Monday, July 25, 2011

C4SS - Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott (1-8/38)

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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY
building awareness of the market anarchist alternative
no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
Center for a Stateless Society Paper No. 12 (Winter/Spring 2011)
Centro por uma Sociedade sem Estado – Paper No. 12 (Inverno/Primavera 2011)
Legibility & Control: Themes in the Work of James C. Scott
Legibilidade e Controle: Temas na Obra de James C. Scott
Kevin A. Carson
Kevin A. Carson
1-8/38
1-8/38
Opacity and Legibility.
Opacidade e Legibilidade.
In Seeing Like a State, Scott develops the central theme of “legibility,” which will be involved in most of our lines of analysis below. It refers to
Em Vendo Como um Estado, Scott desenvolve o tema central de “legibilidade,” que estará envolvido na maior parte de nossas linhas de análise abaixo. Refere-se a
a state's attempt to make society legible, to arrange the population in ways that simplified the classic state functions of taxation, conscription, and prevention of rebellion. Having begun to think in these terms, I began to see legibility as a central problem in statecraft. The premodern state was, in many crucial respects, partially blind; it knew precious little about its subjects, their wealth, their landholdings and yields, their location, their very identity. It lacked anything like a detailed “map” of its terrain and its people. It lacked, for the most part, a measure, a metric, that would allow it to “translate” what it knew into a common standard necessary for a synoptic view. As a result, its interventions were often crude and self-defeating.
tentativa de um estado de tornar a sociedade legível, de organizar a população de tal maneira que fiquem simplificadas as funções clássicas do estado de tributação, conscrição e prevenção de rebelião. Havendo começado a pensar nesses termos, comecei a ver a legibilidade como um problema central do estadismo. O estado premoderno era, sob muitos aspectos cruciais, parcialmente cego; sabia muito pouco acerca de seus súditos, sua riqueza, propriedade de terras e produção, sua localização, sua própria identidade. Não dispunha de qualquer coisa parecida com um “mapa” minudente de seu território e de seu povo. Carecia, de maneira geral, de uma forma de mensurar, uma métrica, que lhe permitisse “traduzir” o que sabia num padrão comum necessário para uma visão sinóptica. Em decorrência, suas intervenções eram amiúde cruas  e autodestrutivas.
....How did the state gradually get a handle on its subjects and their environment? Suddenly, processes as disparate as the creation of permanent last names, the standardization of weights and measures, the establishment of cadastral surveys and population registers, the invention of freehold tenure, the standardization of language and legal discourse, the design of cities, and the organization of transportation seemed comprehensible as attempts at legibility and simplification. In each case, officials took exceptionally complex, illegible, and local social practices, such as land tenure customs or naming customs, and created a standard grid whereby it could be centrally recorded and monitored....1
.... Como fez o estado para gradualmente obter claro entendimento de seus súditos e do ambiente deles? Subitamente processos tão díspares quanto a criação de sobrenomes permanentes, a estandardização de pesos e medidas, o estabelecimento de levantamento cadastral de bens de raiz e de registros de população, a invenção da posse real da terra, a estandardização da linguagem e do discurso jurídico, o projeto de cidades, e a organização do transporte pareceram inteligíveis como tentativas de legibilidade e simplificação. Em cada um dos casos citados, as autoridades tomaram práticas sociais excepcionalmente complexas, ilegíveis e locais, tais como costumes de posse da terra ou de atribuição de nomes, e criaram uma grade padronizada por meio da qual elas poderiam ser registradas e monitoradas centralizadamente....1
How were the agents of the state to begin measuring and codifying, throughout each region of an entire kingdom, its population, their landholdings, their harvests, their wealth, the volume of commerce, and so on? …
Como fizeram os agentes do estado para começar a mensurar e a codificar, ao longo de cada região de um reino inteiro, sua população, suas propriedades de terra, suas colheitas, sua riqueza, o volume do comércio, e assim por diante? …
Each undertaking... exemplified a pattern of relations between local knowledge and practices on one hand and state administrative routines on the other.... In each case, local practices of measurement and landholding were “illegible” to the state in their raw form. They exhibited a diversity and intricacy that reflected a great variety of purely local, not state, interests. That is to say, they could not be assimilated into an administrative grid without being either transformed or reduced to a convenient, if partly fictional, shorthand. The logic behind the required shorthand was provided... by the pressing material requirements of rulers: fiscal receipts, military manpower, and state security. In turn, this shorthand functioned... as not just a description, however inadequate. Backed by state power through records, courts, and ultimately coercion, these state fictions transformed the reality they presumed to observe, although never so thoroughly as to precisely fit the grid.2
Cada empreendimento... exemplificava um padrão de relações entre, de um lado, o conhecimento e as práticas locais e, de outro, rotinas administrativas do estado.... Em cada caso as práticas locais de mensuração e propriedade da terra eram “ilegíveis” para o estado em sua forma bruta. Exibiam diversidade e complexidade que refletiam grande variedade de interesses puramente locais, não do estado. Vale dizer, não poderiam ser assimiladas numa grade administrativa sem ser ou transformadas ou reduzidas a uma forma taquigráfica conveniente, ainda que parcialmente ficcional. A lógica por trás da taquigrafia requerida era fornecida... pelas prementes exigências materiais dos governantes: recebimentos fiscais, pessoal para as forças armadas, e segurança do estado. Por sua vez, essa taquigrafia não funcionava... como apenas uma descrição, por mais inadequada. Escorada por poder estatal por meio de registros, tribunais e, em última análise, coerção, essas ficções do estado transformavam a realidade que presumidamente observavam, embora nunca de modo completo a ponto de fechar a grade de modo preciso.2
It's not clear to what extent Scott's concept of legibility is directly influenced by Michel Foucault's analysis in Discipline and Punish. But it seems likely a significant influence is there. Scott cites the book several times in Seeing Like a State, including once in a manner that suggests a direct relationship to his own treatment of legibility:
Não fica claro em que medida o conceito de Scott de legibilidade está diretamente influenciado pela análise de Michel Foucault em Disciplina e Punição. Parece, contudo, provável significativa influência. Scott cita aquele livro diversas vezes em Vendo Como um Estado, inclusive uma vez de maneira que sugere relação direta com seu próprio tratamento da legibilidade:
What is new in high modernism, I believe, is not so much the aspiration for comprehensive planning. Many imperial and absolutist states have had similar aspirations. What are new are the administrative technology and social knowledge that make it plausible to imagine organizing an entire society in ways that only the barracks or the monastery had been organized before. In this respect, Michel Foucault's argument in Discipline and Punish... is persuasive.3
O que é novo no alto modernismo, acredito eu, não é tanto a aspiração de planejamento abrangente. Muitos estados imperiais e absolutistas tiveram aspiraçõies similares. Novos são, isso sim, a tecnologia administrativa e o conhecimento social que tornam plausível imaginar organizar uma sociedade inteira como antes só haviam sido organizados a caserna ou o mosteiro. No tocante a isso, a argumentação de Michel Foucault em Disciplina e Punição... é persuasiva.3
In any case, Foucault's analysis in some passages is almost a word-for-word anticipation of Scott, to the extent of even using the term “legibility” in essentially the same sense.
De qualquer forma, a análise de Foucault,, em algumas passagens, antecipa-se a Scott quase palavra por palavra, a ponto até de usar a palavra “legibilidade” essencialmente no mesmo sentido.
Bentham's Panopticon, as described by Foucault, is just one example of an institution architecturally designed to render its inmates as legible as possible to those in authority. Foucault applies the same panoptic principle of legibility to monasteries, military formations and camps, hospitals, asylums, schools and factories. In every case the basic principle is partitioning, in order to eliminate ambiguity and organize the institution—or society—on the basis of “Each individual has his own place; and each place its individual.”
O Panopticon de Bentham, como descrito por Foucault, é apenas um exemplo de uma instituição arquiteturalmente projetada para tornar seus reclusos tão legíveis quanto possível para os em posições de autoridade. Foucault aplica o mesmo princípio panóptico de legibilidade a mosteiros, formações e acampamentos militares, hospitais, asilos, escolas e fábricas. Em todos os casos o princípio básico é a compartimentação, para ser eliminada ambiguidade e ser organizada a instituição — ou sociedade — na base de “Cada indivíduo tem seu próprio lugar; e cada lugar seu indivíduo.”
Avoid distributions in groups; break up collective dispositions; analyse confused, massive or transient pluralities. Disciplinary space tends to be divided into as many sections as there are bodies or elements to be distributed. One must eliminate the effects of imprecise distributions, the uncontrolled disappearance of individuals, their diffuse circulation, their unusable and dangerous coagulation; it was a tactic of antidesertion, anti-vagabondage, anti-concentration. Its aim was to establish presences and absences, to know where and how to locate individuals, to set up useful communications, to interrupt others, to be able at each moment to supervise the conduct of each individual, to assess it, to judge it, to calculate its qualities or merits.4
Evitar distribuições em grupos; desintegrar inclinações coletivas; analisar pluralidades confusas, maciças ou transientes. O espaço disciplinar tende a ser dividido em tantas secções quanto corpos ou elementos a serem distribuídos. É preciso eliminar os efeitos de distribuições imprecisas, o desaparecimento descontrolado de indivíduos, sua circulação difusa, seu ajuntamento não usável e perigoso; era uma tática de antideserção, antinomadismo, anticoncentração. Seu objetivo era deixar claras presenças e ausências, saber onde e como localizar indivíduos, estabelecer comunicações úteis, interromper outras, ser capaz de, em cada momento, supervisar a conduta de cada indivíduo, avaliá-la, julgá-la, para calcular suas qualidades ou méritos.4
In the factory, this meant “distributing individuals in a space in which one might isolate them and map them...”5 The layout of the Oberkampf manufactory at Jouy, as designed by Toussaint Barre in 1791, for example, was such that it was
Na fábrica, isso significava “distribuir os indivíduos num espaço no qual fosse possível isolá-los e mapeá-los...”5 O leiaute da fábrica de Oberkampf em Jouy, tal como projetado por Toussaint Barre em 1791, por exemplo, era tal que tornava
possible to carry out a supervision that was both general and individual: to observe the worker's presence and application, and the quality of his work; to compare workers with one another, to classify them according to skill and speed; to follow the successive stages of the production process. All these serializations formed a permanent grid: confusion was eliminated: that is to say, production was divided up and the labour process was articulated, on the one hand, according to its stages or elementary operations, and, on the other hand, according to the individuals, the particular bodies, that carried it out: each variable of this force—strength, promptness, skill, constancy—would be observed, and therefore categorized, assessed, computed and related to the individual who was its particular agent. Thus, spread out in a perfectly legible way over the whole series of individual bodies, the work force may be analysed in individual units. At the emergence of large-scale industry, one finds, beneath the division of the production process, the individualizing fragmentation of labour power; the distributions of the disciplinary space often assured both.6
possível efetuar supervisão ao mesmo tempo geral e individual: detectar a presença e a aplicação do trabalhador e a qualidade de seu trabalho; comparar os trabalhadores uns com os outros, classificá-los conforme habilidade e velocidade; acompanhar os estágios sucessivos do processo de produção. Todas essas serializações formavam uma grade permanente: a confusão ficava eliminada: vale dizer, a produção era subdividida e o processo de trabalho tornava-se articulado, de um lado, de acordo com seus estágios ou operações elementares e, do outro, de acordo com os indivíduos, os corpos específicos, que os realizavam: cada variavel desse grupo — força, prontidão, habilidade, constância — seria observado, e portanto categorizado, avaliado, computado e relacionado com o indivíduo que era seu agente específico. Assim, pois, distribuída de maneira perfeitamente legível por toda a série de corpos individuais, a força de trabalho pode ser analisada em unidades individuais. Quando do surgimento da indústria de larga escala descobre-se, por baixo do processo de divisão da produção, a fragmentação individualizadora do poder de trabalho; as distribuições do espaço disciplinar amiúde asseguravam ambos.6
In every case the institution was an “observatory” in which power and discipline resulted from the ability to see:
A instituição era, sempre, um “observatório” no qual poder e disciplina resultavam da capacidade de ver:
The exercise of discipline presupposes a mechanism that coerces by means of observation; an apparatus in which the techniques that make it possible to see induce effects of power, and in which, conversely, the means of coercion make those on whom they are applied clearly visible.7
O exercício da disciplina pressupõe um mecanismo que exerce coerção por meio da observação; um aparato no qual as técnicas que tornam possível ver induzem efeitos de poder e no qual, inversamente, os meios de coerção tornam aqueles nos quais são aplicados claramente visíveis.7
Architecture was so designed as to “make people docile and knowable,” to “permit an internal, articulated and detailed control—“
A arquitetura era projetada de forma a “tornar as pessoas dóceis e cognoscíveis,” a “permitir controle interno, articulado e detalhado—“
to render visible those who are inside it; in more general terms, an architecture that would operate to transform individuals: to act on those it shelters, to provide a hold on their conduct, to carry the effects of power right to them, to make it possible to know them, to alter them.8
para tornar visíveis os que estejam dentro dela; em termos mais gerais, uma arquitetura a operar para transformar os indivíduos: atuar sobre os que abriga, exercer poder sobre sua conduta, levar os efeitos do poder até eles, tornar possível conhecê-los, alterá-los.8
“The perfect disciplinary apparatus,” in short, “would make it possible for a single gaze to see everything constantly.”9 That was, essentially, the purpose of Bentham's Panopticon: “to induce in the inmate a state of  conscious and permanent visibility that assures the automatic functioning of power.”10
“O perfeito aparato disciplinar,” em suma, “tornaria possível a um simples olhar a fito ver tudo constantemente.”9 Esse era, essencialmente, o propósito do Panopticon de Bentham: “induzir no recluso um estado de visibilidade cônscia e permanente que assegura o funcionamento automático do poder.”10
This principle applied above all to the relationship between the state and the citizenry in society at large. The Fourierist journal La Phalange, with deliberate irony, described the implicit philosophy behind a judge's remarks to a vagrant prosecuted in his court:
Esse princípio aplicava-se acima de tudo ao relacionamento entre o estado e os cidadãos da sociedade em geral. O jornal fourierista La Phalange, com deliberada ironia, descreveu a filosofia implícita por trás das observações de um juiz a um andarilho processado em seu tribunal:
There had to be a place, a location, a compulsory insertion: 'One sleeps at home, said the judge, because, in fact, for him, everything must have a home, some dwelling, however magnificent or mean; his task is not to provide one, but to force every individual to live in one.' Moreover, one must have a station in life, a recognizable identity, an individuality fixed once and for all: 'What is your station? This question is the simplest expression of the established order in society; such vagabondage is repugnant to it, disturbs it; one must have a stable, continuous long-term station, thoughts of the future, of a secure future, in order to reassure it against all such attacks.' In short, one should have a master, be caught up and situated within a hierarchy; one exists only when fixed in definite relations of domination....11
Havia necessidade de haver um lugar, uma localização, uma inserção compulsória: 'A pessoa dorme em casa, disse o juiz, porque, na verdade, para ele, tudo tem de ter uma casa, algum lugar para morar, esplêndido ou modesto; a tarefa dela não é proporcionar moradia, e sim forçar todo indivíduo a viver numa residência.' Mais que isso, uma pessoa tem de ter uma posição na vida, uma identidade reconhecível, uma individualidade fixada vez por todas: qual é sua posição? Essa pergunta é a expressão mais simples da ordem estabelecida na sociedade; tal nomadismo é repugnante para ele, perturba-o; uma pessoa precisa ter uma posição estável, contínua, de longo prazo, pensamentos acerca do futuro, um futuro seguro, para ficar a salvo de todos esses ataques.' Em suma, uma pessoa deve ter um senhor, ser apanhada por e situada dentro de uma hierarquia; a pessoa só existe quando inserida em relações definidas de dominação....11
Another work whose analysis overlaps considerably with Scott's is E.P. Thompson's “Time, Work-Discipline, and Industrial Capitalism.” Scott's treatment of legibility of the work-process, as an aid to managerial control, can be usefully compared to Thompson's treatment of objective, legible systems of timekeeping—like the clock and the pace of machinery—as means of pacing work to management's standards in preference to the traditional pattern of alternating bursts of intense labor and idleness, “Saint Monday,” the calendar of holy days, etc., chosen by self-employed labor.12
Outra obra cuja análise superpõe-se consideravelmente à de Scott é a de E.P. Thompson “Tempo, Disciplina de Trabalho e Capitalismo Industrial.” O tratamento de Scott da legibilidade do processo de trabalho, como auxílio do controle gerencial, pode ser proveitosamente comparado com o tratamento de Thompson dos sistemas objetivos e legíveis de Scott de marcação de tempo — como o relógio e o ritmo do maquinário — como meio de imprimir ao trabalho o padrão de ritmo da gerência de preferência ao padrão tradicional de alternar estirões de trabalho intenso e de ociosidade, da “Santa Segunda-Feria,” do calendário de dias santos etc., preferido pelo trabalho dos trabalhadores que se autoempregam.12
The emergence of an objective, legible system of timekeeping, as described by Thompson, is analogous to the legible systems of land title, weights and measures, money, surnames, etc., imposed by states. And the purpose was exactly the same—to increase the amount of appropriable labor. In the case of legible systems of timekeeping, that meant overcoming “the people's old working habits,”13 by which laborers typically worked only enough to procure necessities—as little as three or four days in the week. As the laboring classes were deprived of their previous independent access to the means of subsistence and production by such expedients as the Enclosures, and the factory system replaced self-employment, “[t]he leisured classes began to discover the problem... of the leisure of the masses.” The propertied, employing classes were horrified by the fact that so many manual workers, after finishing their day's work, still had “several hours in the day to be spent nearly as they please.”14
O surgimento de um sistema objetivo e legível de marcação de tempo, como descrito por Thompson, é análogo aos sistemas legíveis de título da terra, pesos e medidas, dinheiro, sobrenomes etc., impostos pelos estados. E o propósito era exatamente o mesmo —aumentar a quantidade de trabalho apropriável. No caso de sistemas legíveis de marcação do tempo, isso significou acabar com “os antigos hábitos de trabalho das pessoas,”13 nos quais os trabalhadores, normalmente, trabalhavam apenas o suficiente para comprar o necessário — apenas três ou quatro dias por semana. À medida que as classes trabalhadoras foram sendo privadas de seu antigo acesso independente aos meios de subsistência e de produção por expedientes tais como os Cercados [Enclosures], e o sistema de fábricas substituiu o autoemprego, “[a]s classes que gozavam de lazer começaram a perceber o problema... do lazer das massas.” As classes de donos de propriedades e de empregadores ficaram horrorizadas com o fato de tantos trabalhadores manuais, depois de findarem seu dia de trabalho, ainda terem “diversas horas do dia para gastar praticamente como quisessem.”14
As an example of the new systems of legible timekeeping imposed, Thompson cited the Law Book of the Crowley Iron Works, which states (Order 103): “To the end that sloath and villany should be detected and the just and diligent rewarded, I have thought meet to create an account of time by a Monitor....” The Monitor was to keep a time-sheet for each employee.15
Como exemplo dos novos sistemas de marcação legível do tempo impostos, Thompson citou o Livro Legal da Fundição de Ferro de Crowley, o qual determina (Ordem 103): “Para o fito de indolência e vilania serem identificadas e os justos e diligentes serem recompensados, concebi criar uma conta de tempo por meio de um Monitor....” O Monitor deveria manter uma folha de controle de tempo para cada empregado.15
In all these ways—by the division of labour; the supervision of labour; fines; bells and clocks; money incentives; preachings and schoolings; the suppression of fairs and sports—new labour habits were formed, and a new time-discipline was imposed.16
De todos esses modos — pela divisão do trabalho; a supervisão do trabalho; multas; campainhas e relógios; incentivos em dinheiro; doutrinação e instrução; a supressão de feiras e esportes — novos hábitos de trabalho foram formados, e uma nova disciplina referente ao tempo foi imposta.16
Scott and Hayek: Mētis and Hidden Knowledge.
Scott e Hayek: Mētis e Conhecimento Oculto.
Scott's concept of “mētis” (Μτις), in Seeing Like a State, is the culmination of a long line of previous thought. Mētis is “practical knowledge,” or “knowledge embedded in local experience,” as opposed to techne (a systematic body of formal, general, abstract knowledge which is deducible from fundamental principles).17 It “represents a wide array of practical skills and acquired intelligence in responding to a constantly changing natural and human environment.”18
O conceito de Scott de “mētis” (Μτις), em Vendo Como um Estado é a culminância de longa linha de pensamento anterior. Mētis é “conhecimento prático,” ou “conhecimento embutido em experiência local,” por oposição a techne (corpo sistemático de conhecimento formal, geral e abstrato dedutível de princípios fundamentais).17 “Representa largo séquito de habilidades práticas e inteligência adquirida na resposta a ambiente natural e humano em constante mudança.”18
Any experienced practitioner of a skill or craft will develop a large repertoire of moves, visual judgments, a sense of touch, or a discriminating gestalt for assessing the work as well as a range of accurate intuitions born of experience that defy being communicated apart from practice.19
Qualquer praticante de uma habilidade ou ofício desenvolverá vasto repertório de manobras, juízos visuais, sentido de tato ou gestalt discriminadora para avaliar o trabalho, bem como um espectro de intuições precisas, nascidas da experiência, difíceis de serem comunicados à parte da prática.19
Mētis is acquired through—and applicable to—“broadly similar but never precisely identical situations requiring a quick and practiced adaptation that becomes almost second nature to the practitioner.” It “resists simplification into deductive principles which can successfully be transmitted
through book learning...”20
Mētis é adquirido por meio — e é aplicável a —“situações similares no geral mas nunca exatamente idênticas que requerem rápida e experiente adaptação que se torna quase segunda natureza do praticante.” “Resiste a simplificação a princípios dedutivos que possam ser transmitidos bem-sucedidamente por aprendizado livresco...”20
The classic example of mētis is the received story of Squanto (or, variously, Massasoit) providing the English settlers with the Indians' local knowledge of climate and weather, soil and native plant growing cycles, and thereby averting mass starvation.21
O exemplo clássico de mētis é a amplamente tida por veraz história de Squanto (ou pela variante Massasoit) oferecendo aos colonos ingleses conhecimento local de clima e tempo, solo e ciclos de crescimento de plantas nativas, desse modo impedindo que ocorresse inanição em massa.21
This should sound familiar to any student of Friedrich Hayek. In his classic essay “The Use of Knowledge in Society,” Hayek wrote of “distributed knowledge”:
Isso deverá soar familiar a qualquer estudioso de Friedrich Hayek. Em seu clássico ensaio “O Uso do Conhecimento na Sociedade,” Hayek escreveu acerca de “conhecimento distribuído”:
If we possess all the relevant information, if we can start out from a given system of preferences, and if we command complete knowledge of available means, the problem which remains is purely one of logic. That is, the answer to the question of what is the best use of the available means is implicit in our assumptions. The conditions which the solution of this optimum problem must satisfy have been fully worked out and can be stated best in mathematical form: put at their briefest, they are that the marginal rates of substitution between any two commodities or factors must be the same in all their different uses. [Which amounts to a fair summary of the neoclassical view of the firm as a “black box” guided by a production function which is given.—K.C.]
Se possuirmos toda informação relevante, se pudermos começar a partir de dado sistema de preferências, e se dispusermos de conhecimento completo dos meios disponíveis, o problema remanescente será puramente de lógica. Isto é, a resposta à pergunta de qual é o melhor uso dos meios disponíveis estará implícita em nossas assunções. As condições que a solução desse problema colocado nos termos mais favoráveis tem de satisfazer já foram completamente equacionadas e melhor poderão ser enunciadas em forma matemática: dito do modo mais sucinto, são que as taxas marginais de substituição entre duas mercadorias ou fatores têm de ser as mesmas em todos os seus diferentes usos. [O que bem resume o ponto de vista neoclássico da firma como “caixa preta” guiada por uma função de produção que é um dado.—K.C.]
This, however, is emphatically not the economic problem which society faces....
Esse, entretanto, não é, enfaticamente, o problema econômico com o qual a sociedade se defronta....
The peculiar character of the problem of a rational economic order is determined precisely by the fact that the knowledge of the circumstances of which we must make use never exists in concentrated or integrated form but solely as the dispersed bits of incomplete and frequently contradictory knowledge which all the separate individuals possess. The economic problem of society is thus not merely a problem of how to allocate “given” resources—if “given” is taken to mean given a single mind which deliberately solves the problem set by these “data.” It is rather a problem of how to secure the best use of resources known to any of the members of society, for ends whose relative importance only these individuals know. Or, to put it briefly, it is a problem of the utilization of knowledge which is not given to anyone in its totality.22
O caráter peculiar do problema de uma ordem econômica racional é determinado precisamente pelo fato de que o conhecimento das circunstâncias das quais temos de fazer uso nunca existe em forma concentrada ou integrada, e sim tão-somente como os fragmentos dispersos de conhecimento incompleto e amiúde contraditório que todos os indivíduos separadamente possuem. O problema econômico da sociedade não é pois meramente um problema de como alocar recursos “dados” — se “dados” for entendido como uma mente única que deliberadamente resolve o problema colocado por esses “dados.” É, antes, o problema de como assegurar o melhor uso de recursos conhecidos por qualquer dos membros da sociedade, para fins cuja importância relativa só esses indivíduos conhecem. Ou, para dizer de maneira resumida, é um problema da utilização de conhecimento não dado a ninguém em sua totalidade.22
Today it is almost heresy to suggest that scientific knowledge is not the sum of all knowledge. But a little reflection will show that there is beyond question a body of very important but unorganized knowledge which cannot possibly be called scientific in the sense of knowledge of general rules: the knowledge of the particular circumstances of time and place. It is with respect to this that practically every individual has some advantage over all others because he possesses unique information of which beneficial use might be made, but of which use can be made only if the decisions depending on it are left to him or are made with his active co-operation. We need to remember only how much we have to learn in any occupation after we have completed our theoretical training, how big a part of our working life we spend learning particular jobs, and how valuable an asset in all walks of life is knowledge of people, of local conditions, and of special circumstances.23
Hoje em dia é quase heresia sugerir que o conhecimento científico não constitua a soma de todo conhecimento. Mesmo pouca reflexão, entretanto, mostrará haver, sem sombra de dúvida, um corpo de conhecimento muito importante mas não organizado ao qual não há como chamar de científico no sentido de conhecimento de regras gerais: o conhecimento das circunstâncias específicas de tempo e lugar. É no tocante a isso que praticamente todo indivíduo tem vantagem sobre todos os demais, por possuir informação exclusiva de qual o uso benéfico que poderia ser feito, mas cujo uso só poderá ser feito se as decisões respectivas forem deixadas para aquele indivíduo tomar, ou forem tomadas com sua cooperação ativa. Só precisamos lembrar do quanto temos de aprender em qualquer ocupação depois de termos completado nosso treinamento teórico, de quanto é grande a extensão de nossa vida de trabalho gasta no aprendizado de atividades específicas, e do quanto constitui ativo valioso em toda profissão o conhecimento das pessoas, das condições locais, e de circunstâncias especiais.23
If we can agree that the economic problem of society is mainly one of rapid adaptation to changes in the particular circumstances of time and place, it would seem to follow that the ultimate decisions must be left to the people who are familiar with the circumstances, who know directly of the relevant changes and of the resources immediately available to meet them. We cannot expect that this problem will be solved by first communicating all this knowledge to a central board which, after integrating all knowledge, issues its orders.24
Se pudermos concordar com que o problema econômico da sociedade diz respeito, principalmente, a rápida adaptação a mudanças nas circunstâncias específicas de tempo e lugar, poderíamos dizer parecer seguir-se que as decisões últimas tenham de ser deixadas para as pessoas familiarizadas com as circunstâncias, com conhecimento direto das mudanças relevantes e dos recursos imediatamente disponíveis para lidar com elas. Não podemos esperar que esse problema seja resolvido mediante primeiro a comunicação de todo esse conhecimento a uma diretoria centralizada que, depois de integrar todo o conhecimento, emita suas ordens.24
Mētis overlaps to a considerable extent with what Michael Polanyi calls “tacit knowledge”: skills acquired through muscle memory or otherwise through practice, that can only with difficulty (or not at all) be reduced to a verbal formula and conveyed in the form of spoken or written instruction.25 Scott gives the example of “trying to write down explicit instructions on how to ride a bike....”26 Hence “most crafts and trades requiring a touch or feel for implements and materials have traditionally been taught by long apprenticeships to master craftsmen.”27
Mētis superpõe-se em medida considerável ao que Michael Polanyi chama de “conhecimento tácito”: habilidades adquiridas por meio de memória de habilidades motoras ou também de prática, que só com dificuldade (ou nunca) pode ser reduzida a uma fórmula verbal e transmitida em forma de instrução falada ou escrita.25 Scott dá o exemplo de “tentar escrever instruções explícitas acerca de como andar de bicicleta....”26 Assim, pois, “a maior parte das artes e ofícios que requeiram sensibilidade em relação a implementos e materiais têm sido, tradicionalmente, ensinada mediante longos períodos de aprendizado oriundo de mestres artífices.”27
Alex Pouget suggests one reason that so much situational knowledge resists reduction to a verbal formula. Some neurologists believe the brain functions as a Bayesian calculating device, “taking various bits of probability information, weighing their relative worth, and coming to a good conclusion quickly”:
Alex Pouget sugere um motivo pelo qual tanto conhecimento situacional resiste redução a fórmula verbal. Alguns neurologistas acreditam que as funções do cérebro funcionam como um dispositivo de cálculo bayesiano, “tomando diversos fragmentos de informação, sopesando seu valor relativo, e chegando rapidamente a uma boa conclusão”:
...[I]f we want to do something, such as jump over a stream, we need to extract data that is not inherently part of that information. We need to process all the variables we see, including how wide the stream appears, what the consequences of falling in might be, and how far we know we can jump. Each neuron responds to a particular variable and the brain will decide on a conclusion about the whole set of variables using Bayesian inference.
...[S]e desejarmos fazer algo, tal como pular por sobre um regato, precisamos extrair dados não inerentemente parte daquela informação. Precisamos processar todas as variáveis que vemos, inclusive a largura aparente do regato, quais poderiam ser as consequências de cair dentro dele, e quão longe sabemos poder saltar. Cada neurônio responde a uma variável específica e o cérebro decidirá da conclusão acerca do conjunto total de variáveis, usando inferência bayesiana.
As you reach your decision, you'd have a lot of trouble articulating most of the variables your brain just processed for you. Similarly, intuition may be less a burst of insight than a rough consensus among your neurons.28
Ao a pessoa chegar a decisão, haverá muito transtorno para colocar em palavras a maioria das variáveis que o cérebro acabou de processar para a pessoa. Analogamente, a intuição bem poderá consistir menos numa explosão de percepção do que em um consenso tosco entre os neurônios.28
An interesting point Scott makes is that mētis is by no means necessarily a matter of purely traditional knowledge, nor is it conservative. Indeed he deliberately eschews terms like “traditional knowledge.”29 Rather, mētis frequently reflects a great deal of ingenuity and invention. The innovations and expedients produced by means of mētis are frequently a more rational and effective response to a presented situation than are those mediated by a managerial hierarchy.
Uma observação interessante de Scott é mētis não ser, em absoluto, necessariamente questão de conhecimento puramente tradicional, nem ser conservador. Em verdade, ele evita expressões tais como “conhecimento tradicional.”29 Antes, mētis frequentemente reflete muito engenho e invenção em alto grau. As inovações e expedientes produzidos por meio de mētis são amiúde uma resposta a uma situação apresentada mais racional e eficaz do que aquelas mediadas por uma hierarquia gerencial.
As Scott points out, “the poor and marginal are often in the vanguard of innovations that do not require a lot of capital. This is not at all surprising when one considers that, for the poor, a gamble often makes sense if their current practices are failing them.”30 He points to the hypothetical example of two fishermen,
Como destaca Scott, “os pobres e marginalizados estão amiúde na vanguarda de inovações que não requeiram muito capital. Isso não é, em absoluto, surpreendente ao se considerar que, para os pobres, uma aposta arriscada frequentemente faz sentido quando as práticas atuais deles estão fracassando.”30 Ele aponta para o exemplo hipotético de dois pescadores,
both of whom must make their living from a river. One fisherman lives by a river where the catch is stable and abundant. The other lives by a river where the catch is variable and sparse, affording only a bare and precarious subsistence. The poorer of the two will clearly have an immediate, life-and-death interest in devising new fishing techniques, in observing closely the habits of fish, in the careful siting of traps and weirs, in the timing and signs of seasonal runs of different species, and so forth.31
ambos os quais dependem de um rio para ganhar a vida. Um dos pescadores vive à beira de um rio onde a captura é estável e abundante. O outro mora ao lado de um rio onde o apanho é variável e esparso, proporcionando apenas magra e precária subsistência. O mais pobre dos dois claramente terá interesse imediato, de vida ou morte, em conceber novas técnicas de pescar, observando intimamente os hábitos dos peixes, situando cuidadosamente armadilhas e redes retentoras de peixes, registrando épocas e sinais de migrações sazonais de diferentes espécies, e assim por diante.31
This parallels my own line of analysis elsewhere. It is the privileged classes, with their large properties, and the large corporations with their heavily subsidized inputs, that can afford to expand production by extensive addition of inputs and to be relatively inefficient in terms of output per unit of input. Small-scale producers, without access to large amounts of capital, on the other hand must of necessity be extremely creative in finding ways to make more intensive use of limited inputs. Hence the countereconomy, or informal and household economy, is the source of a great deal of innovation in low-overhead, low-cost technologies. In Organization Theory: A Libertarian Perspective, I wrote:
Isso vai de par com minha própria linha de análise alhures. São as classes privilegiadas, com suas grandes propriedades, e as grandes corporações, com seus insumos fortemente subsidiados, que têm condições de expandir a produção mediante acréscimo extensivo de insumos e de ser relativamente ineficientes em termos de produção por unidade de insumo. Os produtores de pequena escala, por outro lado, sem acesso a grandes montantes de capital, têm de, necessariamente, ser extremamente criativos em encontrar meios de fazer uso mais intensivo de insumos limitados. Assim vem a ocorrer que a contraeconomia, ou economia informal e caseira, seja a fonte de muita inovação em tecnologias de baixo overhead e baixo custo. Em Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, escrevi:
...[T]he owning classes use less efficient forms of production precisely because the state gives them preferential access to large tracts of land and subsidizes the inefficiency costs of large-scale production. Those engaged in the alternative economy, on the other hand, will be making the most intensive and efficient use of the limited land and capital available to them. So the balance of forces between the alternative and capitalist economy will not be anywhere near as uneven as the distribution of property might indicate.
...[A]s classes proprietárias usam formas menos eficientes de produção precisamente por o estado dar-lhes acesso preferencial a grandes tratos de terra e subsidiar os custos de ineficiência da produção em larga escala. As pessoas engajadas na economia alternativa, por outro lado, farão o uso mais intensivo e eficiente dos limitados terra e capital disponíveis para elas. Assim, o equilíbrio de forças entre a economia alternativa e a capitalista não estará nem perto de ser tão desigual quanto a distribuição de propriedade poderia sugerir.
If everyone capable of benefiting from the alternative economy participates in it, and it makes full and efficient use of the resources already available, eventually we'll have a society where most of what the average person consumes is produced in a network of self-employed or worker-owned production, and the owning classes are left with large tracts of land and understaffed factories that are almost useless to them because it's so hard to hire labor except at an unprofitable price. At that point, the correlation of forces will have shifted until the capitalists and landlords are islands in a cooperative sea—and their land and factories will be the last thing to fall, just like the U.S Embassy in Saigon.32
Se toda pessoa capaz de beneficiar-se da economia alternativa participar dela, e fizer uso pleno e eficiente dos recursos já disponíveis, no final teremos uma sociedade onde a maior parte do que a pessoa média consome será produzido numa rede de produção de autoempregados ou de propriedade de trabalhadores, e as classes proprietárias serão deixadas com grandes tratos de terra e fábricas com falta de funcionários quase inúteis para elas por tornar-se extremamente caro empregar trabalho, exceto pagando preço não lucrativo. A essa altura a correlação de forças terá mudado até que capitalistas e proprietários de terras se tornem ilhas num mar cooperativo — e suas terras e fábricas se tornem a última coisa a cair, do mesmo modo que a Embaixada Estadunidense em Saigon.32
This is the same general principle that John Robb, drawing on engineering terminology, calls “STEMI compression,” what Bucky Fuller called “ephemeralization,” what Mamading Ceesay calls the “economics of agility,” and Nathan Cravens calls “productive recursion.” They all amount, in practical terms, to the more efficient extraction of outputs from inputs.33
Esse é o mesmo princípio geral que John Robb, recorrendo à terminologia da engenharia, chama de “compressão STEMI,” que Bucky Fuller chamou de “efemerização,” que Mamading Ceesay chama de “economia da agilidade,” e Nathan Cravens chama de “recursão produtiva.” Todas essas expressões equivalem, em termos práticos, a extração mais eficiente de produção a partir dos insumos.33
1 James Scott, Seeing Like a State (New Haven and London: Yale University Press, 1998), p. 2.
1 James Scott, Vendo Como um Estado (New Haven e Londres: Imprensa da Universidade de Yale, 1998), p. 2.
2 Ibid., p. 24.
2 Ibid., p. 24.
3 Ibid., p. 378n11.
3 Ibid., p. 378n11.
4 Michel Foucault, Discipline and Punish: The Birth of the Prison, Translated by Alan Sheridan 1977. Second Vintage
Edition (New York: Vintage Press, 1995), p. 143.
4 Michel Foucault, Disciplina e Punição: O Nascimento da Prisão, Traduzido por Alan Sheridan, 1977. Edição Second Vintage (Nova Iorque: Vintage Press, 1995), p. 143.
5 Ibid., p. 144.
5 Ibid., p. 144.
6 Ibid., p. 145.
6 Ibid., p. 145.
7 Ibid., pp. 170-171.
7 Ibid., pp. 170-171.
8 Ibid., p. 172.
8 Ibid., p. 172.
9 Ibid., p. 173.
9 Ibid., p. 173.
10 Ibid., p. 201.
10 Ibid., p. 201.
11 Ibid., p. 291.
11 Ibid., p. 291.
12 E. P. Thompson, “Time, Work-Discipline, and Industrial Capitalism,” Past and Present 37 (1968): pp. 56-97.
12 E. P. Thompson, “Tempo, Disciplina de Trabalho e Capitalismo Industrial,” Passado e Presente 37 (1968): pp. 56-97.
13 Ibid., p. 85.
13 Ibid., p. 85.
14 Ibid., p. 90.
14 Ibid., p. 90.
15 Ibid., pp. 81-82.
15 Ibid., pp. 81-82.
16 Ibid., p. 90.
16 Ibid., p. 90.
17 Scott, Seeing Like a State, pp. 311, 320.
17 Scott, Vendo Como um Estado, pp. 311, 320.
18 Ibid., p. 313.
18 Ibid., p. 313.
19 Ibid., p. 329.
19 Ibid., p. 329.
20 Ibid., pp. 315-316.
20 Ibid., pp. 315-316.
21 Ibid., pp. 311-312.
21 Ibid., pp. 311-312.
22 Friedrich Hayek, “The Use of Knowledge in Society,” Individualism and Economic Order (Chicago: University of
Chicago Press, 1948), pp. 77-78.
22 Friedrich Hayek, “O Uso do Conhecimento na Sociedade,” Individualismo e Ordem Econômica (Chicago: Imprensa da Universidade de Chicago,1948), pp. 77-78.
23 Ibid., p. 80.
23 Ibid., p. 80.
24 Ibid., pp. 83-84.
24 Ibid., pp. 83-84.
25 Michael Polanyi. Personal Knowledge: Toward a Post-Critical Philosophy (University of Chicago Press, 1958).
25 Michael Polanyi. Conhecimento Pessoal: Rumo a uma Filosofia Pós-Crítica (University of Chicago Press, 1958).
26 Scott, Seeing Like a State, p. 313.
26 Scott, Vendo Como um Estado, p. 313.
27 Ibid., p. 314.
27 Ibid., p. 314.
28 Alex Pouget, “Mysterious 'neural noise' actually primes brain for peak performance,” EurekAlert, November 10, 2006
<http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-11/uor-mn111006.php>.
28 Alex Pouget, “Misterioso 'ruído neural' em realidade prepara o cérebro para desempenho máximo,” EurekAlert, 10 de novembro de 2006
<http://www.eurekalert.org/pub_releases/2006-11/uor-mn111006.php>.
29 Scott, Seeing Like a State, p. 331.
29 Scott, Vendo Como um Estado, p. 331.
30 Ibid., p. 429n65.
30 Ibid., p. 429n65.
31 Ibid., p. 324.
31 Ibid., p. 324.
32 Carson, Organization Theory: A Libertarian Perspective (Booksurge, 2008), p. 475.
32 Carson, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária (Booksurge, 2008), p. 475.
33 All these concepts are discussed in the first section of Chapter Seven in my book The Homebrew Industrial Revolution:A Low-Overhead Manifesto (CreateSpace, 2010).
33 Todos esses conceitos são discutidos na primeira secção do Capítulo Sete em meu livro A Revolução Industrial Gestada em Casa:Um Manifesto de Baixo Overhead (CreateSpace, 2010).
Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Um Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversas publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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