Saturday, January 28, 2012

FFF - The Kennedy Autopsy, Part 12


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The Kennedy Autopsy, Part 12
A Autópsia de Kennedy, Parte 12
by Jacob G. Hornberger
por Jacob G. Hornberger
December 15, 2011
15 de dezembro de  de 2011
The Kennedy Assassination Series:
A Série Assassínio de Kennedy:
A Autópsia de Kennedy, Parte 1 por Jacob G. Hornberger [http://zqxjkv0.blogspot.com/2012/01/fff-kennedy-autopsy-part-1.html]
Under the national-security paradigm that we   examined in Part 11, Lyndon Johnson and the national-security establishment knew that the surefire way to shut down an investigation into the assassination was to employ the two most important words in the lives of the American people in our lifetime — "national security." Those two words, along with the almost-certain prospect of a nuclear war, were guaranteed to secure cooperation in the cover-up by everyone within the circles of power. Citing national security also guaranteed that a hush of silent and trusting acquiescence would sweep across America when a shroud of secrecy was placed over an official investigation into an assassination of a U.S. president supposedly committed by a lone nut.
No paradigma de segurança nacional, que examinamos na Parte 11, Lyndon Johnson e a elite de segurança nacional sabiam que o modo seguro de acabar com uma investigação do assassínio seria empregar as duas palavras mais importantes na vida dos estadunidenses de nossa época — "segurança nacional." Essas duas palavras, juntamente com a quase certa perspectiva de guerra nuclear, garantidamente assegurariam cooperação em encobrimento por parte de todas as pessoas dentro dos círculos do poder. Citar a segurança nacional também garantia que aquiescência silenciosa e desejo de confiar cegamente se espraiariam pelos Estados Unidos quando um manto de segredo fosse colocado sobre uma investigação oficial de assassínio de um presidente dos Estados Unidos, supostamente cometido por um maluco sem cúmplices.
Let’s now overlay a new paradigm on our situation, one that is also based on national security — a paradigm in which shots are intentionally fired at the president from the front, while the supposed shooter is in the rear, for the express purpose of ensuring a national-security shutdown of any investigation into the assassination and a willingness to cooperate with a subsequent cover-up, especially with the autopsy.
Sobreponhamos agora um novo paradigma para nossa situação, também baseado em segurança nacional — paradigma no qual tiros são disparados contra o presidente a partir da frente, enquanto o suposto atirador está atrás, para o expresso propósito de assegurar interrupção, em nome da segurança nacional, de qualquer investigação do assassínio e boa vontade em cooperar com subsequente encobrimento, especialmente na autópsia.
Douglas P. Horne, who served as chief analyst for military records for the Assassination Records Review Board, summed up the tenets of this national-security paradigm in this excerpt from his five-volume book on the assassination, Inside the   Assassination Records Review Board, a book that (along with David Lifton’s 1981 book Best Evidence) inspired this series:
Douglas P. Horne, que atuou como analista-chefe de registros militares na Junta de Reexame dos Registros do Assassínio, resumiu os princípios desse paradigma de segurança nacional neste excerto de seu livro em cinco volumes acerca do assassínio, Dentro da Junta de Reexame dos Registros do Assassínio, livro que (juntamente com o livro de 1981 de David Lifton A Melhor Evidência) inspirou esta série:
It is an inconvenient truth that President Kennedy was essentially at war with the conservative establishment — the power elites if you will — within both the American intelligence community and the American military … that his Vice President, perhaps the   most unscrupulous, power-hungry, and corrupt politician ever to come out of the state of Texas, was placed on the ticket by JFK in 1960 as a result of blackmail … that JFK planned to drop Lyndon Johnson from the Democratic ticket in 1964, and replace him with a different Vice Presidential running mate … that the investigations of the two major scandals that were chasing LBJ in 1963 were immediately quashed following his assumption of the Presidency, but that is the case.
É verdade inconveniente que o Presidente Kennedy estava essencialmente em guerra com a elite conservadora — as elites do poder, se quiserem — tanto dentro da comunidade estadunidense de inteligência quanto da instituição militar estadunidense … e que seu Vice-Presidente, talvez o mais inescrupuloso, faminto de poder e corrupto político jamais saído do estado do Texas, tinha sido colocado na cédula de votação por JFK em 1960 como resultado de chantagem ...  e que JFK planejava tirar Lyndon Johnson da lista eleitoral Democrática em 1964, substituindo-o por diferente companheiro de campanha para a vice-presidência ... que as investigações dos dois maiores escândalos que perseguiram LBJ em 1963 foram imediatamente interrompidas depois da subida dele à Presidência, mas foi isso o que aconteceu.
It is an inconvenient truth that if JFK had still been alive in January 1965 — whether he had won the 1964 Presidential election or not — that J. Edgar Hoover would have been forced to step down on the mandatory retirement age on New Year’s Day, 1965 … that the new President, LBJ, waived the mandatory retirement age for Hoover — something Kennedy did not intend to do — one week before Hoover testified before the Warren Commission and blamed the assassination of JFK on a lone nut, but that was the case.
É verdade inconveniente que se JFK ainda estivesse vivo em janeiro de 1965 — tendo ou não vencido a eleição presidencial de 1964 — J. Edgar Hoover teria sido forçado a deixar o cargo por motivo de aposentadoria compulsória no dia de Ano Novo de 1965 … e que o novo Presidente, LBJ, revogou a aposentadoria compulsória de Hoover — algo que Kennedy não pretendia fazer — uma semana antes de Hoover depor diante da Comissão Warren e culpar pelo assassínio de JFK um maluco sem cúmplices, mas foi isso o que aconteceu.
It is an inconvenient truth that the planned U.S. withdrawal from Vietnam directed by President Kennedy, and being implemented by his Secretary of Defense, Robert McNamara, was almost immediately reversed after the assassination by LBJ and that same Robert McNamara … that the arms control agreements and détente with the Soviet Union that President Kennedy had planned on pursuing after the Nuclear Test Ban Treaty never came about, but instead were replaced by a massive nuclear arms race, but that is the case.
É verdade inconveniente que a planejada retirada dos Estados Unidos do Vietnã dirigida pelo Presidente Kennedy, e implementada por seu Secretário de Defesa, Robert McNamara, foi quase imediatamente revertida, depois do assassínio, por LBJ e por aquele mesmo Robert McNamara … que os acordos de controle de armas e a détente com a União Soviética que o Presidente Kennedy havia planejado perseguir depois do Tratado de Proibição de Testes com Armas Nucleares nunca se concretizaram e sim, em vez disso, foram substituídos por maciça corrida de armas nucleares, mas foi isso o que aconteceu.
It is an inconvenient truth that the Kennedy family sent a secret emissary to the Soviet Union immediately after JFK’s death to tell the Soviet leadership that they knew the Soviet Union was not involved in the assassination, and that they believed that JFK had been assassinated by a right-wing domestic conspiracy … that the KGB secretly instructed the staff of its Residency in New York City in September of 1965 that President Lyndon Johnson was responsible for the assassination of President John F. Kennedy, but that is the case.
É verdade inconveniente que a família Kennedy enviou emissário secreto à União Soviética imediatamente depois da morte de Kennedy para dizer à liderança soviética que sabia que a União Soviética não estava envolvida no assassínio, e que acreditava que JFK havia sido assassinado por uma conspiração doméstica de direita … que a KGB informara secretamente a equipe de sua Residência na Cidade de New York em setembro de 1965 que o Presidente Lyndon Johnson era responsável pelo assassínio de Presidente John F. Kennedy, mas foi isso o que aconteceu.
It is an inconvenient truth that President Kennedy’s poor health, progressive foreign policy, and his reckless addiction to promiscuous sex — his alleged immorality — were probably used as leverage to recruit insiders with the Secret Service White House Detail to assist with “security   stripping” during the Dallas leg of his Texas trip, as well as with the subsequent coverup of the assassination … that President Kennedy’s two closest personal aides, Kenneth O’Donnell and Dave Powers, both withheld from the Warren Commission that they heard shots emanate from the grassy knoll in Dealey Plaza, because the FBI asked them not to say it, but that is the case.
É verdade inconveniente que a saúde ruim do Presidente Kennedy, sua política externa progressista e seu vício inconsequente em sexo promíscuo — sua alegada imoralidade — foram provavelmente usados como alavanca para recrutar pessoas do Destacamento do Serviço Secreto da Casa Branca para ajudar na “redução da segurança” durante a perna de Dallas da viagem dele ao Texas, bem como no subsequente encobrimento do assassínio … que os dois assessores pessoais mais próximos do Presidente Kennedy, Kenneth O’Donnell e Dave Powers, ambos omitiram da Comissão Warren terem ouvido tiros saindo do outeiro gramado na Praça Dealey, porque o FBI pediu a eles para não dizerem isso, mas foi isso o que aconteceu.
It is an inconvenient truth that there is scientific evidence indicating that Lee Harvey Oswald shot no one on November 22, 1963 … that both the “magic bullet” and the two bullet fragments found in the front seat of the Presidential limousine appear to have been planted evidence designed to implicate Oswald, but that is the case.…
É verdade inconveniente haver evidência científica indicando que Lee Harvey Oswald não atirou em ninguém em 22 de novembro de 1963 … que tanto a “bala mágica” quanto os dois fragmentos de bala encontrados no assento dianteiro da limusine presidencial parecem ter sido evidência plantada concebida para implicar Oswald, mas foi isso o que aconteceu.…
It is an inconvenient truth that JFK’s assassination and the ensuing coverup were “an inside job,” but how can an open-minded person who has studied the evidence in the Kennedy assassination conclude otherwise? Missing autopsy photographs, missing autopsy x-rays, forged skull x-rays, fraudulent autopsy photographs that misrepresent wounds and conceal (rather than reveal) the actual damage, a missing brain, two brain exams, dishonest photographs of a substituted brain, a rewritten autopsy report, missing skull bone fragments, seized videotapes of the hospital press conference about the President’s death, security stripping of the Dallas motorcade, a Presidential Commission and an FBI that both pointedly ignored overwhelming eyewitness and earwitness testimony of shots from multiple directions, planted bullets that ballistically “match” the assassination weapon, an interrupted chain of custody on the President’s body, altered wound on the President’s body, and the alteration and suppression of a shocking motion picture film of the assassination, all lead to the inescapable conclusion that the assassination of John F. Kennedy was an inside job.
É verdade inconveniente que o assassínio de JFK e o encobrimento subsequente foram “trabalho feito por gente de dentro em quem a vítima confiava,” mas como pode uma pessoa de mente aberta que tenha estudado a evidência no assassínio de Kennedy concluir de outro modo? Fotografias da autópsia faltando, raios X da autópsia sumidos, raios X do crânio forjados, fotografias de autópsia fraudulentas representando erroneamente ferimentos e escondendo (em vez de revelando) os danos reais, cérebro sumido, dois exames do cérebro, fotografias desonestas de um cérebro substituto, relatório de autópsia reescrito, fragmentos de osso do crânio sumidos, videoteipes de coletiva à imprensa do hospital a respeito da morte do Presidente apreendidos, redução da segurança da carreata de Dallas, Comissão Presidencial e FBI ambos ignorando obviamente depoimentos inquestionáveis de testemunhas oculares e auditivas de disparos vindos de múltiplas direções, balas plantadas que balisticamente “se encaixam” na arma do assassínio, cadeia interrompida de custódia do corpo do Presidente, ferimento alterado do corpo do Presidente e a alteração e supressão de chocante filme acerca do assassínio, levam todos à inescapável conclusão de que o assassínio de John F. Kennedy foi trabalho de gente de dentro de confiança da vítima.
No, it does not make us feel good to acknowledge this — but it is the only way to regain our self-respect as a people.
Não, não nos faz sentir bem reconhecer isso — mas é o único modo de recuperarmos nosso respeito próprio como povo.
The uncertain or skeptical reader will hopefully obtain a better feel for the existence of the cabal that removed President Kennedy from office, and the motivations driving its different elements, as I explore in this final chapter the overwhelming   evidence that it was the national security establishment — and by this I mean the power elites that really ran   this country in 1963 — that got rid of President Kennedy, not just a few rogue elephants. In every true sense of the word, the assassination of President Kennedy was a coup d’etat, but it was a coup “by consensus, ” not the isolated act of two or three principled individuals. Lyndon B. Johnson and J. Edgar Hoover were simply the principal ‘enablers’ of the plot; its genesis and growing motivation was found in the strong opposition of the conservative   power elites in the United States to JFK’s foreign policy, which they believed strongly threatened both their interests, and the future survival of the nation…. (Horne, volume 5, pages 1470–1471; emphasis in original)
O leitor em dúvida ou cético conseguirá ter, esperemos, melhor percepção da existência do conluio que tirou o Presidente Kennedy do cargo, e as motivações que impeliram seus diferentes elementos, à medida que eu explorar, neste capítulo final, a esmagadora evidência de ter sido a elite de segurança nacional — e com isso significo as elites do poder que realmente governavam o país em 1963 — quem se livrou do Presidente Kennedy, não apenas uns poucos elefantes desgarrados. Em todo verdadeiro sentido da palavra, o assassínio do Presidente Kennedy foi um golpe de estado, mas foi um golpe “mediante consenso,” não ato isolado de dois ou três indivíduos de princípios rígidos. Lyndon B. Johnson e J. Edgar Hoover foram simplesmente os principais ‘possibilitadores’ da conspiração; a gênese e crescente motivação desta fincava raízes na forte oposição das elites do poder conservadoras dos Estados Unidos à política externa de JFK, que acreditavam ameaçava fortemente tanto seus interessses quanto a sobrevivência futura do país…. (Horne, volume 5, páginas 1470–1471; ênfase no original)
During the 1970s the official investigation into the Kennedy assassination was reopened by the House Select Committee on Assassinations (HSCA), owing to widespread public skepticism surrounding the Warren Commission Report. The attorney who was selected to lead the investigation was Richard Sprague, a brilliant, fiercely independent, and honest prosecutor from Philadelphia, who was assisted by an attorney of equally high caliber, Robert K. Tanenbaum.
No decurso dos anos 1970 a investigação oficial do assassínio de Kennedy foi reaberta pela Comissão Seleta da Câmara para Assassínios (HSCA), por causa de disseminado ceticismo público no tocante ao Relatório da Comissão Warren. O advogado selecionado para liderar a investigação foi Richard Sprague, brilhante, ferozmente independente e honesto promotor de Filadélfia, auxiliado por advogado de igualmente alto calibre, Robert K. Tanenbaum.
In his new book Last Word: My Indictment of the CIA in the Murder of JFK, which includes an introduction by Tannenbaum, attorney Mark Lane explains what then happened. (Lane, pages 217–223.)
Em seu novo livro Última Palavra: Minha Acusação Formal da CIA no Assassínio de JFKque inclui uma introdução por Tannenbaum, o advogado Mark Lane explica o que aconteceu em seguida. (Lane, páginas 217–223.)
Before Sprague was able to launch his investigation, the CIA insisted on his signing a secrecy agreement in which Sprague would   vow to never reveal anything he learned from the CIA during the course of the investigation. Sprague refused to sign the agreement, given his ethical obligation to go wherever the investigation might lead him, including the possibility of having to make the CIA a target of the investigation.
Antes de Sprague conseguir deflagrar sua investigação, a CIA insistiu em que ele assinasse um acordo de segredo no qual Sprague prometeria nunca revelar qualquer coisa que ficasse sabendo a partir da CIA no curso da investigação. Sprague recusou-se a assinar o acordo, dada sua obrigação ética de ir aonde a investigação pudesse levá-lo, havendo inclusive a possibilidade de ter de tornar a CIA objeto da investigação.
Immediately, a campaign to oust Sprague was launched in Congress, creating a political furor in which Congress refused to fund Sprague’s investigation. Unable to proceed, both Sprague and Tannenbaum resigned, being replaced by a man named Robert Blakey.
Imediatamente foi iniciada no Congresso uma campanha para derrubar Sprague, criando furor político no qual o Congresso se recusou a financiar a investigação de Sprague. Sem ter como prosseguir, tanto Sprague quanto Tannenbaum renunciaram, sendo substituídos por um homem chamado Robert Blakey.
Blakey ended up signing the CIA’s secrecy oath. At the end of the investigation, the HSCA concluded that shots had, in fact, been fired at Kennedy from the front but intimated that the conspiracy to kill the president involved the Mafia.
Blakey acabou assinando o juramento de segredo da CIA. No fim da investigação, a HSCA concluiu que haviam sido feitos disparos, de fato, contra Kennedy a partir da frente, mas sugeriu que a conspiração para matar o presidente envolvera a Máfia.
There was at least one big problem, however, with that intimation: The Mafia had absolutely nothing to do with the autopsy of President John F. Kennedy. The   autopsy was controlled entirely by the U.S. national-security state, specifically the U.S. military.
Há porém pelo menos um grande problema nessa sugestão: A Máfia nada teve a ver com a autópsia do Presidente John F. Kennedy. A autópsia foi controlada inteiramente pelo estado de segurança nacional dos Estados Unidos, especificamente a instituição militar dos Estados Unidos.
Obviously, the Warren Commission never seriously considered the possibility that the CIA had engineered Kennedy’s assassination, for three reasons:
Obviamente, a Comissão Warren nunca considerou seriamente a possibilidade de a CIA ter planejado o assassínio de Kennedy, por três motivos:
First, sitting as a member of the Warren Commission (and appointed by President Johnson) was Alan Dulles, the former director of the CIA whom Kennedy had fired after the Bay of Pigs disaster. There was no possibility that the CIA would be made a target of investigation so long as its former director was serving on the commission.
Primeiro, era membro da Comissão Warren (e nomeado pelo Presidente Johnson) Alan Dulles, ex-diretor da CIA a quem Kennedy havia demitido depois do desastre da Baía dos Porcos. Não havia como a CIA ser tornada alvo de investigação com seu ex-diretor atuando na comissão.
Second, the circumstantial evidence indicates   that the Warren Commission was fed the national-security, nuclear-war rational (as set forth in Parts 10 and 11 of my series) that was used to immediately shut down the investigation and pin the assassination solely on Oswald.
Segundo, a evidência circunstancial indica que a Comissão Warren aceitou a explicação de segurança nacional de guerra nuclear (como explicado nas Partes 10 e 11 de minha série) usada para interromper a investigação e atribuir o assassínio exclusivamente a Oswald.
Third, the Warren Commission was composed   entirely of mainstream establishment figures who would have considered it inconceivable that such a regime-change operation could have been effected in the United States.
Terceiro, a Comissão Warren era composta inteiramente de figuras do establishment majoritário que teriam considerado inconcebível tal operação de mudança de regime poder ter sido efetuada nos Estados Unidos.
In other words, people could accept that the U.S. national-security state would go broad with brilliant, even ingenious, plots to oust the prime ministers or presidents of other countries who threatened U.S. national security (e.g., Iran, Guatemala, Vietnam, and Cuba), but it was simply considered inconceivable that it would ever effect a regime-change operation domestically to protect America from a president whose naïveté, inexperience, and bumbling was threatening national security at home at the height of the Cold War.
Em outras palavras, as pessoas podiam aceitar que o estado de segurança nacional dos Estados Unidos fosse ao exterior com conluios brilhantes, até inovadores, para derrubar primeiros-ministros ou presidentes de outros países que ameaçassem a segurança nacional dos Estados Unidos (por exemplo Irã, Guatemala, Vietnã e Cuba), mas era considerado simplesmente inconcebível ele jamais efetuar operação de mudança de regime domesticamente para proteger os Estados Unidos de um presidente cuja ingenuidade, inexperiência e atabalhoamento estivesse ameaçando a segurança nacional internamente ao país no auge da Guerra Fria.
Ironically, however, when he was alive, Kennedy himself considered such a scenario conceivable. Horne quotes Kennedy telling his friend Paul “Red” Fay, undersecretary of the Navy, the following:
Ironicamente, porém, quando estava vivo, o próprio Kennedy considerava tal cenário concebível. Horne cita Kennedy dizendo a seu amigo Paul “Red” Fay, subsecretário da Marinha, o seguinte:
It’s possible. It could happen in this country, but the conditions would have to be just right. If, for example, the country had a young President, and he had a Bay of Pigs, there would be a certain uneasiness. Maybe the military would do a little criticizing behind his back, but this would be written off as the usual military dissatisfaction with civilian control. Then if there were another Bay of Pigs, the reaction of the country would be, “Is he too young and inexperienced? ” The military would almost feel that it was their patriotic obligation to stand ready to preserve the integrity of the nation, and only   God knows just what segment of democracy they would be defending if they overthrew the elected establishment … then, if there were a third Bay of Pigs, it could happen … but it won’t happen on my watch. (Horne, volume 5, pages1501-1502.)
É possível. Poderia acontecer em nosso país, mas as condições teriam de ser perfeitas. Se, por exemplo, o país tivesse um Presidente jovem, e ele tivesse uma Baía dos Porcos, haveria certa inquietação. Talvez os militares criticassem-no um pouco pelas costas, mas isso seria desqualificado como a usual insatisfação dos militares com o controle civil. Então, se houvesse outra Baía dos Porcos, a reação do país seria “Será que ele é jovem e inexperiente demais? ” A instituição militar quase acharia ser sua obrigação patriótica ficar preparada para preservar a integridade do país, e só Deus sabe qual segmento da democracia ela estaria defendendo se derrubasse a elite eleita … então, se houvesse uma terceira Baía dos Porcos, poderia acontecer … mas não acontecerá enquanto eu for Presidente. (Horne, volume 5, páginas 1501-1502.)
We must also bear in mind the prime directive   of the national-security state: to protect our nation’s national security and that they have all taken an oath to defend America from all enemies, both foreign and domestic. To this day, there are people who defend the CIA-supported coups in Guatemala (1954) and Chile (1973) by arguing that a constitution is not a suicide pact — that if the regime-change operations in those countries had not occurred, both nations would have definitely fallen to the communists.
Temos também de ter em mente a diretiva precípua do estado de segurança nacional: proteger a segurança nacional de nossa nação e todos terem jurado defender os Estados Unidos de todos os inimigos, tanto externos quanto domésticos. Até hoje há pessoas que defendem os golpes apoiados pela CIA em Guatemala (1954) e Chile (1973) argumentando que uma constituição não é um pacto de suicídio — que se operações de mudança de regime nesses países não tivessem ocorrido, ambas as nações teriam definitivamente caído nas mãos dos comunistas.
Moreover, even today — almost 50 years after the assassination, the CIA steadfastly   refuses to open all its files relating to the Kennedy assassination to the American people. As former Washington Post and current Salon.com editor Jefferson Morley stated in a November 22, 2011, article entitled "The Holy Grail of the JFK Story,”
Mais que isso, mesmo hoje em dia — quase 50 anos depois do assassínio, a CIA recusa-se peremptoriamente a abrir todos os seus arquivos relativos ao assassínio de Kennedy ao povo estadunidense. Como o ex- editor do Washington Post e atual editor de Salon.com Jefferson Morley declarou em 22 de novembro de 2011, num artigo intitulado "O Santo Graal da História de JFK,”
In 2003 I sued the CIA for the records of George Joannides, a secondary character in the JFK story. Eight years later, the Agency is still fighting the release of some 330 records on him, a legal defense that the New York Times aptly described in 2009 as “cagey.” Agency lawyers are scheduled to appear in federal court later this year to argue that none of this antique material can be made public in any form — supposedly for reasons of “national security.”
Em 2003 processei a CIA por causa dos registros de George Joannides, personagem secundário na história de JFK. Oito anos depois, a Agência ainda está lutando quanto à liberação de cerca de 330 registros a respeito dele, uma defesa jurídica que o New York Times apropriadamente descreveu em 2009 como “evasiva.” Advogados da Agência estão escalados para comparecer a tribunal federal mais tarde este ano para argumentar que nada desse precioso material antigo pode ser tornado público — supostamente por motivos de “segurança nacional.”
There you have them again, the two words that have played the most important role in the lives of the American people in our lifetime: national security!
Aí estão, de novo, as duas palavras que têm desempenhado o papel mais importante nas vidas do povo estadunidense em nossa época: segurança nacional!
In a 2009 article entitled “C.I.A. Is Still Cagey About Oswald Mystery” about the CIA’s continued refusal to open its records on Joannides to the American people, Minnesota federal judge John R. Tunheim, who served as chairman of the Assassination Records Review Board, referred to the CIA’s deception of the ARRB regarding Joannides’ role in the Kennedy assassination investigation: “I think we were misled by the agency. This material should be released.”
Em artigo de 2009 intitulado“C.I.A. Ainda se Mostra Evasiva no Tocante ao Mistério de Oswald” acerca da contínua recusa da CIA de abrir seus registros acerca de Joannides ao povo estadunidense, o juiz federal de Minnesota John R. Tunheim, que atuou como dirigente da Junta de Reexame dos Registros do Assassínio - ARRB referiu-se às tapeações da CIA diante da ARRB a respeito do papel de Joannides na investigação do assassínio de Kennedy: “Acho que fomos desinformados pela agência. Esse material deveria ser liberado.”
Even Robert Blakey, who replaced Sprague at   the House Select Committee on Assassinations, later accused the CIA of obstruction of justice regarding Joannides. “I now believe the process lacked integrity precisely because of Joannides, he told PBS.
Até Robert Blakey, que substituiu Sprague na Comissão Seleta da Câmara para Assassínios, acusou posteriormente a CIA de obstrução da justiça no tocante a Joannides. “Acredito agora que o processo careceu de integridade precisamente por causa de Joannides," disse ele ao PBS.
Several questions naturally arise: Was Kennedy’s foreign policy, including his secret overtures to the Soviet Union and Cuba at the height of the Cold War, endangering America’s national security? Did the national-security establishment construe Kennedy’s foreign policy to be a threat to national security? Did the national-security state act to protect our nation’s national security with a regime-change operation on November 22, 1963? Was national security used to shut down the investigation into the assassination, including through concealment of shots fired from the front by the military-controlled autopsy of the president’s body? Has the CIA engaged in deception and does it still refuse to disclose information for reasons of national security or some other reason?
Diversas perguntas naturalmente surgem: Estava a política externa de Kennedy, inclusive suas propostas secretas à União Soviética e a Cuba no auge da Guerra Fria, ameaçando a segurança nacional dos Estados Unidos? Será que a elite de segurança nacional achava que a política externa de Kennedy constituía ameaça à segurança nacional? Será que o estado de segurança nacional agiu para proteger a segurança nacional de nosso país por meio de uma operação de mudança de regime em 22 de novembro de 1963? Foi a segurança nacional usada para sustar a investigação do assassínio, inclusive por meio da ocultação de disparos feitos a partir da frente, por meio da autópsia do corpo do presidente controlada pelos militares? Tem-se a CIA lançado a engodo e ainda se recusa a revelar informação por motivos de segurança nacional ou será por outro motivo?
Some would say that the Kennedy assassination is irrelevant, given the long passage of time and the fact that all the actors in the assassination are probably dead.
Alguns dirão que o assassínio de Kennedy é irrelevante, dada a longa passagem de tempo e o fato de todos os atores do assassínio estarem provavelmente mortos.
I hold otherwise. I say that America made a grave mistake at the end of World War II in overlaying our constitutional republic with a national-security state. At the end of the war, America should have come home, brought all the troops home, and demobilized. The CIA should never have been established. The United States should never have adopted a Soviet-style system in order to fight a Cold War against the Soviet Union.
Penso diferente. Digo que os Estados Unidos cometeram grave equívoco ao final da Segunda Guerra Mundial ao superporem a nossa república constitucional um estado de segurança nacional. Ao final da guerra, os Estados Unidos deveriam ter voltado para casa, trazido todas as tropas de volta, 
e se desmobilizado. A CIA nunca deveria ter sido criada. Os Estados Unidos nunca deveriam ter adotado um sistema de estilo soviético para lutar numa Guerra Fria contra a União Soviética.
At the end of his term, President Eisenhower obviously started to recognize the danger of the military-industrial complex to American democracy. That’s what his farewell address was all about — warning the American people of the monster that the military-industrial complex was becoming.
Ao final de seu mandato o Presidente Eisenhower obviamente começou a reconhecer o perigo do complexo industrial-militar para a democracia estadunidense. A isso disse respeito seu discurso de despedida — advertir o povo estadunidense do monstro que o complexo industrial-militar estava-se tornando.
He wasn’t the only one. A month after Kennedy’s assassination, the Washington Post published an op-ed by former President Truman stating that the CIA had become a sinister force in American life. Truman’s timing, while America was still grieving Kennedy’s death, could not have been a coincidence.
Ele não foi o único. Um mês depois do assassínio de Kennedy, o Washington Post publicou um artigo opinativo do ex-Presidente Truman declarando que a CIA havia-se tornado uma força sinistra na vida estadunidense. O momento escolhido por Truman, enquanto os Estados Unidos ainda pranteavam a morte de Kennedy, não pode ter sido coincidência.
Adopting the national-security state to wage a Cold War against the Soviet Union ended up changing America — for the worse, to the point where our nation now openly embraces such Soviet-like actions as assassination, torture, Gulags, arbitrary arrests, indefinite military detention, kangaroo tribunals, and support of foreign dictatorships.
Adotar o estado de segurança nacional para conduzir uma Guerra Fria contra a União Soviética acabou mudando os Estados Unidos — para pior, a ponto de nossa nação hoje empreender abertamente ações de estilo soviético tais como assassínios, tortura, Gulags, detenções arbitrárias, detenção militar por tempo indefinido, tribunais de fachada e apoio a ditaduras estrangeiras.
The Cold War is over. It’s time for America to restore its status as a constitutional republic. It’s time to dismantle the national-security state.
A Guerra Fria acabou. É hora de os Estados Unidos restaurarem sua condição de república constitucional. É hora de desmantelar o estado de segurança nacional. 
What better way to honor the foreign-policy legacy of President John F. Kennedy?
Que melhor maneira de honrar o legado de política externa do Presidente John F. Kennedy?
Jacob Hornberger is founder and president of the Future of Freedom Foundation. Send him email.
Jacob Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Envie-lhe email.





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