de imaginar corporações atiçadoras da guerra que perseguem a guerra totalmente por conta própria sem qualquer envolvimento do governo.
And below, in comments on the post: E abaixo, em comentários acerca do texto afixado:
The theory that big corporations exist only because of government, and that monopoly capitalism is a result of government, is wrong. In fact, it is so obviously wrong and ahistorical (the biggest corporations and the strongest monopolies have occurred in the most laissez-faire societies) that it bewilders me how intelligent people ever came to believe it. A teoria de que as grandes corporações só existem por causa do governo, e de que o capitalismo monopolista é resultado do governo, é errônea. Na verdade, é tão obviamente errônea e a-histórica (as maiores corporações e os maiores monopólios ocorreram nas sociedades mais laissez-faire) que deixa-me perplexo como pessoas inteligentes sequer vieram a acreditar nela.
Well, you know, when left-libertarians get into arguments with progressives about this sort of thing, and we point out that, historically speaking, American-style capitalism did not really arise in anything resembling a free market — that there never has been anything resembling a free market — and when we point to the actual history of regulatory capture, legal monopoly, state subsidy, government dependence, etc. that historically lies behind commercial empires like the East India Companies (government-chartered and government-protected monopolies), British Petroleum (until recently a wholly owned subsidiary of the United Kingdom), Standard Oil and its descendents, Ma Bell and its descendents, General Electric, J.P Morgan-Chase, Bank of America, General Motors, etc. etc. etc. — and which created and sustained the family fortunes of the Rockefellers, Carnegies, Vanderbilts, Morgans, Goulds, ibn-Sauds, et al. — the response to this discussion of the historical sources of actually-existing capitalism is always met by a purely hypothetical alternative history, in which, it is alleged, such titanic concentrations of wealth, even though they actually arose in a system of privilege that had nothing to do with free markets, would still have arisen and maintained themselves just as well under purely hypothetical conditions of laissez-faire, even without all the concentrating, insulating, and subsidizing efforts that the manorial and corporate states have so energetically made on their behalf. If this claim is argued for at all, it is not argued for historically, since, of course, there are no historical examples of it ever having happened. It is instead argued for apriori, based on well, why wouldn’t they sorts of appeals to the nastiness of businessmen2, and the occasional reference to ahistorical hypotheticals or game-theoretic models, like Garret Hardin’s Tragedy of the Commons3 Then left-libertarians are accused of being naive. Bem, vocês sabem, quando os libertários de esquerda entram em discussão com os progressistas acerca desse tipo de coisa, e nós destacamos que, historicamente falando, o capitalismo de estilo estadunidense não surgiu realmente em nada parecido com um livre mercado — que nunca existiu nada parecido com um livre mercado — e quando apontamos para a história real da captura via regulamentação, do monopólio legal, do subsídio estatal, da dependência do governo etc. que historicamente jaz por trás de impérios comerciais como as Companhias da Índia Oriental (monopólios com carta patente do governo e protegidos pelo governo), da British Petroleum (até recentemente subsidiária de propriedade exclusiva do Reino Unido), da Standard Oil e suas descendentes, da Ma Bell e suas descendentes, da General Electric, J.P Morgan-Chase, Bank of America, General Motors, etc. etc. etc. — e que criou e sustentou as fortunas familiares dos Rockefellers, Carnegies, Vanderbilts, Morgans, Goulds, ibn-Sauds, et al. — a resposta a essa discussão das fontes históricas do capitalismo realmente existente fica sempre baseada numa alternativa histórica puramente hipotética na qual é alegado que concentrações titânicas de riqueza, embora tenham em realidade surgido num sistema de privilégios que nada tinha a ver com livres mercados, teriam igualmente surgido e se mantido igualmente bem em condições puramente hipotéticas de laissez-faire, mesmo sem os esforços concentradores, insuladores e subsidiadores que os estados senhoriais e corporativos tão vigorosamente desenvolveram em seu favor. Se essa asseveração é de algum modo feita, não o é historicamente, visto, obviamente, não haver exemplos históricos de isso ter alguma vez acontecido. Trata-se, isso sim, de algo argumentado com base num a priori, baseado, bem, em por que eles não fariam isso? - certo tipo de apelo à sordidez dos homens de negócios2, com referência ocasional a hipóteses a-históricas ou a modelos da teoria dos jogos, como a Tragédia dos Recursos Comuns3 de Garret Hardin. Em seguida os libertários da esquerda são acusados de ser ingênuos.
But if we respond to this hypothetical speculation by adding on, alongside the history we have already discussed, some more general, apriori economic reasons to believe that stable monopolies and cartels cannot maintain themselves without government privilege, that freed markets would tend to dissipate concentrated fortunes, and that they would systematically contain and undermine, rather than entrenching, monopolies and cartels, then we are accused of utopian theorizing, and told that our view of markets is ahistorical. Se porém respondermos a essa especulação hipotética acrescentando, paralelamente à história que já discutimos, alguns motivos mais gerais, a priori, para acreditar que monopólios e cartéis estáveis não podem sustentar-se sem privilégios do governo, que os livres mercados tenderiam a dissipar fortunas concentradas, e que sistematicamente conteria e solaparia, em vez de arraigar, monopólios e cartéis, então somos acusados de teorizar utopicamente, e é-nos dito que nossa ideia de mercados é a-histórica.
Apparently we can’t win. Maybe that’s the point; but I think a rhetorical victory that actually engaged with the historical arguments being offered, or with the apriori arguments being offered, rather than simply waving them off as either nonexistent or obviously beneath the notice of intelligent people, might be a more satisfying achievement. Aparentemente nunca podemos levar a melhor. Talvez esse seja o ponto; mas acredito que uma vitória retórica que realmente desse tratamento aos argumentos históricos oferecidos, ou aos argumentos a priori oferecidos, em vez de simplesmente descartá-los como ou inexistentes ou obviamente negligíveis para pessoas inteligentes poderia constituir realização mais satisfatória.
1. Cole’s post is, structurally speaking, a post about how Juan Cole agrees with Ron Paul, and disagrees with Rick Santorum’s belligerent idiocy, on Iran. But Juan Cole cannot simply write a post about how he agrees with Ron Paul, just like that. So instead he spends about a third of the post talking about how he thinks that Right-wing libertarianism is a lot of rubbish with a dangerously naive view of corporate power. Which is not in an of itself a problem — right-wing libertarianism is a lot of rubbish with a dangerously naive view of corporate power. And I certainly have nothing against criticizing Chairman Ron’s version of it. But if your criticism of Ron Paul is based on the assertion that he is a Right anarchist — and that what makes him an anarchist is that he [wants] the least government possible then you are about to say something that has probably nothing really to do with, and certainly is not an accurate representation of either Ron Paul or Anarchism. And if you think that Ron Paul is an example of a Right anarchist, and Noam Chomsky is the best example you can think up for a Left anarchist, then I must gently suggest that you are talking outside of your area of expertise. 1. A postagem de Cole é, estruturalmente falando, uma postagem acerca de como Juan Cole concorda com Ron Paul, e discorda da idiotice beligerante de Rick Santorum acerca do Irã. Todavia, Juan Cole não pode simplesmente escrever uma postagem acerca de como concorda com Ron Paul, e pronto. Então, em vez disso, ele gasta cerca de um terço da postagem falando de como ele acha que o libertarismo de direita é um monte de lixo com uma visão perigosamente ingênua do poder corporativo. O que, em si próprio, não é um problema — o libertarismo de direita é um monte de lixo com uma visão perigosamente ingênua do poder corporativo. E eu certamente nada tenho contra criticar a versão do Chairman Ron de tal libertarismo de direita. Se, porém, a crítica que você fizer a Ron Paul estiver baseada na asserção de que ele é um anarquista de direita — e de que o que o torna um anarquista é ele [desejar] o mínimo possível de governo, então você estará prestes a dizer algo que provavelmente nada tem a ver com, e certamente não é uma representação precisa nem de Ron Paul nem do anarquismo. E se você achar que Ron Paul é um exemplo de anarquista de direita, e Noam Chomsky é o melhor exemplo do que você pensa acerca de um anarquista de esquerda, então terei de gentilmente sugerir que você estará falando fora de sua área de especialização.
2. As if a freed market meant nothing more than that businessmen will act however they please — as if there were no other social forces that could possibly be activated within a freed market. 2. Como se um mercado libertado significasse nada mais do que os empresários agirem como lhes aprouvesse — como se não existissem outras forças sociais que pudessem vir a ser ativadas dentro de um mercado emancipado.
3. There is actually quite a lot of good economic literature demonstrating how and why real-world common-pool resources don’t simply get obliterated, as Hardin predicts they must be, in the absence of individualized ownership or top-down legal regulation. See for example the work of the Ostroms. 3. Há em realidade muita literatura econômica boa mostrando claramente como e por que recursos comuns no mundo real não são simplesmente varridos do mapa, ao contrário do que Hardin prediz tenha de acontecer, na ausência de propriedade individualizada ou regulamentação legal de cima para baixo. Ver por exemplo a obra dos Ostroms.
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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