Tuesday, January 25, 2011

C4SS - Getting Off the Hamster Wheel

http://c4ss.org/content/5884
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Center for a Stateless Society

building awareness of the market anarchist alternative

Centro por uma Sociedade sem Estado

no despertamento da consciência da alternativa anarquista de mercado

Getting Off the Hamster Wheel

Posted by Kevin Carson on Jan 21, 2011 in Commentary

Para Escapar da Roda do Hamster

Afixado por Kevin Carson em 21 de janeiro de 2011 em Commentary
As someone who defends Paul Krugman more often than not, I know I stand out from the libertarian mainstream.   But given the realities of the form of state capitalism we live under — an essentially corporatist system whose resemblances to the “free market” are mostly coincidental — I find the Keynesians have it right when it comes to analyzing the causes of the Great Recession.
Como alguém que mais defende Paul Krugman do que não, sei que me contraponho à corrente libertária majoritária. Dadas, porém, as realidades da forma de capitalismo de estado sob a qual vivemos — sistema essencialmente corporatista cujas semelhanças com o "livre mercado" são em sua maioria coincidências — descubro que os keynesianos estão certos quanto à análise das causas da Grande Recessão.
Those on the Right who think the problem is that the rich lack money to “invest in jobs” are living in a dream world.  No, the rich invested money in Ponzi schemes like the real estate bubble precisely because they had more capital on their hands than they could find productive ways to invest. The economy was already plagued with excess industrial capacity that could barely be utilized, even with the level of demand revved up by debt on bubble-inflated equity.  The rich already have more money than they’re willing to invest, because no sane person would hire people to produce more stuff in an environment where fewer employed people are out there buying stuff — and the purchasing power of the employed is no longer inflated by home equity loans from Ditech.
Aqueles da Direita que acham que o problema é aos ricos faltar dinheiro para "investir em empregos" estão vivendo num mundo de sonhos. Não, os ricos investiram dinheiro em esquemas Ponzi tais como a bolha imobiliária precisamente porque tinham mais capital nas mãos do que conseguiam encontrar meios produtivos de investir. A economia já andava afligida por excesso de capacidade industrial que mal conseguia ser utilizada, mesmo com o nível da demanda acelerado por dívidas assentadas em patrimônio líquido inflado pela bolha. Os ricos já têm mais dinheiro do que desejam investir, porque nenhuma pessoa sã contrataria pessoas para produzirem mais coisas num ambiente de menos pessoas empregadas comprando coisas — e de poder de compra dos empregados não mais inflado por empréstimos hipotecários da Ditech.
Simply put, it’s not the level of investment that’s the problem — it’s the level of demand.
Em termos simples, não é o nível de investimento o problema — e sim o nível de demanda.
So the Keynesians are right about the proximate cause of the problem — their analysis applies far better than that of the libertarian Right to the corporatist economy we actually live under, if not to a genuinely freed market. Their main shortcoming is an inability to penetrate beyond proximate causes and go to the root of the problem.
Portanto os keynesianos estão corretos quanto à causa próxima do problema — a análise deles aplica-se muito melhor à economia corporatista na qual vivemos, se não a um mercado genuinamente emancipado, do que a da Direita libertária. A principal falha deles é a incapacidade de avançar para além das causas próximas e ir à raiz do problema.
A good example is Krugman’s NYT column on “The Output Gap” (Jan. 19).  He points to an estimated gap between actual and potential GDP, resulting from a shortfall in aggregate demand, of $903 billion for the coming year. So far, so good.
Bom exemplo é a coluna de Krugman no New York Times, “O Hiato da Produção” (19 de janeiro).  Ele aponta para um hiato estimado entre o PIB real e potencial, resultante de insuficiência na demanda agregada, de $903 biliões de dólares no próximo ano. Até aqui, tudo bem.
What he fails to note is that not everything that adds a dollar to GDP is good. A lot of GDP amounts, in the language of Frederic Bastiat, to the cost of replacing broken windows. A lot of GDP, at its height, resulted from subsidized waste and planned obsolescence. So, with all due respect to Krugman, most of the missing output he points to is shoddy crap designed to fall apart in order to keep the industrial capacity fully utilized, and demand for it was fueled entirely by people going into debt to keep buying that shoddy crap.
O que ele deixa de observar é que nem tudo que acrescenta um dólar ao PIB é bom. Muito do PIB equivale, na linguagem de Frederic Bastiat, ao custo de substituir vitrines quebradas. Muito do PIB, em seu ápice, resultou de desperdício subsidiado e obsolescência planejada. Portanto, com todo o devido respeito por Krugman, a maior parte da falta de produção que ele identifica é porcaria de má qualidade projetada para cair aos pedaços afim de manter a capacidade industrial plenamente utilizada, e a demanda respectiva foi alimentada inteiramente por pessoas endividando-se para continuar a comprar tal porcaria de má qualidade.
There’s no way of getting around the fact that, as our economy is currently structured under state capitalism, a large share of people are employed making stuff that’s worthless. And there’s simply no way to avoid a drastic decrease in nominal GDP and employment figures short of subsidizing pathological behavior to keep people consuming.
Não há como contornar o fato de que, visto ser nossa economia atualmente estruturada nos moldes do capitalismo de estado, grande parte das pessoas está empregada fabricando coisas inúteis. E simplesmente não há como impedir drástico decréscimo das cifras de PIB nominal e de emprego a não ser por meio do subsídio de comportamento patológico para manter as pessoas consumindo.
Krugman is entirely correct in arguing that, as the economy is currently structured, the only way to achieve full employment is government spending to make up the demand shortfall. But there’s no plausible scenario in which the economy, once kick-started by Keynesian pump-priming (excuse the mixed metaphor), gets going on a self-sustaining basis without continued government spending. There’s no plausible scenario  where the economy ever attains the levels of demand, or nominal output, that existed three years ago.
Krugman está inteiramente correto em argumentar que, do modo como a economia está atualmente estruturada, o único modo de obter-se pleno emprego é o governo gastar para compensar a queda da demanda. Não há porém cenário plausível no qual a economia, uma vez dado o pontapé inicial de acionamento da bomba keynesiana (desculpem-me a metáfora mista), continue a funcionar de modo autossustentável sem a continuação dos gastos do governo. Não há cenário plausível no qual a economia sequer atinja os níveis de demanda, ou de produção nominal, que existiam há três anos.
Keynesian “aggregate demand management” will work this year, if the government runs a $1 trillion deficit. But the economy will slip back into depression if the budget is balanced next year. So the old Keynesian model, in which government ran a deficit in bad times and paid it back by running a surplus in good times, is as dead as the passenger pigeon. There are no good times, as state capitalism is currently structured, without a perpetual deficit.
A "administração da demanda agregada" keynesiana funcionará este ano, se o governo incorrer num déficit de $1 trilião de dólares. Se, porém, o orçamento for equilibrado no ano que vem, a economia voltará à depressão. Assim, o antigo modelo keynesiano, no qual o governo incorre em déficit nos tempos difíceis e tem tal déficit pago ao gozar de excedente nos tempos bons está tão extinto quanto o pombo-passageiro. Não há tempos bons, do modo como hoje estruturado o capitalismo de estado, sem déficit perpétuo.
So count me among the “deflationists” that Krugman routinely mocks. The material reality we face is that it takes less investment in physical capital, and fewer hours of labor, to produce what most people consider a comfortable standard of living.
Portanto incluam-me entre os "deflacionistas" dos quais Krugman usualmente zomba. A realidade substantiva com que nos defrontamos é que são precisos menos investimento em capital físico, e menos horas de trabalho, para produzir o que a maioria das pessoas considera padrão de vida confortável.
The agenda of both Bush and Obama was to prop up rent-inflated asset values, as a source of aggregate demand, and to inflate the dollars of investment and hours of labor required to produce a given unit of use-value. But the only way out, in the long run, is just the opposite: Eliminate the portion of the price of goods and services that results from artificial scarcity rents, so that the average person can live comfortably with a shorter work week.
A agenda tanto de Bush quanto de Obama foi a de sustentar os valores de ativos inflados por rendas, como fonte de demanda agregada, e inflar os dólares de investimento e horas de trabalho necessários para produzir dada unidade de valor-uso. A única saída, porém, no longo prazo, é exatamente o oposto: Eliminar a porção do preço de bens e serviços que resulta de rendas decorrentes de escassez artificial, de tal modo que a pessoa média possa viver confortavelmente com semana de trabalho mais curta.
In the short run, Keynesianism is the only way to prevent the collapse of state capitalism. But in the long run, state capitalism is unsustainable. The only way out is to go beyond state capitalism.
No curto prazo, o keynesianismo é a única maneira de impedir o colapso do capitalismo de estado. No longo prazo, porém, o capitalismo de estado é insustentável. A única saída é ir além do capitalismo de estado.
In the end, we’ve got to find some way off the hamster wheel.
No final, teremos de encontrar algum meio de sair da roda do hamster.
C4SS Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: An Individualist Anarchist Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisas do C4SS Kevin Carson é autor contemporâneo mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos de Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Anarquista Individualista, e A Revolução Industrial Feita em Casa: Um Manifesto de Baixas Despesas Gerais, todos livremente disponíveis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias Acerca de Liberdade e diversas publicações e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2p e seu próprio Blog Mutualista.

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