Saturday, August 6, 2011

C4SS - Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott (26-33/38)

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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
building awareness of the market anarchist alternative
no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Center for a Stateless Society Paper No. 12 (Winter/Spring 2011)
Centro por uma Sociedade sem Estado – Paper No. 12 (Inverno/Primavera 2011)
Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott
Legibilidade e Controle: Temas na Obra de James C. Scott
Kevin A. Carson
Kevin A. Carson
26-33/38
26-33/38
The irrational capital investments in the large corporation resemble Mises' predictions for planning under state socialism—i. e., it “would involve operations the value of which could neither be predicted beforehand nor ascertained after they had taken place.”97 As Richard Ericson said of the communist regimes, the corporation can achieve great feats of engineering without regard to cost.
Os investimentos irracionais de capital na grande corporação guardam semelhança com as predições de Mises relativas ao planejamento sob o socialismo de estado — isto é, “envolveriam operações o mérito das quais não poderia nem ser previsto antecipadamente nem ser aferido depois de terem ocorrido.”97 Como Richard Ericson disse dos regimes comunistas, a corporação tem como realizar grandes feitos de engenharia sem considerar o custo.
When the system pursues a few priority objectives, regardless of sacrifices or losses in lower priority areas, those ultimately responsible cannot know whether the success was worth achieving.98
Quando o sistema persegue um poucos objetivos prioritários, independentemente dos sacrifícios ou prejuízos em áreas de menor prioridade, os responsáveis últimos não têm como saber se alcançar o sucesso valeu a pena.98
I regularly see examples of this in the hospital where I work. Money is poured into multi-million dollar expansions of the Emergency Room, and remodelings of entire floors that radically alter the layouts—limited only by the presence of load-bearing walls—in ways that make them less functional. Management procures enormously expensive high-tech machinery like a Da Vinci surgical robot, and expands its range of expensive high-tech procedures like heart catheterization—all for the public prestige value—while cutting nursing staff and turning the patient care wards into squalid, understaffed shitholes and causing costs from falls and MRSA infections to go through the roof.
Vejo regularmente exemplos disso no hospital onde trabalho. O dinheiro é despejado em expansões multimilionárias da Sala de Emergência, e em reformas de andares inteiros que alteram radicalmente os leiautes — limitadas apenas pela presença de paredes mestras — de maneiras que os tornam menos funcionais. A gerência adquire maquinário enormemente dispendioso como o robô cirúrgico Da Vinci, e expande seu leque de procedimentos dispendiosos de alta tecnologia tais como cateterismo cardíaco — tudo em busca de valor de prestígio público — enquanto faz cortes na equipe de enfermagem e transforma as alas de cuidados aos pacientes em pocilgas infectas e com falta de pessoal de atendimento, levando os custos decorrentes de quedas e de estafilococos áureos resistentes à meticilina para as alturas.
In short, the internal allocation of capital in the large corporation follows a pattern very much like Hayek's description of the state socialist planned economy:
Em suma, a alocação interna de capital na grande corporação segue um padrão muito parecido com a descrição de Hayek da economia planificada do socialismo de estado:
There is no reason to expect that production would stop, or that the authorities would find difficulty in using
all the available resources somehow, or even that output would be permanently lower than it had been before planning started.... [We should expect] the excessive development of some lines of production at the expense of others and the use of methods which are inappropriate under the circumstances. We should expect to find overdevelopment of some industries at a cost which was not justified by the importance of their increased output and see unchecked the ambition of the engineer to apply the latest development elsewhere, without considering whether they were economically suited in the situation. In many cases the use of the latest methods of production, which could not have been applied without central planning, would then be a symptom of a misuse of resources rather than a proof of success.
Não há motivo para esperar que a produção pare, ou que as autoridades tenham dificuldade em usar os recursos disponíveis de alguma forma, ou mesmo que a produção seja permanentemente menor do que era antes do início da planificação.... [Devemos esperar] é o desenvolvimento excessivo de algumas linhas de produção a expensas de outras e o uso de métodos inadequados consideradas as circunstâncias. Devemos esperar encontrar superdesenvolvimento de algumas indústrias a um custo não justificável pela importânica do aumento de sua produção e ver incontida a ambição do engenheiro de aplicar os mais recentes progressos alhures, sem considerar se economicamente adequados face à situação. Em muitos casos o uso dos métodos mais recentes de produção, que não poderiam ter sido aplicados sem planejamento centralizado, seria então sintoma de mau uso do recursos em vez de prova de sucesso.
One example he cites—“the excellence, from a technological point of view, of some parts of the Russian industrial equipment, which often strikes the casual observer and which is commonly regarded as evidence of success”—is directly comparable to the above-mentioned Da Vinci robot.99
Um exemplo que ele cita — “a excelência, do ponto de vista tecnológico, de algumas partes do equipamento industrial russo, que amiúde impressiona o observador superficial e é comumente vista como evidência de sucesso” — é diretamente comparável ao acima mencionado robô Da Vinci.99
The problem Hayek describes is complicated by the fact that “output” itself is a meaningless metric under these circumstances. With Sloanist “overhead absorption” as with Soviet central planning, the system of internal transfer pricing based on the consumption of inputs, and the passing on of costs to the consumer via cost-plus markup, mean that any consumption of inputs that can be incorporated into the “price” of finished goods—as such—is an output.
O problema que Hayek descreve é complicado pelo fato de a própria “produção” ser uma métrica sem sentido nessas circunstâncias. Na “absorção de overhead” sloanista, do mesmo modo que no planejamento centralizado soviético, o sistema de preços de transferência internos baseado no consumo de insumos, e o repasse de custos para o consumidor via margem acrescida ao custo, significa que qualquer consumo de insumos que possa ser incorporado ao “preço” dos bens acabados — na acepção da palavra — é produção.
The dominant players in an oligopoly market can get away with all these forms of irrationality—the suppression of newer, more efficient technologies, deskilling their workforce and substituting techne for mētis, because the big boys share the same organizational culture.
Os atores dominantes de um mercado oligopolizado podem ficar impunes em relação a todas essas formas de irracionalidade — a supressão de tecnologias mais novas e eficientes, a desqualificação da força de trabalho e a substituição de mētis por techne porque os grandões compartilham da mesma cultura organizacional.
The Art of Not Being Governed: State Spaces and Nonstate Spaces.
A Arte de Não Ser Governado: Espaços Estatais e Não Estatais.
What Scott calls “state spaces and nonstate spaces” are the central theme of The Art of Not Being Governed. State spaces, Scott wrote in Seeing Like a State, are geographical regions with high-density population and high-density grain agriculture, “producing a surplus of grain... and labor which was relatively easily appropriated by the state.” The conditions of nonstate spaces were just the reverse, “thereby severely limiting the possibilities for reliable state appropriation.”100
O que Scott chama de “espaços estatais e espaços não estatais” é o tema central de A Arte de Não Ser Governado. Os espaços estatais, escreveu Scott em Vendo Como um Estado, são regiões geográficas com população de alta densidade e agricultura de grãos de alta densidade, “produzindo um excedente de grãos... e de trabalho de apropriação relativamente fácil pelo estado.” As condições dos espaços não estatais eram exatamente o inverso, “daí limitando severamente as possibilidade de apropriação fidedigna pelo estado.”100
This might have served as the topic sentence for his next book, The Art of Not Being Governed. In fact, according to Scott,101 Seeing Like a State was actually an offshoot of the research that eventually led to The Art of Not Being Governed. His original line of inquiry was “to understand why the state has always seemed to be the enemy of 'people who move around'....” In his studies of “the perennial tensions between mobile, slash-and-burn hill peoples on one hand and wet-rice, valley kingdoms on the other,” along with assorted nomads and runaway slaves, Scott was diverted into a study of legibility as a motive for state policies of sedentarization. Having developed that topic, he came back to his original focus in The Art of Not Being Governed.
Essa poderia ter servido como a sentença resumidora de seu livro seguinte, A Arte de Não Ser Governado. Na verdade, de acordo com Scott,101 Vendo Como um Estado foi em realidade uma ramificação da pesquisa que por fim levou a A Arte de Não Ser Governado. A linha original de investigação dele era “compreender por que o estado sempre pareceu ser inimigo das 'pessoas que se locomovem'....” Em seus estudo das “perenes tensões entre, de um lado, povos móveis das colinas, de agricultura de corte e queimada, de um lado, e reinos dos vales encharcados produtores de arroz, de outro,” juntamente com diferentes tipos de nômades e de escravos foragidos, Scott foi desviado para um estudo da legibilidade como motivo das políticas estatais de sedentarização. Havendo desenvolvido esse tópico, voltou a seu foco original em A Arte de Não Ser Governado.
In the latter book, Scott surveys the populations of “Zomia,” the highland areas spanning the countries of Southeast Asia, which are largely outside the reach of the governments there. He suggests areas of commonality between the Zomians and people in nonstate areas around the world, upland and frontier people like the Cossacks, Highlanders and “hillbillies,” nomadic peoples like the Gypsies and Tinkers, and runaway slave communities in inaccessible marsh regions of the American South.
Nesse livro posterior, Scott vistoria as populações de “Zomia,” as áreas altas que se estendem pelos países do Sudeste Asiático, as quais se situam, em grande parte, fora do alcance dos governos da região. Ele sugere pontos em comum entre os zomianos e pessoas em áreas não estatais em todo o mundo, povos de terras altas e de fronteira como os cossacos, habitantes das terras altas escocesas e “caipiras” estadunidenses, povos nômades tais como ciganos e itinerantes escoceses/irlandeses, e comunidades de escravos foragidos em regiões pantanosas inacessíveis do sul dos Estados Unidos.
States attempt to maximize the appropriability of crops and labor, designing state space so as “to guarantee the ruler a substantial and reliable surplus of manpower and grain at least cost...” This is achieved by geographical concentration of the population and the use of concentrated, high-value forms of cultivation, in order to minimize the cost of governing the area as well as the transaction costs of appropriating labor and produce.102 State spaces tend to encompass large “core areas” of highly concentrated grain production “within a few days' march from the court center,” not necessarily contiguous with the center but at least “relatively accessible to officials and soldiers from the center via trade routes or navigable waterways.”103 Governable areas are mainly areas of high-density agricultural
production linked either by flat terrain or watercourses.104
Os estados tentam maximizar a apropriabilidade de colheitas e de trabalho delimitando o espaço estatal de maneira a “garantir, para o governante, excedente substancial e fidedigno de mão de obra e de grãos a custo o mais baixo possível...” Isso é conseguido por meio de concentração geográfica da população e uso de formas concentradas, de alto valor, de cultivo, a fim de serem minimizados o custo de governar a área e bem assim os custos de transação de apropriação de trabalho e de produtos da terra.102 Os espaços estatais tendem a abranger grandes “áreas-cernes” de grande produção concentrada de grãos “a poucos dias de marcha a partir do centro da corte,” não necessariamente contíguas ao centro mas pelo menos “relativamente acessíveis a autoridades e soldados oriundos do centro via estradas ou águas navegáveis.”103 As áreas governáveis são principalmente áreas de produção agrícola de alta densidade ligadas ou por terreno plano ou por cursos de água.104
The nonstate space is a direct inversion of the state space: it is “state repelling,” i.e. “it represents an agro-ecological setting singularly unfavorable to manpower- and grain-amassing strategies of states. States “will hesitate to incorporate such areas, inasmuch as the return, in manpower and grain, is likely to be less than the administrative and military costs of appropriating it.”105
O espaço não estatal é inversão direta do espaço estatal: “repele o estado,” isto é, “representa um cenário agroecológico singularmente desfavorável às estratégias amealhadoras de mão de obra e de grãos dos estados. Os estados “hesitarão em incorporar tais áreas, visto que o retorno, em mão de obra e grãos, provavelmente será menor do que os custos administrativos e militares de apropriação.”105
The greater the dispersal of the crops, the more difficult they are to collect, in the same way that a dispersed population is more difficult to grab. To the degree that such crops are part of the swiddener's portfolio, to that degree will they prove fiscally sterile to states and raiders and be deemed “not worth the trouble” or, in other words, a nonstate space.106
Quanto maior a dispersão das plantações, mais difícil é coletar sua produção, do mesmo modo que uma população dispersa é mais difícil de sequestrar. Na medida em que tais plantações sejam parte do portfólio de um produtor usuário da técnica de corte e queimada, nesse grau revelar-se-ão fiscalmente estéreis para estados e predadores e julgadas “não pagar a pena” ou, em outras palavras, constituirão espaço não estatal.106
Nonstate spaces benefit from various forms of “friction” that increase the transaction costs of appropriating labor and output, and of extending the reach of the state's enforcement arm into such regions. These forms of friction include the friction of distance107 (which amounts to a distance tax on centralized control), the friction of terrain or altitude, and the friction of seasonal weather.108 In regard to the latter, for example, the local population might “wait for the rains, when supply lines broke down (or were easier to cut) and the garrison was faced with starvation or retreat.”109
Os espaços não estatais beneficiam-se de diversas formas de “fricção/atrito” que aumentam os custos de transação de apropriação do trabalho e da produção, e da extensão do alcance do braço impositor do estado até tais regiões. Essas formas de fricção incluem a fricção da distância107 (equivalente a um tributo incidente sobre a distância para o controle centralizado), a fricção do terreno ou da altitude, e a fricção do tempo sazonal.108 No tocante a essa última, por exemplo, a população local poderá “esperar pelas chuvas, quando as linhas de suprimento se rompem (ou são mais fáceis de ser rompidas) e a guarnição terá de optar entre morrer de fome ou retirar-se.”109
In Zomia, as Scott describes it:
Em Zomia, como Scott descreve:
Virtually everything about these people's livelihoods, social organization, ideologies, ...can be read as strategic positionings designed to keep the state at arm's length. Their physical dispersion in rugged terrain, their mobility, their cropping practices, their kinship structure, their pliable ethnic identities, and their devotion to prophetic, millenarian leaders effectively serve to avoid incorporation into states and to prevent states from springing up among them.110
Praticamente tudo concernente ao meio de vida, organização social e ideologias dessas pessoas ...pode ser visto como posicionamentos estratégicos projetados para manter o estado à distância. A dispersão física delas em terreno acidentado, a mobilidade delas, suas práticas agrícolas, sua estrutura de relacionamento familiar, suas identidades étnicas maleáveis e sua devoção a líderes proféticos, de índole milenária, servem, com efeito, para impedir a incorporação em estados e para impedir que estados se lancem sobre elas.110
In order to avoid taxes, draft labor and conscription, they practiced “escape agriculture: forms of cultivation designed to thwart state appropriation.” Their social structure, likewise, “was designed to aid dispersal and autonomy and to ward off political subordination.”111
Para evitar tributos, trabalho recrutado e conscrição, praticavam a “agricultura de escape: formas de cultivo concebidas para impedir apropriação pelo estado.” Analogamente, sua estrutura social “estava projetada para facilitar dispersão e autonomia e para proteger contra subordinação política.”111
I suggest that the concepts of “state space” and “nonstate space,” if removed from Scott's immediate spatial context and applied by way of analogy to spheres of social and economic life that are more or less amenable to state control, can be useful for us in the kinds of developed Western societies where to all appearances there are no geographical spaces beyond the control of the state.
Sugiro que os conceitos de “espaço estatal” e “espaço não estatal,” se removidos do contexto espacial imediato de Scott e aplicados, por analogia, a esferas da vida social e econômica mais ou menos dúcteis para efeito de controle estatal, podem ser úteis para nós nos tipos de sociedades ocidentais onde, de toda aparência, não existem espaços geográficos situados além do controle do estado.
State spaces in our economy are sectors which are closely allied to and legible to the state. Nonstate spaces are those which are hard to monitor and where regulations are hard to enforce. State spaces, especially, are associated with legible forms of production. In the Western economies, the economic sectors most legible to and closely allied to the state are those dominated by large corporations in oligopoly markets.
Os espaços estatais em nossa economia são setores estreitamente aliados do e legíveis pelo estado. Os espaços não estatais são aqueles difíceis de monitorar e onde as regulamentações são difíceis de ser feitas cumprir. Os espaços estatais, especificamente, estão associados a formas legíveis de produção. Nas economias ocidentais, os setores econômicos mais legíveis pelo e mais estreitamente aliados do estado são aqueles dominados pelas largas corporações nos mercados oligopolizados.
In general, the state has a strong affinity for large-scale, centrally organized forms of production. In the case of agriculture, Scott writes:
De modo geral o estado guarda forte afinidade com formas de produção organizadas centralizadamente. No caso da agricultura, escreve Scott:
In agriculture, as in manufacturing, the mere efficiency of a form of production is not sufficient to ensure the appropriation of taxes or profits. Independent smallholder agriculture may, as we have noted, be the most efficient way to grow many crops. But such forms of agriculture, although they may present possibilities for taxation and profit when their products are bulked, processed, and sold, are relatively illegible and hard to control. As is the case with autonomous artisans and petit-bourgeois shopkeepers, monitoring the commercial fortunes of small-fry farms is an administrative nightmare. The possibilities for evasion and resistance are numerous, and the cost of procuring accurate, annual data is high, if not prohibitive.
Na agricultura, como na indústria, a mera eficiência de uma forma de produção não é suficiente para assegurar a apropriação de tributos e lucros. A agricultura do pequeno proprietário independente pode, como já observamos, ser a forma mais eficiente de cultivar muitas lavouras. Tais formas de agricultura, porém, embora possam apresentar possibilidades de tributação e lucro quando seus produtos são ajuntados, processados e vendidos, são relativamente ilegíveis e difíceis de controlar. Como no caso de artífices autônomos e lojistas pequeno-burgueses, o monitoramento das fortunas comerciais de pequenas propriedades rurais é um pesadelo administrativo. As possibilidades para evasão e resistência são numerosas, e o custo de obtenção de dados anuais precisos é alto, se não proibitivo.
A state mainly concerned with appropriation and control will find sedentary agriculture preferable to
pastoralism or shifting agriculture. For the same reasons, such a state would generally prefer largeholding to
smallholding and, in turn, plantation or collective agriculture to both.... Although collectivization and plantation agriculture are seldom very efficient, they represent... the most legible and hence appropriable forms of agriculture.112
Um estado preocupado principalmente com apropriação e controle considerará a agricultura sedentária preferível ao pastorialismo ou à agricultura itinerante. Pelos mesmos motivos, tal estado geralmente preferirá a grande propriedade à pequena e, por seu turno, a plantação maciça ou a agricultura coletiva a ambas aquelas.... Embora a coletivização e a agricultura de plantio maciço raramente sejam muito eficientes, representam... as mais legíveis e pois apropriáveis formas de agricultura.112
The state has a similar affinity for the large corporate form in general, and not just in agriculture, according to Benjamin Darrington. If the large corporation depends for its survival on the state, the state—even aside from the fact that it is composed largely of representatives of the corporate ruling
class—has a rational interest in promoting the large corporation as the dominant economic form.
O estado guarda afinidade similar com a grande forma corporativa em geral, e não apenas em agricultura, de acordo com Benjamin Darrington. Se a grande corporação depender, para sua sobrevivência, do estado, este — mesmo à parte o fato de ser ele próprio em grande parte composto de representantes da classe corporativa dominante — tem interesse racional em promover a grande corporação como forma econômica dominante.
Large centrally organized firms facilitate the government’s task of maintaining its hegemonic position in society. The ability of the government to effectively regulate the economy depends on the existence of economic institutions with organizational structures that can be easily monitored and controlled. The regulation of a large number of small businesses requires greater duplication of effort to inspect financial records, ensure regulatory compliance, and collect taxes. Small organizations are harder to punish for not cooperating with the law because they have less total value to seize and the owners are more likely to fight the government since it is their money and business directly at stake, not to mention the fact that small business are looked upon more favorably by the general population than seemingly faceless and distant corporations. The equipment used by small enterprises does not lend itself to certification, regulation, and safety testing, and the labor employed does not lend itself to the effective enforcement of laws concerning things like labor negotiations, minimum wage, minimum age, professional licensing, racial and sexual quotas, citizenship requirements, maximum hours, etc. Informal and small scale economic relationships are almost beyond the range of government efforts to enforce its mandates and collect taxes. By making business an agent of policy the state also creates a useful scapegoat for diverting the ire of the public towards the iniquity and exploitation of existing economic relations and positions the state to act as “white knight” to protect the public and avenge the evils and excesses of “private enterprise.”113
Grandes firmas centralizadamente organizadas facilitam a tarefa do governo de manter sua posição hegemônica na sociedade. A capacidade do governo de regulamentar eficazmente a economia depende da existência de instituições econômicas com estruturas organizacionais que possam ser facilmente monitoradas e controladas. A regulamentação de grande número de pequenas empresas requer maior duplicação de esforços para fiscalizar registros financeiros, assegurar obediência às normas, e coletar tributos. É mais difícil punir pequenas organizações por não cooperarem com a lei porque elas têm menos valor total para ser confiscado e os proprietários mais provavelmente combaterão o governo visto ser deles o dinheiro e a empresa diretamente em jogo, para não mencionar o fato de as pequenas empresas gozarem de maior estima junto à população do que corporações aparentemente sem face e distantes. O equipamento usado pelas pequenas empresas não se presta facilmente a certificação, regulamentação e testes de segurança, e o trabalho empregado não favorece fiscalização/repressão eficaz no tocante a leis concernentes a coisas tais como negociações trabalhistas, salário mínimo, licenciamento profissional, quotas raciais e sexuais, exigências de cidadania, horas máximas de trabalho etc. Relações informais e econômicas de pequena escala situam-se quase além do âmbito dos esforços do governo para fazer cumprir seus éditos e para coletar tributos. Mediante tornar a empresa agente de política o estado também cria útil bode expiatório para desviar a ira do público voltada para a iniquidade e exploração das relações econômicas existentes e cria condições para o estado atuar como “cavaleiro do bem” protetor do público e vingador das perversidades e excessos da “empresa privada.”113
The same effects achieved through spatial distance and isolation and the high costs of physical transportation in Scott's Zomia can be achieved in our economy, without all the inconvenience, through expedients such as encryption and the use of darknets. Recent technological developments have drastically expanded the potential for non-spatial, non-territorially based versions of the nonstate spaces that Scott describes. People can remove themselves from state space by adopting technologies and methods of organization that make them illegible to the state, without any actual movement in space.
Os mesmos efeitos conseguidos por meio de distância e isolamento espaciais e os altos custos do transporte físico na Zomia de Scott podem ser logrados em nossa economia, sem toda a inconveniência, por meio de expedientes tais como criptografia e uso de darknets. Recentes progressos tecnológicos expandiram drasticamente o potencial para versões não espaciais, não territorialmente sediadas dos espaços não estatais que Scott descreve. As pessoas podem retirar-se do espaço estatal por meio da adoção de tecnologias e métodos de organização que as tornam ilegíveis para o estado, sem qualquer movimento real no espaço.
Such technologies and methods of organization include encrypted e-currencies like Ripple and Bitcoin as the medium of exchange in darknet economies, Daniel de Ugarte's “phyles” (distributed civil societies which provide networked platforms for supporting business enterprises, certification and reputational mechanisms, arbitration and adjudication services, insurance and legal services, etc.), and John Robb's “Economy as a Software Service.”114
Tais tecnologias e métodos de organização incluem moedas eletrônicas tais como Ripple e Bitcoin como meio de trocas em economias darknet, os “phyles” de Daniel de Ugarte (sociedades civis distribuídas que oferecem plataformas redeadas para apoio a empresas de negócios, mecanismos de certificação e reputacionais, serviços de arbitramento e adjudicação, serviços de seguros e jurídicos etc.), e a “Economia como Serviço de Software” de John Robb.114
In the realm of physical production, new micromanufacturing technologies offer unprecedented potential to evade enforcement of industrial patents and other similar state entry barriers. In the case traditional mass-production industry, the transaction costs of patent enforcement were lowered by a state of affairs in which a handful of oligopoly manufacturers in a cartelized industry produced a limited range of competing products (often further restriction product competition by pooling or exchanging patents among themselves), and marketed their limited product lines through a handful of national chain retailers. When $10,000 worth of homebrew CNC tools in a garage factory can produce output comparable to that of a million-dollar factory, in small batches distributed through neighborhood markets, the transaction costs of suppressing knockoffs will skyrocket—at the very same time the abundance economy is destroying the state's tax base for enforcement.
No domínio da produção física, novas tecnologias de microfabricação oferecem potencial sem precedentes para escape da imposição dle patentes industriais e outras barreiras estatais similares à entrada no mercado. No caso da indústria tradicional de produção em massa, os custos de transação de fiscalizar/reprimir no tocante a patentes foram diminuídos por um estado de coisas no qual um punhado de fabricantes oligopolistas de uma área cartelizada havia passado a produzir leque limitado de produtos competidores (amiúde restringindo ainda mais a competição entre os produtos mediante consórcio ou troca de patentes entre eles próprios), comercializando suas linhas limitadas de produtos por meio de um punhado de varejistas com cadeias nacionais. Quando o equivalente a $10.000 dólares de ferramentas de controle numérico por computador - CNC numa fábrica de garagem consegue produção comparável à de uma fábrica de um milhão de dólares, em pequenos lotes distribuídos por meio de mercados de bairro, os custos de transação de suprimir cópias piratas disparam — exatamente no mesmo momento em que a economia de abundância destrói a base tributária do estado usada para imposição/exação.
Other affordable technologies for small-scale household production, coupled with informal exchange via barter network, offer new potential for home-based, low-overhead microenterprises—e. g. home-based microbakeries using an ordinary kitchen oven, cab services using a family car, etc.—to evade local zoning, licensing, “health” and “safety” codes.
Outras tecnologias acessíveis a produção caseira de pequena escala, juntas com trocas informais via rede de escambo, oferecem novo potencial para microempresas sediadas em casa, de baixo overhead — por exemplo micropadarias caseiras usando forno comum de cozinha, serviços de táxi usando carro da família etc. — para evasão do zoneamento, licenciamento, códigos de “saúde” e de “segurança” locais.
The transaction costs of overcoming opacity and illegibility, and enforcing obedience in an atmosphere of non-compliance, function as a tax, making some “spaces” (i.e. sectors or areas of life) more costly to govern than they're worth. Scott argues that for a ruler, the relevant metric is not GDP but “State-Accessible Product” (SAP). The greater an area's distance from the center, the higher the concentration of value or value-to-weight ratio a unit of output must have to be worth appropriating and carrying off to the capital. The further from the center an area is, the larger the share of its economy will cost more than it's worth to exploit.115 It's somewhat analogous to the concept of EROEI in the field of energy; if the purpose of the state is to extract a surplus on behalf of a privileged class, the “governance tax” reduces the amount of surplus which is extracted per input of enforcement effort.
Os custos de transação de superar a opacidade e a ilegibilidade, e de impor obediência numa atmosfera de não obediência, funcionam como um tributo, tornando alguns “espaços” (isto é, setores ou áreas da vida) mais dispendiosos de governar do que valem. Scott argumenta que, para um governante, a métrica relevante não é o PIB, e sim o “Produto Acessível pelo Estado” (PAE). Quanto maior a distância de uma área em relação ao centro, maior terá de ser a concentração de valor ou a relação valor monetário/peso de uma unidade de produção para que a apropriação e o transporte para a capital valham a pena. Quanto mais longe do centro estiver uma área, maior será a parcela de sua economia que custará mais do que vale a pena explorar.115 É algo de certa forma análogo ao conceito de EROEI [energia retornada em relação a energia investida] na área de energia; se a intenção do estado é extrair um excedente em benefício de uma classe privilegiada, o “tributo de governança” reduz o montante do excedente extraído por insumo de esforço para fiscalizar/reprimir.
Anything that reduces the “EROEI” of the system, the size of the net surplus which the state is able to extract, will cause it to shrink to a smaller equilibrium scale of activity. The more costly enforcement is and the smaller the revenues the state (and its corporate allies, as in the case of enforcing digital copyright law or suppressing shanzhai knockoffs) can obtain per unit of enforcement effort, the hollower the state capitalist or corporatist system becomes and the more areas of life it retreats from as not worth the cost of governing.
Qualquer coisa que reduza a “EROEI” do sistema, o tamanho do excedente líquido que o estado consegue extrair, levá-lo-á a encolher-se para uma escala de equilíbrio de atividade menor. Quanto maior for o custo de fiscalizar/reprimir e menor a receita que o estado (e seus aliados corporativos, como no caso de fazer cumprir a lei de copyright digital ou reprimir a pirataria chinesa) possa obter por unidade de esforço de fiscalizar/reprimir, mais vazio tornar-se-á o sistema capitalista de estado ou corporatista e de mais áreas da vida ele se retirará, considerando-as não valerem o custo de governar.
Our strategy, in attacking the state's enforcement capabilities as the weak link of state capitalism, should be to create metaphoric nonstate spaces like darknets, as well as forms of physical production which are so small-scale and dispersed as to present serious surveillance and enforcement costs, and thereby to shift the correlation of forces between nonstate and state “spaces.”
Nossa estratégia, ao atacarmos a capacidade de fiscalizar/reprimir do estado como ponto fraco do capitalismo de estado, deve ser criar espaços não estatais metafóricos tais como as darknets, bem como formas de produção física de escala pequena demais e demasiado dispersas para valerem custos de fiscalização e repressão sérios, desse modo alterando a correlação de forças entre “espaços” não estatais e estatais.
From our standpoint, technologies of liberation reduce the cost and inconvenience of evasion. In Scott's work, for people in state spaces the more labor they have sunk into their fields over generations, the more reluctant they are to leave in order to escape the state's taxation.116 In Zomia, “not being governed” frequently entailed adopting “subsistence strategies aimed to escape detection and maximize their physical mobility should they be forced to flee again at a moment's notice.” This could involve a real sacrifice in quality of life, in terms of the categories of goods which could not be produced, the categories of food that were unavailable, etc.117 Historically, when not being governed required spatial distance and inaccessibility, creating a nonstate space meant a choice of technologies of living based on the need to be less legible. In many cases this translated into “abandoning fixed cultivation to take up shifting agriculture and foraging,” the deliberate choice of a more “primitive” lifestyle for the sake of autonomy, and the conscious choice of less productive methods of cultivation and a smaller surplus.118
De nosso ponto de vista, as tecnologias de libertação reduzem o custo e a inconveniência da evasão. Na obra de Scott, para as pessoas que vivem em espaços estatais, quanto mais trabalho elas tiverem enterrado em seus campos ao longo de gerações, mais relutantes estarão em sair a fim de escapar da tributação do estado.116 Em Zomia, “não ser governado” frequentemente envolvia adotar “estratégias de subsistência voltadas para escapar de detecção e maximizar a mobilidade física para o caso de ser forçado a fugir de novo de um momento para o outro.” Isso podia envolver real sacrifício em qualidade de vida, em termos das categorias de bens que não poderiam ser produzidos, das categorias de alimentos que se tornariam indisponíveis, etc.117 Historicamente, quando não ser governado requeria distância espacial e inacessibilidade, criar um espaço não estatal significava uma escolha de tecnologias de vida baseada na necessidade de ser menos legível. Em muitos casos isso se traduzia em “abandonar cultivo fixo para adotar agricultura itinerante e cata de comida,” a escolha deliberada de estilo de vida mais “primitivo” para efeito de autonomia, e a escolha consciente de métodos de cultivo menos produtivos e de excedente menor.118
To put this in Western economic terms, liberatory technologies now offer the potential to eliminate the necessity for this tradeoff between autonomy and standard of living. We want to render ourselves as ungovernable as the people of Zomia, without the inconvenience of living in the mountains and swamps or living mostly on root crops. The more areas of economic life that are rendered illegible to the state through liberatory technology, the less the differential in standard of living between state and nonstate areas.
Para dizê-lo em termos ocidentais, as tecnologias libertadoras agora oferecem o potencial para eliminação da necessidade desse compromisso entre autonomia e padrão de vida. Desejamos tornar-nos tão ingovernáveis quanto o povo de Zomia, sem a inconveniência de viver nas montanhas e charcos ou de viver em grande parte comendo raízes. Quanto mais áreas da vida econômica forem tornadas ilegíveis para o estado por meio de tecnologia de libertação, menor o diferencial de padrão de vida entre áreas estatais e não estatais.
Scott names mobility as his “second principle of evasion.” Mobility, “the ability to change location,” renders a society inaccessible through the ability to “shift to a more remote and advantageous site.” It is “a relatively frictionless ability to shift location....”119 In terms of our analogous nonspatial “nonstate spaces” in Western societies, this is mirrored by the agility, resilience and flexibility of
networks.
Scott nomeia a mobilidade como seu “segundo princípio de evasão.” Mobilidade, “a capacidade de mudar de localização,” torna uma sociedade inacessível por meio do expediente de “mudar para local mais remoto e vantajoso.” É “uma capacidade relativamente não atritiva de mudar de lugar....”119 Em termos de nossos análogos “espaços não estatais” não espaciais nas sociedades ocidentais, isso se reflete na agilidade, resiliência e flexibilidade das redes.
Unlike the corporation and state, which require the laborious processing of information and proposals through a bureaucratic hierarchy, network organization facilitates the near-instantaneous adoption of new information and technique wherever it is useful. Networks eliminate the administrative and other transaction costs involved in getting ideas to those who can benefit from them.
Diferentemente da corporação e do estado, que requerem laborioso processamento de informação e de propostas através de uma hierarquia burocrática, a organização em rede facilita a adoção quase instantânea de novas informações e técnicas onde for útil. As redes eliminam os custos administrativos e outros custos de transação envolvidos em levar ideias àqueles que possam beneficiar-se delas.
Many open-source thinkers, going back to Eric Raymond in The Cathedral and the Bazaar, have pointed out the nature of open-source methods and network organization as force-multipliers.120 Open-source design communities pick up the innovations of individual members and quickly distribute them wherever they are needed, with maximum economy. This is a feature of the stigmergic organization that we considered earlier.
Muitos pensadores do código aberto, remontando a Eric Raymond em A Catedral e o Bazar, já assinalaram a natureza dos métodos de código aberto e de organização em rede como multiplicadores de força.120 As comunidades de projeto de código aberto tomam as inovações dos membros individuais e rapidamente as distribuem para onde forem necessárias, com o máximo de economia. Essa é uma característica da organização stigmérgica que consideramos anteriormente.
This principle is at work in the file-sharing movement, as described by Cory Doctorow. Individual innovations immediately become part of the common pool of intelligence, universally available to all.
Esse princípio está em ação no movimento do compartilhamento de arquivos, como descrito por Cory Doctorow. Inovações individuais tornam-se imediatamente parte do repositório comum de inteligência, universalmente disponíveis para todos.
Raise your hand if you're thinking something like, “But DRM doesn't have to be proof against smart attackers, only average individuals!...”
Levante sua mão se você estiver pensando em algo como, “Mas a gestão de direitos digitais - GDD não tem de ser prova contra atacantes geniais, só contra indivíduos médios!...”
...I don't have to be a cracker to break your DRM. I only need to know how to search Google, or Kazaa, or any of the other general-purpose search tools for the cleartext that someone smarter than me has extracted.121
... Não tenho de ser um cracker para vazar sua GDD. Só preciso saber como pesquisar no Google, ou Kazaa, ou qualquer outra máquina de pesquisa de propósito geral em busca do código descriptografado que alguém mais talentoso do que eu já extraiu.121
It used to be that copy-prevention companies' strategies went like this: “We'll make it easier to buy a copy of this data than to make an unauthorized copy of it. That way, only the uber-nerds and the cashpoor/time rich classes will bother to copy instead of buy.” But every time a PC is connected to the Internet and its owner is taught to use search tools like Google (or The Pirate Bay), a third option appears: you can just download a copy from the Internet.....122
No passado, as estratégias das empresas para impedimento de cópias eram do tipo: “Tornaremos mais fácil comprar uma cópia destes dados do que fazer uma cópia não autorizada deles. Desse modo, apenas as classes de uber-sabichões e de pobres de dinheiro/ricos de tempo se darão ao trabalho de copiar em vez de comprar.” Toda vez, porém, que um PC é conectado à Internet e seu dono aprende a usar ferramentas de pesquisa como Google (ou Baía dos Piratas), surge uma terceira opção: basta baixar uma cópia da Internet.....122
Bruce Schneier describes it as automation lowering the marginal cost of sharing innovations.
Bruce Schneier descreve isso como a automação reduzindo o custo marginal de compartilhar inovações.
Automation also allows class breaks to propagate quickly because less expertise is required. The first attacker is the smart one; everyone else can blindly follow his instructions. Take cable TV fraud as an example. None of the cable TV companies would care much if someone built a cable receiver in his basement and illicitly watched cable television. Building that device requires time, skill, and some money. Few people could do it. Even if someone built a few and sold them, it wouldn't have much impact.
A automação também permite que classes novas de ataques se propaguem rapidamente, por ser requerida menos especialização. O primeiro atacante é o especialista; todo mundo mais pode seguir cegamente as instruções dele. Tomemos como exemplo a fraude da TV por cabo. Nenhuma das empresas de TV por cabo se importará muito se alguém construir um receptor de cabo em seu porão e assistir televisão por cabo ilicitamente. Construir tal dispositivo requer tempo, perícia e algum dinheiro. Mesmo se alguém construir uns poucos e os vender, isso não terá muito impacto.
But what if that person figured out a class break against cable television? And what if the class break required someone to push some buttons on a cable box in a certain sequence to get free cable TV? If that person published those instructions on the Internet, it could increase the number of nonpaying customers by millions and significantly affect the company's profitability.123
E se, porém, essa pessoa conceber uma nova forma de ataque à televisão por cabo? E se o novo tipo de ataque exigir que alguém pressione alguns botões numa caixa de conversão de cabo em certa sequência para obter televisão por cabo de graça? Se essa pessoa publicar essas instruções na Internet, poderá aumentar o número de clientes não pagantes em milhões e afetar de maneira significativa a lucratividade da empresa.123
97 Ludwig von Mises, Socialism: An Economic and Sociological Analysis. Translated by J. Kahane. New edition,
enlarged with an Epilogue (New Haven: Yale University Press, 1951). [Look up page no.]
97 Ludwig von Mises, Socialismo: Análise Econômica e Sociológica. Traduzido por J. Kahane. Nova edição, ampliada por um Epílogo (New Haven: Imprensa da Universidade de Yale, 1951). [Procure o número da página.]
98 Richard Ericson, “The Classical Soviet-Type Economy: Nature of the System and Implications for Reform,” Journal of Economic Perspectives 5:4 (1991), p. 21.
98 Richard Ericson, “A Economia Clássica de Tipo Soviético: Natureza do Sistema e Implicações para Reforma,” Jornal de Perspectivas Econômicas 5:4 (1991), p. 21.
99 Friedrich Hayek, “Socialist Calculation II: The State of the Debate (1935),” in Hayek, Individualism and Economic
Order (Chicago: University of Chicago Press, 1948), pp. 149-150.
99 Friedrich Hayek, “Cálculo Socialista II: O Estado e o Debate (1935),” em Hayek, Individualismo e Ordem Econômica (Chicago: Imprensa da Universidade de Chicago, 1948), pp. 149-150.
100 Scott, Seeing Like a State, p. 186.
100 Scott, Vendo Como um Estado, p. 186.
101 Ibid., pp. 1-2.
101 Ibid., pp. 1-2.
102 James C. Scott, The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia (New Haven &
London: Yale University Press, 2009), pp. 40-41.
102 James C. Scott, A Arte de Não Ser Governado: História Anarquista das Terras Altas do Sudeste Asiático (New Haven &
Londres: Imprensa da Universidade de Yale, 2009), pp. 40-41.
103 Ibid., p. 53.
103 Ibid., p. 53.
104 Ibid., p. 58.
104 Ibid., p. 58.
105 Ibid., p. 178.
105 Ibid., p. 178.
106 Ibid., p. 196.
106 Ibid., p. 196.
107 Ibid., p. 51.
107 Ibid., p. 51.
108 Ibid., p. 61.
108 Ibid., p. 61.
109 Ibid., p. 63.
109 Ibid., p. 63.
110 Ibid., x.
110 Ibid., x.
111 Ibid., p. 23.
111 Ibid., p. 23.
112 Scott, Seeing Like a State, p. 338.
112 Scott, Vendo Como um Estado, p. 338.
113 Benjamin Darrington, “Government Created Economies of Scale and Capital Specificity” Paper presented at Austrian
Student Scholars Conference, 2007
(Please see the link in the original of this article; here, it distorts the table.)
113 Benjamin Darrington, “Economias de Escala Criadas pelo Governo e Especificidade de Capital” Paper apresentado na Conferência dos Acadêmicos Estudantes Austríacos, 2007
(Por favor veja o link no original deste artigo; se inserido aqui, ele distorce a tabela.)
114 Daniel de Ugarte, Phyles: Economic Democracy in XXIst Century <http://deugarte.com/gomi/phyles.pdf>; “Phyles,” P2P Foundation Wiki <http://p2pfoundation.net/Phyles>. John Robb, “EaaS (ECONOMY as a SERVICE),” Global Guerrillas, November 7, 2010 <http://globalguerrillas.typepad.com/globalguerrillas/2010/11/eaas-economy-as-aservice.html>. Phyles and Economy as a Software Service are discussed in Chapter Two of my online draft manuscript Open Source Government, under the subsection “Legibility, Reputational and Verification Mechanisms” <http://dl.dropbox.com/u/4116166/Open%20Source%20Government/2.%20%20Open%20Source%20Regulatory
%20State.pdf>.
114 Daniel de Ugarte, Phyles: Democracia Econômica no Século XXI <http://deugarte.com/gomi/phyles.pdf>; “Phyles,” P2P Foundation Wiki <http://p2pfoundation.net/Phyles>. John Robb, “EaaS (ECONOMIA como SERVIÇO),” Guerrilheiros Globais, 7 de novembro de 2010 <http://globalguerrillas.typepad.com/globalguerrillas/2010/11/eaas-economy-as-aservice.html>. Phyles e Economy como Serviço de Software são discutidos no Capítulo Dois de minha minut manuscrit online Governo de Código Aberto, sob a subsecção “Legibilidade, Mecanismos de Reputação e de Verificação” <http://dl.dropbox.com/u/4116166/Open%20Source%20Government/2.%20%20Open%20Source%20Regulatory
%20State.pdf>.
115 Scott, The Art of Not Being Governed, p. 73.
115 Scott, A Arte de Não Ser Governado, p. 73.
116 Ibid., p. 65.
116 Ibid., p. 65.
117 Ibid., p. 181.
117 Ibid., p. 181.
118 Ibid., p. 188.
118 Ibid., p. 188.
119 Ibid., p. 184.
119 Ibid., p. 184.
120 Eric S. Raymond, The Cathedral and the Bazaar <http://catb.org/~esr/writings/homesteading>.
120 Eric S. Raymond, A Catedral e o Bazar <http://catb.org/~esr/writings/homesteading>.
121 Doctorow, “Microsoft DRM Research Talk,” in Content: Selected Essays on Technology, Creativity, Copyright, and the Future of the Future (San Francisco: Tachyon Publications, 2008), pp. 7-8.
121 Doctorow, “Palestra de Pesquisa GDD Microsoft,” em Conteúdo: Ensaios Seletos sobre Tecnologia, Criatividade, Copyright, e o Futuro do Futuro (São Francisco: Publicações Táquion, 2008), pp. 7-8.
122 Doctorow, “It's the Information Economy, Stupid,” in Ibid., p. 60.
122 Doctorow, “É a Economia da Informação, Estúpido,” em Ibid., p. 60.
123 Schneier, Beyond Fear, p. 95.
123 Schneier, Além do Medo, p. 95.
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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