Sunday, June 19, 2011

FFF - Commentaries - The Media Distract the Public from War

THE FUTURE OF FREEDOM FOUNDATION - FFF
A FUNDAÇÃO FUTURO DE LIBERDADE - FFF
COMMENTARIES
COMENTÁRIOS
The Media Distract the Public from War
by Sheldon Richman, June 10, 2011
A Mídia Desvia a Atenção do Público da Guerra
por Sheldon Richman, 10 de junho de 2011
If one is to judge by the tone of the television commentators, America must be deep in a crisis. Long stretches of cable time are devoted  to the breaking news. Each detail is presented as more grave and consequential for the republic than the last. The fate of the country surely hangs in the balance.
A julgar pelo tom dos comentadores de televisão, os Estados Unidos só podem estar atravessando profunda crise. Longos períodos de tempo de transmissão por cabo são dedicados a notícias de última hora. Cada detalhe é apresentado como mais grave e prenhe de consequências para a república do que o anterior. O destino do país por certo periclita.
What is it? War? Fiscal crisis? Mass unemployment? A double-dip recession?
De que se trata? Guerra? Crise fiscal? Desemprego em massa? Recessão de duplo mergulho?
No. A congressman was caught sending lewd photographs of himself to women over the Internet.
Não. Um deputado foi pego mandando fotografias lascivas de si próprio para mulheres por meio da Internet.
This is what now consumes so much of the news media’s attention. This is what outranks in news value continuing occupations of foreign countries, three overt and an undetermined number of covert wars, and a looming fiscal crisis. As America’s imperial elite seeks to hold on to and extend its global power in defiance of economic reality, the spectacle of a congressman, Anthony Weiner of New York, apparently sharing pictures of his private parts with female strangers has taken center stage.
Isso é o que agora consome tanto da atenção da mídia noticiosa. Isso é o que supera, em valor-notícia, ocupações contínuas de países estrangeiros, três guerras visíveis e número indeterminado de guerras secretas, e uma crise fiscal impendente. Na busca da elite imperial dos Estados Unidos por manter e expandir seu poder mundial a despeito da realidade econômica, o espetáculo de um deputado, Anthony Weiner de New York, aparentemente compartilhando fotografias de suas partes íntimas com mulheres desconhecidas, tomou o centro do palco.
This betrays an odd set of priorities, to say the least. It’s not that the Weiner story lacks news value. When a so-called representative demonstrates low character (lying to his wife and others) and poor judgment (leaving himself open to blackmail), his constituents are entitled to know. But that does not justify the news media’s preoccupation — indeed obsession — with the story. The United States will be little different whether or not Anthony Weiner resigns his congressional seat.
Isso trai estranho senso de prioridades, para dizer o menos. Não é que a história acerca de Weiner esteja destituída de valor-notícia. Quando um assim chamado representante do povo revela falta de caráter (mentindo para sua mulher e para outras pessoas) e falta de capacidade de avaliação (tornando-se vulnerável a chantagem), seus eleitores têm o direito de saber. Isso, porém, não justifica a fixação da mídia noticiosa — em verdade, obsessão — em relação à história. Os Estados Unidos não ficarão muito diferentes por Anthony Weiner renunciar a seu assento no Congresso ou por deixar de fazê-lo.
During the more than weeklong scandal, some indisputably more important things have been going on. For example, just a few days ago five U.S. military personnel were killed in Iraq. Remember Iraq? That’s the country the U.S. government invaded in 2003 on the basis of cynical lies about weapons of mass destruction and al Qaeda collusion, and has occupied ever since. Last year President Obama triumphantly announced to the American people that the war there was over as he withdrew all but about 47,000 troops. (As though that is an insignificant force.) MSNBC’s Obama cheerleading section was on the scene to record the historic event. Wikipedia gives opening and closing dates for the war: March 20, 2003 – August 31, 2010. So it must be over, right?
No decurso do escândalo de mais de uma semana de duração algumas coisas indisputavelmente importantes já aconteceram. Por exemplo, há apenas poucos dias cinco militares dos Estados Unidos foram mortos no Iraque. Lembram-se do Iraque? É aquele país que o governo dos Estados Unidos invadiu em 2003 com base em mentiras cínicas acerca de armas de destruição em massa e conivência com a al Qaeda, e vem ocupando desde então. Ano passado o Presidente Obama anunciou triunfalmente ao povo estadunidense que a guerra ali havia acabado, enquanto retirava todos os soldados, menos 47.000. (Como se isso fosse uma força insignificante.) A secção de torcida por Obama da MSNBC foi para o local para registrar o histórico evento. A Wikipedia fornece datas de início e de fim da guerra: 20 de março de 2003 – 31 de agosto de 2010. Então só pode ter acabado, não é?
Tell it to the families of the five soldiers. They were killed in a rocket attack from Shiite-controlled east Baghdad. That sounds like combat. That sounds like war. The American people are not being leveled with.
Digam isso às famílias dos cinco soldados. Foram mortos num ataque de foguete oriundo do leste de Bagdá, controlado pelos xiitas. Está com jeito de tratar-se de combate. Está com jeito de ser guerra. O povo estadunidense não está sendo tratado com sinceridade.
Under the Status of Forces Agreement between the Bush administration and the government of Prime Minister Nouri al-Maliki, the U.S. military is to leave Iraq by the end of the year. Iraq’s Iran-backed government and the most powerful figure outside the government, Muqtada al Sadr, have said they want U.S. forces out. But despite President Obama’s reassurances, American military leaders aren’t so certain it’s time to leave. As the Christian Science Monitor reported, “[T]he attack could provide a new impetus for the Pentagon to push for an extension of the US military presence in the country.” It quotes the chairman of the Joint Chiefs of Staff, Admiral Mike Mullen: “[T]here is still much work to be done and still plenty of extremists aided by states and organizations who are bent on pulling Iraq back into violence.”  Defense Secretary Robert Gates said last month that staying on would send “a powerful signal to the region that we’re not leaving, that we will continue to play a part. I think it would not be reassuring to Iran, and that’s a good thing.”
Nos termos do Acordo de Situação de Forças assinado entre a administração Bush e o governo do Primeiro-Ministro Nouri al-Maliki, a instituição militar dos Estados Unidos deverá deixar o Iraque até o fim do ano. O governo do Iraque, apoiado pelo Irã, e a mais poderosa figura fora do governo, Muqtada al Sadr, já disseram que desejam a saída das forças dos Estados Unidos. Entretanto, apesar das promessas tranquilizadoras do Presidente Obama, os líderes militares estadunidenses não estão lá tão certos de ser hora de sair. Como informou o Monitor da Ciência Cristã, “[O] ataque poderá proporcionar nova incitação para o Pentágono pressionar no sentido de prolongamento da presença militar dos Estados Unidos no país.” Cita o chairman do Estado-Maior Conjunto, Almirante Mike Mullen: “[H]á ainda muito trabalho a ser feito e ainda muitos extremistas auxiliados por estados e organizações firmemente decididos a levar o Iraque de volta para a violência.” O Secretário de Defesa Robert Gates disse, mês passado, que permanecer é algo que enviará “poderoso sinal à região de que não estamos saindo, de que continuaremos a desempenhar um papel. Creio que não será algo tranquilizador para o Irã, e isso é positivo.”
Gate’s soon-to-be-successor, Leon Panetta, says the Iraqi government will probably ask that some American troops stay on after the deadline. If so, “that ought to be seriously considered by the president,” Panetta says. But on this matter, Gates has conceded, “[W]hether we like it or not, we’re not very popular there.”
O em breve sucessor de Gates, Leon Panetta, diz que o governo iraquiano provavelmente pedirá que alguns soldados estadunidenses continuem depois do prazo final. Se assim for, “essa hipótese deverá ser seriamente considerada pelo presidente,” diz Panetta. Com respeito a isso, contudo, Gates acedeu: “[G]ostemos ou não, não somos muito populares por lá.”
So the “non-war” rages on and may continue past the promised termination point. Of course Iraq is not the only serious matter being overshadowed. Afghanistan, Libya, and Yemen are still deadly playgrounds for the ruling elite, and an attack on Iran cannot be ruled out. But Rep. Weiner’s online sexual activities outrank all of this. Perhaps keeping the American people distracted is the mainstream media’s idea of serving the country.
Assim, a “não guerra” tonitroa e poderá continuar além do prometido ponto de término. Obviamente o Iraque não é o único assunto sério preterido. Afeganistão, Líbia e Iêmen são ainda letais parques de diversão da elite governante, e não pode ser descartado ataque contra o Irã. Contudo, as atividades sexuais online do Deputador Weiner desbancam todas as demais. Talvez manter o povo estadunidense com a atenção desviada seja o que a mídia majoritária entende por servir ao país.
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation, author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog “Free Association” at www.sheldonrichman.com
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Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista, e editor da revista O Homem Livre. Visite o blog dele, “Livre Associação” em

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