Saturday, January 1, 2011

The Anti-Empire Report - Wikileaks, the United States, Sweden, and Devil's Island


The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
January 1st, 2011
by William Blum
1o. de janeiro de 2011
por William Blum
Wikileaks, the United States, Sweden, and Devil's Island
Wikileaks, Estados Unidos, Suécia e Ilha do Diabo
December 16 ... I'm standing in the snow in front of the White House ... Standing with Veterans for Peace ... I'm only a veteran of standing in front of the White House; the first time was February 1965, handing out flyers against the war in Vietnam. I was working for the State Department at the time and my biggest fear was that someone from that noble institution would pass by and recognize me.
16 de dezembro ... De pé na neve em frente à Casa Branca ... Com os Veteranos Pela Paz ... Sou apenas um veterano em ficar na frente da Casa Branca; a primeira vez foi em fevereiro de 1965, distribuindo panfletos contra a guerra do Vietnã. À época, eu trabalhava no Departamento de Estado e meu maior temor era o de alguém daquela nobre instituição passar e reconhecer-me.
Five years later I was still protesting Vietnam, although long gone from the State Department. Then came Cambodia. And Laos. Soon, Nicaragua and El Salvador. Then Panama was the new great threat to America, to freedom and democracy and all things holy and decent, so it had to be bombed without mercy. Followed by the first war against the people of Iraq, and the 78-day bombing of Yugoslavia. Then the land of Afghanistan had rained down upon it depleted uranium, napalm, phosphorous bombs, and other witches' brews and weapons of the chemical dust; then Iraq again. And I've skipped a few. I think I hold the record for most times picketing the White House by a right-handed batter.
Cinco anos depois eu ainda protestava contra a guerra do Vietnã, embora houvesse havia muito deixado o Departamento de Estado. Então veio o Camboja. E Laos. Logo, Nicarágua e El Salvador. Em seguida o Panamá tornou-se a nova grande ameaça aos Estados Unidos, ameaça à liberdade e à democracia e a todas as coisas sagradas e decentes, e portanto tinha de ser bombardeado sem compaixão. Seguido da primeira guerra contra o povo do Iraque, e do bombardeio de 78 dias da Iugoslávia. Em seguida a terra do Afeganistão foi polvilhada com urânio empobrecido, napalm, bombas de fósforo e outras misturas letais e armamentos de poeira química; em seguida, o Iraque de novo. Saltei alguns casos. Creio deter o recorde do máximo de vezes protestando em frente à Casa Branca ao lado de um lançador destro de bola de basebol.
And through it all, the good, hard-working, righteous people of America have believed mightily that their country always means well; some even believe to this day that we never started a war, certainly nothing deserving of the appellation "war of aggression".
E, em todas essas ocasiões, o bom, trabalhador e probo povo dos Estados Unidos acreditou piamente que seu país tem sempre boas intenções; algumas dessas pessoas inclusive acreditam, até hoje, que nunca começamos uma guerra, certamente nada merecendo o nome de "guerra de agressão".
On that same snowy day last month Julian Assange of Wikileaks was freed from prison in London and told reporters that he was more concerned that the United States might try to extradite him than he was about being extradited to Sweden, where he presumably faces "sexual" charges. 1
No mesmo dia de nevada, mês passado, Julian Assange do Wikileaks foi libertado de prisão em Lonfres e disse a repórteres estar mais preocupado com que os Estados Unidos pudessem tentar extraditá-lo do que com ser extraditado para a Suécia, onde presumivelmente enfrenta acusações “sexuais.”1
That's a fear many political and drug prisoners in various countries have expressed in recent years. The United States is the new Devil's Island of the Western world. From the mid-19th century to the mid-20th, political prisoners were shipped to that god-forsaken strip of French land off the eastern coast of South America. One of the current residents of the new Devil's Island is Bradley Manning, the former US intelligence analyst suspected of leaking diplomatic cables to Wikileaks. Manning has been imprisoned for seven months, first in Kuwait, then at a military base in Virginia, and faces virtual life in prison if found guilty, of something. Without being tried or convicted of anything, he is allowed only very minimal contact with the outside world; or with people, daylight, or news; among the   things he is denied are a pillow, sheets, and exercise; his sleep is restricted and frequently interrupted. See Glenn Greenwald's discussion of how Manning's treatment constitutes torture. 2
Esse um temor que muitos prisioneiros políticos e por drogas de diversos países já expressaram em anos recentes. Os Estados Unidos são a Ilha do Diabo do mundo ocidental. De meado século 19 a meado século 20, prisioneiros políticos foram embarcados para aquela faixa esquecida por Deus de terra francesa ao largo da costa leste da América do Sul. Um dos atuais residentes da nova Ilha do Diabo é Bradley Manning, ex-analista de inteligência dos Estados Unidos suspeito de vazar cabos diplomáticos para o Wikileaks. Manning está preso há sete meses, primeiro no Cueite, depois numa base militar na Virgínia, e enfrenta, se declarado culpado, possibilidade de vida inteira na prisão, ou algo da espécie, se declarado culpado de alguma coisa. Sem ser julgado ou condenado por algo, só lhe é permitido contato mínimo com o mundo exterior; ou com pessoas, luz do dia, ou notícias; entre as coisas a ele negadas estão uma pílula, lençóis, ou exercício; seu sono é restringido e amiúde interrompido. Ver a discussão de Glenn Greenwald acerca de como o tratamento dispensado a Manning constitui tortura. 2
A friend of the young soldier says that many people are reluctant to talk about Manning's deteriorating physical and mental condition because of government harassment, including surveillance, seizure of their computer without a warrant, and even attempted bribes. "This has had such an intimidating effect that many are afraid to speak out on his behalf." 3 A developer of the transparency software used by Wikileaks was detained for several hours last summer by federal agents at a Newark, New Jersey airport, where he was questioned about his connection to Wikileaks and Assange as well as his opinions about the wars in Afghanistan and Iraq. 4
Amigo do jovem soldado diz que muitas pessoas relutam em falar acerca da condição física e mental em deterioração de Manning devido a assédio do governo, incluindo escuta, apreensão de computador sem mandado e até tentativas de suborno. "Isso tem tido efeito de tal modo intimidador que muitas pessoas têm medo de falar em defesa dele." 3 Um desenvolvedor do software de transparência usado pelo Wikileaks foi detido por diversas horas no último verão por agentes federais num aeroporto de Newark, Nova Jersey, onde foi questionado acerca de sua conexão com Wikileaks e Assange bem como acerca de suas opiniões acerca das guerras do Afeganistão e do Iraque. 4
This is but a tiny incident from the near-century buildup of the American police state, from the Red Scare of the 1920s to the McCarthyism of the 1950s to the crackdown against Central American protesters in the 1980s ... elevated by the War on Drugs ... now multiplied by the War on Terror. It's not the worst police state in history; not even the worst police state in the world today; but nonetheless a police state, and certainly the most pervasive police state ever — a Washington Post study has just revealed that there are 4,058 separate federal, state and local "counterterrorism" organizations spread across the United States, each with its own responsibilities and jurisdictions. 5 The police of America, of many types, generally get what and who they want. If the United States gets its hands on Julian Assange, under any legal pretext, fear for him; it might be the end of his life as a free person; the actual facts of what he's done or the actual wording of US laws will not matter; hell hath no fury like an empire scorned.
Este é apenas um pequenino incidente da construção, de duração de aproximadamente um século, do estado policial estadunidense, do pânico vermelho dos anos 1920 ao macartismo dos 1950 à repressão dos protestadores estadunidenses nos anos 1980 ... aumentado pela Guerra contra as Drogas ... agora multiplicado pela Guerra contra o Terror. Não é o pior estado policial da história; nem mesmo o pior estado policial do mundo atual; mas, contudo, um estado policial, e certamente o mais disseminado estado policial de todos os tempos — um estudo do Washington Post acaba de revelar haver 4.058 distintas organizações federais, estaduais e locais de "contraterrorismo" disseminadas por todos os Estados Unidos, cada uma com suas próprias responsabilidades e jurisdições. 5 A polícia dos Estados Unidos, de muitos tipos, geralmente obtém o que deseja. Se os Estados Unidos põem a mão em Julian Assange, sob qualquer pretexto legal, temam por ele; isso poderá ser o fim da vida dele como pessoa livre; os fatos concretos acerca do que ele tenha feito ou o palavreado real das leis dos Estados Unidos não importarão; nem o império tem fúria comparável à de um império menosprezado.
John Burns, chief foreign correspondent for The New York Times, after interviewing Assange, stated: "He is profoundly of the conviction that the United States is a force for evil in the world, that it's destructive of democracy." 6 Can anyone who believes that be entitled to a full measure of human rights on Devil's Island?
John Burns, principal correspondente estrangeiro do The New York Times, depois de entrevistar Assange, declarou: "Ele está profundamente convicto de que os Estados Unidos são uma força do mal no mundo, de que são destruidores da democracia." 6 Poderá uma pessoa que acredita isso ser aquinhoada com plena medida de direitos humanos na Ilha do Diabo?
The Wikileaks documents may not produce any world-changing revelations, but every day they are adding to the steady, gradual erosion of people's belief in the US government's good intentions, which is necessary to overcome a lifetime of indoctrination. Many more individuals over the years would have been standing in front of the White House if they had had access to the plethora of information that floods people today; which is not to say that we would have succeeded in stopping any of the wars; that's a question of to what extent the United States is a democracy.
Os documentos do Wikileaks podem não exibir nenhuma revelação capaz de mudar o mundo mas, dia após dia, contribuem para a erosão constante e gradual da crença das pessoas nas boas intenções do governo dos Estados Unidos, indispensável para superar uma vida inteira de doutrinação. Ao longo dos anos, muito mais pessoas se teriam postado de pé em frente à Casa Branca caso houvessem tido acesso ao elenco de informações que inunda as pessoas hoje em dia; não quer dizer que teriam conseguido impedir qualquer das guerras; isso é questão de em que medida os Estados Unidos são uma democracia.
One further consequence of the release of the documents may be to put an end to the widespread belief that Sweden, or the Swedish government, is peaceful, progressive, neutral and independent. Stockholm's behavior in this matter and others has been as American-poodle-like as London's, as it lined itself up with an Assange-accuser who has been associated with right-wing anti-Castro Cubans, who are of course US-government-supported. This is the same Sweden that for some time in recent years was working with the CIA on its torture-rendition flights and has about 500 soldiers in Afghanistan. Sweden is the world's largest per capita arms exporter, and for years has taken part in US/NATO military exercises, some within its own territory. The   left should get themselves a new hero-nation. Try Cuba.
Uma das consequências adicionais da divulgação dos documentos poderá ser pôr fim à crença disseminada de que a Suécia, ou o governo sueco, é pacífico, progressista, neutro e independente. O comportamento de Estocolmo nesse assunto e outros tem sido tão do tipo cãozinho poodle dos Estdos Unidos quanto o de Londres, pois alinhou-se com um acusador de Assange o qual vem sendo associado de cubanos direitistas antiCastro, obviamente apoiados pelo governo dos Estados Unidos. Essa é a mesma Suécia que, durante algum tempo nos anos recentes, trabalhou com a CIA nos voos de entrega extrajudicial para tortura e tem cerca de 500 soldados no Afeganistão. A Suécia é o maior exportador de armas per capita do mundo e, por anos, vem tomando parte em exercícios militares Estados Unidos/OTAN, alguns em seu próprio território. A esquerda deveria encontrar alguma nova nação-heroína para admirar. Tente Cuba.
There's also the old stereotype held by Americans of Scandinavians practicing a sophisticated and tolerant attitude toward sex, an image that was initiated, or enhanced, by the celebrated 1967 Swedish film I Am Curious (Yellow), which had been banned for awhile in the United States. And now what do we have? Sweden sending Interpol on an international hunt for a man who apparently upset two women, perhaps for no more than sleeping with them both in the same week.
Há também o velho estereótipo dos estadunidenses que vêem os escandinavos assumindo atitude sofisticada e tolerante em relação ao sexo, imagem lançada, ou incrementada, pelo celebrado filme sueco de 1967 Sou Curiosa (Amarelo), proibido durante algum tempo nos Estados Unidos. E agora, o que temos? A Suécia mandando a Interpol a caça internacional de um homem que aparentemente deixou infelizes duas mulheres, talvez por não mais que dormir com ambas na mesma semana.
And while they're at it, American progressives should also lose their quaint belief that the BBC is somehow a liberal broadcaster. Americans are such suckers for British accents. The BBC's Today presenter, John Humphrys, asked Assange: "Are you a sexual predator?" Assange said the suggestion was "ridiculous", adding: "Of course not". Humphrys then asked Assange how many woman he had slept with. 7 Would even Fox News have descended to that level? I wish Assange had been raised in the streets of Brooklyn, as I was. He would then have known precisely how to reply to such a question: "You mean including your mother?"
E já que estamos no assunto, os progressistas estadunidenses deveriam também perder sua graciosamente antiquada crença de a BBC ser, de algum modo, uma transmissora liberal. Os estadunidenses parecem cair facilmente de amores por sotaques britânicos. O apresentador do BBC Hoje, John Humphrys, perguntou a Assange: "Você é um predador sexual?" Assange disse que a sugestão era "ridícula", acrescentando: "Claro que não". Humphrys então perguntou a Assange com quantas mulheres ele já havia dormido. 7 Será que até mesmo o Notícias da Fox teria descido a esse nível? Gostaria que Assange tivesse sido criado nas ruas do Brooklin, como eu fui. Ele então como responder a essa pergunta: "Incluindo a sua mãe?"
Another group of people who should learn a lesson from all this are the knee-reflex conspiracists. Several of them have already written me snide letters informing me of my naiveté in not realizing that Israel is actually behind the release of the Wikileaks documents; which is why, they inform me, that nothing about Israel is mentioned. I had to inform them that I had already seen a few documents putting Israel in a bad light. I've since seen others, and Assange, in an interview with Al Jazeera on December 23, stated that only a meager number of files related to Israel had been published so far because the publications in the West that were given exclusive rights to publish the secret documents were reluctant to publish much sensitive information about Israel. (Imagine the flak Germany's Der Spiegel would get hit with.) "There are 3,700 files related to Israel and the source of 2,700 files is Israel," said Assange. "In the next six months we intend to publish more files." 8
Outro grupo de pessoas que deveria aprender uma lição de tudo isso são os conspiracistas de reflexo condicionado. Vários deles já me escreveram cartas depreciativas informando-me de minha ingenuidade em não perceber que, na verdade, Israel está por trás da divulgação dos documentos do Wikileaks; eis porque, informam-me, nada referente a Israel é mencionado. Tiver de informar a eles já ter visto alguns documentos colocando Israel numa luz negativa. Depois disso já vi outros, e Assange, numa entrevista com a Al Jazeera em 23 de dezembro, declarou que apenas pequeno número de arquivos relacionados com Israel havia sido divulgado porque as publicações no Ocidente que obtiveram direitos exclusivos de publicação dos documentos secretos estavam relutantes em publicar muita informação reservada acerca de Israel. (Imaginem a carrada de críticas que desabaria sobre o alemão Der Spiegel.) "Há 3.700 arquivos relacionados com Israel e a fonte e 2.700 arquivos é Israel," disse Assange. "Nos próximos seis meses pretendemos publicar mais arquivos." 8
Naturally, several other individuals have informed me that it's the CIA that is actually behind the document release.
Naturalmente, diversos outros indivíduos já me informaram de que quem está por trás da divulgação dos documentos é a CIA.
1. Sunday Telegraph (Australia), December 19, 2010
1. Sunday Telegraph (Austrália), 19 de dezembro de 2010
2. Salon.com, December 15, 2010, "The inhumane conditions of Bradley Manning's detention". See also his attorney's account of Manning's typical day; and Washington Post, December 16, 2010
2. Salon.com, 15 de dezembro de 2010, "TAs condições desumanas da detenção de Bradley Manning's detention". Ver também a descrição de um dia típico de Manning feita por seu advogado; e o Washington Post de 16 de dezembro de 2010
3. The Guardian (London), December 17, 2010 
3. The Guardian (Londres), 17 de dezembro de 2010 
4. New York Times, December 19, 2010
4. New York Times, 19 de dezembro de 2010
5. Washington Post, December 20, 2010 
5. Washington Post, 20 de dezembro de 2010 
6. Diane Rehm show, National Public Radio, Dec. 9, 2010
6. Programa Diane Rehm, Rádio Pública Nacional, 9 de dezembro de 2010
7. The Guardian (London), December 21, 2010 
7. The Guardian (Londres), 21 de dezembro de 2010 
8. Information Clearing House, December 23 2010, "WikiLeaks to Release Israel Documents in Six Months"
8. Information Clearing House [Câmara de Compensação de Informações], 23 de dezembro de 2010, "WikiLeaks Divulgará Documentos de Israel em Seis Meses"
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press(*). Mr. Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum tem sido jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: http://www.killinghope.org/. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum

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