Wednesday, February 23, 2011

FFF - Commentaries - When Will George W. Bush Be Tried for His War Crimes?

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COMMENTARIES COMENTÁRIOS
When Will George W. Bush Be Tried for His War Crimes?
by 
Sheldon Richman, February 21, 2011
Quando Será George W. Bush Julgado por Seus Crimes de Guerra?
por Sheldon Richman, 21 de fevereiro de 2011
We should take a small measure of satisfaction in former President George W. Bush’s cancellation of his trip to Switzerland after human-rights groups threatened to bring legal action against him for authorizing torture. Persons detained by the U.S. government after 9/11 were subjected to what the Bush administration euphemistically called “enhanced interrogation,” including waterboarding. In reality those methods constituted torture, violating U.S. law and international agreements. Deveríamos permitir-nos pequena dose de satisfação pelo cancelamento, pelo ex-Presidente George W. Bush, de sua viagem à Suíça depois de grupos de direitos humanos ameaçarem abrir processo legal contra ele por ter autorizado tortura. Pessoas detidas pelo governo dos Estados Unidos depois do 11/9 foram sujeitadas ao que a administração Bush chamou eufemisticamente de “interrogatório intensificado,” incluindo o waterboarding(*). Em realidade esses métodos constituíam tortura, violando a lei dos Estados Unidos e acordos internacionais.

(*) O waterboarding é uma forma de afogamento controlado que logra obter dois efeitos simultâneos, levando a ‘confissão’ da vítima em questão de segundos: a sensação de afogamento e o reflexo faríngeo, ou reflexo de engasgo. Há uma boa foto de aplicação do waterboarding em http://science.howstuffworks.com/water-boarding.htm
Under those agreements charges can be filed against members of the Bush administration in jurisdictions outside the United States. The Center for Constitutional Rights along with European groups said they will ask Swiss authorities to initiate a criminal case against Bush. They also planned to file their own complaint. Nos termos desses acordos, pode ser dada entrada em acusações contra membros da administração Bush em jurisdições fora dos Estados Unidos. O Centro de Direitos Constitucionais, juntamente com grupos europeus, disse que pediria às autoridades suíças que dessem início a processo criminal contra Bush. Planejava também dar entrada em sua própria queixa.
If all that Bush and members of his administration suffer for their crimes are travel restrictions, it will be a mild penalty indeed. (Alas, the U.S. government can and probably will obtain immunity for him.) They deserve far more, starting with a public criminal investigation in the United States, followed by trials. But President Obama says there will be no investigation of top officials. Wishing to “look ahead,” he has decided to treat Bush & Co. as above the law, embracing Richard Nixon’s maxim, When the president does it, it’s not illegal. In Germany that used to be known as the Führer Principle. Many of us naively thought it was repudiated at the Nuremberg trials after World War II. How wrong we were. The stain that Bush and Obama have left on America won’t fade anytime soon. Se tudo o que Bush e membros de sua administração sofrerem por seus crimes for restrições de viagem, tratar-se-á, com efeito, de penalidade leve. (Infelizmente o governo dos Estados Unidos pode e provavelmente obterá imunidade para ele.) Eles merecem muito mais, começando com investigação criminal pública nos Estados Unidos, seguida de julgamentos. O Presidente Obama, contudo, diz que não haverá investigações de autoridades de alto escalão. Desejando “olhar para a frente,” decidiu tratar Bush & Cia como acima da lei, adotando a máxima de Richard Nixon: Quando o presidente é quem faz, não é ilegal. Na Alemanha isso era chamado de o Princípio do Führer. Muitos de nós ingenuamente pensávamos que ele havia sido repudiado nos julgamentos de Nuremberg depois da Segunda Guerra Mundial. A nódoa que Bush e Obama deixam nos Estados Unidos não será removida tão cedo.
It would have been bad enough to torture people actually suspected of wrongdoing, but the Bush administration went well beyond that. Many people subjected to hideous treatment were picked up on the flimsiest of “evidence.” People were offered bounties to turn others in; naturally, some saw that as a chance to settle old scores having nothing to do with terrorism. Absence of evidence (as former Defense Secretary Donald Rumsfeld might say) was not considered evidence of absence. In at least one case, a man was tortured — by the U.S. government’s helper in Egypt, Omar Suleiman — to get the prisoner to say that Iraqi dictator Saddam Hussein had trained al-Qaeda agents. Bush and Vice President Dick Cheney badly wanted to justify their preexisting wish to effect regime change in Iraq by tying Saddam to 9/11. But there was never any evidence of Iraqi complicity. Já teria sido ruim o bastante torturar pessoas de fato suspeitas de atos ilícitos, mas a administração Bush foi muito além. Muitas pessoas sujeitas a pavoroso tratamento foram apanhadas com base na mais frágil “evidência.” Foi oferecida recompensa para pessoas entregarem outras pessoas; naturalmente, alguns viram nisso uma oportunidade de acertar velhas contas que nada tinham a ver com terrorismo. A ausência de evidência (como poderia dizer o ex-Secretário de Defesa Donald Rumsfeld) não era considerada evidência de ausência. Em pelo menos um caso, um homem foi torturado — pelo auxiliar do governo dos Estados Unidos no Egito, Omar Suleiman — para fazer com que o prisioneiro dissesse que o ditador iraquiano Saddam Hussein havia treinado agentes da al-Qaeda. Bush e o Vice-Presidente Dick Cheney desejavam ardorosamente justificar seu desejo preexistente de efetuar mudança de regime no Iraque mediante vincular Saddam ao 11/9. Nunca houve, porém, qualquer evidência de cumplicidade do Iraque.
That reminds us that torture was not the only crime committed by the Bush administration. The Iraq and Afghanistan wars were also (and still are) outrages because, among other reasons, they were based on lies. Bush officials, such as Rumsfeld and Secretary of State Colin Powell, now acknowledge “misstatements,” but that can hardly be taken seriously. We know that back then grave doubts were expressed over the quality of the so-called intelligence about Saddam’s alleged weapons of mass destruction. Rumsfeld’s excuses are pathetic. When he beat the drums for war, he said he knew where Saddam’s WMDs were. Now he says he meant he knew the location of “suspected sites.” Did he step out of Orwell’s 1984? Isso nos faz lembrar de que a tortura não foi o único crime cometido pela administração Bush. As guerras de Iraque e Afeganistão também foram (e ainda são) um acinte por, entre outros motivos, terem-se baseado em mentiras. As autoridades de Bush, tais como Rumsfeld e o Secretário de Estado Colin Powell, hoje reconhecem “declarações errôneas,” mas isso dificilmente poderá ser levado a sério. Sabemos que já naquele tempo foram expressadas graves dúvidas acerca da qualidade da assim chamada inteligência quanto às alegadas armas de destruição em massa de Saddam. As desculpas de Rumsfeld são patéticas. Quando fazia soar os tambores de guerra, dizia que sabia onde estavam as armas de destruição em massa de Saddam. Agora diz que sabia a localização de “lugares suspeitos.” Terá ele saído do 1984 de Orwell?
As many people long have believed, the Bush administration’s defector/informants were lying, but their American handlers didn’t care. The one known as Curvevball, Rafid Ahmed Alwan al-Janabi, admits he lied about Iraq’s biological weapons. “I had the chance to fabricate something to topple the regime. I and my sons are proud of that....” Janabi said, according to the Guardian. Como muitas pessoas acreditam há muito tempo, os desertores/informantes da administração Bush estavam mentindo, mas seus gerentes estadunidenses não se importavam. O conhecido como Curvevball, Rafid Ahmed Alwan al-Janabi, admite ter mentido acerca das armas biológicas do Iraque. “Tive a oportunidade de inventar algo para derrubar o regime. E meus filhos orgulham-se disso….,” disse Janabi, de acordo com o Guardian.
Is he proud of the million Iraqis who died, directly and indirectly, because of the war he helped bring about? How about all the maimed children? Are Bush, Cheney, Rumsfeld, Powell, and Condoleezza Rice satisfied that they relied on Janabi? Did they really have no reason for skepticism about his claims and motives? Terá ele orgulho do milhão de iraquianos que morreu, direta e indiretamente, devido à guerra que ajudou a desencadear? E quanto às crianças mutiladas? Estão Bush, Cheney, Rumsfeld, Powell e Condoleezza Rice satisfeitos de terem confiado em Janabi? Será que eles realmente não tinham nenhum motivo de ceticismo no tocante às afirmações e às motivações dele?
Americans are forced to spend billions of dollars on intelligence-gathering every year. Yet many insiders doubted what the administration was told about Iraqi WMDs in 2002. So what? Bush & Co., hell bent on killing Arabs after 9/11, weren’t interested in evidence or the lack thereof. They needed a way to scare the American people into war, and nothing was going to stop them. Os estadunidenses são forçados a gastar biliões de dólares, todo ano, em coleta de inteligência. No entanto, muitas pessoas de dentro duvidavam do que a administração havia dito, em 2002, acerca das armas de destruição em massa do Iraque. E daí? Bush & Cia., decididos a matar árabes depois do 11/9, não estavam interessados em evidência ou na falta dela. Precisavam de algum modo de causar pavor no povo estadunidense levando-o à guerra, e nada os deteria.
Let us hope the retribution against this evil bunch is only just beginning. Esperemos que a retribuição contra esse bando maligno esteja apenas começando.
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation, author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog “Free Association” at www.sheldonrichman.com. Send him email. Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista e editor da revista  O Homem Livre. Visite o blog dele, “Livre Associação,” em www.sheldonrichman.com. Envie-lhe email.

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