Tuesday, August 9, 2011

C4SS - Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott (33-38/38)

ENGLISH
PORTUGUÊS
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
building awareness of the market anarchist alternative
no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Center for a Stateless Society Paper No. 12 (Winter/Spring 2011)
Centro por uma Sociedade sem Estado – Paper No. 12 (Inverno/Primavera 2011)
Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott
Legibilidade e Controle: Temas na Obra de James C. Scott
Kevin A. Carson
Kevin A. Carson
33-38/38
33-38/38
Translator’s note – This is how Kevin defines ‘rent’, word that I prefer to keep in English: ‘More or less what the economists mean by "quasi-rents":  a producer surplus, or income higher than what would be required as an incentive to bring a good to market (i.e., a price consistently higher than the marginal cost of production).  It's called "rent" by way of analogy, from Ricardo's law of rents on land.
Nota do Tradutor - Eis como o autor define ‘rent’: ‘Mais ou menos o que os economistas significam por “quase-renda”: o excedente do produtor, ou receita mais elevada do que a que seria necessária como incentivo para trazer um bem ao mercado (isto é, um preço consistentemente mais elevado do que o custo marginal de produção). Chama-se ‘rent’ por analogia, a partir da lei da renda/aluguel (rents) da terra de Ricardo.’
Open-source insurgencies or fourth generation warfare organizations, as described by John Robb, are quickly adaptable because any individual contribution, or any information adopted by a single cell (e.g. an improved IED design or placement strategy developed by a cell in Al Qaeda Iraq), quickly becomes available to the entire network without any administrative intermediation.
As insurgências de código aberto, ou organizações de guerra de quarta geração, tais como descritas por John Robb, são rapidamente adaptáveis porque qualquer contribuição individual, ou qualquer informação adotada por uma única célula (por exemplo um projeto melhorado de dispositivo explosivo improvisado - IED ou de estratégia para sua colocação desenvolvida por uma célula da Al Qaeda Iraque) rapidamente se torna disponível para a rede inteira sem qualquer intermediação administrativa.
The decentralized, and seemingly chaotic guerrilla war in Iraq demonstrates a pattern that will likely serve as a model for next generation terrorists. This pattern shows a level of learning, activity, and success similar to what we see in the open source software community. I call this pattern the bazaar. The bazaar solves the problem: how do small, potentially antagonistic networks combine to conduct war? Lessons from Eric Raymond's "The Cathedral and the Bazaar" provides a starting point for further analysis. Here are the factors that apply (from the perspective of the guerrillas):
A descentralizada, e aparentemente caótica guerra de guerrilha no Iraque põe à mostra um padrão que provavelmente servirá como modelo para os terroristas da próxima geração. Esse padrão revela um nível de aprendizado, atividade e sucesso similar ao que vemos na comunidade de software de código aberto. Chamo esse padrão de o bazar. O bazar resolve o seguinte problema: como redes pequenas, potencialmente antagônicas, podem conjugar-se para conduzir a guerra? Lições do livro de Eric Raymond "A Catedral e o Bazar" oferecem um ponto de partida para análise ulterior. Eis aqui alguns fatores que se aplicam (da perspectiva dos guerrilheiros):
* Release early and often. Try new forms of attacks against different types of targets early and often. Don’t wait for a perfect plan.
* Libere logo e frequentemente. Tente novas formas de ataque contra diferentes tipos de alvos logo e frequentemente. Não espere até conseguir um plano perfeito.
* Given a large enough pool of co-developers, any difficult problem will be seen as obvious by someone, and solved. Eventually some participant of the bazaar will find a way to disrupt a particularly difficult target. All you need to do is copy the process they used.
* Dado um grupo suficientemente grande de codesenvolvedores, qualquer problema difícil será visto como óbvio por alguém. No final algum participante do bazar descobrirá um jeito de subverter algum alvo particularmente difícil. Tudo o que você precisará fazer será copiar o processo que ele usou.
* Your co-developers (beta-testers) are your most valuable resource. The other guerrilla networks in the bazaar are your most valuable allies. They will innovate on your plans, swarm on weaknesses you identify, and protect you by creating system noise.124
* Seus codesenvolvedores (testadores beta) são seu recurso mais valioso. As outras redes de guerrilheiros do bazar são seus aliados mais valiosos. Eles acrescentarão inovações a seus planos, pulularão em volta dos pontos fracos que você identificar e protegerão você criando ruído de sistema.124
The rapid innovation in Improvised Explosive Devices (IEDs) achieved by open-source warfare networks in Iraq and Afghanistan is a case in point.125 Any innovation developed by a particular cell of Al Qaeda Iraq, if successful, is quickly adopted by the entire network.
A rápida inovação em Dispositivos Explosivos Improvisados (IED) conseguida por redes de guerra de código aberto no Iraque e no Afeganistão é um caso ilustrativo.125 Qualquer inovação desenvolvida por uma célula específica da Al Qaeda do Iraque, se bem-sucedida, é rapidamente adotada pela rede inteira.
In the file-sharing movement, it's not enough that DRM be sufficiently hard to circumvent to deter the average user. The cracks developed by geeks for circumventing DRM quickly becomes part of the common pool of resources. CDs and DVDs which are cracked by a geek today are freely available on a torrent site for download tomorrow by any average user who can use Google.
No movimento de compartilhamento de arquivos, não é bastante que a gestão de direitos digitais - DDD seja suficientemente difícil de burlar para dissuadir o usuário médio. As fendas [cracks] desenvolvidas por aficcionados em computador [geeks] para burlar a GDD tornam-se rapidamente parte do repositório comum de recursos. CDs e DVDs craqueados por um geek hoje ficam disponíveis de graça num site torrent para download amanhã por qualquer usuário médio que saiba como usar o Google.
Consider this practical example of the agility and responsiveness of the Bazaar in operation, from Thomas Knapp:
Considerem este exemplo prático da agilidade e responsividade do Bazar em funcionamento, de Thomas Knapp:
During the G-20 summit in the Pittsburgh area last week, police arrested two activists. These particular activists weren’t breaking windows. They weren’t setting cars on fire. They weren’t even parading around brandishing giant puppets and chanting anti-capitalist slogans.
Durante a reunião de cúpula do G-20 na área de Pittsburgh, na semana passada, a polícia deteve dois ativistas. Esses ativistas, especificamente, não estavam quebrando vitrines. Não estavam incendiando carros. Não estavam sequer desfilando balançando bonecos gigantes e entoando slogans anticapitalistas.
In fact, they were in a hotel room in Kennedy, Pennsylvania, miles away from “unsanctioned” protests in Lawrenceville … listening to the radio and availing themselves of the hotel’s Wi-Fi connection. Now they stand accused of “hindering apprehension, criminal use of a communication facility and possessing instruments of crime.”
Na verdade, estavam num num quarto de hotel em Kennedy, Pennsylvania, a milhas de distância dos protestos “não sancionados” em Lawrenceville … ouvindo rádio e aproveitando-se da conexão sem fio Wi-Fi do hotel. Agora estão sendo acusados de “dificultar detenção de outras pessoas, uso criminoso de recurso de comunicação e posse de instrumentos de crime.”
The radio they were listening to was (allegedly) a police scanner. They were (allegedly) using their Internet access to broadcast bulletins about police movements in Lawrenceville to activists at the protests, using Twitter....
A rádio que eles estavam ouvindo era (alegadamente) um escaneador da polícia. Estavam (alegadamente) usando seu acesso à Internet para divulgar boletins acerca dos movimentos da polícia em Lawrenceville para ativistas que participavam dos protestos, usando o Twitter....
Government as we know it is engaged in a battle for its very survival, and that battle, as I’ve mentioned before, looks in key respects a lot like the Recording Industry Association of America’s fight with peer-to-peer “file-sharing” networks. The RIAA can — and is — cracking down as hard as it can, in every way it can think of, but it is losing the fight and there’s simply no plausible scenario under which it can expect to emerge victorious. The recording industry as we know it will change its business model, or it will go under.
O governo, tal como o conhecemos, está engajado numa batalha por sua própria sobrevivência, e essa batalha, como já mencionei, parece-se muito, em aspectos fundamentais, com a luta da Associação da Indústria de Gravação dos Estados Unidos - RIAA contra as redes ponto-a-ponto [entre pares, par-a-par] de “compartilhamento de arquivos”. A RIAA pode exercer — e está exercendo — a repressão mais dura de que é capaz, de todas as maneiras que consegue conceber, mas está perdendo a luta e simplesmente não há cenário plausível no qual possa esperar terminar vitoriosa. A indústria da gravação, como a conhecemos, ou mudará seu modelo de negócios ou será extinta.
The Pittsburgh Two are wonderfully analogous to the P2P folks. Their arrest boils down, for all intents and purposes, to a public debugging session. Pittsburgh Two 2.0 will set their monitoring stations further from the action (across jurisdictional lines), use a relay system to get the information to those stations in a timely manner, then retransmit that information using offshore and anonymizing proxies. The cops won’t get within 50 miles of finding Pittsburgh Two 2.0, and anything they do to counter its efficacy will be countered in subsequent versions.126
Os Dois de Pittsburgh são esplendidamente análogos ao pessoal da P2P. A detenção deles acaba equivalendo, para todos os intentos e propósitos, a uma sessão pública de depuração de programa. Os Dois de Pittsburgh 2.0 montarão suas estações de monitoramento mais longe do local da ação (atravessando linhas jurisdicionais), usarão um sistema de relés para trazer a informação a tais estações de maneira tempestiva, e depois retransmitirão essa informação usando servidores proxies ['procuradores'] estrangeiros anonimizadores. Os policiais não chegarão sequer a 50 milhas dos Dois de Pittsburgh 2.0, e o que fizerem para contrapor-se à eficácia deles será por sua vez anulado em versões seguintes.126
Two other fairly recent examples are the use of Twitter in Maricopa County to alert the Latino community to raids by Sherrif Joe Arpaio, and to alert drivers to sobriety checkpoints.127
Dois outros exemplos relativamente recentes são o uso do Twitter no Condado de Maricopa para alertar a comunidade latina de incursões do Xerife Joe Arpaio e para alertar motoristas acerca de barreiras montadas para controle do cumprimento da lei seca.127
Robb uses the term “individual superempowerment” to describe the radical shift in the balance of capabilities between one and a few individuals, and traditional large hierarchical organizations. The
desktop revolution has had an enormous effect in blurring the distinction in quality between work done within large organizations and that done by individuals at home. The individual has access to a wide array of infrastructures formerly available only through large organizations. As Felix Stalder writes:
Robb usa a expressão “superatribuição individual de poder” para descrever a mudança radical no equilíbrio de recursos entre um e [ou] alguns indivíduos[, de um lado,] e as grandes organizações hierárquicas tradicionais[, do outro]. A revolução do desktop teve enorme efeito em toldar a distinção em qualidade entre trabalho feito dentro de grandes organizações e o feito por indivíduos em casa. O indivíduo tem acesso a amplo espectro de infraestruturas antes só disponível por meio de grandes organizações. Como escreve Felix Stalder:
There is a vast amount of infrastructure—transportation, communication, financing, production—openly available that, until recently, was only accessible to very large organisations. It now takes relatively little—a few dedicated, knowledgeable people—to connect these pieces into a powerful platform from which to act.128
Há vasta quantidade de infraestrutura — transporte, comunicação, financiamento, produção — abertamente disponível que, até recentemente, só era acessível a organizações muito grandes. Agora são precisas relativamente poucas pessoas — umas poucas pessoas dedicadas e com conhecimento — para conectar essas partes numa poderosa plataforma a partir da qual agir.128
The result, in Robb's words: “the ability of one individual to do what it took a large company or government agency to do a couple of decades ago...”129 Open-source warfare “enables individuals and groups to take on much larger foes,” as
O resultado, nas palavras de Robb: “a capacidade de um só indivíduo de fazer aquilo que só podia ser feito, há poucas décadas, por uma grande empresa ou órgão do governo...”129 A guerra de código aberto “capacita indivíduos e grupos a enfrentar inimigos de porte muito maior,” visto
the power of individuals and small groups is amplified via access to open networks (that grow in value according to Metcalfe's law = Internet growth + social networks running in parallel) and off the shelf technology (that grows rapidly in power due to the onslaught of Moore's law and the market's relentless productization).130
o poder dos indivíduos e pequenos grupos ser ampliado via acesso a redes abertas (que aumentam de valor de acordo com a lei de Metcalfe = Crescimento da Internet + redes sociais correndo em paralelo) e tecnologia posta à venda normalmente (que aumenta rapidamente de poder devido ao paroxismo do cumprimento da lei de Moore e à implacável produtização do mercado).130
The economies of agility are analogous to the principle in the military realm—in Saxe's words—that victory is about legs rather than arms. Robb's open-source insurgencies are a form of asymmetric warfare—and it's called “asymmetric” for a reason. One side is a lot bigger than the other, and a lot stronger by conventional metrics of military strength. When Goliath outnumbers David ten-to-one, and David fights by Goliath's conventional tactics, Goliath generally wins about seven times in ten. When David adopts unconventional techniques that target Goliath's weaknesses, David wins six times in ten. And the Bazaar is an incomparable venue for facilitating the rapid, widespread sharing of knowledge about Goliath's weaknesses and the adoption of the most effective tactics for targeting those weaknesses.131
As economias de agilidade são análogas ao princípio do âmbito militar — nas palavras de Saxe — de que a vitória tem a ver com pernas, mais do que com braços/armas [trocadilho em inglês: arms significa tanto 'braços' quanto 'armas']. As insurgências de código aberto de Robb são uma forma de guerra assimétrica — e há motivo para esta ser chamada de “assimétrica.” Um lado é muito maior do que o outro, e muito mais forte pela métrica convencional de força militar. Quando Golias supera numericamente Davi em dez para um, e Davi combate usando as táticas convencionais de Golias, Golias geralmente vence cerca de sete vezes em dez. Quando Davi adota técnicas não convencionais que exploram os pontos fracos de Golias, Davi vence seis vezes em dez. E o Bazar é local incomparável para facilitar o rápido e disseminado compartilhamento de conhecimentos acerca dos pontos fracos de Golias e a adoção das táticas mais eficazes para visar tais fraquezas.131
Network organization and open-source design obtain resilience from redundancy and modularity. Modular design is a way of extracting more benefit from each R&D dollar by maximizing use of a given innovation across an entire product ecology, and at the same time building redundancy into the system through interchangeable parts.132
A organização em rede e o projeto de código aberto conseguem resiliência a partir de redundância e de modularidade. O projeto modular é uma forma de extrair mais benefício de cada dólar em pesquisa e desenvolvimento - R&D mediante a maximização do uso de dada inovação ao longo da ecologia de um produto inteiro, construindo ao mesmo tempo redundância no sistema por meio de peças intercambiáveis.132
As the saying goes, the Internet treats censorship as damage and routes around it. Many-to-many networks are able to route around any particular node which is shut down. When Napster was shut down its successors responded by eliminating their dependence on central servers. Seizure of Wikileaks' domain names resulted in the global proliferation of mirror sites and defiant direct linking to their numbered IP addresses.
Como se costuma dizer, a Internet trata a censura como prejuízo, e passa ao largo dela. Redes muitos-para-muitos conseguem contornar qualquer nodo específico que seja fechado. Quando o Napster foi fechado, seus sucessores reagiram mediante eliminar sua dependência de servidores centrais. O sequestro dos nomes de domínio do Wikileaks resultou na proliferação global de sites-espelhos e provocadora linkagem direta com seus endereços numerados IP.
We already discussed the alternative economy's more efficient extraction of outputs from inputs, as a matter of sheer necessity. This, coupled with greater speed and agility, is a tremendous force multiplier.
Já discutimos a extração mais eficiente de produção a partir de insumos na economia alternativa, como matéria de pura necessidade. Isso, juntamente com maiores velocidade e agilidade, é um tremendo multiplicador de forças.
The alternative economy generally makes better and more efficient use of the technologies which the state capitalist economy developed for its own purposes. [Hunting on modular design] An incredible amount of innovation results from mashups of cheap off-the-shelf technologies which can modularized and mixed-and-matched for any purpose. According to Cory Doctorow,
A economia alternativa geralmente faz uso melhor e mais eficiente das tecnologias que a economia capitalista de estado desenvolveu para seus próprios propósitos. [Fazendo uso de projeto modular] Incrível quantidade de inovação resulta de mesclas de tecnologias baratas à venda que podem ser modularizadas e misturadas e combinadas para qualquer objetivo. De acordo com Cory Doctorow,
It's not that every invention has been invented, but we sure have a lot of basic parts just hanging around, waiting to be configured. Pick up a $200 FPGA chip-toaster and you can burn your own microchips. Drag and drop some code-objects around and you can generate some software to run on it.133
Não é que toda invenção já tenha sido inventada, mas seguramente temos muitas peças básicas por aí, só esperando para ser configuradas. Pegue um semicondutor programável FPGA de $200 dólares e você poderá gravar seus próprios microchips. Arraste e solte alguns códigos-objetos em torno de você e poderá gerar algum software para executar naqueles.133
Murray Bookchin, in Post-Scarcity Anarchism, anticipated the same principle almost forty years ago:
Murray Bookchin, em Anarquismo Pós-Escassez, previu o mesmo princípio há quase quarenta anos:
Suppose, fifty years ago, that someone had proposed a device which would cause an automobile to follow a white line down the middle of the road, automatically and even if the driver fell asleep.... He would have been laughed at, and his idea would have been called preposterous.... But suppose someone called for such a device today, and was willing to pay for it, leaving aside the question of whether it would actually be of any genuine use whatever. Any number of concerns would stand ready to contract and build it. No real invention would be required. There are thousands of young men in the country to whom the design of such a device would be a pleasure. They would simply take off the shelf some photocells, thermionic tubes, servomechanisms, relays, and, if urged, they would build what they call a breadboard model, and it would work. The point is that the presence of a host of versatile, reliable, cheap gadgets, and the presence of men who understand all their cheap ways, has rendered the building of automatic devices almost straightforward and routine. It is no longer a question of whether they can be built, it is a question of whether they are worth building.134
Suponhamos que, há cinquenta anos, alguém tivesse proposto um dispositivo capaz de fazer um automóvel seguir uma linha branca no meio da estrada, automaticamente e mesmo que o motorista pegasse no sono.... Teriam rido dele, e sua ideia teria sido chamada de descabida.... Suponhamos, porém, que alguém hoje dissesse precisar desse dispositivo, e estar disposto a pagar para tê-lo, deixando de lado a questão de se ele teria qualquer uso genuíno que fosse. Certo número de empresas se disporia a receber a encomenda e atendê-la. Não seria necessária qualquer invenção real. Há milhares de jovens do sexo masculino no país para os quais o projeto de tal dispositivo seria um prazer. Eles simplesmente comprariam algumas fotocélulas, tubos termiônicos, servomecanismos, relés e, se instados, fabricariam o que chamam de um modelo placa de ensaio, e funcionaria. A questão é que a presença de uma porção de engenhocas versáteis, fidedignas e baratas, e a presença de homens que conhecem todos os modos baratos de usá-las tornaram a fabricação de dispositivos automáticos quase direta e rotineira. Não mais se trata de se é possível fabricá-las, é questão de se vale a pena fabricá-las.134
Scott versus the Market.
Scott contra o Mercado.
In the Introduction to Seeing Like a State, Scott expresses some concern lest his book be seen, in light of the collapse of the Soviet bloc and the disappearance of state socialism and state planning as a viable ideology, as largely irrelevant. He points out that “large-scale capitalism is just as much an agency of homogenization, uniformity, grids, and heroic simplification as the state is,” and implicitly equates Hayek's “politically unfettered market coordination” to “large-scale capitalism and market-driven standardization.”135
Na Introdução de Vendo Como um Estado, Scott expressa alguma preocupação com seu livro vir a ser visto, à luz do colapso do bloco soviético e o desaparecimento do socialismo de estado e do planejamento de estado como ideologia viável, como, em grande parte, irrelevante. Ele destaca que “o capitalismo de larga escala é um agente de homogeneização, uniformidade, enquadramento e simplificação heroica tanto quanto o estado,” e implicitamente iguala a “politicamente desimpedida coordenação do mercado” de Hayek a “capitalismo de larga escala e padronização impulsionada pelo mercado.”135
Scott freely admits that some destruction of mētis is desirable, resulting from technological progress. Aside from antiquarians with a purely historical interest, nobody laments the disappearance of skill at cleaning laundry with rocks or a washboard after washing machines became available—least of all those who had to do it the old way. But Scott denies that all destruction of mētis is of this type. “The destruction of mētis and its replacement by standardized formulas legible only from the center is virtually inscripted in the activities of both the state and large-scale bureaucratic capitalism.”136 And as suggested earlier, in his use of Marglin's work on deskilling, the destruction of mētis is driven by the need to make the corporation internally more legible and controllable, and hence to make the product of labor more appropriable.
Scott boamente admite que alguma destruição de mētis é desejável, resultando do progresso tecnológico. Fora antiquários com interesse puramente histórico, ninguém lamenta o desaparecimento do recurso consistente em lavagem de roupa mediante uso de pedras ou de tábua de lavar roupa, depois de as máquinas de lavar terem-se tornado disponíveis — especialmente aqueles que tinham de lavar roupa à moda antiga. Scott porém nega que toda destruição de mētis seja desse tipo. “A destruição de mētis e sua substituição por fórmulas padronizadas só legíveis a partir do centro está praticamente insculpida nas atividades tanto do estado quanto no capitalismo burocrático de larga escala.”136 E, como sugerido anteriormente, em seu uso da obra de Marglin acerca da desqualificação de empregados, a destruição de mētis é impelida pela necessidade de tornar a corporação internamente mais legível e controlável, e portanto para tornar o produto do trabalho mais apropriável.
The problem is that Scott makes little distinction between “large-scale bureaucratic capitalism,” on the one hand, and the market as such.
O problema é que Scott faz pouca distinção entre o “capitalismo burocrático de larga escala,” de um lado, e o mercado enquanto tal.
He comments pointedly on the “curiously resounding unanimity on this point [i.e. calculation problems of socialist central planning], and on no others, between such right-wing critics of the command economy as Friedrich Hayek and such left-wing critics of Communist authoritarianism as Prince Peter Kropotkin” (emphasis mine).137 The “no others,” presumably, is a jab at Hayek's obliviousness to a similar failure of planning to account for uncertainty and complexity within “bureaucratic state capitalism.” Even when he Hayek's critique of state central planning coincides with Scott's own, the latter's concession that Hayek was correct—even so far as he went—is grudging. Having described, with apparent—if grudging—approval, the insight of “liberal political economy”
that “the economy was far too complex for it ever to be managed in detail by a hierarchical administration,”138 he snarks in an endnote that Hayek was “the darling of those opposed to postwar planning and the welfare state.”139
Ele comenta de modo direcionado acerca da “curiosamente retumbante unanimidade a respeito deste ponto [isto é, problemas de cálculo no planejamento centralizado socialista], e não a respeito de outros, entre críticos direitistas da economia de comando como Friedrich Hayek e críticos esquerdistas do autoritatismo comunista como o Príncipe Peter Kropotkin” (ênfase minha).137 O “não a respeito de outros,” presumivelmente, é uma estocada na cegueira de Hayek para o fato de fracasso semelhante de planejamento explicar a incerteza e a complexidade dentro do “capitalismo burocrático de estado.” Mesmo quando a crítica de Hayek do planejamento centralizado do estado coincide com a do próprio Scott, o reconhecimento deste de que Hayek estava correto — até o ponto em que o fez — é de má vontade. Havendo descrito, com aparente — embora resmungadora — aprovação a percepção da “economia política liberal” de que “a economia era complexa demais para algum dia chegar a ser gerida em detalhe por uma administração hierárquica,”138 ele comenta sarcasticamente numa nota de rodapé que Hayek era “o queridinho dos que se opunham ao planejamento pós-guerra e ao estado assistencialista.”139
Interestingly, Brad DeLong, in a review of Seeing Like a State, frames the alternatives in almost exactly the same way as Scott (i.e., that “market-driven processes are as harmful to human freedom as state-led high modernism”). Only, for DeLong “market-driven processes,” while essentially equivalent to corporate capitalism, are a good thing.
Interessante que Brad DeLong, num exame de Vendo Como um Estado, estrutura as alternativas quase da mesma forma que Scott (isto é, “processos impulsionados pelo mercado são tão nocivos à liberdade humana quanto o alto modernismo liderado pelo estado”). Apenas que, para DeLong, “processos impulsionados pelo mercado,” embora essencialmente equivalentes a capitalismo corporativo, são uma boa coisa.
How can market-driven standardization have the same consequences as the commands of architects who have never lived in the cities they design, or as the collectivization of Soviet agriculture, or as the forced "villagization" of Tanzanian peasants?
Como pode a padronização impulsionada pelo mercado ter as mesmas consequências dos comandos de arquitetos que nunca residiram nas cidades que projetam, ou que a coletivização da agricultura soviética, ou que a "vilaização" forçada dos camponeses tanzanianos?
It is unclear.
Isso não é claro.
“...[W]hen we look around at modern large-scale bureaucratic capitalism,” he goes on, “we see what Scott calls 'metis' everywhere.”.140
“...[Q]uando olhamos para o capitalismo burocrático moderno de larga escala,” continua ele, “vemos em toda parte aquilo que Scott chama de 'metis'.”.140
What's notable here is that DeLong agrees with Scott that “rubber tomatoes” are an example of “market-driven standardization,” and that what Scott calls “large-scale bureaucratic capitalism” is essentially the market. The difference is that DeLong treats them as a positive example of the spontaneous order of the market and sees such large-scale bureaucratic capitalism as mētis-friendly. People buy rubber tomatoes, he says, because they're cheaper—they require less labor to grow.
O notável aqui é que DeLong concorda com Scott em que os “tomates de borracha(*)” são um exemplo de “padronização impulsionada pelo mercado,” e em que o que Scott chama de “capitalismo burocrático de larga escala” ser essencialmente o mercado. A diferença é que DeLong trata-os como exemplo positivo da ordem espontânea do mercado e vê tal capitalismo burocrático de larga escala como amigável em relação a mētis. As pessoas compram tomates de borracha, diz ele, porque eles são mais baratos — requerem menos trabalho para ser cultivados.

(*) A expressão me era desconhecida. Depois de muita pesquisa, entendo ser referência aos tomates da agricultura industrial/estandardizada, capazes de sofrer quedas da carreta que os transporta na estrada sem se estragarem, mas também sem nutrientes e sem sabor. Algumas das referências que encontrei:
It never occurs to either of them that “large-scale bureaucratic capitalism” and the pathologies it creates—such as the rubber tomato—have about as much to do with genuine markets as did Lenin's high-modernist state. Whatever you think of massive highway subsidies that reduce the relative cost of shipping produce by long-haul trucks, or of large-scale access to subsidized irrigation water, it's hard to dispute that they shift the balance from local community-supported agriculture and truck-farming to large-scale agribusiness. And that's not exactly a “free market” phenomenon.
Nunca ocorre a nenhum dos dois que o “capitalismo burocrático de larga escala” e as patologias que cria — tal como o tomate de borracha — têm mais ou menos tanto a ver com mercados genuínos quanto tinha o estado altomodernista de Lênin. O que quer que pensemos de maciços subsídios para estradas que reduzem o custo relativo de embarcar hortifrutigranjeiros por meio de grandes carretas, ou do acesso de larga escala a água de irrigação subsidiada, é difícil discordar de eles mudarem o equilíbrio da agricultura local apoiada pela comunidade e da fazenda de produção de verduras para o mercado em favor do agronegócio de larga escala. E esse não é exatamente um fenômeno de “livre mercado”.
And Scott in particular neglects the potential for applying free market analysis to a critique of corporate capitalism—i.e., “using the master's tools to tear down the master's house”—and the actual existence of a diverse strand of socialist or anticapitalist versions of free market analysis. Genuine free market concepts offer an enormous potential for recuperation as weapons against neoliberalism and corporate domination. There is an important body of work, in the broad spectrum that includes the market-friendly wing of classical socialism and the left wing of classical liberalism, that treats artificial scarcity, artificial property rights, and privilege as the fundamental cause of economic exploitation. Such thinkers include Thomas Hodgskin, who is conventionally ranked among the Ricardian Socialists but was an influential figure in early classical liberalism;141 Henry George, with his theories of land rent; the early, left-wing Herbert Spencer (whose mentors included Hodgskin); Boston anarchists like Benjamin Tucker (he of the Four Monopolies);142 the Georgist Franz Oppenheimer (responsible for the
distinction between the “economic means” and “political means” to wealth);143 thinkers like Albert Jay Nock and Ralph Borsodi,144 who developed the economic ideas of  George and Oppenheimer in the context of American industrial capitalism; and the individualist anarchist R.A. Wilson, who saw privilege as the distinguishing factor between capitalism and truly free markets.
E Scott em particular negligencia o potencial de aplicação de análise do livre mercado a uma crítica do capitalismo corporativo — isto é, “usar as ferramentas do senhor para demolir a casa do senhor” — e a real existência de uma cepa diversa de versões socialistas ou anticapitalistas de análise do livre mercado. Conceitos de livre mercado genuíno oferecem enorme potencial de reutilização como armas contra o neoliberalismo e a dominação corporativa. Há importante conjunto de obras, no amplo espectro que inclui a ala amigável em relação ao mercado do socialismo clássico e a ala esquerda do liberalismo clássico, que trata escassez artificial, direitos artificiais de propriedade e privilégio como sendo a causa fundamental da exploração econômica. Tais pensadores incluem Thomas Hodgskin, que é convencionalmente inserido entre os socialistas ricardianos mas foi figura influente no liberalismo clássico precoce;141 Henry George, com suas teorias do rent da terra; o inicial, esquerdista, Herbert Spencer (cujos mentores incluem Hodgskin); anarquistas de Boston como Benjamin Tucker (o dos Quatro Monopólios);142 o georgista Franz Oppenheimer (responsável pela distinção entre “meios econômicos” e “meios políticos” para a riqueza);143 pensadores como Albert Jay Nock e Ralph Borsodi,144 que desenvolveram as ideias econômicas de George e de Oppenheimer no contexto do capitalismo industrial estadunidense; e o anarquista individualista R.A. Wilson, que viu o privilégio como o fator distintivo entre capitalismo e mercados verdadeiramente livres.
Conclusion.
Conclusão.
We've seen how Scott's major concepts—legibility and opacity, mētis, state and nonstate spaces—dovetail and relate to one another. They all reflect a common underlying theme: the conflicts of interest and social contradictions created by authority.
Vimos como os principais conceitos de Scott — legibilidade e opacidade, mētis, espaços estatais e não estatais — samblam-se e relacionam-se um com o outro. Todos eles refletem um tema subjacente comum: os conflitos de interesse e as contradições sociais criados pela autoridade.
Power, or authority, creates a fundamental conflict of interest. Just as the hidden knowledge and hidden action problem—the information and agency problems of a corporate hierarchy—result from the conflict of interest created by power, the state's authority creates a conflict of interest in which the citizenry has an interest in rendering itself as opaque as possible. Power, whether in a corporate hierarchy or a society ruled by a state, is a way of externalizing costs on others and appropriating advantages for oneself.
O poder, ou a autoridade, cria um conflito de interesses fundamental. Do mesmo modo que o problema do conhecimento oculto e da ação oculta — os problemas de informação e de ação de uma hierarquia corporativa — resulta do conflito de interesses criados pelo poder, a autoridade do estado cria um conflito de interesses no qual os cidadãos têm interesse em tornarem-se tão opacos quanto possível. O poder, seja numa hierarquia corporativa ou numa sociedade governada por um estado, é uma forma de externalizar custos para os outros e apropriar-se das vantagens para si próprio.
The state and the ruling class that controls it have an interest in maximizing their extraction of rents and taxes, even at the expense of making society less productive in an absolute sense, just as the management of a corporation has an interest in maximizing its salaries and perks at the expense of overall productivity. Those in a position of authority, in both cases, attempt to structure the institution or society as a whole so as to maximize its legibility and the absolute net amount of wealth extracted—even at the cost of suboptimal efficiency. And the people of a state-ruled society, like the production workers in a corporation, do their best to render themselves opaque to their superiors and reduce their vulnerability to wealth extraction—even at the cost of using less productive techniques.
O estado e a classe dominante que o controla têm interesse em maximizar sua extração de rents e de tributos, mesmo ao custo de tornar a sociedade menos produtiva em sentido absoluto, do mesmo modo que a gerência de uma corporação tem interesse em maximizar seus salários e benefícios a expensas da produtividade geral. Os que se encontram em posição de autoridade, em ambos os casos, tentam estruturar a instituição ou sociedade como um todo de maneira a maximizarem a legibilidade dela e o montante líquido absoluto de riqueza extraída — mesmo ao custo de eficiência subótima. E o povo de uma sociedade governada pelo estado, do mesmo modo que os trabalhadores de produção de uma corporação, fazem o melhor que podem para tornarem-se opacos em relação a seus superiores e reduzirem sua vulnerabilidade à extração de riqueza — mesmo ao custo de usarem técnicas menos produtivas.
In every case, power distorts the flow of information and the incentive to produce as efficiently as possible. The existence of people in authority who exist in a zero-sum relationship economically with those from whom they extract rents, whether in the state or in the hierarchy that governs an institution, creates an incentive for those below to minimize their legibility (and hence the extractability of rents) to those above. It creates an incentive to structure their productive activity so as to minimize the extractability of rents, even at the cost of producing less efficiently. In a zero-sum relationship, the producers—just as much as the parasites—have an incentive to maximize the size of their share of the pie at the expense of the size of the pie as a whole.
Em todos os casos, o poder distorce o fluxo de informação e o incentivo para produzir tão eficientemente quanto possível. A existência de pessoas em autoridade que existem num relacionamento de soma zero economicamente com aqueles de quem extraem rents, seja no estado ou na hierarquia que governa as instituições, cria incentivo para os que estão abaixo minimizarem sua legibilidade (e portanto a extratividade de rents) em relação aos que estão acima. Cria incentivo para estruturarem sua atividade produtiva de maneira a minimizar a extratividade de rents, mesmo ao custo de produzir menos eficientemente. Num relacionamento de soma zero, os produtores — tanto quanto os parasitas — têm incentivo para maximizar o tamanho de sua fatia do bolo a expensas do tamanho do bolo como um todo.
In short authority, far from being the remedy for the war of all against all, is its cause. And in so doing, it destroys rationality, knowledge, and cooperation.
Em suma a autoridade, longe de ser a solução para a guerra de todos contra todos, é a causa dela. E, ao sê-lo, destrói racionalidade, conhecimento, e cooperação.
124 John Robb, “THE BAZAAR'S OPEN SOURCE PLATFORM,” Global Guerrillas, September 24, 2004 (Please see link in the original; for some reason, if inserted here it changes the width of this table.)
124 John Robb, “A PLATAFORMA DE CÓDIGO ABERTO DO BAZAR,” Guerrilheiros Globais, 24 de setembro de 2004 (Por favor veja o link no texto original; por algum motivo, se inserido aqui, ele muda a largura da tabela.)
125 Adam Higginbotham, “U.S. Military Learns to Fight Deadliest Weapons,” Wired, July 28, 2010 (Please see link in the original)
125 Adam Higginbotham, “Instituição Militar dos Estados Unidos Aprende a Combater as Armas Mais Letais,” Wired, 28 de julho de 2010 (Por favor veja o link no texto original)
126 Thomas L. Knapp, “The Revolution Will Not Be Tweeted,” Center for a Stateless Society, October 5, 2009 (Please see link in the original)
126 Thomas L. Knapp, “A Revolução Não Será Proclamada no Twitter,” Centro por uma Sociedade Sem Estado, 5 de outubro de 2009 
(Por favor veja o link no texto original)
127 Katherine Mangu-Ward, “The Sheriff is Coming! The Sheriff is Coming!” Reason Hit & Run, January 6, 2010 (Please see link in the original) Brad Branan, “Police: Twitter used to avoid DUI checkpoints,” Seattle Times, December 28, 2009 (Please see link in the original)
127 Katherine Mangu-Ward, “Lá Vem o Xerife! Lá Vem o Xerife!” Razão Bata e Corra, 6 de janeiro de 2010 (Por favor veja o link no texto original) Branan, “Polícia: Twitter usado para evitar barreiras da lei seca,” Seattle Times, 28 de dezembro de 2009 (Por favor veja o link no texto original)
128 Felix Stalder, “Leaks, Whistle-Blowers and the Networked News Ecology,” n.n., November 6, 2010 (Please see link in the original)
128 Felix Stalder, “Vazamentos, Denunciantes e a Ecologia das Notícias Redeadas,” n.n., 6 de novembro de 2010 (Por favor veja o link no texto original)
129 John Robb, “Julian Assange,” Global Guerrillas, August 15, 2010 (Please see link in the original)
129 John Robb, “Julian Assange,” Guerrilheiros Globais, 15 de agosto de 2010 (Por favor veja o link no texto original)
130 Robb, “Open Warfare and Replication,” Global Guerrillas, September 20, 2010 (Please see link in the original)
130 Robb, “Guerra Aberta e Replicação,” Guerrilheiros Globais, 20 de setembro de 2010 (Por favor veja o link no texto original)
131 Malcolm Gladwell, “How David Beats Goliath,” The New Yorker, May 11, 2009 (Please see link in the original)
131 Malcolm Gladwell, “Como Davi Vence Golias,” O Novaiorquino, 11 de maio de 2009 (Por favor veja o link no texto original)
132 Jonathan Dugan, for example, stresses Redundancy and Modularity as two of the central principles of resilience. Chris Pinchen, “Resilience: Patterns for thriving in an uncertain world,” P2P Foundation Blog, April 17, 2010. (Please see link in the original)
132 Jonathan Dugan, por exemplo, enfatiza Redundância e Modularidade como dois dos princípios fundamentais da resiliência. Chris Pinchen, “Resiliência: Padrões para prosperar num mundo incerto,” Blog da Fundação P2P, 17 de abril de 2010. (Por favor veja o link no texto original)
133 Cory Doctorow, “Cheap Facts and the Plausible Premise,” Locus Online, July 5, 2009 (Please see link in the original)
133 Cory Doctorow, “Fatos Baratos e a Premissa Plausível,” Locus Online, 5 de julho de 2009 (Por favor veja o link no texto original)
134 Murray Bookchin, “Toward a Liberatory Technology,” in Post-Scarcity Anarchism (Berkeley, Calif.: The Ramparts Press, 1971), pp. 49-50.
134 Murray Bookchin, “Rumo a uma Tecnologia Libertadora,” em Anarquismo Pós-Escassez (Berkeley, Calif.: Imprensa Os Baluartes, 1971), pp. 49-50.
135 Scott, The Art of Not Being Governed, pp. 7-8.
135 Scott, A Arte de Não Ser Governado, pp. 7-8.
136 Ibid., p. 335.
136 Ibid., p. 335.
137 Ibid., p. 344.
137 Ibid., p. 344.
138 Ibid., p. 102.
138 Ibid., p. 102.
139 Ibid., p. 381n51.
139 Ibid., p. 381n51.
140 J. Bradford DeLong, “Forests, Trees, and Intellectual Roots” (created March 15, 1999, last modified March 18, 1999) (Please see link in the original)
140 J. Bradford DeLong, “Florestas, Árvores e Raízes Intelectuais” (criado em 15 de março de 1999, modificado pela última vez em 18 de março de 1999) (Por favor veja o link no texto original)
41 Thomas Hodgskin. The Natural and Artificial Right of Property Contrasted. A Series of Letters, addressed without permission to H. Brougham, Esq. M.P. F.R.S. (London: B. Steil, 1832); Popular Political Economy: Four Lectures Delivered at the London Mechanics' Institution (London: Printed for Charles and William Tait, Edinburgh, 1827).
141 Thomas Hodgskin. O Direito Natural e o Artificial de Propriedade Contrastados. Uma Série de Cartas, dirigidas sem permissão a H. Brougham, Esq. M.P. F.R.S. (Londres: B. Steil, 1832); Economia Política Popular: Quatro Palestras Proferidas na Instituição de Mecânica de Londres (Londres: Impresso para Charles e William Tait, Edinburgo, 1827).
142 Benjamin Tucker, “State Socialism and Anarchism: How Far They Agree, and Wherein They Differ” (1888). Reproduced at Molinari Institute website (Please see link in the original)
142 Benjamin Tucker, “Socialismo de Estado e Anarquismo: Até Que Ponto Concordam, e Onde Diferem” (1888). Reproduzido no website do Instituto Molinari (Por favor veja o link no texto original)
143 Franz Oppenheimer, “I. The Genesis of the State,” in The State (New York: Free Life Editions, 1975). Reproduced in Online-Bibliothek at Franz-Oppenheimer.de (Please see link in the original)
143 Franz Oppenheimer, “I. A Gênese do Estado,” em O Estado (Nova Iorque: Edição Vida Livre, 1975). Reproduzido em Online-Bibliothek em Franz-Oppenheimer.de (Por favor veja o link no texto original)
144 Ralph Borsodi. The Distribution Age (New York and London: D. Appleton and Company, 1929).
144 Ralph Borsodi. A Era da Distribuição (Nova Iorque e Londres: D. Appleton e Companhia, 1929).
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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