Sunday, October 30, 2011

C4SS - Move Over, Lawrence O'Donnell

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PORTUGUÊS
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building awareness of the market anarchist alternative
no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Move Over, Lawrence O’Donnell
Caia Fora, Lawrence O’Donnell
Posted by Kevin Carson on Sep 10, 2011 in Feature Articles
Afixado por Kevin Carson em 10 de setembro de 2011 em Artigos em Destaque
Michael Lind, at Salon (“Why libertarians apologize for autocracy,” Aug. 30,) charges libertarians with an affinity for authoritarian regimes when it comes to implementing “free market reform.”
Michael Lind, em Salon (“Por que os libertários se desculpam pela autocracia,” 30 de agosto,) acusa os libertários de afinidade com regimes autoritários quando se trate de implementar “reforma de livre mercado.”
Of course he produces the obligatory quote from Mises on Mussolini having “saved European civilization,” along with the standard anecdotes of Hayek’s Chicago Boys and Pinochet.  He makes much, in particular, of Pinochet’s Secretary of Labor and Social Security — now a Cato fellow — Jose Piñera, who privatized the state pension system and “designed the labor laws that introduced flexibility to the Chilean labor market…”
Obviamente ele faz a citação obrigatória de Mises a respeito de Mussolini ter “salvo a civilização europeia,” juntamente com as historietas padrão dos Rapazes de Chicago de Hayek e de Pinochet. Enfatiza, em especial, o Secretário do Trabalho e Previdência Social de Pinochet  — agora associado do Cato — Jose Piñera, que privatizou o sistema de aposentadoria do estado e “delineou as leis do trabalho que trouxeram flexibilidade ao mercado de trabalho chileno…”
I won’t even get into the question of Hayek’s complicity in specific policies, because that’s a topic for an entire monograph. Suffice it to say I’m skeptical of the extent to which he can be blamed for endorsing any particular measures.
Nem tratarei da questão da cumplicidade de Hayek em políticas específicas, porque esse é tópico para uma monografia inteira. Basta dizer que sou cético acerca da extensão na qual ele possa ser responsabilizado por endossar quaisquer medidas específicas.
More important is that Pinochet’s so-called “free market reforms” mostly fail a libertarian smell test, and bear little resemblance to anything like genuine free market reform.  There are plenty of us left-wing free market libertarians, at Center for a Stateless Society and Alliance of the Libertarian Left, who have nothing but outrage and contempt for Pinochet.
Mais importante é que as assim chamadas “reformas de livre mercado” de Pinochet em sua maioria não conseguem passar por um teste de cheiro(*) libertário, e guardam pouca semelhança com qualquer coisa tal como genuína reforma de livre mercado. Há bastantes de nós libertários de esquerda de livre mercado, no Centro por uma Sociedade sem Estado e na Aliança da Esquerda Libertária, que só sentimos indignação e desprezo por Pinochet.

(*) Teste de vazamento num cano de escoamento; é introduzido no cano material com forte cheiro e os vazamentos são detectados mediante rastreamento do cheiro até sua origem. Ver http://www.answers.com/topic/smell-test
Some right-wing “libertarians,” who care more about defending the interests of big business than about genuine free market principles as such, are fond of saying that Pinochet was “economically libertarian but politically authoritarian.” Balderdash!
Alguns “libertários” de direita, que mais cuidam de defender os interesses das grandes empresas do que princípios de livre mercado enquanto tais, gostam de dizer que Pinochet era “economicamente libertário mas politicamente autoritário.” Bobagem!
Pinochet’s economic policies were more state capitalist than libertarian.
As políticas econômicas de Pinochet foram mais capitalistas de estado do que libertárias.
I don’t doubt a bit that Pinochet’s new labor laws “introduced flexibility to the Chilean labor market.” All that hanging from hooks, and assorted other stress holds, would surely limber those uppity workers up just as supple as anyone could please.  Lest we forget, even the most orthodox of marginalist economists consider labor to be a coequal “factor of production.”  In Chile, owners of that particular “factor of production” who attempted to organize and negotiate a better rate for their services frequently found themselves lying in ditches with their faces hacked off.   Factory managers escorted members of the secret police onto the shop floor to point out the labor organizers and agitators, to be subsequently “disappeared,” tortured and murdered — their bellies, as Lind points out, slit open before they were dumped into the ocean from helicopters.  You think if a left-wing dictator had taken similar measures against the owners of capital, in order to reduce their bargaining power, it would be described as “politically authoritarian but economically libertarian”?
Não duvido nem um pouco de que as novas leis do trabalho de Pinochet “trouxeram flexibilidade ao mercado de trabalho chileno.” Todo aquele pessoal pendurado em ganchos, e diversas outras formas de imposição de desconforto, seguramente tornariam aqueles trabalhadores arrogantes tão dóceis quanto alguém pudesse desejar. É bom não esquecer, até o mais ortodoxo dos economistas marginalistas considera o trabalho como “fator de produção” em nível de igualdade. No Chile, os donos desse “fator de produção” específico que tentaram organizar-se e negociar melhor índice para seus serviços frequentemente vieram parar em fossos com a cara retalhada. Gerentes de fábricas conduziam membros da polícia até o chão de fábrica para apontar para organizadores do trabalho e agitadores, para eles serem subsequentemente “desaparecidos,” torturados e assassinados — com as barrigas, como Lind destaca, rasgadas abertas antes de eles serem lançados ao oceano a partir de helicópteros. Acham vocês que se um ditador de esquerda tivesse tomado medidas semelhantes contra os donos do capital, para reduzir-lhes o poder de barganha, isso seria descrito como “politicamente autoritário mas economicamente libertário”?
Genuine libertarians oppose the grant of artificial titles to vacant and unimproved land, by which the landed aristocracy is able to hold the land out of use or charge tribute to those who would homestead and cultivate it.  By this libertarian standard, the whole quasi-feudal hacienda system that prevails in Latin America is utterly illegitimate.  Up to eighty percent of the land on a hacienda is undeveloped, while neighboring land-poor peasants work as agricultural laborers on the landlord’s property — land which their ancestors probably broke for cultivation.  By any legitimate principle of free market libertarianism, this land would belong to the peasants.  Pinochet’s partial reversal of Allende’s land reform was just as much an act of theft, by libertarian standards, as the Enclosures in England or forced collectivization in the USSR.
Libertários genuínos opõem-se à concessão de títulos artificiais de terra não ocupada e não melhorada, por meio dos quais a aristocracia rural consegue manter a propriedade de terra sem uso ou cobrar tributo daqueles que nela se instalem ou a cultivem. Segundo esse padrão libertário, todo o sistema quase-feudal de hacienda que prevalece na América Latina é completamente ilegítimo. Até oitenta por cento da terra de uma hacienda são não desenvolvidos, enquanto pobres camponeses vizinhos trabalham como trabalhadores agrícolas na propriedade do dono — terra que seus ancestrais provavelmente partilhavam para cultivo. Por qualquer princípio legítimo de libertarismo de livre mercado, essa terra pertenceria aos camponeses. A revogação parcial da reforma agrária de Allende por Pinochet foi furto, pelos padrões libertários, tanto quanto os Cercados [Enclosures] na Inglaterra ou a coletivização forçada na URSS.
Pinochet’s “privatization” program, like most other examples of such policies carried out around the world under the Washington Consensus, was really corporate looting.  The typical “privatization” cycle is this:  World Bank technocrats, in collusion with their native counterparts in the state bureaucracy, persuade a regime that’s utterly unaccountable to its people to go deep into hock to fund public infrastructure — mostly the utilities and road infrastructure to subsidize foreign capital investment and make it more profitable.  Once the regime is in debt, the World Bank and IMF act like a “company store” to extort desired behaviors from the regime.  Besides ratifying “intellectual property” protectionism, such measures usually entail “structural adjustment” policies like “privatizing” the infrastructure, often selling it to the same global investors it was built to subsidize in the first place, at fire sale prices.  The sale is often preceded by enormous amounts of government spending to make the assets sufficiently attractive to be salable.  The new owners’ first order of business, of course, is stripping assets and selling them off, usually realizing far more than the purchase price.  And the newly privatized state services continue to function within a web of state-enforced corporatist protections so the “private” state services don’t have to compete in a free market.
O programa de “privatização” de Pinochet, como a maioria dos outros exemplos de tais políticas implementados em todo o mundo sob o Consenso de Washington, foi na realidade pilhagem corporativa. O ciclo típico de “privatização” é o seguinte: tecnocratas do Banco Mundial, em conluio com seus similares nativos na burocracia do estado, persuadem um regime completamente acima de qualquer prestação de contas a seu povo a ir fundo no endividamente para financiar infraestrutura pública — principalmente serviços públicos e infraestrutura rodoviária, para subsidiar investimento de capital estrangeiro e torná-lo mais lucrativo. Uma vez o regime tornado devedor, o Banco Mundial e o FMI agem como uma “loja da empresa(*)” para extorquir comportamentos desejados do regime. Além de ratificarem o protecionismo da “propriedade intelectual,” tais medidas usualmente implicam em políticas de “ajuste estrutural” tais como “privatização” da infraestrutura, amiúde com venda dela, para começo de conversa aos mesmos investidores globais para subsídio aos quais ela havia sido construída, a preços de liquidação para fechamento da loja. A venda é amiúde precedida de enorme montante de gastos do governo para tornar os ativos atraentes o suficiente para ser vendidos. A primeira ordem do dia do novo proprietário, naturalmente, é vender os ativos individualmente, ganhando geralmente muito mais do que o preço de compra. E os recentemente privatizados serviços do estado continuam a funcionar dentro de uma teia de proteções corporatistas feitas cumprir pelo estado, de tal maneira que os serviços estatais “privados” não tenham de competir num livre mercado.

(*) Parte do chamado truck system, no qual os trabalhadores eram pagos em mercadorias ou em alguma moeda interna à empresa, sendo assim forçados a fazer suas compras na loja da empresa, onde os preços eram mantidos artificialmente altos. Ver http://en.wikipedia.org/wiki/Truck_system
Most “Free Trade Agreements” are really corporate protectionist measures that have about as much to do with free trade as the Ministry of Truth had to do with truth.  The same is true of the extent to which most “free market reform” has anything to do with free market reform.
A maioria dos “Acordos de Livre Comércio” são em realidade medidas protecionistas corporativas que têm tanto a ver com livre comércio quanto o Ministério da Verdade tinha a ver com a verdade. O mesmo pode ser dito da extensão na qual a maior parte das “reformas de livre mercado” têm que ver com reforma de livre mercado.
Lind’s critique takes on an extra layer of irony when we consider the role of FDR and Truman in creating the postwar global American Empire, and the role of Cold War liberals in installing reactionary dictators when “communists” like Arbenz menaced the moral sanctity of United Fruit’s bananas.  Sukarno and Diem were overthrown as part of Saint Kennedy’s “bear any burden, pay any price” policy of counterinsurgency, and it was carried out by idealistic liberals from Harvard and Georgetown.
A crítica de Lind incorre em dose extra de ironia quando consideramos o papel de Franklin Delano Roosevelt e Truman na criação do Império Estadunidense global pós-guerra, e o papel dos liberais da Guerra Fria na elevação ao poder de ditadores reacionários quando “comunistas” como Arbenz ameaçaram a santidade moral das bananas da United Fruit. Sukarno e Diem foram derrubados como parte da política de contrainsurgência de “arcar com qualquer ônus, pagar qualquer preço” de Santo Kennedy, a qual foi levada a efeito por liberais idealistas de Harvard e Georgetown.
Boris Yeltsin’s kleptocrats carried out policies in Russia that were quite similar to Pinochet’s “free market reform” in Chile.  And Jeffrey Sachs — you know, the same progressive fellow who hangs with Bono and Warren Buffet these days — was at least as culpable in the process as Friedman ever was.
Os cleptocratas de Boris Yeltsin levaram a efeito, na Rússia, políticas muito similares às da “reforma de livre mercado” de Pinochet no Chile. E Jeffrey Sachs — vocês sabem, o mesmo sujeito progressista que confraterniza hoje em dia com Bono e Warren Buffet — foi pelo menos tão merecedor de reprovação no processo quanto Friedman jamais foi.
Lind quotes at length from an 1857 de Macaulay:
Lind cita extensamente de uma carta de 1857 de Macaulay:
It is quite plain that your Government will never be able to restrain a distressed and discontented majority. For with you the majority is the Government, and has the rich, who are always a minority, absolutely at its mercy. The day will come when, in the State of New-York, a multitude of people, none of whom has had more than half a breakfast, or expects to have more than half a dinner, will choose a Legislature. Is it possible to doubt what sort of Legislature will be chosen? On one side is a statesman preaching patience, respect for vested rights, strict observance of public faith. On the other is a demagogue ranting about the tyranny of capitalists and usurers, and asking why anybody should be permitted to drink champagne and to ride in a carriage, while thousands of honest folks are in want of necessaries. Which of the two candidates is likely to be preferred by a working man who hears his children cry for more bread?
Está bastante claro que o Governo de vocês nunca conseguirá conter uma maioria desiludida e descontente. Pois com vocês a maioria está o Governo, que tem os ricos, que são sempre minoria, absolutamente à sua mercê. Dia virá quando, no Estado de New-York, uma multidão de pessoas, nenhuma das quais terá comido mais do que meio café da manhã, nem terá esperança de ter algum dia mais de meio jantar, escolherá um Legislativo. Será possível ter dúvida quanto ao tipo de Legislativo que será escolhido? De um lado haverá um estadista pregando paciência, respeito pelos direitos adquirdos, estrito respeito à confiança do público. Do outro lado estará um demagogo verberando contra a tirania dos capitalistas e usurários, e perguntando por que se deveria permitir a alguém beber champagne e andar de carruagem enquanto milhares de pessoas honestas não têm o necessário básico. Qual dos dois candidatos será provavelmente preferido por um trabalhador que ouve seus filhos chorarem pedindo mais pão?
Lind’s problem is that he has a mirror-image view to that of all the “autocracy sympathizers” he criticizes:  the state’s “progressive” interventions result from the power of the majority over the minority.  He ignores the possibility that the reason all those people had only half a breakfast was that the state was actively intervening to promote the interests of the minority against those of the majority, and that there wasn’t much libertarian about Macaulay’s “vested rights.”
O problema de Lind é ele ter uma visão de imagem no espelho de todos os “simpatizantes da autocracia” que critica: as intervenções “progressistas” do estado resultam do poder da maioria sobre a minoria. Ele ignora a possibilidade de o motivo pelo qual todas essas pessoas tinham apenas meio café da manhã era o estado estar intervindo ativamente para promover os interesses da minoria contra os da maioria, e não haver muito de libertário nos “direitos adquiridos” de Macaulay.
The class polarization in Macaulay’s England was the culmination of a series of events that included both the Tudor and Parliamentary Enclosures, the nullification of copyhold, the Combination Act, and the Laws of Settlement.  In England, as J.L. and Barbara Hammond put it, the government took the society apart and put it back together much as a foreign occupier would do with a conquered country.  The industrial revolution as it actually took place was a coup d’etat by the state against society, by which the majority of the laboring population was robbed of its property in the land, forcibly turned into a propertyless proletariat, restricted from free association, and constrained in its movements by an internal passport system.  The main function of the state, on other words, was to enable a privileged class to live off the rents of artificial property rights and artificial scarcity.
A polarização de classes na Inglaterra de Macaulay foi a culminância de uma série de eventos que incluíram os Cercados dos Tudor e do Parlamento, a nulificação da posse por enfiteuse, a Lei Antissindicatos/Antinegociações Trabalhistas e as Leis do Assentamento. Na Inglaterra, nas palavras de J.L. e Barbara Hammond, o governo desmontou a sociedade e a montou de novo de modo muito parecido com aquele pelo qual um ocupador estrangeiro a montaria num país conquistado. A revolução industrial, do modo como aconteceu, foi um golpe de estado contra a sociedade, por meio do qual a maioria da população trabalhadora teve roubada sua propriedade da terra, foi transformada pela força num proletariado sem propriedades, restringida quanto à livre associação e constrangida em seus movimentos por um sistema de passaporte interno. A principal função do estado, em outras palavras, era capacitar uma classe privilegiada a viver dos rendimentos de direitos artificiais de propriedade e de escassez artificial.
Although right-wingers like to present the issue as one of preventing the state from redistributing wealth downward, the real issue is one of stopping the state from redistributing wealth upward.
Embora os direitistas gostem de apresentar a questão como dizendo respeito a impedimento de o estado redistribuir a riqueza para baixo, a real questão diz respeito a conter a redistribuição da riqueza para cima pelo estado.
Like the supposed friends of autocracy Lind criticizes, Lind himself seems to believe that an ostensible “representative democracy” can function as a genuinely popular government, and present a real threat to entrenched privilege.  A century of what Noam Chomsky calls “formal democracy” or “spectator democracy,” however, has shown experiments in representative government to be governed by Robert Michels’ Iron Law of Oligarchy:  “It is organization which gives birth to the domination of the elected over the electors, of the mandatories over the mandators, of the delegates over the delegators.”
Como os pretensos amigos da autocracia que Lind critica, o próprio Lind parece acreditar que uma aparente “democracia representativa” possa funcionar como governo genuinamente popular, e represente ameaça real ao privilégio arraigado. Um século do que Noam Chomsky chama de “democracia formal” ou “democracia de espectador,” contudo, já mostrou os experimentos em governo representativo serem governados pela Lei Férrea da Oligarquia de Robert Michels:  “É organização que dá origem ao domínio dos eleitos sobre os eleitores, dos mandatários sobre os mandantes, dos delegados sobre os delegantes.”
The anarchist P. J. Proudhon compared representative democracy to constitutional monarchy:  “Instead of saying, as did M. Thiers, the King reigns and does not govern, democracy says, the People reigns and does not govern, which is to deny the Revolution…”
O anarquista P. J. Proudhon comparou a democracia representativa com a monarquia constitucional: “Em vez de dizer, como o fez M. Thiers, o Rei reina e não governa, a democracia diz o Povo reina e não governa, o que é negar a Revolução…”
The so-called “progressive” policies of the 20th century welfare-regulatory state, on closer scrutiny, turn out to be measures adopted by the state as “executive committee of the (corporate) ruling class.”  Their primary purpose was to stabilize the corporate economy and guarantee a predictable rate of profit by restricting competition, guaranteeing sufficient aggregate demand to fully utilize industrial capacity, and prevent politically destabilizing levels of destitution.  As shown by Gabriel Kolko in The Triumph of Conservatism, the primary actors behind the Progressive Era regulatory regime was the regulated industries, which sought to cartelize their respective markets through the state.  G. William Domhoff has demonstrated, in a series of heavily documented policy studies, that FDR’s New Deal economic policies reflected the interests of one wing of organized capital.  Whatever incidental benefits these policies carried for the average person, they were not primarily the result of democratic pressure from below but a side-effect of the corporate ruling class promoting its own self-interest.
As assim chamadas políticas “progressistas” do estado assistencialista-regulamentador do século 20, quando examinadas mais de perto, revelam-se ser medidas adotadas pelo estado como “comissão executiva da classe dominante (corporativa).” Sua finalidade precípua foi a de estabilizar a economia corporativa e garantir taxa previsível de lucro mediante restrição à competição, garantindo demanda agregada suficiente para utilização plena da capacidade industrial, e para impedir níveis desestabilizadores de destituição. Como mostrado por Gabriel Kolko em O Triunfo do Conservadorismo, os atores principais por trás do regime regulamentador da Era Progressista eram as indústrias regulamentadas, que buscavam cartelizar seus respectivos mercados por meio do estado. G. William Domhoff já mostrou, numa série de estudos de política maciçamente documentados, que as políticas econômicas do Novo Pacto de Franklin Delano Roosevelt refletiam os interesses de apenas uma ala do capital organizado. Quaisquer benefícios incidentais que essas políticas tenham acarretado para a pessoa média não foram precipuamente resultado de pressão democrática vinda de baixo, e sim um efeito secundário da promoção, pela classe dominante corporativa, de seu interesse próprio.
In other words, the political impetus behind the Food Stamps program had a lot more to do with the agribusiness interests in Bob Dole’s constituency than with the immensely powerful voting bloc of unemployed single mothers.
Em outras palavars, o estímulo político por trás do programa de Vales Alimentação teve muito mais a ver com os interesses do agronegócio do eleitorado de Bob Dole do que com o imensamente poderoso bloco votante das mães solteiras desempregadas.
Roderick Long, in a post at Bleeding Heart Libertarians (“Libertarians In Jackboots?August 30), challenges the “generous assumption”
Roderick Long, numa postagem de Libertários de Coração Dilacerado (“Libertários Calçando Botas de Cano Alto?” 30 de agosto), questiona a “generosa assunção”
that existing democracies really are majoritarian. As many libertarians have argued, the logic of monopoly government and special-interest capture explains why real-life “democracies” tend to be plutocratic oligarchies in democratic trappings.
de que as democracias existentes sejam realmente majoritárias. Como muitos libertários já argumentaram, a lógica do governo monopolista e da captura dos interesses especiais explica por que as “democracias” da vida real tendem a ser oligarquias plutocráticas com aspecto exterior democrático.
On top of everything else, Lind repeats Lawrence O’Donnel’s howler about libertarians’ alleged silence about “abuses by police and the military.”  He’s seriously never heard of Radley Balko? Liberals at The Nation have actually treated libertarian criticism of the TSA’s “papers, please” regime as a disingenuous right-wing conspiracy to discredit government.   If Lind is honestly unaware of just how prevalent libertarian critiques of the police state and national security state really are, it probably says something about the value of his opinion.
Por cima de tudo Lind repete a tolice de Lawrence O’Donnell acerca do alegado silêncio dos libertários acerca de “abusos da política e da instituição militar.” Ele seriamente nunca ouviu falar de Radley Balko? Liberais do The Nation em verdade têm tratado as críticas libertárias acerca do regime da Administração da Segurança do Transporte - TSA de “seus documentos, por favor” como conspiração insincera da direita para desacreditar o governo. Se Lind honestamente não está ciente de o quanto são realmente disseminadas as críticas dos libertários ao estado policial e ao estado de segurança nacional, isso provavelmente diz algo acerca do valor da opinião dele.
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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