Monday, January 10, 2011

FFF Commentaries - Afghanistan: War of Choice Not Necessity




FFF Commentaries
Comentários da FFF
Afghanistan: War of Choice Not Necessity
by Sheldon Richman, January 7, 2011
Afeganistão: Guerra por Escolha, Não por Necessidade
por Sheldon Richman, 7 de janeiro de 2011
In December President Barack Obama received his annual assessment of the war in Afghanistan, then reported to the American people that the mission is “on track” and troops would begin to withdraw next July. But the semi-upbeat assessment was less than persuasive because, as the Washington Post reported, “The overview of the long-awaited report contained no specifics or data to back up its conclusions. The actual assessment document is classified and will not be made public.”
Em dezembro o Presidente Barack Obama recebeu sua avaliação anual da guerra no Afeganistão, e em seguida informou ao povo estadunidense que a missão está "dentro dos conformes" e as tropas começarão a retirar-se em julho próximo. Contudo, a avaliação semieupéptica não foi lá muito persuasiva porque, como informou o Washington Post, “O sumário do de havia muito esperado relatório não incluiu elementos ou dados específicos para fundamentar suas conclusões. O documento real de avaliação é secreto e não será tornado público."
In other words, if we are to believe the president, we have to take him on faith. But even Obama noted during a media briefing, “the gains we’ve made are fragile and reversible.”
Em outras palavras, se tivermos de acreditar no presidente, há de ser com base na fé. Até Obama, contudo, observou, no decorrer do encontro informativo com a mídia: "os ganhos que obtivemos são frágeis e reversíveis."
Yet that is way too optimistic. As University of Michigan Professor Juan Cole writes in “Top Ten Myths about Afghanistan, 2010,” “A recent National Intelligence Estimate by 16 intelligence agencies found no progress. It warned that large swathes of the country were at risk of falling to the Taliban and that they still had safe havens in Pakistan, with the Pakistani government complicit.”
Contudo, até isso é excessivamente otimista. Como escreve o Professor Juan Cole, da Universidade de Michigan, em "Os Dez Principais Mitos Acerca do Afeganistão, 2010," "Recente Estimativa da Inteligência Nacional elaborada por 16 órgãos de inteligência não identificou qualquer progresso. Advertiu que grandes áreas do país estavam em risco de cair nas mãos do Talibã e este ainda tinha refúgios no Paquistão, com cumplicidade do governo paquistanês."
Casualties, including civilian, were higher last year than the year before.
Baixas, inclusive civis, foram maiores do que no ano passado e no ano anterior.
In August 2009 Obama declared before the Veterans of Foreign Wars, “This is not a war of choice. This is a war of necessity.” Is that true? It is useful to take a look back to 2001–02.
Em agosto de 2009 Obama declarou diante dos Veteranos de Guerras Externas: “Esta não é uma guerra por escolha. É uma guerra por necessidade." Será verdade? Vale dar uma olhada no passado, em 2001-02.
Anand Ghopal, who has covered Afghanistan for both the Wall Street Journal and Christian Science Monitor, reports that after the Taliban government fell in Kabul in 2001, members of the ruling group, resigned to Afghanistan’s new situation, expressed a willingness to surrender to U.S. forces. The surrendering Taliban leaders offered not to participate in   politics if the new government would not arrest them. “But [but U.S.-picked leader Hamid] Karzai and other government officials ignored the overture — largely due to pressures from the United States and the Northern Alliance, the Taliban’s erstwhile enemy,” Ghopal added. The surrendering Taliban were subject to “widespread intimidation and harassment.... Many of the signatories of the letter [offering surrender] were to become leading figures in the insurgency.”
Anand Ghopal, tendo coberto o Afeganistão para o Wall Street Journal e o Christian Science Monitor, relata que, depois de o governo do Talibã ter caído em Cabul em 2001, membos do grupo governante, conformados com a nova situação do Afeganistão, expressaram desejo de render-se às forças dos Estados Unidos. Os líderes do Talibã dispostos a render-se ofereceram-se para não participar da política se o novo governo não os prendesse. “Contudo [o líder escolhido pelos Estados Unidos, Hamid] Karzai e outras autoridades do governo ignoraram o gesto — em grande parte por causa de pressões dos Estados Unidos e da Aliança do Norte, antiga inimiga do Talibã," adiu Ghopal. O Talibã disposto a render-se foi submetido a "intimdação e assédio generalizados.... Muitos dos signatários da carta [oferecendo rendição] tornar-se-iam figuras líderes da insurgência.”
Thus the resistance was largely of the U.S. government’s own making. It was surely made more robust by the brutal treatment. “The alienation of leading former Taliban commanders in Kandahar would become a key motivating factor in sparking the insurgency there. Kandahar’s governor, Gul Agha Sherzai, had initially taken a conciliatory attitude toward former Taliban figures. But his close ties with U.S. special forces, who often posted rewards for top Taliban leaders, as well as isolated attacks   against the government and the possibility of exploiting his position for financial gain, eventually led to a retaliatory approach,” Ghopal wrote. “These commanders targeted men formerly associated with the Taliban, often torturing them in secret prisons, according to numerous tribal elders, government officials, and Taliban members.”
Assim, pois, a resistência foi, em grande parte, criação do próprio governo dos Estados Unidos. Seguramente foi tornada mais robusta pelo tratamento brutal. "A alienação dos principais antigos comandantes do Talibã em Kandahar tornar-se-ia fator motivador decisivo no desencadeamento da insurgência ali. O governador de Kandahar, Gul Agha Sherzai, houvera inicialmente assumido atitude conciliadora em relação às antigas figuras do Talibã. Todavia, seus estreitos laços com as forças especiais dos Estados Unidos, que amiúde afixavam cartazes de recompensa por líderes de topo do Talibã, bem como ataques isolados contra o governo e a possibilidade de explorar sua posição para ganho financeiro finalmente levaram-no a uma abordagem retaliativa,” escreveu Ghopal. “Aqueles comandantes visaram a homens antes associados ao Talibã, torturando-os amiúde em prisões secretas, de acordo com numerosos líderes tribais, autoridades do governo, e membros do Talibã."
Many of the former Taliban escaped to Pakistan, but even after insurgency activities they were still open to making peace with the American-backed Karzai regime. “But lack of political will by the central government in Kabul and opposition from some sections of the U.S. leadership meant that such approaches were ultimately ignored,” Ghopal wrote (emphasis added). Repeated subsequent peace overtures were also rebuffed.
Muitos dos antigos Talibãs escaparam para o Paquistão mas, mesmo depois das atividades de insurgência, ainda estavam dispostos a firmar paz com o regime, apoiado pelos estadunidenses, de Karzai. “A falta de vontade política, sem embargo, do governo central em Cabul e a oposição de alguns setores da liderança estadunidense levaram tais abordagens a ser, no final, ignoradas,” escreveu Ghopal (ênfase adida). Repetidas manifestações subsequentes de boa vontade em relação à paz foram também rejeitadas.
That is startling information. U.S. forces have been in Afghanistan longer than the Soviet Union was. Between October 2001 and mid-December 2010, nearly 2,200 U.S.-led coalition troops have been killed in the invasion and occupation. Of those, 1,361 were American. Using various estimates, Wikipedia calculates that 14,643–34,240 civilians have died directly and indirectly because of the war. Most of those people would be alive today if the Taliban offer of surrender and peace had been accepted.
Essas informações são surpreendentes. As forças dos Estados Unidos estão no Afeganistão há mais tempo do que lá esteve a União Soviética. Entre outubro de 2001 e meado de dezembro de 2010, aproximadamente 2.200 soldados da coalizão liderada pelos Estados Unidos foram mortos na invasão e ocupação. Desses, 1.361 foram estadunidenses. Usando diversas estimativas, a Wikipedia calcula 14.643–34.240 civis terem morrido direta e indiretamente por causa da guerra. A maioria dessas pessoas estaria hoje viva se a oferta de rendição e paz do Talibã tivesse sido aceita.
Today virtually no al-Qaeda operate in Afghanistan, and U.S./NATO forces are mostly fighting warlords who were allies during the Soviet invasion. Staying even one more day is immoral — and criminal.
Hoje praticamente ninguém da al-Qaeda opera no Afeganistão, as forças dos Estados Unidos/OTAN estão combatendo principalmente barões da guerra que eram aliados durante a invasão soviética. Ficar mesmo um dia mais é imoral — e criminoso.
Obama is wrong. Afghanistan was and is a war of choice.
Obama está errado. A do Afeganistão era e é uma guerra por escolha.
Sheldon Richman is senior fellow at The Future of Freedom Foundation, author of Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State, and editor of The Freeman magazine. Visit his blog “Free Association” atwww.sheldonrichman.com. Send him email.
Sheldon Richman é membro de alto nível da Fundação Futuro de Liberdade, autor de Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista, e editor da revista O Homem Livre. Visite o blog dele, “Livre Associação,” em www.sheldonrichman.com. Envie-lhe email.

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