Friday, February 4, 2011

The Anti-Empire Report - A Cautionary Tale


The Anti-Empire Report
O Relatório
Anti-Império
February 3rd, 2011
by William Blum
3 de fevereiro de 2011
por William Blum
A cautionary tale

Episódio admonitório

In July of 1975 I went to Portugal because in April of the previous year a bloodless military coup had brought down the US-supported 48-year fascist regime of Portugal, the world's only remaining colonial power. This was followed by a program centered on nationalization of major industries, workers control, a minimum wage, land reform, and other progressive measures. Military officers in a Western nation who spoke like socialists was science fiction to my American mind, but it had become a reality in Portugal. The center of Lisbon was crowded from morning till evening with people discussing the changes and putting up flyers on bulletin boards. The visual symbol of the Portuguese "revolution" had become the picture of a child sticking a rose into the muzzle of a rifle held by a friendly soldier, and I got caught up in demonstrations and parades featuring people, including myself, standing on tanks and throwing roses, with the crowds cheering the soldiers. It was pretty heady stuff, and I dearly wanted to believe, but I and most people I spoke to there had little doubt that the United States could not let such a breath of fresh air last very long. The overthrow of the Chilean government less than two years earlier had raised the world's collective political consciousness, as well as the level of skepticism and paranoia on the left.
Em julho de 1975 fui a Portugal porque, em abril do ano anterior, golpe militar não sangrento havia derrubado o regime fascista, de 48 anos de idade, apoiado pelos Estados Unidos, de Portugal, a única potência colonial remanescente. Seguiu-se programa centrado em nacionalização das principais indústrias, controle pelos trabalhadores, salário mínimo, reforma agrária e outras medidas progressistas. Para minha mente estadunidense, autoridades militares de nação ocidental falando como socialistas era ficção científica, mas isso havia-se tornado realidade em Portugal. O centro de Lisboa ficava apinhado de manhã à noite com pessoas discutindo as mudanças e afixando panfletos em quadros de avisos. O símbolo visual da "revolução" portuguesa havia-se tornado a figura de uma criança colocando uma rosa na ponta do cano de um rifle portado por soldado amigável, e me vi envolvido em manifestações e paradas que exibiam pessoas, inclusive eu próprio, de pé sobre tanques e jogando rosas, com as multidões aclamando os soldados. Era emocionante, e desejei ardentemente acreditar, mas eu e a maior parte das pessoas com quem falei ali tínhamos pouca dúvida de que os Estados Unidos não deixariam que aquela lufada de ar fresco durasse muito. A derrubada do governo chileno menos de dois anos antes havia despertado a consciência política coletiva do mundo, bem como o nível de ceticismo e paranoia na esquerda.
Washington and multinational corporate officials who were on the board of directors of the planet were indeed concerned. Besides anything else, Portugal was a member of NATO. Destabilization became the order of the day: covert actions; attacks in the US press; subverting trade unions; subsidizing opposition media; economic sabotage through international credit and commerce; heavy financing of selected candidates in elections; a US cut-off of Portugal from certain military and nuclear information commonly available to NATO members; NATO naval and air exercises off the Portuguese coast, with 19 NATO warships moored in Lisbon's harbor, regarded by most Portuguese as an attempt to intimidate the provisional government. In 1976 the "Socialist" Party (scarcely further left and no less anti-communist than the US Democratic Party) came to power, heavily financed by the CIA, the Agency also arranging for Western European social-democratic parties to help foot the bill. The Portuguese revolution was dead, stillborn.1
Washington e autoridades corporativas multinacionais que figuravam na diretoria do planeta ficaram realmente preocupadas. Além de tudo, Portugal era membro da OTAN. A desestabilização tornou-se a ordem do dia: ações secretas; ataques pela imprensa dos Estados Unidos; subversão dos sindicatos de trabalhadores; subsídios para a mídia de oposição; sabotagem econômica por meio de crédito e comércio internacionais; financiamento pesado de candidatos selecionados, nas eleições; exclusão de Portugal, pelos Estados Unidos, de certas informações militares e nucleares comumente disponíveis para membros da OTAN; exercícios navais e aéreos ao largo da costa portuguesa, com 19 navios de guerra da OTAN atracados no porto de Lisboa, vistos pela maioria dos portugueses como tentativa de intimidar a governo provisório. Em 1976 o Partido "Socialista" (ligeiramente mais à esquerda e não menos anticomunista do que o Partido Democrático dos Estados Unidos) subiu ao poder, fortemente financiado pela CIA, que também deu jeito de partidos social-democráticos da Europa Ocidental ajudarem a pagar a conta. A revolução portuguesa estava morta, natimorta.1
The events in Egypt cannot help but remind me of Portugal. Here, there, and everywhere, now and before, the United States of America, as always, is petrified of anything genuinely progressive or socialist, or even too democratic, for that carries the danger of allowing god-knows what kind of non-America-believer taking office. Honduras 2009, Haiti 2004, Venezuela 2002, Ecuador 2000, Bulgaria 1990, Nicaragua 1990 ... dozens more ... anything, anyone, if there's a choice, even a dictator, a torturer, is better.
Os eventos no Egito só me fazem lembrar de Portugal. Aqui, lá, e em toda parte, agora e antes, os Estados Unidos da América, como sempre, ficam petrificados diante de qualquer coisa genuinamente progressista ou socialista, e mesmo excessivamente democrática, pois há o perigo de sabe deus que tipo de não crente nos Estados Unidos subir ao poder. Honduras 2009, Haiti 2004, Venezuela 2002, Equador 2000, Bulgária 1990, Nicarágua 1990 ... dezenas de outros casos ... qualquer coisa, qualquer um, se existir opção, até mesmo um ditador, um torturador, é preferível.
Notes
Notes
William Blum, "Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower", pages 187, 228 for sources.
William Blum, "Estado Patife: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo", páginas 187, 228 para fontes.

William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.



William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum tem sido jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum

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