Thursday, December 1, 2011

C4SS - Two Cheers for The Story of Stuff


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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building awareness of the market anarchist alternative
Na edificação da consciência da alternativa anarquista de mercado
Two Cheers for The Story of Stuff
Dois Vivas para A História das Coisas
Kevin Carson celebrates the half of the story Annie Leonard gets right.
Kevin Carson elogia a metade da história em que Annie Leonard acerta.
Posted by Kevin Carson on Nov 27, 2011 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 27 de novembro de 2011 em Commentary
If you haven’t watched Annie Leonard’s “The Story of Stuff,” I suggest you do. These videos include detailed examinations of the waste economy, subsidized inefficiency and planned obsolescence.
Se vocês ainda não assistiram aos “A História das Coisas,” de Annie Leonard, sugiro que o façam. Esses vídeos incluem exames detalhados da economia de desperdício, de ineficiência subsidiada e de obsolescência planejada.
A recent installment, “The Story of Broke,” itemizes wasteful government spending on things like the military and enormous subsidies to prop up the well-named “dinosaur economy.” But this is only a preface for Leonard’s argument that the government really isn’t broke: If it stopped wasting money on bad stuff, it would have more than enough for “building a better future.”
Recente capítulo, “A História do Falido,” discrimina desperdício em gastos do governo em coisas tais como a instituição militar e enormes subsídios para escorar a apropriadamente denominada “economia dinossauro.” Isso, porém, é apenas um prefácio para a argumentação de Leonard de que o governo não está em realidade falido: Se parasse de desperdiçar dinheiro nessas coisas, teria dinheiro suficiente para “construir um futuro melhor.”
Her laundry list of good things the government should spend money on includes energy efficiency projects, retrofitting homes, subsidies to alternative energy and green technology, and millions of college scholarships. But her vision of a “better future” reflects the internal contradictions of progressivism.
Sua longa lista de coisas boas nas quais o governo deveria gastar dinheiro inclui projetos de eficiência de energia, modernização de lares, subsídios para energia alternativa e tecnologia verde e milhões de bolsas universitárias. A visão dela de um “futuro melhor,” contudo, reflete as contradições internas do progressismo.
On one hand, we have the mid-20th century, conventional liberal vision of government intervention to build giant blockbuster infrastructure projects, spur creation of new industries, and “create jobs.”
De um lado temos a visão liberal convencional de meado século 20 de intervenção do governo para construir projetos gigantescos arrasa-quarteirão de infraestrutura, incentivar a criação de novas indústrias e “criar empregos.”
On the other, we have the green, “small is beautiful” sensibility which emerged in the hippie era, of eliminating waste and mass consumerism.
De outro temos o modo de sentir verde, “o pequeno é bonito,” surgido na era hippie, de eliminar desperdício e consumismo de massa.
The two just don’t go together.
Os dois simplesmente não são compatíveis.
When Rachel Maddow stands in front of a giant hydroelectric dam, or talks about the Interstate Highway System, as examples of doing “great things,” she channels the mid-20th century managerialist liberalism that made Galbraith’s heart go pitty-pat. That vision really isn’t compatible with the “green” and “small is beautiful” stuff that progressives also talk about.
Quando Rachel Maddow posta-se diante de uma gigantesca represa hidroelétrica, ou fala do Sistema Interestadual de Rodovias, como exemplos de fazer “grandes coisas,” ela dá voz ao liberalismo gerencista de meado século 20 que fazia o coração de Galbraith bater compassado. Essa visão realmente não é compatível com a tal coisa “verde” e “o pequeno é bonito” acerca da qual os progressistas também falam.
You simply can’t have a capital-intensive economy based on large-scale, centralized infrastructures, unless you can guarantee a revenue stream to service all those overhead costs.  Which brings us to the Galbraith’s dark side: Creating social mechanisms to guarantee the output of industry will be absorbed so that the wheels of industry don’t get clogged up with unsold inventory. It was precisely that imperative that gave us subsidized waste, sprawl, the car culture, and all the rest of it in the first place.
Simplesmente não se pode ter uma economia capital-intensiva baseada em infraestruturas centralizadas de larga escala sem garantir um fluxo de renda para acorrer a todos os custos de overhead [despesas gerais]. O que nos leva ao lado sombrio de Galbraith: Criar mecanismos sociais para garantir que a produção da indústria venha a ser absorvida de tal maneira que as engrenagens da indústria não se entupam por causa de estoque não vendido. Foi precisamente esse imperativo, antes de tudo, que nos deu o desperdício subsidiado, crescimento desordenado, a cultura do automóvel e todo o resto. 
The “progressive” capitalism model of Gates and Warren Buffett is a greenwashed version of Leonard’s dinosaur economy. There’s an inherent contradiction in her dismissal of that archaic economy, while calling for government policies to provide “good jobs.”
O modelo de capitalismo “progressista” de Gates e Warren Buffett é uma versão com falsa fachada verde da economia dinossauro de Leonard. Há inerente contradição na desqualificação, por ela, daquela economia arcaica enquanto preconiza políticas de governo para oferecimento de “bons empregos.”
Expansionist government activity to utilize industrial capacity and keep everyone working full-time is the old 20th century model. But it requires an ever-diminishing amount of capital and labor to produce a given standard of living. If we eliminate the portion of industrial capacity and labor that goes to waste production, we wind up with lots of abandoned mass-production factories, and lots of people working fifteen hour weeks and buying stuff from relocalized garage factories close to where they live. And that’s not the sort of thing Gates and Buffett like, because they can’t make money off it.
Atividade expansionista do governo para utilizar capacidade industrial e manter todo mundo trabalhando em tempo integral é o velho modelo do século 20. Este, porém, requer quantidade sempre cadente de capital e trabalho para gerar determinado padrão de vida. Se eliminarmos a porção de capacidade industrial e trabalho que vai para a produção de coisas inúteis, terminaremos com um monte de fábricas de produção em massa abandonadas, e multidões de pessoas trabalhando quinze semanas e comprando coisas oriundas de fábricas de garagens relocalizadas para perto de onde elas moram. E esse não é o tipo de coisa de que Gates e Buffett gostam, porque eles não podem ganhar dinheiro a partir dela.
Another problem is Leonard’s prescription: “Who has the real power? We do.”
Outro problema é a receita de Leonard: “Quem tem o poder real? Nós.”
Really? Barack Obama is the most progressive Democrat in at least two generations. He garnered the largest Democratic majority since LBJ defeated Goldwater, entering office with an apparent mandate from the financial collapse. Congressional Democrats picked up a super-majority. If “we” didn’t have the power to do these things with this once-in-a-lifetime alignment of the political stars, it’s safe to say it will never happen.
Realmente? Barack Obama é o Democrata mais progressista em pelo menos duas gerações. Obteve a maior maioria Democrática desde quando LBJ derrotou Goldwater, tomando posse com evidente voto de confiança oriundo do colapso financeiro. Os Democratas obtiveram uma supermaioria no Congresso. Se “nós” não tivemos o poder de fazer essas coisas com esse alinhamento das estrelas políticas que só acontece uma vez na vida, é seguro dizer que tal nunca acontecerá.
A government powerful enough to “build a better future” will almost certainly — on the principle that power is drawn to power — use that power benefit the few, the rich and the powerful. A continent-sized representative government, by its nature, is not amenable to control by a majority of millions of people. That’s why we had all those “dinosaur economy” subsidies in the first place.
Um governo poderoso o suficiente para “construir um futuro melhor” quase certamente — dentro do princípio de que poder atrai poder — usará esse poder para beneficiar os poucos, os ricos e os poderosos. Um governo representativo de dimensões continentais, por sua natureza, não é passível de ser controlado por uma maioria de milhões de pessoas. Eis porque, antes de tudo, viemos a ter todos esses subsídios da “economia dinossauro.”
If we want to build a better future, contesting the corporate oligarchy’s control of the government is probably not the best way to go about it. Fortunately, there are millions of people out there who really are building a better future, and they’re doing it by treating big business and big government both as obstacles to be routed around.
Se desejarmos construir um futuro melhor, o melhor modo de fazê-lo provavelmente não será contestar a oligarquia corporativa. Felizmente há milhões de pessoas que realmente estão construindo um futuro melhor, e estão fazendo isso mediante tratar tanto as grandes empresas quanto o governo hipertrofiado como obstáculos em relação aos quais passar ao largo.
They’re building a new society within the decaying old society of dinosaur capitalism and its pet government, ready to replace it with something better when it collapses under its own weight.
Essas pessoas estão construindo uma nova sociedade dentro da decadente antiga sociedade de capitalismo dinossauro e seu querido governo, prontas para substituí-los por algo melhor quando a antiga estrutura desabar sob seu próprio peso.
They include Wikileaks, the file-sharing and free-culture movements, and Occupy Wall Street. 
Entre tais pessoas contam-se Wikileaks, os movimentos de partilha de arquivos e de cultura livre, e o Ocupem Wall Street. 
They include Linux developers, micromanufacturers in projects like Open Source Ecology and Hackerspaces, permaculturists, and community-supported agriculture.
Entre elas contam-se os desenvolvedores do Linux, microfabricantes em projetos tais como Ecologia de Fonte Aberta e Hackerespaços, permaculturistas, e agricultura apoiada pela comunidade.
They include the builders of encrypted currencies, barter systems, encrypted routers, and darknets.
Entre elas estão os construtores de moedas criptografadas, sistemas de escambo, roteadores criptografados e redes secretas [darknets].
And they’re not waiting for a government to give them permission.
E elas não ficam esperando por um governo que lhes dê permissão.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Kevin Carson, Two cheers for the Story of Stuff, Dhaka, Bangladesh New Age, 11/29/11
Kevin Carson, Two cheers for the Story of Stuff, Dhaka, Bangladesh New Age, 29/11/2011
Kevin Carson, Two Cheers for “The Story of Stuff”, Counterpunch, 11/28/11
Kevin Carson, Two Cheers for “The Story of Stuff”, Counterpunch, 28/11/2011
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


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