Friday, November 25, 2011

C4SS - Amateur Video: The People’s Police Commission

ENGLISH
PORTUGUÊS
Building awareness of the market anarchist alternative
Na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Amateur Video: The People’s Police Commission
Vídeo Amador: A Comissão da Polícia do Povo
To the Lt. Pikes of the world: We’re watching you.
Aos Tenentes Pikes do mundo: Estamos de olho em vocês.
Posted by Kevin Carson on Nov 23, 2011 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 23 de novembro de 2011 em Commentary
For years, the standard drill after a police beating or shooting, when it was a citizen’s word against a cop’s and the cop’s testimony was backed up by his Brothers in Blue, was “administrative leave” with pay for the cop — until a review board found “no evidence of official wrongdoing” and that “all official procedures and policies were followed.” The exceptions — such as the Rodney King beating and the Abner Louima case — were rare cases in which the offending thugs were stupid or careless enough to get caught.
Durante anos o procedimento padrão depois de espancamento ou disparos pela polícia, quando era a palavra de um cidadão contra a de um policial e o depoimento do policial era apoiado por seus Irmãos de Azul, era “licença administrativa” remunerada para o policial — até que uma junta de revisão não encontrasse “evidência de ilícito oficial” e de “todos os procedimentos e políticas oficiais terem sido observados.” As exceções — tais como o espancamento de Rodney King e o caso Abner Louima — foram raros casos nos quais os carrascos praticantes do ato foram estúpidos ou descuidados o bastante para ser apanhados.
The same is true of police violence at demonstrations. Compare the Occupy movement’s effective use of police violence video in Oakland, Portland, NYC and UC Davis with the state of affairs a decade ago in the period between Seattle and the anti-FTAA demos in Miami. Cell phone video and online video hosting back then were still in an undeveloped state. About the only place you saw documented info about police riots at anti-globalization events was Indymedia. Mainstream news almost totally adhered to the official narrative of masked Black Bloc vandals smashing windows at Macy’s.
O mesmo é verdade da violência da polícia nas manifestações. Comparem o uso eficaz, pelo movimento Ocupem, de vídeo de violência policial em Oakland, Portland, New York City - NYC e Universidade da Califórnia em Davis - UC Davis com o estado de coisas há uma década, no período entre Seattle e as manifestações contra a Área de Livre Comércio das Américas - FTAA em Miami. O vídeo de telefone celular e a hospedagem de vídeo online estavam, naquele tempo, ainda em estado não desenvolvido. Praticamente o único lugar em que se via informação documentada a respeito de confrontos entre polícia e civis e eventos antiglobalização era a Indymedia. O noticiário da mídia majoritária aderiu quase totalmente à narrativa oficial do Bloco Negro de vândalos mascarados vestidos de preto despedaçando vitrinas do Macy's.
These days, when amateur video goes viral, there’s no way the mainstream media can ignore it.
Nos dias de hoje, quando vídeo amador se torna virótico, não há como a mídia majoritária ignorá-lo.
Regardless of the actual law, police in just about any jurisdiction in the U.S. will falsely claim that recording them is illegal, and probably smash your phone (and your face) in the bargain.
Independentemente da lei real, a polícia, em praticamente todas as jurisdições nos Estados Unidos, afirmará falsamente que gravá-los é ilegal, e provavelmente em seguida arrebentará seu telefone (e seu rosto).
But with rapidly cheapening real-time Web uplink capabilities, we’re approaching the point where the only thing smashing a phone will get the cop is a viral YouTube video — not only of the original misbehavior, but of the entire interaction, from the initial threats to the scuffle to take the phone away.
Ocorre que, com recursos de uplink em tempo real para a Web barateando-se rapidamente, estamos chegando ao ponto no qual a única coisa que um policial conseguirá arrebentando um telefone será um vídeo virótico no YouTube — não apenas do mau comportamento original, mas da interação inteira, desde as ameaças iniciais até o confronto físico para tomar o telefone.
Frankly, I don’t even care what penalty the sham investigation winds up imposing on Lt. John Pike of the UC Davis campus police. I think I’d actually prefer he retire on disability in a few more years after a nervous breakdown, and spend the rest of his life afraid to leave his house. He’s hardly yet begun to grasp just what hell the rest of his life is going to be.
Francamente, nem me importo com a penalidade que a investigação fajuta acabará impondo ao Tenente John Pike da polícia do campus da UC Davis. Acho que na verdade eu preferiria que ele se aposentasse por incapacidade em alguns anos depois de um colapso nervoso, e passasse o resto da vida com medo de sair de casa. Ele dificilmente terá começado a desconfiar do inferno que a vida dele será.
He wears the mark of Cain. His phone number, email address and street address are already widely publicized. Even if he isn’t discharged from the force, every time he encounters a student in the course of his duties he’ll wonder if that’s a sneer of contempt or just his imagination. Every time he deals with a server or cashier, or meets anyone new, he’ll see that brief look of recognition followed by a frozen mask of politely suppressed revulsion. As the saying goes, “You can run but you can’t hide.”
Ele carrega a marca de Caim. O número do telefone dele, endereço de email e endereço residencial já foram amplamente divulgados. Mesmo que não seja exonerado da força, toda vez que ele encontrar um estudante no desempenho de seus deveres perguntar-se-á se aquilo é um olhar de desprezo ou se é só sua imaginação. Toda vez que ele lidar com uma servideira ou uma operadora de caixa, ou encontrar qualquer pessoa nova, verá aquele breve olhar de ter sido reconhecido seguido de uma máscara fria de repulsa educadamente contida. Como diz o dito, “Você pode correr, mas não pode se esconder.”
This probably marks the first time the new rules of the game have been really impressed on the minds of cops everywhere. You can rest assured the lesson isn’t lost on Pike’s colleagues, or on their contacts in the national law enforcement professional grapevine. The viral images of his face and body language, as he sprays human beings like insects, are well known to them.  Even if he stays on the force, watching his ongoing transformation into a defeated wreck of a man will be the best object lesson his buddies in uniform could ever receive. Being publicly recorded behaving like a pig will guarantee, beyond the shadow of a doubt, spending the rest of one’s life in the same solitary hell as Lt. Pike.
Isso provavelmente marca a primeira vez em que as novas regras do jogo realmente foram impressas nas mentes dos policiais em toda parte. Podem estar certos de que a lição de Pike não passou despercebida entre os colegas dele, nem nos contatos deles no boca a boca profissional nacional da área de cumprimento da lei. As imagens viróticas da linguagem do rosto e do corpo dele, como ele lança spray em seres humanos como se fossem insetos, são bem conhecidas deles. Mesmo se ele continuar na força, acompanhar a transformação dele, já em andamento, num caco de homem derrotado será a melhor lição tirada da vida real que seus colegas de uniforme jamais poderiam receber. Ser publicamente gravado comportando-se como um porco garantirá, sem sombra de dúvida, alguém passar o resto da vida no mesmo inferno solitário que o Tenente Pike.
This is just another example of how self-organized networks are increasingly empowered to take on powerful institutions, in ways that once required the countervailing power of other institutions. The problem, back then, was that so-called “oversight” bodies more often than not clustered in complexes of allied institutions with those they were supposed to oversee.  Hence the largely pro forma “investigations” by police commissions, civilian review boards, and the like.
Este é apenas outro exemplo de como redes auto-organizadas têm crescente poder de enfrentar instituições poderosas, de maneiras que, no passado, requeriam o contrapeso do poder de outras instituições. O problema, no passado, era que os assim chamados órgãos de “supervisão” mais amiúde do que não aglomeravam-se em complexos de instituições aliadas daqueles a quem supostamente supervisariam. Daí as em grande parte pró-forma “investigações” por comissões de polícia, juntas civis de revisão e coisas da espécie.
But now we have a people’s police commission of our own. It’s called amateur video. And it will do to criminal scum like Lt. Pike what a whole world of police commissions, pretending to act on our behalf, couldn’t.
Agora porém temos uma comissão de polícia nossa. O nome dela é vídeo amador. E fará com a escória criminosa como o Tenente Pike o que um mundo inteiro de comissões de polícia, fingindo atuar em nosso favor, não conseguia fazer.
C4SS Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: An Individualist Anarchist Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor contemporâneo mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Perspectiva Anarquista Individualista, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs baseados na internet, inclusive Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation e seu próprio Blog Mutualista.

No comments:

Post a Comment