Friday, June 17, 2011

FPJ - Why Is Libya in the Crosshairs of the West?

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FOREIGN POLICY JOURNAL
JORNAL DE POLÍTICA EXTERNA
Why Is Libya in the Crosshairs of the West?
Por Que a Líbia Está na Mira do Ocidente?

by Dr. Jyoti Prasad Das

June 13, 2011

Pelo Dr. Jyoti Prasad Das

13 de junho de 2011
The thaw in US-Libyan relations came in 2003, when Qaddafi abandoned his WMD program, renounced terrorism, opened up the oil sector to Big Oil, and compensated the victims of the 1986 Berlin disco attack and the 1988 Lockerbie bombing. George Bush rewarded him by waiving the sanctions on Libya in 2004. Qaddafi was happily shipping off Libyan oil to European ports. He was buying their weapons. He had invested in the US’s private equity firms and big banks. He shared crucial intelligence with the West on Al Qaeda. Then why did he come in the line of fire? Was it for his ruthless crackdown on violent protesters? There’s definitely more than what meets the eye.
A distensão das relações Estados Unidos-Líbia aconteceu em 2003, quando Qaddafi abandonou seu programa de armas de destruição em massa, abriu o setor petroleiro para as Grandes Empresas de Petróleo, e indenizou as vítimas do ataque contra a discoteca em Berlim em 1986 e da bomba de Lockerbie em 1988. George Bush recompensou-o renunciando, em 2004, às sanções contra a Líbia. Qaddafi despachava, gaio, petróleo para os portos europeus. Comprava armamentos da Europa. Investia em firmas de private equity nos Estados Unidos e em grandes bancos. Compartilhava com o Ocidente inteligência vital acerca da al Qaeda. Então, por que veio parar na linha de fogo? Terá sido por sua repressão impiedosa de manifestantes violentos? Há decididamente aí mais do que os olhos alcançam.
Tripoli was a reluctant ally, not a firm ally, in America’s war on terror. A 2007 West Point study based on Al Qaeda files retrieved from Sinjar in Iraq confirmed that Libyan fighters crossing the Syrian border into  Iraq under the banner of ‘Al Qaeda in Mesopotamia’ consisted of a far larger percentage on a per capita basis than any other nationality in the 2006-07 timeframe. Turning his back on jihadis fleeing Libya was Qaddafi’s way to purge his country of potential troublemakers. ‘Operation Odyssey Dawn’ was launched to impede Tripoli from exploiting the power vacuum during the transition in Cairo and Tunis. The assault came even before the UN special envoy to Libya had tabled his report. Regime change in Tripoli costs the US relatively little.  Qaddafi did not have an ‘oil for protection’ arrangement with the US like the Saudis. Nor was he pivotal to the US like the Bahrainis who host the US’ Fifth Fleet and have an FTA with the Americans. Bahrain is strategic because it is separated from Saudi Arabia by a narrow seaway through which 18% of the world’s oil passes.
Trípoli foi aliada relutante, e não aliada firme, na guerra dos Estados Unidos contra o terror. Estudo de West Point de 2007 baseado em arquivos da Al Qaeda recuperados de Sinjar, no Iraque, confirmaram que combatentes líbios que cruzaram a fronteira síria entrando no Iraque sob a bandeira da ‘Al Qaeda na Mesopotâmia’ representavam percentual muito maior, em base per capita, do que os de qualquer outra nacionalidade no período 2006-07. Virar as costas para jihadistas que fugiam da Líbia era o modo de Qaddafi de purgar seu país de criadores de caso em potencial. A ‘Operação Amanhecer da Odisseia’ foi deflagrada para dificultar a exploração, por Trípoli, do vácuo de poder durante a transição em Cairo e Túnis. O ataque veio antes mesmo do enviado especial das Nações Unidas à Líbia ter apresentado formalmente seu relatório. Mudança de regime em Trípoli custa relativamente pouco para os Estados Unidos. Qaddafi não tinha um acordo de ‘petróleo em troca de proteção’ com os Estados Unidos como os sauditas. Nem era de importância crítica para os Estados Unidos como os bahrainenses, que hospedam a Quinta Frota dos Estados Unidos e têm um Acordo de Livre Comércio - FTA com os estadunidenses. Bahrain é estratégico por estar separado da Arábia Saudita por estreito canal marítimo pelo qual passam 18% do petróleo mundial.
Qaddafi was wedded to the idea of floating a ‘gold dinar’ in conducting international oil trade. He urged the OPEC members to re-price their oil in the gold dinar, instead of dollars. His view resonated well with the African petro-economies. Such a bold move could have had ‘ground-shifting’ implications for the world economic order. A country’s economic strength would depend on the gold reserves and not on its dollar assets. In 2000, Saddam Hussein announced that Iraqi oil would be traded in euros, not dollars. Some say that the sanctions and the invasion followed because the US was desperate to deter other OPEC members from toeing a similar line.
Qaddafi estava conubiado com a ideia de fazer flutuar um ‘dinar de ouro’ na condução do comércio internacional de petróleo. Ele instou para que os membros da OPEP redefinissem seu petróleo em dinar de ouro, em vez de dólares. Seu ponto de vista teve ressonância positiva nas petroeconomias africanas. Tal manobra ousada poderia ter tido implicações de mudanças de fundamentos no tocante à ordem econômica mundial. O poder econômico de um país passaria a depender das reservas em ouro, e não dos ativos em dólar. Em 2000, Saddam Hussein anunciou que o petróleo iraquiano seria comerciado em euros, não em dólares. Algumas pessoas dizem que as sanções e a invasão ocorreram porque os Estados Unidos apressaram-se em impedir que outros membros da OPEP adotassem linha semelhante.
The ocean of fossil water reserves that lie under Libya’s deserts have the potential for more lucrative profits than the fossil fuel reserves. There are 3 major aquifers that lie beneath the Sahara. The largest among is the Nubian Sandstone Aquifer System (NSAS), which spans through 4 African nations—Chad, Egypt, Sudan, and Libya—and is called the world’s largest fossil water system, which could transform lives, lands, and economies. Libya’s ‘Great Man-made River’ project, a large underground network of pipes and aqueducts, was conceived in the late ’60′s. Funded by Qaddafi without foreign loans, construction began in 1984, costing $20 billion so far and supplying water to the populated coastal settlements. With the completion of the project, water shortage throughout Libya would have been a distant thought. In a post-Qaddafi era, the project may fall in corporate hands whose interest may lie in ‘commercializing’ water.
O oceano de água fóssil alojado debaixo dos desertos da Líbia tem potencial de lucros maiores do que as reservas de combustível fóssil. Há 3 aquíferos principais que espreitam sob o Sahara. O maior deles é o Sistema Aquífero Núbio de Arenito (NSAS), que se espraia abrangendo 4 nações africanas — Tchad, Egito, Sudão e Líbia — e é chamado de o maior sistema de água fóssil do mundo, com poder para transformar vidas, terras e economias. O projeto da Líbia ‘Grande Rio Feito Pelo Homem’, alentada rede subterrânea de tubulações e aquedutos, foi concebido no final dos anos 1960. Financiado por Qaddafi sem empréstimos externos, a construção começou em 1984, custando $20 biliões até agora e fornecendo água para os populados assentamentos costeiros. Com a conclusão do projeto, escassez de água na Líbia seria uma hipótese remota. Numa era pós-Qaddafi, o projeto poderá cair em mãos corporativas cujo interesse poderá residir em ‘comercializar’ água.
Qaddafi was a champion of African unity. His rallying cry—African resources for African development—had a mass appeal. He demanded greater representation for the AU States in international forums. His well-known contribution to the struggle for African emancipation were anathema to the West. A few years back, Qaddafi had fallen out with the Arab League on ideological principles, worldview and geopolitical interests. He had backed most of the liberation forces on the continent like the ANC of South Africa, SWAPO of Nambia, MPLA of Angola, SPLM of Sudan, Polisario Front of Morocco and RUF of Sierra Leone. He invested huge sums in the infrastructure development of sub-Saharan Africa. A US lackey in Tripoli would instead funnel the aid money to the tanking Western economies.
Qaddafi foi um batalhador pela unidade africana. Seu brado de convocação — recursos africanos para desenvolvimento africano — teve apelo junto às massas. Ele exigiu maior representação para os Estados da União Africana nos fóruns internacionais. Sua bem conhecida contribuição para a luta pela emancipação africana foi anátema para o Ocidente. Alguns anos antes Qaddafi havia discordado da Liga Árabe a propósito de princípios ideológicos, visão de mundo e interesses geopolíticos. Ele havia apoiado a maioria das forças de libertação no continente, tais como o Congresso Nacional Africano - ANC da África do Sul, a Organização do Povo do Sudoeste da África - SWAPO da Nambia, o Movimento Popular pela Libertação de Angola - MPLA de Angola, o Movimento pela Libertação do Povo do Sudão - SPLM do Sudão, a Frente Polisário do Marrocos e a Frente Unida Revolucionária - RUG de Serra Leoa. Investiu enormes somas no desenvolvimento da infraestrutura da África subsaariana. Um lacaio dos Estados Unidos em Trípoli, pelo contrario, canalizaria o dinheiro de ajuda para as decadentes economias ocidentais.
Money is the lifeblood of all economies. One who controls it, controls everything. Qaddafi did not open up the banking sector to Western multi-national banks. The Libyan economy was not integrated to the world economy, leaving no scope for banking sharks to manipulate the economy. It remained unscathed by the pitfalls of liberalization. Besides the Central bank of Libya (CBL), only a handful of Gulf-based Islamic banks were allowed to operate. The CBL issues Libyan dinars, interest-free, for the productive development of the nation and its citizenry. Since the CBL is not a member of the Bank for International Settlements’(BIS)—an inter-governmental organization that serves as a bank for all Central banks—the BIS could not ‘regulate’ the Libyan economy and advise Tripoli on economic matters and monetary reforms. In this backdrop, the Libyan rebels had to set up their Central Bank in Benghazi to begin transactions with the outside world. Further, the Libyan Investment Authority—a Sovereign Wealth Fund—manages an estimated $70 billion in fixed assets, reserves, and foreign investments. $30 billion invested in the West was frozen by Obama, but a part of it has been released to aid the rebels.
O dinheiro é o sangue nas veias de todas as economias. Quem o controla controla tudo. Qaddafi não abriu o setor bancário aos bancos multinacionais ocidentais. A economia líbia não estava integrada com a economia mundial, não deixando espaço para os tubarões bancários manipularem a economia. Permaneceu a salvo das armadilhas da liberalização. Além do Banco Central da Líbia (CBL) apenas um punhado de bancos com sede em países islâmicos tinha permissão para funcionar. O CBL emite dinares líbios, sem juros, para desenvolvimento produtivo da nação e de seus cidadãos. Como o CBL não é membro do Banco de Compensações Internacionais (BIS) — organização intergovernamental que funciona como banco central de todos os bancos centrais — o BIS não tem como ‘regulamentar’ a economia líbia nem como dar conselhos a Trípoli no tocante a assuntos econômicos e reformas monetárias. Nesse cenário, os rebeldes líbios, para iniciarem transações com o mundo exterior, tiveram de instalar seu banco central em Benghazi. Ademais, a Autoridade Líbia de Investimento — um Fundo de Riqueza Soberana — gere estimativamente $70 biliões em ativos fixos, reservas e investimentos estrangeiros. $30 biliões investidos no Ocidente foram congelados por Obama, mas parte foi liberada para ajudar os rebeldes.
Oil was discovered in Libya in 1956. The prized sweet crude, low in sulfur, is much sought after. Moreover, Libya’s oil and gas reserves are produced onshore, unlike the other African states. This reduces development costs. Though it contributes 2% of the world’s oil output, its untapped potential is said to be much higher. There are huge stakes over who develops, produces, and receives in what amounts. China has expanded its energy footprints in Libya and that has come at an unacceptable cost to the Western oil giants. The African Oil Policy Initiative Group (AOPIG) was behind the US AFRICOM (USAC) project because a US National Intelligence Council report had stated that 25% of America’s oil will come from Africa by 2015. A US Naval Post-Graduate school report of 2007 identified 3 priority areas for the US in Africa: international terrorism, oil and gas, and the lurking Chinese challenge. The main aim of the USAC is to set up military bases to advance the American agenda and safeguard its interests. Qaddafi had opted out of USAC, one of the 9 global Pentagon commands, to control Africa and the Mediterranean Basin, including the strategic energy transit routes and choke points, crucial for the world economy. Of all the African states, only Sudan, Zimbabwe, Eritrea, Ivory Coast and Libya are not a part of the USAC. Now pause a while to pore on the socio-political conditions prevailing in these 5 countries.
O petróleo foi descoberto na Líbia em 1956. O muito estimado bruto doce, com baixo teor de enxofre, é muito procurado. Ademais, as reservas de petróleo e gás da Líbia são produzidas em terra firme, diferentemente do que ocorre nos outros estados africanos. O que reduz os custos de desenvolvimento. Embora o país contribua com 2% da produção mundial de petróleo, seu potencial ainda não explorado é, diz-se, muito maior. Há muito dinheiro em jogo no concernente a quem desenvolve, produz e recebe em que quantidade. A China expandiu seu leque de operações de energia na Líbia e isso ocorreu a custo inaceitável para as gigantes ocidentais do petróleo. O Grupo Africano de Iniciativa de Políticas de Petróleo (AOPIG) estava por trás do projeto Comando Estadunidense da África - (USAC) porque um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos havia declarado que 25% do petróleo dos Estados Unidos virão da África até 2015. Um relatório de 2007 da Escola de Pós-Graduação Naval dos Estados Unidos identificou 3 áreas de prioridade para os Estados Unidos na África: terrorismo internacional, petróleo e gás, e o desafio chinês à espreita. O principal objetivo do USAC é estabelecer bases militares para promover a agenda estadunidense e salvaguardar os interesses dos Estados Unidos. Qaddafi havia optado por sair do USAC, um dos 9 comandos mundiais do Pentágono, voltado para o controle da África e da Bacia do Mediterrâneo, inclusive das rotas estratégicas de trânsito de energia global e de pontos de congestão/obstrução, cruciais para a economia mundial. De todos os estados africanos apenas Sudão, Zimbabwe, Eritreia, Costa do Marfim e Líbia não são parte do USAC. Agora pausemos por algum tempo para meditar nas condições sociopolíticas desses 5 países.
Libya had become a battleground of Sino-US rivalry. China has expressed its interests in trading oil through a basket of currencies that could likely include the gold dinar. Last year, China had $6.6 billion worth of trade with Libya, most of it in oil. Qaddafi has favored Chinese companies to win stakes in some of Libya’s most prospective oil blocks. China has extensive energy and construction investments in Libya. 30,000 Chinese were employed in these projects before the evacuation. The US wants to deny the Chinese the oil produced from their own investments. Then why did Beijing abstain rather than voting against U.N. Security Council Resolution 1973 to safeguard its interests? Simply because it is still not in a position to face off with the US/NATO. It would be ludicrous for China to throw its weight behind a doomed strongman. But Beijing has provided weapons and intelligence to Tripoli, and it hopes to work with whoever holds power in future.
A Líbia tornou-se campo de batalha da rivalidade sino-estadunidense. A China expressou seus interesses em comerciar petróleo por meio de uma cesta de moedas que provavelmente poderia incluir o dinar de outro. No ano passado a China tinha comércio com a Líbia no valor de $6,6 biliões de dólares, a maior parte em petróleo. Qaddafi favoreceu o ganho de participações por parte de companhias chinesas em alguns de seus mais promissores campos de petróleo. A China tem amplos investimentos em energia e construção na Líbia. 30.000 chineses estavam empregados nesses projetos antes da evacuação. Os Estados Unidos querem negar aos chineses o petróleo produzido a partir dos próprios investimentos deles. Então por que Beijing se abstém em vez de votar contra a Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para salvaguardar os próprios interesses? Simplesmente por ainda não estar em condições de encarar Estados Unidos/OTAN. Seria ridículo a China lançar seu peso para manter um homem-forte condenado. Beijing, porém, tem fornecido armas e inteligência a Trípoli, e espera trabalhar conjuntamente com quem quer que seja que detenha o poder no futuro.
Libya’s geographical location and terrain has the potential to play a key role in US-led operations in the region, as evident from the historic role of the Wheelus airbase during the Cold War. Libya’s vast desert expanses and good weather are ideal for setting up gunnery and target ranges. It has the largest southern Mediterranean coastline. The major highway runs in close proximity to the coast offering easy access to the sea. The Green Mountain overlooks Europe’s busy shipping lanes. The Mediterranean is home to the US’ Sixth Fleet, numerous US/NATO bases and important oil terminals. It is central to the US’ ‘Phased Adaptive Approach’ plan which involves deploying a land and sea based BMD (ballistic missile defense) shield of radars and interceptor missiles. The BMD system includes the SM-3 anti-ballistic missiles on board the USS Monterey and the Aegis class warships. Air and Naval bases can contribute in projecting power far beyond the Mediterranean shores, apart from the back-up to the sea-based assets. Ports in the Gulf of Sidra can provide fuelling and servicing facilities.
A localização geográfica da Líbia e as características de seu solo conferem ao país potencial para desempenhar papel fundamental nas operações lideradas pelos Estados Unidos na região, como evidente a partir do papel histórico da base aérea de Wheelus durante a Guerra Fria. As vastidões do deserto da Líbia e o bom tempo são ideais para montagem de armamentos e campos de tiro. Tem a mais longa linha costeira do sul do Mediterrâneo. A principal rodovia avança muito próxima da costa, oferecendo fácil acesso ao mar. A Montanha Verde domina os movimentados corredores de tráfego marítimo da Europa. O Mediterrâneo abriga a Sexta Frota dos Estados Unidos, numerosas bases de Estados Unidos/OTAN e importantes terminais de petróleo. É fundamental para o plano estadunidense ‘Abordagem Adaptativa em Fases’ que envolve espraiar um escudo BMD (defesa contra mísseis balísticos) de radares e de mísseis interceptadores de terra e mar. O sistema BMD inclui os antimísseis balísticos SM-3 a bordo do USS Monterey e dos navios de guerra classe Aegis. Bases aéreas e navais podem contribuir para projetar poderio muito além das costas do Mediterrâneo, além de para apoio aos recursos sediados no mar. Portos do Golfo de Sidra podem fornecer facilidades de abastecimento e de reparo.
The French and the British have their sights on lucrative oil contracts and big-ticket defense deals. The French government was outraged when Qaddafi din not opt for Dassault’s Rafale fighter jets and  Areva’s nuclear reactors. BP’s oil deal with Libya, approved by Qaddafi after the disputed release of Al Meghrahi, was mired in bureaucratic delays. Whitehall saw the unrest as an opportunity to pounce on Qaddafi for dilly-dallying on the project. Sarkozy’s hawkish advocacy for intervention in Libya was with the motive to renew his popularity for a re-election gambit, after he came under fire for France’s discredited diplomacy in Tunisia. Paris was furious over Tripoli for cutting mega arms deals with Ukraine and Russia. Then what held back Russia from vetoing the resolution on Libya? Moscow could not afford to derail the ‘reset’ with the US. The Libyan turmoil jacked up oil prices and that brought a windfall for Russian oil. It leaves the door open for Russia to ‘intervene’ in the conflict zones in its sphere of influence under the rubric of ‘humanitarian intervention’.
Os franceses e britânicos nutrem suas aspirações quanto a lucrativos contratos de petróleo e acordos de defesa envolvendo altos montantes. O governo francês ficou indignado quando Qaddafi não optou pelos caças Rafale da Dassault e pelos reatores nucleares Areva. O acordo de petróleo da BP com a Líbia, aprovado por Qaddafi depois da disputada libertação de Al Meghrahi, ficou atolado em adiamentos burocráticos. Whitehall viu a intranquilidade como oportunidade de arremeter contra Qaddafi por ele ficar adiando o projeto. A defesa agressiva de Sarkozy da intervenção na Líbia veio com o motivo de renovar popularidade necessária para um gambito de reeleição, depois de ele ficar sob fogo por causa da desacreditada diplomacia francesa na Tunísia. Paris ficou furiosa com Trípoli por esta haver fechado mega-acordos de armas com Ucrânia e Rússia. Então, o que impediu a Rússia de vetar a resolução acerca da Líbia? Moscou não pode permitir-se pôr a perder a ‘reconfiguração’ em relação aos Estados Unidos. A turbulência na Líbia jogou para cima os preços do petróleo e isso foi uma dádiva para o petróleo russo. Deixa a porta aberta para a Rússia ‘intervir’ nas zonas de conflito de sua esfera de influência sob a rubrica da ‘intervenção humanitária’.
Dr. Jyoti Prasad Das is a medical practitioner from Assam, India, where he contributes articles on geopolitics to a local daily. He can be contacted at jyoprd6@rediffmail.com. Read more articles by Dr. Jyoti Prasad Das.
Dr. Jyoti Prasad Das exerce medicina em Assam, Índia, onde contribui com artigos de geopolítica para diário local. Pode ser estabelecido contato com ele por meio de jyoprd6@rediffmail.com. Leia mais artigos de autoria do Dr. Jyoti Prasad Das.

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