Wednesday, May 4, 2011

The Anti-Empire Report - Iraq/Libya

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The Anti-Empire Report

May 2nd, 2011
by William Blum
www.killinghope.org

O Relatório Anti-Império

2 de maio de 2011
por William Blum
www.killinghope.org
Iraq: Let us not forget what "humanitarian intervention" looks like.
Libya: Let us not be confused as to why Libya alone has been singled out for "humanitarian intervention".
Iraque: Não nos permitamos esquecer de com que se parece a tal "intervenção humanitária".
Líbia: Não nos deixemos confundir acerca do por que só a Líbia foi selecionada para "intervenção humanitária".
On April 9, Condoleezza Rice delivered a talk in San Francisco. Or tried to. The former Secretary of State was interrupted repeatedly by cries from the audience of "war criminal" and "torturer". (For which we can thank our comrades in Code Pink and World Can't Wait.) As one of the protesters was being taken away by security guards, Rice made the kind of statement that has now become standard for high American officials under such circumstances: "Aren't you glad this lady lives in a democracy where she can express her opinion?" She also threw in another line that's become de rigueur since the US overthrew Saddam Hussein, an argument that's used when all other arguments fail: "The children of Iraq are actually not living under Saddam Hussein, thank God." 1 Em 9 de abril Condoleezza Rice proferiu palestra em San Francisco. Ou tentou. A ex-Secretária de Estado foi interrompida repetidamente por gritos oriundos da plateia de "criminosa de guerra" e "torturadora". (Merecem agradecimentos por isso nossos companheiros de Code Pink e World Can't Wait.) Enquanto uma das manifestantes era levada por guardas de segurança, Rice disse aquilo que agora se tornou padrão das altas autoridades estadunidenses em circunstâncias da espécie: "Vocês não ficam felizes com essa mulher viver numa democracia onde pode expressar a opinião dela?" Enfileirou ainda outro argumento que já se tornou de rigueur desde a derrubada de Saddam Hussein, usado quando todos os outros fracassam: "As crianças do Iraque, com efeito, não estão vivendo no governo de Saddam Hussein, graças a Deus." 1
My response to such a line is this: If you went into surgery to correct a knee problem and the surgeon mistakenly amputated your entire leg, what would you think if someone then remarked to you how nice it was that "you actually no longer have a knee problem, thank God." ... The people of Iraq no longer have a Saddam problem. Minha resposta a tal argumento é: Se você sofresse cirurgia para corrigir um problema no joelho e o cirurgião, por engano, amputasse toda a sua perna, o que pensaria você de alguém que dissesse a você que ótimo "você na verdade não mais ter problema no joelho, graças a Deus." ... O povo do Iraque não tem mais o problema Saddam.
Unfortunately, they've lost just about everything else as well. Twenty years of American bombing, invasion, occupation and torture have led to the people of that unhappy land losing their homes, their schools, their electricity, their clean water, their environment, their neighborhoods, their archaeology, their jobs, their careers, their professionals, their state-run enterprises, their physical health, their mental health, their health care, their welfare state, their women's rights, their religious tolerance, their safety, their security, their children, their parents, their past, their present, their future, their lives ... more than half the population either dead, disabled, in prison, or in foreign exile ... the air, soil, water, blood and genes drenched with depleted uranium ... the most awful birth defects ... unexploded cluster bombs lie in wait for children ... a river of blood runs alongside the Euphrates and Tigris ... through a country that may never be put back together again. Infelizmente, também perdeu quase tudo o mais. Vinte anos de bombardeio estadunidense, invasão, ocupação e tortura resultaram em as pessoas daquele país desditoso perderem seus lares, suas escolas, sua eletricidade, sua água limpa, seu ambiente, seus bairros, sua arqueologia, seus empregos, suas carreiras, seus profissionais, suas empresas estatais, sua saúde física, sua saúde mental, sua assistência médica, seu estado do bem-estar social, os direitos de suas mulheres, sua tolerância religiosa, sua proteção, sua segurança, suas crianças, seus pais, seu passado, seu presente, seu futuro, suas vidas ... mais da metade da população ou morta, incapacitada, na prisão ou no exílio no estrangeiro ... o ar, solo, água, sangue e genes embebidos em urânio empobrecido ... os mais pavorosos defeitos de nascença ... bombas de fragmentação não explodidas espreitam à espera de crianças ... um rio de sangue corre paralelamente ao Tigre e ao Eufrates ... por um país que talvez nunca mais venha a recompor-se.
In 2006, the UN special investigator on torture declared that reports from Iraq indicated that torture "is totally out of hand. The situation is so bad many people say it is worse than it has been in the times of Saddam Hussein." Another UN report of the same time disclosed a rise in "honor killings" of women. 2 Em 2006 o investigador especial da ONU para tortura declarou que relatórios do Iraque assinalavam que a tortura "está totalmente fora de controle. A situação é tão ruim que muitas pessoas dizem ser pior do que era no trempo de Saddam Hussein." Outro relatório da ONU da mesma época revelava ascensão dos "homicídios de mulheres por causa da honra". 2
"It is a common refrain among war-weary Iraqis that things were better before the U.S.-led invasion in 2003," reported the Washington Post on May 5, 2007. "É refrão comum entre iraquianos exaustos de guerra que as coisas eram melhores antes da invasão dos Estados Unidos em 2003," informou o Washington Post em 5 de maio de 2007.
"I am not a political person, but I know that under Saddam Hussein, we had electricity, clean drinking water, a healthcare system that was the envy of the Arab world and free education through college," Iraqi pharmacist Dr. Entisar Al-Arabi told American peace activist Medea Benjamin in 2010. "I have five children and every time I had a baby, I was entitled to a year of paid maternity leave. I owned a pharmacy and I could close up shop as late as I chose because the streets were safe. Today there is no security and Iraqis have terrible shortages of everything — electricity, food, water, medicines, even gasoline. Most of the educated people have fled the country, and those who remain look back longingly to the days of Saddam Hussein." 3 "Não sou pessoa política, mas sei que, no governo de Saddam Hussein, tínhamos eletricidade, água limpa potável, um sistema de saúde que despertava a inveja do mundo árabe e educação grátis até o fim da faculdade," disse, em 2010, a farmacêutica iraquiana Dra. Entisar Al-Arabi à ativista estadunidense pela paz Medea Benjamin. "Tenho cinco filhos e cada vez que tinha um bebê tinha direito a um ano de licença-maternidade paga. Tinha uma farmácia e podia fechá-la tão tarde quanto desejasse porque as ruas eram seguras. Hoje não há segurança e os iraquianos sofrem de terrível escassez de tudo — eletricidade, comida, água, remédios, até gasolina. As pessoas instruídas fugiram do país, e as que continuam têm saudade dos dias de Saddam Hussein." 3
And this from two months ago: E isto de há dois meses:
"Protesters, human rights workers and security officials say the government of Prime Minister Nouri al-Maliki has responded to Iraq's demonstrations in much the same way as many of its more authoritarian neighbors: with force. Witnesses in Baghdad and as far north as Kirkuk described watching last week as security forces in black uniforms, tracksuits and T-shirts roared up in trucks and Humvees, attacked protesters, rounded up others from cafes and homes and hauled them off, blindfolded, to army detention centers. Entire neighborhoods ... were blockaded to prevent residents from joining the demonstrations. Journalists were beaten." 4 "Manifestantes, trabalhadores em direitos humanos e autoridades de segurança dizem que o governo do Primeiro-Ministro Nouri al-Maliki reagiu às manifestações no Iraque de modo muito parecido com o de muitos de seus vizinhos mais autoritários: com a força. Testemunhas em Bagdá e tão distantes no norte quanto Kirkuk descreveram ter visto, na semana passada, forças de segurança em uniformes pretos, macacões esportivos e camisetas correndo para caminhões e Humvees, atacando manifestantes, arrebanhando outros de cafés e lares e arrastando-os, vendados, para centros de detenção do exército. Bairros inteiros ... foram bloqueados para impedir que residentes se juntassem aos manifestantes. Jornalistas foram espancados." 4
So ... can we expect the United States and its fellow thugs in NATO to intervene militarily in Iraq as they're doing in Libya? To protect the protesters in Iraq as they tell us they're doing in Libya? To effect regime change in Iraq as they're conspiring, but not admitting, in Libya? Assim sendo ... será que podemos esperar os Estados Unidos e seus amigos brutamontes da OTAN intervirem militarmente no Iraque tal como vêm fazendo na Líbia? Para proteger os manifestantes no Iraque como nos é dito estarem fazendo na Líbia? Para efetuar mudança de regime no Iraque assim como estão conspirando, mas sem admiti-lo, na Líbia?
Similarly Tunisia, Egypt, Bahrain, Yemen, Syria ... all have been bursting with protest and vicious government crackdown in recent months, even to a degree in Saudi Arabia, one of the most repressive societies in the world. Not one of these governments has been assaulted by the United States, the UK, or France as Libya has been assaulted; not one of these countries' opposition is receiving military, financial, legal and moral support from the Western powers as the Libyan rebels are — despite the Libyan rebels' brutal behavior, racist murders, and the clear jihadist ties of some of them. 5 The Libyan rebels are reminiscent of the Kosovo rebels — mafiosos famous for their trafficking in body parts and women, also unquestioningly supported by the Western powers against an Officially Designated Enemy, Serbia. Similarmente Tunísia, Egito, Bahrain, Iêmen, Síria ... todos, nos meses recentes, vêm explodindo com protestos e violenta repressão governamental, e até, em certa medida, a Arábia Saudita, uma das sociedades mais repressivas do mundo. Nenhum desses governos foi agredido pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido ou pela França como a Líbia foi agredida; nenhuma das oposições nesses países está recebendo apoio militar, financeiro, legal e moral das potências ocidentais como os rebeldes líbios estão — a despeito do comportamento brutal dos rebeldes líbios, dos assassínios racistas e dos claros vínculos jihadistas de alguns deles. 5 Os rebeldes líbios lembram os rebeldes do Kosovo — mafiosos famosos por seu tráfico de órgãos e de mulheres, e também inquestionavelmente apoiados pelas potências ocidentais contra um Inimigo Oficialmente Declarado, a Sérvia.
So why is only Libya the target for US/NATO missiles? Is there some principled or moral reason? Are the Libyans the worst abusers of their people in the region? In actuality, Libya offers its citizens a higher standard of living. (The 2010 UN Human Development Index, a composite measure of health, education and income ranked Libya first in Africa.) None of the other countries has a more secular government than Libya. (In contrast some of the Libyan rebels are in the habit of chanting that phrase we all know only too well: "Allah Akbar".) None of the others has a human-rights record better than that of Libya, however imperfect that may be — in Egypt a government fact-finding mission has announced that during the recent uprising at least 846 protesters were killed as police forces shot them in the head and chest with live ammunition. 6 Similar horror stories have been reported in Syria, Yemen and other countries of the region during this period. Então, por que só a Líbia é alvo dos mísseis da OTAN? Haverá algum motivo baseado em princípios ou na moral? Serão os líbios os piores agressores de seu povo na região? Na verdade, a Líbia oferece a seus cidadãos padrão de vida mais alto. (O Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas de 2010, mensuração que abrange saúde, educação e renda situou a Líbia em primeiro lugar na África.) Nenhum dos outros países tem governo mais secular do que a Líbia. (Em contraste, alguns dos rebeldes líbios cultivam o hábito de entoar aquela frase que conhecemos bem demais: "Allah Akbar".) Nenhum dos outros tem histórico de direitos humanos melhor do que a Líbia, por imperfeito que possa ser — no Egito uma missão de levantamento de dados anunciou que durante o recente levante pelo menos 846 manifestantes foram mortos ao forças policiais atingirem-nos na cabeça e peito com munição não de festim. 6 Histórias de horror análogas foram noticiadas em relação a Síria, Iêmen e outros países da região durante esse período.
It should be noted that the ultra-conservative Fox News reported on February 28: "As the United Nations works feverishly to condemn Libyan leader Muammar al-Gaddafi for cracking down on protesters, the body's Human Rights Council is poised to adopt a report chock-full of praise for Libya's human rights record. The review commends Libya for improving educational opportunities, for making human rights a "priority" and for bettering its "constitutional" framework. Several countries, including Iran, Venezuela, North Korea, and Saudi Arabia but also Canada, give Libya positive marks for the legal protections afforded to its citizens — who are now revolting against the regime and facing bloody reprisal." Vale notar que a ultraconservadora Fox News informou, em 28 de fevereiro: "Enquanto as Nações Unidas trabalham febrilmente para condenar o líder líbio Muammar al-Gaddafi por reprimir manifestantes, o Conselho de Direitos Humanos daquela organização está pronto para aprovar um relatório de franco louvor ao histórico de direitos humanos da Líbia. O texto elogia a Líbia por melhorar as oportunidades educacionais, por tornar os direitos humanos uma "prioridade" e por aperfeiçoar seu arcabouço "constitucional". Diversos países, inclusive Irã, Venezuela, Coreia do Norte e Arábia Saudita, mas também Canadá, atribuem à Líbia notas positivas pelas proteções jurídicas concedidas a seus cidadãos — que estão-se agora revoltando contra o regime e enfrentando represália sangrenta."
Of all the accusations made against Gaddafi perhaps the most meaningless is the oft-repeated "He's killing his own people." It's true, but that's what happens in civil wars. Abraham Lincoln also killed his own people. De todas as acusações feitas contra Gaddafi talvez a mais absurda seja a amiúde repetida de que "Ele está matando seu próprio povo." É verdade, mas isso é o que ocorre em guerras civis. Abraham Lincoln também matou seu próprio povo.
Muammar Gaddafi has been an Officially Designated Enemy of the US longer than any living world leader except Fidel Castro. The animosity began in 1970, one year after Gaddafi took power in a coup, when he closed down a US air force base. He then embarked on a career of supporting what he regarded as revolutionary groups. During the 1970s and '80s, Gaddafi was accused of using his large oil revenues to support — with funds, arms, training, havens, diplomacy, etc — a wide array of radical/insurgent/terrorist organizations, particularly certain Palestinian factions and Muslim dissident and minority movements in the Middle East, Africa, and Asia; the IRA and Basque and Corsican separatists in Europe; several groups engaged in struggle against the apartheid regime in South Africa; various opposition groups and politicians in Latin America; the Japanese Red Army, the Italian Red Brigades, and Germany's Baader-Meinhof gang. Muammar Gaddafi é Inimigo Oficialmente Declarado dos Estados Unidos há mais tempo do que qualquer líder mundial, exceto Fidel Castro. A animosidade começou em 1970, um dia depois de Gaddafi tomar o poder por meio de golpe, quando fechou uma base da força aérea dos Estados Unidos. Em seguida encetou carreira na qual apoiou o que via como grupos revolucionários. No decurso dos anos 1970 e 1980, Gaddafi foi acusado de usar sua grande renda proveniente do petróleo para apoiar — com fundos, armas, treinamento, diplomacia etc. — vasto séquito de organizações radicais/insurgentes/terroristas, particularmente certas facções palestinas e movimentos muçulmanos dissidentes e de minorias no Oriente Médio, África e Ásia; o IRA e os separatistas bascos e corsos na Europa; diversos grupos engajados em luta contra o regime do apartheid na África do Sul; diversos grupos e políticos de oposição na América Latina; o Exército Vermelho japonês, as Brigadas Vermelhas italianas, e a gangue Baader-Meinhof da Alemanha.
It was claimed as well that Libya was behind, or at least somehow linked to, an attempt to blow up the US Embassy in Cairo, various plane hijackings, a bomb explosion on an American airliner over Greece, the blowing up of a French airliner over Africa, blowing up a synagogue in Istanbul, and blowing up a disco in Berlin which killed some American soldiers. 7 Também foi afirmado que a Líbia estava por trás de, ou pelo menos de algum modo vinculada a, uma tentativa de explodir a Embaixada dos Estados Unidos no Cairo, vários sequestros de aviões, uma explosão de bomba num avião de passageiros estadunidense sobre a Grécia, a explosão de um avião de passageiros francês sobre a África, a explosão de uma sinagoga em Istambul, e a explosão de uma discoteca em Berlim que matou alguns soldados estadunidenses. 7
In 1990, when the United States needed a country to (falsely) blame for the bombing of PanAm flight 103 over Lockerbie, Scotland, Libya was the easy choice. Em 1990, quando os Estados Unidos precisaram de um país para culpar (falsamente) pela explosão de bomba do voo 103 da Panam sobre Lockerbie, Escócia, a Líbia foi facilmente a escolhida.
Gaddafi's principal crime in the eyes of US President Ronald Reagan (1981-89) was not that he supported terrorist groups, but that he supported the wrong terrorist groups; i.e., Gaddafi was not supporting the same terrorists that Washington was, such as the Nicaraguan Contras, UNITA in Angola, Cuban exiles in Miami, the governments of El Salvador and Guatemala, and the US military in Grenada. The one band of terrorists the two men supported in common was the Moujahedeen in Afghanistan. O principal crime de Gaddafi aos olhos do Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan (1981-89) não foi ele ter apoiado grupos terroristas, e sim ter apoiado os grupos terroristas errados; isto é, Gaddafi não estava apoiando os mesmos terroristas que Washington apoiava, tais como os Contras da Nicarágua, a UNITA em Angola, exilados cubanos em Miami, os governos de El Salvador e Guatemala, e a instituição militar em Grenada. O único bando de terroristas que os dois homens apoiaram em comum foi o dos Mujahedin no Afeganistão.
And if all this wasn't enough to make Gaddafi Public Enemy Number One in Washington (Reagan referred to him as the "mad dog of the Middle East"), Gaddafi has been a frequent critic of US foreign policy, a serious anti-Zionist, pan-Africanist, and pan-Arabist (until the hypocrisy and conservatism of Arab governments proved a barrier). He also calls his government socialist. How much tolerance and patience can The Empire be expected to have? When widespread protests broke out in Tunisia and Egypt, could Washington have resisted instigating the same in the country sandwiched between those two? The CIA has been very busy supplying the rebels with arms, bombing support, money, and personnel. E se tudo isso não bastasse para tornar Gaddafi Inimigo Público Número Um em Washington (Reagan referia-se a ele como o "cachorro louco do Oriente Médio"), Gaddafi tem sido frequente crítico da política externa dos Estados Unidos, sério antissionista, pan-africanista, e pan-arabista (até a hipocrisia e o conservadorismo dos governos árabes revelar-se uma barreira). Também chama seu governo de socialista. Quanta tolerância e paciência espera-se que O Império tenha? Ao eclodirem protestos disseminados em Tunísia e Egito, poderia Washington ter resistido a instigar o mesmo no país ensanduichado entre aqueles dois? A CIA tem estado muito ocupada suprindo os rebeldes de armas, apoio de bombardeio, dinheiro e pessoal.
It may well happen that the Western allies will succeed in forcing Gaddafi out of power. Then the world will look on innocently as the new Libyan government gives Washington what it has long sought: a host-country site for Africom, the US Africa Command, one of six regional commands the Pentagon has divided the world into. Many African countries approached to be the host have declined, at times in relatively strong terms. Africom at present is headquartered in Stuttgart, Germany. According to a State Department official: "We've got a big image problem down there. ... Public opinion is really against getting into bed with the US. They just don't trust the US." 8 Another thing scarcely any African country would tolerate is an American military base. There's only one such base in Africa, in Djibouti. Watch for one in Libya sometime after the dust has settled. It'll be situated close to the American oil wells. Or perhaps the people of Libya will be given a choice — an American base or a NATO base. Bem poderá suceder de os aliados ocidentais terem sucesso em forçar Gaddafi a deixar o poder. Então o mundo olhará inocentemente enquanto o novo governo líbio der a Washington o que esta sonha há muito tempo: um país hospedeiro do Africom, o Comando da África dos Estados Unidos, um dos seis comandos regionais nos quais o Pentágono dividiu o mundo. Muitos países africanos abordados para serem hospedeiros declinaram do convite, por vezes em termos relativamente fortes. O Africom, atualmente, está sediado em Stuttgart, Alemanha. De acordo com uma autoridade do Departamento de Estado:  "Temos um grande problema de imagem lá. ... A opinião pública posiciona-se realmente contra envolvimento com os Estados Unidos. Ela simplesmente não confia nos Estados Unidos." 8 Outra coisa que dificilmente qualquer país africano toleraria seria uma base militar estadunidense. Há apenas uma base da espécie na África, em Djibouti. Fiquem atentos para a construção de uma delas na Líbia algum tempo depois de a poeira ter assentado. Ela estará situada perto dos poços de petróleo estadunidenses. Ou talvez ao povo da Líbia seja dada escolha — uma base estadunidense ou então uma base da OTAN.
And remember — in the context of recent history concerning Iraq, North Korea, and Iran — if Libya had nuclear weapons the United States would not be attacking it. E lembremo-nos — no contexto da história recente no tocante a Iraque, Coreia do Norte e Irã — se a Líbia tivesse armamentos nucleares os Estados Unidos não a estariam atacando.
Or the United States could realize that Gaddafi is no radical threat simply because of his love for Condoleezza Rice. Here is the Libyan leader in a March 27, 2007 interview on al-Jazeera TV: "Leezza, Leezza, Leezza ... I love her very much. I admire her, and I'm proud of her, because she's a black woman of African origin." Ou os Estados Unidos poderão entender que Gaddafi não representa ameaça radical pelo simples fato do afeto dele por Condoleezza Rice. Eis o que disse o líder líbio numa entrevista em 27 de março de 2007 na TV al-Jazeera: "Leezza, Leezza, Leezza ... Gosto muito dela. Admiro-a, e me orgulho dela, porque é uma mulher preta de origem africana."
Over the years, the American government and media have fed us all a constant diet of scandalous Gaddafi stories: He took various drugs, was an extreme womanizer, was bisexual, dressed in women's clothing, wore makeup, carried a teddy bear, had epileptic fits, and much more; some part of it may have been true. And now we have the US Ambassador to the United Nations, Susan Rice, telling us that Gaddafi's forces are increasingly engaging in sexual violence and that they have been issued the impotency drug Viagra, presumably to enhance their ability to rape. 9 Remarkable. Who would have believed that the Libyan Army had so many men in their 60s and 70s? Ao longo dos anos, o governo e a mídia estadunidenses nos vêm alimentando a todos com uma dieta constante de histórias escandalosas a respeito de Gaddafi: Ele usava diversas drogas, era desbragado cantador de mulheres, bissexual, vestia roupas de mulher, usava maquiagem, carregava um ursinho de pelúcia, tinha ataques epilépticos, e muito mais; parte disso pode ter sido verdade. E agora temos a Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, a dizer-nos que as forças de Gaddafi estão-se engajando em crescente violência sexual, tendo-lhes sido administrada a droga contra impotência Viagra, presumivelmente para aumentar-lhes a capacidade de estupro. 9 Notável. Quem teria acreditado que o exército líbio tivesse tantos homens na casa dos 60 e dos 70 anos de idade?
As I write this, US/NATO missiles have slammed into a Libyan home killing a son and three young grandchildren of Gaddafi, this after repeated rejections of Gaddafi's call for negotiations — another heartwarming milestone in the glorious history of humanitarian intervention, as well as a reminder of the US bombing of Libya in 1986 which killed a young daughter of Gaddafi. Enquanto escrevo isto, mísseis de Estados Unidos/OTAN atingiram um lar líbio matando um filho e três jovens netos de Gaddafi, isso depois de repetidas rejeições de pedidos de negociação por Gaddafi — outro reconfortante marco na gloriosa história de intervenções humanitárias, bem como evocador do bombardeio da Líbia pelos Estados Unidos em 1986, que matou uma jovem filha de Gaddafi.
Notes Notas
1. Video of Rice talk 1. Video da fala de Rice
2. Associated Press, September 21, 2006 2. Associated Press, 21 de setembro de 2006
3. Common Dreams, August 20, 2010 3. Common Dreams, 20 de agosto de 2010
4. Washington Post, March 4, 2011 4. Washington Post, 4 de março de 2011
5. Washington Times, February 24, 2011; The Telegraph (London), March 25, 2011; Alexander Cockburn, "Libya, Oh What a Stupid War; Fukushima, Cover-Up Amid Catastrophe"; "Al Qa'ida's Foreign Fighters in Iraq" (PDF), Combating Terrorism Center, US Military Academy, West Point, NY, December 2007 5. Washington Times, 24 de fevereiro de 2011; The Telegraph (Londres), 25 de março de 2011; Alexander Cockburn, "Líbia, Oh Que Guerra Estúpida; Fukushima, Encobrimento em meio a Catástrofe"; "Os Combatentes Estrangeiros da Al Qa'ida no Iraque" (PDF), Centro de Combate ao Terrorismo, Academia Militar dos Estados Unidos, West Point, NY, dezembro de 2007
6. Associated Press, April 20, 2011 6. Associated Press, 20 de abril de 2011
7. Gaddafi's history of supporting terrorism, real and alleged: William Blum, Killing Hope, chapter 48 7. A história de apoio ao terrorismo por Gaddafi, real e alegada: William Blum, Killing Hope, capítulo 48
8. The Guardian (London), June 25, 2007 8. The Guardian (Londres), 25 de junho de 2007
9. Reuters news agency, April 29, 2011 9. Agência de notícias Reuters, 29 de abril de 2011
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: 
Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of: William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2 - A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower - Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir - Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire - Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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