Monday, May 16, 2011

FFF - Commentaries - Obama's Broken Guantánamo Promise / FFF - Comentários - A Promessa Quebrada de Obama Acerca de Guantánamo

THE FUTURE OF FREEDOM FOUNDATION - FFF
A FUNDAÇÃO FUTURO DE LIBERDADE - FFF
COMMENTARIES
COMENTÁRIOS
Obama’s Broken Guantánamo Promise
by
Sheldon Richman, May 2, 2011
A Promessa Quebrada de Obama Acerca de Guantánamo
por Sheldon Richman, 2 de maio de 2011
The latest leaks of classified documents, which show that the U.S. government imprisoned hundreds of men at Guantánamo Bay on the most dubious “evidence,” brings to mind the question, Why hasn’t President Obama kept his promise to close the infamous prison that will forever stain America’s honor?
Os vazamentos mais recentes de documentos classificados, que mostram que o governo dos Estados Unidos prendeu centenas de homens na Baía de Guantánamo com base na mais dúbia “evidência,” traz à mente a pergunta: Por que o Presidente Obama não cumpriu sua promessa de fechar a infamante prisão que para sempre maculará a honra dos Estados Unidos?
As the UK Guardian, one of the newspapers that disclosed the documents, reported, “The U.S. military dossiers … reveal how, alongside the so-called ‘worst of the worst’, many prisoners were flown to the Guantánamo cages and held captive for years on the flimsiest grounds, or on the basis of lurid confessions extracted by maltreatment…. More than two years after President Obama ordered the closure of the prison, 172 are still held there…. The files depict a system often focused less on containing dangerous terrorists or enemy fighters, than on extracting intelligence.”
Como informou o Guardian do Reino Unido, um dos jornais que revelaram os documentos, “Os dossiês militares dos Estados Unidos … revelam como, ao lado dos assim chamados ‘piores dentre os piores’, muitos prisioneiros foram levados de avião para as celas de Guantánamo e mantidos presos durante anos com base nas razões mais débeis, ou com base em repulsivas confissões extraídas por meio de maus tratos…. Mais de dois anos depois de o Presidente Obama ter determinado o fechamento da prisão, 172 homens ainda são ali mantidos…. Os arquivos retratam um sistema amiúde focado menos em conter perigosos terroristas ou combatentes inimigos do que em extrair inteligência.”
Many men were detained on the basis of hearsay after the U.S. government paid bounties for information. Some detainees had traveled to Afghanistan to fight for the Taliban in the civil war, then were declared enemies of the United States after its invasion in October 2001. After years in custody hundreds of men whom the Bush administration had branded as the monsters were released, indicating they were no threat at all. For this reason Guantánamo is an international symbol of American criminality.
Muitos homens foram detidos com base em diz que diz depois de o governo dos Estados Unidos ter pago recompensas pelas informações. Alguns detentos haviam viajado para o Afeganistão para combater ao lado do Talilbã na guerra civil, e então foram declarados inimigos dos Estados Unidos depois da invasão, por estes últimos, em outubro de 2001. Depois de anos em custódia centenas de homens que a administração Bush houvera estigmatizado de monstros foram libertados, indicando que não representavam perigo nenhum. Por esse motivo Guantánamo é símbolo internacional de criminalidade estadunidense.
In March Obama signed an executive order permitting him to hold detainees indefinitely without charge or trial. The administration wishes to keep some prisoners in custody even though the supposed evidence against them would not be admissible in a court or even in a military tribunal, which has far less protection for defendants. Some of that evidence was obtained by methods most would regard as torture.
Em março Obama assinou decreto-lei permitindo a si próprio manter detentos presos indefinidamente sem acusação nem julgamento. A administração deseja manter alguns prisioneiros em custódia mesmo sem a pretensa evidência contra eles ser admissível em tribunal ou mesmo em tribunal militar, que oferece muito menos proteção para réus. Parte dessa evidência foi obtida por métodos que a maioria das pessoas consideraria tortura.
More than a year after Guantánamo was to be closed it remains open. Why, and why has Obama largely escaped criticism for breaking such an important pledge?
Mais de um ano depois de Guantánamo dever ter sido fechada, permanece aberta. Por que, e por que Obama tem em grande parte escapado de críticas por quebrar promessa tão importante?
Previously the president’s defenders have claimed that his efforts to close the prison were thwarted by members of Congress, mostly Republicans. Is that true?
Antigamente os defensores do presidente diziam que os esforços dele para fechar a prisão haviam sido subvertidos por membros do Congresso, especialmente Republicanos. Será verdade?
Obama signed an executive order calling for the closure two days after he was inaugurated in 2009, when the facilities held 241 prisoners. But “the fanfare never translated into the kind of political push necessary to sustain the policy,” reports the Washington Post. “The White House, often without much internal deliberation, retreated time and again in the face of political opposition.”
Obama assinou decreto-lei determinando o fechamento dois dias depois de ter tomado posse em 2009, quando as instalações abrigavam 241 prisioneiros. Mas “a fanfarronada nunca se traduziu no tipo de vontade política indispensável para sustentar a política adotada,” informa o Washington Post. “A Casa Branca, amiúde sem muita deliberação interna, bateu em retirada repetidamente diante de oposição política.”
Obama did not want to risk political capital on the matter, and no leader in Congress was willing to go out on a limb without presidential backing.
Obama não queria arriscar capital político no assunto, e nenhum líder no Congresso dispôs-se a defender ponto de vista diferente do da maioria sem apoio presidencial.
The Post reports that Obama was shocked to learn that only 20–36 of the detainees could be brought to trial: “White House officials were in such disbelief that they asked Justice Department participants to write up a memo explaining exactly why they couldn’t bring more of the men to trial. In many cases, the intelligence gathered on the men was not court-worthy evidence.”
O Post informa que Obama ficou perplexo ao saber que apenas 20–36 dos detentos poderiam ser levados a julgamento: “As autoridades da Casa Branca relutaram tanto em acreditar nisso que pediram aos participantes do Departamento de Justiça que escrevessem um memorando explicando exatamente por que não tinham como levar maior número de homens a julgamento. Em muitos casos, a inteligência extraída dos homens não constituía evidência aceitável por tribunal.”
Administration officials claim to be surprised that in May 2009 the Senate voted overwhelmingly against an appropriation to close Guantánamo. But how could they really have been surprised when they did little or nothing to support the objective? The Post makes clear that public opinion polls running against closure also played a role in Obama’s retreat. His advisors warned that the issue would imperil his larger agenda.
Autoridades da administração asseveram estar surpresas por, em maio de 2009, o Senado ter votado esmagadoramente contra uma apropriação para o fechamento de Guantánamo. Como, porém, poderiam realmente ter ficado surpresas quando fizeram pouco ou nada para apoiar esse objetivo? O Post deixa claro que pesquisas de opinião pública com maioria de pessoas opondo-se ao fechamento também desempenharam papel no recuo de Obama. Os assessores dele advertiram-no de que a questão colocaria em perigo seu programa mais amplo.
Thus President Obama, the man heralded as a new kind of politician, is revealed as just another officeholder looking out for his own political fortunes. The United States had betrayed its commitment to due process and the rule of law, but rectifying that shameful record could not be allowed to impede the president’s political objectives. That demonstrates a perverse set of priorities.
Assim, pois, o Presidente Obama, o homem propalado como um novo tipo de político, é revelado como apenas mais um detentor de cargo preocupado com seus próprios interesses políticos. Os Estados Unidos traíram seu compromisso com o processo devido e com o estado de direito, mas não há como aceitar que a retificação desse histórico vergonhoso constituísse óbice aos objetivos políticos do presidente. Evidencia-se, dessarte, um conjunto perverso de prioridades.
It’s par for the course with Obama. Since taking office he has escalated the covert wars in Pakistan, Yemen, and Somalia and has doubled down on Afghanistan. The resulting casualties and destruction have fueled further anti-American resentment. Now he is using drones over Libya, recklessly endangering the innocent. He has done what few once thought possible: out-war-mongered the Bush-Cheney gang.
É típico de Obama. Desde a posse ele vem fazendo a escalada de guerras secretas em Paquistão, Iêmen e Somália, e dobrou a mão no Afeganistão. As baixas e destruição resultantes têm alimentado ainda mais ressentimento contra os estadunidenses. Agora ele está usando aviões não pilotados na Líbia, colocando irresponsavelmente em perigo os inocentes. Fez o que poucos achavam possível: superou a gangue de Bush-Cheney na promoção da guerra.
And for the most part, the phony anti-war activists of the Bush years have lost their voices.
E, em sua maioria, os ativistas de araque contrários à guerra do tempo de Bush têm ficado calados .
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation, author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog “Free Association” at www.sheldonrichman.com. Send him email.
Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista, e editor da revista O Homem Livre. Visite o blog dele, “Livre Associação” em www.sheldonrichman.com. Envie-lhe email.

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