Sunday, October 9, 2011

C4SS - Some Mirror-Imaging from Jeffrey Sachs

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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building awareness of the market anarchist alternative
no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Some Mirror-Imaging from Jeffrey Sachs
Um Pouco de Imagem Invertida de Jeffrey Sachs
Kevin A. Carson
Kevin A. Carson
Posted by Kevin Carson on Jul 28, 2011 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 28 de julho de 2011 em Commentary
In a Huffington Post piece, economist and one-time neoliberal policy wonk Jeffrey Sachs (“Budgetary Deceit and America’s Decline,” July 23)  complains of Obama’s cave-ins — as well as those of other establishment Democrats — to the Republicans.
Num artigo no Huffington Post o economista e no passado caxias da política neoliberal Jeffrey Sachs (“O Engodo Orçamentário e o Declínio dos Estados Unidos,” 23 de julho) reclama das vezes em que Obama deixou-se dobrar — e também reclama pelo mesmo motivo de outros Democratas do establishement — pelos Republicanos.
“Super-rich Americans have walked away with the prize in America. Our country is run by millionaires and billionaires, and for millionaires and billionaires, the rest of the country be damned.”  The country’s owned by “the rich and multinational corporations.”
“Nos Estados Unidos, estadunidenses super-ricos levaram a melhor sem esforço. Nosso país é gerido por milionários e bilionários e, para milionários e bilionários, o resto do país que se dane.”  O país é de propriedade de “os ricos e as corporações multinacionais.”
He accuses the Democrats (“the Wall-Street-owned Democratic Party”)  of collusion in bringing about this state of affairs.  They’ve been the party of the banks ever since “the modern Democratic Party was re-created by Bill Clinton and Robert Rubin.”
Ele acusa os Democratas (“o Partido Democrático de propriedade de Wall Street”) de conluio para criar esse estado de coisas. Ele vem sendo o partido dos bancos desde que “o moderno Partido Democrático foi recriado por Bill Clinton e Robert Rubin.”
Sachs also mentions, helpfully, that “I travel around the world as part of my job…”  Indeed.  Today he jet-sets around with “progressive” folks like Bono (who, by the way, has demonstrated his “progressive” credentials by pointing to Chinese censorship of the Internet as a model to be used by the Copyright Nazis at the RIAA/MPAA for suppressing the file-sharing movement).
Sachs também menciona, utilmente, que “viajo pelo mundo como parte de meu trabalho…” De fato. Hoje em dia ele se engaja em viagens de ricaços pelo mundo com pessoas “progressistas” como Bono (que, aliás, já deixou claras suas credenciais “progressistas” ao destacar a censura chinesa à Internet como modelo a ser usado pelos nazistas do copyright da Associação da Indústria de Gravação dos Estados Unidos/Associação Cinematográfica dos Estados Unidos para suprimir o movimento de compartilhamento de arquivos).
But some of Mr. Sachs’ earlier travels, back in the nineties, involved facilitating the handover of Russia to exactly the same kind of bankster kleptocracy he now complains of in America.  In fact he was pushing for the same kinds of neoliberal “free market reform” in Russia that the above-mentioned Bob Rubin was helping Clinton ram through in the United States.
Sem embargo, algumas das viagens mais antigas do Sr. Sachs, lá nos anos noventa, envolveram facilitar a entrega da Rússia a exatamente o mesmo tipo de cleptocracia de quadrilhas bancárias do qual ele agora reclama em relação aos Estados Unidos. Na verdade, ele pressionava no sentido dos mesmos tipos de “reforma de livre mercado” neoliberal na Rússia que o supramencionado Bob Rubin ajudou Clinton a forçar dentro dos Estados Unidos.
And bear in mind that what Sachs put a stop to was arguably much more credible as a genuine free market policy than what he put in its place.  The Gorbachev privatization agenda involved converting state industry into self-managed worker cooperatives, on something like the Yugoslav market socialism model.  And in Poland, Solidarity was pushing for the reorganization of state industry along similar cooperative lines, administered by the unions on a syndicalist model.  That was Rothbard’s model for privatizing state industry in formerly state socialist countries:  treat the state property as unowned and let it be homesteaded by the workers actually using it.  That was the model proposed by David Ellermann, then at the World Bank.
E tenhamos em mente que aquilo que Sachs fez cessar era, plausivelmente, muito mais crível como política de genuíno livre mercado do que aquilo que ele colocou em seu lugar. O programa de privatização de Gorbachev envolvia converter a indústria estatal em cooperativas de trabalhadores autogeridas, em algo como o modelo de socialismo de mercado iugoslavo. E, na Polônia, o Solidariedade estava fazendo pressão pela reorganização da indústria estatal ao longo de linhas similares de cooperativas, administradas pelos sindicatos na forma de um modelo sindicalista. Era o modelo de Rothbard para privatizar a indústria estatal em países anteriormente de socialismo de estado: tratar a propriedade do estado como sem dono e deixar os trabalhadores que efetivamente a usavam tomar posse dela. Esse era o modelo proposto por David Ellermann, à época no Banco Mundial.
Sachs wasn’t having any of such proposals from those he dismissed as “self-management imbeciles.”  What he wanted was “normal capitalism” on the American corporate model, with a stock market and lots of MBAs hired to strip assets, downsize human capital, and give themselves multi-million ruble bonuses.
Sachs não acatou nenhuma dessas propostas daqueles que desqualificou como “imbecis da autogerência.”  O que ele queria era “capitalismo normal” segundo o modelo corporativo estadunidense, com um mercado de ações e pencas de mestres em administração de empresas empregados para despojar haveres, reduzir capital humano e presentearem-se a si próprios com multimilhões de bônus em rublos.
According to Naomi Klein, in The Shock Doctrine, the “privatization” carried out by Yeltsin, under the benevolent supervision of Mr. Sachs, came to pass in this wise:  The Russian state ministers transferred enormous public funds into banks owned by the oligarchs — themselves major figures in the state and former Communist Party leadership. The oligarch’s banks, in turn, conducted the privatization auctions of state industry — and they bid on it themselves, using the embezzled funds received from the government.  Klein referred to it as “the strip mining of an industrialized state.”  This, by the way — and Yeltsin’s forcible suspension of parliament and rule by decree — went largely unremarked on by the same people currently squealing about Putin’s authoritarianism. The difference is that Yeltsin was their thug.
De acordo com Naomi Klein, em A Doutrina do Choque, a “privatização” levada a efeito por Yeltsin, sob a benévola supervisão do Sr. Sachs, teve lugar desta forma:  Os ministros de estado russos transferiram enormes fundos públicos para bancos de propriedade dos oligarcas — eles próprios figuras de proa do estado e da antiga liderança do Partido Comunista. Os bancos dos oligarcas, por sua vez, conduziram os leilões de privatização da indústria estatal — e eles próprios ofereceram os lances, usando os fundos apropriados fraudulentamente recebidos do governo. Klein referiu-se a isso como “a mineração predatória a céu aberto de um estado industrializado.” Isso, aliás — e a suspensão pela força, por Yeltsin, do parlamento, e seu governo por decreto — deixou amplamente de ser mencionado pelos mesmos indivíduos que atualmente guincham a propósito do autoritarismo de Putin. A diferença é que Yeltsin era o capanga deles.
In short, after the fall of the Iron Curtain, Jeffrey Sachs helped do to the people of the former Soviet bloc what Pinochet had done to Chile.  The people had their revolution stolen out from under them by Sachs and his ilk.
Em suma, depois da queda da Cortina de Ferro, Jeffrey Sachs ajudou a fazer com o povo do antigo bloco soviético o que Pinochet havia feito ao Chile. As pessoas tiveram sua revolução roubada de sob elas por Sachs e os de sua laia.
It’s funny how so many “Progressives” can afford to be so progressive mainly before they’re put in power (like Mr. Hope and Change back in 2008), or after they leave it (Mr. Sachs) — and not when they’re actually in power.  Jam yesterday and jam tomorrow — but never jam today(*).  Funny, the effect that power seems to have on the “progressive” ideals of those who hold it.
É engraçado como certos “Progressistas” conseguem ser bem progressistas principalmente antes de serem postos no poder (como o Sr. Esperança e Mudança em 2008), ou depois de saírem dali (Sr. Sachs) — e não quando efetivamente estão no poder. Geleia ontem e geleia amanhã(*) — mas nunca geleia hoje. Engraçado, o efeito que o poder parece ter sobre os ideais “progressistas” dos que o detêm.
 (*) See Wikipedia, 'Jam tomorrow'.
(*) A expressão em inglês é jam tomorrow, 'geleia amanhã', significando promessa nunca cumprida. Vem de Lewis Carroll, ‘Através do Espelho e o que Alice Encontrou Ali’. A rainha diz a Alice que, por dois centavos, ela teria geleia um dia sim, um dia não. E isso seria feito da seguinte maneira: geleia ontem, e geleia amanhã. Com isso, ter geleia hoje quebraria a regra de a geleia só estar disponível um dia sim, um dia não, e portanto geleia hoje seria sempre impossível. Ver Wikipedia, ‘Jam tomorrow’.
You’d almost think it was impossible to achieve anything progressive through the exercise of state power.
A gente quase começa a desconfiar ser impossível conseguir qualquer coisa progressista por meio do exercício do poder estatal.
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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