Sunday, June 26, 2011

C4SS - The Political Compass: Don't Waste Your Time

Center for a Stateless Society

building awareness of the market anarchist alternative

Centro por uma Sociedade Sem Estado

no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
The Political Compass: Don’t Waste Your Time
A Bússola Política: Não Perca Seu Tempo

Posted by Kevin Carson on May 25, 2011 in Commentary

Afixado por Kevin Carson em 25 de maio de 2011 em Commentary

The Political Compass, a popular online quiz, was supposedly designed to remedy the simple-mindedness of the left-right spectrum by replacing it with two axes:  political and social libertarianism vs. authoritarianism, and economic Left vs. Right.  Basically, everything nice you say about big business puts you further to the economic Right — which the quiz equates to a preference for free markets — and everything negative you say about corporate power puts you further to the Left (i.e. collectivism).
A Bússola Política, popular jogo de questionário, foi concebido, em tese, para substituir o simplismo do espectro esquerda-direita mediante sua substituição por dois eixos: libertarismo político e social, em contraposição a autoritarismo, e Esquerda econômica em contraposição a Direita econômica. Basicamente, toda coisa boa que você diz acerca das grandes empresas coloca você mais próximo da Direita econômica — que o jogo considera idêntica a preferência por livres mercados — e toda coisa negativa que você diz acerca do poderio corporativo coloca você mais para a Esquerda (isto é, coletivismo).
The quiz explicitly identifies the economic Right with libertarianism and neoliberalism.  The horizontal Left-Right axis, the explanatory page says, is “economic.”  “Margaret Thatcher would be well over to the right, but further right still would be someone like that ultimate free marketeer, General Pinochet.”  The fact that the designers of the quiz refer to “Pinochet, who was prepared to sanction mass killing for the sake of the free market,” and that that they equate support for free markets as a right-wing position, says it all.
O jogo identifica explicitamente a Direita econômica com libertarismo e neoliberalismo. O eixo horizontal Esquerda-Direita, diz a página explicativa, é “econômico.”  “Margaret Thatcher ficaria bem à direita, mas em direita ainda mais além ficaria alguém como o partidário mais radical do livre mercado, General Pinochet.” O fato de os elaboradores do jogo referirem-se a “Pinochet, que se dispôs a sancionar matança em massa para bem do livre mercado,” e o fato deles considerarem apoio aos livres mercados posição de direita diz tudo.
Remember the old “Pinochet was politically authoritarian but economically libertarian” canard?  Right.  Pinochet sent soldiers into factories and asked managers to point out union troublemakers for arrest.  The clear intent was to prevent the owners of a “factor of production” — labor power — from exercising full bargaining rights on the market.  Imagine if he’d carried out a similar program of terror against the owners of capital to force them to offer better terms to labor — do you think the designers of this quiz would call that “economically libertarian”? Pinochet took land from the people cultivating it and restored it to a landed oligarchy based on quasi-feudal titles.  He “privatized” taxpayer-funded state property to crony capitalists on sweetheart terms.  Somebody obviously never heard of the distinction between “pro-market” and “pro-business.”
Lembram a velha patacoada “Pinochet era politicamente autoritário mas economicamente libertário”? Certo. Pinochet mandou soldados a fábricas e pediu aos gerentes para apontarem criadores de casos membros dos sindicatos para que fossem presos. O claro intento era impedir que donos de um “fator de produção” — força de trabalho — exercessem direitos plenos de barganha no mercado. Imaginem se ele houvesse levado a efeito programa similar de terror contra os donos do capital a fim de forçá-los a oferecer melhores termos de trabalho — vocês acham que os elaboradores do joguinho chamariam isso de “economicamente libertário”? Pinochet tomou terra de pessoas que a cultivavam e a redirecionou para uma oligarquia proprietária de terras baseada em títulos quase feudais. Ele “privatizou” propriedades do estado financiadas pelo contribuinte em favor de capitalistas compadres em condições privilegiadas. Alguém obviamente nunca ouviu falar da diferença entre “pró-mercado” e “pró-empresas.”
Some of the questions have a “have you stopped beating your wife?” quality to them.  For example:  “Because corporations cannot be trusted to voluntarily protect the environment, they require regulation.”  Or “A genuine free market requires restrictions on the ability of predator multinationals to create monopolies.”
Algumas das perguntas têm um sabor do tipo “você já parou de bater em sua mulher?”. Por exemplo: “Como as corporações não são dignas de confiança quanto a protegerem voluntariamente o ambiente, torna-se necessária regulamentação.”  Ou “Um livre mercado genuíno requer restrições à capacidade de multinacionais predadoras criarem monopólios.”
I believe the main reason corporations rape and pillage the environment is that the government is actively intervening to protect them from the consequences of pollution — subsidizing waste, preempting tort liability, and the like.  The main function of government is to subsidize the operating costs of monopoly and enforce the entry barriers that protect monopolies against competition.
Acredito que o principal motivo pelo qual as corporações estupram e pilham o ambiente é o governo intervir ativamente para protegê-las das consequências da poluição — subsidiando lixo, assumindo responsabilidade por danos, e coisas da espécie. A principal função do governo é subsidiar os custos operacionais do monopólio e fazer viger barreiras à entrada de novos atores, protegendo os monopólios contra competição.
But the implicit framing of the questions suggests the government and big business are naturally enemies, with state intervention as the only way to prevent corporate malfeasance.  So how’s a left-wing free marketeer like me, who believes big government props up big business, supposed to answer questions like those?  Given the designers’ preconceptions, there’s no way to answer truthfully without giving a false impression.
Contudo, a estrutura implícita das perguntas sugere que governo e grandes empresas são naturalmente inimigos, com a intervenção do estado como única forma de impedir a malfeitoria corporativa. Então, como é que se espera que um esquerdista partidário do livre mercado como eu, que acredita que o governo hipertrofiado dá sustentação às grandes empresas, responda a perguntas como essas? Dados os preconceitos do elaborador, não há como responder verazmente sem dar impressão falsa.
And how about this little gem:  “What’s good for the most successful corporations is always, ultimately, good for all of us.”  Want to guess whether an “Agree” or “Disagree” puts you closer to the “free market” end of the spectrum?
E que tal esta pequena joia: “O que é bom para as corporações mais bem-sucedidas é sempre, no final, bom para todos nós.”  Quer adivinhar se será um “Concordo” ou um “Discordo” que colocará você mais próximo da extremidade de “livre mercado” do espectro?
The test placed me squarely in the middle of the Economic Left/Right axis.  I suspect my answers cancelled each other out because, while I regard all my positions as perfectly consistent with genuine free market libertarianism (as opposed to being a shill  for big business and the plutocracy), the compass works from the unstated assumption that any critique of corporate power is somehow “anti-business” or “anti-market.”
O teste me colocou exatamente no meio do eixo Esquerda Econômica/Direita Econômica. Desconfio de que minhas respostas cancelaram-se mutuamente porque, embora eu considere todas as minhas posições como perfeitamente coerentes com genuíno libertarismo de livre mercado (por oposição a posar falsamente como consumidor satisfeito dos produtos das grandes empresas e da plutocracia), a bússola funciona a partir da premissa não enunciada de que qualquer crítica ao poderio corporativo é algo “contra as empresas” ou “contra o mercado.”
This wretched quiz  takes for granted all the worst assumptions of our dumbed-down political culture.  In so doing, like Newspeak, it reinforces all the ways in which our corporatized political culture obscures critical thought.
Esse questionário deplorável toma como ponto pacífico todas as piores premissas de nossa cultura política supersimplificada. Em o fazendo, do mesmo modo que a Novilíngua, reforça todos os modos pelos quais nossa cultura política corporatizada obscurece o pensamento crítico.
“Both sides” in American politics share the unstated assumption that corporate economic domination by is the natural outcome of a “free market,” unless the state intervenes to obstruct the process.  They just disagree on whether that’s good or bad.  But they share a common interest in promoting this misconception.  Mainstream “conservatives” have an interest in pretending the size and power of big business, and the wealth of the plutocracy, result from success in the competitive market — and not corporate welfare.  Mainstream “liberals” have an interest in pretending the regulatory state — run by people like themselves — is all that stands between us and corporate tyranny, when in fact it’s propping the tyranny up.
“Ambos os lados,” na política estadunidense, compartilham da premissa não enunciada de que o domínio econômico corporativo é o resultado natural de um “livre mercado,” a menos que o estado intervenha para obstruir o processo. Só discordam quanto a se isso é bom ou mau. Partilham, porém, de interesse comum em promover essa concepção errônea. Os “conservadores” majoritários têm interesse em fingir que o porte e o poder das grandes empresas e a riqueza da plutocracia resultam de sucesso no mercado competitivo — e não do assistencialismo beneficiador das corporações. Os “liberais” majoritários têm interesse em fingir que o estado regulamentador — administrado por pessoas como eles próprios — é a única coisa que se interpõe entre nós e a tirania corporativa, quando em verdade ele fortalece essa tirania.
If I may allude to Plato, this quiz minutely measures our beliefs about flickering shadows on the wall of a cave.  If reality is what you’re interested in, then tear up this wretched quiz, free yourself from your mental chains, and turn around and face the light of day.
Se me for permitido aludir a Platão, esse questionário mensura minudentemente nossas crenças acerca das sombras tremeluzentes na parede da caverna. Se você estiver interessado é na realidade, rasgue em pedacinhos esse questionário infeliz, livre-se das cadeias mentais, dê meia volta e encare a luz do dia.
C4SS Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: An Individualist Anarchist Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.

O Associado de Pesquisa do C4SS Kevin Carson é autor contemporâneo mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Perspectiva Anarquista Individualista, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixas Despesas Gerais, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs baseados na internet, inclusive Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation e seu próprio Blog Mutualista.

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