Sunday, September 4, 2011

The Anti-Empire Report - Libya and the world we live in / A word from the man the world's mightiest military powers have been trying to kill

English
Português
The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
September 1st, 2011
1o. de setembro de 2011
by William Blum
por William Blum
Libya and the world we live in
A Líbia e o mundo em que vivemos
"Why are you attacking us? Why are you killing our children? Why are you destroying our infrastructure?"
"Por que vocês estão nos atacando? Por que estão matando nossos filhos? Por que estão destruindo nossa infraestrutura?"
– Television address by Libyan Leader Muammar Gaddafi, April 30, 2011
– Discurso na televisão do líder líbio Muammar Gaddafi, 30 de abril de 2011
A few hours later NATO hit a target in Tripoli, killing Gaddafi's 29-year-old son Saif al-Arab, three of Gaddafi's grandchildren, all under twelve years of age, and several friends and neighbors.
Poucas horas depois a OTAN atingiu um alvo em Tripoli, matando o filho de 29 anos de Gaddafi, Saif al-Arab, três dos netos de Gaddafi, todos com menos de doze anos de idade, e diversos amigos e vizinhos.
In his TV address, Gaddafi had appealed to the NATO nations for a cease-fire and negotiations after six weeks of bombings and cruise missile attacks against his country.
Em seu discurso na TV Gaddafi havia apelado às nações da OTAN por um cessar-fogo e negociações, depois de seis semanas de bombardeio e ataques de mísseis de cruzeiro contra seu país.
Well, let's see if we can derive some understanding of the complex Libyan turmoil.
Bem, vamos ver se conseguimos extrair algum entendimento da complexa turbulência líbia.
The Holy Triumvirate — The United States, NATO and the European Union — recognizes no higher power and believes, literally, that it can do whatever it wants in the world, to whomever it wants, for as long as it wants, and call it whatever it wants, like "humanitarian".
O Sacro Triunvirato — Estados Unidos, OTAN e União Europeia — não reconhece poder mais alto e acredita, literalmente, que pode fazer tudo o que desejar no mundo, a quem desejar, por tanto tempo quanto desejar, e chamar isso do que desejar, por exemplo "humanitário".
If The Holy Triumvirate decides that it doesn't want to overthrow the government in Syria or in Egypt or Tunisia or Bahrain or Saudi Arabia or Yemen or Jordan, no matter how cruel, oppressive, or religiously intolerant those governments are with their people, no matter how much they impoverish and torture their people, no matter how many protesters they shoot dead in their Freedom Square, the Triumvirate will simply not overthrow them.
Se o Sacro Triunvirato resolver que não deseja depor os governos de Síria ou Egito ou Tunísia ou Bahrain ou Arábia Saudita ou Iêmen ou Jordânia, não importa o quanto esses governos sejam cruéis, opressores ou religiosamente intolerantes em relação a seus povos, não importa o quanto empobreçam e torturem seus povos, não importa quantos manifestantes matem a tiros em sua Praça da Liberdade, o Triunvirato simplesmente não os deporá.
If the Triumvirate decides that it wants to overthrow the government of Libya, though that government is secular and has used its oil wealth for the benefit of the people of Libya and Africa perhaps more than any government in all of Africa and the Middle East, but keeps insisting over the years on challenging the Triumvirate's imperial ambitions in Africa and raising its demands on the Triumvirate's oil companies, then the Triumvirate will simply overthrow the government of Libya.
Se o Triunvirato resolver que deseja depor o governo da Líbia, embora esse governo seja secular e tenha usado sua riqueza em petróleo em benefício do povo da Líbia e da África talvez mais do que qualquer governo em toda a África e no Oriente Médio, mas persista insistindo, ao longo dos anos, em contestar as ambições imperiais do Triunvirato na África e em aumentar suas exigências em relação às companhias de petróleo do Triunvirato, então o Triunvirato simplesmente deporá o governo da Líbia.
If the Triumvirate wants to punish Gaddafi and his sons it will arrange with the Triumvirate's friends at the International Criminal Court to issue arrest warrants for them.
Se o Triunvirato desejar punir Gaddafi e seus filhos, providenciará para que os amigos do Triunvirato no Tribunal Criminal Internacional - ICC emitam ordens de prisão contra eles.
If the Triumvirate doesn't want to punish the leaders of Syria, Egypt, Tunisia, Bahrain, Saudi Arabia, Yemen, and Jordan it will simply not ask the ICC to issue arrest warrants for them. Ever since the Court first formed in 1998, the United States has refused to ratify it and has done its best to denigrate it and throw barriers in its way because Washington is concerned that American officials might one day be indicted for their many war crimes and crimes against humanity. Bill Richardson, as US ambassador to the UN, said to the world in 1998 that the United States should be exempt from the court's prosecution because it has "special global responsibilities". But this doesn't stop the United States from using the Court when it suits the purposes of American foreign policy.
Se o Triunvirato não desejar punir os líderes de Síria, Egito, Tunísia, Bahrain, Arábia Saudita, Iêmen e Jordânia, simplesmente não pedirá ao ICC que emita ordens de prisão contra eles. Desde quando criado o Tribunal em 1998, os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo e fizeram tudo o que puderam para denegri-lo e erguer barreiras em seu caminho, porque Washington está preocupada com que autoridades estadunidenses possam um dia ser indiciadas por seus muitos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Bill Richardson, como embaixador dos Estados Unidos na ONU, disse ao mundo, em 1998, que os Estados Unidos deveriam ficar isentos de processo pelo tribunal porque tem "responsabilidades globais especiais". Isso, porém, não impede que os Estados Unidos usem o Tribunal quando isso convém aos propósitos da política externa estadunidense.
If the Triumvirate wants to support a rebel military force to overthrow the government of Libya then it does not matter how fanatically religious, al-Qaeda-related,1 executing-beheading-torturing, monarchist, or factionally split various groups of that rebel force are at times, the Triumvirate will support it, as it did certain forces in Afghanistan and Iraq, and hope that after victory the Libyan force will not turn out as jihadist as it did in Afghanistan, or as fratricidal as in Iraq. One potential source of conflict within the rebels, and within the country if ruled by them, is that a constitutional declaration made by the rebel council states that, while guaranteeing democracy and the rights of non-Muslims, "Islam is the religion of the state and the principle source of legislation in Islamic Jurisprudence."2
Se o Triunvirato desejar apoiar uma força militar rebelde para depor o governo da Líbia, então não importa o quanto diversos grupos dessa força rebelde sejam por vezes fanaticamente religiosos, relacionados com a al-Qaeda,1 executores-decapitadores-torturadores, monarquistas ou divididos em facções; o Triunvirato os apoiará, como apoiou certas forças no Afeganistão e no Iraque, e nutrirá esperança de que, depois da vitória, a força líbia não se torne tão jihadista quanto se tornou no Afeganistão, ou tão fratricida quanto no Iraque. Uma fonte de conflito em potencial internamente aos rebeldes, e internamente ao país se governado por eles, é uma declaração constitucional do conselho rebelde estipular que, embora garantidos a democracia e os direitos dos não muçulmanos, "o Islã é a religião do estado e a principal fonte de legislação na Jurisprudência Islâmica."2
Adding to the list of the rebels' charming qualities we have the Amnesty International report that the rebels have been conducting mass arrests of black people across the nation, terming all of them "foreign mercenaries" but with growing evidence that a large number were simply migrant workers. Reported Reuters (August 29): "On Saturday, reporters saw the putrefying bodies of 22 men of African origin on a Tripoli beach. Volunteers who had come to bury them said they were mercenaries whom rebels had shot dead." To complete this portrait of the West's newest darlings we have this report from The Independent of London (August 27): "The killings were pitiless. They had taken place at a makeshift hospital, in a tent marked clearly with the symbols of the Islamic crescent. Some of the dead were on stretchers, attached to intravenous drips. Some were on the back of an ambulance that had been shot at. A few were on the ground, seemingly attempting to crawl to safety when the bullets came."
Em adição à lista das cativantes qualidades dos rebeldes temos o relatório da Anistia Internacional dizendo que os rebeldes vêm conduzindo prisões em massa de pessoas de cor preta em todo o país, chamando-as a todas de "mercenários estrangeiros" mas havendo crescente evidência de grande número ser constituído apenas de trabalhadores migrantes. A Reuters informou (29 de agosto): "No sábado, repórteres viram os corpos em putrefação de 22 homens de origem africana numa praia de Trípoli. Voluntários que foram lá para sepultá-los disseram que eram mercenários mortos a tiros pelos rebeldes tiros." Para completar esse retrato dos mais novos queridinhos do Ocidente temos este relato do The Independent de Londres (27 de agosto): "A matança foi impiedosa. Aconteceu num hospital improvisado, numa tenda claramente marcada com os símbolos do crescente islâmico. Alguns dos mortos estavam em macas, atrelados a conta-gotas intravenosos. Alguns estavam na parte de trás de uma ambulância na qual atiraram. Uns poucos estavam no chão, aparentemente tentando rastejar para algum lugar seguro quando as balas chegaram."
If the Triumvirate's propaganda is clever enough and deceptive enough and paints a graphic picture of Gaddafi-initiated high tragedy in Libya, many American and European progressives will insist that though they never, ever support imperialism they're making an exception this time because ...
Se a propaganda do Triunvirato for esperta o bastante e enganadora o bastante e pintar um quadro vívido da tragédia anunciada iniciada por Gaddafi na Líbia, muitos progressistas estadunidenses e europeus insistirão em que embora nunca jamais tenham apoiado o imperialismo, estão fazendo uma exceção desta vez porque ...
. The Libyan people are being saved from a "massacre", both actual and potential. This massacre, however, seems to have been grossly exaggerated by the Triumvirate, al Jazeera TV, and that station's owner, the government of Qatar; and nothing approaching reputable evidence of a massacre has been offered, neither a mass grave or anything else; the massacre stories appear to be on a par with the Viagra-rape stories spread by al Jazeera (the Fox News of the Libyan uprising). Qatar, it should be noted, has played an active military role in the civil war on the side of NATO. It should be further noted that the main massacre in Libya has been six months of daily Triumvirate bombing, killing an unknown number of people and ruining much of the infrastructure. Michigan U. Prof. Juan Cole, the quintessential true-believer in the good intentions of American foreign policy who nevertheless manages to have a regular voice in progressive media, recently wrote that "Qaddafi was not a man to compromise ... his military machine would mow down the revolutionaries if it were allowed to." Is that clear, class? We all know of course that Sarkozy, Obama, and Cameron made compromises without end in their devastation of Libya; they didn't, for example, use any nuclear weapons.
. O povo líbio está sendo salvo de um "massacre", tanto real quanto potencial. Esse massacre, contudo, parece ter sido grandemente exagerado pelo Triunvirato, pela TV al Jazeera, e pelo dono daquela estação, o governo do Qatar; e nada que se pareça com evidência respeitável de um massacre foi oferecido, nem uma vala comum ou qualquer outra coisa; as histórias do massacre parecem ser da mesma espécie das histórias do estupro com Viagra(*) disseminadas pela al Jazeera (a Fox News do levante líbio). O Qatar, convém notar, tem desempenhado papel militar ativo na guerra civil, ao lado da OTAN. Vale notar, adicionalmente, que o principal massacre na Líbia tem sido o de seis meses de bombardeio diário pelo Triunvirato, matando número desconhecido de pessoas e destruindo grande parte da infraestrutura. O Professor da Universidade de Michigan Juan Cole, a quintessência do indivíduo que coloca a crença acima das evidências no tocante às boas intenções da política externa estadunidense, e que não obstante consegue ter sistematicamente voz na mídia progressista, recentemente escreveu que "Qaddafi não era homem com quem possível fazer acordos ... sua máquina militar trituraria os revolucionários, se fosse permitido." Está claro, minha gente? Todos sabemos, naturalmente, que Sarkozy, Obama e Cameron fizeram acordos sem fim em sua devastação da Líbia; eles, por exemplo, não usaram nenhuma arma nuclear.

(*) Segundo a Wikipedia, as alegações de estupro na Líbia em 2011 referem-se a uma série de alegações levantadas em abril de 2011 segundo as quais forças legalistas da Líbia estavam estuprando em massa rebeldes. Surgiram também alegações adicionais segundo as quais estarem sendo distribuídas por Gaddafi Viagra e outros medicamentos contra impotência, para manter os estupros. Diplomatas líbios negaram as acusações, classificando-as de propaganda. Em junho de 2011 o Tribunal Criminal Internacional deu início a investigação das alegações de estupro buscando acrescentar os estupros à lista de acusações de crimes contra Gaddafi. Anistia Internacional, Vigilantes dos Direitos Humans e Médicos sem Fronteiras foram incapazes de encontrar evidência de primeira mão de que estivessem ocorrendo estupros em massa, o que foi confirmado pelo investigador das Nações Unidas, M. Cherif Bassiouni. Ver http://en.wikipedia.org/wiki/2011_Libyan_rape_allegations
. The United Nations gave its approval for military intervention; i.e., the leading members of the Triumvirate gave their approval, after Russia and China cowardly abstained instead of exercising their veto power; (perhaps hoping to receive the same courtesy from the US, UK and France when Russia or China is the aggressor nation).
. As Nações Unidas deram sua aprovação à intervenção militar; isto é, os membros da cúpula do Triunvirato deram sua aprovação, depois de Rússia e China se absterem covardemente em vez de exercer seu poder de veto; (talvez na esperança de receberem a mesma cortesia por parte de Estados Unidos, Reino Unido e França quando Rússia e China forem a nação agressora).
. The people of Libya are being "liberated", whatever in the world that means, now or in the future. Gaddafi is a "dictator" they insist. That may indeed be the proper term to use for the man, but it must still be asked: Is he a relatively benevolent dictator or is he the other kind so favored by Washington? It must also be asked: Since the United States has habitually supported dictators for the entire past century, why not this one?
. O povo da Líbia está sendo "libertado", o que quer que isso queira dizer, agora ou no futuro. Gaddafi, insistem eles, é um "ditador". Esse poderá ser, em verdade, o termo adequado para se usar em relação a tal homem, mas temos de perguntar: É ele um ditador relativamente benévolo ou é pessoa daquele outro tipo tão favorecido por Washington? É preciso perguntar: Visto que os Estados unidos habitualmente apoiaram ditadores durante o século passado inteiro, por que não este especificamente?
The Triumvirate, and its fawning media, would have the world believe that what's happened in Libya is just another example of the Arab Spring, a popular uprising by non-violent protestors against a dictator for the proverbial freedom and democracy, spreading spontaneously from Tunisia and Egypt, which sandwich Libya. But there are several reasons to question this analysis in favor of seeing the Libyan rebels' uprising as a planned and violent attempt to take power in behalf of their own political movement, however heterogeneous that movement might appear to be in its early stage. For example:
O Triunvirato e sua mídia bajuladora querem fazer crer ao mundo que o que vem acontecendo na Líbia é tão-somente mais um exemplo da Primavera Árabe, um levante popular de manifestantes não violentos contra um ditador em favor das proverbiais liberdade e democracia, espalhando-se espontaneamente a partir de Tunísia e Egito, que ensanduícham a Líbia. Há porém diversos motivos para se questionar essa análise, em favor do entendimento de o levante dos rebeldes líbios constituir tentativa planejada e violenta de tomar o poder a bem dos interesses de seu próprio movimento político, por mais heterogêneo que esse movimento possa parecer em seu estágio inicial. Por exemplo:
1. They soon began flying the flag of the monarchy that Gaddafi had overthrown
1. Eles logo começaram a hastear a bandeira da monarquia que Gaddafi havia deposto
2. They were an armed and violent rebellion almost from the beginning; within a few days, we could read of "citizens armed with weapons seized from army bases"3 and of "the policemen who had participated in the clash were caught and hanged by protesters"4
2. Tratou-se, quase desde o início, de uma rebelião armada e violenta; dentro de poucos dias, podíamos ler acerca de "cidadãos armados com armas apreendidas de bases do exército"3 e acerca de "os policiais que haviam participado do embate foram apanhados e enforcados pelos manifestantes"4
3. Their revolt took place not in the capital but in the heart of the country's oil region; they then began oil production and declared that foreign countries would be rewarded oil-wise in relation to how much each country aided their cause
3. A revolta deles teve lugar não na capital, e sim no coração da região petrolífera do país; eles então começaram a produzir petróleo e declararam que países estrangeiros seriam recompensados com petróleo na proporção do quanto cada país ajudasse sua causa
4. They soon set up a Central Bank, a rather bizarre thing for a protest movement
4. Logo criaram um Banco Central, coisa extremamente esquisita para um movimento de protesto
5. International support came quickly, even beforehand, from Qatar and al Jazeera to the CIA and French intelligence
5. Ajuda internacional veio rapidamente, até antecipadamente, do Qatar e da al Jazeera até CIA e inteligência francesa
The notion that a leader does not have the right to put down an armed rebellion against the state is too absurd to discuss.
A noção de que um líder não tem o direito de reprimir uma rebelião armada contra o estado é absurda demais para ser comentada.
Not very long ago, Iraq and Libya were the two most modern and secular states in the Mideast/North Africa world with perhaps the highest standards of living in the region. Then the United States of America came along and saw fit to make a basket case of each one. The desire to get rid of Gaddafi had been building for years; the Libyan leader had never been a reliable pawn; then the Arab Spring provided the excellent opportunity and cover. As to Why? Take your pick of the following:
Há não muito tempo Iraque e Líbia eram os dois estados mais modernos e seculares no mundo de Oriente Médio/Norte da África, com talvez os mais altos padrões de vida da região. Então os Estados Unidos da América resolveram arruinar ambos. O desejo de livrarem-se de Gaddafi vinha aumentando havia anos; o líder líbio nunca havia sido um títere digno de confiança; então a Primavera Árabe proporcionou excelentes oportunidade e encobrimento. Quanto ao Por Quê? Escolha entre os seguintes:
. Gaddafi's plans to conduct Libya's trading in Africa in raw materials and oil in a new currency — the gold African dinar, a change that could have delivered a serious blow to the US's dominant position in the world economy. (In 2000, Saddam Hussein announced Iraqi oil would be traded in euros, not dollars; sanctions and an invasion followed.) For further discussion see here.
. Os planos de Gaddafi de conduzir o comércio de matérias primas e petróleo da Líbia na África numa nova moeda — o dinar africano de ouro, mudança que representaria sério golpe na posição dominante dos Estados Unidos na economia mundial. (Em 2000, Saddam Hussein anunciou que o petróleo iraquiano seria negociado em euros, não dólares; seguiram-se sanções e invasão.) Para discussão adicional veja aqui.
. A host-country site for Africom, the US Africa Command, one of six regional commands the Pentagon has divided the world into. Many African countries approached to be the host have declined, at times in relatively strong terms. Africom at present is headquartered in Stuttgart, Germany. According to a State Department official: "We've got a big image problem down there. ... Public opinion is really against getting into bed with the US. They just don't trust the US."5
. Um país hospedeiro para o Africom, o Comando da África dos Estados Unidos, um dos seis comandos regionais em que o Pentágono dividiu o mundo. Muitos países africanos consultados quanto a serem o hospedeiro declinaram, por vezes em termos relativamente fortes. O Africom, no presente, está sediado em Stuttgart, Alemanha. De acordo com uma autoridade do Departamento de Estado: "Temos aqui um grande problema de imagem. ... A opinião pública está realmente contra ir para a cama com os Estados Unidos. As pessoas simplesmente não confiam nos Estados Unidos."5
. An American military base to replace the one closed down by Gaddafi after he took power in 1969. There's only one such base in Africa, in Djibouti. Watch for one in Libya sometime after the dust has settled. It'll perhaps be situated close to the American oil wells. Or perhaps the people of Libya will be given a choice — an American base or a NATO base.
. Uma base militar estadunidense para substituir a fechada por Gaddafi depois de ele tomar o poder em 1969. Há apenas uma base da espécie na África, em Djibouti. Podem esperar uma na Líbia em algum momento depois de a poeira assentar. Situar-se-á talvez perto dos poços de petróleo estadunidenses. Ou talvez seja dada escolha ao povo da Líbia — uma base estadunidense ou uma base da OTAN.
. Another example of NATO desperate to find a raison d'être for its existence since the end of the Cold War and the Warsaw Pact.
. Outro exemplo de uma OTAN desesperada para encontrar uma raison d'être para sua existência desde o fim da Guerra Fria e do Pacto de Varsóvia.
. Gaddafi's role in creating the African Union. The corporate bosses never like it when their wage slaves set up a union. The Libyan leader has also supported a United States of Africa for he knows that an Africa of 54 independent states will continue to be picked off one by one and abused and exploited by the members of the Triumvirate. Gaddafi has moreover demanded greater power for smaller countries in the United Nations.
. O papel de Gaddafi na criação da União Africana. Os chefes corporativos nunca gostam quando os escravizados pelos salários criam um sindicato. O líder líbio também apoia os Estados Unidos da África, porque sabe que numa África de 54 estados independentes estes serão dobrados um a um e sofrerão abuso e exploração por parte dos membros do Triunvirato. Gaddafi além disso reclamou maior poder para países menores nas Nações Unidas.
. The claim by Gaddafi's son, Saif el Islam, that Libya had helped to fund Nicolas Sarkozy's election campaign6 could have humiliated the French president and explain his obsessiveness and haste in wanting to be seen as playing the major role in implementing the "no fly zone" and other measures against Gaddafi. A contributing factor may have been the fact that France has been weakened in its former colonies and neo-colonies in Africa and the Middle East, due in part to Gaddafi's influence.
. A afirmação do filho de Gaddafi, Saif el Islam, de que a Líbia ajudou a financiar a campanha eleitoral de Nicolas Sarkozy6 pode ter humilhado o presidente francês e explica a obsessão e a precipitação dele em ser visto como desempenhando o papel mais importante na implementação da "zona de exclusão aérea" e de outras medidas contra Gaddafi. Fator contribuinte pode ter sido o fato de a França ter ficado enfraquecida em suas ex-colônias e neocolônias na África e no Oriente Médio, em parte por causa da influência de Gaddafi.
. Gaddafi has been an outstanding supporter of the Palestinian cause and critic of Israeli policies; and on occasion has taken other African and Arab countries, as well as the West, to task for their not matching his policies or rhetoric; one more reason for his lack of popularity amongst world leaders of all stripes.
. Gaddafi tem sido eminente partidário da causa palestina e crítico das políticas israelenses; e, por vezes, repreendeu outros países africanos e árabes, bem como o Ocidente, por não serem fiéis às respectivas políticas ou à respectiva retórica; mais um motivo para sua falta de popularidade entre líderes mundiais de todos os vieses.
. In January, 2009, Gaddafi made known that he was considering nationalizing the foreign oil companies in Libya.7 He also has another bargaining chip: the prospect of utilizing Russian, Chinese and Indian oil companies. During the current period of hostilities, he invited these countries to make up for lost production. But such scenarios will now not take place. The Triumvirate will instead seek to privatize the National Oil Corporation, transferring Libya's oil wealth into foreign hands.
. Em janeiro de 2009, Gaddafi divulgou estar nacionalizando as companhias estrangeiras de petróleo na Líbia.7 Tem também outro trunfo: a perspectiva de utilizar companhias de petróleo russas, chinesas e indianas. No decurso do atual período de hostilidades convidou esses países a compensar a produção perdida. Tais cenários, porém, agora não terão lugar. O Triunvirato buscará, em vez disso, privatizar a Corporação Nacional de Petróleo, transferindo a riqueza da Líbia em petróleo para mãos estrangeiras.
. The American Empire is troubled by any threat to its hegemony. In the present historical period the empire is concerned mainly with Russia and China. China has extensive energy investments and construction investments in Libya and elsewhere in Africa. The average American neither knows nor cares about this. The average American imperialist cares greatly, if for no other reason than in this time of rising demands for cuts to the military budget it's vital that powerful "enemies" be named and maintained.
. O Império Estadunidense fica preocupado com qualquer ameaça a sua hegemonia. No presente período histórico o império está preocupado principalmente com Rússia e China. A China tem amplos investimentos em energia e investimentos em construção na Líbia e em outras partes da África. O estadunidense médio nem sabe disso nem se importa. O imperialista estadunidense médio importa-se muito - se não por outro motivo por, nesta época de clamores crescentes de cortes no orçamento militar, ser vital identificar e manter "inimigos" poderosos.
. For yet more reasons, see the article "Why Regime Change in Libya?" by Ismael Hossein-zadeh, and the US diplomatic cables released by Wikileaks — Wikileaks reference 07TRIPOLI967 11-15-07 (includes a complaint about Libyan "resource nationalism")
. Para ainda outros motivos, ver o artigo "Por Que Mudança de Regime na Líbia?" por Ismael Hossein-zadeh, e os telegramas diplomáticos dos Estados Unidos divulgados pelo Wikileaks — referência Wikileaks 07TRIPOLI967 11-15-07 (inclui reclamação acerca do "nacionalismo de recursos" líbio)
A word from the man the world's mightiest military powers have been trying to kill
Uma palavra do homem que as potências militares mais poderosas do mundo estão tentando matar
"Recollections of My Life", written by Col. Muammar Gaddafi, April 8, 2011, excerpts:
"Lembranças de Minha Vida", escrito pelo Coronel Muammar Gaddafi, 8 de abril de 2011, excertos:
Now, I am under attack by the biggest force in military history, my little African son, Obama wants to kill me, to take away the freedom of our country, to take away our free housing, our free medicine, our free education, our free food, and replace it with American style thievery, called "capitalism," but all of us in the Third World know what that means, it means corporations run the countries, run the world, and the people suffer, so, there is no alternative for me, I must make my stand, and if Allah wishes, I shall die by following his path, the path that has made our country rich with farmland, with food and health, and even allowed us to help our African and Arab brothers and sisters to work here with us ... I do not wish to die, but if it comes to that, to save this land, my people, all the thousands who are all my children, then so be it. ... In the West, some have called me "mad", crazy". They know the truth but continue to lie, they know that our land is independent and free, not in the colonial grip.
Agora, estou sob ataque da maior força da história militar; meu pequeno filho africano, Obama, Obama quer matar-me, para tirar a liberdade de nosso país, para tirar nossas moradias grátis, nossa medicina grátis, nossa educação grátis, nossa comida grátis, e substituí-las pela ladroagem no estilo estadunidense, chamada "capitalismo," mas todos nós do Terceiro Mundo sabemos o que isso significa, significa corporações administrando os países, administrando o mundo, e as pessoas sofrendo, portanto não há alternativa para mim, tenho que defender minha posição e, se Alá quiser, morrerei por seguir sua vereda, a vereda que tornou nosso país rico com terras agricultáveis, com comida e saúde, e até nos permitiu ajudar nossos irmãos e irmãs africanos e árabes a trabalharem aqui conosco ... não quero morrer mas, se isso acontecer, para salvar esta terra, meu povo, todos os milhares que são meus filhos, então seja. ... No Ocidente, algumas pessoas me têm chamado de "doido", "maluco". Elas sabem a verdade mas continuam a mentir, sabem que nossa terra está independente e livre, não nos grilhões coloniais.
Notes
Notas
1. For example, see: The Telegraph (London), August 30, 2011: "Abdel-Hakim al-Hasidi, the Libyan rebel leader, has said jihadists who fought against allied troops in Iraq are on the front lines of the battle against Muammar Gaddafi's regime." There is a plethora of other reports detailing the ties between the rebels and radical Islamist groups.
1. Ver, por exemplo: The Telegraph (Londres), 30 de agosto de 2011: "Abdel-Hakim al-Hasidi, o líder líbio rebelde, disse que jihadistas que lutaram contra tropas aliadas no Iraque estão nas linhas de frente da batalha contra o regime de Muammar Gaddafi." Há plenitude de outros relatos detalhando os vínculos entre os rebeldes e grupos radicais islamistas.
2. Washington Post, August 31, 2011
2. Washington Post, 31 de agosto de 2011
3. McClatchy Newspapers, February 20, 2011
3. McClatchy Newspapers, 20 de fevereiro de 2011
5. The Guardian (London), June 25, 2007
5. The Guardian (Londres), 25 de junho de 2007
6. The Guardian (London), March 16, 2011
6. The Guardian (Londres), 16 de março de 2011
7. Reuters, January 21, 2009
7. Reuters, 21 de janeiro de 2009
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: 
Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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Qualquer parte deste relatório pode ser disseminada sem permissão. Ficarei agradecido se o website for mencionado.

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