Friday, December 23, 2011

C4SS - One Cheer for the DADT Repeal

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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS - CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
One Cheer for the DADT Repeal
Um Viva para a Rejeição do DADT
Posted by Kevin Carson on Sep 28, 2011 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 28 de setembro de 2011 em Comentário
With the repeal of “Don’t Ask, Don’t Tell,” the U.S. armed forces have ceased at least a major part of their official discrimination on the basis of sexual orientation.  Since the Congressional deal last fall — one of President Barack Obama’s few promises he’s actually followed through on — the gay and lesbian community has been counting down the months, days and hours. MSNBC resounded with cries of “Nunc dimittis!”  So I’ll add my own congratulations for the gay service members … I guess.
Com a rejeição do “Não Pergunte, Não Conte,” as forças armadas dos Estados Unidos puseram fim a pelo menos uma parcela importante de sua discriminação oficial com base em orientação sexual. Desde o acordo no Congresso no último outono — uma das poucas promessas do Presidente Obama que ele realmente levou adiante — a comunidade gay e lésbica vinha contando os meses, dias e horas. O MSNBC retumbava com brados de “Nunc dimittis!”  Assim, acrescentarei minhas próprias congratulações aos membros gay do serviço ... acho.
At first glance, this story seems like a big win for anyone who hates seeing large, powerful institutions walk all over people’s human dignity and treat them like dirt.  But at second glance, what do you think the state’s armed forces are all about, anyway?
À primeira vista, essa história parece uma grande vitória para qualquer pessoa que deteste ver instituições grandes e poderosas tripudiarem sobre a dignidade humana das pessoas e tratarem-nas como lixo. A um segundo olhar, entretanto, o que vocês acham que são as forças armadas do estado, afinal de contas?
Thanks to this recent blessed occasion, we now have the pleasure of knowing the torture at Gitmo — the closing of which is a promise Obama didn’t follow through on — is conducted by a military that’s integrated not only by race but by sexual orientation.
Graças a esta recente abençoada ocasião, temos agora o prazer de saber que a tortura em Guantánamo — prisão cujo fechamento é promessa que Obama não levou adiante — é conduzida por uma instituição militar integrada não apenas sob o aspecto de raça mas também sob o aspecto de orientação sexual.
And the “extraordinary renditions,” the “harsh interrogation techniques” at Baghram AFB, and God knows what at the network of black sites around the world — stuff Obama never even promised to stop — will be carried out by gays and straights alike.  O happy day!
E as “entregas extrajudiciais,” as “técnicas rigorosas de interrogatório” na Base da Força Aérea de Baghram, e sabe lá Deus o que na rede de prisões secretas em todo o mundo — coisa que Obama nunca sequer prometeu fazer cessar — serão levadas a efeito tanto por gays quanto por heterossexuais. Que ótimo!
The primary mission of the Army, Navy, Air Force and Marines is to keep the world safe for transnational corporations.  And God have mercy on any brown people anywhere in the world who get in the way of that mission.  So now gays and lesbians have an equal right to join in the fun of grinding Uncle Sam’s boot in the world’s face.  Woo-hoo!
A missão principal de Exército, Marinha, Força Aérea e Marines é manter o mundo a salvo para as corporações transnacionais. E Deus tenha misericórdia de qualquer povo moreno em qualquer parte do mundo que se colocar no caminho de tal missão. Então agora gays e lésbicas têm direito igual de juntar-se à diversão de esfregar a bota de Tio Sam no rosto do mundo. Oba!
That’s one of the problems with mainstream liberalism:  It’s replaced class with identity.  Rather than questioning the structure of institutional power in America, and the exploitation it enables, conventional liberalism merely agitates for a representative selection of women, blacks, Hispanics and gays running the institutions.
Este é um dos problemas do liberalismo da corrente majoritária: Substituiu a classe pela identidade. Em vez de questionar a estrutura do poder institucional nos Estados Unidos, e a exploração que ela possibilita, o liberalismo convencional meramente preconiza uma seleção representativa de mulheres, pretos, hispânicos e gays gerindo as instituições.
Soledad O’Brien’s “Black in America” series on CNN a few years ago showed a clip of Dr. King’s “I Have a Dream” speech — followed by  O’Brien intoning that, as evidence of the dream’s fulfillment, “Some are CEOs; some are Secretary of State.”  I have a dream of my own:  To see the last CEO strangled with the entrails of the last Secretary of State.
A série de Soledad O´Brien “Pretos nos Estados Unidos” na CNN, há alguns anos, mostrou um clipe do discurso do Dr. King “Eu tenho um sonho” — seguido por O’Brien dizendo solenemente que, como evidência da materialização daquele sonho, “Alguns são presidentes de empresas; alguns são secretários de estado.” Eu tenho um sonho pessoal: Ver o último presidente de empresa estrangulado com as vísceras do último secretário de estado.
I submit that, instead of worrying about whether corporate boardrooms, legislatures and cabinets “look like America,” we worry about the domination those institutions exercise over our lives and livelihoods.  As a white male, I can say I’ve known what it’s like to get pushed around, screwed over and squeezed dry by people who look like me — and believe it or not, it’s not as much fun as you might think.
Sugiro que, em vez de nos preocuparmos com se salas de diretorias corporativas, legislativos e gabinetes “têm cara de Estados Unidos,” preocupemo-nos com o domínio que essas instituições exercem sobre nossas vidas e nossos meios de subsistência. Como branco do sexo masculino, posso dizer que sei o que é ser intimidado, tratado injustamente e explorado até à alma por pessoas de aparência semelhante à minha — e, acreditem ou não, não é tão divertido quanto vocês possam supor.
C4SS Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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