Wednesday, September 7, 2011

FFF - Commentaries - Can Kuwait Break the Guantánamo Deadlock?

THE FUTURE OF FREEDOM FOUNDATION - FFF
A FUNDAÇÃO FUTURO DE LIBERDADE - FFF
COMMENTARIES
COMENTÁRIOS
Can Kuwait Break the Guantánamo Deadlock?
Poderá o Kuwait Quebrar o Impasse de Guantánamo?
by Andy Worthington, August 30, 2011
por Andy Worthington, 30 de agosto de 2011
As the tenth anniversary of the 9/11 attacks approaches, those hoping for the closure of the “War on Terror” prison at Guantánamo, which was and remains the most notorious emblem of the Bush administration’s excessive and misguided response to the attacks, are wondering how the prison will ever close.
À medida que se aproxima o décimo aniversário dos ataques do 11/9, aqueles que nutrem esperança de fechamento da prisão da “Guerra contra o Terror” de Guantánamo, que era e continua a ser o mais notório emblema da resposta excessiva e equivocadamente direcionada da administração Bush aos ataques, se perguntam se aquela prisão algum dia será fechada.
Because of a combination of cowardice on the part of Barack Obama and ferocious opposition in Congress to his plans to close Guantánamo, 171 men remain at the prison, even though the president initially promised to close it within a year of taking office, and even though a task force he convened to review the prisoners’ cases — a task force comprising career officials and lawyers in government departments and the intelligence agencies — recommended that only 36 of those men should be tried and 89 others released.
Por causa de uma conjugação de covardia de Barack Obama e feroz oposição, no Congresso, aos planos dele de fechar Guantánamo, 171 homens continuam na prisão, embora o presidente de início tivesse prometido fechá-la dentro de um ano a partir de sua posse, e embora uma força-tarefa por ele montada para revisar os casos dos prisioneiros — uma força-tarefa integrada por autoridades de carreira e advogados dos departamentos do governo e dos órgãos de inteligência — tivesse recomendado que apenas 36 daqueles homens fossem julgados, e outros 89 fossem libertados.
With a Congress-imposed ban on bringing prisoners to the U.S. mainland for any reason, and lawmakers insisting that they have the right to intervene in any plans to release prisoners, those campaigning to close Guantánamo have been obliged to seek out new angles in the effort to reawaken awareness about the ongoing injustice of Guantánamo.
Com proibição, pelo Congresso, de trazida de prisioneiros para o continente dos Estados Unidos qualquer seja o motivo, e legisladores insistindo em que têm o direito de intervir em quaisquer planos de libertação de prisioneiros, aqueles que fazem campanha para fechar Guantánamo têm sido obrigados a procurar novos ângulos no esforço de redespertar a consciência da injustiça que permanece existindo em Guantánamo.
To that end, a recent feature on CNN, dealing with the two remaining Kuwaiti prisoners in Guantánamo, highlighted some of the problems outlined above, as well as casting a baleful eye on the failure of the U.S. judiciary to secure the release of prisoners. Important, however, is that it also provided a possible route out of the current paralysis regarding the closure of the prison, if the Obama administration can locate any political backbone.
Para esse fim, recente apresentação da CNN, referente aos dois prisioneiros kuwaitis restantes em Guantánamo, sublinhou alguns dos problemas acima esboçados, e bem assim lançou um olhar severo sobre a inépcia do judiciário dos Estados Unidos para assegurar a libertação dos prisioneiros. Importante, contudo, é também ter proporcionado uma possível via para romper a atual paralisia a respeito do fechamento da prisão, se a administração Obama conseguir conjurar alguma vontade política.
The two remaining Kuwaitis in Guantánamo, Fayiz al‑Kandari and Fawzi al‑Odah, lost their habeas corpus petitions in September 2010 and August 2009, despite there being no actual evidence that they were involved in any activities against U.S. or coalition forces. I covered the judges’ rulings on their petitions at the time, and also covered al‑Kandari’s story in depth in October 2009, and I was pleased to note that CNN’s coverage dealt thoroughly with the supposed evidence and the problems with it and that they ought to provide an impetus for the closure of Guantánamo to be back on the agenda as the tenth anniversary of the prison’s opening approaches.

Os dois kuwaitis remanescentes em Guantánamo, Fayiz al‑Kandari e Fawzi al‑Odah, perderam suas petições de habeas corpus em setembro de 2010 e agosto de 2009, a despeito de não haver evidência concreta de terem estado envolvidos em quaisquer atividades contra os Estados Unidos ou as forças da coalizão. Fiz cobertura das sentenças dos juízes relativas às petições deles à época, e também cobri a história de al‑Kandari em profundidade em outubro de 2009, e fiquei feliz de observar que a cobertura da CNN lidou de maneira completa com a suposta evidência e os problemas em relação a ela, o que deveria dar impulso para o fechamento de Guantánamo voltar à agenda à medida que se aproxima o décimo aniversário da inauguração da prisão.
As CNN described al‑Kandari’s story, the young man, who was “the eldest son of a large family,” traveled to Pakistan in June 2001 and on to Afghanistan in August 2001. His “stated purpose” was “to do charitable work, assisting with the reconstruction of two wells and the repair of a mosque.” He had undertaken charitable work before — in Bosnia in 1994 and in Afghanistan in 1997. Moreover, a member of his family stated that his visit was “for the sake of his mother who had cancer” so that there would be “more blessings from God on her behalf.”
Do modo como a CNN contou a história de al-Kandari, o jovem, “filho mais velho de uma grande família,” viajara para o Paquistão em junho de 2001 e para o Afeganistão em agosto de 2001. Seu “propósito declarado” era “fazer trabalho de caridade, ajudando na reconstrução de dois poços e no reparo de uma mesquita.” Ele já havia feito trabalho caritativo antes — na Bósnia em 1994 e no Afeganistão em 1997. Ademais, um membro da família dele declarou que a visita dele fora “para bem da mãe, que tinha câncer” a fim de que houvesse “mais bênçãos de Deus em favor dela.”
In Afghanistan, after the 9/11 attacks, as was noted by Lt. Col. Barry Wingard, a military attorney assigned to defend al‑Kandari in the trial by military commission for which he was put forward in the dying days of the Bush administration, al‑Kandari “remembers leaflets falling all around him” on which “there was a picture of an Afghan man who was holding a bag of money.” The leaflets, prepared by a U.S. PsyOps team and dropped from planes, stated, “You turn in your Arabs and we will give you money.” Colonel Wingard explained that, as a result, Afghan officials advised al‑Kandari to leave, but, instead, he was seized by Northern Alliance soldiers and sold to the U.S.
No Afeganistão, depois dos ataques do 11/9, como observado pelo Tenente-Coronel Barry Wingard, advogado militar designado para defender al‑Kandari no julgamento por comissão militar perante a qual ele foi levado nos últimos dias da administração Bush, al‑Kandari “lembra-se de panfletos caindo por todos os lados ao redor dele” nos quais “havia o retrato de um homem afegão segurando um saco de dinheiro.” Os panfletos, preparados por uma equipe de Operações Psicológicas dos Estados Unidos - U.S. PsyOps e jogados de aviões, diziam: “Você entrega seus árabes e nós daremos dinheiro a você.” O Coronel Wingard explicou que, em decorrência, as autoridades afegãs aconselharam al-Kandari a ir-se embora mas, em vez disso, ele foi apanhado por soldados da Aliança do Norte e vendido aos Estados Unidos.
To prosecutors, al‑Kandari’s story is unconvincing, but their own version of events is thoroughly outlandish. As was claimed in September 2004, during his Combatant Status Review Tribunal (a military review board convened to assess whether he had been correctly designated on capture as an “enemy combatant”), al‑Kandari was supposed to have “recruited personnel to participate in jihad in Afghanistan” and to have “received weapons training at the Khaldan training camp,” where “Osama bin Laden personally provided religious instruction and trainee [sic].” The tribunal concluded that he was a member of al‑Qaeda, who, in their opinion, had been present in Afghanistan’s Tora Bora mountains during a showdown between al‑Qaeda forces and the U.S. military (and its proxy Afghan army) between mid November and mid December 2001.
Para os promotores a história de al‑Kandari não pareceu convincente, mas a versão deles próprios dos eventos é completamente bizarra. Como asseverado em setembro de 2004, durante seu Tribunal de Revisão de Status (junta militar de revisão criada para avaliar se ele havia sido corretamente designado, quando de sua captura, como “combatente inimigo”), al‑Kandari supostamente teria “recrutado pessoal para participar da jihad no Afeganistão” e teria “recebido treinamento em armamentos no campo de treinamento de Khaldan,” onde “Osama bin Laden pessoalmente dava instrução religiosa e treinando [sic].” O tribunal concluiu que ele era membro da al‑Qaeda que, na opinião dele tribunal, havia estado presente nas montanhas de Tora Bora, no Afeganistão, durante um combate entre forças da al-Qaeda e a instituição militar dos Estados Unidos (e seu procurador, o exército afegão) entre meado novembro e meado dezembro de 2001.
In response, al‑Kandari, who has “always denied the accusations” and has avoided incriminating himself (or others), like so many other prisoners subjected to unbearable pressure, is on record as stating, “I looked at all the unclassified accusations; I was laughing so hard.”
Em resposta, al‑Kandari, que “sempre negou as acusações” e tem evitado incriminar-se (ou outras pessoas), ao contrário de tantos outros prisioneiros submetidos a pressão insuportável, declarou oficialmente: “Percorri todas as acusações não secretas; dei muita gargalhada.”
Despite only arriving in Afghanistan in August 2001, not only was he accused of visiting the al‑Farouq training camp (the main training camp for Arabs in the years before 9/11), but it was also stated that he “provided instruction to al‑Qaeda members and trainees” that he “served as an adviser to Osama bin Laden,” and that he “produced recruitment audio and video tapes which encouraged membership in al‑Qaeda and participation in jihad.”
A despeito de só chegar ao Afeganistão em agosto de 2001, não apenas foi acusado de visitar o campo de treinamento de al-Farouq (o principal campo de treinamento para árabes nos anos anteriores ao 11/9) como foi declarado também que ele “proporcionou instrução a membros e treinandos da al-Qaeda,” que “serviu como conselheiro de Osama bin Laden,” e “produziu fitas de áudio e de vídeo de recrutamento que estimulavam filiação à al-Qaeda e participação na jihad.”
Over the years, he has faced other claims — that he attended two training camps, fought on the Taliban frontlines against the Northern Alliance, was with Osama bin Laden in Tora Bora, and was a religious leader for al‑Qaeda and the Taliban — even though the government was unable to explain how he “provided instruction to al‑Qaeda members and trainees” at al‑Farouq, when the camp closed less than a month after his arrival in Afghanistan, and, more important, how he was supposed to have undertaken all this training, provided all this instruction and advice, and produced videos and audiotapes during the small amount of time that he actually spent in Afghanistan. As he stated during a military review in 2005,
Ao longo dos anos, enfrentou outras alegações — ter frequentado dois campos de treinamento, lutado nas linhas de frente do Talibã conta a Aliança do Norte, ter estado com Osama bin Laden em Tora bora, e ter sido líder religioso da al‑Qaeda e do Talibã — embora o governo fosse incapaz de explicar como ele “proporcionou instrução a membros e treinandos da al-Qaeda” em al‑Farouq, quando o campo foi fechado menos de um mês depois de ele ter chegado ao Afeganistão e, mais importante, como teria ele obtido todo o seu treinamento, fornecido todos aqueles instrução e aconselhamento e produzido vídeos e fitas de áudio durante a curto período de tempo que efetivamente passou no Afeganistão. Como declarou ele durante uma revisão militar em 2005,
At the end of this exciting story and after all these various accusations, when I spent most of my time alongside bin Laden as his advisor and his religious leader ... All this happened in a period of three months, which is the period of time I stayed in Afghanistan? I ask, are these accusations against Fayiz or against Superman? It seems to me that whoever wrote these accusations he must [have] been drinking and he must have been drunk when he wrote it.
Ao final dessa excitante história e depois todas essas várias acusações, de eu ter passado a maior parte do meu tempo ao lado de bin Laden e de ser seu conselheiro e líder religioso ... Tudo isso aconteceu num período de três meses, que é o período de tempo que passei no Afeganistão? Pergunto, essas são acusações contra Fayiz ou contra o Super-Homem? Parece-me que quem quer que tenha escrito essas acusações terá de [ter] bebido e só podia estar bêbado quando as escreveu.
Adding new information to what was already known, Moazzam Begg, a former Guantánamo prisoner and British citizen, told CNN he remembered al‑Kandari from his own brief detention in Kandahar, Afghanistan, before his transfer to Bagram and then Guantánamo, “because the Americans would bring him from cell to cell to collect trash.” He recalled that other prisoners “told him al‑Kandari was knowledgeable about Islamic issues,” but never heard any of his fellow prisoners mention that he was “associated with known terrorists or terrorist activities.”
Acrescentando nova informação ao que já era conhecido, Moazzam Begg, ex-prisioneiro de Guantánamo e cidadão britânico, disse à CNN que se lembrava de al-Kadari a partir de sua própria breve detenção em Kandahar, Afeganistão, antes de sua transferência para Bagram e depois para Guantánamo, “porque os estadunidenses o traziam de cela em cela para coletar lixo.” Ele se lembrava de que outros prisioneiros “disseram-lhe que al‑Kandari era conhecedor de questões islâmicas,” mas nunca ouviu de seus colegas prisioneiros menção de ele ter estado “associado a terroristas conhecidos ou a atividades terroristas.”
Colonel Wingard pointed out that al‑Kandari had “maintained his innocence” throughout nearly ten years in detention, and friends and relatives also insisted that he “never had any affiliation with terrorist organisations.” His mother, Fatima Yusuf, explained in a letter supporting her son’s habeas petition, “I have lost my son for years and I am longing for him.” She added that his piety was apparent from when he was a child, because he “used to divide his daily pocket expenses into two halves, one for him and he used to distribute the other half to the poor. Sometimes, he spent his whole pocket expenses to the needy, without withholding anything for him.”
O Coronel Wingard destacou que al‑Kandari havia “reafirmado sua inocência” ao longo de aproximadamente dez anos de detenção, e amigos e parentes também insistiram em que ele “nunca fora de qualquer modo filiado a organizações terroristas.” Sua mãe, Fatima Yusuf, explicou numa carta apoiando a petição de habeas de seu filho: “Perdi meu filho durante anos e sinto saudade dele.” Acrescentou que seu espírito piedoso era visível desde que ele era criança, porque “costumava dividir seu dinheiro diário para despesas miúdas em duas metades, uma para ele e a outra ele costumava distribuir para os pobres. Por vezes, ele dava a totalidade de seu dinheiro para despesas miúdas aos necessitados, sem reter nada para si.
Although al‑Kandari has recently been allowed to make phone calls to his family every few months, he is not currently doing so, because, as Colonel Wingard explained, “he has been locked in solitary confinement for going on a hunger strike after his personal belongings, including his mail, was [sic] taken.”
Embora al‑Kandari tenha tido recentemente permissão para fazer chamadas telefônicas para sua família cada poucos meses, ele na verdade não as está fazendo porque, como o Coronel Wingard explicou, “tem estado trancado em confinamento solitário por ter feito greve de fome depois que seus pertences pessoais, inclusive suas cartas, foi [sic] tomados.”
The case against the other Kuwaiti, Fawzi al‑Odah, is hardly any more convincing. As I explained in an article for the BBC in 2007, he was a primary-school teacher who “took a short holiday from work and traveled to Afghanistan in August 2001 to teach the Koran and provide humanitarian aid. This was something he had done before, in other countries, and his family had a history of providing humanitarian aid, establishing libraries and wells in various countries in Africa.”
A argumentação contra o outro kuwaiti, Fawzi al‑Odah, dificilmente é mais convincente. Como expliquei num artigo para a BBC em 2007, ele era um professor de escola primária que “tirou curtas férias e viajou para o Afeganistão em 2001 para ensinar o Corão e proporcionar ajuda humanitária. Aquilo era algo que ele já fizera antes, em outros países, e sua família tinha um histórico de proporcionar ajuda humanitária, criando bibliotecas e poços em diversos países da África.”
Furthermore, as I explained when he lost his habeas petition,
Ademais, como expliquei quando ele perdeu sua petição de habeas,
Judge [Colleen] Kollar-Kotelly’s ruling was based on a dubious assemblage of information that relied more on inconsistencies in al‑Odah’s account of his activities than it did on anything resembling concrete evidence, as she herself admitted, when she wrote that there were “significant reasons why the Government’s proffered evidence may not be accurate or authentic.”
A decisão da Juíza [Colleen] Kollar-Kotelly baseou-se numa dúbia junção de informações que se apoiava mais nas incoerências da descrição de al‑Odah de suas atividades do que em qualquer coisa parecida com evidência concreta, conforme ela própria admitiu quando escreveu haver “importantes motivos quanto a por que a evidência oferecida pelo Governo poderá não ser precisa ou autêntica.”
This supposed evidence, which even the judge had reason to doubt, consisted primarily of claims that al‑Obdah had undertaken military training for one day and had “admit[ted] carrying an AK‑47 through the Tora Bora mountains for 10 to 11 days during the U.S. air campaign in that region.”
Essa suposta evidência, da qual até a juíza teve motivo para duvidar, consistiu precipuamente em afirmações de que al-Obdah havia tido treinamento militar durante um dia e havia “admit[ido] carregar um AK‑47 por entre as montanhas de Tora Bora durante 10 a 11 dias durante a campanha aérea dos Estados Unidos naquela região.”
Like al‑Kandari, al‑Odah has “maintained his innocence throughout his detention” and his father, Khalid, a former pilot who worked with U.S. forces during the war against Saddam Hussein in 1991 and now works with the Kuwait Family Committee, which lobbies on behalf of the Kuwaiti prisoners, told CNN that, although his son was carrying a weapon when he was detained, it was only for self-defense.
Como al‑Kandari, al‑Odah vem “reafirmando sua inocência durante todo o seu período de detenção” e seu pai, Khalid, ex-piloto que trabalhou com as forças dos Estados Unidos durante a guerra contra Saddam Hussein em 1991 e agora trabalha com a Comissão da Família Kuwaiti, que faz lobby em favor dos prisioneiros kuwaitis, disse à CNN que, embora seu filho estivesse portando arma quando detido, fazia isso só para defesa própria.
Even if the U.S. case is true, it is hardly appropriate, nearly ten years after the 9/11 attacks, that, as I explained when al‑Odah lost his habeas petition,
Mesmo se a argumentação dos Estados Unidos for verdadeira, dificilmente será aceitável, quase dez anos depois dos ataques do 11/9, que, como expliquei quando al-Odah perdeu sua petição de habeas,
the United States is still asserting that it has the right to hold a young man who spent just one day at a training camp, who did not flee Afghanistan after the 9/11 attacks (perhaps because he feared reprisals if he was found escaping), who traveled with other men to Kabul, and then to Logar and then to Tora Bora and his eventual capture, with no evidence that he ever used the weapon he was given, and no evidence that his training involved anything more than firing a few rounds from an AK‑47 in a practice session.
os Estados Unidos estejam ainda afirmando ter o direito de manter um jovem que passou apenas um dia em campo de treinamento, que não fugiu do Afeganistão depois dos ataques do 11/9 (talvez por temer represálias se fosse descoberto enquanto tentasse escapar), que viajou com outros homens para Cabul, e então para Logar e então para Tora Bora e finalmente para onde capturado, sem qualquer evidência de ter jamais usado a arma que lhe fora dada, e sem nenhuma evidência de que seu treinamento tenha envolvido qualquer coisa mais do que disparar umas poucas vezes com um AK‑47 numa sessão de prática.
The problems facing al‑Kandari and al‑Odah strike at the heart of the problems confronting those calling for the closure of Guantánamo and relate to the failures of their habeas corpus petitions to guarantee that their cases are judged fairly and to Obama’s failure to recognize that prisoners should either be tried or released.
Os problemas com que se defrontam al‑Kandari e al‑Odah ressaltam o cerne dos problemas enfrentados por aqueles que pedem o fechamento de Guantánamo, e se relacionam com a incapacidade de as petições de habeas corpus deles garantirem que seus casos sejam julgados enquanimemente, e com o fato de Obama não reconhecer que os prisioneiros deveriam ser ou julgados ou libertados.
In March this year, confirming the recommendations of his task force, the president issued an executive order approving the indefinite detention of 46 of the remaining prisoners, with periodic reviews of their status, on the basis that they are too dangerous to release but that not enough evidence exists to put them on trial.
Em março deste ano, confirmando as recomendações de sua força-tarefa, o presidente emitiu uma ordem executiva aprovando a detenção por tempo indefinido de 46 dos prisioneiros remanescentes, com revisões periódicas de sua condição, com fundamento em eles serem perigosos demais para ser libertados mas não haver evidência suficiente para levá-los a julgamento.
That executive order has, understandably, been widely criticized by human-rights groups and concerned lawyers, and although the Obama administration has not announced which of the remaining prisoners have been designated for indefinite detention, al‑Kandari’s lawyers believe he “is likely to be indefinitely detained” as CNN described it. It also seems likely that al‑Odah, along with other prisoners who have lost their habeas petitions, is also in that category.
Tal ordem executiva foi, compreensivelmente, amplamente criticada por grupos de direitos humanos e advogados preocupados e, embora a administração Obama não tenha divulgado quais dos prisioneiros remanescentes foram designados para detenção por tempo indefinido, os advogados de al‑Kandari acreditam que ele “provavelmente ficará detido indefinidamente,” nas palavras da CNN. Parece também provável que al‑Odah, juntamente com outros prisioneiros que perderam suas petições de habeas, esteja nessa categoria.
Speaking of those designated for indefinite detention, Colonel Wingard told CNN that they were “unfortunate souls” who “will never get a trial, will be presumed guilty, and will die in Guantánamo without ever having stepped into a courtroom.”
Falando dos designados para detenção por tempo indefinido, o Coronel Wingard disse à CNN que eles eram “infelizes criaturas” que “nunca terão julgamento, serão presumidas culpadas, e morrerão em Guantánamo sem jamais terem adentrado uma sala de tribunal.”
An appeal by al‑Kandari has been submitted to the Court of Appeals in Washington D.C. (the D.C. Circuit Court), but as I have explained in several articles this year (see here, here, and here, for example), that court, which includes several judges whose worldview matches that of the Bush administration officials and lawyers who dreamt up the abomination that is Guantánamo in the first place, has effectively gutted habeas corpus of all meaning for the Guantánamo prisoners, vacating or reversing every successful habeas petition that has come before it.
Foi feita apelação por al‑Kandari ao Tribunal de Apelações de Washington D.C. (o Tribunal de Circuito do D.C.) mas, como já expliquei em diversos artigos este ano (ver aqui, aqui e aqui, por exemplo), aquele tribunal, que inclui diversos juízes cujas visões de mundo, para começar, casam-se com as das autoridades e juízes da administração Bush que conceberam a abominação que é Guantánamo, na prática já eviscerou o habeas corpus de todo o significado no caso dos prisioneiros de Guantánamo, anulando ou revogando toda petição bem-sucedida de habeas a ele apresentada.
It is therefore almost certain that al‑Kandari’s appeal will fail, as, indeed, did al‑Odah’s appeal, which was rejected by the Circuit Court in June 2010. As a result, David Cynamon, the lead attorney for the Kuwaitis in Guantánamo, was speaking accurately when he told CNN that the court was a “black hole” for the detainees. Cynamon proceeded to explain that, as CNN put it, “[the] difficulty with the Guantánamo cases is the government relies on hearsay.” Elaborating, he explained that there was no way of “testing the truthfulness of the people making the allegations.”
É pois quase certo que a apelação de al‑Kandari fracassará, como, de fato, ocorreu com a apelação de al‑Odah, a qual foi rejeitada pelo Tribunal de Circuito em junho de 2010. Em decorrência, David Cynamon, advogado principal dos kuwaitis em Guantánamo, falou com exatidão ao dizer à CNN que o tribunal era um “buraco negro” para os detentos. Cynamon em seguida explicou que, nas palavras da CNN, “[a] dificuldade nos casos de Guantánamo é o governo aceitar o ouvir dizer.” Desenvolvendo o tema, ele explicou não haver maneira de “testar a veracidade das pessoas que fizeram as alegações.”
In addition, the Supreme Court has also refused to reexamine the cases. Eight appeals had been submitted by the start of this year, but all were dismissed, including al‑Odah’s, which was one of three rejected on April 4 this year.
Além disso, o Supremo Tribunal também se recusou a reexaminar os casos. Oito apelações haviam sido submetidas até o início deste ano, mas todas foram arquivadas, inclusive a de al‑Odah, uma das três recusadas em 4 de abril deste ano.
With the legal avenues cut off as effectively as they were under George W. Bush and no sign that the American public is interested, the fate of Fayiz al‑Kandari and Fawzi al‑Odah — and, by extension, of other prisoners trapped in Guantánamo — may, therefore, be in the hands of the Kuwaiti government. As CNN noted, Kuwait “is an important U.S. ally in the Gulf” rescued after Saddam Hussein invaded in 1991, and an important base for the U.S.-led invasion of Iraq in March 2003.
Com as vias legais inviabilizadas tão eficazmente quanto o foram no governo de  George W. Bush e nenhum sinal de o público estadunidense estar interessado, o destino de Fayiz al‑Kandari e Fawzi al‑Odah — e, por extensão, de outros prisioneiros presos em Guantánamo — poderá, portanto, estar nas mãos do governo kuwaiti. Como observou a CNN, o Kuwait “é importante aliado dos Estados Unidos no Golfo” resgatado depois de Saddam Hussein tê-lo invadido em 1991, e importante base para a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em março de 2003.
That ought to count for something, and it clearly did in 2005 and 2006, when eight of the twelve Kuwaitis held in Guantánamo were released, and in 2009, when two others were released after winning their habeas petitions. Khalid al‑Odah told CNN that nine of the men had “reintegrated well.” He said, “They are productive. Some have children; they are working and we are in contact with them all the time.”
Isso deveria valer alguma coisa, e claramente valeu em 2005 e 2006, quando oito dos doze kuwaitis mantidos em Guantánamo foram libertados, e em 2009, quando outros dois foram libertados depois de serem bem-sucedidos em suas petições de habeas. Khalid al‑Odah disse à CNN que nove dos homens haviam-se “reintegrado bem.” Ele disse: “Eles são produtivos. Alguns têm filhos; estão trabalhando e estamos em contato com eles o tempo todo.”
However, as was revealed in diplomatic cables from the U.S. embassy in 2009, which were released by WikiLeaks last November, the U.S. ambassador in Kuwait alleged that Kuwait’s record had been tarnished by the example of the tenth ex-prisoner, Abdullah al‑Ajmi, released in November 2005, who had blown himself up as a suicide bomber in Mosul, Iraq, following his release.
Não obstante, como foi revelado em telegramas diplomáticos da embaixada dos Estados Unidos em 2009, divulgados pelo WikiLeaks em novembro último, o embaixador dos Estados Unidos no Kuwait alegou que o histórico do Kuwait havia sido desdourado pelo exemplo do décimo prisioneiro, Abdullah al‑Ajmi, libertado em novembro de 2005, que se explodiu como homem-bomba suicida em Moçul, Iraque, em seguida a sua libertação.
The ambassador dismissed all the Kuwaiti prisoners as “nasty, unrepentant individuals” and secured support from Kuwait’s Minister of Interior Sheikh Jaber al‑Khalid al‑Sabah, who said of the prisoners, “If they are rotten, they are rotten and the best thing to do is get rid of them. You picked them up in Afghanistan; you should drop them off in Afghanistan, in the middle of the war zone.”
O embaixador desqualificou todos os prisioneiros kuwaitis como “sórdidos indivíduos impenitentes” e obteve apoio do Ministro do Interior do Kuwait Sheikh Jaber al‑Khalid al‑Sabah, que disse dos prisioneiros: “Se estão podres, estão podres e a melhor coisa a fazer é livrar-se deles. Vocês os pegaram no Afeganistão; deveriam jogá-los no Afeganistão, no meio da zona de guerra.”
This was deeply shocking to Adel Abdul Hadi, one of al‑Kandari’s lawyers in Kuwait, who said, in response to Sheikh al‑Sabah’s comments, “Those charged with having Fayiz and Fawzi returned were actually suggesting they be murdered instead of being returned to Kuwait.”
Isso foi profundamente chocante para Adel Abdul Hadi, um dos advogados de al‑Kandari no Kuwait, que disse, em resposta aos comentários do Sheikh al‑Sabah: “Os encarregados do retorno de Fayiz e Fawzi em realidade estavam sugerindo que eles fossem assassinados em vez de devolvidos ao Kuwait.”
Specifically, the problems with al‑Ajmi ought to have been overcome following the return of the two other Kuwaitis who won their habeas petitions and were subsequently freed in 2009. One, Khalid al‑Mutairi, was found to be a charity worker, as he had claimed all along, and the other, Fouad al‑Rabiah, won his petition after a judge concluded that his confessions about working for Osama bin Laden and working with al‑Qaeda during the showdown in Tora Bora, were false confessions, learned and repeated as result of torture and the threat of torture.
Especificamente, os problemas referentes a al-Ajmi deveriam ter sido superados em seguida ao retorno dos outros dois kuwaitis que tiveram acolhidas suas petições de habeas e foram subsequentemente libertados em 2009. Um, Khalid al‑Mutairi, foi considerado obreiro de caridade, como havia afirmado o tempo todo, e o outro, Fouad al‑Rabiah, teve acolhida sua petição depois de um juiz ter concluído que suas confissões acerca de trabalhar para Osama bin Laden e trabalhar com a al‑Qaeda durante os embates em Tora Bora eram confissões falsas, aprendidas e repetidas como resultado de tortura e de ameaça de tortura.
Judge Kollar-Kotelly ruled that his confessions were “not credible or reliable, and that the Government has failed to provide the Court with sufficiently credible and reliable evidence to meet its burden of persuasion. If there exists a basis for al‑Rabiah’s indefinite detention, it most certainly has not been presented to this Court.”
A Juíza Kollar-Kotelly sentenciou que as confissões dele eram “não críveis nem fidedignas, e que o Governo não conseguiu oferecer ao Tribunal evidência suficientemente crível e fidedigna capaz de suprir seu ônus de persuasão. Se existe base para detenção de al-Rabiah por tempo indefinido, muito certamente não foi apresentada a este Tribunal.”
On his repatriation, according to David Cynamon, al‑Rabiah was briefly held in a rehabilitation center in Kuwait’s central prison, which was built at great expense by the Kuwaiti government. However, the government almost immediately realized that there was no case against him and released him.
Ao ser repatriado, de acordo com David Cynamon, al‑Rabiah foi por breve tempo mantido num centro de reabilitação na prisão central do Kuwait, construído com muito sacrifício pelo governo kuwaiti. Entretanto, o governo logo percebeu não haver nada contra ele e libertou-o.
Khalid al‑Odah told CNN that if the U.S. government has more significant doubts about Fayiz al‑Kandari and Fawzi al‑Odah, then they should be assuaged by the plans for their return. Both men, he said, would be sent to the rehabilitation center. Moreover, “They would not be allowed to leave the country and they would be under surveillance.”
Khalid al‑Odah disse à CNN que, se o governo dos Estados Unidos tiver dúvidas maiores acerca de Fayiz al‑Kandari e Fawzi al‑Odah, elas deveriam ser aplacadas pelos planos referentes ao retorno deles. Ambos, disse ele, seriam mandados para o centro de reabilitação. Ademais, “Eles não teriam permissão para sair do país e ficariam sob vigilância.”
He added that, although his son “may have lost his legal battle,” he was secure that “Kuwait has other cards to play with.” Those cards involve notions of justice that run deep in the Gulf nation, even if they are also capable of inspiring internal conflict.
Acrescentou que, embora seu filho “possa ter perdido sua batalha legal,” ele estava certo de que “o Kuwait tem outras cartas com as quais jogar.” Essas cartas envolvem noções de justiça profundamente entranhadas naquela nação do Golfo, embora capazes também de inspirar conflito interno.
On May 18 this year, a fight broke out while parliament was debating the fate of the two Kuwaitis still in Guantánamo, as a Shi’ite MP and a Muslim Brotherhood MP exchanged blows. However, most Kuwaiti MPs, and more than 16,000 other people, have signed a petition urging the U.S. government to “release Fayiz al‑Kandari immediately and ensure his return home to Kuwait since the Kuwait government has fulfilled all conditions stipulated by the U.S. administration for the release of detainees from Guantánamo Bay. Kuwait has enhanced the monitoring system of returned citizens and built a multi-million dollar rehabilitation center to facilitate their return.”
Em 18 de maio deste ano eclodiu uma briga enquanto o parlamento debatia o destino dos dois kuwaitis ainda em Guantánamo, quando um Membro do Parlamento - MP xiita e um Membro do Parlamento - MP da Irmandade Muçulmana trocaram socos. Não obstante, a maior parte dos MP kuwaitis, e mais de 16.000 outras pessoas, assinaram uma petição urgindo o governo dos Estados Unidos a “libertar Fayiz al‑Kandari imediatamente e assegurar seu retorno ao Kuwait visto ter o governo do Kuwait satisfeito todas as condições estipuladas pela administração dos Estados Unidos para a libertação de detentos da Baía de Guantánamo. O Kuwait aperfeiçoou o sistema de monitoramento de cidadãos retornados e construiu um centro de reabilitação de multimilhão de dólares para facilitar o retorno deles.”
Crucially, Kuwaiti MP Rola al‑Dashti told CNN that it was “impossible”; to know whether al‑Kandari was guilty or innocent. “I don’t see a fair trial,” she said. Referring to both al‑Kandari and Fawzi al‑Odah, she added, “Nobody knows why the U.S. is keeping them. It is very important to the people of Kuwait and to the families of the detainees that the U.S. abide by democratic principles. It doesn’t look good to look into the U.S. and see this kind of practice.”
Crucialmente, a MP kuwaiti Rola al‑Dashti disse à CNN ser “impossível” saber se al-Kandari era culpado ou inocente. “Não estou vendo nenhum julgamento justo,” disse ela. Referindo-se a ambos, al‑Kandari e Fawzi al‑Odah, ela acrescentou: “Ninguém sabe por que os Estados Unidos os estão retendo. É muito importante para o povo do Kuwait e para as famílias dos detentos que os Estados Unidos se pautem por princípios democráticos. Não causa boa impressão olhar para dentro dos Estados Unidos e ver esse tipo de prática.”
Lawmakers who have tried to tie Obama’s hands when it comes to closing Guantánamo have interfered to prevent prisoners from being returned to countries they regard as a threat — Yemen, for example, and Afghanistan. The example of Abdullah al‑Ajmi still hovers darkly over the releases of the Kuwaiti prisoners, but otherwise the Kuwaiti government, as a staunch ally of America and a beacon of stability in the Middle East, is ideally placed to push for the release of its final two citizens in Guantánamo.
Legisladores que tentaram atar as mãos de Obama no tocante a fechar Guantánamo já interferiram para impedir que os prisioneiros sejam devolvidos a países que eles veem como ameaça — o Iêmen, por exemplo, e o Afeganistão. O exemplo de Abdullah al‑Ajmi ainda paira sinistramente por sobre a libertação dos prisioneiros kuwaitis mas, por outro lado, o governo kuwaiti, como aliado fidedigno dos Estados Unidos e como fanal de estabilidade no Oriente Médio, está em posição ideal para pressionar pela libertação de seus dois últimos cidadãos em Guantánamo.
That, moreover, would break the deadlock that has paralyzed Obama and that leaves Guantánamo still beaming out its bleak message to the rest of the world that, when it comes to foreign Muslims, the U.S. government remains content to imprison them without charge or trial in an experimental prison that ought to be a source of shame and disgust.
Isso, ademais, romperia o impasse que já paralisou Obama e mantém Guantánamo ainda emitindo para o resto do mundo sua desoladora mensagem de que, quando se trate de muçulmanos estrangeiros, o governo dos Estados Unidos continua disposto a encarcerá-los sem acusação ou julgamento numa prisão experimental que deveria ser fonte de vergonha e asco.
Andy Worthington is the author of The Guantánamo Files: The Stories of the 774 Detainees in America’s Illegal Prison (published by Pluto Press) and serves as policy advisor to the Future of Freedom Foundation. Visit his website at: www.andyworthington.co.uk.
Andy Worthington é autor de Os Arquivos de Guantánamo: As Histórias dos 774 Detentos da Prisão Ilegal dos Estados Unidos (publicado pela Pluto Press) e atua como conselheiro de políticas da Fundação Futuro de Liberdade. Visite o website dele em: www.andyworthington.co.uk.
Andy Worthington is the author of The Guantánamo Files: The Stories of the 774 Detainees in America’s Illegal Prison (published by Pluto Press, distributed by Macmillan in the US, and available from Amazon — click on the following for the US and the UK) and of two other books: Stonehenge: Celebration and Subversion and The Battle of the Beanfield. To receive new articles in your inbox, please subscribe to my RSS feed (and I can also be found on Facebook and Twitter). Also see my definitive Guantánamo prisoner list, updated in July 2010, details about the new documentary film, “Outside the Law: Stories from Guantánamo” (co-directed by Polly Nash and Andy Worthington, and available on DVD here), my definitive Guantánamo habeas listthe chronological list of all my articles, and, if you appreciate my work, feel free to make a donation.
Andy Worthington é autor de Os Arquivos de Guantánamo: As Histórias dos 774 Detentos da Prisão Ilegal dos Estados Unidos (publicado pela Pluto Press, distribuído pela Macmillan nos Estados Unidos, e disponível pela Amazon — clique nos seguintes para Estados Unidos e Reino Unido) e de outros dois livros: Stonehenge: Comemoração e Subversão e A Batalha de Beanfield. Para receber novos artigos em sua caixa de entrada por favor assine meu RSS feed (e também posso ser encontrado em Facebook e Twitter). Veja também minha lista definitiva de prisioneiros de Guantánamo, atualizada em julho de 2010, detalhes acerca do novo filme documentário, “Fora da Lei: Histórias de Guantánamo” (codirigida por Polly Nash e Andy Worthington, e disponível em DVD aqui), minha lista definitiva de habeas de Guantánamo e a lista cronológica de todos os meus artigos, e, se você aprecia meu trabalho, sinta-se à vontade para fazer uma doação.

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