Sunday, February 20, 2011

FFF - Commentaries - U.S. Versus the Egyptian People

http://www.fff.org/comment/com1102d.asp http://www.fff.org/comment/com1102d.asp
THE FUTURE OF FREEDOM FOUNDATION - FFF A FUNDAÇÃO FUTURO DE LIBERDADE - FFF
COMMENTARIES COMENTÁRIOS
U.S. Versus the Egyptian People
by Sheldon Richman, February 14, 2011
Os Estados Unidos Contra o Povo Egípcio
por
 Sheldon Richman, 14 de fevereiro de 2011
The last thing the U.S. policy elite wants is real democracy in Egypt. That country has been a linchpin of American foreign policy for more than 30 years precisely because its government has been able to defy the will of the Egyptian people. If that should change now, America’s rulers and their Israeli partners will be in panic mode, if they aren’t already. A última coisa que a elite política dos Estados Unidos quer é democracia real no Egito. Aquele país veio sendo elemento crítico da política externa estadunidense por mais de 30 anos precisamente pelo fato de seu governo ter sido capaz de afrontar a vontade do povo egípcio. Se isso mudar agora, os governantes dos Estados Unidos e seus parceiros israelenses entrarão em estado de pânico, se ainda não entraram.
We may discount the insipid kind-of-pro-democracy statements coming from President Barack Obama and Secretary of State Hillary Clinton. They wanted the street protesters to go away, and if lip service to human rights would help bring that about, then they would engage in it. But they were careful not to encourage the throngs in Cairo’s Tahrir (Liberation) Square because they don’t trust common people with big decisions. Obama and Clinton played a cunning game, but rather ineptly. Earlier this month their special envoy, Frank Wisner, publicly said his old friend Egyptian dictator Hosni Mubarak “must stay in office to steer” the way toward a “national consensus around the preconditions” for reform. Clinton tried to distance herself from Wisner’s too-blunt words before essentially saying the same thing later. Podemos descontar as insípidas declarações de tipo pró-democracia oriundas do Presidente Barack Obama e da Secretária de Estado Hillary Clinton. Eles queriam que os manifestantes de rua fossem para casa, e se falsos elogios aos direitos humanos pudessem ajudar a fazer isso acontecer, proferi-los-iam. Tomaram, contudo, o cuidado de não estimular a multidão na Praça Tahrir (Libertação) do Cairo, porque não confiam em que pessoas comuns possam tomar grandes decisões. Obama e Clinton fizeram um jogo astucioso, mas bastante ineptamente. Mais cedo este mês o enviado especial deles, Frank Wisner, disse publicamente que seu velho amigo o ditador egípcio Hosni Mubarak “tem de continuar no cargo para manter sob controle” a marcha rumo a um “consenso nacional acerca das precondições” da reforma. Clinton tentou distanciar-se das palavras demasiado desbocadas de Wisner antes de, posteriormente, dizer essencialmente a mesma coisa.
But events moved too fast, and now Mubarak is history. Os eventos, porém, moveram-se demasiado rápido, e agora Mubarak é história.
The American policymakers must be frustrated. They need a firm hand in Egypt, but Mubarak stayed too long and they were powerless to maneuver Vice President Omar Suleiman into power. Suleiman was to be their new man. He had been a good servant through the years: When the CIA needed to have someone tortured, he was the go-to guy. The people would not have accepted him as the successor to Mubarak. Os formuladores de políticas estadunidenses certamente estão frustrados. Precisam de mão forte no Egito, mas Mubarak ficou tempo demais e eles foram impotentes para fazer a manobra de colocar o Vice-Presidente Omar Suleiman no poder. Suleiman seria seu novo homem. Havia sido bom servidor ao longo dos anos: Quando a CIA precisava de alguém ser torturado, ele era o cara com quem falar. O povo não o teria aceito como sucessor de Mubarak.
Why did the U.S. government side with authoritarianism in Egypt? To update what Franklin Roosevelt is reported to have said about Nicaraguan dictator Anastasio Somoza in 1939: Mubarak and Suleiman may have been sons of bitches, but they were our sons of bitches. For decades they were faithful agents of the American empire, at a cost of well over a $1 billion a year from American taxpayers. In the eyes of the power elite, it was money well spent. Por que o governo dos Estados Unidos apoiou o autoritarismo no Egito? Para atualizar o que se diz Franklin Roosevelt ter dito acerca do ditador nicaraguense Anastasio Somoza em 1939: Mubarak e Suleiman podem ter sido filhos da puta, mas eram nossos filhos da puta. Durante décadas foram agentes fiéis do império estadunidense, a custo de bem mais de $1 bilião de dólares por ano dos contribuintes estadunidenses. Aos olhos da elite do poder, era dinheiro bem empregado.
Support for Egyptian dictators was part of a bigger plan. Since World War II, when America succeeded Great Britain as the chief imperial power in the region, the U.S. government has opposed Arab nationalism and independence, and supported any ruler — secular or religious — who would toe the U.S. line. When it was necessary to cultivate the Muslim Brotherhood in Egypt because it hated secular nationalism and Marxism, that was the policy the Americans pursued. (In 1953 Dwight Eisenhower hosted a Muslim Brotherhood envoy at the White House, despite its reputation for violence.) At other times, it supported autocratic rulers who suppressed that organization (which renounced violence more than 50 years ago). It all depended on who America’s official enemy was and who was willing to carry water for the U.S. government — a cynical game, but that’s what superpowers do to gain their objectives. O apoio a ditadores egípcios era parte de um plano maior. Desde a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos sucederam a Grã-Bretanha como principal poder imperial na região, o governo dos Estados Unidos veio-se opondo ao nacionalismo e à independência árabes, e apoiou qualquer governante — secular ou religioso — que se enquadrasse na linha dos Estados Unidos. Quando foi necessário manter boas relações com a Irmandade Muçulmana no Egito por ela odiar o nacionalismo secular e o marxismo, essa foi a política perseguida pelos estadunidenses. (Em 1953 Dwight Eisenhower recebeu um enviado da Irmandade Muçulmana na Casa Branca, a despeito da reputação dela de violência.) Em outras ocasiões, apoiou governantes autocráticos que reprimiram aquela organização (que renunciou à violência há mais de 50 anos). Tudo dependia de quem era o inimigo oficial dos Estados Unidos e de quem estava disposto a carregar água para o governo dos Estados Unidos — um jogo cínico, mas isso é o que as superpotências fazem para atingir seus objetivos.
And what were America’s objectives? Control of the vast oil reserves, which are seen as essential to U.S. global hegemony, and (mostly for domestic political reasons) unconditional support of Israel, including its expansion onto Palestinian land and intimidation of its neighbors. Any Arab leader willing to advance those goals — no matter how brutal or defiant of the people — could be a well paid friend of the United States. Otherwise, watch out. E quais eram os objetivos dos Estados Unidos? Controle das vastas reservas de petróleo, vistas como essenciais para a hegemonia global dos Estados Unidos e (principalmente por motivos políticos domésticos) apoio incondicional a Israel, inclusive a expansão daquele país para dentro de terra palestina e intimidação dos vizinhos dele. Qualquer líder árabe disposto a promover esses objetivos — não importa quão brutal ou afrontador do povo — podia tornar-se bem-pago amigo dos Estados Unidos. Caso contrário, cuidado.
The problem for America’s policy elite is that Arabs like neither foreign interference nor the brutal treatment of the Palestinians. That’s why they had to be denied a say in their own governance. Look up what happened when the “wrong” parties won elections in Algeria and Gaza. If the winner in a free Egyptian election is a party that sides with the long-suffering Palestinians, don’t expect the U.S. government to stand by. O problema da elite política dos Estados Unidos é os árabes não gostarem nem de interferência estrangeira nem do tratamento brutal dispensado aos palestinos. Eis porque foi necessário negar a eles voz ativa quanto à própria maneira de serem governados. Vejam só o que aconteceu quando os partidos “errados” ganharam as eleições na Argélia e em Gaza. Se o vencedor numa eleição egípcia livre for um partido que se ponha a favor dos palestinos sofredores há tanto tempo, não esperem que o governo dos Estados Unidos o apoiem.
And yet what could it do? Egyptians have experienced people power. They know what it’s like to abolish a government. Incredibly, Mubarak is gone, and resistance to other dictators is spreading. For America’s rulers, the chickens are on their way home. How could they not have known this day would come? E no entanto o que poderá ele fazer? Os egípcios tiveram a experiência do poder do povo. Sabem o que é extinguir um governo. Incrível, mas Mubarak se foi, e a resistência a outros ditadores está-se espalhando. Para os governantes dos Estados Unidos, a hora da verdade está chegando. Como não saberiam eles que esse dia chegaria?
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation, author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor ofThe Freeman magazine. Visit his blog “Free Association” at www.sheldonrichman.com. Send him email. Sheldon Richman é integrante de alto nível de A Fundação Futuro de Liberdade, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista, e editor da revista O Homem Livre. Visite o blog dele, “Livre Associação” em www.sheldonrichman.com. Envie-lhe email.

No comments:

Post a Comment