Wednesday, September 21, 2011

FFF - Commentaries - Why Is the U.S. Fighting Mexico's Drug War?

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COMMENTARIES
COMENTÁRIOS
Why Is the U.S. Fighting Mexico's Drug War?
by Laurence M. Vance, May 25, 2011
Por Que Estão os Estados Unidos Combatendo na Guerra às Drogas do México?
por Laurence M. Vance, 25 de maio de 2011
In December of 2006, Mexico’s new president, Felipe Calderón, declared war on drug cartels. “We need to win. And we will win. That’s my idea. I’m sure about that,” he said in an “ABC News” interview. But winning this war is coming at a heavy price: assassinations of government officials, horrific gun battles in Mexican streets, kidnappings, thousands dead, and the loss of trade, investment, and tourism.
Em dezembro de 2006 o novo presidente do México, Felipe Calderón, declarou guerra aos cartéis de drogas. “Precisamos vencer. E venceremos. É o que penso. Estou seguro de que isso acontecerá,” disse ele numa entrevista no “Notícias ABC.” A vitória nessa guerra, contudo, está sendo obtida a alto preço: assassínios de autoridades do governo, pavorosas batalhas com armas de fogo nas ruas mexicanas, sequestros, milhares de mortos e a perda de comércio, investimento e turismo.
The Mexican government deployed over 40,000 military troops last year dedicated to counter-narcotics activities in assistance of civilian law-enforcement authorities.
O governo mexicano espraiou mais de 40.000 soldados no ano passado dedicados a atividades de combate a narcóticos em auxílio das autoridades civis de cumprimento da lei.
In order to draw a distinction between casual users and drug traffickers, in August of 2009 Mexico enacted a “personal use” law that decriminalized the possession of small amounts of marijuana (5 g), cocaine (.5 g), heroin (50 mg), and other drugs including LSD (.015 mg) and methamphetamine (40 mg). “This is not legalization,” said Bernardo Espino del Castillo of the attorney general’s office, it is “regulating the issue and giving citizens greater legal certainty.” Anyone caught with amounts under the legal limits will be encouraged to seek treatment. Treatment is mandatory for third-time offenders. At the same time, though, penalties have been toughened for drug dealers. Although the new law hasn’t changed things much, I suppose it has kept some non-violent addicts out of jail.
Para traçar distinção entre usuários casuais e traficantes de drogas, em agosto de 2009 o México aprovou uma lei de “uso pessoal” que descriminalizou a posse de pequenas quantidades de maconha (5 g), cocaína (0,5 g), heroína (50 mg), e outras drogas inclusive LSD (0,015 mg) e metanfetamina (40 mg). “Isso não é legalização,” disse Bernardo Espino del Castillo do gabinete do ministro da justiça, é “regulamentar a questão e dar aos cidadãos maior clareza quanto ao que é legal e o que não é.” Qualquer pessoa apanhada com quantidades inferiores aos limites legais será estimulada a buscar tratamento. O tratamento é obrigatório para quem seja apanhado pela terceira vez. Ao mesmo tempo, entanto, as penalidades para traficantes de drogas foram tornadas mais duras. Embora a nova lei não tenha mudado muito as coisas, imagino que tenha deixado fora da cadeia alguns viciados não violentos.
The former president of Mexico, Vicente Fox, favors a different approach: legalization. Fox said that fear and violence is destroying Mexican society and that Mexico is losing young lives at an alarming rate as a result of the drug war. He looks to Portugal, which decriminalized all drugs ten years ago, as a model for a solution.
O ex-presidente do México Vicente Fox é a favor de uma abordagem diferente: legalização. Fox disse que medo e violência estão destruindo a sociedade mexicana e o México está perdendo jovens vidas em quantidade alarmante em resultado da guerra às drogas. Ele olha para Portugal, que descriminalizou todas as drogas há dez anos, como modelo para solução.
Regardless of how the government of Mexico decides to wage the war on drugs, one thing is for certain: the U.S. government should not be fighting Mexico’s drug war. But that is exactly what our government is doing.
Independentemente de como o governo do México decida conduzir a guerra às drogas, uma coisa é certa: o governo dos Estados Unidos não deveria estar combatendo na guerra mexicana às drogas. Acontece que isso é exatamente o que nosso governo está fazendo.
An undisclosed numbers of U.S. law-enforcement agents work in Mexico. What we do know, thanks to an Associated Press investigation, is that the U.S. law-enforcement role in Mexico has surged. The DEA has more than 60 agents in Mexico. There are in addition 40 Immigration and Customs Enforcement agents, 20 Marshal Service deputies, and 18 Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives agents, plus agents from the FBI, Citizen and Immigration Service, Customs and Border Protection, Secret Service, Coast Guard, and Transportation Safety Agency. The State Department also maintains a Narcotics Affairs Section. The United States has also provided helicopters, drug sniffing dogs, and polygraph units to screen law-enforcement applicants.
Número não revelado de agentes de cumprimento da lei dos Estados Unidos trabalha no México. O que sabemos, graças a uma investigação da Associated Press, é que o papel de agente de cumprimento da lei dos Estados Unidos no México tem aumentado. A Administração de Cumprimento das Leis Contra Drogas - DEA tem mais de 60 agentes no México. Além disso, há mais 40 agentes da Cumprimento das Leis de Imigração e Alfândega, 20 adjuntos do Serviço de Xerifes, e 18 agentes da Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos, e mais agentes do FBI, Serviço de Cidadania e Imigração, Proteção Alfandegária e de Fronteiras, Serviço Secreto, Guarda Costeira e Agência de Segurança de Transporte. O Departamento de Estado também mantém uma Secção de Assuntos de Narcóticos. Os Estados Unidos também providenciam helicópteros, cães farejadores de drogas, e unidades de polígrafo para filtrar candidatos a funções de cumprimento da lei.
U.S. drones spy on cartel hideouts, and U.S. tracking beacons pinpoint suspect’s cars and phones. U.S. agents track beacons, trace cell-phone calls, read e-mails, study behavioral patterns of border incursions, follow smuggling routes, and process data about drug dealers, money launderers, and cartel bosses. According to a former Mexican anti-drug prosecutor, U.S. agents are not restricted from eavesdropping on anyone in Mexico by U.S. laws that require judicial authority as long as they are not on U.S. territory and not bugging American citizens.
Aviões teleguiados dos Estados Unidos espionam esconderijos de cartéis, e transmissores rastejadores dos Estados Unidos localizam carros e telefones suspeitos. Agentes dos Estados Unidos rastreiam transmissores, rastreiam telefonemas, leem emails, estudam padrões comportamentais de incursões pela fronteira, seguem rotas de contrabando e processam dados acerca de traficantes de drogas, lavadores de dinheiro e chefes de cartéis. De acordo com ex-promotor antidrogas mexicano, os agentes dos Estados Unidos não são restringidos em relação a escuta de qualquer pessoa no México por leis dos Estados Unidos que exigem autoridade judicial quando não estejam em território dos Estados Unidos importunando cidadãos não estadunidenses.
According to William Wechsler, deputy assistant secretary of defense for counter-narcotics and global threats, the Department of Defense (DOD) will increase its counter-narcotics support for Mexico in fiscal year 2011 (Oct. 1, 2011 to Sept. 30, 2012) to over $50 million. This is a substantial increase from the $34.5 million spent in 2010 and the $34.2 million spent in 2009. Before 2009, the DOD allocated “only” $3 million in U.S. taxpayer funds for Mexican counter-narcotics activities.
De acordo com William Wechsler, secretário assistente de defesa para contranarcóticos e ameaças globais, o Departamento de Defesa (DOD) aumentará seu apoio de contranarcóticos relativo ao México no ano fiscal de 2011 (1o. de outubro de 2011 a 30 de setembro de 2012) para mais de $50 milhões de dólares. É aumento substancial em relação aos $34,5 milhões gastos em 2010 e os $34,2 milhões gastos em 2009. Antes de 2009, o DOD alocava “apenas” $3 milhões dos fundos dos contribuintes dos Estados Unidos para atividades mexicanas de contranarcóticos.
Wechsler testified before the Senate Armed Services Emerging Threats and Capabilities Subcommittee on April 12 that the Pentagon’s increase in support to Mexico’s security forces engaged in the war on drugs will take place despite a recent State Department report of human-rights abuses by Mexican security forces. He also said that the DOD is working “to develop a joint security effort in the border region of Mexico, Guatemala, and Belize.”
Wechsler depôs, em 12 de abril, perante a Subcomissão de Ameaças Emergentes e Recursos de Serviços Armados do Senado dizendo que o aumento, pelo Pentágono, em apoio às forças de segurança do México engajadas na guerra às drogas terá lugar a despeito de recente relatório do Departamento de Estado referente a violações de direitos humanos por forças de segurança do México. Disse também que o DOD está trabalhando “para desenvolver um esforço conjunto de segurança na região fronteiriça de México, Guatemala e Belize.”
This DOD assistance is in addition to funds from the State Department that provide training and equipment to Mexican law enforcement to the tune of another $500 million a year appropriated from U.S. taxpayers.
Essa assistência do DOD soma-se a fundos do Departamento de Estado que possibilitam treinamento e equipamento aos órgãos mexicanos de cumprimento da lei no montante de outros $500 milhões de dólares por ano apropriados de contribuintes dos Estados Unidos.
But in spite of all this assistance, President Calderón recently said that U.S. cooperation in the fight against drug cartels has been “insufficient.”
A despeito, porém, de toda essa ajuda, o Presidente Calderón disse recentemente que a luta dos Estados Unidos contra os cartéis de drogas tem sido “insuficiente.”
I note first of all that whether the government of Mexico chooses to engage in the folly known as the war on drugs is the business of Mexico and Mexicans. Just as no American would appreciate it if some foreign government tried to influence U.S. government policy, so the U.S. government should neither discourage nor encourage the Mexican government to fight a war on drugs or any other activity.
Observo, em primeiro lugar, que o governo do México optar ou não por engajar-se na falta de bom senso conhecida como guerra às drogas é algo da conta do México e dos mexicanos. Do mesmo modo que nenhum estadunidense gostaria se algum governo estrangeiro tentasse influenciar a política do governo dos Estados Unidos, o governo dos Estados Unidos nunca deveria desestimular nem estimular o governo mexicano a conduzir guerra às drogas ou qualquer outra atividade.
Secondly, if there is nothing in the U.S. Constitution that authorizes the federal government to declare a war on drugs or fight crime, then there is certainly nothing in that document that authorizes the federal government to help Mexico or any other foreign country do those things.
Em segundo lugar, se nada há na Constituição dos Estados Unidos que autorize o governo federal a declarar guerra às drogas ou a combater o crime, então certamente nada há naquele documento que autorize o governo federal a ajudar o México ou qualquer outro país estrangeiro a fazer tais coisas.
Thirdly, even if Mexico’s war on drugs is just and right, the United States should not be funding it. U.S. foreign aid takes many forms, and helping the Mexican government fight drug cartels is just another form of foreign aid. The United States gives billions of dollars in foreign aid every year to many countries. Some receive foreign aid in the billions (like Egypt and Israel) and others receive foreign aid “only” in the millions, tens of millions, or hundreds of millions. But regardless of the amount, foreign-aid spending by the U.S. government is only possible because billions of dollars have first been confiscated from American taxpayers. If an individual American is in favor of the Mexican’s government’s war on drugs then he can make a contribution to the Mexican government. Just don’t expect the rest of us to do likewise.
Em terceiro lugar, mesmo que a guerra às drogas do México seja justa e correta, os Estados Unidos não deveriam estar financiando-a. A ajuda externa dos Estados Unidos toma muitas formas, e ajudar o governo mexicano a combater cartéis de drogas é apenas outra forma de ajuda externa. Os Estados Unidos dão biliões de dólares em ajuda externa todo ano para muitos países. Alguns recebem ajuda externa na casa dos biliões (como Egito e Israel) e outros recebem ajuda externa “apenas” na casa dos milhões, dezenas de milhões, ou centenas de milhões. Independentemente porém do montante, gastos do governo dos Estados Unidos em ajuda externa só são possíveis devido a biliões de dólares serem, primeiro, confiscados dos contribuintes estadunidenses. Se um estadunidense individual for favorável à guerra do governo mexicano às drogas, poderá fazer uma contribuição ao governo mexicano. Apenas não espere que os resto de nós faça o mesmo.
Fourthly, the government of Mexico should end its war on drugs. Most of the violence and corruption in Mexico is because of the enormous black-market premium in the illicit drug trade. The high risk involved in selling illegal drugs means that drugs sell on the street for many times more than they would sell if drugs were legal. But the war on drugs in Mexico should not be ended just as a way to stop the violence and corruption it fosters. The war on drugs in Mexico should be ended because it is a war on freedom by the Mexican government. Ending the war on drugs in Mexico has nothing to do with surrendering to the drug cartels, appeasing or accommodating them, or just throwing in the towel; it has everything to do with individual liberty, private property, personal responsibility, and the free market.
Em quarto lugar, o governo do México deveria acabar com sua guerra às drogas. A maior parte da violência e da corrupção no México deve-se ao enorme prêmio de mercado paralelo no comércio de drogas ilegais. O alto risco envolvido na venda de drogas ilegais significa que as drogas são vendidas nas ruas por muitas vezes mais do que seriam vendidas se drogas fossem legais. A guerra às drogas no México, porém, não deveria ser encerrada apenas como forma de fazer cessar a violência e a corrupção que promove. A guerra às drogas no México deveria ser encerrada porque é uma guerra do governo mexicano contra a liberdade. Acabar com a guerra às drogas no México nada tem a ver com render-se aos cartéis de drogas, apaziguando-os ou entrando em acordo com eles, ou simplesmente jogando a toalha; tem tudo a ver com liberdade individual, propriedade privada, responsabilidade pessoal, e livre mercado.
And finally, the United States should just stop funding and participating in the Mexican drug war. It should likewise end the futile, unconstitutional, expensive, civil-liberties-eroding, financial-privacy-destroying, prison- crowding, and violence-fostering war on drugs.
E, finalmente, os Estados Unidos deveriam simplesmente parar de financiar a guerra mexicana às drogas e de participar dela. Deveriam, também, acabar com a ineficaz, inconstitucional, dispendiosa, erodidora das liberdades civis, destruidora da privacidade financeira, locupletadora de prisões e promotora da violência, guerra às drogas.
Laurence M. Vance is a free-lance writer in central Florida. He is the author of The Revolution That Wasn’t. Visit his website: www.vancepublications.com. Send him email.
Laurence M. Vance é escritor autônomo da Flórida central. É autor de A Revolução Que Não Aconteceu. Visite o website dele: www.vancepublications.com. Envie-lhe email.

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