Thursday, July 28, 2011

C4SS - Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott (8-14/38)

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ENGLISH PORTUGUÊS
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
building awareness of the market anarchist alternative no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Center for a Stateless Society Paper No. 12 (Winter/Spring 2011) Centro por uma Sociedade sem Estado – Paper No. 12 (Inverno/Primavera 2011)
Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott Legibilidade e Controle: Temas na Obra de James C. Scott
Kevin A. Carson Kevin A. Carson
8-14/38 8-14/38
Translator’s note – This is how Kevin defines ‘rent’, word that I prefer to keep in English: ‘More or less what the economists mean by "quasi-rents":  a producer surplus, or income higher than what would be required as an incentive to bring a good to market (i.e., a price consistently higher than the marginal cost of production).  It's called "rent" by way of analogy, from Ricardo's law of rents on land. ’ Nota do Tradutor - Eis como o autor define ‘rent’: ‘Mais ou menos o que os economistas significam por “quase-renda”: o excedente do produtor, ou receita mais elevada do que a que seria necessária como incentivo para trazer um bem ao mercado (isto é, um preço consistentemente mais elevado do que o custo marginal de produção). Chama-se ‘rent’ por analogia, a partir da lei da renda/aluguel (rents) da terra de Ricardo.’
The official account, the received version of authorities like Schumpeter and Galbraith, tells us that the large, highly-capitalized, managerial organization is central to technological progress; the high modernist ideology of the managerial classes includes a “reflex” of “contempt for history and past knowledge.”34 As Schumpeter wrote: O relato oficial, a versão tida por verdadeira/correta, oriunda de autoridades como Schumpeter e Galbraith, diz-nos que a grande organização, altamente capitalizada, gerencial, é fundamental para o progresso tecnológico; a ideologia altomodernista das classes gerenciais inclui um “reflexo” de “desdém pela história e pelo conhecimento do passado.”34 Como escreveu Schumpeter:
...[T]here are advantages which, though not strictly unattainable on the competitive level of enterprise, are as a matter of fact secured only on the monopoly level, for instance, because monopolization may increase the sphere of influence of the better, and decrease the sphere of influence of the inferior, brains, or because the monopoly enjoys a disproportionately higher financial standing.... ...[H]á vantagens que, embora não estritamente inatingíveis no nível competitivo da empresa, são, na prática, asseguradas apenas por exemplo no nível de monopólio, porque monopolizar pode aumentar a esfera de influência dos melhores cérebros e diminuir a esfera de influência dos cérebros inferiores, ou pelo fato de o monopólio gozar de condição financeira desproporcionalmente mais elevada....
There cannot be any reasonable doubt that under the conditions of our epoch such superiority is as a matter of fact the outstanding feature of the large-scale unit of control.35 Não pode haver qualquer dúvida razoável de que, nas condições de nossa época, tal superioridade é, na prática, a característica preeminente da unidade de controle de larga escala.35
And Galbraith, developing the same theme, attributed to “a benign Providence” the rise of “the modern industry of a few large firms” as “an excellent instrument for inducing technical change.” E Galbraith, desenvolvendo o mesmo tema, atribuiu a “uma benigna Providência” a ascensão da “moderna indústria de umas poucas grandes firmas” como “excelente instrumentalidade para induzir mudança técnica.”
....Technical development has long since become the preserve of the scientist and the engineer. Most of the cheap and simple inventions have... been made. Not only is development more sophisticated and costly but it must be on a sufficient scale so that successes and failures will in some small measure average out. .... O desenvolvimento técnico tornou-se há longo tempo domínio do cientista e do engenheiro. A maioria das invenções baratas e simples já foram... feitas. Não apenas o desenvolvimento é mais sofisticado e dispendioso mas tem de ter escala suficiente para sucessos e fracassos não destoarem muito entre si.
Because development is costly, it follows that it can be carried on only by a firm that has the resources which are associated with considerable size. Moreover, unless a firm has a substantial share of the market it has no strong incentive to undertake a large expenditure on development.... Pelo fato de o desenvolvimento ser dispendioso, segue-se só poder ser levado a efeito por uma firma que disponha dos recursos vinculados a tamanho considerável. Ademais, a menos de a firma dispor de substancial fatia do mercado, não terá grande incentivo para empreender grandes gastos de desenvolvimento....
...[I]n the modern industry shared by a few large firms size and the rewards accruing to market power combine to insure that resources for research and technical development will be available. The power that enables the firm to have some influence on prices insures that the resulting gains will not be passed on to the public by imitators... before the outlay for development can be recouped.... ...[N]a moderna indústria compartilhada por umas poucas grandes firmas, porte e as recompensas que se acrescem ao poder de mercado compõem-se para assegurar que os recursos para pesquisa e desenvolvimento técnico fiquem disponíveis. O poder que habilita a firma a ter alguma influência sobre os preços assegura que os ganhos resultantes não sejam passados para o público por imitadores... antes de o desembolso relativo ao desenvolvimento poder ser reembolsado....
The net of all this is that there must be some element of monopoly in an industry if it is to be progressive.36 O substantivo de tudo isso é ter de haver algum elemento de monopólio numa indústria, para que ela possa ser progressista.36
But nearly the opposite is often true. As Hayek suggested (see below in the section “Seeing Like a Boss and the Art of Not Being Managed”), and as is borne out in empirical evidence presented by such writers as Harvey Leibenstein and Barry Stein,37 tweaks and changes in the configuration of existing machinery, and more efficient organization of production with existing plant and equipment—things which cost little in the way of new investment, and which workers are usually best equipped to determine—can result in greater productivity increases than the introduction of a new generation of machinery. A large share of technical innovation consists of creative mashups of existing off-the-shelf building block technologies. And a disproportionate amount typically comes out of small skunk works which attempt to replicate the small shop within a corporate bureaucracy. Entretanto, quase sempre a verdade é o oposto. Como Hayek sugeriu (ver abaixo na secção “Vendo Como Chefe e A Arte de Não Ser Gerido”), e como confirmado por evidência empírica apresentada por escritores tais como Harvey Leibenstein e Barry Stein,37 adaptações e mudanças na configuração de maquinário existente, e organização mais eficiente da produção de fábrica e equipamento já existentes — coisas que custam pouco em termos de investimento novo, e que os trabalhadores usualmente são quem tem melhores condições de determinar — podem resultar em maiores aumentos de produtividade do que a introdução de uma nova geração de maquinário. Grande parcela de inovação técnica consiste em mesclas criativas de tecnologias já existentes e à venda, usadas como blocos de construção. E fatia desproporcional dessa inovação provém de grupos trabalhando de maneira não convencional que procuram reproduzir a pequena oficina dentro de uma burocracia corporativa.
As often as not (or more often than not), it is large, capital-intensive oligopoly corporations that actively suppress competition from smaller-scale, lower-cost, more efficient technologies. Tão amiúde quanto não (ou mais amiúde do que não), são as grandes corporações oligopolistas capital-intensivas quem suprime ativamente a competição de tecnologias de menor escala, menor custo e mais eficientes.
And it is precisely because of their privileged—and subsidized—access to large quantities of land, capital and other resources that large-scale producers can afford to be inefficient. Throughout most of the 20th century, American industry grew mainly through extensive addition of inputs rather than intensive extraction of more output per unit of input. The intensive cultivation practices of the Third World peasant or small American farmer typically produce several times more per acre than the large hacienda which holds 80% of its land out of cultivation, or the large agribusiness operation that makes more money holding land idle as a USDA-supported real estate investment than by actually farming it. Despite the “we feed the world” rhetoric of the USDA-agribusiness complex, the most productive use of land is John Jeavons' biointensive system of raised-bed farming, which can feed one person on only a tenth of an acre. E é precisamente por causa de seu acesso privilegiado — e subsidiado — a grande quantidade de terra, capital e outros recursos que os produtores em larga escala podem dar-se ao luxo de ser ineficientes. Ao longo da maior parte do século 20, a indústria estadunidense aumentou principalmente por meio de acréscimo extensivo de insumos em vez de por extração intensiva de mais produção por unidade de insumo. As práticas de cultivo intensivo do camponês do Terceiro Mundo ou do pequeno agricultor estadunidense normalmente produzem várias vezes mais por acre do que a grande hacienda que mantém 80% de sua terra sem cultivo, ou do que a grande operação de agronegócio que ganha mais dinheiro mantendo terra ociosa como investimento imobiliário apoiado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA do que efetivamente cultivando-a. A despeito da retórica de “nós alimentamos o mundo” do complexo USDA-agronegócios, o uso mais produtivo da terra é o sistema biointensivo de John Jeavons de agricultura de canteiros mais elevados que o solo em volta, que pode alimentar uma pessoa com apenas um décimo de acre.
In fact, contrary to Galbraith, it is often the market power of the large organization that enables it to suppress innovation. The large and inefficient producers, having cartelized an industry between themselves by erecting entry barriers against more efficient techniques, have thereby insulated themselves from the competitive ill effects of inefficiency. With the industry divided up between a handful of large producers with the same inefficient techniques and the same pathological organizational cultures, there is no competitive penalty for inefficiency because everyone is equally inefficient. The dominant firms can agree to delay adoption of new technology until their existing plant and equipment is worn out—a situation in which, in Paul Goodman's words, “[t]hree or four manufacturers control the automobile market, competing with fixed prices and slowly spooned-out improvements.”38 Na verdade, contrariamente a Galbraith, é amiúde o poder de mercado da grande organização que permite a ela suprimir inovação. Os produtores grandes e ineficientes, havendo cartelizado um setor industrial entre eles próprios mediante erguerem barreiras à entrada contra técnicas mais eficientes, desse modo se isolaram dos maus efeitos da ineficiência competitiva. Com a indústria dividida entre um punhado de grandes produtores com as mesmas técnicas ineficientes e as mesmas culturas organizacionais patológicas, não há penalidade competitiva para a ineficiência porque todo mundo é igualmente ineficiente. As firmas dominantes podem concordar em postergar a adoção de nova tecnologia até que suas fábricas e equipamentos existentes se exauram — uma situação na qual, nas palavras de Paul Goodman, “[t]rês ou quatro fabricantes controlam o mercado de automóveis, competindo com preços fixados independentemente dos custos reais de produção, e de aperfeiçoamentos dosadamente procedidos.”38
According to Walter Adams and James Brock, the consolidation of a comparatively large number of mid-sized firms into the Big Three after WWII led directly to a significant slackening in the pace of innovation. They sat on innovations like front-wheel drive, disc brakes, fuel injection, and the like, for years.39 To take one example, the major auto manufacturers entered into an agreement in the late '50s that no company would announce or install any innovation in antipollution exhaust devices without the concurrence of the others; they exchanged patents and agreed on a formula for sharing the costs of patents acquired from third parties.40 De acordo com Walter Adams e James Brock, a consolidação de número relativamente grande de firmas de tamanho médio nas Três Grandes - Big Three depois da Segunda Guerra Mundial levou diretamente a significativa desaceleração do ritmo de inovação. Elas atrasaram inovações tais como a tração dianteira, freios de disco, injeção de combustível e coisas da espécie, durante anos.39 Para tomar um exemplo, os maiores fabricantes de automóveis entraram num acordo no final dos anos 1950 segundo o qual nenhuma companhia anunciaria ou instalaria qualquer inovação em dispositivos exaustores antipoluição sem a concordância das outras; elas trocaram patentes e concordaram quanto a uma fórmula para compartilhar os custos de patentes adquiridas de terceiros.40
A major part of the regulatory code consists of measures, for all intents and purposes written by large incumbent firms in the regulated industries, to criminalize the introduction of new and more efficient techniques. A maior parte do código regulamentador consiste de medidas para todos os intentos e propósitos escritas por grandes firmas das próprias indústrias regulamentadas, para criminalizar a introdução de técnicas novas e mais eficientes.
Scott and R. A. Wilson: Power and Communication. Scott e R. A. Wilson: Poder e Comunicação.
Scott's Domination and the Art of Resistance41 is a study on how communications are distorted by power relations. The poor and subordinates, as he says in the Preface, say one thing in the present of the rich or of their superiors and another among themselves. The book's focus is primarily on the phenomenon as it occurs in class relations in society as a whole, and in quasi-feudal agrarian production relationships like slavery, serfdom and sharecropping—not in bureaucratic hierarchies like those of the government agency or large corporation. And the character of the communication itself which is distorted involves primarily the legitimacy of the class order rather than the information needed for optimal design of policies or organization of tasks. But the general principle he describes is certainly applicable to our area of interest here. You don't have to take his line of analysis much further to get R. A. Wilson's dictum that nobody speaks the truth to a man with a gun. As Wilson argued in “Thirteen Choruses for the Divine Marquis,” Dominação e a Arte da Resistência41, de Scott, é um estudo acerca de como a comunicação é distorcida pelas relações de poder. Os pobres e subordinados, como ele diz no Prefácio, dizem uma coisa na presença dos ricos ou de seus superiores e outra entre eles próprios. O foco do livro é principalmente nesse fenômeno tal como ocorre nas relações de classe da sociedade como um todo e em relacionamentos de produção agrária quase-feudais tais como escravidão, servidão e meeiros — não em hierarquias burocráticas como as do órgão do governo ou da grande corporação. E o caráter da comunicação ele próprio que é distorcido envolve precipuamente a legitimidade da ordem de classes em vez de as informações necessárias para projeto ótimo de políticas ou organização de tarefas. O princípio geral que ele descreve, contudo, é certamente aplicável a nossa presente área de interesse. Não é preciso levar muito adiante a linha de análise dele para chegar-se ao dito de R. A. Wilson de que ninguém diz a verdade a um homem com uma arma de fogo. Como argumentou Wilson em “Treze Corais para o Divino Marquês,”
A civilization based on authority-and-submission is a civilization without the means of self-correction. Effective communication flows only one way: from master-group to servile-group. Any cyberneticist knows that such a one-way communication channel lacks feedback and cannot behave "intelligently." Uma civilização baseada em autoridade e submissão é uma civilização sem meios de autocorreção. A comunicação eficaz flui apenas de um modo: do grupo dos senhores para o grupo dos servos. Qualquer ciberneticista sabe que tal canal de um único sentido de comunicação carece de feedback e não tem como comportar-se "inteligentemente."
The epitome of authority-and-submission is the Army, and the control-and-communication network of the Army has every defect a cyberneticist's nightmare could conjure. Its typical patterns of behavior are immortalized in folklore as SNAFU (situation normal—all fucked-up), FUBAR (fucked-up beyond all redemption) and TARFU (Things are really fucked-up). In less extreme, but equally nosologic, form these are the typical conditions of any authoritarian group, be it a corporation, a nation, a family, or a whole civilization.42 O epítome da autoridade-e-submissão é o Exército, e a rede de controle e comunicação do Exército tem todos os defeitos que um pesadelo de ciberneticista poderia conjurar. Seus padrões típicos de comportamento estão imortalizados no folclore como SNTF (situação normal: todos fornicados), FAQE (fornicados além de qualquer esperança) e ACERF (as coisas estão realmente fornicadas). Em forma menos extrema, mas igualmente nosológica, estão as condições típicas de qualquer grupo autoritário, seja ele uma corporação, uma nação, uma família, ou toda uma civilização.42
One-way communication creates opacity from above; two-way communication creates horizontal legibility. To quote Michel Bauwens:
A comunicação de sentido único cria opacidade a partir de cima; a comunicação de sentido duplo cria legibilidade horizontal. Para citar Michel Bauwens:
The capacity to cooperate is verified in the process of cooperation itself. Thus, projects are open to all comers provided they have the necessary skills to contribute to a project. These skills are verified, and communally validated, in the process of production itself. This is apparent in open publishing projects such as citizen journalism: anyone can post and anyone can verify the veracity of the articles. Reputation systems are used for communal validation. The filtering is a posteriori, not a priori. Anti-credentialism is therefore to be contrasted to traditional peer review, where credentials are an essential prerequisite to participate. A capacidade de cooperar é verificada no próprio processo de cooperação. Portanto, os projetos estão abertos a todos os chegantes, desde que tenham as habilidades necessárias para contribuir para o projeto. Essas habilidades são verificadas, e comunalmente validadas, no próprio processo de produção. Isso fica claro em projetos abertos de publicação tais como o jornalismo participativo: qualquer pessoa pode afixar os, e qualquer pessoa pode verificar a veracidade dos, artigos. São usados sistemas de reputação para validação comunal. A filtragem dá-se a posteriori, não a priori. O anticredencialismo contrasta pois com a revisão tradicional por iguais, onde as credenciais são pré-requisito essencial para participar.
P2P projects are characterized by holoptism. Holoptism is the implied capacity and design of peer to [peer] processes that allows participants free access to all the information about the other participants; not in terms of privacy, but in terms of their existence and contributions (i.e. horizontal information) and access to the aims, metrics and documentation of the project as a whole (i.e. the vertical dimension). This can be contrasted to the panoptism which is characteristic of hierarchical projects: processes are designed to reserve 'total' knowledge for an elite, while participants only have access on a 'need to know' basis. However, with P2P projects, communication is not top-down and based on strictly defined reporting rules, but feedback is systemic, integrated in the protocol of the cooperative system.43 Os projetos P2P são caracterizados por holoptismo. O holoptismo envolve a capacidade implícita e o projeto de processos entre iguais, permitindo aos participantes livre acesso a todas as informações acerca dos outros participantes; não em termos de privacidade, mas em termos da existência e das contribuições deles (isto é, informações horizontais) e acesso aos objetivos, à métrica e à documentação do projeto como um todo (isto é, informações verticais). Isso pode ser contrastado com o panoptismo, característico dos projetos hierárquicos: os processos são projetados para reservar o conhecimento 'total' para uma elite, enquanto os participantes só têm acesso àquilo que é 'indispensável saber'. Entretanto, nos projetos P2P, a comunicação não é de cima para baixo e baseada em regras de relato estritamente definidas, e sim o feedback é sistêmico, integrado no protocolo do sistema cooperativo.43
Wilson (with Robert Shea) developed the same theme in The Illuminatus! Trilogy. “....[I]n a rigid hierarchy, nobody questions orders that seem to come from above, and those at the very top are so isolated from the actual work situation that they never see what is going on below.”44 Wilson (com Robert Shea) desenvolveu o mesmo tema em O Illuminatus! Trilogia. “....[E]m uma hierarquia rígida, ninguém questiona ordens que parecem vir de cima, e aqueles bem no cimo estão de tal modo isolados da situação real de trabalho que nunca vêem o que está acontecendo abaixo.”44
A man with a gun is told only that which people assume will not provoke him to pull the trigger. Since all authority and government are based on force, the master class, with its burden of omniscience, faces the servile class, with its burden of nescience, precisely as a highwayman faces his victim. Communication is possible only between equals. The master class never abstracts enough information from the servile class to know what is actually going on in the world where the actual productivity of society occurs.... The result can only be progressive deterioration among the rulers.45 Um homem com arma de fogo só fica sabendo do que as pessoas consideram não o provocará a puxar o gatilho. Visto que toda autoridade e governo estão baseados na força, a classe senhorial, com sua carga de onisciência, vê a classe servil, com seu fardo de necedade, precisamente como um assaltante de estrada vê sua vítima. A comunicação só é possível entre iguais. A classe senhorial nunca obtém da classe servil informação suficiente para saber o que realmente está acontecendo no mundo onde a produtividade real da sociedade acontece.... O resultado só pode ser deterioração progressiva entre os que mandam.45
As we shall see below in the section “Seeing Like a Boss and the Art of Not Being Managed,” this inability of the master class to abstract sufficient information, and this perception of management by workers as “a highwayman,” result in the hoarding of information by those below and their use of it as a source of rents. Como veremos adiante na secção “Vendo Como Chefe e a Arte de Não Ser Gerido,” essa incapacidade da classe senhorial de abstrair informação suficiente, e essa percepção da gerência pelos trabalhadores como “um assaltante de estrada,” resulta no amealhamento de informação por aqueles que estão por baixo e o uso dessa informação como fonte de rents.
Radical organization theorist Kenneth Boulding, in similar vein, wrote of the value of “analysis of the way in which organizational structure affects the flow of information,” O teórico da organização radical Kenneth Boulding, em veia similar, escreveu do valor da “análise da maneira pela qual a estrutura organizacional afeta o fluxo de informação,”
hence affects the information input into the decision-maker, hence affects his image of the future and his decisions.... There is a great deal of evidence that almost all organizational structures tend to produce false images in the decision-maker, and that the larger and more authoritarian the organization, the better the chance that its top decision-makers will be operating in purely imaginary worlds.46 portanto afeta o insumo da informação para o tomador de decisão.... Há muita evidência de que todas as estruturas organizacionais tendem a produzir falsas imagens no tomador de decisões, e de que quanto maior e mais autoritária a organização maior será a probabilidade de que seus tomadores de decisão de alto escalão estejam operando em mundos puramente imaginários.46
Or in the pithy phrasing of Bertram Gross: “A person with great power gets no valid information at all.”47 Ou na incisiva frase de Bertram Gross: “Uma pessoa com grande poder não obtém informação válida em absoluto.”47
In his discussion of mētis, Scott draws a connection between it and mutuality—“as opposed to imperative, hierarchical coordination”—and acknowledges his debt to anarchist thinkers like Kropotkin and Proudhon for the insight.48 Mētis flourishes only in an environment of two-way communication between equals, where the person in contact with the situation—the person actually doing the work—is in a position of equality. Em sua discussão do mētis, Scott traça uma conexão entre ele e a mutualidade —“enquanto oposta a coordenação imperativa e hierárquica”—e reconhece sua dívida para com pensadores anarquistas como Kropotkin e Proudhon por essa percepção.48 Mētis só floresce num ambiente de comunicação nos dois sentidos entre iguais, onde a pessoa em contato com a situação — a pessoa que realmente faz o trabalho — está em situação de igualdade.
Interestingly, R.A. Wilson had previously noted the same connection between mutuality—bilateral communication between equals—and accurate information—in “Thirteen Choruses.” And he included his own allusion to Proudhon, no less: Interessantemente, R.A. Wilson havia anteriormente notado a mesma conexão entre mutualidade — comunicação bilateral entre iguais — e informação precisa — em “Treze Corais.” E incluiu sua própria alusão a Proudhon, não menos:
Proudhon was a great communication analyst, born 100 years too soon to be understood. His system of voluntary association (anarchy) is based on the simple communication principles that an authoritarian system means one-way communication, or stupidity, and a libertarian system means two-way communication, or rationality. Proudhon era grande analista da comunicação, nascido 100 anos cedo demais para ser compreendido. Seu sistema de associação voluntária (anarquia) está baseado nos princípios simples de comunicação de que um sistema autoritário significa comunicação num só sentido, ou estupidez, e um sistema libertário significa comunicação em dois sentidos, ou racionalidade.
The essence of authority, as he saw, was Law — that is, fiat — that is, effective communication running one way only. The essence of a libertarian system, as he also saw, was Contract — that is, mutual agreement — that is, effective communication running both ways. ("Redundance of control" is the technical cybernetic phrase.) A essência da autoridade, como ele via, era a Lei — isto é, faça-se — isto é, comunicação eficaz num sentido apenas. A essência de um sistema libertário, como ele também via, era Contrato — isto é, acordo mútuo — isto é, comunicação eficaz em ambos os sentidos. ("Redundância de controle" é a expressão técnica cibernética.)
In his book Whose Reality Counts? Putting the First Last, Robert Chambers describes how authority relations distort information flow in the making of Third World development policy. Em seu livro A Realidade de Quem Conta? Colocação do Primeiro em Último, Robert Chambers descreve como as relações de autoridade distorcem o fluxo de informação na elaboração da política de desenvolvimento do Terceiro Mundo.
The central focus of his book is what he calls “embedded” (as opposed to “embraced”) errors. An embraced error is one that, in the presence of a healthy feedback mechanism, is recognized and used as a learning tool to correct future attempts at policy-making. Embedded errors, on the other hand, “tend to spread, to be self-perpetuating, and to dig themselves in.” They do this because they “fit what powerful people want to believe,”49 and because powerful people are insulated from effective feedback. O foco central de seu livro é o que ele chama de erros “enrustidos” (por oposição a “aceitos”). Aceito é um erro o qual, na presença de mecanismo saudável de feedback, é reconhecido e usado como ferramenta de aprendizado para corrigir futuras tentativas de elaboração de políticas. Erros enrustidos, por outro lado, “tendem a espalhar-se, a se autoperpetuar, e a se entranhar.” Fazem isso porque “se adaptam ao que as pessoas poderosas querem acreditar,”49 e pelo fato de as pessoas poderosas estarem insuladas em relação a feedback eficaz.
Not only do embedded errors fit what powerful people want to believe, but the powerful have a vested interest in the perpetuation of such errors insofar as they reinforce the power and resources available to them. The perpetuation of error depends, in part, on “who gains materially from what is believed.” Não apenas os erros enrustidos se adaptam ao que as pessoas poderosas querem acreditar, mas os poderosos têm interesse velado na perpetuação de tais erros na medida em que eles reforçam o poder e os recursos disponíveis para eles. A perpetuação do erro depende, em parte, de “quem ganha materialmente com aquilo que as pessoas acreditam.”
When myth supports policies, projects and programmes, many stand to gain. These are both individuals and organizations: bureaucrats, politicians, contractors, consultants, scientists, researchers, and those who fund research; and their organizations—national and international bureaucracies, political systems, companies, firms of consultants, research institutes and research-funding agencies. Any one, or several, or all of these, can benefit from the acceptance of wrong ideas, projects or policies.50 Quanto o mito dá apoio a políticas, projetos e programas, muitos ficam em posição de ganhar. Tanto indivíduos quanto organizações: burocratas, políticos, empreiteiros, consultores, cientistas, pesquisadores e aqueles que financiam pesquisa; e suas organizações — burocracias nacionais e internacionais, sistemas políticos, companhias, firmas ou consultores, institutos de pesquisa e órgãos de financiamento de pesquisa. Qualquer um, ou diversos, ou todos esses podem beneficiar-se com a aceitação de ideias, projetos ou políticas errados.50
In the presence of hierarchical power relations, the flow of information is distorted—in addition to vested interests—by several somewhat overlapping factors. First is professionalism, in which “erroneous beliefs [are] embedded in the concepts, values, methods and behaviour normally dominant in disciplines and professions.” The embedded errors reflect “current dominant values and beliefs” reinforced by the professional culture and by contact among professional peers.51 Na presença de relações de poder hierárquicas, o fluxo de informação é distorcido — além dos interesses velados — por diversos fatores que de algum modo se imbricam. Primeiro o profissionalismo, no qual “crenças errôneas [ficam] embutidas nos conceitos, valores, métodos e comportamento normalmente dominantes em disciplinas e profissões.” Os erros enrustidos refletem “valores e crenças dominantes atuais” reforçados pela cultura profissional e por contato entre pares profissionais.51
Second is “distance,” in the sense of those in power being “physically, organizationally, socially and cognitively distant from the people and conditions they [are] analysing, planning and prescribing for, and making predictions about.” People in power are often physically distant, “centrally placed, in headquarters, in offices, in laboratories and on research stations,” far removed from the realities their policies are intended to deal with.52 Segundo, a “distância,” no sentido de aqueles no poder estarem “física, organizacional, social e cognitivamente distantes das pessoas e condições em relação às quais [estejam] analisando, planejando e prescrevendo, e acerca das quais estejam fazendo previsões.” As pessoas no poder estão amiúde fisicamente distantes, “situadas centralmente, em sedes, em escritórios, em laboratórios e em postos de pesquisa,” muito longe das realidades com as quais suas políticas são formuladas para lidar.52
Third is power. A position of power—being senior in authority, having control over funding or career prospects for those from whom one receives reports, etc.—tends to condition the perceptions of those at the top, and prevent them from learning.53 Terceiro, o poder. Um cargo de poder — estar em posição superior de autoridade, tendo controle do financiamento ou das perspectivas de carreira daqueles de quem recebem relatórios etc. — tende a condicionar as percepções daqueles no cimo, impedindo que aprendam.53
For learning, power is a disability. Part of the explanation of persistent error lies in interpersonal power relations. Powerful professionals can impose their realities.... Uppers' learning is impeded by personal dominance, distance, denial and blaming the victim. For their part, lowers defend themselves through what they select to show and tell, diplomacy, and deceit. Self-deception and mutual deception sustain myths. Questionnaire surveys tend to confirm the realities of uppers, imposing their constructs and mirroring their realities... All power deceives, and exceptional power deceives exceptionally.... Para o aprendizado, o poder é uma deficiência. Parte da explicação do erro persistente reside nas relações interpessoais de poder. Profissionais poderosos podem impor suas realidades.... O aprendizado dos que estão em cima é tolhido por domínio pessoal, distância, negação, e responsabilização da vítima. De sua parte, os que estão em baixo defendem-se por meio do que selecionam para mostrar e contar, da diplomacia, e da tapeação. Autoengano e engano mútuo sustentam os mitos. Pesquisas por questionário tendem a confirmar as realidades dos que estão em posição superior, impondo seus constructos e refletindo suas realidades... Todo poder tapeia, e poder excepctional tapeia excepcionalmente....
....All who are powerful are by definition uppers, sometimes uppers many times over. Others relate to them as lowers. In their daily lives multiple uppers are vulnerable to acquiescence, deference, flattery, and placation. They are not easily contradicted or corrected. 'Their word goes'. It becomes easy and tempting for them... to impose their realities and deny those of others. It becomes difficult for them to learn.54 ....Todos os que são poderosos são por definição pessoas que estão no alto, por vezes muitas vezes no alto. As outras pessoas relacionam-se com eles na condição de pessoas que estão por baixo. Em suas vidas diárias muitos dos que estão no alto ficam vulneráveis a aquiescência, deferência, lisonja e aplacamento. Não são facilmente contraditos ou corrigidos. 'A palavra deles prevalece'. Torna-se fácil e tentador para eles... impor suas realidades e negar as dos outros. Torna-se difícil para eles aprender.54
Seeing Like a Boss, and the Art of Not Being Managed: Opacity and Mētis in the Corporate Hierarchy. Vendo Como Chefe, e A Arte de Não Ser Gerido: Opacidade e Mētis na Hierarquia Corporativa.
Hayek, in “The Use of Knowledge in Society,” treated the market as the primary mechanism for aggregating dispersed or hidden knowledge. The problem is that the dominant actors in the market—large corporations—are islands of central planning in a market sea. And in much of the economy they are very large islands, with the domain of the market price mechanism relegated to narrow channels between them. Hayek, em “O Uso do Conhecimento na Sociedade,” tratou o mercado como o mecanismo principal para agregar conhecimento disperso ou oculto. O problema é que os atores dominantes do mercado — grandes corporações — são ilhas de planejamento centralizado num mar de mercado. E em grande parte da economia são ilhas muito grandes, com o domínio do mecanismo de preços do mercado relegado a estreitos canais entre elas.
Now, as Ronald Coase argued, in a free market the boundaries between central planning and market price relations would be set at the point where the increased benefits from administrative control ceased to offset the inefficiencies resulting from the loss of the market mechanism. But this is not a free market. It is a corporatist economy in which the state subsidizes the operating costs of large size and protects enormous inefficient corporations from competitive pressure, so that the islands of central planning are many times larger—and more inefficient—than they would likely be in a free market. Ora, como argumentou Ronald Coase, num livre mercado as fronteiras entre planejamento centralizado e relações de preços no mercado seriam traçadas no ponto onde o aumento de benefícios decorrentes de controle administrativo cessasse de anular as ineficiências resultantes da perda do mecanismo de mercado. Mas o que existe não é um livre mercado. É uma economia corporatista na qual o estado subsidia os custos operacionais do grande porte e protege enormes corporações ineficientes da pressão competitiva, de tal maneira que as ilhas de planejamento central ficam muitas vezes maiores — e mais ineficientes — do que provavelmente seriam num livre mercado.
A corporate hierarchy interferes with the judgment of what Hayek called “people-on-the-spot,” and with the collection of dispersed knowledge of circumstances, in exactly the same way a state does. Uma hierarquia corporativa interfere nas avaliações do que Hayek chamou de “as pessoas no lugar,” e na coleta de conhecimento disperso de circunstâncias, exatamente da mesma maneira que o estado faz.
Most production jobs involve a fair amount of mētis, and depend on the initiative of workers to improvise, to apply skills in new ways, in the face of events which are either totally unpredictable or cannot be fully anticipated.55 Rigid hierarchies and rigid work rules only work in a predictable environment. When the environment is unpredictable, the key to success lies with empowerment and autonomy for those in direct contact with the situation. A maioria das atividades de produção envolve considerável quantidade de mētis, e depende da iniciativa de trabalhadores para improvisar, aplicar habilidades de novas maneiras, diante de eventos ou totalmente imprevisíveis ou não totalmente previsíveis.55 Hierarquias rígidas e regras rígidas de trabalho funcionam num ambiente previsível. Quando o ambiente é imprevisível, a chave do sucesso reside na posse de poder e de autonomia por aqueles em contato direto com a situação.
Hierarchical organizations are—to borrow a wonderful phrase from Martha Feldman and James March—systematically stupid.56 For all the same Hayekian reasons that make a planned economy unsustainable, no individual is “smart” enough to manage a large, hierarchical organization. Nobody—not Einstein, not John Galt—possesses the qualities to make a bureaucratic hierarchy function rationally. Nobody’s that smart, any more than anybody’s smart enough to run Gosplan efficiently—that’s the whole point. As Matt Yglesias put it, As organizações hierárquicas são — para tomar de empréstimo uma frase luzente de Martha Feldman e James March—sistematicamente estúpidas.56 Por todas as mesmas razões hayekianas que tornam uma economia planificada insustentável, nenhum indivíduo é “genial” o suficiente para administrar uma grande organização hierárquica. Ninguém — nem Einstein, nem John Galt — possui as qualidades para fazer uma hierarquia burocrática funcionar racionalmente. Ninguém é genial a esse ponto, do mesmo modo que ninguém é genial o bastante para administrar eficientemente o Gosplan — essa é toda a questão. Como disse Matt Yglesias,
I think it's noteworthy that the business class, as a set, has a curious and somewhat incoherent view of capitalism and why it's a good thing. Indeed, it's in most respects a backwards view that strongly contrasts with the economic or political science take on why markets work. Creio ser digno de nota que a classe empresarial, como conjunto, tem uma visão curiosa e de certo modo incoerente do capitalismo e de por que ele é uma coisa boa. Na verdade, é, sob a maioria dos aspectos, uma visão retrógrada que contrasta fortemente com a abordagem da ciência econômica ou política acerca de por que os mercados funcionam.
The basic business outlook is very focused on the key role of the executive. Good, profitable, growing firms are run by brilliant executives. And the ability of the firm to grow and be profitable is evidence of its executives' brilliance. This is part of the reason that CEO salaries need to keep escalating—recruiting the best is integral to success. The leaders of large firms become revered figures.... Their success stems from overall brilliance.... A visão básica dos empresários está muito concentrada no papel fundamental do executivo. Firmas boas, lucrativas, em crescimento são administradas por executivos brilhantes. E a capacidade da firma de crescer e ser lucrativa é evidência do brilho de seus executivos. Esse é parte do motivo pelo qual os salários dos Executivos Principais - CEO precisam estar sempre subindo — recrutar o melhor é essencial para o sucesso. Os líderes de grandes firmas tornam-se figuras reverenciadas.... Seu sucesso decorre de genialidade total....
The thing about this is that if this were generally true—if the CEOs of the Fortune 500 were brilliant economic seers—then it would really make a lot of sense to implement socialism. Real socialism. Not progressive taxation to finance a mildly redistributive welfare state. But “let's let Vikram Pandit and Jeff Immelt centrally plan the economy—after all, they're really brilliant!” O problema disso é que, se isso fosse geralmente verdade — se os CEOs da lista das 500 da Fortune fossem brilhantes videntes econômicos — então faria muito sentido implantar-se o socialismo. Socialismo real. Nada de tributação progressiva para financiar um levemente redistributivo estado assistencialista. E sim “vamos deixar Vikram Pandit e Jeff Immelt planejarem centralizadamente a economia — afinal de contas, eles realmente são brilhantes!”
But in the real world, the point of markets isn't that executives are clever and bureaucrats are dimwitted. The point is that nobody is all that brilliant.57 No mundo real, porém, a questão dos mercados não é que os executivos sejam espertos e os burocratas sejam broncos. A questão é que ninguém é tão brilhante assim.57
34 Scott, Seeing Like a State, p. 305. 34 Scott, Vendo Como um Estado, p. 305.
35 Joseph A. Schumpeter, Capitalism, Socialism, and Democracy (New York and London: Harper & Brothers Publishers, 1942), pp. 100-101. 35 Joseph A. Schumpeter, Capitalismo, Socialismo, e Democraccia (Nova Iorque e Londres: Publicadora Harper & Brothers, 1942), pp. 100-101.
36 John Kenneth Galbraith, American Capitalism: The Concept of Countervailing Power (Boston: Houghton Mifflin, 1962), pp. 86-88. 36 John Kenneth Galbraith, Capitalismo Estadunidense: O Conceito de Poder Compensatório (Boston: Houghton Mifflin, 1962), pp. 86-88.
37 Harvey Leibenstein, “Allocative Efficiency vs. 'X-Efficiency,'” American Economic Review 56 (June 1966); Barry Stein, Size, Efficiency, and Community Enterprise (Cambridge: Center for Community Economic Development, 1974). 37 Harvey Leibenstein, “Eficiência Alocativa versus Eficiência X,'” Revista Econômica Estadunidense 56 (Junho 1966); Barry Stein, Porte, Eficiência e Empresa Comunitária (Cambridge: Centro para Desenvolvimento Econômico Comunitário, 1974).
38 Paul Goodman, People or Personnel, in People and Personnel and Like a Conquered Province (New York: Vintage Books, 1963,1965), p. 58. 38 Paul Goodman, Pessoas ou Pessoal, em Pessoas e Pessoal e Como uma Província Conquistada (New York: Vintage Books, 1963,1965), p. 58.
39 Walter Adams and James Brock, The Bigness Complex: Industry, Labor and Government in the American Economy. Second edition (Stanford: Stanford University Press, 2004), pp. 48-49. 39 Walter Adams e James Brock, O Complexo de Tamanho: Indústria, Trabalho e Governo na Economia Estadunidense. Segunda edição (Stanford: Imprensa da Universidade de Stanford, 2004), pp. 48-49.
40 Mark J. Green, Beverly C. Moore, Jr., and Bruce Wasserstein, The Closed Enterprise System: Ralph Nader's Study Group on Antitrust Enforcement (New York: Grossman Publishers, 1972), pp. 254-256. 40 Mark J. Green, Beverly C. Moore, Jr., e Bruce Wasserstein, O Sistema de Empresa Fechada: Estudo de Grupo de Ralph Nader acerca de Fazer Cumprir o Antitruste (Nova Iorque: Publicadora Grossman, 1972), pp. 254-256.
41 James C. Scott, Domination and the Art of Resistance: Hidden Transcripts (New Haven and London: Yale University Press, 1990). 41 James C. Scott, Dominação e a Arte da Resistência: Transcrições Ocultas (New Haven e Londres: Imprensa da Universidade de Yale, 1990).
42 R. A. Wilson, “Thirteen Choruses for the Divine Marquis,” from Coincidance – A Head Test (1988) <http://www.deepleafproductions.com/wilsonlibrary/texts/raw-marquis.html>. 42 R. A. Wilson, “Treze Corais para o Divino Marquês,” de Coincidance – A Head Test (1988) <http://www.deepleafproductions.com/wilsonlibrary/texts/raw-marquis.html>.
43 Michel Bauwens, “The Political Economy of Peer Production,” Ctheory.net, December 1, 2005 <http://www.ctheory.net/articles.aspx?id=499>. 43 Michel Bauwens, “A Economia Política da Produção por Pares,” Ctheory.net, 1o. de dezembro de 2005 <http://www.ctheory.net/articles.aspx?id=499>.
44 Robert Shea and Robert Anton Wilson, The Illuminatus! Trilogy (New York: Dell Publishing, 1975), p. 388. 44 Robert Shea e Robert Anton Wilson, O Illuminatus! Trilogia (New York: Dell Publishing, 1975), p. 388.
45 Ibid., p. 498. 45 Ibid., p. 498.
46 Kenneth Boulding, “The Economics of Knowledge and the Knowledge of Economics,” American Economic Review 56:1/2 (March 1966), p. 8. 46 Kenneth Boulding, “A Economia do Conhecimento e o Conhecimento de Economia,” Revista Econômica Estadunidense 56:1/2 (March 1966), p. 8.
47 Quoted in Hazel Henderson, “Coping With Organizational Future Shock,” Creating Alternative Futures: The End of Economics (New York: G. P. Putnam's Sons, 1978), p. 225. 47 Citado em Hazel Henderson, “Para Lidar Com Choque Organizacional Futuro,” Criação de Futuros Alternativos: O Fim da Economia (New York: G. P. Putnam's Sons, 1978), p. 225.
48 Scott, Seeing Like a State, pp. 6-7. 48 Scott, Vendo Como um Estado, pp. 6-7.
49 Robert Chambers, Whose Reality Counts? Putting the First Last (London: Intermediate Technology Publications, 1997), p. 15. 49 Robert Chambers, A Realidade de Quem Conta? Colocação do Primeiro em Último Lugar (London: Intermediate Technology Publications, 1997), p. 15.
50 Ibid., p. 30. 50 Ibid., p. 30.
51 Ibid., p. 31. 51 Ibid., p. 31.
52 Ibid., p. 31. 52 Ibid., p. 31.
53 Ibid., p. 32. 53 Ibid., p. 32.
54 Ibid., p. 76. 54 Ibid., p. 76.
55 Scott, Seeing Like a State, p. 314.
55 Scott, Vendo Como um Estado, p. 314.
56 Martha S. Feldman and James G. March, "Information in Organizations as Signal and Symbol," Administrative Science Quarterly 26 (April 1981).
56 Martha S. Feldman e James G. March, "Informação em Organizações como Sinal e Símbolo," Ciência Administrativa Trimestral 26 (abril 1981).
57 Matthew Yglesias, “Two Views of Capitalism,” Yglesias, November 22, 2008 <http://yglesias.thinkprogress.org/2008/11/two_views_of_capitalism/>.
57 Matthew Yglesias, “Duas Visões do Capitalismo,” Yglesias, 22 de novembro de 2008 <http://yglesias.thinkprogress.org/2008/11/two_views_of_capitalism/>.
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog. O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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