Friday, January 21, 2011

Countering Pentagon Propaganda About Prisoners Released from Guantánamo



Countering Pentagon Propaganda About Prisoners Released from Guantánamo
by Andy Worthington, January 18, 2011
Contraposição a Propaganda do Pentágono Quanto a Libertação de Prisioneiros de Gitmo
por Andy Worthington, 18 de janeiro de 2011
For several years now, one organization in the U.S. government has persistently undermined attempts to have a grown-up debate about the perceived dangerousness of prisoners at Guantánamo, and the need to bear security concerns in mind whilst also trying to empty the prison and to bring to an end this particularly malign icon of the Bush administration's ill-conceived response to the 9/11 attacks.
Desde há agora vários anos uma organização do governo dos Estados Unidos vem persistentemente solapando tentativas de um debate adulto acerca da pretensa periculosidade dos prisioneiros de Guantánamo, e da necessidade de terem-se em mente preocupações de segurança procurando-se, ao mesmo tempo, esvaziar a prisão e pôr fim a esse símbolo particularmente maligno da malconcebida reação da administração Bush aos ataques do 11/9.
That organization is the Pentagon, and its habit of issuing announcements regarding the alleged recidivism of prisoners released from Guantánamo — without documentation to back up its claims —- has also exposed a startling lack of journalistic integrity in the mainstream media. Although the Pentagon had regularly drip-fed alarmist reports about recidivism into the media during the Bush administration, which were picked up and reported despite their lack of sources and their often contradictory nature — as explained in a detailed report by researchers at the Seton Hall Law School in New Jersey (PDF) — the propaganda war has become noticeably more bold under President Obama.
Essa organização é o Pentágono, e seu hábito de divulgar notícias acerca do alegado recidivismo de prisioneiros libertados de Guantánamo — sem documentação em respaldo de suas afirmações  — também já tornou visível impressionante falta de integridade jornalística na mídia majoritária. Embora o Pentágono já viesse respingando informes alarmistas na mídia durante a administração Bush, os quais eram coletados e divulgados apesar de falta de fontes e de seu caráter amiúde contraditório — como explicado num relatório detalhado de pesquisadores da Faculdade de Direito de Seton Hall em New Jersey (PDF) — a guerra de propaganda tornou-se particularmente mais audaciosa no governo do Presidente Obama.
The first report under Obama, issued on May 21, 2009, gained high-profile approval when, to its shame, the New York Times uncritically published a front-page story entitled, “1 In 7 Detainees Rejoined Jihad, Pentagon Finds,”   in which Elisabeth Bumiller, relying on an advance copy of a Pentagon report, stated that “74 prisoners released from Guantánamo have returned to terrorism, making for a recidivism rate of nearly 14 percent.”
O primeiro relatório no governo Obama, divulgado em 21 de maio de 2009, ganhou aprovação com características de notoriedade quando, para sua vergonha, o New York Times publicou, de modo não crítico, artigo de primeira página intitulado "1 Em Cada 7 Detentos Voltou à Jihad, Descobre o Pentágono,” no qual Elisabeth Bumiller, baseando-se numa cópia preliminar de um relatório do Pentágono, afirmava que "74 prisioneiros libertados de Guantánamo voltaram ao terrorismo, representando taxa de recidivismo de aproximadamente 14 por cento."
In fact, the Pentagon had only provided names and “confirmation” for 27 of the 74 prisoners cited in the report, and there were doubts about the recidivism of some of the 27 prisoners named in the report, as was revealed a week later, when the Times allowed Peter Bergen and Katherine Tiedemann of the New America Foundation to write an op-ed criticizing Bumiller’s article, in which they concluded, from an examination of the report (PDF), that a more probable figure for recidivism — based on the fact that there were “12 former detainees who can be independently confirmed to have taken part in terrorist acts directed at American targets, and eight others suspected of such acts” — was “about 4 percent of the 534 men who have been released.”
Na verdade, o Pentáno havia apenas fornecidos nomes e "confirmação" no tocante a 27 dos 74 prisioneiros citados no relatório, e havia dúvidas acerca do recidivismo de alguns dos 27 prisioneiros mencionados no relatório, como revelado uma semana depois, quando o Times permitiu a Peter Bergen e Katherine Tiedemann, da Fundação Nova América, escreverem um artigo opinativo criticando o artigo de Bumiller, no qual concluíram, de exame do relatório (PDF), que índice mais provável de recidivismo — baseado no fato de haver "12 ex-detentos que podem ser independentemente confirmados como tendo tomado parte em atos terroristas dirigidos contra alvos estadunidenses, e outros oito suspeitos de tais atos" — seria de "cerca de 4 por cento dos 534 homens já libertados.”
The Times later apologized by publishing an Editor’s Note, noting that its original article should have stated that “about one in 20 of former Guantánamo prisoners described in the Pentagon report were now said to be engaging in terrorism,” but as I explained at the time, the damage had already been done, as it led directly to the following assertion by former Vice President Dick Cheney, discussing the prisoners still held at Guantánamo:
Times posteriormente pediu desculpas, mediante publicação de uma Nota do Editor, observando que seu artigo original deveria ter declarado que "cerca de um em cada 20 ex-prisioneiros de Guantánamo descritos no relatório do Pentágono estaria envolvido em terrorismo" mas, como expliquei à época, o dano já havia sido feito, na medida em referido artigo levou diretamente à seguinte asserção do ex-Vice-Presidente Dick Cheney, discutindo os prisioneiros ainda mantidos presos em Guantánamo:
Keep in mind that these are hardened terrorists picked up overseas since 9/11. The ones that were considered low-risk were released a long time ago. And among these, we learned yesterday, many were treated too leniently, because 1 in 7 cut a straight path back to their prior line of work and have conducted murderous attacks in the Middle East.
Tenhamos presente que essas pessoas são terroristas obstinados apanhados no exterior desde 11/9. Os considerados de baixo risco já foram libertados há muito tempo. E, entre esses últimos, ficamos sabendo ontem, muitos foram tratados de maneira excessivamente leniente, porque 1 em cada 7 voltaram diretamenta a sua linha de trabalho anterior e conduziram ataques assassinos no Oriente Médio.
More important, the Times story conveniently appeared on the front page on the day that President Obama delivered a major national security speech at the National Archives, reviving the much-criticized military commissions at Guantánamo (which he had suspended on his first day in office), and also alerting the world to his depressing plans to hold some prisoners at Guantánamo indefinitely without charge or trial. These developments were profoundly dispiriting to those who hoped that Obama would thoroughly reverse and repudiate the Bush administration's innovations regarding detention policies and trials for prisoners seized in the “war on terror.”
Mais importante, o artigo do Times convenientemente apareceu na primeira página no dia em que o Presidente Obama proferiu importante discurso de segurança nacional nos Arquivos Nacionais, restaurando as muito criticadas comissões militares em Guantánamo (que havia suspenso em seu primeiro dia no cargo), e também alertando o mundo de seus deprimentes planos de manter alguns prisioneiros de Guantánamo detidos indefinidamente sem acusação ou julgamento. Esses desdobramentos foram profundamente desalentadores para aqueles que esperavam Obama revertesse e repudiasse cabalmente as inovações da administração Bush no tocante a políticas de detenção e julgamento de prisioneiros apanhados na "guerra contra o terror."
In January 2010, the Pentagon again issued a warning about recidivism, this time the day after President Obama announced a moratorium on releasing any Yemenis cleared for release from Guantánamo by his own interagency Guantánamo Review Task Force. The impetus for this unprincipled moratorium was the hysterical response to the   news that the failed Christmas Day plane bomber, Umar Farouk Abdulmutallab, had been recruited in Yemen, and while it may have suited Obama to have the Pentagon release a new recidivism claim to bolster his moratorium (as it may have suited him in May 2009 to have a report released when he was laying down tough new policies that enraged progressive supporters), it also remains possible that the Pentagon was conducting its own game.
Em janeiro de 2010 o Pentágono, novamente, divulgou advertência acerca de recidivismo, desta vez no dia subsequente ao em que o Presidente Obama anunciou moratória quanto a libertação de quaisquer iemenitas liberados para libertação de Guantánamo por sua própria Força-Tarefa interagências de Revisão de Guantánamo. O incentivo para essa moratória imoral foi a reação histérica à notícia de o fracassado explodidor de bombas em avião do dia de Natal, Umar Farouk Abdulmutallab, ter sido recrutado no Iêmen, e embora possa ser que conviesse a Obama a divulgação, pelo Pentágono, de nova asseveração de recidivismo a reforçar sua moratória (como poderá ter convindo a ele, em maio de 2009, que fosse divulgado um relatório enquanto ele estipulava novas políticas duras que suscitaram a ira de partidários progressistas), também remanesce possível que o Pentágono estivesse conduzindo seu próprio jogo.
Certainly, the claims issued in January last year showed every sign of having been whipped up in a hurry. Instead of a report, the Pentagon briefed reporters that the recidivism rate was now 1 in 5 of the released prisoners, without providing any back-up information whatsoever, and then watched contentedly as one media outlet after another parroted their comments. Reuters uncritically ran an article entitled, “One in 5 ex-Guantánamo detainees joining militants,” (which it later changed to “U.S. believes 1 in 5 ex-detainees joining militants”), and other media outlets soon joined in, including the New York Times (in an article that is no longer available online), in which the discredited claims of May 2009 were again repeated in the following line: “The rate of those returning to militancy was first reported early last year to be 11 percent. In April it was 14 percent.”
Certamente, as afirmações divulgadas em janeiro do ano passado davam todos os sinais de terem sido preparadas nas coxas. Em vez de relatório, o Pentágono informou aos repórteres que o índice de recidivismo era agora de 1 em cada 5 dos prisioneiros libertados, sem fornecer qualquer informação fundamentadora, e em seguida postou-se tranquilamente contemplando uma agência de mídia após outra papaguear seus comentários. A Reuters publicou, de modo não crítico, um artigo intitulado "Um em cada 5 ex-detentos de Guantánamo junta-se aos militantes," (que posteriormente mudou para "Estados Unidos acreditam que 1 em cada 5 ex-detentos junta-se aos militantes"), e outras agências de notícias logo fizeram coro, inclusive o New York Times (num artigo não mais disponível online), no qual as desacreditadas afirmações de maio de 2009 foram de novo repetidas na seguinte linha: "A taxa daqueles que retornam à militância foi de início dita ser, no ano passado, de 11 por   cento. Em abril era de 14 por cento."
In early December, another “report” — actually a two-page   statement issued by the Office of the Director of National Intelligence, “consistent with direction in the Fiscal Year 2010 Intelligence Authorization Act” — claimed that the number of recidivists was now 1 in 4 of the prisoners released. As I explained at the time:
No início de dezembro, outro "relatório" — em realidade uma declaração de duas páginas divulgada pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, “consistente com orientação da Lei de Autorização de Inteligência para o Ano Fiscal de 2010" — afirmava que o número de recidivistas era agora de 1 em cada 4 prisioneiros libertados. Como expliquei na ocasião:
[O]f the 598 detainees released from Guantánamo, “The Intelligence Community assesses that 81 (13.5 percent) are confirmed and 69 (11.5 percent) are suspected of reengaging in terrorist or insurgent activities after transfer.” The assessment also noted, “Of the 150 former GTMO detainees assessed as confirmed or suspected of reengaging in terrorist or insurgent activities, the Intelligence Community assesses that 13 are dead, 54 are in custody, and 83 remain at large.” It was also noted that, of the “66 individuals transferred since January 2009 — under President Obama, in other words -- “2 are confirmed and 3 are suspected of reengaging in terrorist or insurgent activities.”
[D]os 598 detentos libertados de Guantánamo, "A Comunidade de Inteligência avalia que 81 (13,5 por cento) confirmadamente reengajaram-se em atividades terroristas ou de insurgência, e 69 (11,5 por cento) são suspeitos de fazê-lo, depois da transferência." A avaliação também observava: "Dos 150 ex-detentos de GTMO avaliados como   confirmados ou sob suspeita de reengajamento em atividades terroristas ou de insurgência, a Comunidade de Inteligência avalia que 13 estejam mortos, 54 estejam em custódia e 83 permaneçam à solta." Foi também observado que "dos 66 indivíduos transferidos dese janeiro de 2009 — em outras palavras, no governo do Presidente Obama -- "2 confirmadamente se reengajaram em atividades terroristas ou de insurgência, e há suspeita de outros 3 terem-no feito."
As I also explained:
Como também expliquei:
The assessment’s own claims were amplified in subsequent headlines, which failed to distinguish between “confirmed” and “suspected” terrorists or insurgents. Fox News ran with “25 Percent Recidivism at Gitmo” ... [and] although the [New York] Times' headline was the modest, “Some Ex-Detainees Still Tied to Terror,” the article itself stated that the report “offered the most detailed public accounting yet of what the government says has happened to former Guantánamo detainees, a matter that has been the subject of heated political debate.”
As afirmações feitas na própria avaliação foram ampliadas em manchetes subsequentes, que deixaram de distinguir entre terroristas ou insurgentes "confirmados" e "suspeitos." O Notícias da Fox divulgou "25 Por Cento de Recidivismo em Gitmo" ... [e] embora a manchete do [New York] Times fosse a modesta “Alguns Ex-Detentos Ainda Ligados ao Terror," o artigo em si asseverava que o relatório "oferecia a descrição pública mais detalhada até o momento do que o governo diz ter acontecido a ex-detentos de Guantánamo, assunto que tem sido objeto de acalorado debate político."
This, again, was nonsense, as there was no “detailed public   accounting,” and it was not until last week, on the 9th anniversary of the opening of Guantánamo, that Peter Bergen, Katherine Tiedemann, and Andrew Lebovitch of the New America Foundation issued their own report challenging this latest propaganda, accompanied by an article in Foreign Policy, in which they concluded, based on a sober assessment of available public documentation, that:
Isso, mais uma vez, era um disparate, visto não ter havido "decrição pública detalhada," e só na semana passada, no nono aniversário da abertura de Guantánamo, Peter Bergen, Katherine Tiedemann e Andrew Lebovitch da Fundação Nova América divulgaram seu próprio relatório questionando   essa mais recente propaganda, acompanhado de um artigo em Política Externa no qual concluem, com base em avaliação isenta da documentação pública disponível:
[O]ur analysis of Pentagon reports, news stories, and other publicly available documents concerning the 600 or so released detainees suggests that when threats to the United States are considered, the true rate for those who have taken up arms or are suspected of doing so is more like 6 percent, or one in 17. This figure represents an increase of 2 percentage points from our previous analysis from July 2009, which indicated that barely 4 percent of those released from the prison in Cuba were confirmed or suspected of engaging in terrorist or insurgent activities against the United States or its interests.
[N]ossa análise de relatórios do Pentágono, artigos noticiosos e outros documentos publicamente disponíveis concernindo aos em torno de 600 detentos libertados sugere que, ao serem consideradas ameaças aos Estados Unidos, o verdadeiro índice daqueles que pegaram em armas ou são suspeitos de tê-lo feito está mais para 6 por cento,   ou um em 17. Essa cifra representa aumento de 2 pontos percentuais em relação a nossa análise prévia de julho de 2009, que indicava apenas 4 por cento dos libertados da prisão em Cuba terem-se confirmadamente engajado em atividades terroristas ou de insurgência, ou serem suspeitos de fazê-lo, contra os Estados Unidos ou seus interesses.
This latest report by the New America Foundation was made available to reporters prior to its publication in Foreign Policy at a panel discussion, “Nine Years of Guantánamo: What Now?” that I had organized at the New America Foundation on the afternoon of January 11, and it prompted   questions from the audience, and responses that were noted by Dan Froomkin of the Huffington Post. Froomkin explained that I was “concerned at how the recidivism figures were 'conjured up out of nowhere' but treated as fact by many mainstream media outlets,” and that I described it as “bad journalism,” and that is certainly the position I have always maintained.
Esse mais recente relatório da Fundação Nova América foi tornado disponível para os repórteres antes de sua publicação em Foreign Policy num painel de discussão, “Nove Anos de Guantánamo: E Agora?” que organizei na Fundação Nova América na tarde de 11 de janeiro, e suscitou perguntas da audiência, e respostas que foram anotadas por Dan Froomkin do Huffington Post. Froomkin explicou que eu estava "preocupado com como as cifras de recidivismo haviam sido 'invocadas a partir do nada' mas eram tratadas como fato por muitas agências de mídia majoritária," o que eu descrevia como "mau jornalismo," e essa é certamente a posição que sempre mantive.
He also picked up on comments made by Tom Wilner, the former attorney for the Kuwaiti prisoners at Guantánamo, who represented the Guantánamo prisoners during their habeas corpus claims in the Supreme Court in 2004 and 2008. Wilner directly addressed another problem with the recidivism claims — the U.S. authorities' failure to consider whether some of the released men confirmed to have engaged in terrorist activity had not “returned” to a battlefield, but had actually been radicalized by their experience in U.S. custody, and his conclusions were stark.
Ele também debateu comentários feitos por Tom Wilner, ex-advogado dos prisioneiros cueitianos em Guantánamo, o qual representou os prisioneiros de Guantánamo durante suas reivindicações de habeas corpus no Supremo Tribunal em 2004 e 2008. Wilner atacou diretamente outro problema das afirmações de recidivismo — a incapacidade das autoridades dos Estados Unidos de cogitar acerca de se alguns dos homens libertados confirmados como tendo-se engajado em atividade terrorista não teriam "retornado" a um campo de batalha, e sim em verdade sido radicalizados por sua experiência sob custódia dos Estados Unidos, e as conclusões dele foram sombrias e impossíveis de evitar.
Speaking of Abdullah al-Ajmi, a former client of his who died as a suicide bomber in Iraq in 2008, two and a half years after his release, Wilner explained, “I was absolutely convinced that he did not do anything wrong, but I was concerned about his release, because he had become furious. He had turned, at Guantánamo, into this sort of madman.”
Falando de Abdullah al-Ajmi, ex-cliente dele que morreu como homem-bomba suicida no Iraque em 2008, dois anos e meio depois de ser libertado, Wilner explicou: "Eu estava absolutamente convencido de ele não ter feito nada errado, mas preocupava-me com a libertação dele, porque ele se tornara furioso. Ele se transformou, em Guantánamo, nesse tipo de demente."
This chimes with comments made in June last year by Abdulrahman al-Hadlaq, the director of the Saudi rehabilitation center responsible for re-educating prisoners released from Guantánamo, along with suspected or confirmed militants seized within the country and in other locations. Al-Hadlaq actually claimed that “about 20 per cent of the 120 repatriated former prisoners [from Guantánamo] have returned to radical activity” (whereas the New America Foundation mentioned only 15 confirmed or suspected Saudis in its report), but, crucially, in explaining why this rate was double that of the other men who passed through the program, he told reporters, “Those guys from other groups didn't suffer torture,” unlike the men held at Guantánamo, adding, “Torturing is the most dangerous thing in radicalisation. You have more extremist people if you have more torture.”
Isso bate com comentários feitos em junho do ano passado por Abdulrahman al-Hadlaq, diretor do centro saudita de reabilitação responsável por reeducar prisioneiros libertados de Guantánamo, juntamente com militantes confirmados ou suspeitos presos dentro do país e em outros lugares. Al-Hadlaq na verdade asseverou que "cerca de 20 por cento dos 120 ex-prisioneiros repatriados [de Guantánamo] voltaram a atividade radical" (enquanto a Fundação Nova América mencionou apenas 15 sauditas confirmados ou suspeitos em seu relatório) mas, crucialmente, ao explicar por que esse índice era o dobro do referemte a outros homens que passaram pelo programa, disse aos repórteres: "Os integrantes dos outros grupos não sofreram tortura," diferentemente dos homens mantidos presos em Guantánamo, acrescentando: "A tortura é a mais perigosa forma de radicalização. Você terá mais pessoas extremistas se tiver mais tortura."
As the gulf between the 1 in 4 recidivists claimed by the government clashes with the figure of 1 in 17 reported by the New America Foundation, it may be, as the authors of last week's report conceded, that “there might be some additional former detainees who are suspected or confirmed of engaging in terrorism or insurgent activities who we could not identify in the publicly available sources.”
Face à discrepância entre os 1 em 4 recidivistas asseverados pelo governo e a cifra de 1 em 17 relatada pela Fundação Nova América, poderá ser, como concederam os autores do relatório da semana passada, que "possa haver alguns ex-detentos adicionais suspeitos ou confirmados quanto a engajarem-se em terrorismo ou atividades de insurgência que não tenhamos podido identificar em fontes publicamente disponíveis."
Those, however, cannot reasonably be expected to turn a figure of 48 “recidivists” into 150, and in addition, as I highlighted above, all of these assessments fail to consider   whether the men in question are indeed recidivists, or whether it was their treatment at the hands of their U.S. captors that prompted what Tom Wilner described, in Abdullah al-Ajmi's case, as fury and madness.
Não se pode, porém, razoavelmente esperar que esses transformem uma cifra de 48 "recidivistas" em 150 e, ademais, como ressaltei acima, todas essas avaliações falham ao não conseguirem cogitar acerca de se os homens em questão são em verdade recidivistas ou se o tratamento a eles dispensado nas mãos de seus captores dos Estados Unidos é que deflagrou o que Tom Wilner descreveu, no caso de Abdullah al-Ajmi, como fúria e desatino.
While supporters of Guantánamo still follow Dick Cheney's line, critics of the prison's ongoing existence will be paying close attention to the circumstances of the men's radicalization, and will not be at all surprised to discover that what happened to the men after their release from Guantánamo was determined by what happened to them while they were held — and brutalized — in U.S. custody.
Embora os apoiadores de Guantánamo ainda sigam a linha de Dick Cheney, críticos da continuação da existência da prisão estarão observando atentamente as circunstâncias da radicalização daqueles homens, e não ficarão surpresos em absoluto em descobrir que o que aconteceu àqueles homens depois da libertação deles de Guantánamo foi determinado pelo que aconteceu a eles enquanto eram mantidos presos — e brutalizados — em custódia dos Estados Unidos.
Andy Worthington is the author of The Guantánamo Files: The Stories of the 774 Detainees in America’s Illegal Prison (published by Pluto Press, distributed by Macmillan in the US, and available from Amazon — click on the following for the US and the UK) and of two other books: Stonehenge: Celebration and Subversion and The Battle of the Beanfield. To receive new articles in your inbox, please subscribe to my RSS feed (and I can also be found on Facebook and Twitter). Also see my definitive Guantánamo prisoner list, updated in July 2010, details about the new documentary film, “Outside the Law: Stories from Guantánamo” (co-directed by Polly Nash and Andy Worthington, and available on DVD here), my definitive Guantánamo habeas listthe chronological list of all my articles, and, if you appreciate my work, feel free to make a donation.
Andy Worthington é autor de Os Arquivos de Guantánamo: As Histórias dos 774 Detentos da Prisão Ilegal dos Estados Unidos (publicado pela Pluto Press, distribuído pela Macmillan nos Estados Unidos, e disponível pela Amazon — clique nos seguintes para Estados Unidos e Reino Unido) e de outros dois livros: Stonehenge: Comemoração e Subversão e A Batalha da Plantação de Feijão. Para receber novos artigos em sua caixa de entrada por favor assine meu RSS feed (e também posso ser encontrado em Facebook e Twitter). Veja também minha lista definitiva de prisioneiros de Guantánamo, atualizada em julho de 2010, detalhes acerca do novo filme documentário, “Fora da Lei: Histórias de Guantánamo” (codirigida por Polly Nash e Andy Worthington, e disponível em DVD aqui), minha lista definitiva de habeas de Guantánamo e a lista cronológica de todos os meus artigos, e, se você aprecia meu trabalho, sinta-se à vontade para fazer uma doação.

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