Tuesday, June 21, 2011

C4SS - Dialogue With a Young Communist

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C4SS – CENTER FOR A STATELESS SOCIETY C4SS - CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building awareness of the market anarchist alternative no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado
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Dialogue With a Young Communist Diálogo Com um Jovem Comunista
Posted by Brad Spangler on Jun 5, 2011 in Feature Articles Afixado por Brad Spangler em 5 de junho de 2011 em Artigos em Destaque
I spoke at the Free Bradley Manning Rally in Leavenworth, KS yesterday. My remarks were the front page of this document Falei no Encontro Libertem Bradley Manning em Leavenworth, KS ontem. Minhas observações constituíram a página frontal deste documento
Below is a lightly edited copy of the followup conversation I’ve been having on Facebook with someone who heard me speak Abaixo o exemplar ligeirmente editado da conversa subsequente que venho mantendo no Facebook com uma pessoa que me ouviu falar.
Ben: Hey, I’m Ben Brungardt! I was at the rally today. I don’t know if you saw me, I was in a Vladimir Lenin t-shirt. Anyway, I never got a chance to talk to you but I wanted to say your speech was awesome and very moving, and I wanted to know if there is anyway I can get more involved. Thanks. Ben: Oi, eu sou Ben Brungardt! Estive no encontro hoje. Não sei se você me viu, eu estava com uma camiseta Vladimir Lenin. De qualquer forma, não tive oportunidade de falar com você mas gostaria de dizer que seu discurso foi assombroso e muito emocionante, e gostaria de saber se há alguma forma de eu ficar mais envolvido. Obrigado.
Brad: Hi Ben! There’s all kinds of stuff to do that maybe ought to be done. The tricky part is figuring out how to best apply your scarce time, energy and resources. Brad: Oi, Ben! Há todo tipo de coisa para fazer que talvez devesse ser feita. A parte delicada é conceber como melhor aplicar seus tempo, energia e recursos escassos.
A good start is self-education. We’re in a war of ideas that won’t be won easily. It’s going to take advocates for those ideas. Um bom começo é a autoeducação. Estamos numa guerra de ideias que não será vencida facilmente. São necessários defensores dessas ideias.
Tell me a bit about your background as far as your interest in radical politics — where you’re coming from, what has interested and influenced you and so forth. Fale-me algo de seus antecedentes no tocante a seu interesse em política radical — de onde você vem, o que tem interessado e influencido você, e assim por diante.
I’ll be glad to do the same. Ficarei feliz em fazer o mesmo.
Ben: Well I’ve grown up in a very open-minded house hold. My father was a professor of sociology for 35 years and has always considered himself a ‘mild’ Marxist. It was round about 8th grade when I really decided to learn for myself about radical politics, away from textbooks and people who had a vested interest in me being moderate. So when I first discovered socialism in 8th grade I thought it was incredible. So I carried on as a Marxist until about around the time Obama was elected, that really motivated me to get even more serious and read up more. So I read up on Noam Chomsky, Eugene V. Debs, Henry David Thoreau, Peter Kropotkin, and I just studied philosophy and politics more on my own. While I took bits and pieces from different schools of thought I am cemented in radical left Communist, Anarchist and anti-Capitalist thought. So I’d say my background is cemented in the radical-left, and I’m somewhere between an Collectivist Anarchist and a Leninist. Ben: Bem, cresci numa família de mente muito aberta. Meu pai foi professor de sociologia durante 35 anos e sempre se considerou marxista ‘moderado.’ Eu estava aí pela 8a. série quando realmente decidi aprender por mim próprio política radical, fora dos livros didáticos e de pessoas que tinham interesses pessoais em fazer com que eu fosse moderado. Então, quando descobri pela primeira vez o socialismo na 8a. série foi incrível. Assim, continuei sendo marxista até por volta da época quando Obama foi eleito, aquilo realmente motivou-me a ser ainda mais sério e a estudar mais. Então estudei Noam Chomsky, Eugene V. Debs, Henry David Thoreau, Peter Kropotkin, e estudei mais filosofia e política por conta própria. Embora eu tenha absorvido aqui e ali partes de diferentes escolas de pensamento, estou consolidado no pensamento radical de esquerda comunista, anarquista e anticapitalista. Assim, eu diria que minha base está consolidada na esquerda radical, e situo-me em algum ponto entre um anarquista coletivista e um leninista.
Brad: Okay. Well, I’m what some would call a “petit bourgeouis individualist“. I consider myself “anti-capitalist”, but my conception of “capitalism” is that it’s state-driven monopolization of capital rather than commerce itself. In terms of economic theory, I’m a radical “free market” guy — but a real one that wants to abolish the system of politically-granted privilege and subsidies that makes the present economic system oppressive for us regular folks in my view. Brad: Muito bem. Bem, eu sou aquilo que algumas pessoas chamariam de  “petit bourgeouis individualiste“. Considero-me “anticapitalista”, mas minha concepção de “capitalismo” é a de ele consistir de monopolização do capital estimulada pelo estado, e não no comércio em si. Em termos de teoria econômica, sou um sujeito radical de “livre mercado” — mas livre mercado de verdade, voltado para extinguir o sistema de privilégios e subsídios politicamente concedidos que torna o presente sistema econômico opressor das pessoas comuns como nós, em minha opinião.
I run into a fair amount of hostility from anarchist communists because a lot of my strongest influences are people who have embraced a label that I disagree with them on — so-called “anarcho-capitalism“. I did that myself for several years before I was persuaded to change my mind on that point (so that I now consider myself anti-capitalist) by the guy who wrote the following, which I recommend: Incorri em bastante hostilidade da parte dos comunistas anarquistas porque grande parte das mais fortes influências que sofri veio de pessoas que adotaram um rótulo a respeito do qual discordo delas — o assim chamado “anarcocapitalismo“. Eu próprio me chamei assim por muitos anos, antes de ser persuadido a mudar de opinião a esse respeito (e, assim, agora me considero anticapitalista) pelo sujeito que escreveu o seguinte, que recomendo:
THE IRON FIST BEHIND THE INVISIBLE HAND: Corporate Capitalism As a
State-Guaranteed System of Privilege, by Kevin A. Carson
O PUNHO DE AÇO POR TRÁS DA MÃO INVISÍVEL: Capitalismo Corporativo Como Sistema de Privilégios Garantido pelo Estado, por Kevin A. Carson
Excerpt: Manorialism, commonly, is recognized to have been founded by robbery and usurpation; a ruling class established itself by force, and then compelled the peasantry to work for the profit of their lords. But no system of exploitation, including capitalism, has ever been created by the action of a free market. Capitalism was founded on an act of robbery as massive as feudalism. It has been sustained to the present by continual state intervention to protect its system of privilege, without which its survival is unimaginable. Excerto: O senhorialismo, comumente, é reconhecido como fundado em roubo e usurpação; uma classe dominante estabeleceu-se pela força e, em seguida, compeliu os camponeses a trabalhar em proveito de seus senhores. Contudo, nenhum sistema de exploração, inclusive o capitalismo, foi jamais criado pela ação do livre mercado. O capitalismo baseou-se num ato de roubo tão colossal quanto o feudalismo. Ele vem sendo sustentado até o presente por contínua intervenção do estado, que protege seu sistema de privilégios sem o qual sua sobrevivência é inimaginável.
The current structure of capital ownership and organization of production in our so-called “market” economy, reflects coercive state intervention prior to and extraneous to the market. From the outset of the industrial revolution, what is nostalgically called “laissez-faire” was in fact a system of continuing state intervention to subsidize accumulation, guarantee privilege, and maintain work discipline. A atual estrutura da propriedade do capital e da organização da produção em nossa assim chamada economia de “mercado” reflete intervenção coercitiva do estado anterior e extrínseca ao mercado. Desde o início da revolução industrial o que é nostalgicamente chamado de “laissez-faire” foi de fato um sistema de contínua intervenção do estado para subsidiar acumulação, garantir privilégios e manter disciplina de trabalho.
Most such intervention is tacitly assumed by mainstream right-libertarians as part of a “market” system. Although a few intellectually honest ones like Rothbard and Hess were willing to look into the role of coercion in creating capitalism, the Chicago school and Randroids take existing property relations and class power as a given. Their ideal “free market” is merely the current system minus the progressive regulatory and welfare state — i.e., nineteenth century robber baron capitalism. A maior parte dessa intervenção é tacitamente assumida pelos libertários majoritários de direita como parte de um sistema de “mercado.” Embora algumas poucas pessoas intelectualmente honestas como Rothbard e Hess estivessem dispostas a examinar o papel da coerção na criação do capitalismo, a escola de Chicago e os Randroides tomam as relações de propriedade e o poder de classe como dados. O “livre mercado” ideal deles é meramente o sistema atual menos o estado regulamentador e assistencialista — isto é, o capitalismo inescrupuloso do século dezenove.
But genuine markets have a value for the libertarian left, and we shouldn’t concede the term to our enemies. In fact, capitalism–a system of power in which ownership and control are divorced from labor — could not survive in a free market. Os mercados genuínos, contudo, são prezados pela esquerda libertária, e não abriremos mão da palavra para nossos inimigos. Na verdade, o capitalismo – um sistema de poder no qual propriedade e controle estão divorciados do trabalho — não conseguiria sobreviver num livre mercado.
I would suggest reading that whole article over and thinking about it. Ask me any questions you want. If you want to look into this school of thought some more, I can refer you to more resources. If that doesn’t interest you, I can also probably help point you toward stuff that will. Eu sugeriria que você lesse o artigo inteiro e pensasse. Faça-me quaisquer perguntas que desejar. Se você desejar examinar melhor essa escola de pensamento, posso remetê-lo a mais recursos. Se o assunto não interessar você, eu também poderei provavelmente ajudar a orientar você para material que possa interessá-lo.
Ben: That’s a really interesting position. I can totally understand where you are coming from. I think it’s great that even two political ideologies that butt heads somewhat can still come together on a lot of common ground. There are a lot of aspects of Mutualism I really like and can get behind, and this article was interesting because every time I hear ‘free market’ I’ve never stopped to think what exactly a ‘free market’ would really be. Very, very good article and very thought provoking as well. Ben: É realmente uma posição interessante. Posso entender perfeitamente suas origens. Acho ótimo que duas ideologias que batem de frente possam, de algum modo, pôr-se de acordo em muito terreno comum. Há muitos aspectos do Mutulismo dos quais realmente gosto e com os quais me identifico, e esse artigo foi interessante porque toda vez que ouvi falar em ‘livre mercado’ nunca parei para pensar o que seria realmente ‘livre mercado.’ Muito, muito bom artigo e também muito estimulante.
As for questions, I had a few. Obviously, the changes we advocate for are going to take a revolution; so what is your opinion of, or how important to you are, things like workplace democracy and so forth? My other question is at the rally I received many pamphlets to join the IWW, I have wanted to for a while, and all my Marxist friends have been suggesting I do so. I wondered If I could get your opinion on that. Thanks a bunch. Quanto a perguntas, tenho algumas. Obviamente, as mudanças que defendemos exigirão uma revolução; assim, qual é sua opinião acerca de, ou o quanto são importantes para você, coisas tais como democracia plena no local de trabalho(*) e assim por diante? Minha outra pergunta é que, no encontro, recebi muitos panfletos para filiar-me à Trabalhadores Industriais do Mundo - IWW, venho querendo fazê-lo, e todos os meus amigos marxistas vêm-me sugerindo que o faça. Imagino se você não poderia dar-me sua opinião a respeito. Muito obrigado.

(*) workplace democracy – Aplicação da democracia em todas as suas formas no local de trabalho (sistemas de votação, debates, estruturação democrática, devido processo legal, processos adversariais (resolução de conflitos), sistemas de apelação e assim por diante. Ver Wikipedia.
Brad: You could say that I’m for anything that’s voluntary. I think workplace democracy would be the norm in a free and healthy society. However, where free people decide among themselves that it might suit their particular needs for one of them to specialize in administrative work, that’s okay also. Brad: Você poderia dizer que sou favorável a tudo o que for voluntário. Acredito que a democracia plena no local de trabalho seria a norma numa sociedade livre e saudável. Entretanto, num lugar onde pessoas livres decidam, entre elas, que uma delas poderia especializar-se em trabalho administrativo diante de necessidades específicas delas, está bem também.
The problem with the status quo, as I see it, is that the top-down approach is shoved down people’s throats by forcibly cutting off alternatives. Workplace democracy might not be explicitly outlawed, but the ruling class has all of the bargaining power thanks to all of the favoritism they get from the state — so the worker typically has no choice but to enter a “voluntary” employment relationship with them in which they get to set all of the rules. O problema do statu quo, como o vejo, é que a abordagem de cima para baixo é empurrada goela abaixo das pessoas mediante a subtração de alternativas, pela força. A democracia plena no local de trabalho pode até não ser tornada explicitamente ilegal, mas a classe dominante tem todo o poder de barganha graças a todo o favoritismo que obtém do estado — e pois o trabalhador, normalmente, não tem escolha a não ser entrar numa relação “voluntária” de emprego com a classe dominante, na qual esta é quem estabelece todo o conjunto de regras.
Imagine cattle being herded into a corral. They are not actually shoved through the gate. It’s just that every *other* direction they try to go, they run into obstacles deliberately put in their way. In the case of workers under capitalism, the herding is accomplished by monopolization of capital in the hands of a state-allied ruling class and state-enforced privilege — things like licensure requirements and a huge amount of regulations that act to forbid people from self-employment if they don’t have the resources to deal with all of the bureaucratic overhead costs that sort of thing dumps on them. Imagine gado sendo tangido para dentro de um curral. Ele não é, em realidade, empurrado portão a dentro. Ocorre apenas que toda *outra* direção na qual ele tente ir estará eivada de obstáculos postos deliberadamente no caminho. No caso de trabalhadores no capitalismo, o arrebanhamento é conseguido pela monopolização do capital nas mãos de uma classe dominante aliada do estado e de privilégios garantidos pelo estado — coisas tais como exigências de licenciamento e enorme quantidade de normas que funcionam no sentido de impedir autoemprego das pessoas, se elas não tiverem os recursos para lidar com todos os custos adicionais burocráticos que esse tipo de situação despeja sobre elas.
Consider… what would it actually take to start working for yourself as a self-emplyed taxi driver? A car, a mobile phone and maybe $50 worth of business cards to get you started. Proof of insurance might be helpful to show difficult customers worried about safety. Considere… o que seria realmente necessário para você começar a trabalhar por si próprio como taxista autoempregado? Um carro, um celular e talvez $50 dólares de cartões de visita para começar. Prova de seguro poderia ser útil para mostrar a clientes difíceis preocupados com segurança.
Those are about the only natural costs. But the artificial costs are huge… Esses são praticamente os custos naturais. Os custos artificiais, contudo, são enormes…
You can’t just start driving a taxi independently like that under capitalism without risking being kidnapped by people who would call it an “arrest”. You have to pay a large amount of money for special licenses. You have the costs of complying with various special requirements that go along with those licenses. Você não pode simplesmente começar a guiar um táxi independentemente assim, no capitalismo, sem se arriscar a ser sequestrado por pessoas que chamariam esse sequestro de “detenção”. Você terá de pagar elevada quantia por licenças especiais. Terá o custo de atender a diversas exigências especiais que acompanham tais licenças.
So one often has little real choice about whether or not to take a job working for someone else under the present system. Então, amiúde a pessoa terá pouca escolha real acerca de se ou não empregar-se trabalhando para outra pessoa, no presente sistema.
As for the IWW, I’m a fan and supporter. I used to be a member, but I had to let my membership lapse because I’m sort of a figurehead “boss” in one of the projects I’m involved with. Quanto à IWW, sou admirador e apoiador. Era membro, mas tive de deixar minha condição de membro caducar porque ocupo uma posição figurativa de “chefe” num dos projetos em que envolvido.
But, of course, you didn’t just ask how I felt about workplace democracy, so let me try to give you a better answer to the question you actually asked. Contudo, obviamente, você não perguntou apenas o que eu achava da democracia plena no local de trabalho e, pois, deixe-me tentar dar a você resposta melhor para a pergunta que você em realidade fez.
“Obviously, the changes we advocate for are going to take a revolution; so what is your opinion of, or how important to you are, things like workplace democracy and so forth?” “Obviamente, as mudanças que defendemos exigirão uma revolução; assim, qual é sua opinião acerca de, ou o quanto são importantes para você, coisas tais como democracia plena no local de trabalho e assim por diante?”
I have a specific point of view about what’s most important in terms of revolutionary theory, but I also appreciate that a diverse array of approaches will make things even harder for the state to deal with. Bureaucracy is not agile and that works to the advantage of all genuinely anti-authoritarian factions. Tenho ponto de vista específico acerca do que é mais importante em termos de teoria revolucionária, mas também estimo que uma série de abordagens diversificadas tornará as coisas ainda mais difíceis de lidar para o estado. A burocracia não é ágil, e isso trabalha em favor de todas as facções genuinamente antiautoritárias.
I might have to cover a lot of ground in order to give you a good answer, so let me give a short one first. My perpsective is that workplace democracy isn’t a primary consideration, but it can be an important secondary consideration. Talvez eu vá ter que percorrer muito terreno para dar a você uma boa resposta e, pois, permita-me dar-lhe primeiro uma resposta curta. Minha perspectiva é a de que a democracia plena no local de trabalho não é uma consideração primária, mas poderá ser uma importante consideração secundária.
Giving you a thorough answer means having to talk about revolutionary theory — and before I get into that, it might be helpful to remind you of Proudhon’s distinction between the political revolution and the social revolution. Dar a você uma resposta abrangente implicará em ter de falar de teoria revolucionária — e antes de eu entrar no assunto, poderá ser útil lembrar você da distinção de Proudhon entre a revolução política e a revolução social.
It’s not that I think that “smashing the state” and thereby freeing the market will magically make everything alright right away. It’s just that stopping the ongoing harms inflicted by the state would result in a “legal” environment that would match the label “free market” used by academic economists. Não é que eu ache que “esmigalhar o estado” e assim libertar o mercado tornará tudo magicamente certo imediatamente. É apenas que o estancamento dos danos ininterruptos infligidos pelo estado resultará em um ambiente “legal” que corresponderá ao rótulo de “livre mercado” usado por economistas acadêmicos.
We don’t have to wait for the state to go away before trying to address those ongoing harms through voluntary, non-authoritarian methods like mutual aid — but our efforts will not be completely successful so long as the state is still in place and inflicting those ongoing harms. Additionally, addressing those harms — healing the damage to society — will still take time after the point at which we can honestly say the state has been abolished. Não temos de esperar que o estado sucumba para tentarmos lidar com esses danos ininterruptos por meio de métodos voluntários e não autoritários tais como ajuda mútua — mas nossos esforços só serão completamente bem-sucedidos quando o estado não mais existir e deixar de infligir esses danos ininterruptos. Além disso, lidar com esses danos — sanando os danos causados à sociedade — ainda levará tempo depois do ponto no qual possamos honestamente dizer que o estado foi extinto.
The good news is that society not only wants to run itself, but also tries to heal itself. Free market economic theory describes some of that process — why wealth will tend to level out over time through open competition (because without a state, there would be no way to stop poor people from doing things that benefit themselves). But mutual aid and social cooperation fit in with that vision as well. A boa notícia é a de que a sociedade não apenas deseja administrar-se a si própria, mas também tenta sanar-se. A teoria econômica do livre mercado descreve parte desse processo — por que a riqueza tenderá a equalizar-se ao longo do tempo por meio da competição plena (porque, sem o estado, não haverá como impedir que pessoas pobres façam coisas que as beneficiem). Entanto, ajuda mútua e cooperação social também se encaixam nessa visão.
Anyway, the point is that we have both the social revolution and the related but separate (and also narrower but very difficult) problem of the political revolution to deal with. So when I talk about revolutionary theory from here on, I’ll mostly be talking about the political revolution. Or, more precisely, the anti-political revolution. De qualquer forma, o ponto é que temos tanto o problema da revolução social quanto o problema distinto (e também mais estreito mas muito difícil) da revolução política para lidar com. Assim, quando eu falar a partir de agora de teoria revolucionária, estarei falando principalmente da revolução política. Ou, mais precisamente, da revolução antipolítica.
Let’s dip into revolutionary theory and specifically the political/anti-political revolution of replacing the state with alternative means of providing security and “law” in the sense of dispute resolution. In some ways, you might want to treat this as a sort of study guide. I’m going to refer you to a bunch of stuff that more fully explains the basic answers I’m going to give you here. Tratemos da teoria revolucionária e, especificamente, da revolução política/antipolítica de substituir o estado por meios alternativos de proporcionar segurança e “lei” no sentido de resolução de disputas. Sob certos aspectos, você poderá querer tratar isto como uma espécie de guia de estudo. Remeterei você a uma penca de material que explica mais plenamente as respostas básicas que darei a você aqui.
Mainstream political science has, since about the early 20th century, tended to use sociologist Max Weber’s definition of a state — a “monopoly on the legitimate use of violence”. A ciência política majoritária tem tendido a, desde o início do século 20, usar a definição de estado do sociólogo Max Weber — um “monopólio do uso legítimo da violência”.
The anarchist critique of Weber can be said to be that he merely asserts or assumes this “legitimacy” without actually demonstrating or proving it. The notion of an unwritten “social contract” supposedly describing the basis of state authority fails upon critical analysis. Pleas for the necessity of law and security do nothing to establish a case for monopoly provision of those services. I like to mock so-called “Constitutionalists” by calling their document-venerating approach to legitimizing state authority “magic scroll theory” and it has been devastated by people like Lysander Spooner and Larken Rose. Pode-se dizer que a crítica anarquista a Weber afirma ele meramente asseverar ou assumir essa “legitimidade” sem de fato demonstrá-la ou prová-la. A noção de um “contrato social” não escrito supostamente descrevendo a base da autoridade do estado não resiste à análise crítica. Apelos pela necessidade de lei e segurança nada fazem no sentido de justificar um monopólio do fornecimento de tais serviços. Gosto de ridicularizar os assim chamados “constitucionalistas” chamando a abordagem deles, de veneração de documentos para legitimarem a autoridade do estado, de “teoria do pergaminho mágico,” a qual foi devastada por pessoas tais como Lysander Spooner e Larken Rose.
But Weber’s definition can be useful for us if we just take it as a descriptive statement. One doesn’t have to concede any actual legitimacy of state authority to recognize that what makes a state a state is the widespread public *perception* that its authority is legitimate. La Boetie touched on the same point several centuries previously in his very important “Discourse of Voluntary Servitude“. A definição de Weber, contudo, pode ser útil para nós se a tomarmos simplesmente como um enunciado descritivo. Não se é obrigado a reconhecer nenhuma legitimidade real da autoridade do estado para reconhecer que o que torna o estado um estado é a generalizada*percepção* do público de que a autoridade dele é legítima. La Boetie tocou no mesmo ponto há vários séculos, em seu muito importante “Discurso Acerca da Servidão Voluntária“.
So, basically, this abusive monopoly service provider maintains that monopoly not only through ruthless, brutal aggression but by conning people into thinking that’s the only way things can be and that they’re either “the good guys” or at least “the not so bad guys and the best you can hope for“. Assim, pois, basicamente, esse provedor de serviços de monopólio abusivo mantém esse monopólio não apenas por meio de agressão impiedosa e brutal como também mediante levar as pessoas a pensar que esse é o único modo de as coisas serem e que o estado é integrado ou pelos “mocinhos” ou pelo menos “os bandidos não tão ruins e os melhores que podemos esperar“.
Radical social change can, thus, be seen as dependent upon creating a shift in public perceptions. Expose the lies. Answer the objections. Refute the myths. Mudança social radical pode, portanto, ser vista como dependente de promover-se mudança nas percepções do público. Expor as mentiras. Responder às objeções. Refutar os mitos.
So, as I mentioned yesterday, abolishing a monopoly means opening up competition. It’s just that simple — and also that complex, in terms of how to go about doing that. Before we can even get into how to achieve that, we need to ourselves have confidence in open competition and be able to refute objections to the proposal itself. Being able to educate people about this itself attacks the lynchpin of perceived state legitimacy, when such is argued for from necessity. Então, como mencionei ontem, extinguir um monopólio significa abrir a competição. É simples assim — e também é complexo assim, em termos de como fazer para conseguir isso. Antes de sequer tratarmos de como conseguir isso, precisamos ter nós próprios confiança na competição plena e ser capazes de refutar objeções à própria proposta dela. O próprio fato de ser-se capaz de proporcionar conhecimento às pessoas a respeito disso golpeia o cerne da percepção do estado como legítimo, quando essa legitimidade é apresentada como nascendo da necessidade.
So… I need to point you toward a treatment of how law and security could be provided without a state (i.e. monopoly service provider for law and security) by open competition. Then we can get into how to get from here to there. Portanto… Preciso dirigir sua atenção para o tratamento de como lei e segurança poderiam ser oferecidas sem o estado (isto é, o provedor de serviços monopolizados de lei e segurança) por meio da competição plena. Depois então poderemos tratar de como ir daqui até lá.
My highest recommendation for a short and very easy to read book on that topic is Austrian economist Robert Murphy’s book “Chaos Theory: Two Essays on Market Anarchy”[PDF]. Unfortunately, Murphy uses the term “anarcho-capitalism” to describe his views. I urge you to just grit your teeth and keep in mind that the enterprises he describes could just as easily be democratically managed worker-owned cooperatives. Minha mais enfática recomendação de um livro curto e muito fácil de ler a respeito desse tópico refere-se a um do economista da escola austríaca Robert Murphy, “Teoria do Caos: Dois Ensaios Acerca de Anarquia de Mercado”[PDF]. Infelizmente Murphy usa a expressão “anarcocapitalismo” para descrever seus pontos de vista. Peço a você apenas faça um desconto quanto a isso e tenha em mente que as empresas que ele descreve poderiam com a mesma facilidade ser cooperativas de propriedade de trabalhadores geridas democraticamente.
Here are two followup articles that you might find particularly helpful after reading “Chaos Theory“. Eis aqui dois artigos de acompanhamento que você poderia achar particularmente úteis depois de ler “Teoria do Caos“.
“But Wouldn’t Warlords Take Over?” also by Murphy “Mas Então os Déspotas Não Tomariam o Poder?” também de Murphy
“Libertarian Anarchism: Responses to Ten Objections” by Professor Roderick Long “Anarquismo Libertário: Respostas a Dez Objeções” pelo Professor Roderick Long
If you want something thicker, the book that initially convinced me back in 1990 was “For a New Liberty: The Libertarian Manifesto” by Murray N. Rothbard, which you can read for free online. It also covers a lot more ground than just polycentric law, though, so don’t feel like you have to tackle that book right now. It’s just there if you want additional depth. Se você quiser algo mais maciço, o livro que inicialmente convenceu-me em 1990 foi “Por uma Nova Liberdade: O Manifesto Libertário” de Murray N. Rothbard, que você poderá ler grátis online. Ele também cobre, porém, muito mais terreno do que apenas lei policêntrica e, portanto, não se sinta como tendo de atacar esse livro imediatamente. Apenas ele está lá, se você quiser profundidade adicional.
Anyway, all of that material should give you a good grasp of the basic idea of how these services can be provided without a state. Once we have a good understanding (informed by sound economic theory) of how law and security could be provided via open competition among service providers, we have a clear goal. De qualquer forma, todo esse material deverá dar a você boa apreensão da ideia básica de como esses serviços podem ser proporcionados sem o estado. Uma vez tenhamos bom entendimento (bem-informado por competente teoria econômica) de como lei e segurança podem ser proporcionadas via competição plena entre provedores de serviços, teremos meta clara.
The principal objection to the state from a serious free market libertarian is that state action is, demonstrably, behavior that is inherently criminal in terms of violating inherent human rights. I can elaborate on that point myself, but it might be most expedient to just refer you to a classic explanation of individualist ethics, a video presentation entitled “The Philosophy of Liberty“. A principal objeção ao estado da parte de um libertário de livre mercado sério é que a ação do estado é, demonstravelmente, comportamento inerentemente criminoso em termos de violar direitos humanos intrínsecos. Eu próprio poderia desenvolver esse ponto, mas poderá ser mais apropriado apenas remeter você a uma explicação clássica da ética individualista, uma apresentação em vídeo intitulada “A Filosofia da Liberdade“.
The main takeaway you should get from it, though, I alluded to above. The state is a bandit gang with flags and good PR. Nothing more. All states. Every state, so long as it meets the Weberian definition of a state. A ideia central, contudo, que você deve obter dali já foi objeto de alusão acima. O estado é uma quadrilha de bandoleiros com bandeiras e bom departamento de relações públicas. Nada mais. Todos os estados. Todo estado, na medida em que se enquadre na definição de estado de Weber.
Just as a polycentric system of law and security, a freed market for those services, would protect people from ordinary criminals, it would also protect them from regular bandit gangs. Just as it would protect them from regular bandit gangs, it would also stop bandit gangs from gaining enough of a toehold to use terror and lies to create the illusion of their legitimacy and become new states. Do mesmo modo que, num sistema policêntrico de lei e segurança, um mercado emancipado desses serviços protegeria as pessoas de criminosos ordinários, também as protegeria de quadrilhas de bandoleiros comuns. Do mesmo modo que as protegeria de quadrilhas de bandoleiros comuns, também impediria que quadrilhas de bandoleiros ganhassem brecha suficiente para usar terror e mentiras para criar ilusão de legitimidade tornando-se novos estados.
This, then, shows us more precisely how to get rid of the state. Isto, portanto, mostra-nos mais precisamente como livrar-nos do estado.
The task before us is to jumpstart competition in the key industries the state monopolizes — “law” and security services. In doing so, the state itself will be suppressed as criminal activity. A tarefa diante de nós é dar início a competição nas áreas decisivas que o estado monopoliza — serviços de “lei” e segurança. Em o fazendo, o próprio estado será suprimido como atividade criminosa.
From that realization, we can then develop a plan of action to achieve that goal. Actually, we’ll wind up with a collection or methodologically delineated class of plans which people will be able to individually choose for themselves whether or not to support and to what degree or in what role. A partir dessa compreensão poderemos desenvolver um plano de ação para atingir essa meta. Em realidade, acabaremos de posse de uma coleção ou classe de planos metodologicamente delineados que as pessoas poderão individualmente escolher por si próprias apoiar ou não e em que medida ou em que papel.
Samuel Edward Konkin III was a dissident student of Rothbard who developed an approach to this task of jumpstarting open competition and smashing the state’s monopoly. He called his ultra-Rothbardian school of thought on this matter “agorism” from the Greek word “agora”, meaning marketplace. Here’s how I briefly summarized agorism a few years back. Samuel Edward Konkin III foi aluno dissidente de Rothbard que desenvolveu uma abordagem para essa tarefa de dar início a competição plena e esmagar o monopólio do governo. Chamou sua escola utra-rothbardiana de pensamento a esse respeito de “agorismo,” da palavra grega “ágora”, significando local de mercado. Eis como ele resumiu sucintamente o agorismo há alguns anos.
Agorism is revolutionary market anarchism. Agorismo é anarquismo revolucionário de mercado.
In a market anarchist society, law and security would be provided by market actors instead of political institutions. Agorists recognize that situation can not develop through political reform. Instead, it will arise as a result of market processes. Numa sociedade anarquista de mercado, lei e segurança seriam proporcionadas por agentes de mercado em vez de por instituições políticas. Os agoristas reconhecem essa situação não poder ser desenvolvida por meio de reforma política. Pelo contrário, surgirá como resultado de processos de mercado.
As the state is banditry, revolution culminates in the suppression of the criminal state by market providers of security and law. Market demand for such service providers is what will lead to their emergence. Development of that demand will come from economic growth in the sector of the economy that explicitly shuns state involvement (and thus can not turn to the state in its role as monopoly provider of security and law). That sector of the economy is the counter-economy – black and grey markets. Como o estado é bandidagem, a revolução culmina na supressão do estado criminoso por provedores de mercado de segurança e lei. A demanda do mercado por esses provedores de serviços é o que levará a seu surgimento. O desenvolvimento dessa demanda virá do crescimento econômico no setor da economia que explicitamente é avesso a envolvimento do estado (e portanto não tem como voltar-se para o estado em seu papel de provedor monopolista de segurança e lei). Esse setor da economia é a contraeconomia – os mercados negro e cinza.
Now, as I’ve said more than a few times, I’m not necessarily telling you to run out and go try to start your own heroin ring. It’s just that by working to destroy the myth of state legitimacy, people will increasingly make decisions about whether or not to break unjust laws based on a dispassionate cost vs. benefit analysis rather than statist guilt complexes. Where such violation of statist edicts is productive of new wealth, they will tend to repeat it, especially if they don’t have that false guilt plaguing them. This has the potential to create a “snowballing” runaway economic growth process, particularly in an era of state-induced economic crises in which people face hard choices about how to scrape by. Ora bem, como eu já disse mais do que algumas vezes, não estou necessariamente dizendo a você que saia correndo e vá tentar montar seu próprio negócio de tráfico de heroína. É apenas que, mediante trabalharem para destruir o mito da legitimidade do estado, as pessoas cada vez mais tomarão decisões a respeito de se ou não violar leis injustas, com base em análise desapaixonada de custo e benefício em vez de complexos de culpa estatistas. Onde a violação de tais éditos estatistas produzir nova riqueza elas tenderão a repeti-la, especialmente se não tiverem a tal falsa culpa a atormentá-las. Isso tem o potencial de criar um processo de crescimento econômico tipo “bola de neve,” particularmente numa era de crises econômicas induzidas pelo estado na qual as pessoas enfrentam escolhas difíceis acerca de como assegurar subsistência.
As the underground economy grows, there will be more and more market demand for dispute resolution services and security services — underground at first, but growing stronger as new wealth gets built through productive activity hidden from the state. Eventually, the new society busts out of the shell of the old that it was built within — a sort of free market version of dual-power strategy that you might already be familiar with. À medida que a economia subterrânea crescer haverá cada vez maior demanda para serviços de resolução de disputas e de segurança — de início clandestinos, mas tornando-se mais fortes à medida que nova riqueza for sendo gerada por meio de atividade produtiva oculta do estado. Por fim, a nova sociedade sairá da concha da antiga ordem dentro da qual foi construída — uma espécie de versão de livre mercado da estratégia de dualidade de poderes com a qual você talvez já esteja familiarizado.
To investigate this further, the following are essential reading: Para investigar adicionalmente o assunto, as leituras a seguir são essenciais:
“New Libertarian Manifesto” by Samuel Edward Konkin III “Novo Manifesto Libertário” por Samuel Edward Konkin III
“Agorist Class Theory” by Wally Conger (drawing on Konkin’s unfinished work) “Teoria Agorista de Classes” por Wally Conger (inspirado na obra inacabada de Konkin)
Also, here are a couple of videos I’m featured in that can help explain more. Há também alguns vídeos nos quais apareço os quais podem explicar mais.
Brad Spangler on His Journey to Embracing Agorism Brad Spangler acerca de Sua Jornada rumo à Adoção do Agorismo
Stateless Law & Counter-Economics (edited version of an online live talk I gave earlier this year entitled “Building Alternative Legal Systems”) Lei Sem Estado e Contraeconomia (versão editada de uma palestra ao vivo online que proferi anteriormente este ano intitulada “A Elaboração de Sistemas Jurídicos Alternativos”)
So, how does workplace democracy fit into that, as I see it? I’ll get to that next. Pois bem, como se encaixa nisso a democracia plena no local de trabalho, tal como a entendo? Tratarei disso a seguir.
We’ve seen that the agorist conception of revolution is essentially a matter of market development. We aim to shift public perceptions in such a way as to create a window for alternative service providers in the industries of security and law to develop underground, grow stronger and eventually emerge aboveground and displace the state in doing so. Já vimos que a concepção agorista de revolução é essencialmente questão de desenvolvimento do mercado. Temos como objetivo mudar as percepções do público de maneira a criar espaço para que provedores alternativos de serviços se desenvolvam clandestinamente, tornem-se mais fortes e finalmente emerjam de forma institucionalizada e desalojem o estado ao fazê-lo.
As I said before, I appreciate that a diverse array of approaches will make things even harder for the state to deal with. I also explained capitalism as an oppressive economic order characterized by monopolization of capital in the hands of a state-allied ruling class, resulting in labor having little choice but to sell itself on terms dictated by the ruling class. Como já disse acima, estimo que uma série de abordagens diversificadas tornará as coisas ainda mais difíceis de lidar para o estado. Também expliquei capitalismo como ordem econômica opressora caracterizada pelo monopólio do capital nas mãos de uma classe dominante aliada do estado, resultando em os trabalhadores terem pouca escolha fora venderem-se nas condições ditadas pela classe dominante.
I should perhaps add that even a Leninist state qualifies as capitalist in this sense because the state’s monopoly of law allows it to put capital wherever it pleases via expropriation. We saw in the Soviet Union that state bureaucrats themselves became new capitalists — because despite not officially owning the means of production, they exercised de facto ownership of the means of production as a bureaucratic collective. Eu deveria talvez acrescentar que mesmo um estado leninista qualificar-se-ia como capitalista nesse sentido, porque o monopólio da lei pelo estado permite-lhe colocar o capital onde desejar via expropriação. Vimos, na União Soviética, que burocratas do estado tornaram-se eles próprios novos capitalistas — porque, a despeito de não possuírem oficialmente os meios de produção, exerciam propriedade de fato dos meios de produção como coletividade burocrática.
Even wholesale slaughter of the ruling class and anyone else even vaguely associated with them, along the lines of what Pol Pot and the Khmer Rouge carried out, would not solve this problem. So long as there is a state to exercise rule, there will necessarily be a parasitic ruling class that does the ruling and benefits from it as looters of the productive but oppressed majority. Mesmo a chacina por atacado da classe dominante e de qualquer outra pessoa mesmo vagamente vinculada a ela, na linha do praticado por Pol Pot e pelo Khmer Rouge, não resolveria esse problema. Enquanto houver um estado para exercer o poder haverá necessariamente uma classe dominante parasitária que estabelece as regras e beneficia-se delas como saqueadora da maioria produtiva mas oprimida.
In order to actually smash capitalism and address the social harms it creates, which is where we even get the word “socialist” to describe ourselves, we have to first smash statism. Para realmente esmagar o capitalismo e sanar os danos sociais que ele cria, que é de onde mesmo obtemos a palavra “socialista” que usamos para descrever a nós próprios, temos que primeiro esmagar o estatismo.
How does the classic libertarian socialist notion of struggling for workplace democracy fit into that as potentially an important secondary consideration? At least two ways… Como é que a noção socialista libertária clássica de lutar por democracia plena no local de trabalho encaixa-se aqui como consideração secundária potencialmente importante? Pelo menos de duas maneiras
First, the big corporations that dominate the global economy are best understood as instrumentalities of ruling-class looters by way of their influence over state policy. Harassing them is perfectly fine in terms of libertarian ethics and is literally a struggle to see to it that crime doesn’t pay. It might also reduce the incentive they have to curry the state’s favor. Primeiro, as grandes corporações que dominam a economia mundial melhor podem ser entendidas como instrumentos dos saqueadores da classe dominante mediante a influência delas sobre as políticas do estado. Assediá-las está perfeitamente certo em termos de ética libertária e é literalmente uma luta no sentido de assegurar que o crime não compense. Também poderá reduzir o incentivo que elas têm para obter os favores do estado.
Unfortunately, in my view, there is a tendency to see things less precisely than that. Do I think, for example, that someone should be a jerk to their boss if they get a job as a cashier at a little “mom and pop” store or turning wrenches at an independent muffler shop? Well, you’re free to do what you want, but my opinion is that only makes sense if the boss goes out of their way to be a jerk to you first — but, then, you might be better off just looking for a different job in that case. Infelizmente, em minha opinião, existe uma tendência de essas coisas não serem entendidas com precisão. Será que eu acharia certo, por exemplo, alguém procurar tornar infeliz a vida do chefe em emprego como caixa numa pequena loja familiar, ou apertando parafusos numa oficina de silenciosos para automóvel? Bem, você é livre para fazer o que quiser, mas minha opinião é a de que isso só faria sentido se o chefe fosse o primeiro a não medir esforços para tornar a sua vida infeliz — mas, nesse caso, talvez a melhor alternativa fosse simplesmente procurar outro emprego.
Secondly, and more importantly, people seeking workplace democracy who actually go to the trouble of setting up a new worker-owned cooperative are entrepreneurs. Unleashing entrepreneurship is what agorism is all about. Even if the business fails, they’re learning important skills they might apply later to start other businesses. Em segundo lugar, e mais importante, pessoas que busquem democracia plena no local de trabalho e que em realidade não se poupem o trabalho de criar uma nova cooperativa de propriedade de trabalhadores são empreendedoras. Criar atividade empreendedora é exatamente a que diz respeito o agorismo. Mesmo que o empreendimento fracasse as pessoas aprendem importantes destrezas que poderão aplicar mais tarde em outros negócios.
My friend Wally Conger, author of Agorist Class Theory, offers business advice for people looking to start their own business, go freelance, become self-employed or whatever you might want to call it. The motto on his web site really says it all… Meu amigo Wally Conger, autor de Teoria Agorista de Classes, oferece aconselhamento de negócios para pessoas que procuram abrir seus próprios negócios, tornarem-se autônomas, tornarem-se autoempregadas ou qual seja a expressão que se queira usar. O lema do website dele realmente diz tudo...
“Smashing wage slavery one job at a time”. “Esmagar a escravidão dos salários um emprego por vez”.
In conclusion, who wants the sweat of their brow to support some suit that mostly just gets in the way by adding unnecessary rules and otherwise just making things harder than they have to be? By all means, set yourself and your friends free from the petty tyranny of the conventional workplace as best you can. Em conclusão, quem estaria a fim de usar o suor de seu rosto para apoiar algum sujeito enfatiotado que a maior parte do tempo só fica criando dificuldades acrescentando regras desnecessárias ou então só tornando as coisas mais difíceis do que elas têm de ser? Definitivamente, liberte-se, e liberte seus amigos, da melhor forma que puder, dos tiranetes do local convencional de trabalho.
ADDENDUM: Ben remains skeptical but interested. ADENDO: Ben continua cético mas interessado.
Brad Spangler is the Director of the Center for a Stateless Society. Brad Spangler é o Diretor do Centro por uma Sociedade sem Estado.

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